Fórum dos Leitores

INSEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2012 | 02h04

Cidades aterrorizadas

O crime organizado decidiu levar o terror aos cidadãos ordeiros das duas mais importantes cidades do Brasil e com o recrudescimento dos crimes pretende afrontar a autoridade pública - o que está conseguindo -, tirando a segurança de todos, sem exceção. Se o cidadão obedece à lei e para no semáforo, é assaltado; se vai a um restaurante, é humilhado pelos bandidos e fica sem seus valores; se resolve ficar no recesso do lar, é assaltado e sua família é posta sob a mira de armas. O cidadão de bem não tem saída. Se correr... Reuniões nas Secretarias da Segurança se sucedem para encontrar novas estratégias contra o crime. Nova campanha contra o desarmamento do povo deve ser incentivada. O bem-intencionado entregará a sua arma, mas o bandido continuará armado. Será que essas autoridades da Segurança ainda não quiseram abrir os olhos para a realidade das nossas fronteiras terrestres e marítimas, escancaradas para a entrada de armas e drogas que abastecem o mercado do crime? Enquanto isso, a carnificina continua. Morre o cidadão de bem, morre o policial militar e os políticos continuam cada vez mais vivos nos seus projetos de poder e riqueza.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Repensar a questão

Considerando que alguns municípios brasileiros têm até sete corporações policiais - Guarda Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Estadual, Polícia Aeroportuária -, que em nada melhoram as condições de segurança do País, será que não está na hora de repensarmos a segurança pública nacional, estadual e municipal? E teríamos algum estadista de plantão disposto a encarar essa tarefa? Duvido! Homens do quilate de Franco Montoro e Mário Covas se foram e seu lugar permanece desocupado. Eles foram substituídos por barbas e gogós, que nos enganam, fazendo-se de estadistas. Triste destino o da Nação brasileira.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

SP x governo federal

A droga é a razão única da violência e da criminalidade, que hoje potencializam a insegurança e o terror. O crime organizado faz a sua distribuição, fatura elevadas quantias, pratica a corrupção e promove a guerra interna, eliminando concorrentes, cobrando à bala seus devedores e enfrentando com poder de fogo cada vez maior a polícia e todos os que ousam interromper sua escalada. Levando em consideração que São Paulo não produz drogas (elas vêm da Bolívia, da Colômbia, do Peru, do Paraguai e do Suriname), a responsabilidade de impedir sua chegada é do governo federal, por meio de medidas políticas adequadas, da vigilância eficiente das fronteiras e rotas de tráfico, da ação da Polícia e da Justiça Federal na repressão e no julgamento dos traficantes. São Paulo registra hoje um momento crítico: policiais mortos em emboscadas, pessoas do povo chacinadas e traficantes mortos ou presos. A discussão idiota entre o ministro da Justiça e o secretário de Segurança Pública de São Paulo não deveria ter ocorrido. Em vez de invocar questões político-partidárias, os dois deveriam estar mais preocupados com as pessoas que estão morrendo e, em conjunto ou separados, fazer algo sério para conter a crescente escalada da violência. A União tem compromissos com São Paulo e São Paulo não é unidade estanque nem está fora da União, o problema é também, naturalmente, do outro. É isso que esperamos ver como resultado dos entendimentos que, tardiamente, começam entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin. O povo exige - mas exige mesmo! - que cada um cumpra o seu dever.

DIRCEU CARDOSO Gonçalves, tenente PM, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Sem soberba

Necessário é frisar para o governador Geraldo Alckmin e seu secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que o momento atual não é para soberba. Qualquer colaboração que o Ministério da Justiça oferecer deve ser aceita de bom grado. Essas vagas em prisões federais para os presos suspeitos de liderança de movimentos, por exemplo, são muito bem-vindas. Outra possibilidade a ser discutida seria uma reforma parcial no Código Penal, coisa de urgência, acabando com certas regalias, que em outros países podem até funcionar, mas no Brasil são completamente fora da realidade, como essas saídas temporárias. Como, aqui, nas funções governamentais nada funciona conforme o planejado, são frequentes os casos de presos que aproveitam tais saídas para delinquir ou fugir. Na verdade, nem deveriam ser contemplados: por que o indivíduo sem filhos sai temporariamente no Dia dos Pais? Outro ponto a ser revisto é a progressão das penas. Esse pessoal está passando cada vez menos tempo nas prisões, o que os faz não levar a Justiça a sério. Mas, enfim, tudo isso só pode ser feito no âmbito federal, sendo, portanto, urgente a colaboração entre as autoridades estaduais e federais.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Bangue-bangue

São Paulo não pode ser refém, ao mesmo tempo, do bate-boca entre os governos federal e estadual e do bangue-bangue da bandidagem que aterroriza a todos. É preciso tolerância zero e eficiência nota 10 no combate ao crime organizado. Basta!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Colisão e cobrança

