Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2012 | 03h05

Julgamento do mensalão

Nós, brasileiros do bem, agradecemos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) drs. Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ayres Brito, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello, que deram uma verdadeira lição de conhecimento jurídico, isenção, coragem e vontade de resgatar a esperança da sociedade brasileira. Acrescente-se a esses nobres juristas o procurador-geral da República, dr. Roberto Gurgel, que realizou um trabalho irreparável de acusação dos ladrões do dinheiro público. Em contrapartida, foi uma decepção a participação dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli - este último provou estar totalmente despreparado para o cargo que ocupa. Ambos demonstraram parcialidade em seus julgamentos.

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

Honestidade

Demorou, mas a justiça veio como presente para o povo brasileiro. Que orgulho ter no STF Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Ayres Britto. Esses seis ministros nos orgulham porque julgaram o mensalão de forma descomprometida, com a consciência livre. Que Deus os abençoe por tamanha honestidade.

VILMA FREDIANI DE MOURA

vilma.frediani.moura@terra.com.br

São Paulo

Lavamos a alma

Foi feita justiça! O que aconteceu com os mensaleiros que sirva de exemplo aos corruptos, desviadores de recursos e quadrilheiros que ainda se apoiam na tese da impunidade.

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Desonra indelével

Na reta final do julgamento do mensalão, o ministro Celso de Mello, ao proferir o seu voto - que acompanhei atentamente -, lavou a alma dos verdadeiros brasileiros. Suas palavras fortes, precisas e firmes baixaram tal qual uma poderosa clava, esfarelando a falácia dos PeTralhas sobre a não existência do mensalão. A mais alta Corte de Justiça do nosso país sepultou de vez a dúvida, plantada, utilizando-se o método de Goebbels, para negar o óbvio uLulante que foi o crime de lesa-democracia praticado pela mais alta cúpula petista. Poderão ou não os condenados ir para a cadeia, mas a fala do ministro Celso de Mello impingiu-lhes publicamente - extensiva ao Lula - uma desonra histórica e indelével para a biografia dos delinquentes que foram condenados.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

Vísceras abertas

Obrigado, ministro Celso de Mello, pelo seu voto. Saiba que ele representa os votos de milhões de pessoas que, como o senhor, se revoltam com a podridão que se viu nessas vísceras abertas pelo Ministério Público.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Belo final

A vontade esmagadora prevaleceu. Emocionantes as palavras do ministro Marco Aurélio. Aos réus, o peso da lei. Foram empulhadores, agora desmascarados.

JOÃO PAULO GARCIA

otapege88@yahoo.com.br

São Paulo

Anticlímax

Estamos comemorando a condenação dos mensaleiros. Já imaginaram se nossa presidente resolver indultar todos ou parte deles?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

O chefe

Os tentáculos do indignado povo brasileiro, por intermédio do STF, já alcançaram o pescoço repugnante dos principais cabeças do esquema do mensalão. Agora só está faltando o chefe fanfarrão dessa desbaratada quadrilha, que não perde nada por esperar.

YOSHITOMO TSUJI

y.ts@hotmail.com

São Paulo

Como julgar

Será que os votos proferidos pelos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Luiz Fux serviram como aula inaugural para demonstrar como se julga um réu? Acho que o ministro veterano Ricardo Lewandowski e o ministro calouro Dias Toffoli têm muito que aprender. Ou não?

ANTONIO BOER

toboer@uol.com.br

Americana

Recordista

Dias Toffoli inovou. Seu voto de absolvição de José Dirceu, em exatos 18 segundos, é um recorde. Nem usando urna eletrônica seria mais rápido.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Convencimento

O que será que convenceria os ministros Lewandowski, Toffoli, Rosa Weber e Cármen Lúcia sobre a formação da quadrilha? Um contrato social assinado pelos quadrilheiros, devidamente registrado e arquivado na Junta Comercial? O "voto" de Dias Toffoli foi um momento de vergonha para o STF.

HUGO JOSÉ POLICASTRO

hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

Quadrilha da Casa Civil

Para o ministro Marco Aurélio, quadrilha não é somente a que usa arma de fogo. A de José Dirceu armou-se de muito dinheiro. Isso configura quadrilha!

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Dívida

Para ser justo devo dizer que entendo perfeitamente a atitude dos ministros Lewandowski e Toffoli. Afinal, reconheço ser difícil julgar com isenção de ânimo quando se tem considerável "fatura" a pagar. O Brasil todo está cansado de saber: manda quem pode (Lula) e obedece quem tem juízo.

