Fórum dos Leitores

HOJE É DIA DE ELEIÇÃO

O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2012 | 03h09

A importância do nosso voto

Muitas são as vezes que, desolados e inconformados com determinados setores e representantes de partidos e ideologias muitas, sentimos vontade de jogar tudo para o alto e pôr um fim em nossas esperanças de encontrar quem - verdadeiramente - nos represente, segundo suas falas e promessas de palanque. Porém não o podemos fazer, como pais, professores, alunos trabalhadores, homens, mulheres, jovens, profissionais e tudo o que chamamos de sociedade pluralista. O exercício do voto é o regar da semente que nos pode trazer, sim, o fruto da plena democracia e do Estado de Direito. Daí a importância imprescindível de nosso voto. Quando agimos de maneira irresponsável, optando por não votar ou votar em branco, estamo-nos equiparando a eles, como uma espécie de cúmplices calados.

CECÉL GARCIA

cecelgarcia@msn.com

Santo André

Como votar?

Procure obter informações do candidato escolhido, verifique sua ficha, o que ele fez e faz para merecer o seu voto. Nem sempre quem está amparado por parente famoso, padrinho, madrinha, facções religiosas ou esportivas é a melhor opção. Evite o "voto Pilatos", achando que anulando se eximirá de responsabilidade. Não escolha seu candidato por ser pobre, rico, bonito ou engraçado. Recomenda-se ao eleitor que anote no comprovante de votação o nome dos candidatos e partidos que sufragou, para acompanhar seu desempenho, acumulando mais experiência para a próxima eleição. Não se deixe enganar por promessas, favores, grupos que querem perpetuar-se no poder a qualquer custo e calar vozes que não aceitam seu jeito de fazer política. Pense bem antes de votar!

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

Alianças e reciprocidade

A mistura de política e religião atingiu um nível nunca antes visto, muito perigoso para os paulistanos. As alianças de candidatos e igrejas de forma alguma refletem afinidades ideológicas. São, na realidade, acordos comerciais e, como tal, as partes exigem reciprocidade, que pode ir da satisfação da vaidade ao recebimento de facilidades e concessões milionárias. Não podemos correr o risco de um novo "mensalão", com o lugar de políticos tomado por pregadores da palavra de Deus.

DINO FRANCO RABIOGLI

dino.f.rabioglio@gmail.com

São Paulo

Não se deixe enganar

Não basta pagar impostos, é preciso saber a que o dinheiro é destinado. A corrupção é prática antiga que toma novas formas sobre os mesmos falsos princípios. Políticos que em quatro anos constroem mansões com piscinas e carros estacionados para cada filho são candidatos a não serem votados novamente, pois é muito provável que sejam corruptos. Não se deixe enganar, eleitor. Você é livre. Não aceite opinião de oportunistas. É o destino da Nação em nossas mãos. Vamos festejar a democracia e a cidadania!

PAULO ROBERTO GIRÃO LESSA

paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

Cidadania

Oportuníssimas, neste momento em que o povo escolhe seus governantes, as palavras contidas no voto do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Penal 470, que soam como um alerta. "O ato de corrupção constitui um gesto de perversão" da ética do poder. A República "não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper". O cidadão "tem o direito de exigir que o Estado seja dirigido por administradores íntegros, por legisladores probos e por juízes incorruptíveis. (...) O direito ao governo honesto - nunca é demasiado reconhecê-lo - traduz uma prerrogativa insuprimível da cidadania".

ATALIBA MONTEIRO DE MORAES

atalibamoraes@adv.oabsp.org.br

Marília

CORRUPÇÃO

Mensalão

É profundamente constrangedora e preocupante a atuação do ministro Ricardo Lewandowski no julgamento do mensalão. Constrangedora quando deixa os seus colegas de plenário perplexos ao se aproximar das teses do "não quero ou não posso" para justificar os seus votos. Preocupante pela possibilidade de que venha a ter o mesmo ânimo no julgamento de futuras causas do Supremo Tribunal. De bom fica o alerta para os senadores quanto à necessidade de detectarem a potencialidade desse tipo de comportamento nas futuras sabatinas dos indicados para o STF.

JOSÉ CARLOS FERNANDES

novoafernandes@hotmail.com

São Paulo

Constrangimento

Deve ser muito embaraçoso para ministros do STF, que são juízes "togados", terem de conviver com ministros que deviam estar de "beca", pois julgam (sic) como advogados de defesa.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Inovação

No julgamento do mensalão está havendo uma inovação na forma de analisar as acusações: depois do relator sempre fala um advogado da defesa, que o presidente da Corte insiste em chamar de revisor. As falas desse defensor são muito previsíveis, ao repetir profusamente e usar sem contestação alguma todas as alegações dos acusados. Que coisa!

