Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2012 | 02h06

O Brasil retrocedendo

Graças aos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, o PT encontrou uma moeda estável e um caminho pavimentado para implementar políticas sociais de grande envergadura. Optou pelo populismo e vingou. Mas se a sucessora, Dilma Rousseff, não deixar o populismo de lado, vai acabar sucateando setores vitais, dos quais o Brasil não pode prescindir. Por causa do populismo de Lula, Dilma acabou herdando uma Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos, o fiasco do PAC, uma educação pública de baixo nível e uma saúde pública que é um escárnio não só para os profissionais, mas, principalmente, para o ser humano desprovido de outro recurso. Em 2006 passamos a produzir mais petróleo do que consumíamos, mérito do PT, assim como agora lhe cabe a culpa. Em 2013 estaremos produzindo menos e consumindo mais petróleo. Se Dilma usar o congelamento de preços como bandeira para se reeleger em 2014, ao final do seu governo a Petrobrás, que já está em retrocesso, estará sucateada e o pré-sal vai continuar no seu estado de estagnação. Quanto às nossas usinas, podem perder até 70% da receita com o corte de tarifas de energia elétrica. Previsão de mais apagões? Ou a volta da "Lamparinabrás"?

ROBERTO IANELLI KIRSTEN

rkirsten@uol.com.br

Amparo

Falta de combustível

O governo petista, que tanto alardeou ter recebido uma herança maldita de FHC e que não correríamos riscos de faltar energia, após anos no poder e seus esquemas de corrupção convive com a própria incompetência: a Petrobrás com prejuízos jamais imaginados, apagões constantes nas Regiões Norte e Nordeste e, agora, falta de combustível. A Petrobrás perdeu mais de 50% do valor de suas ações desde 2009. Deixaram de praticar a meritocracia na empresa por imposições do sindicato e a perda de eficiência nas plataformas põe em risco todo o País. Afinal, um governo que privilegiou a indústria automobilística, com redução de IPI, forçou o aumento do consumo e voltaremos a depender do petróleo externo, por pura incompetência de quem está no poder. Esse é o verdadeiro PT, e não o das propagandas enganosas!

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@ig.com.br

São Paulo

Questão de competência

Lemos na imprensa que o governo teme a falta de combustível no final do ano. Só lembrando: no mesmo tempo que os governos petistas estão no poder, os militares construíram dez refinarias. Mas não é só gasolina que vai faltar, vamos ter apagões também, pois a produção de energia elétrica é insuficiente para suprir a demanda. Os governos petistas parecem acreditar que gasolina brota em poço de petróleo e energia é espontaneamente produzida pelo Sol. O Brasil está passando por apagão de competência.

JOÃO HENRIQUE RIEDER

rieder@uol.com.br

São Paulo

Apagões

Realmente, falha humana da incomPeTência dos que ocupam cargos em estatais, nomeados por interesses políticos...

SILVIA M. REZENDE DE ANDRADE

naborandrade@ig.com.br

São Paulo

Bases fracas

As nações mais bem-sucedidas são as que investiram pesado na educação do seu povo. O Japão e os chamados tigres asiáticos são exemplos dessa estratégia. No Brasil do PT, porém, o enfoque é mais eleitoreiro, visando a garantir a hegemonia partidária. Deprecia a educação com projetos populistas como as cotas e usa argumentos socialistas para comprar votos, injetando dinheiro nas classes mais baixas para levá-las à classe média. Pelo aumento do consumo, com a facilidade de crédito, impulsiona artificialmente a produção industrial e o comércio. Infelizmente, esquece de formar bem as bases pela educação e a ênfase na competência tecnológica e profissional. Assim, como as obras levantadas sobre fundações fracas, a tendência é que após impressionar com a altura do edifício vem o risco de desmoronamento. Quando vai entender que sem educação séria e valorizada não teremos sucesso a longo prazo neste mundo cada vez mais globalizado? Será que nossos intelectuais não enxergam isso?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

'DESAFIOS BRASILEIROS'

