Fórum dos Leitores

SISTEMA ELÉTRICO

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2012 | 03h07

Blecautes

Lamentavelmente, teremos novos e inevitáveis apagões de energia no País, dada a precariedade do sistema elétrico nacional. Sete municípios da Grande São Paulo e 24 do interior ficaram sem energia, com sensíveis prejuízos para as indústrias, o comércio e os serviços. Faltam-nos políticas energéticas, investimentos e manutenção nas áreas de distribuição e transmissão de eletricidade.

LUIZ GONZAGA BERTELLI, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, conselheiro e diretor da Fiesp-Ciesp

lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

Fatal investimento

Há oito anos a desculpa do governo é que o apagão petista não é igual ao apagão de FHC. Pode até ser, mas a ordem dos fatores não altera as causas. Se na era FHC foi falta de investimento em geração de energia elétrica, na era petralha é falta de investimento em conservação e em transmissão. Tem diferença? Apagão continua sendo apagão!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

'Os apagões de Dilma'

Dona Dilma, quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho! A senhora já deveria saber que em "bico" fechado não entra mosquito.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

Novilíngua petista

O apagão no governo de Fernando Henrique Cardoso, segundo o atual governo, foi oriundo de "incompetência". Já o apagão de agora foi oriundo de "coincidência". Os cínicos petistas, se pudessem, para tornar viável ainda mais seu mefistofélico projeto de poder, não hesitariam em criar o "Ministério da Manipulação das Palavras". A criação de uma "novilíngua", tal como aquela constante em 1984, a magnífica obra literária do inglês George Orwell contra ditaduras de esquerda, é um dos grandes anelos do PT.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

'Apaguinho'...

Não surpreendem mais a insensatez e a incompetência da administração. Antes era apagão e servia para manipular politicamente as mazelas. Mas agora, segundo o sr. Chipp, trata-se meramente de um "apaguinho". E vejam que nossa presidenta vem do ramo. Como se podem relativizar tanto assim assuntos sérios? Resta o "conforto", que há já dez anos se repete a cada ocorrência, de que isso não mais deva acontecer.

ANGELO BAUCIA

baucia@terra.com.br

São Paulo

Diminutivos

Começou com o "Lulinha paz e amor". Há não muito tempo foi a vez do pibinho. Agora é o tal do "apaguinho". E assim o Brasil vai ficando pequenininho.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

Truque barato

Transformar aumentativo em diminutivo é truquezinho baratinho de segunda mão. Apagão não é "apaguinho", mensalão não é mensalinho e corrupção não é crimezinho. Basta de enganação!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Governinho

É "apaguinho", é pibinho, é tudo consequência de um governinho de políticos minúsculos que só são maiúsculos em safadeza e bandalheiras.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Ideia luminosa

Apagão nunca mais: vem aí a Bolsa-Lamparina!

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

A metástase

Frustrado com a seriedade da maioria dos ministros da nossa Suprema Corte pela condenação dos criminosos envolvidos na prática do mensalão, cujo resultado carimbará de vez o quanto é perniciosa a política petralha, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) é estampado no Estadão de dedo em riste (4/10, A6), prometendo fazer desagravo a José Dirceu depois do julgamento, declarando que o PT veio para ficar e que é igual a formigueiro: acaba um, surgem milhares. E eu digo o contrário: que o PT assemelha-se à metástase, ao mudar-se rapidamente de lugar no corpo onde se manifesta e, implacavelmente, em pouco tempo fazendo sucumbir a sua vítima. Assim, se o povo brasileiro não acordar a tempo, amanhã será tarde. Com o PT todo cuidado é pouco. Tatto, na sua falácia, também adiantou que Lula e Dilma Rousseff estão arrependidos pela escolha errada dos oito ministros por eles indicados. Se esperavam que os magistrados se subordinassem aos seus caprichos obscenos de permanência no poder, deram-se mal.

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

Arrogância ímpar

O ato de desagravo que o PT e o ex-presidente Lula estão programando caso José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino sejam condenados é de uma arrogância sem igual. Não bastasse o PT ter abusado do poder, com a prática do mensalão, agora tem a petulância de ignorar a decisão da instância maior da Justiça e julgar-se acima dela. Desrespeito e vergonha!

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Faz-se justiça no STF

Só faltava essa! Noticia o Estado que, a portas fechadas, dirigentes do agora desmoralizado PT dizem que os preclaros Lula e Dilma escolheram mal a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Imaginavam que nossa mais alta Corte se transformaria em mais um braço da corrupção, instituída no País pelos líderes de seu partido?

FLÁVIO JOSÉ R. DE AGUIAR

flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

Mensalão

Ih! O PT demonstra que é mesmo ineficiente: não sabe nem sequer escolher ministros para o STF. De oito indicados, somente dois são fiéis e defendem as suas trapalhadas.

ADRILES ULHOA FILHO

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

Ato de ofício

A Justiça brasileira finalmente descobriu que malandro não passa recibo. Ato de ofício que é jurisprudência em qualquer botequim de esquina Brasil afora.

CARLOS LEONEL IMENES

climenes@ig.com.br

São Paulo

 

JULGAMENTO DO MENSALÃO

Três ministros condenam José Dirceu; Lewandowski absolve – manchete do Estadão de ontem. Surpresa? Nenhuma. Servilismo de Ricardo Lewandowski? Creio que não, mas apenas a demonstração de gratidão que a criatura tem para com o seu criador.

Ralph Rosario Solimeo ralphsolimeo@terra.com.br

São Paulo

*

GRATIDÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Lewandowski deu prova de uma virtude muito rara: a gratidão. Levado ao Supremo pelas mãos de Dona Marisa Letícia, nada mais fez do que cumprir o seu dever, absolvendo Zé Dirceu. Seus passos serão seguidos pelo ministro Toffoli, seu discípulo na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e nos caminhos para chegar à nossa Suprema Corte.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@mail.com

São Paulo

*

MELHOR ADVOGADO

Há um ministro que demonstra uma qualidade rara hoje em dia: a gratidão pelos favores recebidos. Mas, a meu ver, ele seria um melhor advogado de defesa do que ministro do STF.