WILSON SCARPELLI

wiscar@estadao.com.br

Cotia

José Dirceu inocentado

O velho ditado sobre a imprevisibilidade dos juízes com certeza não se aplica ao ministro Enrique Ricardo Lewandowski.

FABIO ANDERAOS DE ARAUJO

fanderaos@gmail.com

São Paulo

Momentos de reflexão

É sabido que o ministro Lewandowski aproveita o passeio com seus cães para refletir. Nesse momento, será que ele de fato crê na veracidade do seu recente voto?

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

O mentor não está nos autos

O ministro Marco Aurélio foi de uma sutileza magistral quando, ao interpelar o ministro Lewandowski (revisor/defensor), observou que o mentor do mensalão não está nos autos do processo. Com certeza não se referia a Dirceu, e sim ao real mentor da organização criminosa: Lulla da Silva

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Venda

Sr. ministro Lewandowski, o pior cego é aquele que não quer ver.

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

 

‘APAGUINHO’

O governo federal disse que a falta de luz nos últimos dias foi apenas um “apaguinho”, apagão foi no governo de FHC, não é mesmo? A interrupção de energia elétrica em partes das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste não passou de um “apaguinho”, segundo o diretor da Operadora Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp. Já o importante ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chamou de “interrupção temporária”, só porque durou meia hora. A falta de luz em Brasília foi até uma boa justificativa para encerrarem o expediente da semana mais cedo. Tudo programado e nos conformes. É o desgoverno do PT, minha gente!

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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‘INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA DE ENERGIA’

O esse governo petista tem cada uma…

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MUDOU DE NOME

Dona Dilma, a senhora lançou seu bumerangue crítico-difamatório contra FHC, dizendo não ter havido apagão no seu governo. Só que bumerangue volta. E os apagões vêm acontecendo em seu governo, sim, em vários Estados simultaneamente, apenas mudaram de nome.

Cléa Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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DIMINUTIVO

A interrupção no fornecimento da energia elétrica pela segunda vez em uma semana foi definida pelo governo como um “apaguinho”, da mesma forma que Lula quis mostrar que a crise econômica seria uma “marolinha” no Brasil. Agora, para que possa provocar pouco impacto e importância a tudo o que vem ocorrendo no País, tudo será determinado no diminutivo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTES DA ELEIÇÃO, NÃO?

Com o sobejamente conhecido histórico do PT, quando se trata de proteger seus escusos interesses, fica difícil acreditar que não exista ligação entre o apagão (causado por um incêndio...) em Brasília exatamente no horário de início da sessão de julgamento de José Dirceu e Genoíno e uma tentativa de adiá-la para que se evitasse um resultado antes das eleições. São, mesmo, capazes de tudo...

Angela Caracik angelacaracik@terra.com.br

São Paulo

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FALTA ENERGIA OU GESTÃO

Que sina, Dilma! Nada que a presidente e seu partido tentam ao atacar seus oponentes se sustenta! Ela critica exaustivamente o apagão da era FHC, e nestes últimos dias o um novo e grave apagão se espalha pelo País, ocorrendo, no Nordeste, no Paraná, no Rio e em Brasília! O seu partido com unhas e dentes diz que o mensalão não existiu, e a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão condenando a tal da quadrilha. E enquanto a Dilma teimosamente lamenta o tsunami do derramamento de dólares no mercado se referindo ao Banco Central americano, sem lamúrias, os nossos vizinhos Chile, Peru, Colômbia têm seus PIBs crescendo próximo a 6% ao ano, e o nosso, em 2012, em torno de 1,5%. Como se vê, o verdadeiro apagão está localizado no conjunto de ações deste governo petista, que por falta de competência não enxerga o razoável que ocorre debaixo do seu próprio nariz. Certamente, se a presidente cuidasse do seu próprio galinheiro muito mais ovos poderia distribuir...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NÃO FOI APAGÃO, GENTE!

Repito: Não houve apagão! Houve uma interrupção temporária no fornecimento de energia elétrica!

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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IRRESPONSÁVEIS

Incrível, fantástico e extraordinário o modus operadi do PT em relação aos problemas sob sua responsabilidade. Como são vaselinas e mentirosos, como tiram o seu da reta e não assumem suas responsabilidades. No Governo FHC, foi apagão a falta de luz; no governo Dilma, em locais sem luz por mais de nove horas isso é apenas desligamento para não afetar as linhas? Ora, por favor, ninguém neste país é otário. Por favor, não nos façam de idiotas e matusquelas! Assumam os erros, sentem na graxa, mas, por favor, sejam responsáveis. Já temos muitos canalhas na praça e políticos mentirosos... Por favor!