PEDRO MASCAGNI FILHO

p.mascagni@uol.com.br

Itatiba

Razão x gratidão

Felizmente, a maioria dos juízes do STF julgou o mensalão pela razão, e não pela gratidão.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Danos

Se o mensalão era para comprar apoio político no primeiro mandato do então presidente Lula, afinal de contas, esse apoio político foi para aprovar o quê? Não seria bom verificar o que aprovaram, quais os danos que foram causados em consequência dessas aprovações e, ainda, quais políticos venderam os seus votos?

ALDO MATACHANA THOMÉ

aldo@projex.com.br

Ourinhos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

POSTES

Lulla disse que "de poste em poste é que o Brasil vai ficar iluminado", referindo-se à eleição de Dilma Rousseff e ao candidato a prefeito de Campinas Márcio Pochmann (PT). Pode até ser, vamos esperar as eleições. Mas ele se esqueceu de dizer que o PT também vai iluminar as penitenciárias depois do julgamento do mensalão. E olha que será com os "postes da nata do partido", hein.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ESCURIDÃO

O capo barbudo, poderoso chefão do mensalulão, de poste em poste vai metendo o País na escuridão da corrupção. PosTe, não!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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OPOSIÇÃO

O crédito na colocação de postes deve ser atribuído ao chefe e também à falta de oposição do maior partido da base contrária. Essa falta de vocação os distancia dos anseios da população e torna a República menor pela falta de opções programáticas alternativas. Hoje se vão as prefeituras, amanhã trocaremos o chuchu pelo pepino na salada?

Sergioi Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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'O LEVANTADOR DE POSTES'

O editorial do Estado O levantador de 'postes' (23/10, A3) citou derrotas marcantes de Lula nas eleições para prefeito e vereador, deixando de salientar outro fiasco eleitoral que Lula jamais esquecerá: em Manaus, onde o ex-senador do PSDB Arthur Virgilio vencerá folgadamente a senadora Vanessa Graziotin. No comício que fez em Manaus, no primeiro turno, Lula tripudiou e insultou Virgilio sem perdão. Como se julga imbatível, 24 horas por dia, e Deus, nas horas vagas, Lula achou que mudaria o quadro a favor de Vanessa. Fez foi piorar. Seguramente, a vitória do tucano Arthur Virgílio significará uma derrota eleitoral nacional para o currículo de Lula.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SÓ LULA

O modesto "levantador de postes" vai competir com as companhias de energia elétrica do País, dizendo que vai iluminar o Brasil com seus candidatos. Seu discurso ilusório pegou feito chiclete, todos os pobres acreditam que Lula governa para eles, só não enxergam que Lula gosta é da riqueza. É bom observar que o PT colocou um bode na sala de todas as prefeituras, pois a tática é tomar o poder onde puder. Ou se elege ou se elege. Basta ver a truculência com que Lula vem tratando os candidatos que se opõem ao PT. Para o "deus Lula", a única pessoa boa e honesta é ele. Os demais que se elegem legitimamente são chamados de desonestos e se calam. Por enquanto, o STF está jogando luz no mensalão e já condenou a cúpula do PT por diversos crimes, faltando apenas um para ser condenado. Será que, após a decretação da prisão dos companheiros, Lula vai continuar dizendo que não sabia de nada? Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DE POSTE EM POSTE

Poder-se-ia acrescentar às declarações do dono do PT: "De poste em poste os cães fazem a festa...".

Rubens Machioni Silva machionisilva@terra.com.br

São Paulo

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MARITACA

A "longevidade" de Lula se explica. O Brasil ainda não fez sua "guerra civil", como os americanos fizeram há mais de 100 anos. Os nordestinos ainda são os eleitores de coronéis e profetas místicos, como Lula, Antonio Conselheiro ou até Lampião. E os nordestinos estão em todas as plagas do Brasil, votando como votam seus conterrâneos no Nordeste. Está aí o sucesso de Lula, um maritaca que se promoveu como estadista.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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LULA DIANTE DO ESPELHO

Duas declarações de Lula transcritas por jornais, uma, sobre José Serra, "o bicho tem uma sede de poder inigualável"; e outra, "de 'poste' em 'poste' o Brasil vai ficar iluminado", têm erros. Em vez de iluminado, o certo é eliminado. Quem tem sede de poder (e de uma branquinha) é ele. Lula estava falando com o espelho sobre sI próprio, que é só o que lhe interessa.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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RÉQUIEM

