Fórum dos Leitores

CPI DO CACHOEIRA

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2012 | 02h01

Enterro

Os líderes governistas resolveram, covardemente, enterrar de vez a CPI do Cachoeira. A finalidade da CPI, a pedido de Lula, era a cassação do senador Demóstenes Torres. Apesar de tudo o que se investigou e se viu, os governistas acharam melhor dar um basta nessa CPI, evitando que novas investigações atingissem o Palácio do Planalto. Nem com a afirmação do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) de que "as investigações indicam que o Cachoeira é parte da organização criminosa e o cabeça do esquema é a empreiteira Delta" houve disposição de criar uma força-tarefa capaz de apurar essa excrescência? Resumindo, é muito dinheiro em jogo. E interesses. Por isso Cachoeira sabe que mais hora, menos hora estará livre, leve e solto e seus bens voltarão às suas mãos. Os governistas caíram na real e viram o tiro no pé que deram ao mexer com um homem tão poderoso, que, calado, certamente tem mais a dizer do que falando. Venceu Cachoeira, perdeu o País. Mas o que é perder mais uma vez para a corrupção, se nossos governantes não estão nem aí para o Brasil?

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Hall das pizzas

E lá se vai mais uma CPI ao encontro de seu destino: entrar no hall da fama das pizzas assadas em Brasília. A oposição queria mais 180 dias de investigações para ir mais a fundo nos estranhíssimos trâmites que envolvem a Delta, a construtora predileta do PT e do governador do Rio, Sérgio Cabral. Mas, evidentemente, dada a presença de maioria esmagadora de governistas, tal plano foi derrotado. O que era para ser, na visão da súcia interessada em constranger oposicionistas e a imprensa independente, uma comissão destinada a dizimar todos os que se colocam de forma contrária ao adesismo tão vigente hoje em dia - Kassab que o diga -, acabou se transformando em dor de cabeça para o PT e alguns aliados mais próximos. Ao menos Demóstenes Torres teve o que merecia. Já os proxenetas que atropelaram licitações para favorecer descaradamente a obscura construtora de Fernando Cavendish, infelizmente, terão melhor sorte.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

CORRUPÇÃO

Verdade pela metade

As declarações do sr. Marcos Valério arrolando grande líderes do PT, como Lula, Antônio Palocci e Celso Daniel, não representam surpresa para quem acompanha a política nacional. Desses detalhes poderão aparecer as causas da morte do próprio prefeito de Santo André e do Toninho de Campinas. Assim temos mais Lobos Maus na historinha do PT. Basta apertar o Chapeuzinho Vermelho que novidades vão aparecer.

DALTON A. S. GABARDO

dalton@ggp.adv.br

Curitiba

Delação premiada

O Ministério Público deve, sim, examinar e, depois do julgamento do mensalão, abrir novo processo segundo as denúncias de Marcos Valério. Afinal, o povo está esperando a vez delle! Nunca elle vai confessar sua cullpa. A hora chegou!

ARACI C. DE AZEVEDO MARQUES

fiobrasil@ig.com.br

Mogi das Cruzes

Proteção

Marcos Valério pediu proteção de vida à Procuradoria-Geral da União. Sente-se ameaçado de morte. Quem deveria custear essa proteção é o PT, o maior interessado em que nada aconteça a esse senhor. Já pensaram se Marcos Valério sofre um, digamos, acidente? PT, providencie rápido proteção 24 horas para ele!

FERNANDO PIERRY

fernando.pierry@uol.com.br

São Paulo

Arquivo ainda vivo

Marcos Valério tem por que se preocupar. Vide o caso Celso Daniel. Quanto vale esta queima de arquivo?

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Tudo ou nada

Marcos Valério tem apenas uma saída: contar tudo o que sabe, apresentar todos os documentos possíveis, tudo isso dentro da Embaixada da Holanda, da França ou de outro país da Europa. Aqui, no Brasil, sua vida não vale um real.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

INSEGURANÇA PÚBLICA

Ajuda federal

José Eduardo Martins Cardozo, ministro da Justiça, ofereceu ajuda ao governo do Estado de São Paulo na área de segurança pública. Se o digníssimo ministro transferisse os presos estrangeiros que cometeram crimes de natureza federal (são mais de 1.600) para os presídios federais, penso que seria uma ótima medida administrativa. Além dessa interessante ajuda, poderia ir um pouco mais além: alocar recursos humanos e materiais para as nossas inseguras fronteiras. Com isso não só São Paulo ganharia, como também os demais Estados estariam mais seguros!

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Novo candidato

Pega muito mal o ministro da Justiça vir recomendar a São Paulo o que fazer quanto à segurança pública. Se o governo federal fizesse a sua parte no controle das fronteiras para conter drogas e armas e combatesse melhor a corrupção (tráfico dominando áreas federais), já faria muito por nossa cidade. Portanto, parece que o que o sr. José Eduardo Cardozo deseja é começar seu movimento rumo à candidatura a governador do nosso Estado. (Que vergonha... Contenha-se, ainda é muito cedo e óbvio.) A propósito, ficamos felizes em saber por dona Dilma que com Haddad na Prefeitura São Paulo receberá mais verbas federais. Agradecemos as deferências do governo do PT ao Estado que produz a maior parte da renda da Nação, para eles gastarem nas áreas de interesse do partido.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Vaidades

A população apavorada pedindo socorro e a fogueira das vaidades entre o governo paulista e o federal na questão de segurança pública está na ordem do dia. Pode?!

