Fórum dos Leitores

'JORNAL DA TARDE'

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2012 | 02h08

Saída de cena

O Estado publicou ontem a notícia que eu jamais gostaria de ler, mas li - afinal, não abro mão desse hábito diário há mais de 40 anos. Em Notas & Informações está lá: O 'JT' sai de cena. O que de mais triste poderíamos ler? Nem as cenas do tsunami na mesma edição ou das condenações de políticos envolvidos no mensalão, entre tantos outros. Para mim, é como lesse "fecha-se mais uma grande escola" ou "Brasil perde sua grande referência na inovação do jornalismo", e por aí afora. Quantas não foram as edições históricas do JT, as denúncias com D maiúsculo, as fotos premiadas, os editorias que derrubaram a máscara de muitos camuflados. Verdadeiras lições de responsabilidade e profissionalismo. Agora, ele entra para a história, mas uma história gostosa de lembrar. Parabéns a todos os que fizeram parte dessa escola de fato.

NIVALDO MARANGONI

nmarangoni@camarasjc.sp.gov.br

São José dos Campos

Luto

Perdas são sempre tristes. Mesmo que fruto de renovação, a extinção de um veículo de comunicação nos faz refletir sobre o papel da informação, da formação e da opinião em tempos modernos. Não poderiam ser mais apropriadas as palavras do editorial O 'JT' sai de cena, que me trouxeram a lembrança do luto, em especial a da edição de 26/1/1984, que guardo até hoje. O luto era pela derrota da emenda Dante de Oliveira, das Diretas-Já. O fim do JT pode ser a marca de um novo tempo, mas choro o luto, não só pelo jornal, mas pela morte das ideias discutidas em profundidade e em profusão, que deveriam ser a marca do jornalismo moderno.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

priadi@uol.com.br

Lorena

A última edição

Muito me entristeceu essa notícia. Conheci o JT quando, em 1982, fazia cursinho pré-vestibular e, na sequência, Direito na Universidade Mackenzie. Alguns professores, não tão conservadores, indicavam a leitura do JT aos futuros advogados. Ao longo de cinco anos de faculdade o JT foi meu companheiro. Com o advento da internet, deixou de ser uma leitura constante, mas sempre uma fonte de informações confiável. O Jornal do Carro foi balizador importante nas questões que envolviam inventários e divisão de bens. No do meu pai, falecido em 2004, utilizei o Jornal do Carro para atribuir valor ao veículo que ele deixara e com base nesse parâmetro foi estabelecido o valor do imposto sobre transmissão de bens causa mortis. Agradeço o privilégio que tive de conhecê-lo e o fato de ter sido parte integrante de minha formação profissional. Somos quase contemporâneos: nasci em 1964 e ele, em 1966. Lembro-me de algumas capas extraordinárias, como a de 25/1/1984, sobre o movimento pelas eleições diretas (eu era estudante de Direito e, claro, participei); a de 26/4/1984, luto pela rejeição da emenda das Diretas-Já; a de 21/4/1984, quando morreu Tancredo Neves, que simbolizou a esperança de uma nação por tempos melhores; e o impeachment de Collor, em 1992. Essas épocas marcaram minha vida, pois fiz parte da História e o JT comigo. Agradeço aos que trabalharam para que esse jornal marcasse toda uma geração. Entristeço-me. Boa sorte a todos e muito obrigada.

CRISTIANE QUEIROZ F. MACEDO

cristianeadvogada@aasp.org.br

São Paulo

Fiel escudeiro

Em janeiro de 1966 comprei meu primeiro JT e durante estes anos todos foi meu fiel escudeiro. Estudante em 1966, depois de 1975 e até recentemente professor, o JT serviu-me de exemplos e exemplos. Quando se iniciaram as assinaturas, aderi de imediato. Em grande parte dos meus 70 anos o JT me acompanhou. Deixará saudades, os exemplos ficaram, mas vamos para novos caminhos.

WILSON SOLANI BRINKMANN

wsbrink@gmail.com

Atibaia

Saudade

O Jornal da Tarde marcou época no jornalismo brasileiro, trazendo para nós, leitores, além das notícias diárias, textos bem elaborados. As fotos do JT pareciam pinturas, tamanho o espírito profissional dos repórteres fotográficos. Como dizia o saudoso locutor esportivo Fiori Gigliotti, o Jornal da Tarde ficará por todo o sempre guardado no "cantinho da saudade".

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco @uol.com.br

Ribeirão Bonito

Valeu!