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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O APAGÃO PETISTA

Os apagões de Dilma decorrem da incompetência de seu governo, mas parecem, também, ter vindo como resposta à sua nota contestando o comentário proferido pelo relator do julgamento do mensalão, feito “quem procura acha...”, mas faz até mais sentido prenunciar a derrocada petista, seja na Justiça, seja nas urnas, ambas já manifestas e em fase de condenação.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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SAUDADE

Apagão não era com FHC? Uai, Dona Dilma, anda com saudade dessa época?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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NUNCA MAIS?

Inflação, nunca mais? Perguntem ao Sarney e ao Mantega. Apagão, nunca mais? Perguntem ao Lula e a Dilma. Mensalão, nunca mais? Perguntem ao Lewandowski.

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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SLOGAN

Mesmo após dez anos no governo, o PT de Lula/Dilma ainda não encontrou soluções para os apagões e o setor elétrico está cada dia pior. Isso é que dá ficar falando mal do governo do FHC. Deus (o verdadeiro) castiga. Sugiro o seguinte slogan para a próxima eleição presidencial ao partido trabalhista: PT, o jeito incomPeTente de governar.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PENUMBRA

Não se vislumbra luz alguma na solução do problema...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ALIADO FORTE

A sorte de Dilma é ter um aliado forte na Fazendo, o tal Guido Mantega, que está “freando o crescimento econômico”. O sistema energético, entregue à fúria nordestina de coronéis representados pelo tal Lobão, nem sequer aguenta o País no pé em que está, pois está se sucateando. Êta, governinho safado!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CONFIANÇA ABALADA

O ministro da fazenda Guido Mantega ao longo do ano fez pouco caso das previsões de instituições financeiras sobre o fraco desempenho da economia brasileira para o ano de 2012. Chamou as previsões de piada e afirmou que o Brasil não estava submerso no mesmo caos econômico que os países pertencentes à zona do euro. Em outubro é noticiado que o governo não cumprirá a meta fiscal de R$ 139,8 bilhões devido ao fraco desempenho da arrecadação em função de uma previsão otimista e não realizada de crescimento do PIB brasileiro. O comportamento do ministro deve ser questionado por ter colocado interesses partidários acima dos interesses da pátria. A confiança que o povo brasileiro deveria nutrir por um de seus mais importantes ministros foi abalada. Como será que o mercado reagirá aos novos pronunciamentos do ministro? Está na hora da presidente Dilma rever seus ministros porque a incompetência destes passou dos limites do aceitável.

André Leone Mitidieri mitidieri@gmail.com

Rio de Janeiro

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DE PARDAIS E LAMPADINHAS

Enquanto o ministro Guido Mantega, da Fazenda, e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, batem cabeça, lembrando a atuação do professor Pardal e seu auxiliar Lampadinha (HQ), na busca de um novo “invento” para a economia, o que se vê é que a inflação se movimenta para cima e o PIB, ao contrário, despenca ladeira abaixo. As desonerações não têm dado resultados positivos, favorecendo apenas alguns setores da indústria. Pardal e Lampadinha inspiraram os Ministérios da Saúde e Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior, a maioria na Argentina, Bolívia e Cuba. As universidades desses países são procuradas por brasileiros que não conseguem ser aprovados nos vestibulares das universidades do Brasil. Nas faculdades cubanas os alunos são escolhidos por afinidade ideológica, enquanto os brasileiros, em número de 160, que obtiveram diploma, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Há uma constante pressão do PT, do PC do B e do MST para que o governo facilite a validade dos diplomas cubanos. O Conselho Federal de Medicina reconhece a má qualidade do ensino nessas faculdades. Somente 25 dos 298 brasileiros que se formaram em Havana entre 2005 e 2009 tiveram os seus diplomas reconhecidos no Brasil. Já não bastam as condições precárias dos hospitais somadas a um grande número de médicos mal preparados e o governo insiste em pôr ideologia na frente da meritocracia. Os exames de proficiência devem ser mais severos e a ideologia não pode ser barganhada com a vida humana.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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POLÍTICA INDUSTRIAL FALIDA

Há décadas mantemos uma política industrial errada, protecionista, que nos impede de progredir tecnologicamente e nos tornar um importante exportador de manufatura. Somos grandes vendedores para países com os quais mantemos tratados comerciais com condições especiais tarifarias, mas não temos competitividade para ultrapassar esses mercados. Nossos governos, como o atual, não incentivam um “Brasil competitivo”, mas protegem nossas indústrias. E internamente, diante de dificuldades, os industriais que mais reclamarem levarão mais benesses do governo, como acontece em todas as áreas da economia brasileira, onde os governos sempre tiveram um viés paternalista. Isso nos trouxe a situação atual da mais escassa competitividade e onde o Brasil não tem destaques nas atividades comerciais. Temos apenas duas empresas “de ponta”, a Embraer, que importa 70% dos componentes, aqueles que exigem tecnologias mais avançadas, e a Embrapa, cujo lustro se está perdendo no emaranhado político dominante. Tampouco nossos governos preocupam-se com a melhoria da mão de obra para sustentar o desenvolvimento industrial. Apesar de termos excelentes escolas técnicas comparativamente com a Europa, por exemplo, nossos operários são piores porque não tiveram um bom ensino básico. 70% dos saídos da escola fundamental são analfabetos funcionais (não entendem o que leem), só cerca de 14% dos jovens entrarão nas universidades (65% na Coréia). O pior é que nossos governos, preocupados com eleições, não tomam qualquer providencia para melhorar a situação. Enquanto isso, continuaremos “emergindo”.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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VALE TUDO NO SEGUNDO TURNO