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Diferenças sociais

Com um terço da população vivendo em favelas, ao lado dos ratos e da desorganização, qualquer ação policial é inócua. A PM ocupou três favelas, mas São Paulo tem mais de 1.500. Portanto, o problema não é de polícia, mas de falta de políticas capazes de dar dignidade ao povo e oportunidade para que quem vive em áreas de risco não seja incentivado a entrar no crime por falta de opção.

JOSÉ APARECIDO RIBEIRO

jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

 

‘JORNAL DA TARDE’

Entristecido, li que o Jornal da Tarde deixou de circular. Aliás, nos dias recém passados, estava pressentindo isso. E não poderia me sentir de outra forma, pois o Jornal da Tarde é a minha leitura matinal de todos os dias desde o primeiro dia em que começou a circular. Tristeza também porque é um jornal que manteve uma linha editorial e noticiosa de total, assim entendo, independência, e que me permitiu há uns dez anos enviar cartas com comentários sobre o que se passava no País e no mundo. Muitas delas foram publicadas na seção Cartas e e-mails da segunda página do jornal. Na terça-feira, triste dia, foi publicada a última. Não interessa o assunto, mas grato sou ao destaque a ela dado, como muitas vezes aconteceu. Se assim tinha de ser, não me resta senão a resignação. Uma tristonha resignação, mas que contém a alegria de ter tido um imenso prazer de leitura durante anos a fio. Agradeço a todos quantos cuidaram da excelência do jornal, em especial àqueles que se dedicaram com sua atenção às minhas cartas: a todos vocês desejo que encontrem alhures seu espaço. Felicidades.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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ÓRFÃO

No dia 31/10/2012 dormi órfão do JT após quase 30 anos de fidelidade, mas acordei no dia 1/11/2012 adotado pelo pai dele, o velho Estadão. Claro que estranhei as diferenças no feitio, nos compartimentos e no conteúdo. Porém, sei que não vou perder nenhum assunto importante. Pelo contrário, faço aqui o meu primeiro protesto: como o Estadão é mais completo, comecei o dia gastando o dobro do tempo na leitura diária do jornal e cheguei atrasado ao serviço. Assim, peço licença aos leitores tradicionais deste jornal, para começar a participar desta coluna, assim como outros colegas órfãos do JT, que deverão começar a aparecer por aqui.

João Carlos A. Melo jca.melo@terra.com.br

São Paulo

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PARA SEMPRE

É com muita tristeza que recebo a notícia do fim do JT, assim, de supetão. Fui por muitos anos leitor assíduo do jornal, sobretudo nos meus anos adolescentes, quando eu não admitiria ler o Estadão, mas lia a Folha todos os dias. Hoje não leio mais a Folha, que perdeu tudo o que eu nela admirava. Leio eventualmente o Estado e nunca mais pude ler o JT, pois há anos mudei-me para Curitiba, e encontrar o JT aqui tornou-se impossível há tempos. Não entro no mérito das versões “web”. O que falar sobre o JT? Este insignificante leitor de outrora aprendeu a amar jornais desde muito cedo e teve no JT talvez seu maior objeto de desejo. Sinto, sim, saudade de um tempo em que aguardava ansiosamente pelo jornal do dia seguinte e devorava os textos. Recortava e guardava matérias ou edições inteiras, que ainda preservo comigo (minha esposa reclama da papelada velha). Penso que, quando um jornal morre, somos nós – leitores – os responsáveis. Então, admito a minha parcela de culpa pelo fim do JT. Não sei ainda qual mundo deixarei às minhas filhas pequeninas (tenho 40 anos), mas gostaria que fosse um mundo com bons jornais, como o JT. Sinto-me triste. Jamais imaginei que choraria, adulto, pelo fim do JT. Para uma criança, os jornais duram para sempre.

Sandro Antônio Cunha sandro.a.cunha@hotmail.com

Curitiba (PR)

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VAZIO

O avanço da tecnologia digital trouxe grande benefício aos meios de comunicação e, ao mesmo tempo, uma enorme tristeza, em vermos um jornal impresso que, há 46 anos, foi um pioneiro do jornalismo, introduzindo um formato moderno e uma linha editorial bastante simples e objetiva. Para nós, leitores, ficou um enorme vazio a partir do dia 31 de outubro de 2012. Parabéns a todos que desde 4 de janeiro de 1966, sejam diretores, jornalistas, fotógrafos e demais funcionários, que contribuíram para formatar o Jornal da Tarde e fazer uma leitura obrigatória de todos os seus leitores.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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‘JORNAL DA TARDE’, IMORTAL

O nosso JT teve a sua missão mais do que cumprida. Parabéns a esta equipe maravilhosa que revolucionou a redação, a comunicação e projetou rumos ao jornalismo brasileiro. O modelo marcará o pioneirismo na renovação jornalística, na história da notícia inconfundível em fotos e permanecerá no periodismo como uma chama acesa que jamais se apagará.