Haddad, candidato em São Paulo, é mais que um poste, ele é uma lápide do lulopetismo.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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NOSSOS PACHECOS

O Brasil, há muito governado por despreparados e corruptos e com o apoio de grande parte de uma imprensa comprometida, especializou-se em criar e endeusar vários protótipos de Pacheco, aquele personagem de Eça de Queirós que surgiu no livro A Correspondência de Fradique Mendes. Pacheco, o gênio de Coimbra, foi deputado e primeiro-ministro. A sua morte causou comoção no povo lusitano. Muitas lágrimas e posteriormente uma estátua em sua homenagem foi erguida com fundos arrecadados pelo Conselheiro Acácio, aquele fictício personagem de O Primo Basílio. Não demorou muito para que o povo português tomasse conhecimento de que o gênio de Coimbra não passou de uma fraude. Há 10 anos o PT revive algo semelhante produzindo Pachecos e os colocando em cargos-chave da nossa administração pública: prefeituras, Câmara, Senado, secretarias, ministérios, Justiça, Itamaraty e até na Presidência da República. Fazendo justiça: o Pacheco de Eça era um incompetente, mas não era ladrão.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO E MENSALÃO

Tudo faz e fará o PT para ganhar eleições no País, inclusive na capital de São Paulo, porque a finalidade é única: abafar a repercussão da ação penal 470. Entretanto, o mensalão veio para ficar para a posteridade e será sempre invocado como forma de apontar a falta de ética e carência de conduta pública no PT, agremiação que jogou na lata do lixo todas as recomendações e críticas morais que fez a outros políticos e administradores públicos. Mesmo que ganhe o candidato do PT, em São Paulo, para desgosto dos paulistanos, o mensalão continuará incomodando os petistas e sobrevivendo para martirizar os integrantes do partido. É a hora e a vez das cobranças dos brasileiros aos falsos puritanos petistas.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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OS PLANOS DE DIRCEU PARA SÃO PAULO

O corrupto e chefe de quadrilha José Dirceu, homem forte do PT, afirmou dias atrás que a prioridade do partido, neste momento, é garantir a vitória de Fernando Haddad na eleição pela Prefeitura de São Paulo. O fato de Haddad ter um fiador desse jaez deveria servir para que os paulistanos inclinados a votar no petista passassem a nutrir sérias dúvidas sobre sua candidatura. Afinal, o corrupto e quadrilheiro mostra-se ferozmente engajado na campanha do mais novo ungido do ex-presidente Lula. O que será que pretende José Dirceu para a cidade de São Paulo?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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INSÔNIA

Com a vitória de Haddad quase certa, Dirceu, Lula, Genoino e cia. devem se sentir vingados da elite paulistana. E a "elite" está tão preocupada que não consegue dormir e fica passeando até tarde da noite em Paris... Condenados e sem noção!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CARTILHA DO MEC

De 10 eleitor, se 4 vai votá no Haddad, 7 vota no Serra.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CARTOLAS

Lamentável o Sr. Haddad na foto da primeira página deste conceituado jornal junto com os cartolas de clubes de futebol, se comprometendo a minimizar as dívidas dos clubes. Os clubes que recebem vultosas importâncias dos seus patrocinadores, dos preços dos ingressos exorbitantes, pagando verdadeiras fortunas aos seus atletas, não têm condição de pagar suas dívidas ao Estado. E a educação e a saúde, como ficam, Sr. candidato?

Alvarez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

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FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Tive a oportunidade, de assistir à votação através da TV Justiça dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia de formação de quadrilha dos réus José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, os quais no final foram condenados, e o que pude presenciar, foi uma magistral aula dos ministros Joaquim Barbosa no sentido de cidadania ao declarar que "as pessoas de terno e gravata trazem um desassossego ainda maior do que nos trazem os que se consagram na prática dos crimes de sangue e que, ao absolvê-los, o Supremo estaria caminhando para uma exclusão sociológica". O ministro Celso de Mello sobre a democracia, ao declarar que os réus desrespeitaram a República, e que para ter o controle do poder ultrajaram o Estado democrático e suas instituições e a própria Constituição. O ministro Ayres de Bri to foi então de uma inteligência ímpar, ao realizar comparações entre o que as definições de crimes do código penal nem sempre devem ser entendidas simplesmente com o que o dicionário da língua portuguesa explica, ou seja, ao pé da letra, o julgador tem de se aprofundar mais no contexto do crime que está sendo julgado. As condenações foram exemplares, principalmente no sentido da preservação da democracia, de mostrar que criminosos do colarinho branco também vão para a cadeia e de não haver a perpetuação no poder por meios ilegítimos. Parabéns aos ministros do STF. Os amantes da democracia agradecem.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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QUE PAÍS É ESTE?!