É fácil explicar e entender por que Lula, Dilma e áulicos petistas fazem das tripas coração para que o candidato fulano ou o candidato beltrano vá para o segundo turno. Porque o jogo é outro. Porque o jogo é mais violento, mais duro. No segundo turno, o governo federal usa e abusa do poder econômico, da máquina estatal. A ordem é massacrar, passar o trator em cima dos adversários. Além da dinheirama e das promessas mirabolantes para possíveis e novos aliados, os candidatos do governo geralmente fazem o diabo para conquistar novos eleitores. No segundo turno do presidencialismo safado e viciado brasileiro, os que querem ganhar a qualquer custo e preço mandam os escrúpulos para o inferno. Candidatos adversários do governo federal, sobretudo nas cidades onde Lula e Dilma não querem perder de jeito nenhum (Freud talvez explique), também já começam a sofrer perseguições da justiça eleitoral. É o fim. É um escárnio que precisa ser denunciado e repelido energicamente. Que o governo procure eleger seus candidatos jogando limpo, com isenção. Jamais se valendo de instrumentos poderosos que existem para servir à coletividade, e não a grupelhos encastelados no poder. Olho vivo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SÓ UMA METIDINHA...

A presidenta Dilma, ao iniciar as campanhas eleitorais, quando perguntada, disse que não participaria nem se intrometeria nessas campanhas. Só falou... Ocorre que, como petista não resiste às campanhas eleitorais – é o que de melhor sabem fazer para enganar e ludibriar os mais humildes –, só por isso ela veio a São Paulo, a velha mania de “meter o bico” em tudo e não resolver nada, como sempre! O povo brasileiro quer saber quem pagará as suas elevadas despesas pela vinda só para dar uma “metidinha de bico”. Será que compensou?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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FALTA DE COMPOSTURA

Uma pessoa que já foi presidente da República deveria saber se portar em qualquer situação principalmente em eleições. Um ex-presidente pode apoiar um candidato, fazer declarações a seu favor, até mesmo participar de algum comício, sempre se lembrando do cargo que já ocupou e o que isto representa para um país. O que não pode é se portar como um reles cabo eleitoral, sair às ruas montado em um carro de som de uma central sindical (CUT) esta proibida por lei de apoiar qualquer candidato. E participar de ato onde vaias ao Poder Judiciário são pedidas e incentivadas é o apogeu da falta de compostura. Driblando a lei com estratagemas sem ética um ex-presidente não pode nunca se dar ao desfrute de estar em reunião pública onde isso acontece. Aquele que ousou querer ensinar a FHC como se portar quando não mais estivesse no cargo perdeu toda a compostura que quem sabe lhe restava nesta eleição. Mostra bem quem de fato é, alguém que não pretende nunca observar os limites que as leis impõe para qualquer cidadão.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com.

São Paulo

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DESASTROSO CARDÁPIO

Um doutor-sabe-tudo, tecnocrata e egocêntrico, cujo projeto político são seus próprios interesses; um moço desconhecido, com inexperiência comprovada, de um partido descaracterizado que, em busca do poder hegemônico, portanto, não democrático, tem feito qualquer coisa; e um locutor despreparado e oportunista, representante do que há de mais atrasado, nefasto e obscuro na nossa política. Eis, a meu ver, o desastroso cardápio de domingo.

Ricardo Azevedo rjd.azevedo@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE MODELO