Valeu cada palavra e cada imagem publicadas ao longo das 15.409 edições em seus 46 anos de vida. Ficam o vazio e uma lição de jornalismo inovador, ousado, criativo, que deixa sua marca indelével na história da imprensa brasileira. Valeu, JT!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

INSEGURANÇA PÚBLICA

Crime organizado

A que ponto precisamos chegar para o governador de São Paulo e seu secretário da (in)Segurança Pública admitirem que o crime organizado está caçando e matando policiais no Estado todo. E isso só após quase cem desses funcionários públicos em armas - civis e militares, gente mal paga, mal armada, de salário ínfimo e com família - terem sido assassinados! Eis aí o governador Geraldo Alckmin em todo o seu esplendor e... lerdeza. Precisavam morrer quase cem policiais, que, aliás, existem para nos defender, para que o governador deste Estado abrisse finalmente os olhos e tardiamente desse somente agora as ordens de combate que deveria ter dado mais de dois meses atrás?

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Bate boca...

... entre o secretário de Segurança Pública paulista e o ministro da Justiça: não importa se ofereceu ou não, agora que foi ofertada ajuda publicamente, por favor, deixem de lado as disputas de soberania políticas e partidárias, olhem pelo para-brisas e façam o melhor em equipe. Afinal, nós, cidadãos que pagamos tributos municipais, estaduais e federais, precisamos, urgentemente, de ações eficazes, independentemente de onde venham e de quem seja o mérito. Ninguém suporta mais a atual situação, seja na segurança, seja na saúde, na educação, no transporte público, etc...

CLÁUDIO SALCE

claudio_1313@ig.com.br

São Paulo

País perigoso

Inaceitável o aumento vertiginoso do número de homicídios dolosos em São Paulo. É um triste retrato da falência da política de segurança pública - incompetente e equivocada - adotada pelo governador Alckmin. Os números não mentem e estão aí para quem quiser ver. São dados alarmantes que mostram como a vida humana está banalizada. O Brasil - e São Paulo em particular - tornou-se extremamente violento, perigoso e ninguém se sente minimamente seguro ou protegido.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

'JORNAL DA TARDE'

Na manhã do dia 31 de outubro de 2012 comprei na banca o meu último exemplar do Jornal da Tarde. E a manchete, a meu ver, não poderia ter sido mais significativa. Mas pode e deve ser mais abrangente e com a devida reciprocidade. Os leitores, mesmo os que não concordam com a linha política adotada pela direção do jornal, também estão agradecendo os muitos momentos em que este diário abordou questões de muita expressão. É evidente que o fim de uma publicação desse nível vai ser muito sentido. E a todos os que participaram da vida do Jornal da Tarde, meus sinceros parabéns. Reafirmo que tenho divergências em relação a alguns posicionamentos, mas no campo político deve prevalecer o bom senso, o equilíbrio e o respeito às opiniões, sejam quais forem, sem que isso signifique concordância ou omissão.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DESPEDIDA

Tudo o que faz girar o mundo é composto de pessoas. E um jornal não é diferente. Por isso, agradecer a um jornal é, na verdade, agradecer a todos que compõem sua estrutura. Estrutura essa que nos permitiu, por muitos anos, receber uma informação de maneira objetiva, inteligente e ética por meio de um instrumento chamado Jornal da Tarde. Foi o jornal onde meu irmão trabalhou ainda jovem (aos 19 anos) e o jornal que eu abria assim que chegava da escola, quando cursava a 4ª série numa época da vida em que eu ainda tentava entender o mundo. E o JT foi meu grande companheiro e, por assim dizer, meu professor. Talvez tenha sido a maior influencia nessa minha paixão que é a leitura, que é a mais eficiente forma de nos trazer (e nos fazer absorver) a preciosa informação que nos torna cidadãos aptos a transformarmos o ambiente em que vivemos, que nos abre olhos e a mente. Gostaria de agradecer pelo significado que o JT teve em minha vida, sentirei saudades daquele que me trouxe boas e más notícias e me mostrou um mundo, que nem sempre é bonito e agradável, mas pelo qual eu também sou responsável. Hoje em dia, com a revolução das mídias digitais, fica cada vez mais difícil obter informações com credibilidade, muitos jornalistas não são comprometidos com a ética e a precisão nas informações. O JT me trouxe tudo isso num passado não tão distante, e creio que eu possa dizer isso em nome de milhões de paulistanos. Sentiremos falta desse instrumento como um grande amigo que se vai, e a melhor maneira de nos despedirmos é com uma pequena frase de apenas duas palavras, mas que podem dizer tudo: Muito obrigado.