Penso que, durante semanas, meses e anos, o julgamento no STF do chamado "mensalão" do governo Lula da Silva será assunto para intermináveis reflexões, desdobramentos e controvérsias entre os leigos e os especialistas em transgressões a sociedade democrática de direito... A doutora ministra Rosa Weber, do STF, me surpreendeu e deve ter causado espanto a milhões de pessoas ao apresentar o argumento prosaico de que, a seu juízo, não ocorreu "formação de quadrilha" entre os 13 denunciados, porque a associação dos delinquentes foi "temporária", de caráter "passageiro". Vamos aos fatos, constantes dos autos do processo: as práticas delituosas praticadas por um período superior a dois anos, jamais poderia ser classificada como "temporária" ou "passageira". Insanidade seria engolir isso! Se o escritor e cronista Nélson Rodrigues fosse vivo, estaria questionando: "até quando os padres, os padres de passeata, permanecerão calados, diante da sentença do STF para os delinquentes do 'mensalão'?". E os eloquentes discursos contra a impunidade no País, de repente, ficaram mudos... Seria uma sórdida cumplicidade com os delinquentes de colarinho branco? Acredito ser necessária e urgente essa reflexão rodrigueana, sociologicamente pertinente e historicamente emblemática.

Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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INEVITÁVEL E FATAL CONDENAÇÃO

Sr. José Dirceu: diz V.Sa. que nunca fez parte ou chefiou uma quadrilha. Pessoas de reputação ilibada que examinaram profundamente milhares de páginas de um processo criminal chegaram à conclusão diametralmente oposta. Se entre eles houve divergência, esta se resume ao conceito penal de quadrilha, apenas isso. Quanto ao mais, eles estão concordes. Está patente que coisas pelo menos estranhas ocorreram: daí as condenações. Ademais, foi garantida a presunção de inocência, pois a condenação só resultou da vontade da maioria ou da totalidade dos ministros do STF, depois de plenamente discutidas as questões abordadas no processo e levantada pelos defensores, garantindo-se a mais ampla defesa. Sua condenação, Sr. Dirceu, V.Sa. o sabe muito bem, emana do processo e daí a conclusão dele extraída pela maioria dos mini stros julgadores: sua inevitável e fatal condenação. Resta-lhe, enfim, acatar e cumprir o que foi decidido, e no local adequado.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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CONTROVÉRSIA

Houve muita controvérsia no STF, na definição do delito, formação de quadrilha. Aurélio nos ensina: (1) Bando de ladrões, assaltantes ou malfeitores. (2) Contradança de salão. (3) Súcia, corja. Lulla e seus seguidores, acreditam que houve apenas encontros políticos, definindo: "Grupo de companheiros aloprados, trabalhando arduamente na obtenção de recursos quase lícitos, para o bem do partido e do povo". Prevalecerão o subterfúgio e o linguajar astuto do indefensável?

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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6 X 4

Se mais pessoas tivessem acompanhado a sabatina no Senado da nova ministra Rosa Weber, o destaque dado a seu voto, sobre o crime de quadrilha, pelo ministro Lewandowski, bem possivelmente teriam compreendido que não passava de abraço de afogado. O "placar" na votação, no dia 22/10/2012, do plenário do STF, quando condenou 11 dos 13 acusados de formação de quadrilha, que esteve sob o comando do ex-ministro chefe da Casa Civil do governo do PT entre 2003 a 2006, bem revela que não há muito que se comemorar. Saindo os ministros Ayres Brito, por força da aposentadoria compulsória, e o ministro Celso de Mello no próximo ano, e com o novo ministro a tomar posse, que ainda é uma incógnita, talvez aquela minoria passe a ser maioria. E a tudo isso acrescente que o eleitor da capital de São Paulo, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, parece indicar que não está nem aí para o resultado do julgamento, e aponta para a preferência pelo candidato do PT. Será que os brasileiros em geral não têm apreço pela moralidade? Bom tema para estudos sociológicos.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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CHORORÔ DE UM RÉU