Ao final de seu voto no processo do mensalão, ora em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmem Lúcia disse, e com muita propriedade, as seguintes palavras: eu não gostaria que o jovem brasileiro desacreditasse da política. Pesquisa mostrou que a maioria (57%), nessa faixa, não se interessa por esta área. A amostra revelou que os mais politizados, estão descontentes com a onda de corrupção que assola nosso País, outros votam por votar. E este refugo vem dos jovens, alguns, votando pela primeira vez. O que dizer de nós, calejados eleitores que assistimos a essa bandalheira há tempos? A cada pleito, as lorotas se repetem: juras de amor por criancinhas, promessas mentirosas e emporcalhamento das ruas com cartazes e panfletos dos artistas da política. E na apuração final dos votos, os vencedores são quase sempre os mesmos, que se perpetuam nos cargos, pois a máquina do poder os favorece. Ou seja, troca-se o bolo, porém, as moscas infectadas continuam as mesmas. Cá pra nós, não dá para desanimar? Portanto, peço vênia a excelentíssima ministra, para uma sugestão: não está na hora de trocarmos o modelo proporcional atual, pelo distrital? Este último é mais confiável, pois sabemos em quem votamos e, além disso, não carece de financiamento público, marqueteiros, caixa dois e nem de horário gratuito no rádio e televisão. Estamos cansados de dar pérolas aos porcos. A mudança resultará em economia, os atos dos eleitos serão bem vigiados e, nos dará a certeza de que o Brasil, realmente está mudando.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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BANDIDAGEM CONVICTA

Em pleno período de julgamento do mensalão, militantes ou meliantes do PT continuam afrontando a lei com a truculência que sempre caracterizou a quadrilha, ops, o partido (Celso Daniel que o diga). A apreensão de dinheiro no Pará, destinado ao candidato petista de Paraoapebas, a apreensão de jornal dos bancários em São Paulo, com propaganda ilegal pró-PT e o uso do tempo dos candidatos a vereador em São Paulo para fazer propaganda de Fernando Haddad na televisão são apenas alguns exemplos da persistência dos métodos criminosos dessa nada sofisticada organização.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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O MENSALÃO NA SEMANA DA ELEIÇÃO

O singular ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF) gastou 02h30min de blá, blá, blá, para ler seu voto tentando defender a absolvição dos réus José Genoíno e José Dirceu do PT. Seguiu uma linha de raciocínio de difícil aceitação, parecendo mais um advogado de defesa do que um juiz. Ainda durante sua singular parouvela, foi apartado por três de seus pares sobre a lógica do que se supunha ser a leitura de seu voto. Tive de mudar de canal da televisão durante seu “voto”, para não prejudicar meu equilíbrio estomacal em decorrência da enxurrada de sofismas. Quando o presidente interrompeu a sessão, pelo adiantado da hora, três dos ministros haviam votado pela culpabilidade de José Genoíno e José Dirceu. A próxima sessão do STF será amanhã, um dia após as eleições do primeiro turno, mas esperamos que os eleitores, com o que foi apurado e votado até hoje, se conscientizem de que o PT, que nasceu aqui, em nosso Estado, já não é mais o mesmo, pois tornou-se um partido pragmático no sentido de permanecer no poder a qualquer preço. Ainda cabe aqui salientar que fica cada vez mais difícil de que o ex-presidente Lula não sabia nada sobre o mensalão, já que as tratativas se desenrolavam nas suas barbas no Palácio do Planalto.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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REVISÃO OU DEFESA?

Uma dúvida: na sessão de quinta-feira do julgamento do mensalão no STF, Ricardo Lewandowski deu um voto de revisor ou complementou a defesa de José Dirceu?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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O ADVOGADO LEWANDOWSKI

Já que perguntar não ofende, por que será que o ministro Lewandowski, tão culto, inteligente e refinado, toda a vez que se pronuncia, me soa mais como um advogado do que como um julgador?

Guiomar Vuolo Sajovic guiosajovic@hotmail.com

Bauru

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DEVER CUMPRIDO

O ministro Lewandowski vai dormir com a paz do dever cumprido, por ter absolvido dois PeTralhas, José Dirceu e José Genoino. Honrou sua nomeação pelo padrinho, o ex-presidente Lulla e da ex-primeira dama, sua amiga pessoal do ABC. Este voto entrará para a história desta grande Corte, que é o STF, como uma mácula, uma mancha em seus anais, e este ministro terá este voto negativo em seu curriculum para a vida toda. Felizmente a maioria dos demais ministros tem consciência limpa e proba, e alguns já votaram na quinta-feira pela condenação desses criminosos (Luiz Fux e Rosa Weber), e esperamos que os ministros que faltam votar sigam o relator Joaquim Barbosa, pela condenação destes maus brasileiros. Cadeia para José Dirceu e José Genoino! Hoje, não se esqueçam de dizer não a esses criminosos e seus aliados, não votando em nenhum candidato dos PeTralhas. Faça um petista trabalhar: não vote nele.

Icaro Martins de Oliveira icaro_cafe@hotmail.com

Osasco

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O BOM DESEMPENHO

O ministro Ricardo Lewandowski está exercendo muito bem o seu papel de advogado de defesa dos réus.

