Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO E ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2012 | 03h07

Dá para confiar?

Agora é oficial: o PT montou uma quadrilha para desviar dinheiro público para a compra de parlamentares. Como confiar em Lula, cidadão que foi presidente da República e deixou tal quadrilha se instalar no Palácio do Planalto? E ainda pede voto de confiança para seus candidatos, aqui e acolá... Não dá para confiar, dá?

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

Dosimetria

O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do mensalão, arrancou a pele de ovelha que encobria os dirigentes do PT e mostrou ao eleitorado nacional os sagazes lobos com infinda e espúria disposição de se perpetuarem no poder. Que na dosimetria das penas o STF reconheça que o lugar dessas feras é a jaula.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Mensaleiros

Nós, da sociedade, torcemos para que todos os corruptos sejam condenados em regime fechado. E, se possível, em penitenciárias públicas comuns. Ou saem de lá anjinhos, ou transformam os demais "cumpanheiros" em experts. Até a próxima PicareTagem!

RUBENS Q. M. COSTA

rubensquintao@hotmail.com

Santos

Vitória tem de ser do povo

O PT já foi absolvido várias vezes sob a égide de que possíveis acusações têm origem em interesses na desconstrução de um partido que se estabelecera para implantar a ética e a moralidade na administração pública. Mas atualmente, diante das comprovações de que adotou tudo o que pregou ser contra, e dimensionou ainda mais, não pode pretender que se continue a acreditar no desgastado mantra do "golpismo", da "imprensa burguesa" e das "elites". O PT já atingiu a maioridade e maturidade suficiente para ser tratado como adulto. E apenado também. O processo do mensalão é uma prova disso. O povo não só tem o direito, como a obrigação de saber com quem está lidando. É o nosso futuro e o das próximas gerações que está em jogo. O sucesso tem de ser do povo, não de partidos ou de ideologias.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

Quadrilha 470

Se os quadrilheiros do mensalão (do PT e outros partidos) não tivessem sido denunciados sete anos atrás, hoje teríamos uma democracia sem representação e uma imprensa controlada!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

A ética do voto

O homem que não se incomoda em ser desapossado de seus bens, não luta por seus direitos, depois não se pode queixar de que foi massacrado. A observação está num preciosíssimo livrinho jurídico de Rudolf von Ihering, A Luta pelo Direito. Como consequência desse pensamento, não concordamos com a separação entre os fatos do mensalão e as eleições paulistanas. Aquele tem tudo que ver em todos os pleitos disputados pelo PT. O STF simplesmente desnudou "o jeito petista de governar". Quem deposita voto em integrantes de um partido desonesto queima os dedos, como bem observou o articulista José Nêumanne (Nada de confundir alhos com bugalhos, 24/10, A2).

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Tolerância zero

Excelente frase do eminente ministro Celso de Mello, do STF, sobre o mensalão: "O Estado não tolera o poder que corrompe, nem o poder que é corrompido". Data venia, sr. ministro, acrescento que a sociedade brasileira não tolera mais a barganha de cargos públicos por apoio político que ainda ocorre em época de eleições, principalmente em São Paulo. Cargos públicos, como o nome já diz, são para servir ao público, e não a partidos políticos.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Disputa de cargos

O PT e aliados estão cantando de galo antes do amanhecer e já disputam cargos na Prefeitura. Há um ditado popular que determina muita cautela quando se quer um bem pretendido antes do tempo: "Quem vai com muita sede ao pote acaba quebrando-o". E aí, adiós, muchachos!

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Clubes de futebol

Conforme o Estadão de 23/10, os cartolas de futebol Arnaldo Tirone, Andrés Sánchez e Juvenal Juvêncio apoiam Fernando Haddad (PT) de olho na anistia de dívidas fiscais de clubes - de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões de Imposto de Renda e INSS, segundo a Pluri Consultoria -, em troca de programas de incentivo ao esporte para a população carente (Bolsa Esporte). Se esse golpe contra a sociedade se concretizar por medida provisória da presidente Dilma Rousseff, nada mais natural que o governo federal também anistie eventuais dívidas fiscais de operadoras de telefonia móvel em troca de "bolsa celular" para as famílias carentes... Por que não?

MÁRCIO ROSÁRIO

mrmarcio_rosario@hotmail.com

Leme

Serra e seus vices

Gilberto Kassab, vice de José Serra quando foi eleito prefeito, teve seus bens bloqueados por irregularidades na Controlar. Índio da Costa, seu candidato a vice na última eleição presidencial, pertence à família que provocou um rombo de R$ 4,5 bilhões por causa da falência do Banco Cruzeiro do Sul, tendo o tio e o primo presos pelo desvio de R$ 1,5 bilhão. Além de Aref e de Montone, Alexandre Schneider, atual candidato a vice, está sendo processado pelo Ministério Público por irregularidades cometidas na gestão da Secretaria de Educação do Município de São Paulo. Realmente, é admirável o talento de Serra para a escolha de seus vices.