Entendo a dor, e a decepção que sente o José Genoino, pela sua condenação no STF, como um dos principais membros da quadrilha do mensalão! Agora, declarar como fez este petista citado, que o "Supremo criminalizou a política", se referindo à ação 470, é zombar com o povo brasileiro! No entender do Genoino, significa que, um político pode roubar a vontade, desviar recursos públicos, como fez seu PT, e escancaradamente nestes últimos anos, e se condenado imputa à justiça brasileira, de estar criminalizando a política?! Se meu avô estivesse vivo, ele que jamais feriu a ética, diria ao condenado petista, "vai lamber sabão, José!". Que sina, meu Deus, do céu! Esses fiéis alunos do demagogo Lula, se sentem acima do bem e do mal! Da Constituição! E nós ainda devemos dizer amém a esses farsantes?! O Brasil, é bom que se diga a esses incautos, que não é Cuba, Irã, ou a Venezuela, em que seus governantes não respeitam a legalidade, e tampouco a liberdade de expressão, e fica tudo pelo não dito! E como prova, de que a democracia entre nós caminha a passos largos, o nosso Supremo Tribunal Federal, dá uma resposta notável a nossa sociedade, neste julgamento do mensalão, demonstrando principalmente que os recursos do contribuinte devem ser utilizados com eficiência, decência e dignidade por aqueles que principalmente foram eleitos nas urnas. Portanto, o réu José Genoino, diferente do que afirmou, deveria saber que, político corrupto deve ir sim para cadeia, assim como acontece com qualquer cidadão tupiniquim que desrespeita as leis vigentes.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DE QUEM É A CULPA?

O digno, probo e impoluto ex-alguma "coisa" do PT, na política, no desgoverno, o famosíssimo José Genoino, reclama veementemente da condenação do STF, diz que é inocente, será que alguém acredita? Conta outra essa não colou, reclame do "deus" do PT, o dono do mensalulão, do chefão da quadrilha. Sabe agora de quem é a culpa? É do Lula, que também será julgado pela lei e pelo povo. A culpa também é sua, ou esqueceu o velho ditado: "diga-me com quem andas que te direi quem és", todos da sua quadrilha. Desapareça da mídia e se prepare para cumprir a pena que lhe for imposta junto com os seus "cumpanhero", é o que lhe resta fazer, ou prove o contrário.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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INOCENTES SOMOS NÓS

O Sr. José Genoino disse que o STF está criminalizando a política e que é inocente. Inocente? Inocente somos nós, ou os que lhes deram crédito. Isso é que dá eleger guerrilheiro.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MINHA RESPOSTA À FILHA DE GENOINO

Em que pese ao sentimento genuíno de Minura, filha de José Genoino (JG), torna-se necessário mostrar o objetivo e as incoerências da missiva. Não lhe posso negar o direito de orgulhar-se do pai e de acreditar em sua honestidade, mas lhe nego o direito de querer justificar um crime contra a lisura da democracia e contra o erário público! Ela pergunta: "Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação?" Esta pergunta deve ser feita ao PT, especialista nesta prática e doutrinariamente inimigo da liberdade de imprensa! E continua: "(Você) acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no di a de um político realizar um procedimento cardíaco?" Estas perguntas devem ser feitas aos grupos de "estudantes" instruídos pelo PT para "escrachar" pessoas idosas, pichar residências e enxovalhar a imagem dos que "nos piores anos do Brasil" asseguraram a liberdade que JG usou para conquistar o poder e julgar-se habilitado para a prática do que dizia combater enquanto estava na oposição! A moça acusa os "meios de comunicação deste nosso país de terem a coragem" de fazer com JG tudo que o ele e o PT fizeram quando lhes convinha e que redundou no impedimento de um presidente da República. Eles tiveram "a coragem de fazer isso tudo e muito mais"! Ao declarar que o resultado do julgamento pelo STF apenas deu "forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, honestidade (sic) e defesa daquilo que sempre acreditou", ela deixa claro o início do trabalho de recontagem da verdade que tenta transformar o réu em vítima e o vilão em herói. Sinceramente, lamento pela família. Sinto pena de seus netos que por razões óbvias devem amá-lo e dele sentirão falta, como é justo e frequente acontecer até com os ladrões de galinha. É justo que ele "lute até o fim para provar sua inocência", afinal, o Brasil é uma democracia, porque se fosse uma grande Cuba, como queria (ou quer?) JG, neste momento, ele já teria sido apresentado ao paredon! "Não preciso de provas para executar um homem - apenas de prova acerca da necessidade de executá-lo" (Che Guevara).