Tenho acompanhado com enorme preocupação o noticiário sobre nossa Polícia Militar (assassinatos). Mas fui surpreendido por algo que me deixou indignado. Tenho um parente pertencente a essa gloriosa corporação que, no exercício de suas funções, perseguia bandidos quando a viatura que dirigia sofreu colisão. Sabem o que aconteceu? O Estado de São Paulo cobrou o conserto e em 31/10 ele foi agraciado com o parcelamento da dívida, ou seja, pagará durante 60 meses a quantia de R$ 360! Pergunto ao nosso governador (votei nele, mas com essa, adeus): terá ânimo alguém para perseguir bandidos sabendo que se sofrer colisão pagará pelo conserto? A quantia pode muito bem fazer falta numa mesa também. Sentimento de vergonha...

JOSE ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Assassinato de PMs

Regra geral, esses assassinatos são praticados por criminosos na garupa de motos, pela facilidade de fuga. Por que não baixar medida proibindo o trânsito de moto com dois ocupantes na Grande São Paulo depois de, por exemplo, 19 horas até as 8 horas do dia seguinte? Os infratores teriam a moto apreendida, seriam multados e a identidade, verificada em delegacia. Medida provisória até voltar a normalidade.

JACQUES PENNEWAERT

jacques.pennewaert@terra.com.br

São Paulo

 

APAGÃO

Conforme o Estadão de 27/10, a presidente Dilma Rousseff ficou irritada com o apagão nas Regiões Norte e Nordeste do País e com a fala do ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Este episódio é uma oportunidade única para a presidente reformular o setor elétrico brasileiro, e convocar pessoal altamente capacitado das universidades brasileiras. Presidente Dilma Rousseff, a senhora já ouviu falar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FALHA HUMANA

Falha humana foi o motivo do apagão da Dilma. Alguém duvidava que a corda fosse arrebentar do lado mais fraco? O culpado é o operador da subestação! Coisa nenhuma! Eles não querem admitir boicote, mas está claro demais, depois do anúncio da redução das tarifas de energia, apagões viraram rotina, falta autoridade do governo para punir exemplarmente esses fornecedores, que continuarão a agir desta forma, pois sabem que nada lhes acontecerá.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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À LUZ DE VELAS

A falha humana na sucessão de apagões em série Brasil afora é de inteira responsabilidade do governo. A sexta economia do mundo não pode viver de blecaute em blecaute à luz de velas! Que a boa luz nos ilumine em meio à escuridão!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ARMAÇÃO DESUMANA

Esse apagão tem o mesmo DNA do apagão de Itaipu. Tem suas três marcas registradas. Inicia próximo às 10 horas (horário de verão), demora muitas horas para o sistema ser restabelecido e suas causas são proibidas de ser reveladas. Não tem nada que ver com raio, incêndio nem falha humana, mas um acidente previsível de uma armação desumana: de um esquema de assalto ao bolso do consumidor. Com a cumplicidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), a distribuidora vende energia de origem hidráulica como se fosse de origem térmica a qual custa cinco vezes o preço da de hidráulica. Vende gato por lebre. Ela fecha suas térmicas e compra toda a energia (ou quase toda) das estatais hidrelétricas e declara que ela tem um percentual alto de térmica, e a Aneel acredita. Os geradores ficam sobrecarregados, acima do limite. Quando chega próximo às 22h, o pico do consumo tem uma queda brusca e desestabiliza os geradores e aí a sua proteção atua desligando eles em cascata. Embora o sistema brasileiro não seja em anel perfeito e complexo como nos Estados Unidos, já é razoavelmente interligado para ter esse efeito de instabilidade. A solução, portanto, para esse tipo de apagão é simplesmente o ONS e a Aneel obrigarem as distribuidoras a cobrarem pelo que compram realmente, aí elas terão interesse em manter as térmicas ligadas.

Francisco J. D. Santana, engenheiro eletricista e professor aposentado da UFBA franssuzer@gmail.com

Salvador

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‘CHIPP’

O diretor do Operador Nacional do Sistema (ONS) chama-se Hermes Chipp. Quer algo mais fácil para explicar os apagões elétricos do que dizer que foi “um problema no chipp”? Até o meu técnico de informática, que tem no máximo curso por correspondência, faz isso!

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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OS POSTES

O poste ineficaz, inexperiente e mal instalado pelo ex-presidente Lulla na Presidência da República e os postes que ella colocou no Ministério de Minas e Energia vão conseguir apagar o País inteiro, de tanta incompetência, corrupção e fraudes. No Norte e Nordeste, esse apagão já começou e vai obrigar a todos os brasileiros pagarem mais pela energia elétrica, pelo fato de terem ligado várias usinas termoelétricas para suprir a energia que falta. A energia produzida por essas usinas são extremamente mais onerosas que aquela produzida por usinas hidrelétricas. É flagrante a incapacidade do poste-mor para gerenciar os problemas da nação brasileira.