PAULO SERGIO FIDELIS GOMES

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

Padrinho

Panamericano x Cruzeiro do Sul, dois pesos e duas medidas, com aplicação de dinheiro público no caso do primeiro banco. Por que será? Diz-se que quem tem padrinho não morre pagão... Não é?

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Fatos e promessas

Dizem que, como prefeito, Paulo Maluf roubou, mas fez. Serra, como prefeito, fez e não roubou. O petista Haddad, que quer ser prefeito - por indicação pessoal de Lula -, promete fazer sem roubar. Acredite quem quiser.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MENSALÃO - A DOSIMETRIA DAS PENAS

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a determinar as penas para os condenados no mensalão. Só que a população não acredita que Marcos Valério, José Genoino, José Dirceu e demais apenados pela Suprema Corte sejam realmente presos e que cumpram pena em regime fechado. Mesmo com a pressão da opinião pública. As leis brasileiras são frouxas e não costumam atingir criminosos graúdos, como os integrantes do "Sindicato de Delinquentes", pela magnífica definição do ministro Celso de Mello. É esperar para ver.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FALE, VALÉRIO!

O advogado de defesa de Marcos Valério, Dr. Marcelo Leonardo, encaminhou memorial ao STF solicitando a diminuição de agravantes na dosimetria das penas a serem aplicadas ao seu cliente. Queixa-se da classe política que sustentava o governo de Lula da Silva, por terem habilmente desviado o foco da mídia das investigações dos protagonistas políticos (presidente Lula, seus ministros, dirigentes do PT e partidos da base aliada e deputados federais) para o empresário Marcos Valério, estando ele hoje na situação de maior apenado. A bem da verdade, Marcos Valério está colhendo o que plantou por ter confiado nas promessas de impunidade, caso ele se calasse. Ainda está em tempo, se não de salvar a própria pele, mas pelo menos de ajudar que o verdadeiro e maior culpado passe pelo crivo da justiça. Para tanto, só é preciso que fale, pois ele não tem mais nada que perder.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O ALTO PREÇO PAGO POR VALÉRIO

A discrição de Marcos Valério o levará a pagar muito mais caro pelo mensalão do que os que lhe contrataram para entrar de cabeça na maracutaia, os principais chefes da quadrilha. Seu advogado poderia ajudá-lo incentivando-o o quanto antes a delatar quem foram os verdadeiros quadrilheiros do PT. Ainda dará tempo de mostrar que não é o maior culpado. Por conhecer de perto a violência com que são tratados os que se colocam em seu caminho - vide os prefeitos petistas mortos -, fica a pergunta: será falta de coragem ou medo de ser assassinado o que o está impedindo?

Leila E. Leitão

São Paulo

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A (IN) JUSTIÇA NA DOSIMETRIA DAS PENAS

O Supremo Tribunal Federal despendeu horas de debate acerca da pena justa ser aplicada a Marcos Valério. Mais uma vez, relator e revisor não se compuseram. Intervenções variadas de ministros se registraram. Tudo isso em relação a um crime corriqueiro e velho, presente em nosso direito repressivo, e muito perpetrado, desde as Ordenações do Reino. Se a pena fora de sua justa medida é, evidentemente, uma iniquidade, é fácil imaginar quantos condenados (culpados ou inocentes) cumprem penas reduzidas ou exageradas, fixadas por juízes singulares. Além disso, são muitos os que permanecem encarcerados além do período fixado, por falta de assessoria jurídica e adequação institucional. Tudo isso, acrescido a circunstâncias que o adjetivo insalubre não consegue descrever, explica o porquê da existência de egressos de nossos cárceres qual feras prontas para o ataque.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A RESPOSTA CORRETA

Segundo o noticiário, a pena de Valério está sendo equacionada em boa medida, inclusive para inibir repetições. Trata-se da condenação da ferramenta criminosa do mensalão. Segundo a lógica e o sentimento de justiça, as penas dos integrantes da quadrilha criminosa dos operadores do mensalão devem ser maiores do que a da ferramenta. Essa seria a resposta cultural correta às bravatas e sofismas sobre os valores democráticos e as instituições, a fim de fortalecer a percepção dos valores democráticos pela sociedade.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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MENSALEIROS PRESOS POLÍTICOS?

De presos políticos a políticos presos por corrupção e formação de quadrilha num julgamento democrático num Estado de Direito. A duras penas começaram a cantar no lombo de quem fraudou e desviou dinheiro público em prol de uma cínica e ousada manobra de um projeto político de perpetuação no poder, comprando votos no parlamento. Agora todos são "vítimas". Alguns se consideram até perseguidos políticos. Só que o perseguidor agora é o rigor da lei que pune quadrilheiros e corruptos, sob o relato e atitude exemplar de Joaquim Barbosa e outros ministros do STF que condenaram a quadrilha que colocou em risco a paz social. O operador do vergonhoso e cínico esquema, Marcos Valério, já foi condenado ao regime fechado, com pena de quase 20 anos e ainda falta mais. Deveria, como fez Roberto Jefferson, colocar logo a boca no trombone e contar a história completa. Os outros mensaleiros já sabem que vêm mais penas pesadas no lombo, onde o recolhimento ao cárcere parece inevitável. Só que são presos comuns, neste caso todos são iguais perante a lei. É como disse o ministro Celso de Mello, a quadrilha do mensalão, a do colarinho branco, não difere das quadrilhas de traficantes do Rio e de uma perigosíssima facção criminosa de São Paulo. "Profanadores da República", disse o insigne ministro. O veredicto final está prestes a ser dado. Manifestações em contrário, como em diferentes épocas do regime de exceção, agora não têm respaldo popular. O Supremo Tribunal Federal deu o novo tom na moralidade pública. Que os políticos que ainda pretendam roubar o dinheiro público ponham suas barbas de molho e pensem duas vezes. A festa da corrupção e da impunidade acabou. A cadeia e o uniforme de prisioneiro os aguardam. O passado de ninguém, por mais virtuoso que tenha sido, não o exime dos crimes do presente. Cumpram-se a lei e as decisões do Supremo Tribunal Federal.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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NO PASTO