Anderson Andre Peragine aperagine@prservicos.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA

Cumprimento o Grupo Estado, que, ao longo de toda a República, soube se comportar como "empresa jornalística". Na ditadura militar, fez o que todo grande jornal deveria fazer: abrir o microfone para uma "Pasquim da vida". É essa que interpreto como a missão do JT, que de fato foi cumprida, agora amplamente desnecessária, até por questões econômicas como empresa. Assistimos a notícias online a todo instante, e o papel do jornal é registrar o que deve ficar na História, até mesmo sua própria história!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ADEUS, 'JORNAL DA TARDE'

Fazia um bom tempo que não ia ao Centro de São Paulo - Praça da Sé -Viaduto do Chá - Praça Ramos de Azevedo - Rua Barão de Itapetininga, enfim, hoje Chamado Centro Velho. Discordo dessa nomenclatura. Deveria se chamar de fato, Centro Encarquilhado, tal a degradação. Quem conheceu o Centro de São Paulo, vamos dizer, no tempo em que o Jornal da Tarde nasceu (última edição ontem, 31/10/2012), há 30, 40, 50 anos, ficará muito triste quando voltar lá nos dias de hoje. Os grandes magazines como Mappin, Mesbla, só para citar os dois maiores, que numa época como essa, próxima do Natal, já estariam se transformando num maravilhoso espetáculo de luz que encantava crianças e adultos. E acompanhados também pelo pujante comércio adjacentes. Era lindo! E tinha a chamada Cinelândia, que atraia milhares de pessoas para ver os últimos lançamentos, que eram possíveis de se ver apenas nos cinemas. Não existiam vídeos e essa coisa toda de hoje. Para tornar uma longa história curta, basta dizer que, vendo na televisão as imagens da catástrofe que se abateu sobre os EUA, quando um tornado atingiu inclusive o centro de Nova York, causando enormes transtornos, tais como inundações, árvores sobre os fios de eletricidade, carros virados, enfim, mesmo assim, no fim da tarde de terça-feira (30/10), com alguns ônibus já circulando pela cidade de Nova York, ouso dizer que a aparência de Manhattan era mais bonita do que a imagem de um meio dia ensolarado no centro de São Paulo. Onde se conclui que nós, brasileiros, somos afortunados, posto que não temos vulcões, terremotos, furacões, maremotos, etc. Mas em compensação temos uns governantes que dão de dez a zero nesses fenômenos da natureza. Quem acompanhou a existência do Jornal da Tarde, como eu, sabe da sua luta para fazer dessa cidade um lugar melhor para se viver, mas, sabe como é, existem forças muitos maiores torcendo contra.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MISSÃO CUMPRIDA

A informação já percorria as redações e preocupava os profissionais da imprensa da cidade de São Paulo. Na segunda-feira, dia 29, em nota assinada pelo diretor presidente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, se confirmou o fim do Jornal da Tarde. A última edição do jornal paulistano, que fez história no jornalismo brasileiro em seus 46 anos de existência, circulou ontem, dia 31 de outubro, para tristeza dos leitores. Inspirado no intenso movimento político com manifestações de rua, agitação cultural e as mudanças de comportamento que marcaram a segunda metade da década de 60, o Jornal da Tarde nasceu irreverente e repleto de criatividade. Seu estilo na imprensa brasileira foi marcante. Ele inovou nos textos e na disposição gráfica, recebendo por isso inúmeros prêmios. O JT criou capas históricas como o da foto de página inteira do ex-presidente Jânio Quadros embriagado ou o menino em lágrimas tomando a capa pela derrota do Brasil diante da Itália na Copa do Mundo de Futebol de 1982. Mas o fim do JT é atribuído ao crescente impacto da internet e de outras mídias eletrônicas nos tradicionais jornais pagos como foi admitida na nota publicada pela sua direção. "A competição das novas mídias digitais afetou o jornal. O JT teve sua tiragem reduzida, assim como seu volume de anúncios. O Grupo Estado preferiu focar sua estratégia no jornal O Estado de S. Paulo", escreveu Mesquita. Em dezembro do ano passado, como presidente do Sindicato dos Jornaleiros de São Paulo (Sindjorsp), fui recebido pelo editor-chefe do JT Décio Trujilo, quando falamos sobre as tendências das mídias e de seu impacto nas bancas. Apesar de na época o editor ter se mostrado otimista com relação à sobrevivência dos jornais impressos, o fim do JT mostrou que nossa preocupação não fora em vão. Isso porque em 2009 o JT havia restringido sua área de circulação. Ele deixou de ser entregue no interior e se concentrou na capital. Mas não deu certo. O fim do Jornal da Tarde deixa os jornaleiros tristes, mas ainda mais tristes os leitores paulistanos, que perdem um veículo de comunicação que fez história. Em sua missão de informar e formar leitores, o JT influenciou gerações. De fato, o JT cumpriu sua missão.