Maria Aparecida Novaes Drozd tidadrozd@terra.com.br

Jundiaí

*

ÀS ARCADAS!

Incito a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP, a posicionar-se! Seu professor Lewandowski exibe comportamento que oferece duas alternativas: ou está vinculado aos réus que ora julga ou sofre de grande incapacidade jurídica. Ao demonstrar enorme inconsistência entre seus votos e o já arrazoado pelo STF no curso do julgamento da Ação Penal 470, foi alvo de contundentes e procedentes críticas dos quatro ministros mais antigos da Alta Corte. Na defesa de seu fragilíssimo voto de absolvição de José Genoíno e José Dirceu, chegou a dizer que o Brasil está 50 anos atrasado em relação ao resto do mundo, inclusive no campo do Direito. Foi imediatamente admoestado pelo presidente Ayres Britto, que corretamente afirmou ser tal assertiva enormemente injusta com a História e com a tradição acadêmica do Direito no Brasil. O Brasil passa por momento único na recondução de seus valores éticos e morais, e a São Francisco tem de fazer parte deste processo! Essa é a sua tradição e o seu legado!

Julius Boros

Cotia

*

TESTEMUNHAS

Pergunta que não ofende: se, segundo o ministro Lewandowski, provas testemunhais somente não são suficientes para condenar alguém, para que, então, servem testemunhas?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

ALTERNATIVAS

Entristece saber que certa pessoa indicada ao Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Lula negue as provas, escancaradas para o povo brasileiro, que apontam o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como o chefe do esquema do mensalão. Agora é esperar seis anos, tempo que falta para certo ministro do STF completar 70 anos e ser obrigado a deixar o cargo. Outra alternativa é confiar nos demais ministros para punir mensaleiros e aliados.

Thiago C. Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

*

A DOR DE CARVALHO

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse estar muito sofrido com a condenação parcial dos petistas José Genoíno e José Dirceu. O que esperava o ministro Carvalho, que o STF advogasse para a facção dos mensaleiros? Depois da exposição de motivos que levaram os ministros a condenar os envolvidos que receberam dinheiro para votar com o governo, o ministro acha que vai sensibilizar os contribuintes que foram lesados em todos esses anos, que deixaram de ter melhores condições de tratamento de saúde, melhorias na educação, segurança, transportes e moradia, com a dor que está sentindo, enquanto a quadrilha fraudava contratos e assaltava os cofres públicos? A dor do ministro deveria ser pelos inocentes que sofreram e sofrem pela falta de recursos desviados para os bolsos desses malfeitores. O Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem admite o poder que se deixa corromper conforme dito por Celso de Mello, portanto, ministro Carvalho, se não gostou dos votos dos ministros do STF, pegue seu boné e vá fazer companhia a seus amigos no xilindró.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

‘A DOR ME IMPEDE DE FALAR’

Essa foi a frase do ministro Gilberto Carvalho. É muito cinismo por parte de um ministro integrante do PT. Dor, quem sente, são os 180 milhões de brasileiros locupletados em trilhões de reais há 10 anos. Trilhões de reais que foram desviados e poderiam ter alavancado a educação, a cultura, as pequenas empresas, profissionais em diversos setores que poderiam ter se beneficiado dessa dinheirama em estudos, pesquisas, melhoria na educação. Realmente, é um oceano de cinismo!

Joao Antonio Dohms dohmsj@hotmail.com

Fortaleza

*

INDIGNAÇÃO

Confesso, não resisto ao sentimento impulsivo da indignação, no momento em que o STF faz o maior julgamento de sua história. Agir sob o tacão das emoções, sabemo-lo, não é um bom caminho. No entanto, o inconformismo supera esse limite e grita, para ser ouvido. Apenas uma pergunta: A quem serve esse senhor que atende pelo nome estranho de Lewandowski, no Supremo Tribunal Federal? Em seus votos, envoltos pela transparência aparente do celofane, ocultam-se malabarismos verbais, contorcionismos frásicos, preciosismos conceituais, linguagem barroquizante, juridiquês envergonhado, para servir à Justiça brasileira, pautar novos rumos constitucionais, dar espetáculo gratuito ou para servir à “quadrilha de assaltantes de estrada”? A quem, afinal, serve esse ministro?! A nosso ver, ou é paladino na defesa de bandidos corruptos ou é, simplesmente, o bobo da corte pós-modernista.

Flávio Cezário facezario@uol.com.br

Presidente Prudente

*

O MINISTRO E A SERRAGEM

Lendo as cartas de leitores do Estadão, pensei que alguns estivessem exagerando na dose das críticas ao ministro Lewandowski. Para tirar minhas dúvidas, resolvi sintonizar a TV Justiça, que estava reprisando a reunião do STF, realizada no dia anterior, e por sorte, era o ministro que estava explicando seu voto. Cheguei à conclusão de que as críticas dos leitores foram até bem comedidas, benevolentes. Na realidade, Lewandowski representou dois papéis, o de promotor e o de advogado de defesa. Como promotor, parecia uma lavadeira em tanque de roupa suja, com uma feição bem cínica, quase debochada, entrou no disse me disse do Valério, como advogado de defesa, descaradamente defendeu José Dirceu. Em momento algum exerceu seu real papel, o de julgador dos réus do mensalão. Ele sempre afirma que não existem provas concretas contra José Dirceu, mas em momento algum apresentou sequer uma prova concreta contra Marcos Valério. Ele é do tipo faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Bem no estilo de seu tutor, aquele que o colocou no Supremo e a quem cegamente obedece. O ministro, quando faz a barba, certamente na pia fica um monte de serragem.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