Desde que a sofisticada organização criminosa vê o xilindró no fim do túnel e a vaca imersa no brejo, estamos apostando que abra o bico sem reservas e dê nome a certo boi que, até o presente momento, continua na Disneylândia, como se nada no mensalão tivesse a ver com ele. Explodam, "cumpanhêros"!

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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CACHOEIRA VIRA LÍDER NA PRISÃO

Nova profissão gera bons empregos: "líder penitenciário". Marcos Valério já prepara seu CV.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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QUANTO MAIS CRIMES, MENOR A PENA

Não sou advogado criminalista (felizmente, talvez), mas o que entendi da dosimetria das penas, atualmente sendo estabelecidas pelo STF, relativamente ao processo do mensalão, e levando em conta o comentário de um jornal americano de que a legislação brasileira é risível, conforme informação do ministro Joaquim Barbosa, não posso deixar de concordar. Se um criminoso comete apenas um crime, segundo o ministro Ricardo Lewandowski, a dosimetria é uma. Se comete vários crimes, ele considera que a soma das penas não pode ser superior a certos parâmetros mentais de razoabilidade, de maneira que as doses podem ser menores para cada ilícito. Só podemos rir, realmente. É o preço de atacado versus o preço no varejo. Quanto mais crimes, maior o "desconto". Isso é lei justa?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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GANHANDO TEMPO

O ministro Lewandowski está se utilizando do que lhe restou na defesa de seus clientes, ou seja, ganhando tempo no sentido de tumultuar as sessões, buscar a menor pena possível para Marcos Valério a fim de refletir e influenciar a dosimetria de seu cliente. O que me parece é que os demais ministros estão entrando na estratégia dele.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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SOFT

Na dosimetria penal, Lewandowski é o "voto-Confort", só prá amaciar...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CUIDADO, INDULTO À VISTA!

A aparente tranquilidade com que vêm se portando os mensaleiros diante de sua condenação - inclusive por permanecerem ainda no País - pode ser mera estratégia, pois igual ou pior que os seus crimes é o que o seu chefe maior já deve estar obviamente articulando: indulto presidencial a todos, na forma do artigo 84, inciso XII da Constituição federal, até para afrontar mais uma vez a Suprema Corte. A sociedade vai aceitar?

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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AGORA VAI...

Comemoramos o desfecho do julgamento que atinge em cheio o PT, dando início à condenação de corruptos. Será que as investigações sobre o mensalão do PSDB irão recomeçar com seriedade?

Cybele Wanderley Boucinha cybele.boucinha@superig.com.br

São Paulo

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'O FIM DE UM TABU'

Há muito tempo começamos a assinar o Estadão. Em certas ocasiões, meu pai (já falecido) recomendava: "Não me sumam com este jornal. Hoje há algo precioso que precisa ser guardado". Na edição de ontem (24/10), O fim de um tabu é um dos textos que ele guardaria para ler, no final da tarde, a filhos e netos. Vou seguir o exemplo de meu pai.

Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Visa

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LIÇÕES DO 'EVENGELHO'

Com toda esta história política de corrupção, principalmente em escalões do governo, o mensalão sendo julgado e comprovado em seus pormenores, está ocorrendo a condenação de pessoas que coordenaram e movimentaram o mesmo, gostaria de levar a conhecimento desses corruptos o que diz o Evangelho (São Lucas, cap. 12, vers. 13-21) da Santa Missa de 22/10/2012, para comentar o seguinte: Tomai conta com este tipo de ganância, Jesus contou-lhes esta parábola: A terra de um homem rico deu uma grande colheita, e este pensava consigo mesmo. O que vou fazer para guardá-la, vou derrubar os celeiros, construindo muito maiores, aí colocarei todo o meu trigo, guardarei todos os meus bens, então poderei dizer para mim mesmo, tenho uma grande reserva para muitos e muitos anos, agora posso descansar, comer, beber, aproveitar toda a vida. Mas a Deus disse, "Louco", ainda esta noite pedirão de volta a tua vida. E agora, com quem fica toda a fortuna que acumulaste, assim acontece com quem junta tesouros indevidos para si mesmo, sem pensar nos outros, de repente Deus poderá determinar a sua volta. Estamos vivendo um momento muito difícil em nosso país. Será que essas pessoas corruptas pensam nisso, ou que isso nunca ocorrerá com eles, ou mesmo não tem tempo? Conforme informações diárias nas rede de TVs, o dinheiro envolvido nas citações acima poderia ser muito mais bem aplicado, afinal, quantos problemas enfrenta o País! Pelas passagens do Evangelho, sabemos que Deus, Nosso Senhor, vê tudo e tem conhecimento de tudo que ocorre. Pode-se mentir e enganar a todos, porém a Deus não se engana, chegou a hora de as pessoas participantes dos detalhes acima pensarem nisso, caso contrário poderão ter um final de vida, inesperado, ou até muito triste e doloroso.