Ricardo L. Carmo Ricardo@sindjorsp.org.br

São Paulo

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ESTÁ FALTANDO UM

Jamais sairia da boca de José Dirceu uma insinuação contra Lula, jamais! Mas da boca de uma ex-mulher, por que não? Clara Becker, confirmando que ex-mulher é parceira para sempre, seja para o bem ou para o mal, sai em defesa do ex José Dirceu para afirmar que "ele não é ladrão. Se ele fez algum pecado, foi pagar para vagabundo que não aceita mudar o País sem ganhar dinheiro... (...) Se ele pagou, foi pelos projetos de Lula, que mudou o País em 12 anos" ('Dirceu e Genoino pagam por Lula', 31/10, A10). Acontece, dona Clara, que quem pagou para político vagabundo fazer algo é vagabundo também, pois em busca de suas metas, ou metas de Lula, pulou obstáculos e enveredou por atalhos criminosos. Só que, desta vez, se deu mal, foi descoberto e acabou sendo julgado pelo maior tribunal do País, com a maioria dos juízes escolhidos por Lula e Dilma, portanto, juízes insuspeitos. Seus atos vão lhe custar a liberdade? Vão, sim! Mas nesse processo está faltando um... zum, zum, zum, está faltando um!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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'ELE NÃO É LADRÃO'

Patéticas as declarações da Sra. Clara Becker. Só o fato de ter vivido com uma pessoa com identidade falsa e ter registrado o filho do casal idem já seriam o suficiente para ficar calada. Entretanto, a turmelha do PT, à qual pertence, se acha acima do bem e do mal, então os culpados são os desonestos que foram comprados com dinheiro público. Declarar isso a um jornal é, no mínimo, aviltante. Se o ex-ministro corrompeu usando dinheiro público e formou uma quadrilha debaixo do nariz do presidente da República, deve pagar por seu crime. Se ela se contenta em ceder sua cama a ele e receber uma correntinha de ouro é problema dela. Nós, brasileiros com vergonha e integridade moral, queremos ver este bando na cadeia. Os que até então escaparam ilesos não perdem por esperar, um dia a casa cai. O tempo é o senhor da sabedoria.

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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SUTIÃS E SUICÍDIO

Dona Clara é o tipo de mulher que eu julgava já ter sido extinta no tempo em que Rose Marie Muraro comandou a queimada de sutiãs! Em todo caso, ela fique sossegada porque o ex pode ser tudo, menos suicida. Deu farta prova disso quando, no auge de sua condenação, mostrou-se preocupado mesmo era com a eleição de Haddad. Ou seja, o cara tem projetos... E o Brasil que tome tento! (Quem sabe depois desse depoimento tão ternurinha saia a joia desejada, né não?).

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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DIRCEU CONDENADO

E agora, José?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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'INJUSTIÇADOS'

Que fotos vergonhosa (29/10, H14): os injustiçados vão votar e convocam a militância para impedir a qualquer custo manifestações populares e a "imprensa golpista", que faz brilhantemente o seu papel de informar, esclarecer com responsabilidade e ética todos os fatos. Entendo que eles poderiam ter entrado pela porta dos fundos, no primeiro e no segundo turnos, assim como o ministro Lewandowski.

Mirian Teresa Pereira mimiteresa@ig.com.br

São Caetano do Sul

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EFEITO 'MENSALULÃO'

O ex-presidente Lula disse que o mensalulão não preocupou o povo brasileiro, mas enganou-se. O fato de a situação ter ganhado a eleição em São Paulo não significou efeito positivo. Em 2008, a situação ganhou em 53 cidades mais importantes do País, contra 32 da oposição; em 2012 a situação ganhou em 35 cidades, contra 50 da oposição, o que representa um aumento de 56%, comprovando o efeito negativo do mensalulão, isso é incontestável. Aliás nem poderia ser diferente, o mensalulão foi a maior vergonha nacional para todos os brasileiros, que ainda pressionam o STF para a aplicação de penas mais severas aos 25 já condenados que nos fizeram de idiotas. Aguardando apenas o julgamento do principal mandante, que sempre mentiu dizendo não saber de nada, o que a esta altura já está confirmado o contrário.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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LULA

O senhor pode enganar os fanáticos que o endeusam (são muitos) e os desinformados deste país (idem), mas, como ladino que é, sabe muito bem que quem derrotou o Serra não foi o senhor, e sim os 49% dos eleitores paulistanos que o rejeitam.

Carlos Martins carlos-mmartins@hotmail.com

Cotia

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O DIA SEGUINTE

Com a derrota de Serra, São Paulo amanheceu vermelha como nunca, com as bandeiras lulopetistas e a vergonha dos cidadãos que ainda acreditavam no brasão paulistano "não sou conduzido, conduzo". A maior cidade brasileira caiu seduzida e vencida pela demagogia, pela promessa fácil do velho novo e pela rejeição ao candidato da inexpressiva oposição a Brasília. Com São Paulo, cai de vez o País, definitivamente órfão de lideranças do verdadeiro desenvolvimento sustentável, sem esperanças para 2014...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PAULISTANOS ENTREGUISTAS