Cristina Hesketh Braun ch.braun@globo.com

São Paulo

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A ÉTICA PETISTA

A derrota dos candidatos do PT – e do ex-presidente Lula e sua quadrilha – nas eleições para prefeitos e vereadores terá um importante significado na consolidação da democracia em nosso país. O processo em andamento no STF bem espelha a triste realidade da república sindicalista que há anos se encastelou em Brasília e lançou seus tentáculos em todos os Estados e municípios, acreditando que pode até assaltar os cofres públicos e desmoralizar as instituições, pois se estão no poder os fins justificam os meios. A “ética petista” é única, passa longe e ao largo do que ensina qualquer manual de ética universal. Quando os agentes da “maracutaia” são do PT, a dita cuja transforma-se em “mal menor”, num “caixa 2”, por exemplo... Como se alguém pudesse ser meio honesto. Ou se é íntegro e honesto ou se é desonesto. É como gravidez: nao existe meia! Do combatente PT da década de 80 sobraram cinzas, que precisam ser varridas do cenário da política nacional, para não emporcalhar nosso futuro. Temos que recuperar nossa autoestima e o orgulho de ser brasileiros. Que comecem a falar os que calam, se há mais Joaquins Barbosas quietos!

M. Alice J. Maluf majmaluf@uol.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO EXISTIU, ENFIM

O que mais será preciso para aceitarem a existência do mensalão, ops, Ação Penal número não sei o quê? Acabar a censura ao Estadão?

Jose Roberto Palma palmapai@ig.ccom.br

São Paulo

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ESSA ‘GENTE’

Parlamentares probos versus 300 picaretas: parece que nos esquecemos o que foi dito lá atrás pelo ex-presidente Lula, e que na visão dele, para tratar com essa “gente”, só assim mesmo, como fazem os bandidos após os assaltos, nos sombrios botequins da periferia quando da discussão sobre a divisão do butim.

Jair Freire assim.soja@gmail.com

São Paulo

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TERRA FÉRTIL

Foi isto o que Pero Vaz escreveu ao rei de Portugal: esta terra é fértil, em se plantando, tudo dá. Mas se esqueceu que na caravana de Pedro Alvares Cabral existiam dois ladrões que morreram e foram enterrados lá pelas bandas de Brasília... Eis aí a confirmação, você duvida de que a terra é fértil, já viu produção tão farta assim?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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MULA SEM CABEÇA

Depois do caixa 2 sem campanha, a criativa defesa dos mensaleiros criou agora a operação sem cabeça, ou seja, Delúbio Soares e Marcos Valério decidiram, sem que ninguém do governo ou do partido dos trabalhadores solicitasse, criar um fundo de R$ 55 milhões e repassar sem nenhuma coordenação a deputados e partidos esse dinheiro fora da época de eleição. Isso corresponde a uma mula sem cabeça ou, se preferirem, “um Lula na cabeça”.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

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ALOPRADOS EM TEMPOS DE MENSALÃO

Felizmente desta vez a turma dos aloprados por dossiê deixou disso!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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PORCOS GORDOS

Assistindo ao julgamento do mensalão, me lembro do dia em que o PT de Lula entrou pela primeira vez no poder, em 2002, e meu pai, com toda sua experiência, disse: “Até engordar esses porcos magros”. E eu, com a minha ingenuidade, disse: “Será?”. É, ele tinha razão, mas agora, com o Natal se aproximando, vamos colocar uma maçã na boca de cada um e “pururucá-los”. Isso se o Lewandowski deixar, né.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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A POLÍTICA É SURPREENDENTE

Os petistas e lulistas debocharam de Regina Duarte quando fez campanha de Serra, e, agora, Letícia Sabatella foi a um jantar de desagravo a José Dirceu. Ela trabalha na Rede Globo, que é atacada por estes militantes pagos pelo PT na internet. E Letícia apoiou Marina Silva em 2010 contra Dilma. A política brasileira é mesmo surpreendente.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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A METÁSTASE

Frustrado com a seriedade da maioria dos ministros da Suprema Corte, pela condenação dos criminosos envolvidos na prática do mensalão, cujo resultado carimbará de vez o quanto é perniciosa a política petralha, Gilmar Tatto estampa-se de dedo em riste no Estadão (4/10, A6), prometendo fazer desagravo a José Dirceu após o julgamento, declarando que o PT veio para ficar e que é igual formigueiro, acaba um, surgem milhares. Eu digo ao contrário: PT se assemelha à metástase, ao mudar-se rapidamente do lugar no corpo onde se manifesta e implacavelmente, em pouco tempo sucumbir sua vítima. Assim, se o povo brasileiro não acordar a tempo, amanhã será tarde demais. Com o PT, todo cuidado é pouco. Tatto, na sua falácia, adiantou que Lula e Dilma estão arrependidos pela escolha errada dos oito ministros. Esperavam que os magistrados se subordinassem a seus caprichos obscenos de permanência no Poder e se deram mal.

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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OPINIÃO

Como o resultado do julgamento do mensalão ficará para a história, segue a minha opinião sobre o partido “chamado” dos trabalhadores: o PT está em todo canto do País apoiado por centenas de sindicatos de fachadas que só andam em bando, e por onde passa só espalha m...