*

CONVICÇÃO

A ministra Rosa Weber, em seu voto de quinta-feira, demonstrou que, para julgar uma ação dessa, em que os réus são muito inteligentes e perspicazes, assim como conhecedores das leis, ou ainda, de como burlar as leis, precisa utilizar das mesmas qualidades, ou seja, “inteligência, perspicácia e muito conhecimento das leis e jurisprudências”. Deixou muito claro o alto grau de conhecimento desses atributos. Mais, na sua defesa a honestidade, dos bons costumes e na lisura das instituições democráticas, senti até que em determinado momento, ela se emocionou e demonstrou toda a revolta com o descalabro desse crime. Infelizmente o ministro Lewandowski, revisor, insiste em não utilizar dessas mesmas qualidades, não sei se é porque não as tem ou porque o comprometimento político-partidário o impede.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

*

OBSERVAÇÕES

Os ínclitos ministros do STF Rosa Weber e Luis Fux, por terem de dizer, interpretar, opinar, decidir no julgamento dos maiorais de ontem: só lhes faltou pedir desculpas aos réus por estarem (eles, os ministros) cumprindo suas nobres funções. Seria o mesmo que um batedor de pênaltis pedir desculpas ao goleiro adversário, quando na iminência de lhe chacoalhar as redes. A professora de Direito da UFRJ amarfanhando a língua portuguesa ao expor suas opiniões ao término da sessão de anteontem. Quem diria...

Antonio Dall Fabbro dallfabbro@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONSCIÊNCIA PETISTA

O revisor Lewandowski diz que votou com a consciência para absolver o Zé Dirceu. Consciência de petista. Devolveu ao Lula o favor obtido pela sua nomeação ao Supremo.

Dario A. Passarella dario.passarella@gmail.com

Mairiporã

*

DESPERTE, MINISTRO!

A consciência do ministro revisor deve ter sido muito bem abastecida nesses anos todos em que teoricamente estudou os autos. Agora a pergunta que se faz, um ministro vota baseado em fatos e provas ou de acordo com sua consciência? O País inteiro sabe perfeitamente que o réu em questão é um pilantra e também quem é o chefe da Camorra. Ministro, não nivele por baixo a inteligência dos brasileiros. Vamos torcer para que sua consciência não lhe deixe mais dormir. O mundo é redondo, não dá para fugir disso.

Maria Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

*

DUVIDAMOS

Que ridículo dizer que votou com a consciência. Votou, sim, em prol do seu partido. Será que quando deita consegue descansar em paz? Nós, brasileiros, duvidamos. E a sua família, seus filhos, como fica?

Clovis Jose Ribeiro Leal cj.leal@uol.com.br

São Paulo

*

EXECRÁVEL

Esse indivíduo, pelo seu comportamento, macula a mais alta instância da Justiça brasileira. Ele não é digno do posição que exerce. Foi indicado por ligações de amizade com o Lula – o poderoso chefão. E neste momento tão grave que o País atravessa, tem a audácia de absolver a cúpula da bandidagem, apenas para ser grato àquele que lhe indicou sem nenhum pejo. É um comportamento execrável que todo brasileiro sedento de justiça não merece.

Aparecido Longo cidlongo@terra.com.br

Itatiba

*

CONVULSÃO INTESTINA

É de embrulhar o estômago saber que contamos no STF com uma mente comprometida não com a Justiça, mas com o descarado e apaixonado compromisso com o criminoso partido a que pertence. Para que não borre a imagem e a carreira dos colegas justos, que haja um mecanismo para extirpá-lo do STF. Eu não tenho vergonha de ser brasileiro. Tenho vergonha de Lewandowski e seus “absolvidos” serem.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

*

DUTOS

Parece que o dinheiro do mensalão não foi usado apenas para comprar deputados, mas outras autoridades também. Vimos isso esta semana no STF.

Renato Pires da Silva Filho repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

*

JUSTIÇA COMPLETA

Parabenizo o exmo ministro Joaquim Barbosa, por sua clareza na exposição do processo mensalão. O sr entrará para a história deste país, como o relator do processo mais infame, operado pelo Zé Dirceu, Delúbio Soares (aquele da piada de salão), José Genoino e a turma do Marcos Valério. A maioria dos ministros também entrará para a história, principalmente o ministro Aires Britto, por ter colocado o processo em pauta. O ministro Ricardo Lewandowski, como era esperado, absolveu José Genoino, José Dirceu, condenou Delúbio Soares como o único responsável pelo mensalão. Durante a leitura do processo pelo ministro Lewandowski, procurei em seu semblante alguma manifestação de desconforto, rubor, falsete na voz, não percebi nada, nem uma emoção sequer. O ministro também entrará para a historia do País, como o ministro que ainda acredita em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, etc. Para que esse processo seja completo é necessário que se investigue a participação do Lulla, pois não é crível que, sendo presidente e dono do PT, não soubesse de nada. A justiça tem de ser completa.

Silvia L Santos slalinosantos@gmail.com

São Paulo

*

COMPANHEIRO

É... parece que o ministro continua lewando o whisky paro o Lulla.

José Carlos Vendramini Fleury zkfleury@uol.com.br

São Paulo

*

COMO ASSIM?

