Fórum dos Leitores

TERRAS INDÍGENAS

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2012 | 02h05

Desapropriações

Depois de 500 anos de descoberto, o nosso querido país, de dimensões continentais, começa a ser reinventado. Terras com títulos legais e legalmente adquiridas, que produzem e pagam seus impostos, passaram a ser reivindicadas por ONGs e antropólogos para povos indígenas que há muito tempo perderam sua cultura, seus costumes, e não mais sobrevivem com os antigos hábitos de caçadores/coletores. Na verdade, vivem de pensões do Estado, que lhes paga por índio nascido. As aldeias recebem dinheiro do governo, que faz a sua sobrevivência totalmente dependente de tais pagamentos. Agora querem aumentar as terras indígenas. Baseados em quê, se o governo, além de comprar essas terras, ainda vai ter de manter a subsistência dos índios? Se formos pelos argumentos dos antropólogos, todo o Brasil é terra indígena! No Pátio do Colégio, em São Paulo, tem índio de montão enterrado. Vai ser desapropriada essa área para montar uma aldeia? Não há como voltar no tempo. O melhor é tentar integrar essas comunidades ao mundo atual - que mudou e eles, também. Vão receber terra para arrendar para plantador de soja? Os índios do Pará vendem tudo o que podem aos madeireiros ilegais, que revendem aos chineses. Tudo à luz do sol, só os antropólogos e as ONGs não veem. Existe uma clara (má) intenção de criar conflitos. Quem tem interesse nisso? Existem pessoas se infiltrando nessas comunidades para movê-las contra os fazendeiros que estão lá produzindo e nunca tomaram nada de ninguém, compraram suas terras e estão em seu país, que tem leis e instituições e espero que saiba fazê-las valer contra as pressões ideológicas de organismos nacionais e internacionais.

JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

BANDA LARGA

Mínimo de 20%?!

A determinação da Anatel de que as operadoras têm de oferecer ao longo do dia, no mínimo, 20% da velocidade contratada pelos usuários de internet deve ser alguma brincadeira. Devemos ser o único país onde se faz isso. Vendem ao usuário o que não têm e, em vez de serem punidas, vem o órgão regulador apoiá-las - pois tal medida não é nada mais que isso. Confesso que quando tomei conhecimento pela mídia não acreditei. Fiquei me perguntando se seria verdade ou alguma nova "pegadinha". Não sei se é pra rir ou pra chorar. Pois é, quando o governo FHC promoveu a privatização, isso não foi dito. Mas já se passaram quase 15 anos e continuamos na mesma. E o governo, em vez de agir com pulso firme, assiste a tudo e não faz nada.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Belo exemplo

Se, pelas novas regras da Anatel, as operadoras de banda larga fixa podem entregar pelo menos 20% da velocidade contratada, ficam justificados assim os atrasos das obras do PAC, cujas empreiteiras envolvidas se veem no direito de só entregar pelo menos 20% das obras contratadas.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

E a conta?

A Anatel determinou que as empresas prestadoras de banda larga forneçam esse serviço na média mensal de 60% da velocidade contratada. E o valor da conta mensal como fica? Também vai na média de 60% ou vai 100% mesmo para o assinante?

RÉGIS D. C. FUSARO

rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

PETROBRÁS

Meta de produção

A meta de produção da Petrobrás para este ano está dentro do previsto - ao contrário da informação de que "a estatal admite, contudo, não atingir a meta de produção neste ano", publicada na reportagem Decepção com balanço e pior produção desde abril de 2008 derrubam ações da Petrobrás (30/10). Em coletiva de imprensa, realizada em 29/10, sobre os resultados financeiros da companhia no terceiro trimestre de 2012, o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, foi claro: "Nós devemos voltar ao patamar, até o final do ano, de produção de 2 milhões de barris por dia". Em nenhum momento foi dito que a Petrobrás não atingiria a meta. Formigli ainda explicou que a previsão de produção deste ano, de 2,02 milhões de barris por dia, pode ter uma variação de 2% para mais ou para menos: "Será dentro desse limite, dessa faixa. E nós estamos trabalhando pesado para conseguir isso".

LUCIO MENA PIMENTEL, gerente de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobrás

imprensa@petrobras.com.br

Rio de Janeiro

AINDA AS ELEIÇÕES

Balanço

Na mídia fala-se muito sobre vencedor e perdedor. Falta traidor, adjetivo que cabe bem em Gilberto Kassab.

ROSALVO LOPES DA SILVA

rosalv o.lopes@terra.com.br

São Paulo

Transição em São Paulo

Ouvi Fernando Haddad dizer que a transição em Sampa terá o apoio de uma equipe dedicada do Planalto. Atenção, outros prefeitos eleitos, do PT ou não: a regra tem de valer para todos!