Diz uma lenda mais que surrada, dos tempos em que Deus organizava a sua criação, que seus auxiliares observavam que, enquanto os cataclismos físicos eram distribuídos em grande parte das nações, foi questionado por que o Brasil foi tão beneficiado ficando imune a sismos, furacões, vulcões, desertos, temperaturas excessivas de frio e calor, enfim, uma condição ímpar diante dos demais. Deus, do alto de sua onipotência, respondeu: "Vocês não sabem o povo que eu vou colocar naquele país". Nem tanto ao eleitor do restante do País que de certa forma repudiou nas urnas esse projeto de poder ad aeternum aliado a uma sanha voraz aos cofres públicos, só comparados aos bucaneiros comandados por Cavendish, Morgan e Barba Negra. Não foi o PT nem foi Lula que venceu a eleição paulistana, que sem embargo da ocupação de prefeituras pelo PT, principalmente a capital paulista "diante de uma covarde omissão de sua classe média que entregou a prefeitura para o cúmplice do bandido porque não gostava de um candidato honesto". O governo federal cogita de investir R$ 13 milhões numa estátua do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior que o Cristo Redentor, que será construída em Brasília e (pasmem) servirá como monumento do patrimônio público. Nada é tão ruim que não possa piorar. Fala-se em asilo político para os mensaleiros, proposto por Hugo Chávez. Indulto por decreto da presidente Dilma. Outras patranhas devem estar em gestação. Os eleitores paulistanos que se ausentaram das urnas não imaginam o mal que fizeram para São Paulo e para o Brasil.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'ADMIRÁVEL GADO NOVO'

Com a devida venia ao procurador Gurgel, após conhecer o resultado da eleição municipal em São Paulo, veio-me à lembrança a música de Zé Ramalho Admirável Gado Novo, que começa com "vocês que fazem parte dessa massa, que passa nos projetos do futuro" e termina assim: "Eh, eh, oôh, vida de gado, povo marcado, povo feliz"...

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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TRAMA

Antes, as prefeituras das grandes cidades; depois, o mensalão; e, agora, a Prefeitura da cidade de São Paulo. Projeto dos petralhas para chegarem ao seu objetivo de "projeto nacional", no intuito de perpetuarem-se no poder. O pior é que uma parcela do eleitorado não enxergou essa trama.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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'NON DUCOR DUCO'

Atenção, petralhas, São Paulo continuará firme e altiva, apesar de vocês, uma nuvem de gafanhotos. Agora com certeza tentarão esvaziar seus cofres e distribuir cargos a inúmeras pessoas sem competência, sem ética e sem brio. Haja cuecões, mensalões, sacolões, meiões, etc.!

Maria Helena N. M. Barretto mhelena.nery@hotmail.com

São Paulo

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CUSPE NO PRATO

Aqueles que aqui, na Pauliceia, aportaram vindo de outras plagas cuspiram no prato em que comeram e comem. Profanaram o dístico de São Paulo, apagaram as palavras non e duco deixando apenas o ducor. Agora somos conduzidos.

Mauricio Tarandach mautaran@gmail.com

São Paulo

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A HORA DA PAGA

Se perguntar não ofende, pergunto: em que andar do prédio da Prefeitura de São Paulo será o gabinete do Lula? Só falta o novo prefeito querer dividir suas instalações com seu padrinho político. Como a história se repete, teremos um novo Pitta mo município. Quem tiver alguma dúvida, pergunte ao Paulo Maluf. Enquanto isso, os condenados pelos crimes do mensalão participam de churrascos comemorativos, quiçá pagos com o dinheiro que sobrou da corrupção.

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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RESISTÊNCIA

A eleição em São Paulo mostrou que a maioria dos eleitores não se importa com a moral e a honestidade na escolha de um grupo político para governar a cidade. Mais uma vez, São Paulo vai ficar refém do partido que utiliza todos os meios lícitos e ilícitos para se manter no poder, através de um projeto que visa ao domínio total da política brasileira, por isso, precisa tomar o poder no Estado de São Paulo em 2014. A única possibilidade de arrefecer esse ímpeto será o desdobramento do mensalão, possibilitando atingir outras figuras políticas que efetivamente idealizaram esse projeto mafioso. Poucos executaram o trabalho sujo e, por essa razão, estão sendo condenados.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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DEVASTAÇÃO

São Paulo vai sentir de novo, agora com mais intensidade, o que é devastação de tudo o que foi plantado. As nuvens vermelhas de gafanhotos chegaram a São Paulo e por onde passam deixam um rastro imenso de destruição, como já conhecemos ao longo do Brasil. Demorará muitos bons anos para que tudo novamente seja plantado, com muito suor e trabalho dos paulistanos, desde que saibamos eliminá-los com poderosos "PesTicidas".