O que queria o ministro Lewandowski? Não viu provas cabais dos delitos denunciados? Que Zé Dirceu pedisse para ser fotografado nos atos ilícitos para se autoflagrar? Que assinasse papéis e os mandasse publicar nos jornais? Enfim, Lewandowski pensa que somos todos idiotas? Que feio, ministro! Barbaridade! Deu até pena vê-lo tendo de confrontar-se com contestações, por vezes irônicas, de seus pares. Acho que V. Excia deve já imaginar o quanto sai desmoralizado desse histórico julgamento. Só espero que o ministro Toffoli não o acompanhe usando tais argumentos frágeis, pois que terá muitos anos à frente neste egrégio tribunal e precisará de respeitabilidade para exercer sua função, coisa que Lewandowski acabou de perder para sempre lamentavelmente, embora não na ótica de certa percentagem de petistas fanáticos que não querem tirar a trava dos olhos, uma vez que para estes melhor fazerem-se de cegos e surdos do que abrir mão de uma mitologia que não tem respaldo nenhum na realidade sempre alimentada pela lei dos fins justificando os meios.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

*

RABO PRESOWSKY

O ministro Lewandowski, como previsto por todos, confirmou mesmo que tem o rabo preso com a “cumpanheirada”.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

MARCADO PARA SEMPRE

Ao ler no Estadão de quinta-feira que o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, afirmou categoricamente a existência de provas do envolvimento de Jose Genoino e Jose Dirceu no esquema, e depois o revisor, de forma totalmente oposta, disse que essas provas não existem, restam duas possibilidades: 1) um dos ministros não tem capacidade jurídica para exercer o cargo; ou 2) um dos ministros colocou interesses particulares ou convicções político partidárias acima do cargo, em flagrante descumprimento da Lei Orgânica da Magistratura e da Constituição federal. Comparando-se as decisões atuais com aquelas proferidas pelos demais ministros durante os outros itens do julgamento, não resta dúvida de qual dos dois ostentará o constrangimento de ter exercido um papel que ficará para sempre marcado na história do País! E a história, é de bom alvitre lembrar, é implacável!

Jose Mario Prado Vieira josemariopv@hotmail.com

São Paulo

*

IMPOSSÍVEL NÃO COMPARAR

Depois do antológico voto do ministro do STF Celso de Mello, que confirmou que nós, brasileiros, temos o direito de exigir que nossos governantes sejam íntegros, que os legisladores sejam probos e que os juízes sejam incorruptíveis, depois de afirmar que a corrupção deforma o sentido republicano da prática da política e que os corruptos e os corruptores não serão aceitos citando Cícero, Santo Tomaz e até Santo Agostinho, vem outro ministro e cita a fábula da tromba do elefante. Impossível não comparar!

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

*

ADVOGADO DE DEFESA

Assisti à 30.ª sessão do Supremo no julgamento do mensalão sobre José Genoíno. Confesso que, pela ênfase nos detalhes e seu arrazoado, fiquei na dúvida se o ministro Lewandowski estava julgando ou simplesmente defendendo o referido réu. A segunda hipótese me pareceu mais plausível.

Sansão José da Silva sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

*

CAUSAS

O Brasil amadureceu muito até conquistar ao País democrático que hoje todos podemos desfrutar. O fortalecimento de nossas instituições é imprescindível para mantermos e aperfeiçoarmos esta conquista. Quando vejo manifesto de militares aposentados tentando justificar barbaridades cometidas durante a ditadura, sinto vergonha. Não posso colocar no mesmo barco militares honestos e que nunca agiram ao arrepio das leis com outros homens, fardados ou não, que se colocaram a margem das leis e da ordem cometendo atrocidades contra cidadãos por crime de pensamento e até mesmo contra guerrilheiros presos e indefesos. Sinto vergonha quando vejo um grupo de intelectuais e artistas de diversas áreas subscrevendo um documento tentando justificar o mensalão e condenando seu julgamento. Quero acreditar que o Partido dos Trabalhadores também é composto por gente de bem e honesta e que jamais concordariam com práticas corruptas para se perpetuarem no poder. O manifesto do ex-militares misturam militares honestos e pessoas de bem com os bandidos e torturadores, maculando uma instituição séria e respeitável e o mesmo fazem os intelectuais. Ambos não percebem que, assim procedendo, travam o mau combate. Vão deixar um péssimo legado para as gerações futuras ao não separarem o joio do trigo. O militares prestaram e ainda prestam relevantes serviços à Nação. Os bons não merecem ser confundidos com os assassinos e torturadores. A criação do Partido dos Trabalhadores foi o acontecimento político mais importante do século 20. Os bons petistas não merecem ser confundidos com mensaleiros e corruptos. Pensem bem, senhores, antes de defenderem suas causas.

Marcelo Barreto barretomarcia@hotmail.com

São Paulo

*

FORMIGUEIRO PT

A colocação promovida por Francisco Rocha, o Rochinha, coordenador da corrente Construindo Um Novo Brasil (CNB), majoritária do PT, quando disse: “Em algum momento as pessoas vão ver que o PT veio para ficar. Isso é igual a formigueiro. Acabam com um e aparecem mil”. Foi extremamente infeliz, mas oportuna. Evidencia os interesses do partido e lembra as pessoas com mais idade a frase “ou o Brasil acaba com as saúvas ou as saúvas acabam com o Brasil”.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

*

ALTERAÇÃO POLÍTICA

Precisamos lutar para mudanças constitucionais somente com a participação do povo, sem políticos ou vinculados a qualquer partido, organizações e movimentos sociais. Não queremos que o presidente da República indique ministros para o STJ e STF, para favorecer a si próprio. Não encontraremos sempre um ministro igual ao Dr. Joaquim Barbosa. Nós escolheremos. Vamos acabar com tantos partidos políticos, no máximo 3 (três) e com os votos de legenda. Deverá tomar posse o que for mais votado, seja, de que “partido” for para: presidente da República, vice-presidente, senador, vice-senador, deputado federal, deputado estadual, governador, vice-governador, prefeito, vice-prefeito e vereador. Assumirá o cargo vago por doença ou morte, o mais votado independente de ser de outro partido. Só poderão ser reeleitos uma vez, para qualquer cargo, para que se evite o continuísmo, prejudicando a Previdência Social e formação de quadrilha. Terão que cumprir seus mandatos até o último dia, não podendo renunciar, para assumir qualquer outro cargo nos governos, mesmo nos terceiros escalões. Todos somos iguais perante a Lei.