JOÃO ATHAYDE DE OLIVEIRA NETO

jathayde@globo.com

São Paulo

Paulo Maluf e a multa

Não vi notícia da quitação por Maluf dos R$ 22 milhões em 31/10, como estipulou a Justiça em última instância. Seria o não pagamento parte do ajuste pelo apoio à candidatura de Haddad?

PAULO RUAS

pstreets@terra.com.br

São Paulo

Em Osasco

A bem da verdade, como é tradição desse jornal, gostaria de esclarecer algumas coisas sobre a carta do leitor sr. José Silva (Brechas na lei, 31/10) quanto à eleição em Osasco. Desde o início o candidato do PSDB estava impugnado pelo TRE, com base na Lei da Ficha Limpa. Por liminar conseguida no Tribunal de Justiça (TJSP), o candidato pôde continuar concorrendo. Porém em 4/10 foi avisado pelo TJSP de que a liminar fora cassada, como o próprio Estadão noticiou. Isto é, com 72 horas de antecedência ele sabia que continuava impugnado, mas nunca deixou isso claro para seus eleitores, ao contrário, ficou dizendo que era tudo mentira, armação da oposição e outras coisas mais. Portanto, enganou os eleitores. Na verdade, as contas da última administração dele não foram rejeitadas só pela Câmara Municipal, mas também pelo TCE e pelo TSE, que nelas identificaram má-fé e dolo - notem bem: dolo! Por fim, gostaria que o sr. José falasse por ele e pelos eleitores do candidato dele, porque eu sou eleitor em Osasco e não me sinto traído. É bom frisar também que a diferença entre o candidato impugnado e o eleito foi de pouco mais de 10 mil votos, o que não é tão significante num universo de mais de 560 mil eleitores.

MARCOS AURÉLIO LOUREIRO

marcoslou_ti@yahoo.com.br

Osasco

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BASTA ÀS APARÊNCIAS

A inflação caminha a passos largos no Brasil, mas a presidente da República, Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Banco Central (BC) na pessoa de seu presidente, Alexandre Tombini, continuam pacíficos. A inflação fugiu do centro da meta há muito tempo, e sem solução para os dois próximos anos. Até quando os brasileiros mais necessitados vão acreditar em promessas mentirosas e recorrentes deste governo que se instalou no Brasil, que prefere deixar correr soltos os preços dos alimentos, corroendo o bolso do pobre trabalhador, e dar prioridade à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos? Desde quando carro novo enche a barriga do povão, que mal ganha para sobreviver? E é justamente essa parcela da população que tem mantido este governo de aparências no poder há quase uma década. Acorda, cidadão, e dê um basta nesta onda de mentiras.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ILUSÃO E DEMAGOGIA

A prorrogação da redução do IPI até o fim do ano (por enquanto) soa ilusória e demagógica. O povão é levado a subverter suas prioridades, endividando-se para adquirir alguma dessas tentações reluzentes. A indústria automobilística nem é tão boa empregadora que justifique essa redução de imposto. Por falta de fiscalização especializada, a proporção de peças e componentes importados tem crescido na composição do carro nacional. A indústria de reciclagem de peças usadas, por exemplo, foi praticamente liquidada porque os distribuidores de peças de reposição veicular têm importado peças chinesas, mesmo para os veículos de origem americana e europeia. Muito mais importante seria aplicar mais verbas nos transportes coletivos e na assistência aos pequenos produtores rurais, que sofrem nas mãos da burocracia.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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NÚMEROS DO GOVERNO

Tudo o que é número do governo vem acompanhado de "descontada a inflação". Por que quando diz respeito a salário, benefício, poupança, rentabilidade de fundos, CDBs, rentabilidade de fundo de previdência, nisso tudo não vem descontada a inflação?

Fernando Makoto Fucamizu fernandofucamizu@hotmail.com

Marília

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VOANDO ALTO

Está aberta a nova temporada de piadas no Brasil: a equipe econômica sob o comando do ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê uma expectativa de crescimento em 2013 em torno de 4% do PIB. Ainda não colocaram os pés no chão.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GOVERNO DE MUITAS LAMBANÇAS