Joaquim Galo jqmgalo@gmail.com

São Paulo

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PARA DUAS MULHERES DE BEM

Convido as ministras do STF Rosa Weber e Cármen Lúcia a ponderarem sobre seus votos a respeito da formação de quadrilha no caso do mensalão. Isentas que são, estou certo de que votaram fundeadas em sua convicção técnica, pois acompanhei os votos. No entanto, peço que revejam suas posições. Não pelo clamor popular ou por qualquer texto deste Fórum. Mas pela densidade e solidez dos argumentos contidos nos votos de seus colegas, sobretudo o do ministro Celso de Mello. Em seus 40 anos de judicatura, afirmou o ministro nunca ter visto situação mais típica no tocante à formação de uma quadrilha.

Julius Boros

Cotia

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AULA

Parabéns, ministro Celso de Mello, pela magnífica e fenomenal aula de princípios, ética, moral e leis. Nos meus 78 anos, acompanhando passo a passo o julgamento do dito "mensalão", assisti com perplexidade aos votos das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia absolvendo esta quadrilha de bandidos, mais que comprovada, de assaltantes do dinheiro público. Mas elas nos envergonham por representarem a nós, mulheres, na Suprema Corte.

Anna Maria Villac de Faria villacanna@uol.com.br

Londrina (PR)

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QUADRILHAS LEGALIZADAS

Eu estive apreensivo com os votos das ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber na ação do mensalão (a 470). Mas com os primeiros votos tive a sensação de que elas seriam mais uma segurança para a aplicação da Justiça em nosso Brasil. Porém mudei de opinião ao escutar os votos delas na questão da formação de quadrilha. Entendi que elas exigem que a quadrilhas tenham "uma empresa" com estatuto e tudo que sejam qualificadas como tal.

Helio Mazzolli www.hmaqzzolli.com.br

Criciuma (SC)

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'SOCIETAS SCELERIS'

Finalmente a Ação Penal 470, chamada mensalão, chegou ao fim. Falta apenas definirem as penas. Mas fiquei decepcionado com os votos das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia. Será que para formar uma quadrilha ou uma societas sceleris seria necessário essa sociedade ser regulamentada e ter um contrato social registrado em cartório? Essas ministras me decepcionaram, mas as absolvições de Lewandowski e Toffoli era esperada, pelos motivos que conhecemos.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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FREUD EXPLICA

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de dominarem o saber jurídico, alguns poderão ser requisitados para uma próxima reforma que interfira na língua portuguesa jamais se viu a semântica ser tão avacalhada como nesse julgamento dos mensaleiros. A ministra Cármen Lúcia defende a tese de que a formação de quadrilha não se aplica nesse caso do mensalão e juntamente com a ministra Rosa Weber votaram pela absolvição no quesito formação de quadrilha. Cármen Lúcia mudou o seu voto depois que o relator Joaquim Barbosa criticou os que haviam absolvido os réus. Como os doutos juízes e juízas não reconheceram a ação como um agrupamento de indivíduos com um objetivo comum que é o de se apoderar por meios ilícitos de elevadas quantias do erário público. Para Joaquim Barbosa, para esses enrustidos não houve sangue, latrocínios, sequestros o que não deixa de caracterizar a formação de quadrilha. À medida que esse julgamento chegava ao final estávamos ameaçados de receber uma bofetada tão estridente que ecoaria do Monte Caburaí (RR) ao Arroio Chuí (RS), da Ponta do Seixas (PB) a nascente do Rio Moa (AC). A consagração popular do relator à condição de herói, a Batman, o Cavaleiro das Trevas, sendo apontado até como candidato a presidência em 2014. Isso deve ter embaçado o ego das togas laváveis que foram eclipsadas por um afro descendente. Freud explica.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FRAGILIDADE

Que vergonha, ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber! Frequentemente, a mulher segue homens que não seriam dignos. Coisas dos destinos humanos. Mas os votos que proferiram não as dignificam. Esses votos são nódoas que mancham não apenas as togas que fortuitamente lhes foram entregues pela quadrilha que negaram reconhecer como tal. Com profundo desencanto, cito Shakespeare: "Fragilidade, teu nome é mulher".