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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SEM LUZ

O ex-presidente Lula declarou que conseguiu eleger dois postes, porém o Brasil continua sem “luz”.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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A PROVA

Parabéns, Lulla, pela eleição de seu poste em São Paulo, esperando que ele ilumine aquilo que o PT não está conseguindo com esses apagões Brasil afora. Mas meu prazer mesmo foi ver dois candidatos que você odeia, Arthur Virgílio e ACM Neto, que falaram que iam te bater e bateram – a prova está em Manaus e Salvador.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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ELEIÇÃO PAULISTANA

Como paulistano, tenho o direito de expressar meu horror pelo que fizeram nestas eleições municipais. Apagões diversos; Petrobrás em dificuldades; etanol em crise; rodovias intransitáveis; hidrovias, portos e aeroportos operando precariamente; mensalão deixando exposta a podridão ocorrida sete anos atrás; enxurradas de mentiras; e ainda colocaram o PT na prefeitura paulistana. É o que diz o velho ditado: cada povo tem o governo que merece! Que o paulistano não ouse queixar-se de absolutamente nada com relação à futura “administração” municipal. Não terá moral para isso. Já esqueceram o grande mal que os “petralhas” fizeram às nossas instituições.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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MAIS UM

A periferia está certa. Reclamam da falta de iluminação nas ruas e sendo assim elegeram mais um poste!

Ary N. Rabello ary.cecilia@hotmail.com

São Paulo

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CAUSA E EFEITO

Quanto mais postes, mais apagões!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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KASSAB MINISTRO

Corre a voz pequena que o cara será nomeado ministro de Dilma, quando deixar a Prefeitura de São Paulo. Se acontecer, o que nada é impossível, o PSDB deve fazer uma confissão pública de idiota, apenas confirmando o que já sabia em várias outras eleições. Se não vagar um “poleirinho” como Cultura, Pesca e outras “banalidades de governo”, cria-se um novo – aliás, ministérios são para isso mesmo! Presentear “afetos” do rei.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O VAI DA VALSA

Na eleição para a Prefeitura de São Paulo, Kassab pretendeu aliar-se ao PT, depois bandeou-se para Serra , do PSDB, como Fernando Haddad elegeu-se prefeito, ele volta-se para o PT. Kassab não é aliado de quem quer que seja, cede a quem dá mais estando poder, visando benefícios próprios. Dança conforme a música. Acho que ele enganou Serra, que não percebeu que tinha uma raposa em seu quintal. Assim como enganaria Haddad se ele tivesse perdido a eleição. Aos interessados, que isso sirva de lição para o futuro.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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APRESSADO

Vamos com calma, Sr. Gilberto Kassab, vamos com calma. O calor da eleição ainda está em ebulição. Não se revele, não se entregue tão rapidamente. Todos sabem de seu tom oportunista, mas não exagere. Tenha calma. Espere chegar a hora apropriada, visto que o eleito ainda não se definiu junto ao padrinho a quem deve obediência. Afinal, Sr. Kassab, como político que é (não administrador, é claro), já deveria ter percebido que o próximo governo a quatro mãos não contará com as suas duas... Nem sequer com uma delas apenas. Serão outras as que estendem as dívidas a serem pagas.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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‘TOMA LÁ, DÁ CÁ’

Ou Fernando Haddad é muito ingênuo ou está querendo nos fazer de idiotas. Até o mais neófito dos colegiais sabe que o toma lá dá cá é prática contumaz do PT. Exemplo maior dessa prática está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Penal 470, o mensalão, cujo núcleo-central que comandou o escândalo, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, só está aguardando a dosimetria da pena, cálculo dos anos de cana, que será com certeza, exemplar. “Parabéns” aos 55% dos eleitores paulistanos que elegeram o novo prefeito e entregaram a maior cidade do Brasil nas mãos de um partido, até que se prove o contrário, não confiável. A maior capital do Brasil não merecia esse escárnio.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

São Paulo

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POR UMA BOA ADMINISTRAÇÃO

Não votei no prefeito eleito de São Paulo por uma questão de princípios, pois jamais votei no PT, embora reconheça que o partido tem alguns (poucos) de seus elementos confiáveis. Mas, como sou paulistano, só posso torcer pela nossa cidade e, por conseguinte, por uma boa administração do novo prefeito. Se for concretizado o que vem declarando (quero ver para crer), que não preencherá os cargos necessários com pressões partidárias (que já se iniciaram), e, sim, com técnicos competentes, acredito que o prefeito Haddad poderá fazer uma boa administração, voltada para os anseios da população, e não para os interesses de seu partido.