O jornalista Marco Antônio Rocha, em seu artigo Não é fácil a governação de muitas lambanças (22/10, B2) , foi de uma felicidade impar em analisar o governo Lula em seus dois mandatos. Primeiro ressaltou, com razão, a qualidade do governo, numa visão ampla da melhoria das condições de vida da população e uma política econômica que aproveitou bem o que ele chamava de "herança maldita de FHC", o que fez com o País passasse a turbulência da economia mundial com razoável comodidade, ainda que eu acredite que poderia ter aproveitado muito mais as condições da economia mundial no seu primeiro mandato. Diz, ainda, o jornalista que numa análise mais aguçada verifica-se que, concomitantemente, deixou praticamente de lado a infraestrutura do País, com o agravante de desperdiçar verbas no pré-sal, em prejuízo do álcool combustível. Rodovias, ferrovias, hidrovias, siderúrgicas, estaleiros, portos, aeroportos, linhas de transmissão de eletricidade, além das energias alternativas. Desperdiçou verbas astronômicas na transposição do Rio São Francisco, de utilidade duvidosa na atualidade, na entrega de mão beijada das instalações da Petrobras na Bolívia. Na tomada de decisões, no planejamento e na implementação de obras estratégicas, programas ou políticas, predomina a governação de lambanças. Enquanto isso, acredito eu, a Petrobrás caminha a passos largos para o caos, já que a sua renda está sendo utilizada para segurar a inflação. Mas o maior relaxo do seu governo foi na educação, continua Marco Antônio Rocha, e hoje o Brasil se recente de mão de obra especializada em vários campos da atividade humana. E ainda, digo eu, o ex-presidente teve a ousadia de querer fincar o seu ex-ministro da Educação como prefeito da maior cidade do País. E não esqueçamos, para lhe fazer justiça, que em seu primeiro mandato ocorreu o episódio do mensalão, fato nunca dantes ocorrido no País, com os agravantes da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da quadrilha e de o caso ter sido engendrado no andar de baixo de sua sala, no Palácio do Planalto.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ADONIRAN

O primeiro comendador do Bexiga, Adoniram Barbosa, inspirou Celso Ming: "Isso não se faz, Arnesto". Dilma prometeu um superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e chegou-se a 1,5%; para cumprir metas utópicas, recorreu a renúncias tributárias. Mas, como sempre, agride-se a verdade para manter as aparências do governo milagroso, que transforma verbas de despesa em investimentos. Dora Kramer, em Paulicéia desnorteada, ao analisar o PSDB, também poderia recorrer à indignação dos que foram ao baile do Brás em que o Arnesto fez corpo mole. Podemos concluir com o cantador de São Paulo: "Nóis votemos, com uma baita duma réiva, da outra vez nóis num vota mais".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O PSDB NÃO ANDA

O ex-senador Arthur Virgílio Neto (PSDB/AM) e hoje prefeito eleito da cidade de Manaus (AM) deve ter tido alguma problema de ordem nervosa após essas eleições do segundo turno. O prefeito eleito propõe que o senador Aécio Neves (PSDB/MG) seja o vice de eventual candidatura de Eduardo Campos (PSB/PE) à Presidência da República em 2014. É exatamente por essa e tantas outras que o PSDB não anda. Há pouco, Arthur Virgílio era líder do PSDB no Senado e, agora, vem rebaixando seu colega de partido querendo enfiar goela abaixo uma vice-candidatura ao senador Aécio. É preciso que o PSDB inicialmente acabe com suas oposições internas e, depois disso, se torne oposição de fato, senão vai virar partidinho. Não vai mais ficar nem em cima do muro, vai é ficar em cima da cerca (de arame farpado).

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ESTILINGUES E ZARABATANAS

O surgimento de novas lideranças no jogo político mostra que o PSDB apostou na conservação e que, em São Paulo, essa estratégia foi anulada por uma inconcebível ausência de grande número de eleitores que poderão se sentir corresponsáveis pelo que de pior possa ocorrer no governo de Fernando Haddad (PT) quanto à sua gestão, porque apoio financeiro de Dilma Rousseff não há de faltar. Esses ausentes, sim, derrotaram o PSDB, e não Lula e o PT. São Paulo, pelo seu grau de desenvolvimento socioeconômico, não poderia se alhear a seriedade do momento. A administração claudicante do governo Dilma, a repercussão do julgamento e condenação dos mensaleiros, envolvendo o núcleo do Partido dos Trabalhadores, mereciam uma resposta nas urnas. Ironicamente, nas Regiões Norte e Nordeste, onde predominam os currais das bolsas que garantem a barriga cheia, o PT saiu derrotado nas principais capitais. Gilberto Kassab, aliado nefasto de Serra, conseguiu sair vencedor nas eleições. Antes mesmo do fechamento das urnas, o prefeito de São Paulo já oferecia apoio de seu partido ao futuro prefeito. Seu partido, o PSD, conquistou 494 prefeitos e torna-se figura importante na grande aliança governista. A oposição não foi dizimada, como quer o apedeuta, mas é verdade que precisa reciclar seus quadros e reforçar seu arsenal. Estilingues e zarabatanas não condizem com o adversário.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A MELHOR ESCOLHA?

Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), a escolha de José Serra como candidato à prefeitura paulistana foi a melhor escolha do partido. Será que foi uma boa escolha, se desde o início das prévias eleitorais o índice de rejeição dos eleitores era de 52% a 58%?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O PSDB E SUA INCOMPETÊNCIA

Lulla acertou em escolher Haddad como candidato? Se tivesse escolhido qualquer um, este estaria eleito. Quem errou foi o PSDB ao aceitar o Serra após este ter deixado a prefeitura na mão do Kassab. O PSDB também errou ao aceitar um candidato sem condições de assumir a prefeitura de Osasco, com isso teremos que aguentar um prefeito sem representatividade, pois ele teve 138.435 votos e a oposição 241.691. Agora o PSDB perdeu a coroa e uma das jóias, fortalecendo o "cara". Não é de admirar que esse boquirroto, incompetente e cínico do Lulla esteja sendo tratado como santo milagreiro, afinal tem uma oposição mais incompetente que ele. O "cara" consegue chafurdar na sujeira que o seu partido espalha pelo País e os adversários não conseguem fazer com que afunde. Lulla lá, lá em Brasília em 2014, se a oposição não bater forte e se ele continuar saindo pela tangente como sempre acontece. Dificilmente isso não acontecerá, a não ser que os maias estejam certo.

Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br

Osasco

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SÃO PAULO E O PSDB

A vitória do candidato do PT nas eleições da capital paulista, realmente, servirá de alerta aos próceres do PSDB de que muita coisa precisa ser feita no partido, desde a renovação nos seus quadros até uma efetiva programação oposicionista, porque a agremiação, na atualidade, além de exercitar uma oposição frágil e desencorajada, deixou de compor seus quadros com elementos novos e sequiosos de ingressar na luta política. Faltou e falta ação oposicionista e atuação política renovada. E, então, com a vitória do PT, está o partido alavancado para 2014. E com quem a atual presidenta concorrerá na representação do PSDB? Será que vão tentar afugentar, novamente, o Aécio Neves?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NOVO PARTIDO

Onde estava o PSDB esse tempo todo? Provavelmente, agindo como quem não quer nada e, com isso, nada conseguindo mesmo nos tempos atuais. O PSDB tem feito escolhas erradas, não é um partido de oposição com convicções claras e não tem grandes lideranças nacionais, assim como não tem se preocupado em preparar novos quadros de pessoas com capacidade, inteligência e habilidades para participar de embates políticos, tanto na área federal e até municipal. Vejam o caso de Santo André, por exemplo. O partido parou no tempo, são sempre os mesmos. Melhor seria fundar novo partido, não se trata de mais um, já são muitos, mas de um novo nome que substituísse o PSDB e agregasse outros já existentes e com os mesmos objetivos nacionais, para se tornar grande e forte. É preciso também encontrar um estrategista que pense e planeje no longo prazo sem se desviar de um Brasil como grande e próspera Nação. O que todo brasileiro quer é um futuro brilhante com pessoas instruídas, capazes de pensar com sua própria cabeça e que não se deixem enganar por aventureiros ou políticos desonestos que só buscam benefícios próprios. É preciso um nome forte para um partido grande, do tamanho do Brasil, como nação continente.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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O RESULTADO DA GANÂNCIA

José Serra era um bom prefeito de São Paulo e havia prometido ficar no governo os quatro anos de seu mandato. No entanto, a ganância, a prepotência e a beleza do Palácio dos Bandeirantes o fizeram esquecer as promessas, abandonou a Prefeitura e bandeou-se para o Palácio dos Bandeirantes. Quando candidato a governador, prometeu que ficaria os quatro anos no governo, mas o glamour do Palácio do Planalto reacendeu sua ganância e prepotência e tentou ser presidente. Acreditando que estava eleito, pisoteou a tudo e a todos a ponto de escolher um índio qualquer para vice. Aí veio a primeira grande derrota. Pensando ser dono dos milhões de votos que recebeu e aproveitando da indolência, incapacidade do agonizante PSDB, impôs seu nome para prefeito acreditando que o povo paulista já se esquecera que ele nos havia abandonado por duas vezes. O Serra fingiu que não sabia que credibilidade se conquista e não se impõe. Agora adiante da nova derrota, ele certamente não desanimará, continuará massacrando as novas lideranças que surgirem e terá o caminho aberto para diante do agonizante PSDB impor sua vontade e em 2014 candidatar-se a deputado estadual, federal, senador, governador do estado ou mesmo a presidente da República. Os adversários certamente aplaudirão.