Alberto Raad raadalberto@yahoo.com.br

Colina

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JORNAL DE ONTEM

Em meados dos anos 70, mudei-me de São Paulo para Curitiba e dentre minhas ocupações diárias estava a leitura do Jornal da Tarde. Saí à procura do jornal nas bancas do centro e descobri que, na época, ele circulava somente no dia seguinte. Pedi ao dono da banca que reservasse um exemplar para mim e, mesmo que acumulasse alguns dias, eu não deixaria de retirá-los. Certo dia o Gregório de Bem (dono da banca) quis saber que doidice era aquela de ler jornal atrasado. Minha resposta foi simples: “Gregório, prefiro o Jornal da Tarde de ontem aos jornais locais de hoje...”.

Ivan Schmidt ivan.schmidt@acp.org.br

Curitiba

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MÍDIAS QUE SE VÃO

Às 14 horas pontualmente tirávamos a edição quentinha do pequeno Jornal da Tarde, lá na Rua Major Quedinho, fazendo concorrência com os vespertinos, matérias condensadas, rádio-fotos perfeitas. Nas primeiras edições, matérias sobre o Pelé, curiosidades, outra sobre vedete da TV Excelsior; folhas adiante colunas do Ruy Mesquita, Arnaldo Pedroso D’Horta, Nelson Rodrigues, diagramação otimizada, diferente do pai, Estadão, tinha sua fiel clientela. Trilhavam os mesmo caminhos com diferenças na formatação do matutino (massudo) e do vespertino, rápido nos furos. Assistíamos as rotativas nas vitrines da Martins Fontes ou nas legendas eletrônicas em frente ao prédio, antecipando matérias do JT já nas ruas e aquelas do Estadão: teletipos, telegramas, fontes da UPI, France-Press, Ansa e outras agências do mundo, enquanto o bonde Praça Ramos aguardava o semáforo, ao lado do prédio da Rádio América. Depois do incêndio levantou o Zarvos. Acabou o JT, assim como o Diário da Noite, Diário de São Paulo (dos Diários Associados); Folha da Tarde, Notícias Populares (do Frias), Movimento, Pasquim. TV Tupi, TV Paulista, TV Excelsior, TV Manchete, Rádios Piratininga, America, São Paulo, Radio Tupi-Difusora, RE 670, Industrial Paulista, revistas O Cruzeiro, Manchete, Realidade. Mudam os cenários: tempos novos. Edições apreendidas. Apagadas com tarjas, receitas truncadas, Os Lusíadas, anúncios dos preparatórios para vestibular em direito. Nossas homenagens aos jornalistas, redatores, diagramadores, linotipistas, fotógrafos, colunistas, colaboradores agências de publicidade, pessoal administrativo, enfim. Foi ótimo conviver, ler recortar, guardar. Digitalizar, apesar de tudo. Um grande abraço dos seus leitores!

Gisele Montenegro gamadvsp@uol.com.br

São Paulo

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OS DEZ PRIMEIROS

Há 46 anos, no início da publicação do Jornal da Tarde, guardei as dez primeiras edições, que estão comigo até hoje. Ofereci, certa vez, ao Museu de Santo André, que recusou porque este museu é só de Santo André e o jornal era de São Paulo. Tentei mandar para a cidade de Brazil, no Estado de Indiana, EUA, para seu museu, mas eles não se interessaram, nem resposta obtive. Enfim, tenho em mãos uma raridade.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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OS JORNALEIROS

Tenho a impressão de que o jornalista Eugênio Bucci (Os dois fechamentos do ‘Jornal da Tarde’, 1.º/11, A2) esqueceu ou não conhece o processo logístico da distribuição dos jornais, pois em seu belíssimo artigo de despedida do JT esqueceu de mencionar um importante elo na cadeia da distribuição do nosso JT: o jornaleiro. Nós também sentimos o fechamento.