Roberto Luiz Pinto e Silva rlpsadv@terra.com.br

São Paulo

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A ESPERANÇA DE UM NOVO GOVERNO

O Sr. Fernando Haddad, para decolar como “político novo” e ambicionar voos mais altos, precisa demonstrar muita personalidade, pulso firme e não aceitar ingerências externas, principalmente “os conselhos esdrúxulos” e as determinações do seu “padrinho”, como por exemplo, arranjar uma boquinha para o Sr. Orlando Silva (o bom era o seu homônimo, o cantor) ex-ministro do Esporte, demitido por incapacidade técnica e suspeita de corrupção que, nessa última eleição não conseguiu se eleger vereador. O eleitor paulistano tradicional estará de olho em seu governo, cobrando as promessas de campanha (que foram muitas), as nomeações nos 1º, 2º escalões e a ética em suas atitudes. Esperamos um governo que dê esperança ao povo sofrido de São Paulo e que encha seus familiares, principalmente seus filhos de orgulho de ter um pai corajoso, honesto, capaz e ético, que mudou a política em São Paulo.

Justino Marcio Antunes de Oliveira jmarao@hotmail.com

São Paulo

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DESIGUALDADE E PRECONCEITO

Ás vezes fico lendo cartas de leitores deste grande jornal e fico pasmo como tem gente preconceituosa nesta terra! Se o candidato ou partido de sua preferência não ganha uma eleição, os outros estão todos errados, como se fossem os donos da verdade. Precisamos é acabar com a grande desigualdade social no Brasil para que o povo seja mais feliz.

Joaquim Oliveira jcarlitoxy@gmail.com

São Paulo

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A ELEIÇÃO, PELOS LEITORES

Em nome de milhões de brasileiros descendentes de libaneses, venho de maneira veemente repudiar a publicação de cartas que hostilizam o prefeito eleito em São Paulo, Fernando Haddad, disfarçando um sentimento preconceituoso e racista. Este fato político teve destaque na imprensa nacional e internacional e é tratado com desdém e preconceito pelo Fórum dos Leitores, que subestima a inteligência dos leitores que têm a visão correta do acontecimento.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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A DEMOCRACIA E A DÍVIDA SOCIAL

Quem viveu a redemocratização pós 64, presenciou FHC, Lula, Brizola, Tancredo, Ulysses Guimarães, Luiz Carlos Prestes e inúmeras figuras classificadas como (algumas mais outras menos) adversárias do regime militar, juntos no mesmo palanque a pregar um Brasil novo, mais desenvolvido, justo e solidário. Seus pronunciamentos inflamados davam ao povo a falsa impressão de que bastaria a democracia para termos resolvidos todos os problemas nacionais. Os militares se foram e os democratas assumiram, aplaudidos pelo povo e incensados pelos intelectuais. O Brasil de hoje não chega a ser aquele prometido. A inflação foi contida, a economia cresceu, e a renda da população pobre melhorou tanto pela recuperação do salário mínimo quanto pelas discutíveis e eleitoreiras benesses que o governo distribui. Mas a distribuição ainda é desigual e os índices sociais são sofríveis. Todos os avanços que se pretendeu implementar na saúde, educação e segurança pública foram em vão. O brasileiro de hoje vive o estresse de, nem pagando, encontrar o devido atendimento médico-hospitalar; de ver seus filhos sem aprendizado escolar condizente; e de ser obrigado a viver cercado de grades como as das prisões, pois a segurança pública é precaríssima. Vivemos dois Brasis. O da democracia e da economia, e o da saúde, educação e segurança pública, tão ruim que chega a colocar em dúvida a validade da vida democrática. É preciso resolver, urgentemente, esse viés negativo que as práticas das últimas três décadas reservaram ao povo e, principalmente, à juventude. O cidadão comum não pode continuar sofrendo a dor de não ter como cuidar da família e bem encaminhar seus filhos. Nossos jovens não podem seguir cooptados para o tráfico de drogas e a criminalidade. Todos aqueles senhores que fizeram a redemocratização hoje devem isso à sociedade brasileira...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CAMPANHA 2014