Paulo Chagas pchagas58@gmail.com

Águas Claras (DF)

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SEM DÓ

Não nos deixemos levar pelo sentimento de dó, pela carta da filha do condenado, ou pelo choro do senador, ou porque foram no passado de luta, ou sei lá o que. O que queremos para o futuro do nosso País? Um povo "dodóizinho e marica"? Não, essa é a hora de mostrar ao mundo esse exemplo. E que sirva de lição e de medo para qualquer homem público que tentar levar vantagem sobre o que for. Basta, é o começo da mudança, o povo não aguenta mais tanta corrupção, esse dinheiro que nos roubam e faltam na educação, saúde, segurança pública, etc. Vamos pensar no futuro de nossos filhos e netos, isso, sim. Cadeia neles. E ainda falta o Poderoso Chefão, é, aquele que não sabia de nada, o V8 que já fez sucesso e já teve na moda, mas hoje só bebe e da gastos. E quer fazer um mensalão na cidade de São Paulo apoiando um paspalho que não conseguiu administrar nem o MEC, que já está sob suspeita do Tribunal de Contas da União (TCU) por fraudes em licitações, só pra variar. E agora chama de hipócrita a decisão baseada em fatos.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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PESO

E o mensalão se transformou em jumbo...

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

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PERDÃO

A alta bandidagem e os cruéis traficantes daqui do Rio, se forem presos, podem ficar tranquilos com as suas absolvições. Basta que os seus advogados consigam levar os processos à julgamento no STF, lugar onde, claramente, tem muita gente comprometida com o crime organizado e acaba por absolver delinquentes de altíssima periculosidade, como foi no caso mensalão. O órgão mais confiável que tínhamos, no que concerne à fazer a cega justiça, o Superior Tribunal Federal, acabou se tornando a "casa dos bandidos". Com louvor ao relator - ministro Joaquim Barbosa - e alguns outros de atitude correta que, insistentemente tentaram condenar toda a quadrinha do PT e colocar seus membros e tentáculos na cadeia, infelizmente notamos que outros ministros, seguidores do revisor, Sr. Lewandowski, passaram a mão na cabeça de boa parte da bandidagem. Nós, povo brasileiro, lamentamos que determinados ministros do STF tenham perdoado marginais, e fica bem claro com isso que esses tiveram algum bom ganho, em detrimento da justiça. Pensaram mais neles e nas benesses conseguidas, do que no dever de condenar quem, sobejamente, ludibriou e roubou dinheiro público, com interesses inconfessáveis.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

São Paulo

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A DOSIMETRIA DAS PENAS

Numa hora dessas, os comediantes viraram matemáticos. Estão todos com a calculadora na mão!

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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DIAS TOFFOLI

Acintosa e cinicamente, o ministro Toffoli propôs que aqueles que votaram pela inocência dos réus do mensalão participassem também na dosimetria da pena. Precisou ser "lembrado" pelo ministro Celso de Mello que, num outro julgamento, na mesma situação, Toffoli havia votado pela não participação. Eu defendo a ideia de que deveria haver alguma punição para juízes de qualquer instância que não usassem a toga com a dignidade que ela merece.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FUGA

Além da condenação, a quadrilha do mensalão tomou uma verdadeira descompostura dos eminentes ministros do STF. Utilizando termos absolutamente apropriados durante a leitura de seus votos. Como delinquentes, segundo o ministro Celso de Mello, não se pode esquecer de que, certamente, vão tentar fugir do País. Em tempo, por que um voto proferido em menos de um minuto? Por que diminui a exposição.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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EQUIVALÊNCIA

O tempo gasto no anúncio da absolvição é a exata dimensão da inocência do réu...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RESTILHO DE HONRA

Ministro Dias Toffoli: assista ao vídeo mostrando a sua cara quando votou. É a figura de um ministro angustiado, deprimido, inseguro e com complexo de culpa; paz zero. Peça para "obrar" e saia do STF, definitivamente. É o que resta para sair com um pouco de honra, ainda.

Roberto Soares Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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TRANSPARÊNCIA NAS ONGS E O LUGAR DO ESTADO