Luiz Antonio Maschietto, jornaleiro lz.maschietto@gmail.com

São Paulo

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NOVOS TEMPOS

Prezado e adorado filho, é com muito pesar que informo a minha tristeza em receber a notícia da “morte” deste jornal que tive o prazer de conhecer antes mesmo de conhecer sua mãe e, consequentemente, antes de você. Lembro com saudades de quando acordava às 4h30 – quando escutava a Kombi virando a esquina e entrando na “nossa” rua para nos entregar o jornal – fui assinante dele por muitos anos –, que mal tocava o solo e eu já o recolhia (faltava pouco para defendê-lo no ar como se fosse um consagrado goleiro). Tudo para ter o prazer de poder folheá-lo ainda antes de o sol raiar, depois eu poderia voltar a completar o sono interrompido. Sempre me identifiquei com a forma com que eram redigidas as matérias, sem maiores delongas, sendo um ótimo jornal para quem não dispunha de muito tempo livre. Havia até comentado com sua mãe, com tristeza, o encerramento do jornal. Sinto-me órfão no momento, não sei ao certo onde buscar as informações, já que os outros – ou com uma linguagem muito básica quase rudimentar ou muito rebuscada e cheia de informações – não nos remetem direto ao ponto. Por certo as primeiras vezes, no decorrer dos próximos dias, ao me dirigir à banca de jornal, terei de tomar cuidado para não me deixar levar pelo impulso e pelo meu inconsciente e pedir pelo JT. Com certeza, deixará saudades e muito boas lembranças, de quando estampava em sua capa imagens do meu time – na época, vitorioso – ou de algum escândalo político. O jornal contribuiu para que eu gostasse tanto de escrever e com certeza ter sonhado um dia em fazer parte de sua equipe editorial. Segundo soube, tudo devido aos custos de distribuição e ao por vezes “maldito” progresso, que torna tudo online, eletrônico, já que a nova geração não quer aguardar o tempo certo de retirar seu exemplar na banca (com certeza nestes anos todos foram muitos os jornaleiros que já me conheciam e sabiam qual era meu jornal preferido quando eu chegava à banca de jornal). A nova geração não gosta de carregar nada (que não seja um eletrônico), ou sentir o cheiro da tinta que por vezes marcava-me as mãos. Infeliz destes que nunca experimentaram o prazer de folhear um jornal e sentir a falsa sensação de ser o “dono” da informação e do conhecimento que está em suas mãos. Não foi o primeiro jornal e na certa não será o último a ser driblado pela modernidade. Cabe aos saudosos, como eu, nos adaptarmos aos novos tempos, mas nunca deixarmos de nos informar, seja de qual forma for. Valeu, Jornal da Tarde!

José Vicente C. Beguinatti jbeguinatti@sabesp.com.br

Cotia

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O PT E SEUS MENSALEIROS

O Partido dos Trabalhadores (PT) descartou a expulsão de seus filiados José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha, que foram julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, por diversos crimes praticados. Apoio totalmente a decisão do PT: por que eles deveriam ser expulsos, como prevê o estatuto do partido, se eles apenas cumpriram as ordens do chefe, o Lula (aquele que nada viu e de nada sabe), sendo que este nem foi julgado e condenado e também não sairá do partido? Para o bem do Brasil, é melhor manter todos os petralhas no PT, pois, se forem expulsos, eles podem se filiar a outros partidos políticos e contaminá-los. Fiquem aí mesmo. É melhor assim.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CONTRA O ESTATUTO

O Estatuto do PT, em seu Art. 231, inciso XII, dispõe que será expulso da agremiação o militante condenado “por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado” (sic). Rui Falcão, presidente do partido, numa provável recaída da arrogância de seus tempos de guerrilheiro da Var-Palmares, referindo-se aos petistas condenados no processo do mensalão, “decretou” que “não houve desvio administrativo” e que “os estatutos não se aplicam a eles”. Ou seja, Rui entende não terem sido cometidos quaisquer crimes, mas, sim, um “linchamento político” perpetrado “pela mídia (que ele sonha em controlar, como atesta em seu blog), a direita e as elites”. E, consequentemente, vê-se como uma instância acima da Supremo Tribunal Federal, com poderes para invalidar seus acórdãos. Sugere-se, pois, que a presidente Dilma o indique logo para a vaga de Ayres Britto, para que se torne o presidente de jure do STF, pois, ao que tudo indica, ele já o é de facto.

E você, eleitor, vai continuar votando no PT?

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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QUADRILHA ELIMINA

Ao não expulsar os petistas condenados pelo STF, o PT age com coerência, pois quadrilha nenhuma expulsa membros integrantes. Elimina.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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A DIFICULDADE DO PT

Eleitos sob o discurso da ética, os petistas projetaram um plano de poder que pensaram nunca serem descobertos. Graças a uma denúncia do deputado Roberto Jefferson, o País ficou sabendo como agiam aqueles que tinham no discurso uma fala que agregava e movimentava as massas, o que não se sabia era que isso tinha um preço. Agora se vê com o julgamento do mensalão, o quão foi bem engendrada, a quadrilha sob as ordens do ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Condenados e prestes a cumprirem a pena determinada pela Justiça, o partido sinaliza que não vai tomar conhecimento da decisão da Suprema Corte. Esse é o grande problema dos petistas, conviver com o contraditório. Se desejamos levar a sério a democracia, temos que atuar para que a participação do povo nas decisões políticas se dê de modo efetivo e que as decisões da Justiça sejam respeitadas. Basta, para tanto, que se leve a sério a Constituição e que os que governam não se coloquem como donos do País.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A CARA DO PT