A campanha de 2014 já começou: “luminares” da intelectualidade, nem bem Haddad foi eleito prefeito, já se pronunciaram contra a política de segurança pública de São Paulo. No Estadão, além do editorial Inteligência, e não truculência, manifestou-se Walter Maierovitch , que condenou as ações da Polícia Militar na favela de Paraisópolis, afirmando que, ao invés do confronto, deve-se atacar suas fontes de lucros e os negócios que permitem a lavagem de dinheiro, trabalho que deve ser feito por policiais civis. Sim... enquanto o Primeiro Comando da Capital (PCC), livre, leve e solto, vai liquidando os policiais militares listados pelo chefe Piauí de dentro da prisão, ele pretende que os PMs fiquem filosofando sobre como a vaca está indo para o brejo, enquanto os homens da Polícia Civil atacam as fontes de lucros e sufocam a economia dos traficantes, coisa que o próprio Maierovitch reconhece não ser tarefa fácil nem rápida, pois, segundo ele mesmo afirmou em 2003, aí “entram em jogo interesses econômicos e hegemônicos dos senhores do crime e senhores do capital”. O outro crítico da Polícia paulista é o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de S.Paulo, que já está a comparar a cidade de São Paulo com a Cidade do México, cujos índices de homicídio se equiparam: 10 por 100 mil, mas sem salientar, é claro, que este índice para o Brasil é de 26 por 100 mil, três vezes maior. Portanto, aos incautos eu aviso: o PT quer também o governo do Estado e há quem diga que o candidato não será o Padilha, não, mas, sim (zum, zum, zum, está faltando um...), o senhor Luiz Inácio Lula da Silva.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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VOLÁTIL

Não existe eleitor mais volátil que o brasileiro. Em várias capitas do País, candidatos favoritos viram num curto espaço de tempo seus índices de intenção de voto despencarem de maneira espantosa, sem nenhum motivo aparente. Alguns exemplos: São Paulo tinha Celso Russomano na liderança, seguido por José Serra. Fernando Haddad, que quase não passou para o segundo turno, acabou eleito. Em Curitiba, Ratinho Jr. quase vence no primeiro turno. Foi para o segundo e perdeu. Aqui, em Vitória, aconteceu o mesmo. Incrível como muda de opinião tão fácil e rapidamente.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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A PETROBRÁS, OS CORREIOS E O PT

Na política tem coisa que ninguém consegue fazer e quando se acredita em um impossível acontecimento vem o PT e prova que em seu governo tudo é possível e que a população pode esperar qualquer coisa deles o (PT). O seu último maior feito foi conseguir dar prejuízo à Petrobrás de mais de R$ 1,3 bilhão, isso sem contar que a estatal tem uma dívida que beira a casa dos R$ 130 bilhões e que já não passa mais segurança para o mercado financeiro para conseguir novos empréstimos tendo então a última alternativa pegar dinheiro do próprio governo via Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES. Se a Petrobrás tivesse o sistema administrativo que o PT queria ou seja totalmente do governo, a Petrobrás jamais teria crescido tanto como cresceu, o PT gosta mesmo e de roubar o patrimônio público por inteiro como, por exemplo, os Correios, onde só tem petistas saqueando este símbolo que existe desde o império português, lembrando que quem tem competência presta concurso quem não vai por via da amizade, aliás se duvidar tem gente lá do PT nos Correios que se prestar concurso para entregar cartas não será aprovado.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO

Acredito que estejamos com uma quantidade de mortes diária, no Estado, maior que a do Iraque, do Afeganistão e outros países em conflito. Espanta, entretanto, a condescendência da mídia, como dos governantes. Já imaginaram se fôssemos governados pelo PT? Com certeza o mundo estaria desabando! Surgido durante o governo Fleury, PMDB à época, cresceu e fortaleceu-se sob os governos seguintes do PSDB. Dizem que anos atrás o governador Alckmin chegou a um cessar-fogo com o comando da facção PCC, que se existiu, está rompido. Também é espantosa a desfaçatez com o que o secretário de Segurança conta histórias da carochinhas para seus governados, negando tudo. Nunca “antes neste Estado” tantos soldados da PM foram vítimas de tentativa de assassinato! Estamos vivendo uma guerra civil e, pelo visto, só teremos providências de fato dos governos estadual e federal quando as mortes estiverem ocorrendo próximo da Oscar Freire, da Avenida Juscelino Kubitschek, da Avenida Paulista, etc.

Marc Marteen marcmarteen@yahoo.com.br

São Paulo

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A AÇÃO DA TROPA

A solução para a criminalidade está nas mãos do governador e do secretario de Segurança: aumentar o contingente e liberar a tropa para agir como deve. E a tropa sabe como tem de agir. Eles sabem!

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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HUMANIDADE

Se Hamurabi colocou ordem na Babilônia, tal ordem custou caro. Um sistema penal moderno não deve tratar os condenados como se não fossem humanos, mas sim coisas. Vedemos os castigos desumanos que muitos pregam como solução para crimes. Não existe nenhuma evidência de que qualquer pena cruel previna crimes. Os Estados americanos com as menores taxas de homicídio (Vermont, Maine e Massachusetts) não utilizam a pena de morte. Muito pelo contrário, a delinquência reprimida violentamente gera mais violência. Veja o caos provocado pelo PCC: a organização surgiu do massacre do Carandiru. Além disso, já se levaram inúmeros inocentes à morte, mesmo em países onde predomina a lei: basta ver os absurdos do sistema legal do Texas. Na realidade, uma polícia, um Judiciário e um sistema penitenciário humanos previnem crimes. Reitero: como o Estado pode garantir os direitos fundamentais do cidadão, se ele mesmo os despreza?