Porque não podemos nos candidatar a qualquer cargo acima descritos, sem ter vínculo a um partido político e seguir suas políticas? São sempre os mesmos.

José Maria Gonçalves josemagoncalves@ig.com.br

Santos

*

JUÍZES INCORRUPTÍVEIS

A maior confissão de que a intenção era a compra de excelências para dominar o País e transformá-lo numa segunda Venezuela de Chávez está na imprensa: “A portas fechadas, dirigentes do PT dizem que tanto Lula como a presidente Dilma Rousseff ‘escolheram mal’ a maioria dos juízes do STF”. Estariam confundindo ministros do Supremo com devotados servidores do próprio partido político? Ainda bem que existem juízes incorruptíveis em sua maioria.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

NO FIO DA NAVALHA

Uma provável derrota de Hugo Chávez na eleição de amanhã na Venezuela faz quebrar uma perna esquerda do PT na América do Sul. Convenhamos, seria ótimo também para os venezuelanos... Mas, pensando bem, com as dezenas dos já condenados, incluindo mais que provável o núcleo político do PT na ação 470 (vulgo mensalão), as pernas, coração e o discurso moral e ético de um passado tão recente que se mostrou uma farsa, estão definitivamente indo pro brejo...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

AUTORITARISMO PETISTA

Lendo a respeito do pensamento da elite petista, apenas citando alguns, Dilma Vana, “a guerrilheira”, Luis Inácio, “o único”, Rui Falcão, “o iracundo”, Jilmar Tatto, “coronel do Grajaú”, e Carlos Henrique Gouveia de Mello (vulgo José Dirceu), dentre outros, constata-se que todos, sem exceção, não aprenderam que numa democracia respeita-se a minoria (mencheviques) e, acima de tudo, há alternância de poder. Pensar que outro partido diferente deles não possa governar é retrocesso. Logo, forçoso concluir que o Partido dos Trabalhadores não admite regime democrático, mas, sim, apenas e tão somente seu autoritarismo.

Newton Kamuchena n.kamuchena@gmail.com

São Paulo

*

O CHEFE

O chefe da grande quadrilha está totalmente desorientado com o julgamento dos seus pares no processo do mensalão. Está falando mais bobagens do que nunca, agressões gratuitas a José Serra, Celso Russomanno, ACM Neto e Arthur Virgílio; veste roupas simples para se mostrar nos palanques como homem simples do povo, mas tem centenas de ternos Giorgio Armani, comprados com cartão de crédito do governo federal (bons tempos), daqui pra frente a vaca está indo para o brejo (outros tempos).

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

*

‘DELENDA EST LULA’

Prevalecendo a teoria do “domínio dos fatos”, aquele que foi o beneficiário maior de tantas ilicitudes também deve responder...

Caio Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

*

FALTA DE RESPEITO

Ao ser indagado se estava preocupado com o mensalão, Lula, cuja especialidade é dizer asneiras, respondeu que estava preocupado com a eleição. O que ele quis dizer com isso? Para o bom entendedor ficou fácil. O importante, para ele, é a eleição, depois disso, azar de quem vota em candidatos sem compromisso com a honestidade. Ao contrário do que pensa, se é que pensa, Lula tem, sim, obrigação de se preocupar com o mensalão. Se não tem obrigação legal (por enquanto), tem obrigação moral. Afinal, esse absurdo aconteceu durante seu governo, envolvendo seu próprio partido. Se ele não sabia de nada, revela-se um grande incompetente, se sabia, foi conivente, e tem de pagar por isso.

Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com

Bragança Paulista

*

E QUEM QUISER QUE CONTE OUTRA HISTÓRIA...

Era uma vez um homem poderoso e vaidoso, que se vangloriava da força que mantinha mesmo tendo sido cassado, do poder de um telefonema seu quando atuando como “consultor”. Agora quer convencer a todos de que no auge do poder que exercia, nada mas nada mesmo era do seu conhecimento quanto aos “malfeitos” de seus subalternos, que não percebia sinais exteriores de riqueza como o “carrinho novo de Silvinho”, as viagens em jatinhos, hotéis de luxo e vinhos caríssimos de um professor de matemática, tesoureiro do partido e que não chefiava o esquema.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

E AINDA CRITICA?

É inacreditável que o José Dirceu tenha a petulância em criticar José Serra pelo uso eleitoral do mensalulão. Pode? A era Lula conseguiu “comprar” a oposição do Congresso Nacional até os dias de hoje, por isso é inexpressiva, mas os que preservaram a sua honra têm por obrigação de usar o mensalulão para fins eleitorais à exaustão, para alertar os cidadãos brasileiros da falta de ética, moralidade e honestidade pelo qual os mensaleiros do desgoverno do PT estão sendo julgados e que com certeza serão condenados. Era melhor que ficasse calado e no ostracismo de Vinhedo, aproveitando a sua liberdade prestes a ser interrompida para cumprimento da pena. E ainda critica?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Paulistanos, atenção! Amanhã vamos às urnas e tive um sonho. O líder nas pesquisas roubou, até agora, votos de José Serra e Fernando Haddad, por razões semelhantes. Esses eleitores entendem que foram traídos por Serra, quando se candidatou a governador, depois de ser eleito prefeito, e teve mais votos na cidade de São Paulo naquela eleição, por isso se entende que o paulistano endossou sua ida para o governo do Estado. No caso de Haddad, seus votos cativos do PT migraram para o outro, tendo em vista que o cidadão comum acompanhou a traição que o PT lhes fez, desembocando na cloaca do mensalão. Agora, se o anão da política Sr. Celso Russomanno, mesmo com o seu currículo, chegar ao segundo turno e vencer, esse mesmo povo estará, novamente, sendo traído, pois em menos de um ano de desgoverno ele cairá nos braços do PT, pois sabemos como os petralhas trabalham sério (leia-se mensalão), e o butim à Prefeitura começará, visando a tomada do governo do Estado. Quem sabe acordo amanhã esquecido desse sonho macabro e vejo aquele candidato capaz enfrentando um dos dois?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