Economia verde

O terceiro caderno da série Desafios Brasileiros, sobre Energia e Economia Verde, apresenta consistentes informações sobre os desafios na busca por uma matriz energética cada vez mais limpa para o País. É preciso lembrar, no entanto, a relevância dos projetos de eficiência energética, cujos custos de implantação são bem menores que os de instalação de novas fontes de geração de energia. A geração virtual de energia, como esses projetos podem ser tratados, acaba por ser mais uma eficiente fonte energética, que, além da inerente sustentabilidade, tem as vantagens de estar próxima dos centros de consumo, precisar de curtos períodos de implantação de projetos e evitar ainda sobrecargas nas redes de transmissão - e os consequentes e indesejáveis apagões.

JOSÉ STAROSTA, engenheiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco)

jstarosta@acaoenge.com.br

São Paulo

Energias renováveis

Parabéns aos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo pelo caderno especial Energia e Economia Verde, publicado na edição de ontem. O uso de fontes alternativas de energia é fundamental para o crescimento sustentável do País. Nessa direção, o governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Energia, aprovou o Plano Paulista de Energia, que prevê elevar para 69% a participação das energias renováveis na matriz energética do Estado até 2020. Vale lembrar que atualmente as energias renováveis respondem por 55% da matriz paulista, ante 44,8% da brasileira e apenas 13,8% da mundial. Para atingir esse ousado objetivo estamos trabalhando firmemente em diversas frentes. Para incentivar o uso da biomassa, por exemplo, o governador Geraldo Alckmin zerou o ICMS para a aquisição de equipamentos para a cogeração de energia nas usinas, além de possibilitar o resgate integral dos créditos de ICMS para bens de capital adquiridos no Estado pelo setor sucroenergético. Mas é necessário que o governo federal faça a sua parte. A União precisa estabelecer urgentemente uma política de leilões regionais e por fontes. Não se pode desprezar a vocação dos Estados, como vem sendo feito hoje em dia, com a realização de um leilão único.

JOSÉ ANÍBAL, secretário de Energia de São Paulo

guilherme.bourroul@cdn.com.br

São Paulo

Cumprimentos

Parabéns pela iniciativa conjunta e pelas excelentes matérias, atuais e abrangentes. Sucesso!

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

O ENEM, SEM HADDAD

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que não houve falhas nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Era o que todos esperavam. Obrigação dele. Isso só prova uma coisa: que Fernando Haddad foi um completo incompetente na pasta. Pobre cidade de São Paulo! Resta saber se o poste do Lulla vai servir para alguma coisa na Prefeitura. Duvido!

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

São Paulo

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REDAÇÃO

"O movimento migratório para o Brasil no século 21". Esse foi o tema da redação para os candidatos do Enem deste ano. É muito bom lembrar que ainda não houve um estudo histórico sobre um tema pouco ou nada explorado nas escolas e que vivemos apenas 12 anos do século 21. O aluno terá uma boa nota ou não, dependendo dos "valores relativos" de quem irá corrigir as redações e se o aluno entender que está sendo positivo ou não para o Brasil esse novo movimento migratório, e não de seu convencimento.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PROSELITISMO

É deplorável que o Ministério da Educação (ou da doutrinação?) tenha se servido do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para mais uma vez fazer proselitismo político em favor do Partido dos Trabalhadores (PT). O tema da redação - "O movimento imigratório para o Brasil no século 21" - revelou uma clara tentativa de induzir milhões de candidatos a concluírem que o Brasil governado pelo PT é o "novo Eldorado". Eu temo pelos candidatos que desancaram essa falácia petista em suas redações, pois certamente "levarão uma bomba", acesa pelo ministro Aloizio Mercadante.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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AINDA FALTA MUITO

Mais de R$ 260 milhões para o Enem e o Brasil ainda está na 88.ª posição no ranking mundial de educação. Tem alguma coisa errada!

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

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E A DEMOCRATIZAÇÃO?