Sobre o artigo ONGs, Transparência e Sociedade, de William Eid Junior, publicado no Espaço Aberto deste jornal (22 de outubro, página A2), não duvidamos da importância da transparência nas contas públicas e de ONGs. No entanto, como aponta o próprio autor, são mais de 340 mil ONGs no país. Vai o cidadão, 'a sociedade', auditar os demonstrativos financeiros? A ironia por trás da questão deve apontar como reducionista a afirmação de que "o uso delas (das ONGs) em estruturas de corrupção" é um problema que "tem origem bastante simples: a falta de transparência". Prezamos pela publicidade de contas e pela dita transparência, fundamental no processo de controle social. Mas é importante explicitar à sociedade brasi leira que é do Tribunal de Contas da União a responsabilidade de fiscalizar convênios. Ou seja: o grave problema do desvio de verbas públicas é uma questão a ser resolvida pelo Estado - sem eximir, obviamente, as organizações da sociedade civil, assim como empresas e empreiteiras também envolvidas em graves denúncias de corrupção, das suas responsabilidades no enfrentamento dessas práticas. Neste sentido, no tocante à questão específica dos instrumentos e das modalidades de repasse de recursos públicos às OSCs, o que desafia a nossa compreensão é a persistência e a força dos bloqueios à revisão do marco regulatório das entidades sem fins lucrativos, embora seja unânime - no diálogo em curso há mais de ano entre as OSCs e o governo federal sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República - o reconhecimento da profunda inadequação da legislação atual e o sentimento de insegurança jurídica por parte das OSCs e de muit os agentes governamentais.

Lívia Duarte, Fase Solidariedade e Educação livia.duarte@fase.org.br

Rio de Janeiro

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TRANSPARÊNCIA

O artigo do professor William Eid Junior, ONGs, transparência e sociedade, é muito oportuno e lança luzes sobre um tema que não vem sendo tratado com a devida atenção e urgência. As ONGs sérias não têm nada a esconder e por isso estão ansiosas por uma regulamentação mais efetiva e clara quanto à publicação dos seus atos, pois, para estas entidades, prestar contas não é uma opção, é uma obrigação.

Wagner Odri, presidente do Instituto Herdeiros do Futuro renato@raf.com.br

São Paulo

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O CAMINHO PARA O TERCEIRO SETOR

A respeito do artigo ONGs, transparência e sociedade, do professor William Eid Junior, publicado em 22/10/2012, cumpre esclarecer inicialmente o que se abriga debaixo da sigla "ONG" (Organização não Governamental). Sob esta sigla genérica existem apenas duas figuras jurídicas no Brasil, as fundações e as associações, estas podem ainda receber denominações como instituto, grêmio, clube, núcleo, união, etc. As fundações são criadas a partir de um Fundo Patrimonial (imóveis, aplicações, ações) dedicado a um ideal, já as associações se formam pela reunião de um grupo de pessoas em busca de um ideal comum. As Fundações abrigam desde sua instituição, portanto, capital privado destinado a fins públicos, conhecido hoje como ISP (Investimento Social Privado) e por conta desta característica são veladas pelo Ministério Público. As normas para a instituição e conduta aplicadas às fundações são muito mais complexas e exigentes que as normas que se aplicam às associações. As fundações são regidas pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, e prestam contas anualmente ao Ministério Público (curadoria das fundações) através do sistema eletrônico Sicap. Publicam obrigatoriamente o balanço anual em jornal de grande circulação. A transparência na prestação de contas é fundamental para a atuação eficiente e a longevidade de associações e fundações. É bem verdade que poucas instituições do terceiro setor mantêm hoje seus sites na internet atualizados com a divulgação de relatórios, mas inevitavelmente o caminho da evolução do terceiro setor passará pela transparência e accountability, seja por força de lei ou simplesmente pela crescente conscientização e exigência da sociedade civil.

Fernando Diederichsen Stickel, diretor presidente da Fundação Stickel fernando@fundacaostickel.org.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

O adversário de Barack Obama à Casa Branca, Mitt Romney, além de não possuir, como previsível, as mesmas informações do presidente sobre política externa, manifesta um perfil de incoerências reiteradas em suas declarações nos debates presidenciais. E o mais grave é sua hostilidade à Rússia, como a ressuscitar os nefandos tempos da guerra fria, fato bem observado por Obama. A Rússia é um país imenso, sempre importante no xadrez internacional, não se pode ingerir em sua autodeterminação e o tratamento de eventuais conflitos devem ser administrados pela via diplomática. Só isso basta para o voto na reeleição do presidente.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O RISCO MITT ROMNEY

Para manter a tranquilidade por que atravessa o mundo neste momento, seria muito interessante uma vitória do sereno Barack Obama na próxima eleição presidencial norte-americana. O seu adversário republicano transmite um pouco daquela arrogância e agressividade tão característica e presente em George W. Bush. Homens desse tipo são um perigo para a humanidade.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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SÓ BIN LADEN NÃO SALVA