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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HADDAD E O MENSALÃO

Da longa entrevista que o novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), deu ao Estadão ('Não vou fazer toma lá dá cá', diz Haddad, 31/10, A4), como advogado e seu colega, também formado na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, não posso deixar de manifestar-me quanto à uma declaração sua de que acha "legítimo que o PT critique o julgamento do mensalão". Julgar legítima a crítica do PT, juridicamente falando, é o mesmo que negar a justa causa que motivou a Ação Penal 470, o famigerado mensalão, processo ora em fase de fixação das penas aos já condenados mensaleiros. É desmoralizar a nossa mais alta Corte de Justiça, é negar o trabalho insano do relator, ministro Joaquim Barbosa, cujo relatório tem mais de 500 folhas, é negar as 38 sessões plenárias do STF, que há dois meses e meio vem relatando, detalhe por detalhe, todos os crimes e os praticantes deste maior esquema de corrupção política do nosso pobre Brasil. Achar tudo isso legítimo é o mesmo que concordar que no governo do prefeito recém-eleito tal prática criminosa de lesa-São Paulo seja aqui praticada e será perfeitamente normal, e isenta de qualquer punição prevista no Código Penal. Esta, infelizmente, é a paga que os paulistano que votaram em Haddad terão.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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O GESSO DO GOVERNO FEDERAL

Precisou a vitória de Haddad em São Paulo para a presidente Dillma resolver rever contratos das dívidas dos municípios com a União. Quer dizer que, se os paulistanos não tivessem entregado ao PT a "joia da coroa", os milhares de municípios brasileiros continuariam engessados com os extorsivos juros pagos ao governo federal? Há exatamente dez anos que caravanas e caravanas de prefeitos se dirigem a Brasília na tentativa de reverter este cenário, que tem engessado as prefeituras que ficam sem dinheiro para investir em melhorias. Não estaria na hora de os mais de 5 mil municípios pedirem ressarcimento retroativo pelos altos juros pagos, enquanto o governo federal vem emprestando pelo BNDES a juros de banana para Cuba, Venezuela, Bolívia, África, etc.? Precisou São Paulo eleger um petralha para que a verdade viesse à tona? Que o povo tenha conhecimento disso!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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VIAGENS

O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) viajou a Brasília para agradecer o apoio da presidenta, cabo eleitoral do mesmo que por duas vezes veio a São Paulo para participar de comícios eleitorais, mas até agora não informou quem pagou as despesas de viagem de toda a comitiva, da mesma forma da viagem que o prefeito recém-eleito também fez para agradecer, com acompanhantes, deve ser informado ao povo. Quem pagou? Não podia ser por telefone ou internet, não seria mais barato? Disse que já conversou com a presidenta sobre a renegociação da dívida do município - qual o valor e por quê? E para solicitar a transferência de recursos para a imediata construção de 172 creches e 3 hospitais, não disse para quando, mas, como a maior especialidade dos PeTistas desde que surgiram na política e até os dias de hoje é a "mentira", então cabe a nós, cidadãos, perguntar, certo? Por vezes escrevem no "gelo" e daí ficam para as "calendas gregas". Afinal, quem pagou tais despesas?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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FACCIOSIDADE

Dilma diz a Haddad que o ajudará na negociação da dívida da Prefeitura da Capital com o governo federal. Será que a postura da presidente, nesse caso, seria a mesma se o candidato Serra tivesse vencido as eleições?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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DÍVIDA

Renegociar, agora, logo após a eleição, dívida de São Paulo de R$ 52 bilhões é estranho, não?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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CRÍTICAS

O que se leu nesta coluna Fórum dos Leitores, nos dois dias subsequentes ao encerramento da votação municipal, foi uma enxurrada de ataques à eleição de Fernando Haddad. Com todo o respeito pelos leitores do Fórum, até mesmo aqueles que tentaram se conformar desejando a ele que faça um bom governo, mas não deixaram, de certa forma, de atacá-lo, o que ficou claro nas entrelinhas. Sua gestão ainda nem começou e é extremamente necessário que os paulistanos acreditem que sua administração poderá ter êxito. Acusações precoces não levarão a nada. O que o eleito necessita com urgência é do apoio da população para que tenha força e coragem para enfrentar os desafios que o esperam. Com união e sem prejulgamentos será possível mudar esta cidade.

Gilda Mercia Lopes dos Santos gilda.mercia@uol.com.br

São Paulo

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PREFEITO HADDAD

Em nome da Federação de Entidades Árabe-Brasileiras do Estado de São Paulo (Fearab/SP) e em meu próprio nome, como contemporâneo de Fernando Haddad na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde ele já demonstrava seu carisma, correção, capacidade de liderança e atenção para com os menos afortunados, cumprimento-o pela vitória, augurando-lhe feliz gestão.