José Thomaz Filho thomaz.filho@terra.com.br

São Paulo

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A DERROTA FOI DO PAÍS

A quantidade de bolsas-família que devem ser distribuídas em São Paulo, a ingenuidade e inocência de um povo que migrou-se de Estados onde são mínimas as possibilidades de trabalho e obrigou-se a tirar o título de eleitor em São Paulo, somados à incompetência tucana de fazer oposição e administrar a campanha Serra e ao discurso meloso deste que nunca muda a toada, deram ao PT um fôlego providencial num momento inadequado ao País, que associada a essa vitória de um ex-fracassado ministro da Educação, que nunca soube administrar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pai do kit gay escolar, pode gerar muitos males, entre eles estimular o encorajamento da Presidência da Republica aplicar o Artigo 84 - Inciso XII ao final do julgamento do mensalão.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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UM NOVO NOME

Com a derrota de José Serra, passam ser enormes as chances da reeleição da presidente Dilma. O domínio do PT se completará, diante da possibilidade do ex-presidente Lula se lançar ao governo de São Paulo. O PSDB, único partido ainda com possibilidades de reverter esse quatro, terá que rever suas propostas, aproximar-se do povo e fazer o que todo empresários bem sucedido faz quando quer se livrar dos seus vaidosos e arrogantes herdeiros: recorrer ao "mercado". Neste caso, o partido nem precisará de headhunter. O nome do ministro Joaquim Barbosa se impõe. O Brasil está carente e desejoso de um líder carismático, autêntico e que, saindo das camadas mais humildes da população, venceu na vida pelo estudo, trabalho e, sobretudo, pela honestidade.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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RENOVAR É PRECISO

Depois de mais uma derrota, o PSDB deve ter descoberto que está vencido o prazo de validade na política do candidato à principal prefeitura do Brasil. Os tucanos podem não admitir, mas a vitória do PT em São Paulo reensinou que a renovação dos quadros continua sendo fundamental para a sobrevivência e o sucesso de qualquer instituição.

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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POUCAS LINHAS

Não foi Fernando Haddad que ganhou, foi São Paulo que perdeu e que se tornara o mais novo cabidão de empregos para os cumpanheros. É só questão de tempo... Mas o PT cumpriu o seu papel, sendo culpa desta vitória deste estranho PSDB que deu a um José Serra, um tipo antipático e cujo alto índice de rejeição popular bate na estratosfera, a missão de derrotar o PT que este mesmo PSDB e demais oposições, por décadas de leniência e omissão em lhe fazer "O"posição, jamais compreenderam realmente o seu real perigo para a sociedade, a democracia e as liberdades e o que representa o PT de Lula e Dilma! Teve o PSDB várias vezes, tanto em nível do Estado de São Paulo como no âmbito nacional, as oportunidades para desmascarar o PT e suas lideranças, inclusive ligadas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e disso abriu mão (e era o seu dever), a mando de seus dois líderes mais fracos e hesitantes, pusilânimes mesmo, FHC e Alckmin, do mesmo modo que falharam também em explicar e revelar ao povo o escândalo do mensalão (outro erro que a oposição cometeu ao não bem explicar ao povo o que era) dos quadrilheiros e bandidos José Genoino e José Dirceu (entre outros vários), ainda no primeiro ano do governo Lula a quem sempre pouparam sem a recíproca da outra parte... Pobre São Paulo, sofrerá nas mãos do homem que criou o "kit-gay", as cartilhas pornográficas do Ministério da Educação (MEC) e que não conseguiu realizar com competência alguma um único Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sequer sob sua administração. Pronto! Em poucas linhas fiz o que esta "oposição" e o PSDB foram incompetentes ao não fazerem em meses de campanha eleitoral no rádio, na TV e nas ruas.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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TUCANO

Após a surpreendente derrota em São Paulo para o PT, fica a lição: se não renovar bico e a plumagem o quanto antes, o partido tucano voará longe e alto como uma velha galinha.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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BOLA DA VEZ

Quer queira ou não, já que o PSDB não renovou seus políticos, sempre os mesmos, a bola da vez agora é o governador de São Paulo. Pelo andar da carruagem, Lulla vai eleger mais um poste.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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DE QUE PRECISA O PSDB?

É sintomático que Fernando Henrique Cardoso (HHC) diagnostique que o "PSDB precisa de discurso convincente" (Estado, 1.º/11/2012, página A17), e não que o PSDB necessita é de um programa partidário convincente. Essa é a lógica dos demagogos.

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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FHC E NOVAS IDEIAS

Enquanto os políticos (corruptos ou não) viverem das riquezas de um país, e esse mesmo país depender dos políticos, depois de "aposentados", não adiantarão novas ideias que possam dar certo.

"Reforma política já", principalmente no que diz respeito à rígida observância das leis pelos administradores formados para tal (como são os médicos, dentistas, advogados que querem exercer sua profissão) e que respondam pelo bom e legal exercício de sua prática. Assim pode ser que acabem os Tiriricas da vida. Regime político nada tem que ver com administração pública de um país republicano.

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

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FHC ALIADO

Sobre a entrevista do neodefensor da liberação da maconha e outras coisas politicamente corretas, o que o PSDB precisa é trocar "aliados", como esse, por pessoas realmente comprometidas com o futuro do País. FHC deveria se filiar legalmente ao PT, pois de fato lá sempre esteve.