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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MANCHETE

Sonhei um dia com uma matilha de lobos. Deve ser porque li Hobbes naquele dia. Estado de natureza, sem lei, os lobos tinham tomado conta de tudo. Com uma desfaçatez que beirava o insulto. Bom, para encurtar a história, deu um rolo danado e toda a matilha foi para a cadeia, perdeu os bens e a agremiação à qual estavam filiados teve a licença cassada. E aí um deles, ensaio de Rasputin, arrancando os cabelos implantados no alto do cocuruto, e arrancando também a máscara costurada por cima de sua verdadeira face em Cuba, acabou por bradar que não era chefe de quadrilha coisa nenhuma; que ele só levava a fama e fumava os charutos; que ia contar tudo, que o chefe da matilha era outro. Até porque preso não podia ser sequestrado e morto. Por seus pares, lobos. Mas ai! Acordei. Tristeza imensa, desencanto sem fim. Será que um dia vamos acordar de nosso pesadelo acordado? E aí veio a surpresa: abri a porta, peguei meu Estadão e chorei de alegria, com a manchete...

Marly N. Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

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PRENÚNCIO DO VOTO

A energia, ênfase e entusiasmo dos votos do ministro Lewandowski relacionados a Genoino e Dirceu transpareceram sua postura de advogado de defesa dos réus. Uma defesa muito mais eficiente até do que dos próprios advogados. A absolvição destes dois réus mostra uma face sinistra que encontra-se subjacente aos eloquentes votos deste ministro. Lewandowski, desde seu inexplicável atraso ao entregar sua revisão, postergando por quase sete anos o julgamento mais importante da história deste país, só o fez pela pressão da opinião pública e da imprensa. Já naquela ocasião prenunciava sua posição. Qual seria a prova que o ministro necessitaria para condenar aqueles que o próprio povo já condenou? O velho anexim ‘a voz do povo é a voz de Deus” não foi levado em conta pelo benevolente juiz.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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LEWANDO

Quanto Lewandowski estaria lewando para absolver os corruptos do PT?

Sidney Sávio sidneysavio@terra.com.br

São Paulo

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FORO ÍNTIMO

Para Ricardo Lewandowski, José Dirceu é inocente e Delúbio Soares, o chefe do mensalão. A sentença teve a intenção de criar casuísmos, para afastar o verdadeiro capo do mensalão, Luiz Inácio Lula da Silva, motivo: Lewandowski nutre um amor platônico pela sua ex-vizinha Maria Leticia Lula da Silva.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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UM DIA HISTÓRICO

Como era esperado, o ministro Ricardo Lewandowski não decepcionou. Cumpriu rigorosamente, contra todas as provas, circunstâncias e evidências, que o sr. Zé Dirceu e seu Genoíno são inocentes na ação do “mensalão”. Não decepcionou apenas os petralhas de todas as matizes. Mas em compensação frustrou, decepcionou e desapontou todos os brasileiros honestos, sérios, idôneos e patriotas. Sujou, de forma indelével, sua biografia. Sujou da forma mais fétida, escabrosa e repugnante que um juiz pode fazer: colocar-se e portar-se de forma parcial, defendendo interesses de notórios saqueadores dos cofres públicos, dos direitos básicos do povo, como educação, saúde, segurança e outros mais contemplados na Constituição federal, e usa como escudo sua livre convicção na apreciação da prova, em detrimento da democracia e do Estado de Direito. O dia 4 de outubro entrará para história do Brasil, com certeza, como o dia da vergonha e jamais será apagado da biografia deste que prestigiou e incentivou a corrupção neste país de forma oficial.

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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HISTÓRIA E VERDADE

A História é escrita pelos vencedores e, mesmo fatos recentes, vivenciados por protagonistas vivos, são sujeitos a versões conflitantes. Washington Novaes faz um belo exercício histórico para homenagear e lamentar a morte de Autran Dourado (Afinal, quem escreve a História?, 5/10, página A2). Quando relembramos os 20 anos do impeachment de Collor e comparamos com o julgamento da Ação Penal 470 no STF, descobrimos que muito temos de aprender ou aprimorar sobre o que é realmente julgamento histórico dos fatos e se é possível uma verdade advir daí.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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DESASTRE ANUNCIADO

Este desastre anunciado protagonizado pelo revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, mostrando ignorância jurídica, leviandade ao julgar descaradamente para o lado dos réus em detrimento de provas contundentes, que se faça urgente mudança nas nomeações de ministros para o STF. Que sejam indicações do próprio meio jurídico e não do presidente. A sabatina não pode ser feita pelos nossos “ilustres” congressistas que nada entendem do judiciário. Não nos esqueçamos de que presidente, deputados e senadores passam, mas um ministro do STF ficará fazendo estrago até completar setenta anos, vide Lewandowski. O que não perderá o Brasil?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O JURIDIQUÊS DO MINISTRO