Mauro Fadul Kurban, diretor-secretário fearabsp.mauro@bol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA

Como explicar tanta violência? Não só em São Paulo, mais em todo o País, os índices de violência e de criminalidade têm deixado a população amedrontada e aprisionada em suas casas, enquanto a bandidagem barbariza com a matança de civis e de policiais militares. Em São Paulo, a violência está assustadora. Já são dezenas de mortos nas últimas semanas, as ocorrências tiveram características semelhantes: pessoas de moto atiram indiscriminadamente, fazendo dezenas de vítimas, muitos dos mortos são pessoas também ligadas ao tráfico de drogas. Lembrem do hino da seleção de 1970: "Noventa milhões em ação". Hoje a população brasileira é superior a 190 milhões. Na época, a população do Estado de São Paulo era de 17.7 milhões de habitantes. Hoje, é de algo como 42 milhões. Em 1964, o governador paulista Adhemar de Barros anunciou que a força pública, nome utilizado à época pela PM, tinha 60 mil homens. Hoje tem pouco mais de 80 mil. Comparado: a população do Estado se multiplicou, enquanto o efetivo da PM cresceu só 30%. Pior: dos 80 mil homens da PM, cerca de 23 mil está fora das ruas, em atividades diversas (e, se calcularmos quantos PMs estão de férias, em folga, em licença renumerada, o número de policiais nas ruas vai cair ainda mais). A população cresce depressa, enquanto a PM nos últimos anos cresce devagarzinho. Já a criminalidade, essa virou epidemia. Contrariando as estatísticas, os últimos assassinos, em sua grande maioria, eram constituídos por jovens que não tinham ligação com a polícia. A maior parte dos crimes teve como foco grupos em localidades diversas e carentes. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública revela que, na capital, no comparativo com o setembro deste ano e o mesmo mês de 2011, houve aumento impressionante de 96% no número de homicídios (com intenção de matar). Apesar dos números, contra os quais não há argumentos, a polícia vem fazendo sua parte no combate à criminalidade, apesar dos baixos salários que recebem no Estado mais rico da União. Porém esses guerreiros não têm fugido das responsabilidades, tanto que a cada trimestre deste ano o número de mortos, tanto de suspeitos quanto de policiais, nos embates, aumentou progressivamente. Nos primeiros três meses foram mortos 64 suspeitos na capital e 112 no Estado. No segundo trimestre, as vitimas subiram para 76 na capital e 117 no Estado. Já no terceiro trimestre foram 92 mostos na cidade de São Paulo e 140 no Estado. Em outubro os números são de uma guerra anunciada, entre uma facção criminosa, traficantes e policiais. Desde o início do ano 86 policiais militares foram mortos. No meio dessa guerra, dezenas de jovens sem passagem pela polícia e sem antecedentes criminais estão sendo dizimados sem maiores explicações - nas últimas semanas esse número chegou a 135 pessoas. Não é por acaso que recente pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feita com 3.779 pessoas mostrou que 62,4% têm medo de morrer nas mãos de bandidos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PM X PCC

São Paulo, em pânico, espera que o "salve" do Primeiro Comando da Capital (PCC) seja combatido com vigor e tolerância zero. Polícia Militar (PM), salve São Paulo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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DEMOROU

Demorou além da conta, mas finalmente o governador do Estado de São Paulo admitiu que estamos diante de uma séria crise na segurança pública. Não estamos devendo nada ao Rio de Janeiro, ao contrário, lá o governo encarou a coisa de frente, por aqui há anos as nossas autoridades estão empurrando a sujeira para debaixo do tapete. Se o Sr. Geraldo Alckmin quer dar uma virada na situação, ele precisa tomar algumas atitudes simples, porém eficazes: 1) Colocar à frente da Secretaria da Segurança Pública alguém do ramo, alguém que conheça o que é combater a violência de perto, eu daria como sugestão Capitão da Polícia Militar Conte Lopes, o ex-comandante da Rota coronel Telhada. 2) Libere a segunda função (bico) para os PMS, é inadmissível um policial militar, uma pessoa altamente treinada, não poder exercer nas horas vagas (oficialmente) aquilo que ele mais sabe fazer, dar segurança. 3) Dê fé pública a palavra de um policial, é vergonhoso nos depararmos com manchetes onde um policial militar derruba um meliante em confronto, meliante esse portando metralhadoras, pistolas, etc., e ainda discutir se a ação foi legítima ou não. O governo do PSDB pode passar para a história como o mais frouxo em matéria de segurança pública, porém ainda há tempo de reverter o quadro, basta boa vontade.