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

Depois da segunda condenação de José Dirceu, ele alega que nunca fez parte e nunca chefiou quadrilha, sem dúvida, o chefe foi o Lula. Dedução: nenhum PeTista fez parte da quadrilha, foi a quadrilha que fez parte deles... Pelo visto, não se salva ninguém, e agora, Fernando Haddad, como explicar? Só depende dos eleitores, nem pensar que o dito popular "ladrão que rouba (vota) em ladrão tem cem anos de perdão", é apenas um velho ditado. PT, nunca mais, para o bem do Brasil e dos brasileiros de bem, humildes e honestos.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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CHORADEIRA

Cumprimento o Sr. Marcio Amatuzzi (Choradeira, Fórum dos Leitores de 22/10/2012) pela coragem e pelo tiro certeiro contra "o verdadeiro chefe da quadrilha".

Eduardo S. C. Silva interguga@yahoo.com.br

São Paulo

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QUEM TEM A CANETA MANDA?

Lula disse que entrou e saiu pela porta da frente. O papel aceita tudo. Lula esqueceu-se de que só entrou. Não saiu, não larga o osso e não vê que quem é a presidente hoje é Dilma, sua candidata, que está à frente do País. A presidente tem a caneta e pode tudo? Claro que não, ela é teleguiada pelos caciques do PT. E ai dela se não ler na cartilha petista. Pois é, esse é o preço de ter sido eleita prestando favor. Dilma jamais terá autoridade para fazer o que bem entender. Antes da caneta há muitos no Palácio do Planalto dizendo para que lado ela deve ir. Se desobedecer, estará fora. Essa tal governabilidade "conhecida como compra de votos", no governo do PT, é o câncer que grassa o Brasil afora. Ainda é cedo para saber se a decisão do STF ao julgar o mensalão conseguirá acabar com a corrupção ou se ela diminuirá em função das condenações. Pelo visto as raposas vão sempre arrumar uma brecha.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RECADO AO 'DEUS'

De fato, o senhor entrou pela porta da frente, mas só não saiu pela porta dos fundos pelo excesso de zelo com a democracia (e também pela incompetência...) da "oposição". E também por isso o senhor perpetrou tantas "saidinhas" pela porta dos fundos enquanto esteve lá. Senão, teria saído pela porta adequada, a dos fundos, e entrado pela porta da frente de uma penitenciária (mas ainda é tempo...). Quanto aos seus "santos", depois de canonizados, elles continuarão se reunindo no seu "céu" para rezar pela sua cartilha? E quem puxará o terço? O favorito, Zé Dirceu?

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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FATOS PASSADOS

Logo após o término do segundo turno dessas eleições municipais, surgirão muitos comentários e opiniões a respeito da ação penal 470, o mensalão. Comentários mais exacerbados e contrários ao seu resultado nesse momento poderiam pôr votos a perder do PT e base aliada e, portanto, é melhor ficar de bico calado. Muita gente vai falar muita coisa e entre elas seguramente será o indulto aos réus do mensalão. O indulto é atribuição apenas da presidente da República e acho que jamais a presidente Dilma concederá esse indulto, o que de fato nem seria salutar. Porém há que se dizer e a bem da verdade, que em tempos não tão longínquos assim e em plena era FHC (Fernando Henrique Cardoso) foi concedido um "brutal" indulto ao assassino confesso da jovem atriz Daniela Perez e esse então réu é hoje "primário". E aí, como resolver esse impasse? Quem foi o presidente mesmo? Em tempo, não sou petista, e tão pouco torço pelos tucanos, não conheço nenhum réu, apenas estou lembrando de fatos passados. Em verdade, são todos muito fracos para administrarem esse imenso Brasil.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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DISPUTA POR CARGOS EM SP

A eleição do segundo turno ainda nem aconteceu e os petistas e coligados já começaram a disputar os cargos de confianças na Prefeitura de São Paulo. O candidato do PT, Sr. Fernando Haddad, diz em seu discurso que pretende montar um secretariado mais técnico do que político. Com certeza, vai seguir os passos do poste-mor, Dona Dillma, que já demonstrou que para escolher seus ministros, o que importa é a "técnica": a troca da ministra da Cultura, dando o cargo a Marta Suplicy, foi puramente "técnica", e em breve fará nova reforma ministerial para acomodar o Sr. Chalita, candidato do PMDB derrotado, e novamente o critério "técnico" será de vital importância para essa escolha. Já sabemos que o número de secretarias existentes atualmente não vai dar para acomodar todos os "cumpanheiros". Só não sabemos quantas secretarias serão necessárias serem criadas para satisfazer todos eles. Pois é, paulistanos, não vai sobrar dinheiro para investir em saúde, educação, segurança, trânsito, etc. E lembrem-se, novas eleições só irão ocorrer daqui a quatro anos.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PURA SAFADEZA

Haddad e o PT comemoram por antecipação a vitória, tanto é que já disputam cargos na Prefeitura, só porque um "marqueteiro" antecipou que Haddad ultrapa$$ou 60%, quem acredita? Dizem mais, que o mensalulão "não pega muito na periferia". É o que pensam. Não subestimem o povo brasileiro, é humilde, mas é honesto e sabe muito bem da "roubalheira" do PT. Às vésperas da eleição, liberam o FGTS para compra de materiais de construção e já anunciam a prorrogação da redução do IPI dos carros até 31/12/2012, tudo com fins eleitoreiros. Pode? É pura safadeza.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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ESTADO JUSTO