Eis uma das caras do PT. O presidente do partido disse que os mensaleiros não serão punidos e defende a posse como deputado federal do José Genoino, condenado pelo STF por corrupção ativa e formação de quadrilha na vaga do deputado Carlinhos Almeida que se elegeu para a prefeitura de São José dos Campos. Alegou que o estatuto do partido não prevê punições para os casos em que foi enquadrado o José Genoino. É isso que se colocou na presidência. Um bando de marginais. Condenado pela Corte Suprema do País, corremos o risco de termos de engoli-lo como deputado federal. É uma vergonha.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PEQUENO OBSTÁCULO

Cabe ao José Genoino decidir se deve assumir a vaga de deputado federal, para qual é suplente, depois que o deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) assumir a prefeitura de São José dos Campos, disse o presidente do PT, Rui Falcão. “Do ponto de vista do partido não há nenhuma objeção”, afirma. Na verdade, só existe um pequeno obstáculo, Genoino foi condenado pelo STF por corrupção ativa e formação de quadrilha, o que o impede de exercer cargo público pela Lei da Ficha Limpa, além do mais, para a Justiça, pouco importa o que o PT acha que seja ou não “obstáculo”. Esse partido, assim como os demais, não estão acima das leis.

Leila E. Leitão

São Paulo

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MISTIFICAÇÃO

Mais uma vez, o sectário presidente do PT, Rui Falcão, volta à cena afirmando que seu partido quer “contribuir para ampliar a liberdade de expressão no País” (sic), assim como em descartar a expulsão dos petistas condenados, mesmo estando em desacordo com o estatuto do partido. Antes dessa distópica contribuição, melhor seria começar respeitando a decisão da mais alta Corte do País, leia-se STF, que condenou seus companheiros, ao invés de ficar agitando, pela própria mídia, que os petralhas condenam, através de linguagem que mais mistifica do que informa.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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“ESTE SENHOR” MARCOS VALÉRIO

Diante das denuncias bombásticas de Marcos Valério quando coloca Lulla, Palocci e outros como cabeças do mensalão, o presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT), saiu-se com esta pérola: “O PT pagou um alto preço por ter relação com este senhor”. Até parece o alto meretrício pedindo perdão a Deus por seus pecados. Será que Valério pegou essa quadrilha pelas mãos e abanou dinheiro público em suas ventas, ou foi o contrário? Na realidade a quadrilha achou um desclassificado (Marcos Valério) para fazer o trabalho sujo por eles. Infelizmente, Marcos Valério resolveu fazer esta denúncia somente agora seis anos atrasado. Irá amargar quarenta anos de cadeia para se arrepender do prejuízo que deu ao povo brasileiro. Prejuízo econômico, moral resultando em chance para que a quadrilha se apoderasse da alma do povo brasileiro. Acreditou na quadrilha, dançou.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DELAÇÃO PREMIADA

Marcos Valério vai pedir o benefício da delação premiada? Como assim? Visto que tem uma grande personalidade envolvida e suspeita de ser o verdadeiro chefe da quadrilha, este benefício já deveria ter sido oferecido, pois trata-se de um direito constitucional de todo cidadão brasileiro, a menos que tenham interesse de proteger o suspeito que será delatado por ele, por tratar-se um ex-presidente da República.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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QUESTÃO DE HONRA

Se, para Lula, foi uma questão de honra vencer em São Paulo, para os cidadãos de bem será uma questão de honra ver todos os mensaleiros na cadeia!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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COBRANÇA

Manchete: ‘Se Dirceu pagou, foi por Lula’. A frase é da ex-mulher de José Dirceu. Ora, essa é muito boa! Faz poucos dias Zé Dirceu e advogado enviaram um documento ao STF para tentar comprovar o “relevante valor social” do réu, que “dedicou sua vida à luta do povo brasileiro, e que foi preso e exilado”. E antes do envio desse documento Zé Dirceu veio a público blasfemar contra o STF, dizendo-se preso político condenado por um tribunal de exceção. Agora vem sua excelentíssima ex-esposa dizendo que Dirceu é santo e que, se pagou, foi por Lula. Vamos chegar aonde com isso? Daqui a pouco vão dizer que fez tudo com uma arma em sua cabeça. Francamente! Seria muito mais nobre da parte dele se assumisse logo toda a sua culpa. Não vai pegar nem pagar nada mesmo, posto que a justiça brasileira é enormemente maleável. Mormente para criminosos do colarinho branco.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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‘ELE NÃO É LADRÃO’

“Ele não é ladrão”, disse a primeira mulher de José Dirceu, Clara Becker, aquela que casou com outro e depois descobriu ser José Dirceu. Tenho certeza também, que o ex-primeiro-ministro não é daqueles ladrões que lhe apontam uma arma e levam seu dinheiro, relógio, celular e automóvel. Dirceu é mais sutil. Dirceu rouba as almas dos inocentes. Dirceu, como a maioria daqueles que não têm tempo para esperar, trabalham para destruir o estabilizado, como todos da sua laia, não medem os meios para chegar aos fins e quanto mais rápido melhor. Dirceu roubou, sim, roubou um pedaço da incipiente democracia brasileira, e o fez com dinheiro alheio.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O MEDO DE CLARA BECKER

Dona Clara Becker, que pelo jeito nunca foi de fato “casada de papéis” com Carlos Henrique Gouveia de Mello, o atual Zé Dirceu, apenas mais uma mentirinha do cara, acorda de vez, continua acendendo velas para defuntos ruins! Começam a “feder” o que de fato são defuntos ruins, e Lula está apenas “embalsamado” pelo clorofórmio da política brasileira, daqui a pouco, pode feder mais ainda, e nisso até concordo com a senhora Clara! Se Dirceu se suicidar na prisão, apenas mostraria algum vestígio de moral e ética que lhe tenha sobrado...