Gilberto Ribeiro da Silva aanu@uol.com.br

Carapicuíba

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SP QUER, SIM, AJUDA DO GOVERNO FEDERAL

Ao incapaz governo petista e a esse traidor dos paulistas, o "ministro da Justiça", que declaram querer ajudar São Paulo e fazem de tal forma como que o governador Alckmin recusasse: Ótima será essa ajuda, mas não venham a São Paulo porque o problema não está aqui, e, sim, nas fronteiras! Coloquem o Exército, em conjunto com a tal Força de Segurança Nacional, tão aparatosa, para vigiar nossas fronteiras, hoje sem quaisquer fiscalização e por onde entram à vontade drogas e armamentos que sustentam a bandidagem, não só da cidade mais rica do País, mas de todo ele. Talvez em toda a história do nosso Estado a polícia prendeu tantos bandidos ao ponto de entupir nossas cadeias, mas eles parecem como que brotar de um formigueiro e, quando se mata algum desses, ainda vêm os defensores dos direitos humanos gritar, mas os mesmos silenciam quanto ao assassinato de quase cem policias neste ano! Se o governo cumprir sua obrigação de cuidar de nossas divisas, a bandidagem não só daqui, mas de todo o País, será sufocada financeiramente e diminuirá seu poder de fogo. Ministro, fale menos contra sua terra e cobre mais da presidente Criatura!

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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BANDIDO E MOCINHO

Com referência à opinião do Prof. Walter Maioerovitch (É um erro privilegiar embate com grupo que age como guerrilha, 31/10, C3), somente uma observação: inteligência, prezado Sr., é morrer o bandido, não o mocinho.

Eduardo Santalucia santaluc@uol.com.br

São Paulo

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CRIMINALIDADE

Não chegou o momento de se começar a raciocinar com a razão neste País, ao invés de se ficar dando voltas em torno de voltas? Não sou expert em segurança pública, doutor em Direito ou autoridade policial, mas para mim combater a criminalidade com eficácia é: fazer uma reforma ampla do judiciário, revendo códigos civis, penais e comerciais, analisar se não existem leis superiores contrapondo-se às leis renovadas (como é o caso da lei constitucional que impede o indivíduo produzir provas contra si próprio, como no caso do bafômetro). Reduzir nessas reformas as benesses que reduzem pena por bom comportamento (o cara já se comportou mal, que trate de comportar bem na prisão para não ter a sua pena aumentada), acabar com os indultos de Natal, Páscoa, dia do pai ou da mãe (Está preso? Então, comemore no presídio, rezando no Natal e Páscoa, e receba os pais em seus dias na penitenciária), erradicar a impunidade, fazer os advogados cumprirem seus papéis conforme o juramento de formatura, e não cumpliciar-se com bandidos. Instituir em lei a revista nas entradas dos advogados nas prisões e penitenciárias. Elaborar e implantar um sistema prisional onde o presidiário trabalhe para pagar a estadia e a comida, aprenda um ofício, prepare-se para retornar à liberdade reeducado. Aumentar iluminação pública, instalar postes, o empurra-empurra do aceito não aceito ajuda federal, não soluciona e se arrasta há anos, para o deleite dos criminosos.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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QUE PAÍS É ESTE?

Segundo Rolf Kuntz, no seu artigo Dilma no meio do caminho (31/10, B12), a economia está em marcha lenta, inflação acima da meta, contas públicas em pior estado, exportações fracas, investimentos federais emperrados e infraestrutura em deterioração. Mas o governo continua iludindo o povo com propaganda enganosa, insistindo em mostrar o Brasil como a sexta economia mundial.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NOBRE EMPREENDEDOR

Causa-me admiração o rico empreendedor que poderia viver em pujança com os juros de uma gorda poupança, mas, mesmo assim, continua o seu trabalho de ampliar os seus empreendimentos que além de lhe trazer dividendos, proporciona empregos diretos e indiretos para os desempregados. Que Deus o conserve sempre assim!

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com

Olinda (PE)

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SOBREPREÇO

O Tribunal de Contas da União (TCU) diz que houve sobrepreço em obras do Comperj (B5, 31/10). Grande novidade essa situação é praticamente rotina em tudo o que o PT faz. Até quando teremos que aguentar tal procedimento desse partido de corruptos. Qual será o futuro do nosso país?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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EXPLICAÇÃO SOBRE PEDÁGIO

Frequentemente a mídia tem publicado que particularmente o governo federal tem muito dinheiro para gastar com infraestrutura rodoviária, mas que a incompetência e a falta de seriedade sobretudo do Ministério dos Transportes não tem deixado que sequer o dinheiro disponível consiga ser gasto. E aí vem a proposta de solução iluminada para o problema: a privatização das estradas mais importantes. E é este ponto que eu não consigo entender, embora eu seja engenheiro experiente no ramo do transporte rodoviário. A solução seria transferir a responsabilidade para a iniciativa privada por conta do dinheiro do usuário e deixar o governo com os recursos financeiros dos impostos para mandar pelo ralo da sua ineficiência e da sua falta de seriedade, como tem sido constatado na apuração dos escândalos governamentais? Alguém poderia ter a humildade de explicar isso de forma convincente para uma inteligência normalzinha, como a minha?

Luiz Antônio da Silva, engenheiro civil lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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