O Enem, idealizado para democratizar o acesso à universidade, acabou engolido, como se temia, pela poderosa indústria de ensino que domina o País. Os cursinhos estão de volta e as oportunidades oferecem-se a quem puder pagar. Verifica-se que o formato antigo dos famigerados vestibulares, que o Enem pretendia substituir, reaparece, estimulado exatamente pela péssima qualidade do ensino público, o que, evidentemente, interessa aos grandes conglomerados do setor particular. Assim, o propósito básico de democratização está longe de ser alcançado e a universidade se manterá elitista e injusta, em consequência de um modelo perverso. É lamentável, e tudo indica que a educação no País está definitivamente refém do poder econômico.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A LOIRA E AS COTAS

Hello! O que a loira estaria fazendo, ao tentar entrar, atrasada, na prova do Enem (foto na capa do Estadão de 4/11)?. Se não fosse loira, deveria saber que as cotas são para os afrodescendentes, pardos e brasileiros nativos ("índios"), não para loiras. Como diz o vulgo, "loira é loira mesmo".

Neil Ferreira neil.ferreira1804@gmail.com

São Paulo

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ENEM, A NOVELA

Foi um despropósito já no segundo dia de prova, passado mais da metade do tempo de prova, vieram trocar minha caneta, que, apesar de "preta e fabricada com material transparente", como rezam as regras do certame, não tinha aparência de uma certa marca líder de mercado. Incomodaram-me, desconcentraram-me e me constrangeram para quê?

Vandecio Carvalho vandaotrombone@hotmail.com

Castilho

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ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS

Mesmo sob grave crise econômica, os EUA ainda são o país mais rico do mundo, mas suas eleições presidenciais revelam sua face atrasada e conservadora. Primeiro, pelo fato de as eleições não serem diretas. Segundo, pela apuração dos votos não ser eletrônica e rápida. E terceiro, pela ignorância e reacionarismo de boa parcela da população. É inacreditável que depois de oito anos desastrosos com George W. Bush na presidência, quase a metade dos norte americanos esteja disposta a votar no republicano e milionário Mitt Romney para presidente. Barack Obama decepcionou em muitos pontos, mas, ainda assim, é mil vezes melhor do que Romney, em todos os sentidos. É lamentável que um grande país seja dominado por uma ideologia reacionária e por uma elite predatória. Os belicistas e conservadores EUA, com seus red necks, são capazes de eleger gente como Nixon, Reagan, Bush e outros da mesma laia. Para o bem dos EUA e do mundo, torcemos que Obama seja reeleito.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ANJOS DA GUARDA

Barack Obama, em 2008, tinha uma luz que o conduziu à Casa Branca, Ted Kennedy. Agora, economia estagnada, Obamacare lançado na hora errada, Guantánamo continua lá e menosprezo pela oposição republicana, a fase pop star chegou ao fim. Mas Obama tem sorte. Uma outra luz afastará o caminhão de mudanças da Casa Branca, Bill Clinton.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A ELEIÇÃO NOS EUA E A PAZ

A eleição nos EUA tem as suas facetas. Barack Obama foi o primeiro presidente americano a apoiar em público o casamento gay. Mitt Romney, no entanto, além de ser contra a união entre pessoas do mesmo sexo, propõe uma emenda federal na Constituição que defina o casamento como uma relação entre homem e mulher. Nesse ponto estou com Romney, pois aberrações nunca devem ser legalizadas. Entretanto, no aspecto política externa, os dois seguem a mesma rotina, ou seja, preservam o status de Israel como nação e não como invasor. A grana corre violentamente nesse sentido. Enquanto isso os pobres e desassistidos palestinos, donos reais e milenares daquela terra, sofrem perseguições, humilhações, torturas e até mortes, por simplesmente desejarem ver a sua pátria livre. Infelizmente, os EUA comandam o mundo e quem comanda os EUA são os judeus sionistas, daí a retórica ser a mesma de sempre e de todos os presidentes americanos, ou seja, nada para os palestinos, e sua pátria, que seria o Estado Árabe da Palestina, jamais sair do papel. Nós, os sensatos e amantes da paz com justiça, continuamos e acreditar nos ideais de Arafat e da OLP, que apenas desejavam um país livre para seu povo, que já existia antes da invasão judaico sionista em 1947. Para que tudo fique bem, basta que os EUA direcionem sua força para a justiça, fazendo com que as fronteiras palestinas de 1967 sejam novamente restabelecidas, e que os palestinos que vivem na diáspora possam voltar à sua pátria, bem como que os invasores devolvam todas as terras que roubaram dos árabes, tanto palestinos (tudo) quanto libaneses (sul do Líbano) e sírios (Colinas de Golã). Aí, sim, a gente vai poder começar a pensar em paz e boa convivência, mas o câncer deve e precisa ser extirpado já! Salam.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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'CHICANOS'