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SUICÍDIO NA CADEIA

Depois do que disse a ex-esposa de Dirceu, imagino que deve ter muita gente pensando em lhe enviar uma arma de fogo na cadeia. Não recomendo. É bem capaz de Dirceu usar a rama para assaltar seus colegas de cela.

Ricardo Sanazaro s1estudio@ig.com.br

Osasco

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TOMA LÁ DÁ CÁ NA PREFEITURA

O novo prefeito de São Paulo declarou (capa do Estadão de 31/10 que não fará o “toma lá, dá cá” para escolher seus secretários. Não dá para acreditar mesmo, ele é pau mandado de Lula, um poste que este elegeu, e, se o “chefão” mandar, ele terá de obedecer. Os secretários, a turma do segundo e do terceiro escalões e quem mais seja serão escolhidos ou referendados por Lula. O comando real não é dele, e quem assim procedeu acabou afastado do partido (vide Luiza Erundina e outros). Continuamos sob o jugo do molusco apedeuta, essa é a verdade.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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É CEDO

Haddad diz que não faz o “toma lá dá cá”. Negar é importante para não rememorar o infortúnio do nefasto mensalulão? Mas com certeza, mais adiante, não descartará a criação na “surdina” do mensaladdad, como uma oculta novidade. Ainda é cedo... É preciso esperar um pouco mais.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

Questionado pelo Estado (Nacional, 31/10) se não seria necessário recorrer ao toma lá dá cá na política, o prefeito eleito, Fernando Haddad, foi taxativo: “A resposta é não. Não faço toma lá dá cá”. Ah é, é? Ah é, é?, como diria o personagem de Luís Fernando Veríssimo, criado para um programa de Jô Soares, na Globo.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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ESCÁRNIO

No dia seguinte da eleição, Fernando Haddad faz aliança com Gilberto Kassab. Não tivesse a campanha do PT em São Paulo consistido quase totalmente em ataques a administração Kassab, e José Serra ter perdido justamente por ser o prefeito seu aliado, estaria tudo bem. Diz-se até mesmo que o PSD ganhará um ministério no governo Dilma. Que tipo de “política” é esta, que permite que o eleitor seja feito de bobo o tempo todo? É um escárnio. O eleitor do PT certamente não contava com isso quando escolheu votar no “novo”.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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AS DUAS MÃOS

A declaração de Kassab de que ele e Fernando Haddad governarão a cidade a quatro mãos, além de ser uma decorrência do que a maioria de nós já sabia, mostra a ingenuidade de José Serra em defender a administração de um prefeito com um dos maiores índices de reprovação de todos os tempos. Na verdade ele aproveitou um dos cargos de maior projeção nacional para catapultar a sua carreira política, inclusive com a fundação de um novo partido do qual é presidente. Sempre ficou evidente para a maioria dos paulistanos que qualquer que fosse o vencedor do segundo turno, ele sairia bem na foto. Agora provavelmente ocupará um cargo no governo federal, enquanto manterá a sua importância no município através dos vereadores eleitos e reeleitos de seu partido. Por sua vez, o ex-governador ainda aceitou como vice um ex-secretário de Kassab teve sua carreira política totalmente prejudicada. Foi o grande erro inimaginável de um político com o seu currículo. Agora é torcer para que o prefeito eleito faça uma boa administração, voltada para o povo do que para sua aspiração política, pois Kassab não deixará nenhuma saudade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CARGOS

Agora todos terão a oportunidade de vivenciar as trapalhadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Prefeitura da cidade. Para aqueles que votaram no novo prefeito, é preciso lembrar que o que importa ao partido vencedor não é o povo, mas, sim, a possibilidade de encher os cargos existentes e mais muitos outros que serão criados, com os cumpanheros.

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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TÁ FEITO!

A manchete do Estadão de 31/10 cita a afirmação do prefeito eleito: “Não farei toma lá nem dá cá (...)”. É verdade, não fará; seu patrono Lula já fez, nada sobrou para o prefeito eleito tomar lá nem dar cá. Nem o “brimo” Maluf, que já tomou tudo lá, sem nada ter para dar cá.