A Prefeitura de São Paulo sempre trabalha com uma reserva de segurança para emergências constrito aproximado a R$ 8 milhões. Dizem que o Partido dos "Trabalhadores" gosta de dinheiro. E quando se alia a quadrilheiros, então, ele fica incontido. Mas não é o caso das gestões que não são petistas. Essas geralmente administram os seus governos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, são administrações que respeitam os contribuintes. O PSDB, por exemplo, entende que estatizar nem sempre significa eficiência, isso foi no tempo dos trustes dos monopólios, estatizar parecia sempre o certo, proteger, nacionalizar, para desenvolver. Mas isso foi mudando e hoje o próprio PT federal, a presidenta convive muito bem com as privatizações feitas por Fernando Henrique Cardoso, reforçou o poder das agências de regulação para dar um freio ao sem limite, ao esse livre mercado desrespeitando o consumidor, os direitos sociais e individuais e humanos. Ela age certo impondo limites. Ela se diz contra privatizações, mas as estradas federais já estão aderindo ao modelo paulista de concessão que deu certo no Estado de São Paulo. Muitas coisas vêm dado certo no Estado de São Paulo, inclusive na cidade de São Paulo, em sua capital. Justamente na saúde. São Paulo é referência, pessoas do mundo inteiro vêm se tratar aqui, do Brasil e do mundo inteiro. É aqui na capital do Estado que o presidente Lula, a presidente Dilma, no Hospital Sírio-Libanês veio se tratar. Que moral tem um partido que não tem um nome em seu quadro que representa bem a saúde, para falar que a capital do Estado de São Paulo vai mal na área da saúde? O deputado Celso Jatene, filho de Adib Jatene, ministro da Saúde do governo de Sarney, por exemplo, reelegeu-se vereador pelo PTB de São Paulo, nunca imaginou ser vereador pelo PT, por que será, né? Vocês sabem daquela história que todos correm para o banco que atende melhor, para o caixa que atende melhor, para o estado que oferece melhor saúde? É mais ou menos isso que ocorre em São Paulo. Quanto melhor o atendimento maior será a demanda, isso é inegável. Será que os políticos do PT não deveriam também se preocupar com a situação da saúde dos hospitais de Brasília? Os políticos nunca pensam no bolso do contribuinte, melhorar os hospitais de Brasília, este gasto com passagens, tratamentos, deslocamentos, gera muitos gastos, mas cortar gastos não é nada a cara do PT. Mas é disto, de um Estado enxuto que respeita o contribuinte, que não joga o dinheiro do contribuinte na lata lixo, que o Estado precisa, o Estado precisa ser justo com o dinheiro do contribuinte, e não com desvios, caixas 2 e improbidades de todo tipo.

Fabio Andre Balthazar fa-balthazar@bol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

PT quer eleger o meninão para se vingar do mensalão.

Roberto Twiaschor rwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O QUE ESPERAR DE HADDAD

O que pode significar para a cidade de São Paulo uma eventual vitória de Fernando Haddad no próximo dia 28? Tendo como referência sua passagem pelo Ministério da Educação e a história do PT, podemos esperar: 1) Trapalhadas várias na administração do município. 2) Loteamento dos cargos entre petistas e coligados, nem sempre competentes e quase sempre muito espertos. 3) Uso escancarado da máquina pública na próxima eleição para governador do Estado. 4) Estatização da saúde municipal com expressiva queda na qualidade do atendimento. Tenho, ainda, esperança numa virada.

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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NÃO SOMOS MARGINAIS

Paulistanos, domingo próximo, sejamos todos um Joaquim Barbosa, vamos comprovar para os mensaleiros que nós, eleitores de São Paulo, não somos marginais. Somos pessoas trabalhadoras, íntegras e com sede de Justiça.

Ana Maria Gmachl amaeleitora@hotmail.com

São Paulo

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OS POSTES DE LULA

"De poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado" (Lulla, o ex). O problema não são os postes do PT, e, sim, o número altíssimo de "gatos" neles pendurados.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PAPO DE POSTES

O senhor Luiz Inácio Lula da Silva, que vem lutando ferrenhamente desde o início dos anos 60 para implantar um regime totalitário comunista nazi-fascista em Solo Pátrio, recebeu um treinamento do uso da dialética para sugestionar os mais incautos, que infelizmente são a maioria esmagadora em nossa Pátria. Contudo, apesar do ensinamento patrocinado, seguramente, por Fidel e os soviéticos, Lula comete três erros gravíssimos: mente demais, incorre sucessivamente em contradições e fala demasiadamente. Incutir o conhecimento e/ou ensinar técnicas, mesmo que empregando esforços exaustivos é possível, mas ensinar a ser inteligente é impossível, isso é nato, congênito. Neste seu papo de postes, de poste em poste, o cão deposita urina e excrementos, para sua informação, senhor falastrão.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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PREMIANDO OS INFRATORES

Seria lamentável sob todos os aspectos a população paulistana eleger qualquer político do PT para governar a maior cidade da América do Sul, após as falcatruas explícitas e já condenadas pelo STF em boa hora. O "Dr. Não Sei Nada" tem em São Paulo a maior esperança em eleger mais um "poste" e, assim, vingar-se da cidade que sempre o derrota, como foi o caso de Marta e o de Mercadante. Portanto, eleger Haddad, o incompetente do Enem, seria premiar os infratores. Aliás, o "guru petista" Dirceu já disse abertamente que "o importante será vencer a eleição em São Paulo". São Paulo merece algo muito melhor.