Engraçado, em época de eleição, os candidatos Obama e Romney lembram dos hispânicos, que farão toda a diferença. Fora a fase eleitoral, apenas são "chicanos" segregados.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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'TRUST, BUT VERIFY!'

Para bom entendedor um pingo é letra! A vitória de Barack Obama, hoje, está mais do que caracterizada! Afinal, mesmo sincero, como patriota, o espírito de Mitt Romney se identifica com o lendário - mas arcaico - discurso do Tea Party, reformulado pelo conservador - e também ultrapassado GOP -, o que define a vitória de Obama. É só fazer como os americanos: Trust, but verify! Do it today...

Sagrado Lamir david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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MENSALÃO - VALÉRIO E A PENA REDUZIDA

Soando no ar e cheirando pizza. Cala a boca, Valério! Vamos quebrar teu galho. Ou melhor, fale a "palavra mágica" Lula, que sua pena irá a zero.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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A VERDADE E AS PENAS

Há significativa diferença entre o "kamikaze" Roberto Jefferson e Marcos Valério, que o Supremo Tribunal Federal (STF) certamente tomará em consideração ao parametrar eventuais benefícios penais aos condenados. Sem as denúncias do primeiro, até hoje, provavelmente, somente teríamos o silêncio e o desconhecimento do mais gravoso escândalo moral que abalou nossa República. Já o outro fala homeopaticamente, não "desembucha", como disse o ministro Marco Aurélio, quer comerciar até mesmo com a Suprema Corte. Claro que, se até o momento de considerar o tema a verdade por completo (em sua versão, como é óbvio) tiver vindo à tona, as considerações dos ministros poderão ser bem mais generosas com o Sr. Valério.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DOSIMETRIA SUPREMA

Valério que não se anime: redução de pena não inclui cafuné. É o rigor da lei...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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COLABORAÇÃO NO MENSALÃO

Não podem pairar dúvidas de que as atuações de Marcos Valério e Roberto Jefferson, antes e no curso da Ação Penal 470, foram de extrema importância não só para a nomeação dos deputados que receberam propina, como também para listar outros integrantes do mensalão, inclusive para a caracterização dos delitos cometidos por José Dirceu. Justa, pois, a retribuição, com o ato de diminuir as penas impostas a ambos. Entretanto, continua em suspenso a aplicação do instituto da delação premiada, a que recorreu Marcos Valério, em cujas declarações preliminares fixou, em especial, a presença de Lula na chefia suprema das transações de aquisições de votos. Com a aceitação da delação premiada, ganharia a Nação, porque ficaria sabendo até onde chegou o "Deus" de Marta Suplicy. E também lucraria a Suprema Corte, porque faria uma completa aplicação da Justiça, não deixando o chefe maior fora do contexto das maracutaias.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O MEDO DE VALÉRIO

Nenhuma surpresa saber que o PT pediu para Marcos Valério arrumar dinheiro para calar a boca de um empresário que ameaçava envolver Lula no caso da morte de Celso Daniel. E sabem por que não é surpresa? Num caso em que, depois do assassinato de Celso Daniel, ainda precisaram morrer de morte "matada" mais de oito pessoas, todas de alguma maneira envolvidas com o morto, está mais do que claro que o motivo do crime foi político, mera queima de arquivo. Fala, Valério, e quanto mais cedo melhor... Se você falar de uma vez, acaba o seu medo de morrer "suicidado".