Neil Ferreira neil.ferreira@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

As eleições municipais terminaram. As promessas, será, terão alguma significação? Vejo hoje como o nosso sistema político é ultrapassado e não traduz a vontade popular. Os partidos não têm qualquer significação, a não ser para propiciar alianças espúrias geradoras dos mensalões. Uma cidade como São Paulo apresenta 1.157 candidatos a vereador. Dos eleitores, mais de 90 não conhece nada sobre seu candidato. As indicações de amigos acabam prevalecendo, com poucas exceções. Pessoas da zona leste votam em candidatos da oeste e vice-versa. A representatividade nacional é espúria, principalmente no Senado. O Senado apresenta suplentes dos quais o eleitor nem se preocupa. A opção pelos pobres que a Igreja Católica utiliza virou massa de manobra de políticos... e tantas outras! Reforma política feita por não políticos já! Será que pode haver vontade política para tanto? Duvido!

Jaci Manoel de oliveira Jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO DIRETA

Dia 28 tivemos a realização do segundo turno das eleições municipais em importantes cidades brasileiras, encerrando assim o ciclo atual das eleições locais. Com voto direto os eleitores exerceram o seu direito, escolhendo os prefeitos em clima de grane ordem de forma livre e democrática. A meu juízo os eleitores deram um grande recado para os políticos atuantes porque prevaleceu o voto pessoal e direto, deixando em segundo plano a sigla partidária. Uma das interpretações que faço do recado é de que o eleitor deseja votar no candidato possível de ser eleito e que seu voto não seja transferido para a eleição de um terceiro. Trocando em palavras objetivas, o eleitorado irá preferir o voto distrital para a eleição do seu representante parlamentar no lugar do processo que hoje ocorre em que o modelo de proporcionalidade, legenda e de alianças acaba elegendo um candidato condenado pelo eleitor. E para que o eleitor entenda o que seja o voto distrital basta dizer-lhe que se trata do voto direto. Deverá ser eleito aquele que conseguir o maior número de votos. De preferência com mais de 50% do eleitorado, mesmo que seja necessária a realização de um segundo turno. Para a saúde da democracia brasileira o instituto do segundo turno deveria ser ampliado, de maneira que mais cidades sejam contempladas com esse grande direito de ter governantes eleitos pela maioria absoluta dos votantes. Sugiro que a falada reforma política seja fatiada. E para começar que seja justamente pelo processo eleitoral.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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2014 JÁ CHEGOU

Nesses ciclópicos tempos que vivemos, a política também tem essa velocidade. Os resultados eleitorais dessa última eleição, onde houve uma salutar redistribuição de poder político para várias facções partidárias – essa é uma das vantagens da democracia –, já está permitindo que estejam sendo articulados os arranjos para o pleito de 2014. Enquanto essa data não chega, devemos agora fiscalizar e cobrar dos atuais e novos eleitos, o cumprimento de promessas de campanha. Só assim o processo civilizatório entre nós continuará avançando, até chegarmos a um ideal que tanto necessitamos e sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O MAL APENAS COMEÇOU

Tudo indica que os PeTralhas vão se reinstalar em São Paulo com todo o grupo dos mensaleiros de plantão sob o comando nefasto de Lulla e Dilma para, aqui, instalarem o mensalão paulistano. Poderemos ter certeza de que nada que o incomPeTente Haddad prometeu, de fato, será cumprido, como é de costume do lulopetismo e seus asseclas mensaleiros. Teremos de nos sujeitar a mais impostos, taxas do lixo e outras mais de volta, ingerência de Lulla, o boquirroto, e de seu primeiro poste postado no Distrito Federal e mãe dos apagões.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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DE POSTE EM POSTE

O ex-presidente Lula disse que “de poste em poste é que o Brasil vai ficar iluminado”. É uma profecia feita por um político populista e não digna de um estadista com verdadeira visão de futuro. Pelo menos aqui no centro da cidade de Ribeirão Preto está sendo feita uma grande obra municipal para enterrar todos os cabos e fios que antes pendiam dos antigos postes e que davam um aspecto muito feio do ponto de vista estético e paisagístico. Também o conceito de iluminação está mudando rapidamente. A declaração do senhor Lula vem confirmar que a grande maioria da população que vota no PT é constituída de pessoas que infelizmente ainda tem nível cultural baixo e são eles que de certa forma ainda decidem as eleições no Brasil. Assim, os brasileiros devem ser generosamente solidários para que cada cidadão de nosso país tenha oportunidades efetivas de ascender cultural, econômica e socialmente com a maior rapidez possível. Isto vale muito a pena!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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TERRA FÉRTIL

Quem planta postes pode colher apagões.

Adauto José Martini adauto.jmartini@gmail.com

Brasília

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HADDAD – REVELAÇÃO

Haddad em sua primeira eleição derrotou um cacique do PSDB, que já foi secretário estadual, deputado federal, prefeito, governador, senador e candidato duas vezes à Presidência da República. Com uma biografia ilibada, fez uma campanha propositiva e em agosto apresentou um primoroso projeto de governo, com a colaboração de mentes privilegiadas de urbanistas, médicos, cientistas, etc... Inconformados, os que não aceitam a decisão soberana das urnas, tentam minimizar a grande vitória do Haddad, chamando-o de “poste” e que foi eleito graças ao Lula. Esquece-se que Lula apoiou vários candidatos que perderam (Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Campinas, etc.), evidenciando que, se não tivesse as qualidades que tem, Haddad não se elegeria prefeito da cidade mais importante da América Latina. Haddad é uma grata revelação por ser honesto, capaz e muito bem preparado (advogado, mestre em Economia e doutor em Filosofia) e o Brasil necessita urgentemente de “postes” como ele para iluminar o obscuro e desacreditado cenário da política nacional.