João Batista Pazinato Neto pazinato@competence.cnt.br

Barueri

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ILUMINAÇÃO

Ao dizer que seus "postes" iluminarão o Brasil, Lula esquece que inúmeros deles são dotados de transformadores que, ao menor curto-circuito, apagarão incontáveis cidades.

Maria Eulália Meirelles Buzaglo membuzaglo@bol.com.br

São Paulo

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O PALANQUE DE HADDAD

O palanque está completo: o traidor que foi traído pelos aloprados do mensalão, mais aquela que só relaxa e goza, juntamente com o, se quiser, estupra, mas não mata. Acredito que o paulistano, como todos os paulistanos que não se deixam conduzir, têm vergonha na cara para não eleger o poste cego do Enem.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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CURTO-CIRCUITO

O poste comumente conhecido por ser suporte de aparato elétrico para conduzir a luz agora dá luz ao PT nos túneis, independentemente do tamanho deles, ou seja, o Mr. L está fazendo das tripas coração para eleger todos os candidatos do PT, para esconder a vergonha do mensalão em eventuais Estados governados pela oposição, e preparando o campo ($) para o PT fazer o próximo presidente, sendo ele ou a Dilma. Qual a diferença desse modus operandi para o de Chávez e ditadores? Nenhuma, apenas aqui dizemos que temos democracia, mas, claro, sempre que interessa ao PT, ao contrário o próprio Lula acusa a tudo e a todos, ou seja, sem o poder o Lula e o PT viraram vaquinha de presépio, espantalhos ou, pasmem, postes sem iluminação. Que a Eletropaulo nos proteja do curto.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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A LUZ DO STF

Parodiando o cappo: quem vai iluminar o Brasil são as luzes brilhantíssimas que vêm de oito postes do STF, porque dois estão sem luz e os cachorros vão usá-los para fazer o que fazem quando levantam uma pata traseira.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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OS POSTES E OS APAGÕES

O ex-presidente, na realidade, precisa vasculhar e encontrar mais postes, de tal sorte que a iluminação do País não mais fique sujeita aos apagões dilmeanos, ou seja, aqueles decorrentes do castigo às críticas feitas pela atual presidenta a FHC. Assim, com Dilmas, Haddads, Padilhas e outros mais, talvez o País nunca mais tenha problemas de apagões e, também, de moralidade e ética na coisa pública, porque o mensalão sempre estará rondando a sina e o caminho de todos eles, do iluminador e dos postes.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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E A LÂMPADA?

Sabia o Sr. ex que o poste sem a lâmpada continua só um poste...

Aline Foz fozlili@uol.com.br

São Paulo

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BAIXO NÍVEL

A presidenta Dilma, em plena campanha político-partidária, financiada com nossos impostos, vocifera acusando o adversário do PT em São Paulo de promover uma campanha de baixo nível. Esquece-se dos dossiês dos "aloprados", dos dossiês contra candidatos adversários e contra a esposa de ex-presidente da República, de acusações não comprovadas contra a filha do seu adversário na última campanha presidencial, da agressão a pedrada por parte de seus capangas, transformada em afago por bolinha de papel por uma emissoras de TV cujo proprietário foi aquinhoado, posteriormente, com nebulosa transação financeira com o Nossa Caixa, e tantas outras atitudes indignas e mentirosas, que se tornaram padrão de comportamento do PT. Então dizer que o candidato de seu partido demonstrou incompetência no Ministério da Educação e que seus partidários "cumpanheiros" estão sendo condenados por crimes praticados quando no poder é "baixo nível"? Não é não. É absolutamente necessário para esclarecer boa parte dos eleitores que não se dá conta dos fatos que estão transformando nossa nação numa pátria amorfa, sem moral nem ética e, consequentemente, sem futuro.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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PT SEM BAIXARIAS

Vi o debate Serra x Haddad na TV, semana passada, e a proposta do candidato Haddad de campanha sem truculência e/ou agressões foi pura balela, pois o PT é pós-graduado neste aspecto. O guru Lulla agrediu este mês o ACM Neto, o Arthur Virgílio, o Celso Russomanno (raposa que não latia), o Serra e o FHC - ele não sabe fazer outra coisa senão baixarias, está no sangue dele e no do partido, Zé Dirceu, Ruy Falcão, Marta Suplicy, etc. Seus projetos e programas são falidos. Vide transposição do Rio São Francisco e as obras do PAC, só "comeram" dinheiro público. Vale lembrar que as taxas do lixo foram introduzidas pelo Haddad, na gestão Marta Suplicy.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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VAMOS FALAR EM NÍVEL?