Mara Monteuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ESPERTEZA

Será que agora a justiça terá elementos para esclarecer o assassinato de Celso Daniel? O "esperto ou tonto" Valério acho que percebeu que o dinheiro do valeriodouto que financiou a compra de políticos no governo do Lula não foi suficiente para livrá-lo da condenação e a cadeia já é uma realidade. No fim, ele está vendo que o cacique-mor iria continuar a não saber de nada. Muita água suja irá passar por baixo dessa ponte.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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'DESQUALIFICADO'

O deputado Jilmar Tatto (PT) disse que Marcos Valério é uma pessoa já condenada e é uma desqualificada para emitir opinião a respeito dele e dos outros (Estadão, 2/11/2012). Como não há dúvida do envolvimento dele com a cúpula da quadrilha, pois eles mesmos admitiram isso tentando apenas desvirtuar o tipo de acordo que tinham e não negar, e considerando que o José Genoíno, o José Dirceu e demais integrantes dessa associação criminosa também já foram condenados e que provavelmente vão para a cadeia nos próximos meses, eles, na palavra do nobre líder de partido, também são desqualificados. E, também, se o partido os acolheu após a condenação, inclusive levando o José Genoíno à Câmara dos Deputados, como suplente de outro que saiu, conclui-se, sem muito raciocínio, que o partido também é desqualificado. É o que muita gente pensa e é dito por um eminente político dessa associação.

Vanderley Jordão vjord@ig.com.br

São João da Boa Vista

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ARQUIVO AINDA VIVO

Será que o todo poderoso Lula vai mandar matar o Marcos Valério para encobrir toda a podridão do seu governo?

Antonio P. Serra Apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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MAIS SOBRE O MENSALÃO

Fala, Valério!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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A VERDADE SOBRE O CRIME

Preparem-se, vem aí mais uma Comissão da Verdade.

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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COMISSÃO DA VERDADE 2

Comissão da Verdade 2, que investigará os malfeitos do PT revelados por Marcos Valério, buscará dados dentro e fora do País. Dentro, provavelmente em Santo André, do finado prefeito Celso Daniel; fora, nos paraísos fiscais onde está repousando a grana surrupiada do povo brasileiro.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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ARTIGO 231

Leio declaração do presidente do PT, Rui Falcão, que o partido não punirá com expulsão os mensaleiros condenados - conforme estabelece o artigo 231 do estatuto do partido -, pois não cometeram "crimes infamantes" ou "práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado". Em sendo assim, sugiro ao partido dar nova redação ao referido artigo 231, para não ficar tão na cara a falcatrua da cúpula do PT. Se não o fizerem fica parecendo que o numeral (231) do artigo foi colocado mesmo para proteger os insanos dirigentes partidários: O 2 deve significar (Zé Dirceu e Genoino) que bolaram as maracutaias; o 3 (Zé Dirceu, Genoino e Delúbio) que as colocaram em prática, e o 1, Lula, que até hoje diz que não sabia de nada.

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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DESCARTAR POR QUÊ?

O presidente do PT avisa, para tranquilizar os seus filiados, que os condenados pela Ação Penal 470 (mensalulão) não serão demitidos do ParTido. Vão abrir um enorme precedente, pior que com essa providência demonstram e confirmam a participação direta do PT, colocando em risco e envolvendo até o seu presidente de "honra". Estranho, não?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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'NA DEMOCRACIA, BOM É MANDAR'

Sim, para Rui Falcão e outros, da República Sindical de hoje, o bom é mandar, mas sempre usurpando e agindo na contramão da lei. Aliás, isso vem da esfera sindical, onde o dinheiro flui para o bolso de alguns especiais, num piscar de olhos! O pior é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal nada apurarem, ou será que apuram, mas nada podem fazer? Haja!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA PLENA

Muito bom para a sociedade brasileira a Ação Penal 470 ter esse desfecho: penas severas para os criminosos de colarinho branco. No entanto, não menos importante, como já foi dito neste espaço, seria a outra pena, que consiste na devolução aos cofres públicos do que foi surrupiado de dinheiro público, com o devida atualização monetária. Aí, sim, a justiça seria plena.