O grande erro do presidente e Nobel da Paz Barack Obama foi introduzir o Obamacare, o plano de saúde obrigatório, já no terceiro ano de Casa Branca, e, com a economia, somente medidas paliativas, para tirar os EUA do buraco. Obama, em 2009, deveria concentrar 100% na crise econômica e implantar um plano de impacto como o Marshall. Já com a economia fortalecida e reeleito, Obama, em 2013, partiria com tudo para sua obra-prima, o Obamacare.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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POLÍCIA 24 HORAS NAS RUAS

Caroline Silva Lee, 15 anos, assassinada por volta das 2h30 com um tiro no pescoço. O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), destacou a rapidez na prisão dos criminosos. "Os três tinham passagem na polícia e foram presos em dez minutos" (e a Caroline, morta em poucos segundos...). A esposa de um policial da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) passou três horas sequestrada até ser encontrada no porta-malas de um automóvel, na madrugada de domingo (21). O sequestro mobilizou policiais da Rota que estavam de folga e até aqueles que patrulhavam o litoral de São Paulo. No total, mais de cem homens foram destacados para o caso... Quem dera aqui em São Paulo fôssemos todos rotarianos.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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CRIMINOSOS E DIREITO

O assassino de Caroline afirma "isto é o que acontece com quem reage". Nota-se que bandidos assassinos estão se sentindo "por cima da carne seca". Com leis "boazinhas", cheias de intenções "sociais", negando-nos a ver que as mazelas sociais de modo algum justificam a marginalidade e são questão de escolha pessoal (tanto é que a maioria dos pobres são gente honesta e trabalhadora), vivemos num país onde 50 mil pessoas são assassinadas anualmente. Continuaremos a morrer como moscas, enquanto nossos legisladores não encararem a questão sem medo dos patrulheiros das "causas sociais". Urge que se vote por penas mais duras, mais presídios e a extinção da maioridade pena; para crimes de sangue. Países desenvolvidos, do Primeiro Mundo, tratam bandidos com dureza. Acreditem: funciona. Os bandidos têm dire itos, sim. Mas os cidadãos honestos têm muito mais!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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VIOLÊNCIA

Devo confessar que fico surpreso e até mesmo chocado com o maniqueísmo e o reducionismo com que muitos hoje enxergam o mundo. Desde suas "realidades" mais banais à política e as ciências humanas (leia-se jurídicas no atual contexto do julgamento do mensalão do PT), muitos não conseguem compreender a complexidade e extrema riqueza de fatores que se autoinfluenciam e que resultam na "realidade que experienciamos". Esse é o caso, também, do trato que muitos leitores vêm dando ao triste assassinato da jovem no bairro do Higienópolis. Ler, nas linhas e entrelinhas de comentários publicados, a sanha por uma vingança, a evocação das arcaicas leis de Hamurabi e o tratamento de criminosos como terroristas somente expressam a incapacidade de alguns em realizar uma análise crítica do atual contexto de segurança. Outr o fator das incongruentes análises está na própria significação, para alguns, do conceito de segurança. Não podemos interpretar a questão da segurança apenas como a proteção a nossos condomínios, a proteção contra arrastões a restaurantes ou, numa esfera ainda mais particular, a blindagem de nossos veículos. A segurança pública, além de todos esses fatores, envolve também melhorias dos aparelhos de desenvolvimento social e, acreditem ou não, mudanças no trato dos agentes do Estado com a população. Quando o leitor senhor Heleo Pohlann Braga levanta o aumento dos ataques a policiais militares em São Paulo e apresenta como medida a ser tomada a simples classificação de atos terroristas, questiono-me: será tão simples assim? No fundo, esquecemos que o aumento da violência, seja por parte do crime ou de outros grupos sociais, é, muito possivelmente, uma resposta ao aumento da truculência no trato de muitas questões por parte do Estado. Quando temo s a indicação à revelia de um reitor não eleito democraticamente, o trato violento de estudantes que desejam se manifestar politicamente, a intervenção violenta na desocupação de bairros populares e de redutos centrais desprestigiado, a indicação de policiais militares para os cargos de subprefeito, temos um aumento da violência, mas numa esfera que muitos de nós não julgamos como sendo a esfera da segurança.

Ricardo Zimmermann richardzimmermann33@gmail.com

São Paulo

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ETHEVALDO SIQUEIRA

Depois de ler a coluna de Ethevaldo Siqueira no domingo (Despedida, após 45 anos), anexei-a ao livro Retrato de uma Redação, de Patrícia Mesquita.

Rubens Tarcisio da Luz Stelmachuk rtls@bol.com.br

Curitiba

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