*

CINISMO

É cínica a recorrente alegação que tenta desqualificar José Serra por ter abandonado o cargo de prefeito de São Paulo no meio do mandato para se eleger governador deste Estado, como se isso fosse algo vergonhoso ou inusitado. Afinal, não é isso que fazem todos os políticos quando veem uma oportunidade que lhes parece melhor? Não foi isso que fez Marta Suplicy ao deixar o cargo de senadora por São Paulo, para o qual foi eleita pelo voto popular, para atuar como ministra da Cultura nesta vergonhosa e descarada troca de apoio político por cargo? Não é isso que sistematicamente fazem todos os políticos eleitos quando abandonam seus mandatos para ocupar outros cargos no governo? Chega de tanto cinismo!

Ana Maria Carmelini carmelini.ana@terra.com.br

São Paulo

*

CREDENCIAIS

A escolha do candidato a prefeito da terceira maior cidade do mundo não deve ser por simpatia, e, sim, por competência demonstrada no que já fez. A educação no Brasil, estando qualificada entre as piores do mundo, não credencia o ex-ministro da Educação.

Fabio Ribeiro da Silva fabio.r.silva@uol.com.br

São Paulo

*

AS MELHORES UNIVERSIDADES

Esta semana o Times, da Inglaterra, divulgou sua lista das 400 melhores universidades do mundo. Israel, que tem apenas 8 universidades, colocou 4 entre as 400 melhores (3 das quais entre as 200 melhores). Austrália, com 47 universidades, colocou 19 entre as 400 (8 das quais entre as melhores 200). África do Sul, com 23 universidades públicas, colocou 3 entre as 400. E nós? Com 153 universidades, colocamos apenas duas entre as 400 e apenas uma delas – a nossa Universidade de São Paulo (USP) – entre as 200 melhores. Ainda mais interessante que temos 41 universidades federais (todas supervisionadas e custeadas pelo Ministério da Educação) e jamais nenhuma delas entrou no ranking das 400 melhores. Segundo o Siafi (informação oficial do governo federal), este ministério gastou apenas com pessoal a incrível cifra de R$ 25 bilhões em 2010 e mais R$ 28 bilhões em 2011. Será que com estes recurso imensos não dá para fazer um papel menos vexatório? Fernando Haddad foi ministro da Educação de 2005 a 2011 (sete anos). E o Sr. ainda fala em “capacitado para governar São Paulo”? Por favor, deixe-nos em paz e lembre-se de que, além da USP, a outra universidade citada também é nossa, a Unicamp.

Marcos L. Susskind eulerei@estadao.com.br

São Paulo

*

PERGUNTAS SEM RESPOSTA

Russomanno apenas rima com muçulmano? Chalita evita o evangélico? Serra não serra as gigantescas árvores da floresta amazônica? Haddad advém de que cidade? Soninha é menininha? Ou fada madrinha? Paulinho da força é lutador de boxe? Lewandowski é o inventor dos cristais Swarowski? Qual é a teoria de Teori? As respostas se calam no estranhamento do mundo...

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br

São Paulo

*

DILMA EM BELO HORIZONTE

A presidente Dilma Rousseff, em comício em Belo Horizonte esta semana, afirmou: “Nunca antes no nosso Estado a política foi tão pequena”. Tal frase serve somente a ela e seus aliados, pois abandonaram o Estado de Minas Gerais em todos os mandatos e aqui aparecem somente para discursar e pedir votos. Caso tivesse “orgulho de ser mineira”, ao menos citaria o caos na rodovia federal BR 381, ligação Belo Horizonte a Vitória, que tem o mesmo traçado há 50 anos, provocando acidentes fatais diariamente ou o Anel Rodoviário, uma aberração que não comporta o número de veículos, entre outras obrigações que o governo Dilma e Lula ignoraram. Aécio já propôs a estadualização dessas vias, entretanto o governo federal nem sequer debateu sobre uma parceria. Assim, os usuários dessas vias permanecem abandonados, recebendo em contrapartida um discurso inócuo e rancoroso de nossa presidente justamente em sua terra natal.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

*

DITADURAS

A presidente Dilma Rousseff, em comício na capital mineira, rebatendo o senador Aécio Neves, que a considerou uma estrangeira, apesar de ela ter nascido em Belo Horizonte, disse que “saiu de lá para lutar contra a ditadura, e não para ir à praia”. Engraçado! Eu pensei que ela lutou para tirar a ditadura das mãos dos militares e nos colocar uma comunista. Ainda bem que a coisa não saiu como os guerrilheiros esperavam, não é, presidente? Senão, hoje o Brasil estaria em pé de igualdade em desenvolvimento com Cuba.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

DILMA X AÉCIO

Que moral tem o senador Aécio Neves para hostilizar a presidente Dilma e chamá-la de estrangeira? Trata-se de um político que sempre viveu à sombra do tio Tancredo, sem nunca chegar perto do seu brilho. Não foi por acaso que adotou apenas o sobrenome Neves e suprimiu o da Cunha, da família de seu pai. Amigo do Demóstenes, nomeou a seu pedido a prima do contraventor Carlinhos Cachoeira para um cargo comissionado no governo de Minas. Foi flagrado dirigindo bêbado e consta que gosta de viajar muito. Deve ser por esta razão que governou Minas, praticamente morando no Rio de Janeiro, e sempre se comportou como um adolescente mimado e irresponsável. O mínimo que se exige deste senador é o devido respeito à biografia da nossa presidente