Wander Cortezzi w.cortezzi@uol.com.br

São José do Rio Preto

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AS PENAS E O DINHEIRO

Não consigo entender. O STF está julgando uma série de desvios de verbas bastante vultosas. Existem vários crimes com culpados já condenados. Só se ouve agora falar em "dosimetria" da sentença, e não ouço falar em devolução do dinheiro aos cofres públicos.

Israel Matos aisraelmatos@uol.com.br

São Paulo

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O CRIME COMPENSOU?

Maravilha a atuação dos juízes do Supremo. Que a punição venha, e já vem tarde. Mas o roubo comprovado fica por isso mesmo? O dinheiro tem de voltar para de onde foi roubado, do contrário, passa a ser ótimo fazer falcatruas no Brasil...

Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com

São Paulo

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O PT E O STF

Lúcido e preocupante o artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield, Insensatez (5/1/2012, A2). A atitude do governo golpista do PT testa de todas as formas os seus limites e até agora tem conseguido muitos avanços. A tentativa de desqualificar o STF no caso do julgamento do mensalão é agora acompanhada pelo flagrante desrespeito a uma decisão superior, sob argumentos falaciosos. Enquanto existir o atual corpo de ministros no STF, o PT irá peitá-lo até que seja possível o devido aparelhamento com nomes do escopo de Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Então o STF será respeitado, principalmente quando julgar ações contra a imprensa que diz coisas desagradáveis ao governo e as "zelite", compostas por todos os que lhe fizerem qualquer oposição. E o Brasil caminha célere ao modelo cubo-bolivariano, que gosta tanto dos pobres que procura transformar todo o país neles, perseguindo as classes produtoras. Pobres são bons para este tipo de ideologia pois vivem da mão para a boca, gratos por qualquer esmola que recebam, sem condições de questionar ou analisar a sua situação e muito menos esboçar qualquer tipo de revolta. Dezenas de ditaduras vicejam sob este regime no mundo. O povo está na miséria absoluta, mas os governantes, estes estão riquíssimos e poderosos na terra dos cegos.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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A VIOLÊNCIA TELEVISIONADA

Com o aumento da violência em São Paulo, multiplicou-se o número de locais vigiados por câmeras filmadoras. Com frequência, essas câmeras têm filmado criminosos baleando suas vítimas no decorrer do delito, o que, muitas vezes, resulta em morte. Ocorre que o que serviria como documento de utilidade para as investigações policiais subsequentes tem, na realidade, sido apresentado na televisão em reportagens de cunho sensacionalista. Trata-se de algo que, além de banalizar a violência, é de extrema crueldade para com os familiares das vítimas, que, além da dor da perda de um ente querido de forma brutal, ainda têm a morte deste familiar exposta repetidas vezes na mídia visando sobretudo a índices de audiência. Já é tempo de as autoridades governantes implementarem leis que venham a coibir tais abusos.

Dalmer Faria Freire dalmerfreire@gmail.com

São Paulo

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O QUE HÁ POR TRÁS DOS CRIMES?

A manobra midiática do poder público para desviar o foco de nossas atenções é surpreendente: interessamo-nos se será Barack Obama ou Mitt Romney o próximo presidente dos EUA, se, como disse Lula, o Palmeiras cairá para a série B e outros tantos quetais, e nos passa despercebido o que se passa bem abaixo de nosso nariz. A questão da segurança pública está se tornando traumática e não é mais possível ignorar os fatos nem os boatos. Por que o Brasil inteiro, às vésperas do campeonato mundial e da Olimpíada, tem um sistema de segurança tão deficitário, mas só os problemas de São Paulo é que são focalizados? Depois de tanto buscar respostas, concluímos que é mais do que evidente que o Primeiro Comando da Capital (PCC) não trabalha sozinho e que o objetivo de tantas mortes de inocentes não é por puro amadorismo do crime. Há algum outro propósito para essas ocorrências e fica cada vez mais claro que o objetivo principal é desestabilizar o governador Geraldo Alckmin numa campanha antecipada, já que estamos a dois anos das eleições para o governo do Estado. Assim, é bastante suspeita a oferta de ajuda do governo federal neste momento crucial, depois de ter-se negado a ajudar quando foi solicitado. Talvez seja muito difícil para o PT aceitar que São Paulo, em todo o País, apresentou os melhores números de combate ao crime organizado e que essa encenação atual é despropositada, já que o governo federal não fecha as fronteiras por onde entram as armas e o narcotráfico. Será interessante verificar qual será a conduta do novo prefeito em relação a isso: após assumir, os crimes cessarão na cidade, e não no Estado? E, se não cessarem, como ficam as promessas do candidato Fernando Haddad?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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NARIZ EMPINADO