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

Cotia

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VAI MELHORAR

Agora que o Fernando Haddad (PT) ganhou a eleição para prefeito da cidade de São Paulo, com certeza a violência urbana deverá reduzir, e após assumir o cargo nos primeiros dias de janeiro/2013, a redução será ainda maior. É só esperar para confirmar, de todo tipo de “criminalidade” eles entendem e devem ter políticas dirigidas para a segurança dos cidadãos, que ocorre em São Paulo e em todo o País, já que criticaram tanto a “criminalidade” a que aqui assistimos. E nós, cidadãos, temos de ficar espertos para evitar os desvios do erário e qualquer tipo de corrupção ou a formação de um novo mensaladdad. Em breve estaremos comemorando o fim ou a redução da violência urbana, acreditem.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Após as eleições do segundo turno das eleições municipais, urge a população consciente deste país, dos meios de comunicação, TVs, rádios, jornais e revistas darem toda prioridade e atenção à revisão e atualização do novo Código Penal na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que diz querer ainda neste ano concluir esta tarefa importantíssima para a segurança do povo brasileiro. Como é do conhecimento geral o velho e obsoleto Código Penal datado de 1940 precisa ser totalmente atualizado como, por exemplo: a redução da pena por “bom comportamento” – quem é que informa ao juiz pelo bom comportamento do detento? Todos os internos não teriam que ter um bom comportamento disciplinar? Não tem uma propina atrás disso? – ao contrário, aqueles que assim não procederem deveriam ser penalizados. Juntamente com o Código Penal, as leis de execuções penais têm totalmente revistas, porque na verdade elas foram surgindo apenas para aliviar as penas dos condenados e oferecendo aos criminosos numerosos benefícios como: saídas nas festas de fim de ano, na semana santa, feriados prolongados, no dia das mães, no dia dos pais, nos fins de semana prolongados, nas visitas intimas e de familiares. Não sou pela pena de morte por ser ela uma pena irreparável no caso de um erro judicial, mas sou pela prisão perpétua, não para castigar o criminoso, mas para afastar definitivamente os bandidos profissionais irrecuperáveis de um convívio para sempre da sociedade ordeira e responsável. Aquelas pessoas inocentes que foram condenadas a morte por facínoras da pior espécie elas nunca, jamais, poderão visitar seus parentes nas festas de fim de ano, na semana santa, nos feriados prolongados nem ter visitas de parentes e nem visitas íntimas porque estão mortas para sempre. Como é o caso memorável do assassinato horrendo da atriz Daniela Perez. Os seus assassinos que estão ai; soltos, fagueiros, como nada tivesse acontecido. A polícia prende, mas a Justiça solta por causa dessas nossas leis que ainda estão aí.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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A REFORMA

Sobre a violência reinante em São Paulo e no Brasil, todos estão cansados de saber o que é necessário para diminuí-la: reforma do Código Penal, prisões em que os condenados realmente cumpram suas penas, sem “visitas íntimas”, saídas temporárias e outras regalias só vistas aqui, polícia principalmente investigativa, etc., etc.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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FELIZ CONCLUSÃO

Infelizmente, precisaram ser executados e sacrificados muitos policiais para o governo, junto com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, finalmente admitirem que a ordem para matar veio de traficantes. Bem, antes tarde que nunca, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TOLERÂNCIA ZERO

“Nunca dantes neste país” a criminalidade foi tamanha. A polícia prende, mas a Justiça solta. Por quê? Porque o nosso velho e ultrapassado Código Penal e as leis de execuções penais assim determinam e advogados de porta de cadeia não dormem em serviço fazem com que as ultrapassadas leis sejam elas respeitadas e os bandidos, tão logo são soltos pela Justiça. A população brasileira espera que a douta comissão do Senado encarregada seja atualizar o novo Código Penal esteja sensível e leve em consideração em recente pesquisa feita em todo território nacional pelo próprio Senado, principalmente no tocante a prisão perpétua, sem redução da pena e sobre a maioridade penal. O povo brasileiro exige “Tolerância Zero”. O velho ultrapassado Código Penal foi redigido em 1940, naquela época, eu sou testemunha, os padeiros e os leiteiros deixavam de madrugada nas portas das casas o pão e o leite e ninguém mexia. O Brasil era outro. Atualmente centenas de vítimas, inclusive policiais, são condenadas a morte por bandidos. Contudo, criminosos continuam gozando de inúmeras regalias, assim como: visitas semanais onde são passados celulares, drogas e armas, ainda por cima como determina a Lei que o presídio deve estar próximo de seus familiares, visitas íntimas, saídas nos feriados prolongados por “bom comportamento” onde muitos deles não retornam. Pergunto: Não estão correndo propinas nesses atestados de “bom comportamento”? Todavia, aqueles inocentes que foram executados pelos criminosos estão mortos para sempre e não podem nunca mais gozar dos benefícios que os facínoras continuam gozando. A pena de prisão perpétua tem que ser instituída, sem progressão da pena, para a segurança de toda população, não com o objetivo de castigar, penalizar, o bandido, mas para excluí-lo de vez para sempre da sociedade. A nossa Constituição tem que ser modificada? Então que a modifique para a segurança da maioria da população e a menoridade passar no mínimo para 16 anos. A vida do cidadão está em primeiro lugar.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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CADÊ O MINISTRO?