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

*

A COINCIDÊNCIA DOS MANDATOS

O Brasil vive em clima permanente de eleições. Amanhã o eleitorado vai às urnas para escolher os 5.664 prefeitos e 57 mil vereadores de todos os municípios. Em dois anos, volta para eleger presidente da República, governador, senador e deputado (federal e estadual). Hoje, por causa desse calendário, deputados, senadores, governadores e até a presidente da República correm o país como cabos eleitorais. Como paga, em 2014, terão todos os beneficiados de hoje como seus cabos eleitorais, nas eleições gerais. É o circulo vicioso. Numerosas propostas e até projetos protocolados no Congresso Nacional preconizam a coincidência dos mandatos. A ideia é eleger-se num só dia os ocupantes de todos os cargos, de presidente a vereador. Existem argumentos favoráveis e contrários. Em que pese toda discussão, a coincidência de mandatos tem um indicador forte e negativo. Em 1980, quando já estava praticamente exaurido, o regime de 64, usando todos os argumentos econômicos e comportamentais que hoje voltam a ser discutidos, prorrogou os mandatos municipais por dois anos. A fala oficial era a da coincidência dos mandatos mas, na verdade, era uma estratégia para evitar a derrocada dos seu partido – o PDS – nas eleições municipais. Só que o insucesso viria a ocorrer em 82 e, a partir de então, desfez-se a coincidência, pois não interessava a ninguém. Reviver a “eleição geral” não parece ser hoje uma prioridade. Em vez disso, o ideal é tornar mais transparentes as eleições. Ainda pairam dúvidas sobre a forma de custeio das campanhas. Tanto que, no julgamento do “mensalão”, os réus insistiam em confessar terem cometido o crime de constituir o caixa 2 para custear campanhas eleitorais. Isso precisa acabar!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

PURA RETÓRICA

O horário político acabou, não sem antes nos deixar uma lição: os candidatos, não importa de qual partido, sabem muito bem o que é preciso fazer para melhorar a vida dos cidadãos. Dá gosto de ouvir suas propostas! Por que, então, só revelam suas aptidões como promessas de campanha eleitoral? O que impede nossos líderes políticos, uma vez eleitos, de colocar em prática o conhecimento administrativo que mostram ter?

Wanderliza Tucci Isatucci52@gmail.com

São Paulo

*

VOTAR PARA QUÊ?

Amanhã, dia 7 de outubro, dia de palhaçada, eleições no Brasil. Somos obrigados a ir votar sob pena de sermos destituídos do status de cidadãos, as urnas são vulneráveis a fraudes, a maioria dos candidatos é incompetente ou corrupta, caixa 2 corroendo os cofres públicos, ficha limpa é só para inglês ver. Enfim, eleições brasileiras são só para criar novos mensalões.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

*

TRIBUNAL DA DEMOCRACIA PRECISA AVANÇAR

Nos últimos quatro meses o Brasil ouviu pelo rádio e televisão uma voz desconhecida que convidou o eleitor para votar limpo e pela sua cidade. Nunca antes na história deste país uma propaganda foi tão repetida como a que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez para exaltar o ficha limpa, como se ficha limpa fosse algo do qual devêssemos nos orgulhar, uma virtude e não um dever de todo cidadão. Foram milhões de repetições que tentaram mostrar a Lei da ficha limpa como um marco histórico, uma conquista do povo e o principal motivo para comparecer às urnas no domingo. Ora, se para ser funcionário publico de qualquer escalão, é necessário, como pré-requisito, ter ficha limpa, por que para ser político vira uma virtude? O TSE deu valor maior a algo que tem valor relativo, já que trata-se de um dever ter ficha limpa. O “tribunal da democracia”, como se autointitula o TSE, deveria, mais do que exigir ficha limpa, é estabelecer regras rígidas para uma candidatura a cargo político, pré-selecionando candidatos que apresentem condições mínimas que lhes permitam disputar um pleito eleitoral e fazer bom uso do cargo que lhe será conferido pelo voto. Isso sim mitigaria os riscos de erro por parte do eleitor, que tem pouco ou nenhum instrumental para medir a capacidade de um candidato. Se não bastasse, o eleitor fica exposto aos recursos do marketing político, que regra geral destorce a realidade em benefício dos candidatos, tendo o voto e não o resultado do trabalho do político como fim. Aliás, a vitória de eleições no Brasil tem sido muito mais do marketing, da propaganda política, do montante que cada candidato tem para gastar, do que propriamente dos conteúdos e história de realizações dos candidatos. Ganha quem gasta mais.

O modelo atual contribui para os erros na hora da decisão. Erros cuja essência da democracia, a maioria dos eleitores corre o risco de cometer por questão de formação e limitações as vezes até mesmo intelectual. Isso por que na democracia é permitido a “qualquer um”, o que não deveria ser para qualquer um. Em tese, não se exige qualificações específicas para um candidato, apenas que ele saiba ler e escrever. O que, diga-se de passagem, é muito pouco para um indivíduo que vai governar, criar leis e administrar cidades complexas como as que conhecemos e vivemos. Assim fica como critério de escolha a popularidade. Vale lembrar que o tapinha nas costas, o discurso politicamente correto, a propaganda mostrando uma cidade perfeita que só existe na TV, o carisma e os favores que um candidato presta para seus eleitores, não estão sendo suficiente para resolver o drama do conjunto da sociedade.