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

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PT E PSDB, AMBOS ACOMODADOS

Nestas eleições regionais ficou claro que tanto o PSDB como o PT precisam de renovação. O PT não e o mesmo sem seu principal articulador ou mandatário, pois o ex-presidente manda mais do que articula. Não se pode negar seu prestígio populacional, fruto de seu trabalho e mais ainda de compras de votos que tem nome de Bolsa-Família. Quem esta recebendo este benefício desde o seu início está feito um parasita em casa, se na mesma época esta mesma pessoa estivesse estudando hoje estaria preparado para o mercado de trabalho e com isso teria oportunidade de trabalho e com esta pessoa a transformação, a transformação no aspecto conhecimento e hoje estaria contribuindo com o crescimento econômico do País. Falta para ambos saber diferenciar crescer e se manter grande isso ficou claro nesta eleição, vejamos o PT o Sr. Lula andou o Brasil pedindo voto e praticamente só foi feliz em São Paulo, ele achou que com o prestígio de ex-presidente ele iria eleger quem bem ele entendesse só que se esqueceu de um detalhe: que uma pessoa for mal avaliada quem tiver seu apoio não terá êxito, isso ficou claro em São Paulo, com o PSDB negativo; positivo em Belo Horizonte; PT negativo em Salvador; no Recife o candidato do atual governador foi eleito no primeiro turno; dentre outros exemplos. Já o PSDB só se renova quando morre algum líder um bom exemplo e o atual governador de São Paulo que só ficou conhecido nacionalmente depois da morte do seu padrinho político o Sr. Mario Covas. Para finalizar: a Petrobrás foi exaustivamente utilizada pelo o ex-presidente, em sua reeleição ele Lula falou que o Brasil era auto-suficiente mentira não é até hoje sem contar que tive prejuízo de R$ 1,3 bilhão no trimestre passado e o PAC da Sra. Dilma que será utilizado por ele para pedir voto na próxima eleição presidencial tem empresa executando obras cujos funcionários são tratados como escravos. E, por último, a pessoa responsável por atuar a tal empresa recebeu tanta pressão de seus superiores que pediu demissão, uma vez que o dono da empresa foi pessoalmente reclamar para o ministro do Trabalho. Num país sério, quem seria demitido seria a cúpula do Ministério do Trabalho, mas a presidente estava pedindo voto e, como o Lula no mensalão, ela não soube de nada.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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ACABOU A MAMATA

Não gosto do PT - como sempre, vai aparelhar com centenas de cumpanheros a cidade em que era oposição (São Paulo) -, mas, por um lado, vão despejar da mamata alguns tucanos de Rio Preto (professores em cargos de confiança, sub-prefeitos e uma infinidade de cargos). Digo Rio Preto, mas é em todas as cidades do interior que vão ter de largar o osso e voltar a trabalhar, ou dilapidar o patrimônio reunido nestes tempos de mamata. A bem da verdade, deve ser dito que isso começou depois da morte do saudoso e honesto Mario Covas, que não permitia, ou tentava não permitir, este tipo de conduta, e formava com FHC o esteio moral do PSDB. Aliás, foi com a traição a FHC, omitindo seus feitos no governo, permitindo os ataque do PT, do boquirroto Lulla da Silva, Malluf, nas eleições de 2002, com os termos apagão (o que houve foi racionamento, privataria, o que houve foi privatização, que eliminou milhares de nomeações políticas.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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A DÍVIDA DE SÃO PAULO

Fernando Haddad esteve, na semana passada, em Brasília para agradecer a presidente Dilma Rousseff pelo empenho em sua eleição como prefeito da cidade de São Paulo. Na ocasião, Haddad afirmou que é favorável à formação de um grupo de trabalho, para a negociação da dívida - cerca de R$ 48 bilhões - da cidade com o governo federal. Levando em consideração que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede novos empréstimos de São Paulo com o governo federal, nada mais justo que uma eventual facilidade de pagamento para os paulistanos seja estendida também a outras cidades brasileiras com as mesmas dificuldades... Por que não?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O MURO DE HADDAD

No seu discurso após faturar a prefeitura paulistana, Haddad disse que "derrubará o muro que separa a São Paulo rica da São Paulo pobre". Não entendi, porque simplesmente não há muro. O que há é mercado que funciona igualmente para todo mundo. Há quem não possa ter um imóvel no centro expandido e há quem não possa ter um sítio em Vinhedo. O PT trata os paulistanos como os algozes dos menos favorecidos, mas não fez nada nestes quase dez anos para melhorar as condições de trabalho, produção e educação das regiões que expulsam seus filhos em direção a São Paulo em busca de uma vida melhor. Este partido de visão curta e mentalidade tacanha é incapaz de compreender que não se trata um organismo sem anamnese. Pelo contrário, seus acólitos jamais buscam as causas, pioram os sintomas e produzem uma série de efeitos colaterais que desencadeiam novos problemas. Como diria sua ex-futura-vice, "o buraco é mais embaixo", seu Haddad.