O ministro da Justiça, que ouso dizer, pouca gente conhece, tal a ausência de sua figura nos meios de comunicação, resolveu dar o ar de sua graça. Essa semana já apareceu em duas ocasiões nos principais jornais. Na primeira, para dizer que ofereceu várias vezes ajuda a São Paulo em razão da onda de violência perpetrada, certamente, pelo crime organizado. O secretário de Segurança de São Paulo negou categoricamente que tal oferta tenha sido feita. A outra aparição do ministro José Eduardo Cardoso no jornal foi quando resolveu uma pendenga de “importância capital” para o País. Título da matéria: Justiça suspende expulsão de índios de fazenda em Mato Grosso. Claro, os índios merecem viver em paz. Mas vamos combinar, qualquer delegado de interior resolveria esse “gravíssimo problema” sem dar um único tiro. No mesmo jornal há outra manchete, esta, sim, é de caráter capital: Brasil tem um policial morto a cada 32 horas. Falar mais o quê?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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GUARANIS – CAIOVÁS

Diz a Bíblia que o homem nasceu ut operaretur, para trabalhar. E São Paulo, o príncipe dos apóstolos, diz aos de Coríntios que “quem não trabalhar que não coma”. É uma frase forte que deve ser entendida com caridade e dentro do seu contexto de época e de costumes. O grande filósofo Aristóteles já a dois mil anos antes de Cristo, à época da Grécia clássica, disse que somente o homem virtuoso consegue ser feliz. Que é mais importante ser generoso, ordeiro, prudente, justo, temperado, mentalmente forte, do que ter bens materiais desnecessários a uma vida sóbria e temperada. Seu livro, ainda atual, Ética a Nicômaco, trata do assunto. E um importante meio de adquirir virtudes é o trabalho. Assim, peço vênia para perguntar sobre os índios que alguns dizem que são gente boa, mas um pouco indolentes: Preservar a cultura indígena significa que eles devam continuar lentos no tempo e no espaço ou que eles devam procurar evoluir, como também todas as demais etnias, e manter como cultura própria alguns costumes e hábitos adaptados aos tempos modernos? Talvez como mais ou menos os índios americanos. Comiseração não parece de forma alguma ser o caminho correto.

Marisa Stucchi marisastucchi@hotmail.com

Ribeirão Preto

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A (MÁ) INTERPRETAÇÃO DA LEI

Sou policial militar e, no dia 21/8/2012, tive o desprazer de ser agredido por quarto elementos na cidade de Niterói (RJ). Um deles, ao perceber que eu portava minha arma, me imobilizou por trás e mandou que os outros pegassem a arma. Diante de tal fato, peguei a arma, que se encontrava na cintura, e procurei evitar que os mesmos se apoderassem dela, pois algo pior poderia acontecer. Neste mesmo instante, tentava me desvencilhar do elemento que me imobilizava por trás, tendo o cuidado de manter a arma apontada para o chão o tempo todo, pois tratava-se de uma pistola e que poderia disparar a qualquer momento, fato esse que ocorreu por duas vezes ao tentar me livrar dos meus injustos agressores. Em nenhum momento efetuei disparo a esmo (para o alto, lado ou aleatoriamente), tendo havido, sim, disparos acidentais e disparos esses que não causaram ferimentos nem danos a quem quer que seja. Mas, ao ser conduzido à delegacia de polícia, pelos policiais militares a quem já havia momentos antes solicitado, as coisas se inverteram, pois os policiais não deram voz de prisão aos meus agressores, deixando margens para que os mesmos comparecessem à delegacia e, orientados por seu advogado, alegarem ter sido ameaçados. Diante desses absurdos, e de outros mais cometidos pelo delegado, como recusar-se a ouvir minha testemunha fazer a apreensão das minhas vestimentas rasgadas, fui autuado no artigo 15 da Lei 10.826/2003, Estatuto do Desarmamento. O que me causa estranheza é que, mesmo o fato sendo afiançável, o delegado, quando solicitada a fiança por duas vezes, negou-me tal direito (dizendo que não tinha fiança, e, ao ser questionado por mim quanto ao fato, simplesmente disse que não ia dar a fiança), conquanto com a chegada do meu advogado, impetrou a fiança em 10 (dez) salários mínimos, não observando mais uma vez os preceitos legais (quanto aos atenuantes, tais como ser primário, condição socioeconômica, endereço fixo, dentre outros), ou seja, agiu com a simples vontade de manter-me preso, pois o valor exorbitante é o mesmo que dizer ou paga ou fica, e, sendo informado da minha condição financeira, tornou-se irredutível, pois a meu ver a finalidade do mesmo era manter-me preso. Isso sem falar que desde o início da chegada à delegacia comuniquei que era portador de cardiopatia grave e que estava passando muito mal devido ao grande esforço efetuado tentando livra-me dos meus algozes, e, mesmo diante de todos, negou-me socorro, sendo socorrido quanto a minha esposa disse ao mesmo, na presença dos policiais militares e civis, que omissão de socorro é crime e que o responsabilizaria se algo mais grave viesse a me acontecer. Perante tal alegação, permitiu, mesmo a contragosto, que uma guarnição da PM me conduzisse ao nosocomio da corporação. Agora vejamos, uma lei que não prevê você se defender e que não tipifica com clareza o que é tiro a ermo na mão de pessoas despreparadas para interpretar os fatos e mal intencionadas (principalmente pois que é sabido que existe uma certa rixa entre policiais civis e militares) só ira encher os presídios com policiais militares e poucos civis.