Para promover a boa saúde pública, mobilidade eficiente, habitação para todos, segurança de qualidade, educação que liberta, meio ambiente etc., exige-se competência comprovada e não apenas popularidade. E não é por acaso que o noticiário está farto de episódios que comprovam a tese de que a maioria dos políticos estão lá para se locupletarem, querendo apenas uma boquinha. A exceções existem, mas infelizmente são raras. Com efeito, mais importante do que uma ficha limpa, é buscar mecanismos que avaliem as motivações e a capacidade dos candidatos para o exercício da política. Seu histórico e sua trajetória de vida. O modelo eleitoral brasileiro, ao contrário do que o TSE tenta mostrar, dá sinais de falência e regressão, e não de evolução, uma vez que não consegue mais barrar a entrada de cidadãos que deveriam ficar longe da política. O TSE admite fraudes, compra e venda de votos, reconhece suas limitações, mas transfere para o eleitor a tarefa de pesquisar a vida pregressa do candidato, quando deveria ele mesmo cuidar disso através de instrumentos que a Lei lhe faculta. Quando o instrumental não for suficientes, os Doutores da Lei devem propor ao Legislativo Federal mecanismos capazes de impedir a entrada de “fichas limpa” mal intencionados através de novas Leis. Com efeito, ao povo é dada uma responsabilidade maior do que a sua capacidade, tanto intelectual, como legal para medir as motivações e a competência de um candidato a cargo político. Neste sentido, pior do que não votar, é votar em indivíduos desqualificados, dando a eles legitimidade para usar a influencia e muitas vezes o dinheiro publico e benefício próprio ou de partidos sem compromisso com a sociedade. O que por si só, torna o prejuízo muito maior.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

*

FICHA LIMPA

Tenho verificado nas campanhas eleitorais muitos candidatos que foram processados por desvio de conduta (mau caráter), após terem cumprido sua sentença condenatória, estão de volta tentando se eleger. Vejo necessidade de, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), melhorar a Lei da Ficha Limpa: qualquer político que tenha sido processado, mesmo após cumprir sua sentença, fica terminantemente proibido de se candidatar a qualquer cargo político ou mesmo de prestar concurso para qualquer cargo público.

João Ricardo jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

*

A ESCOLHA CERTA

Amanhã, dia 7 de outubro, temos um compromisso com a democracia, elegendo nossos representantes municipais. Muito mais que um dever cívico, o ato de escolher aqueles que terão a missão de conduzir os destinos de nosso município representa a vontade maior de uma sociedade. Muitas pessoas comparecem para votar pelo simples fato de se manterem em dia com a Justiça Eleitoral. Para elas, pouco importa se os eleitos cumprirão com as promessas de campanha ou se foram éticos durante as aparições na mídia. Concluem que sua participação encerra-se no momento em que ouvem o conhecido sinal sonoro emitido pela urna eletrônica confirmando o êxito na manipulação das teclas. Esse sentimento de alívio é observado no semblante da maioria dos eleitores na saída da sessão eleitoral, como se sua participação no processo democrático tivesse se findado naquele momento. Esquecem-se de que a parte mais importante ainda está por vir. O acompanhamento dos eleitos durante o mandato é imprescindível, pois estes são os portadores dos anseios do povo. As suas decisões influenciarão diretamente a vida dos munícipes. O fato de escolher os representantes pelos próximos quatro anos é apenas uma das etapas na busca pela democracia. As esperanças por dias melhores convergem e se encerram num único ato, de pouquíssima duração, mas de extrema relevância para o futuro. O período de campanha eleitoral tem como objetivo apresentar os candidatos e suas propostas (muitas delas mirabolantes) e o eleitor não pode permanecer indiferente. Nesses dias temos a oportunidade de conhecer os planos de governo (ou não) daqueles que colocaram seu nome à apreciação pública, seja através de material impresso ou nos meios de comunicação. É uma forma de avaliar o desempenho dos postulantes aos cargos municipais, se bem que as promessas de campanha geralmente (e infelizmente) não são cumpridas. É exatamente nessa época que assistimos a cenas das mais ridículas possíveis e imagináveis. Existem candidatos que sequer conseguem decorar meia dúzia de palavras. Como podemos vislumbrar algo de produtivo em pessoas com tão pouco (ou nenhum) preparo? Seria razoável esperar dos partidos políticos a exigência de critérios mínimos na escolha de seus candidatos. Em alguns casos, tem-se a nítida impressão que as agremiações aceitam qualquer um que se seja filiado e se apresente para a empreitada, mesmo aqueles sem perfil algum para o cargo. A legislação eleitoral determina a proporcionalidade entre homens e mulheres na composição da chapa. Talvez por conta desse quesito a qualidade dos candidatos vem despencando vertiginosamente. Em todo o país se sucedem as esquisitices protagonizadas pelos pretendentes a cargos eletivos. De nomes bizarros registrados no Tribunal Regional Eleitoral a momentos hilariantes proporcionados pelos aspirantes a alguma coisa. Nota-se claramente que o verdadeiro objetivo dos partidos políticos é atingir o número necessário para viabilizar as candidaturas. A qualidade (?) dos candidatos vem sem segundo plano. Outra questão a ser analisada é a fidelidade partidária. Por conta de divergências nos partidos (em que os interesses estritamente pessoais falam mais alto), os candidatos ignoram as coligações e as recomendações dos diretórios regionais e partem para apoios nunca antes cogitados. E onde fica a ética? Existe coerência nisso? Em que situação fica o eleitor, sem saber o que acontece nos bastidores da nossa imprevisível política? É de se supor que os candidatos sigam doutrinas partidárias distintas, o que naturalmente os colocariam na condição de adversários. Então, como explicar os incompreensíveis e improváveis acordos observados agora? Portanto, a responsabilidade do eleitor é enorme. Cabe a ele escolher com sabedoria, elegendo os mais preparados para aquela nobre função. Então vote certo, vote consciente. Faça valer sua vontade maior por um país mais justo.

José Luiz Boromelo strokim@bol.com.br

Marialva (PR)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.