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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PLANO DE HEGEMONIA

Haddad vai acabar com o muro? Que bom! Resta saber onde está o tal muro, se a cidade vai ficar mais rica ou mais pobre, bem como se o plano de hegemonia do PT tem interesse em acabar com a pobreza, sobretudo a pobreza intelectual e ética.

Wallace Andrade Wallace12000@yahoo.com.br

Mairiporã

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CRECHES, PEGOU MAL

Como é que é? Então o prefeito Lula (ops, Haddad!) prometeu mais de cem creches aos seus eleitores, mas não tem os terrenos para sua construção? Só tem (?) a planta construtiva, e então ele não sabia que precisava terrenos para isso? Qualquer pessoa, rico ou pobre, sabe. Fazer projetos com tamanha propaganda como foi para sua eleição, presume-se que ele já sabia quanto custaria cada creche, como também tinha terrenos disponíveis para sua construção, afinal cantou tanta lorota sobre seu plano de governo que encantou eleitores. Agora, jogar para o Alckmin o pedido de terrenos é pura sacanagem para desculpar amanhã atrasos de construção. Comece construindo pelo menos uma no centro, basta retomar aquele terreno que safadamente o prefeito e os vereadores doaram ao Lula, para ele ali construir seu escritório político com a desculpa de ser um instituto. Antes dessa pilantragem de pedir ao Alckmin, cobre do Kassab um levantamento de áreas não ocupadas e pertencentes ao município e o mesmo também com o governo federal. Prefeito Lula (ops, Haddad), pegou muito mal essa sua primeira intervenção.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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QUEREMOS NOVIDADE

O prefeito eleito por São Paulo já analisa a cessão de terrenos próximos ao metrô para a construção de creches, ideia do Serra. Espero que ele jogue limpo e não assuma a paternidade de ideias que foram de adversários e aprenda como se desenvolve uma gestão de verdade através da boa administração de Kassab e de nosso governador Alckmin. Quanto a deixar para praticar o bilhete mensal e isentar o imposto da inspeção veicular só em 2014, dizendo-se impossibilitado de fazê-lo agora, sei não, isto está parecendo fuga de promessa para operar os "milagres" em ano de eleição, pois, através de decreto poder resolver este impasse em cinco dias. Se for isto, é desonesto com o paulistano que o elegeu para ter "coisas novas". O povo quer novidade, Haddad, e tem pressa! Por que não o avisou em campanha que essas promessas só se realizariam em 2014?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FICARÃO NAS PROMESSAS?

Fernando Haddad, mal foi eleito, nem assumiu e já surgem os indícios dos primeiros contradizeres nas promessas de campanha que já não serão cumpridas no primeiro ano de sua posse. Por exemplo, o tal Bilhete Único Mensal e a isenção do pagamento da taxa da Inspeção Veicular, talvez só em 2014. É o PT trabalhando por você!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PROMESSAS, APENAS

Fernando Haddad nem assumiu e já mostrou que venceu com mentiras de campanha. Falou muito mal do Celso Russomano e já se uniu a ele, falou que o mal da cidade era o Gilberto Kassab e agora pediu apoio a ele, prometeu acabar com a taxa de inspeção veicular e mudar o transporte público para o cartão pré-pago no seu primeiro dia de governo, e agora já avisou que isso somente será retomado em 2014 para ajudar na eleição presidencial. Realmente, fica fácil mentir tanto, ser eleito por apenas 39% dos eleitores paulistas e depois não cumprir nenhuma das promessas. Como disse alguém nesta coluna, viva o Lula, viva o PT e esqueçam o povo!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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COMEÇOU MAL

O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante a campanha comprometeu-se a acabar com a taxa de Inspeção Veicular e criar o Bilhete Único Mensal de Transporte. A população da cidade, acreditando na promessa, deu ao candidato a vitória nas urnas para ser surpreendida menos de 24 horas depois. Haddad já diz que as medidas podem ser adotadas apenas em 2014. Não é o que o paulistano esperava. E mais: a contradição põe em dúvida as demais promessas do candidato do Partido dos Trabalhadores, muitas de difícil realização. São Paulo vai cobrar coerência, compromisso, dignidade e ética de Fernando Haddad, que inicia a transição adiando medidas aguardadas pelas pessoas. Estamos alerta para cobrar postura e fiscalizar as atitudes do prefeito eleito. Por enquanto, é possível dizer que começou mal, frustrando a esperança daqueles que acreditaram na sua palavra.