Embora acostumado, como perito judicial, ao linguajar forense e à costumeira prolixidade de advogados em suas petições e arrazoados, assisti, na quinta-feira, pela TV Justiça, com misto de espanto, estupefação e profunda desilusão, à argumentação proferida no STF pelo ministro Semandowski (como é cognominado, data venia, pelos seus ex-alunos) no julgamento do mensalão, para inocentar José Dirceu de Oliveira e Silva da acusação de corrupção ativa, junto com seus companheiros quadrilheiros José Genoino e Delúbio Soares. O uso intensivo de sofismas e a sua aceitação pacífica de depoimentos dos partidários petralhas que inocentavam ao Zé Dirceu (como se alguém pudesse esperar o contrário!) serviram de mote para que o citado ministro (com “m” minúsculo) , que deve seu cargo à amizade de seu pai com a Dona Marisa Letícia, tentasse de todas as formas usar uma fantástica engenharia de desconstrução do trabalho de cinco anos do ministro Joaquim Barbosa em cima dos elementos probatórios da culpa do mencionado trio indecente que tomou conta do Gabinete Civil da Presidência da República, no que, data maxima venia, não logrou sucesso.

Geert J. Prange prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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AGENTE INFILTRADO

Espera-se, sinceramente, que o ministro Lewandowski, do STF, esteja seguindo os ditames de sua própria consciência, isto é, acreditando que está fazendo o que é certo, no seu entender. Se, no entanto, estiver agindo como agente infiltrado neste julgamento do mensalão que é importantíssimo e definitivo para o País, no sentido de corrigir distorções que ocorrem na política brasileira, então ele estará conspurcando a sua biografia, que infelizmente estará mais para folha corrida. Se só ele estiver certo, os demais juízes estarão errados. O que é muito estranho.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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CONSCIÊNCIA APRISIONADA

Como deve ser difícil julgar os réus do grupo político do caso mensalão sem ter a consciência livre. Creio que esta dificuldade deve martirizar aquele que deve favores a ponto de não perceber o papel que desempenha diante de seus pares no Supremo Tribunal Federal. Deixo aqui uma sugestão para que o Poder Legislativo crie uma lei que não permita ao chefe do Poder Executivo nomear um juiz do Supremo Tribunal, cabendo esta tarefa única e exclusivamente ao Poder Judiciário e aos estudos aprofundados dos talentos existentes neste poder.

Paulo César Pieroni pcpieroni@hotmail.com

Campinas

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A ESCOLHA DOS MINISTROS DO STF

Há muitos erros que podem e devem ser sanados no Brasil, mas um que demanda rapidez de solução é o sistema de escolha dos ministros do STF, porque esta instituição é a base que sustenta nossa democracia e o Estado de Direito. Do jeito como a escolha é feita, cabendo esta tarefa ao presidente da República , corre-se o risco de que suas preferências sejam “viciadas”, o que significa que as exigências de notório saber jurídico e reputação ilibada possam não ser as qualidades prioritárias que guiarão as indicações do presidente da vez. Além disso, os senadores que avaliam através de uma sabatina o candidato escolhido pelo presidente... digam-me, que condições tem aqueles senhores de avaliar o saber jurídico de um candidato a ministro? Nem todo senador é versado em leis. Portanto, a sabatina é hoje uma panaceia, um rito apenas. Confesso que eu não sei como a escolha de um candidato a ministro do STF deveria ser feita, eu só tenho certeza de que, da maneira que se faz hoje, não pode continuar! Para exemplificar: quinta-feira, 4/9, assistimos a um espetáculo lamentável pela TV Justiça, eu tenho certeza de que o Brasil inteiro lamentou! Não preciso dizer mais nada!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A IMPORTÂNCIA DA INDICAÇÃO

O comportamento do ministro Lewandowski nos leva a refletir sobre a enorme responsabilidade que pesa sobre a escolha dos nomes de ministros do Supremo Tribunal e, sobretudo, da sabatina dos indicados pelo Senado. O ministro Ricardo Lewandowski vem atuando mais como um advogado de defesa de alguns réus, principalmente aqueles do núcleo político do julgamento do mensalão, de forma tão aberta que é até constrangedora. Além disso, seus votos são de extrema pobreza e suas analogias e referências são de infelicidade ímpar! Faltam-lhe conhecimentos, cultura, compostura e, acima de tudo, a noção da importância do cargo para que foi nomeado. Sua nomeação por critérios de amizade familiar com o ex-presidente Luiz Inácio da Silva revelou-se um desastre e um desserviço ao Supremo Tribunal e ao País.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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