Nilson Manoel Nobre n.m.nobre@hotmail.com

Rio de Janeiro

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APOSENTADOS DA VARIG/AERUS

Enquanto aposentados da Varig/Aerus, a grande maioria com mais de 70 anos, estão morrendo com a mesma doença que acometeu a nossa presidenta Dilma e o ex Lula, sem poder se tratar, pois estão à míngua, sem acesso ao Sírio-Libanês, o governo, por intermédio da Advocacia-Geral da União (AGU), nega o pagamento ao Aerus, que já ganhou na Justiça, no Supremo Tribunal Federal (STF), e, além disso, entra com recurso para não pagar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e consegue reverter o que já está julgado, há poucos dias. A orientação desta barbárie só pode ser dos nossos governantes.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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PLANO DE SAÚDE DE SERVIDORES

A Fundação de Seguridade Social (Geap), administradora do plano de saúde dos servidores federais, procedeu de maneira inconcebível e inadmissível aumentando, em aproximadamente 200%, as mensalidades dos planos. Isso, além de ser abusivo, é injusto, pois provocará profundo desequilíbrio no orçamento de final do ano nos vencimentos e proventos desses servidores. Afinal, sabemos que reajustar planos de saúde é legal e normal, mas deve-se levar em consideração a baixa remuneração dos servidores “barnabés” e o bom senso de não fazê-lo de repente. Os raros aumentos concedidos aos funcionários e aposentados são sempre parcelados, do mesmo modo deveria proceder a Geap. Para a maioria não haverá condições de festejar o Natal!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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O PECADO DE ADOECER

Plano de saúde a R$ 69,00 é uma mentira deslavada. Um engodo que não atende ao paciente pobre e ainda contribui para o colapso do sistema privado. Mais uma safadeza empresarial para enriquecer os proprietários desses planos de saúde. Pacientes aguardam mais de um mês para simples consultas, médicos recebem valores ridículos e, claro, estas empresas ficam milionárias. Governo e agência reguladora, a ANS, impotentes. Amil, Unimed e outras tornaram-se um Grande SUS no péssimo atendimento. Que Deus nos propicie muita saúde para não precisarmos destes mercenários em momento tão angustiante que é a emergência médica. Pacientes com dores, risco de vida e iludidos com cobertura pífia, médicos nervosos, cansados e desmotivados. O poderoso plano de saúde ditando ordens e até interferindo na clínica do paciente, liberando ou não procedimentos. Ano após ano mais caro, mais hostil para com os idosos. Ficar doente, um pecado só pagável com mais sacrifício financeiro. O juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Cada vez mais distante...

Márcio Mourão mmvip007@gmail.com

Rio de Janeiro

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FEBRE MACULOSA

Nas represas (lugares turísticos) e condomínios de Vinhedo (SP), as capivaras passeiam livremente pelas ruas e lagos. Não importa, parece-me, que o aumento da letalidade de 37% para 53% não seja real e se justifique pelo diagnóstico tardio: o fato é que a letalidade é de 53%. E então, Dr. Jarbas Barbosa, vamos esperar que o número de infectados por ano suba de 73 para 730 (e então os 53% significarão 387 pessoas) ou seria melhor encontrar um meio (que satisfaça as autoridades ambientais) de criar condições para que as capivaras não passeiem pela zona urbana? Ouça o Dr. Marcos Boulos: a saúde pública é um bem maior do que a questão ambiental, embora esta não deva ser desprezada.

Antonio Luiz Scorci e Silva scorci@uol.com.br

Vinhedo

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