Vejo o PT falar muito em "nível da campanha" em São Paulo. Dizem ele que a campanha está com nível baixo, cheia de ataques, etc. Devem saber do que falam. Vejamos. No início da campanha, o site do candidato petista, Fernando Haddad, ostentava a figura de José Serra travestido de Hitler. Em seguida, Haddad acusou Serra de ser quase responsável pela cegueira de um homem. Era uma mentira. Depois, acusou a Prefeitura de negar terrenos para creches. Era mentira e a Prefeitura mostrou os documentos que provavam isso. Haddad disse que Serra abandonou a Prefeitura, quando a verdade é que ele saiu para concorrer ao governo do Estado e, pasmem, foi eleito em primeiro turno. Serra teve mais votos que obteve na eleição para a Prefeitura. Haddad e o ministro da Saúde acusaram Serra de mentir sobre a intenção do candidato petista de acabar com as Organizações Sociais de Saúde. Ocorre que tal intenção está claramente expressa no programa de governo do candidato Fernando Haddad, especificamente nas páginas 45 e 46. Serra mente, ou o programa de governo de Haddad mente? Questões como a liberação do aborto são de interesse de toda a sociedade e a mesma está sendo discutida agora, em 2012, por uma comissão de reforma do Código Penal, organizada por Dilma Rousseff, a mesma que acusou José Serra de "baixaria" por ter se manifestado contra a legalização da prática em 2010. Como se vê, não era "baixaria" nenhuma. Era uma discussão sobre fatos que se revelariam logo muito reais e verdadeiros e de cuja discussão a sociedade foi privada em 2010, devido à gritaria petista. Da mesma forma, o famigerado "kit gay" é também tema de interesse para pais e mães. Haddad criou o material e iria distribuí-lo, não fosse a grita da população, que insurgiu-se contra o seu teor que, em última análise, prega para crianças de 11 anos as vantagens do... bissexualismo! Os filmetes estão disponíveis para quem quiser vê-los; não se trata de delírio nem de "baixaria". Interessa a sociedade, sim. Porém, ao que parece, o candidato José Serra é que tem de se explicar pelos feitos dos candidatos petistas. Estes raramente são questionados com seus ditos e feitos. Baixaria? Baixaria é chamar o oponente de "velho" e espalhar pela rede uma série de calúnias, algumas muito pesadas, até mesmo sobre a vida pessoal do candidato. José Serra, bem como os candidatos que ousaram se opor ao PT em todas as cidades, está sendo vítima de um massacre, um assassinato moral, bem ao gosto do partido. E quem sai falando em baixaria é o PT?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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A QUADRILHA VEM AÍ

Paulistas e paulistanos. Melhor nos prepararmos para os próximos dois anos, quando Lula pretende lançar o hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como candidato ao governo de São Paulo. Tudo que passamos neste ano de eleições municipais como quebra de metrô e CPTM. Aumento da criminalidade e roubos. Ataques a policiais e ônibus incendiados, problemas e mais problemas acontecendo nos hospitais públicos nos levando a crer em sabotagem, será fichinha perto do que devemos esperar para os próximos dois anos, porque será lançado candidato o "novo poste" de Lulla. Este sempre foi o método do PT em São Paulo. Eles fazem questão de piorar para depois se vestirem de salvadores. É isso que os paulistanos querem para São Paulo? Pois assim será e piorado. Que Deus nos cuide e guarde nesses próximos dois anos. A quadrilha vem aí! Depois não adianta reclamar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PREPOTÊNCIA

Lula, esbanjando prepotência, quer o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como candidato ao governo de São Paulo em 2014. Como não tem mais nada que fazer na vida, fica envolvendo-se em campanhas eleitorais, com fez em São Paulo, Campinas e São Bernardo do Campo. Chega ao absurdo de impor ao ministro Padilha que transfira o seu domicílio eleitoral de Santarém, Pará, para São Paulo. O que Lula deveria fazer mesmo é promover ajuda aos mais necessitados em trabalhos sociais, uma vez que desfruta de uma vida de rei em termos econômicos. E deixar de envolver-se em campanhas eleitorais a torto e a direito, julgando-se o César da política brasileira.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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ANTIRRÁBICA

Campinas está vacinada contra a tática do cão raivoso. A estratégia petista, estrelada por Lula, de mentir sempre e descaradamente, tentando desqualificar adversários políticos, não pega mais por aqui. Além disso, a maioria dos eleitores não esqueceu a cena, ainda recente, dos políticos que ele ajudou a colocar na prefeitura campineira saindo algemados dos camburões da polícia. Esses eleitores também não estão indiferentes à perspectiva de ver a cúpula petista ser mandada para a cadeia logo após o término do julgamento do mensalão. O Lula já deveria ter aprendido, essa mania de vociferar e lançar maledicências já fez muito mal à saúde da política brasileira e, principalmente, à dele própria.

José Benedito Napoleone Silveira Neno nenosilveira@aim.com

Campinas

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