Valdenice Santana dos Santos santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ HEGEMONIA

Vai aqui uma breve análise das eleições: 1) diferentemente do que muitos pensavam, o “poste” era o Serra. 2) O maior perdedor coletivamente foi o PT, que ficou “capacho” do líder, e qualquer nome que tivesse sido escolhido democraticamente dentro do partido, teria ganhado do Serra. 3) O PT teve os mesmos 38% dos votos que tem praticamente em toda eleição, fosse o candidato que fosse (não houve “migração” para ele). 4) O Serra está redondamente enganado quando pensa que teve 32% (44% de 70% do eleitorado que votou) de votos nele. A maioria dos votos foi das pessoa que votaram contra o PT. 5) Analisando coletivamente, no País, a pulverização dos partidos que elegeram prefeitos foi muito grande, e não existe hegemonia de nenhum partido.

Rubens Sousa Pinto Filho rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

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RENOVAÇÃO NA OPOSIÇÃO

Os “cérebros” da oposição vêm agora com a velha cantilena de renovação dos quadros e mudanças na forma de fazer política. A vaidade pessoal de um único político custou aos paulistanos a entrega da jóia da Coroa ao PT, que implantou mais um poste – sabe-se lá quantos “gatos” terá – justamente na locomotiva do País. Por causa do seu ego, já sabemos a dimensão que terá o alto custo dessa entrega. Que a oposição comece a pensar urgentemente a renovação de seus quadros, implantando seus próprios postes, ou em 2014 estará exumando Montoro, Covas...

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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PODER PÚBLICO IMORAL

Transferir o feriado do Dia do Funcionário Público, 28/10, um domingo, para a quinta-feira, 1.º/11, pleno dia útil, não é apenas ilegal, como imoral. Pedir providências a quem? Ao Judiciário e ao Ministério Público, que também postularam? Assim agindo, com que moral podem reclamar da Câmara e do Senado? O correto é devolverem ao povo esse dia de trabalho furtado.

Carlos José Marciéri carlosmarcieri@uol.com.br

Brasília

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VIOLÊNCIA

É assustadora a crescente onda de criminalidade que vem assolando a cidade de São Paulo. Embora a violência sempre tenha estado presente nas grandes cidades, não só do Brasil, como do mundo, os índices de pessoas mortas assassinadas nestes últimos dias na capital paulista deixam claro que algo precisa ser feito. Se não houver mudanças nas leis e pulso firme de nossos governantes para frear essa onda de violência, a vaca vai para o brejo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PERGUNTAS

Quando finalmente a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo resolve agir com determinação e dureza contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem célula instalada dentro da Favela de Paraisópolis, vem o líder comunitário reclamar do fato de ninguém ter sido informado do motivo da presença ostensiva do batalhão de choque no bairro. Será mesmo que os moradores da favela nem sequer desconfiem dos motivos, será mesmo que não veem TV diariamente, não tomem conhecimento das mortes diárias e violentas que ocorrem nesta cidade? Quer dizer que a Polícia Militar e Civil precisa antes se reportar ao líder Gilson Rodrigues para pedir permissão para executar prisões dentro do “seu território”? Significa também que existe um poder paralelo funcionando dentro da cidade de São Paulo? Deixo aqui abertas essas questões.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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AUTORIDADES EM CONFLITO

O embate dentre o secretário de Segurança Pública de São Paulo e o ministro da Justiça parece aquela história “Eu puxo, você finge que empurra”. Enquanto isso, pessoas inocentes morrem vítimas de quadrilhas organizadas somente para chamar a atenção das autoridades em conflito. Por que somente agora, após as eleições, é que o governo federal acenou com oferecimento de “ajuda” (condicionada?). Depois das eleições não precisa. As organizações criminosas se acalmarão. Querem apostar? Lembram-se deste mesmo tipo de movimento criminoso antes das eleições para governador, com direito a ataques do crime organizado, com ônibus incendiados e tudo? O que se esqueceram de perguntar ao Sr. ministro da Justiça do governo federal: 1) Onde enfiaram e por que soltaram os 100 mil presos soltos nas ruas pelo antigo ministro da Justiça? Trabalhando é que não estão. Acham que se contentarão com um salário mínimo ou dois? 2) Onde é que está um novo Código Penal rigoroso, sério, e não o que está no Congresso Nacional, que é mais frouxo do que o que está vigorando atualmente? Isso posto, o governo paulista do PSDB puxa e o governo federal do PT finge que empurra, e de interesses e brigas políticas os civis inocentes morrem injustamente.

Sebastião C. Pereira jardins@oadministrador.com.br

São Paulo

 

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