A onda de violência na cidade de São Paulo tem como centro operacional as 1.538 favelas paulistanas, e mesmo assim o governador Geraldo Alckmin resiste em aceitar a ajuda do governo federal. Aqui, na cidade de Campinas, onde venceu o partido PSB, só se comenta o "nariz empinado" do governador Alckmin com o ditado popular: para os paulistas, o que interessa são os ovos, e não interessa se o pato é macho.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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POLITICAGEM

O governo federal está fazendo politicagem com a população de São Paulo - aqui até os petistas concordam que seu partido está por trás dos ataques do PCC. Isso acontece em todos os anos eleitorais, aliás, digo isso porque até o prefeito eleito usou na propaganda eleitoral, sugerindo que a população ficasse em casa, na sua zona de conforto, aproveitando o seu sofá, televisor, geladeira, guarda roupa, cama novos que o governo federal proporcionou, e não saísse às ruas, que estavam sob terror - para mim uma confissão escancarada. Agora, transferir os presos daqui, que sempre reclamaram da firmeza e linha dura nos nossos presídios, inclusive serviram para abrigar presos federais (Beira-Mar), será um presentão de Natal para os líderes - é o que eles querem. Deus salve o Brasil.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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O SANDY TUPINIQUIM

De acordo com a edição de 31/10 (primeira página), o furacão Sandy matou pelo menos 48 pessoas nos EUA. Um exagero, pois esse número quase se iguala aos assassinados num fim de semana aqui, em São Paulo. Ou seja: o maior furacão da história daquele país mal passa perto de um aprazível fim de semana paulistano, em número de mortos. Também o cataclismo deixou milhares de lares americanos sem energia elétrica, também quase se igualando ao número de lares brasileiros que ficaram no escuro por "falha humana" (os humanos se igualam, aqui, aos deuses das tormentas?). Ainda bem que Deus é brasileiro; se não o fosse... Oremos.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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PLANO CONTRA A VIOLÊNCIA

A violência aumentou muito. Chegou a um ponto insuportável por toda a população brasileira. E a culpa é do Lula. Explico: Lula, representante máximo da classe pobre, se deu bem. E todo mundo sabe que não foi com estudo, com dedicação ou com trabalho. Lula se deu bem com maracutaias, subornos, propinas e trambiques políticos. É um exemplo de que não é preciso trabalhar duro para ser bem sucedido na vida. Seus discursos contra os livros, contra os estudos e contra as elites, incitam desavisados e pobres de espírito que a hora de surrupiar o próximo chegou. Portanto, o melhor plano contra a violência será quando o Ministério Público entender que Lula não pode sair incólume de um escândalo como o mensalão, tramado e executado na sala ao lado do seu gabinete, debaixo das suas barbas e com o intuito único de beneficiá-lo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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G-MEN

Nos Estados Unidos, por ocasião dos gângsters, foi criada no cinema a força dos G-Men ("homens do governo"), que podiam atirar para proteger a sociedade.