Gilberto Natalini, vereador (PV) natalini@natalini.com.br

São Paulo

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FURACÕES E TUFÕES

A costa leste dos Estados Unidos é destruída pelo furacão Sandy, já o Brasil é destruído pelos eleitores que recentemente elegeram os tufões que acabam com o orçamento municipal.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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ENERGIA

Fernando Haddad foi verdadeiro: é um poste, todavia esqueceu-se de dizer que a luz virá do mentor-mor do mensalão, acessa com os milhões desviados.

Rosalvo Lopes da Silva rosalvo.lopes@terra.com.br

São Paulo

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NOSSA REPUBLIQUETA

José Dirceu, dando uma de oráculo de Brasília, verborrágico como seu mestre apedeuta e eneadáctilo, mordido pela condenação no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que "a eleição de Haddad será a resposta do povo ao julgamento do mensalão". Na verdade, a tragédia se abateu em São Paulo por obra e graça se uma considerável parcela do eleitorado que acordou do encanto de Celso Russomanno, e preferiu boicotar o melhor candidato por razões que não devem ser creditadas a Lula, perdedor no Norte e no Nordeste. Haddad carregava a plataforma do fracasso. A erradicação da pobreza com o Fome Zero; a gestão desastrosa dos PAC; a construção do navio petroleiro João Cândido, que depois de construído estava mais para submarino; o grande estelionato eleitoral do pré-sal; da autonomia em gasolina e etanol; a desvalorização crescente da Petrobrás e da Vale do Rio Doce; o assalto ao Legislativo através das medidas provisórias. Só a renovação de lideranças não será suficiente para mudanças, se não vier atrelada a uma reforma política radical para que seja barrado o projeto em gestação de uma republiqueta bolivariana de inspiração nitidamente vermelha. Na eleição paulistana, os números indicaram que a soma dos que não votaram, mais os votos de José Serra superam os votos de Haddad. Serra é que perdeu.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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QUE TAL UM NOVO IPTU?

Como Haddad representa o novo, pertence a um partido preocupado com o social e está aberto ao diálogo, aqui vai minha sugestão ao novo prefeito: cobrar Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) pelo uso que é feito do imóvel, não pela zona em que ele foi/está enquadrado. Subir (e muito, como fizeram Marta e Kassab) o IPTU de quem mora há 50 anos numa rua que já foi residencial pode representar uma ordem de despejo para o morador que, ou paga o novo valor, ou terá de se mudar - em alguns casos, para alegria da especulação imobiliária.

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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PREFEITOS ELEITOS

Atenção, Brasil: vamos ficar atentos para o aumento de patrimônio dos eleitos. No mínimo!

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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CAMPINAS - ECOS DAS ELEIÇÕES

Os debates foram úteis para conhecermos os sonhos e as boas intenções dos candidatos, alguns a saber: em 4 anos, o Aeroporto de Viracopos e o trem-bala (de alta velocidade), pelas suas características de grandeza e o seu cronograma, exigem que as famílias desalojadas pelas obras sejam realocadas com a construção de casas e saneamento básico, bem como transporte coletivo. Haverá tempo? Aumentar os corredores de ônibus em que espaço para novo traçado? Haverá dinheiro para a compra de novos ônibus todos com acesso para deficientes? Reconstruam o VLT (tarifa popular), construído e destruído pelo PT, atingindo o bairro mais longínquo no sentido que existia. Usar os trilhos da Mogiana, ou do destruído bonde para Sousas, ou passar pelo centro até Sousas e Joaquim Egídio; tudo é possível com a nossa capacitação de Engenharia; dinheiro se arruma. As poucas creches existentes, renová-las e instruir profissionais da medicina, da nutrição, professores, inclusive para crianças excepcionais, transportes e salários dignos à função. Construir 150 km de ciclovias para quem? Usadas aos domingos por "abastados" e fanáticos "malhadores". Usar para ir ao trabalho, nem pensar! Usem este dinheiro para transformar e construir postos de saúde, pois até o da Santa Casa, que era referência, foi fechado. Vergonha! Teatro Castro Mendes, Centro de Convivência e Estação da Paulista não são símbolos da nossa grandeza cultural, expressa pelo eminente Maestro Carlos Gomes. Construam um teatro digno como aquele que tínhamos na atual "loja de modas". Paulínia deve ser exemplo, com vistosas apresentações musicais, ballets e teatrais, em teatro amplo e moderno. Vejam, o paladino da liberdade de expressão e de imprensa, Júlio Mesquita, era de Campinas. Finalizando, existem bairros que aos sábados e domingos não possuem água, ou seja: a dona de casa que trabalha durante a semana não pode lavar a roupa da família, dentre outros absurdos. Portanto, senhor prefeito eleito em 28/10/2012, faça o mínimo para atingir o máximo. Estaremos atentos para ajudar a recuperar a dignidade e as tradições de nossa cidade, independente da coloração partidária.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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