José Erlichman joserlichman@gmai.com

São Paulo

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FALTA DE COLETES É PENA DE MORTE

A falta de coletes balísticos na PM paulista, noticiada pelo Estado (3/11), é um problema grave. Especialmente neste momento em que grande número de policiais é atacado por criminosos. Fornecer colete, arma, viatura e logística para o trabalho do policial não é nenhum favor. É preciso não perder de foco a responsabilidade do Estado e dos seus governantes para com a manutenção dos serviços essenciais, que não podem parar e nem periclitar em hipótese alguma. Os responsáveis pelas compras do Estado deveriam, obrigatoriamente, estar atualizados com o melhor equipamento disponível no mercado para cada tarefa e manter um estoque estratégico, para evitar sua falta em qualquer situação. Quanto aos coletes hoje usados pela PM, é bom lembrar que são obsoletos, pois não protegem áreas vitais como virilha, pescoço, cabeça, deixando-os à mercê de miras telescópicas e inclusive a laser das armas dos bandidos. Nossos formuladores da política de segurança deveriam observar os modelos usados pela polícia alemã que, devidamente "tropicalizados", poderiam servir muito melhor aos nossos policiais. Senhor governador, polícia não é brinquedo. Seus equipamentos têm de ser os melhores e em condições ideais de uso. Fazer o policial, mal equipado, enfrentar criminosos armados até os dentes, com forte poder ofensivo e, principalmente, beneficiados pelo elemento surpresa, é uma pena de morte disfarçada. O Estado não pode, jamais, negligenciar em seu dever de provedor. Nada pode ser deixado para depois na segurança pública, assim como na saúde, educação, abastecimento e em outras áreas onde a inoperância produz a desagregação social, o sofrimento e a própria morte...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O FIM DO 'JORNAL DA TARDE'

Sou (era) leitor assíduo do JT desde 1976. Esse jornal acompanhou minha infância, adolescência, até os dias atuais. Contribuiu sobremaneira na formação de minhas opiniões, mesmo quando divergimos. Como eu, também o JT sofreu ao longo de sua existência várias transformações - algumas não tão positivas, mas na sua maioria esteve sempre na vanguarda. Foi sempre uma versão mais "clean" do Estadão, com qualidade gráfica e editorial inigualáveis. Verdade que nos últimos anos empobreceu, mas continuava focado na cidade; tratava de temas mais próximos dos paulistanos, sem abandonar o cenário nacional. É com pesar que vemos seu desaparecimento. Quiçá o Estadão incorpore muito dos conceitos e tratamentos dados à notícia feitos pelo JT. Que se modernize, sem perder sua já consagrada respeitabilidade.

Nelson Barrelo Junior nbarrelo@usp.br

São Paulo

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UMA PERDA IRREPARÁVEL

Desde 31 de outubro não temos mais sua companhia. Foi-se, em silêncio. Compartilhei de sua amizade por 46 anos. Foi um amigo de todos os dias. Chovia ou fizesse sol. Era eclético. Discutia futebol, política, economia, lazer, cultura e outros assuntos com a mesma desenvoltura. Talvez por isso tenha ajudado muitos jovens a entrar para a faculdade, pois era fonte de consulta por sua atualidade. Os esportes, gostava de todos, mas tinha uma predileção especial pelo futebol. No perdeu uma Copa do Mundo. E nenhuma Olimpíada. Tinha uma forma simples de se comunicar, tanto é que circulava a vontade entre jovens e adultos sem cerimônia. Esteve com os amigos nos anos difíceis da ditadura, subiu no palanque das Diretas Já e esteve com os caras-pintadas na hora da justiça final. Era um boêmio inveterado, adorava a noite, os bons restaurantes, o teatro, a música. Sabia tudo o que acontecia no showbizz, Ninguém se atrevia a programar um fim de semana sem consultá-lo. Como todo bom boêmio, levantava depois de todo mundo e só dava as caras para os amigos à tarde. Nos últimos tempos deu pra levantar cedo, como todo mundo. Talvez pelos anos vividos e pela insônia que acomete os mais velhos. Sabia contar histórias como ninguém... registrou momentos históricos, fez rir, fez chorar... emocionou. E por isso deixou saudades imensas. Suas últimas palavras foram Obrigado, São Paulo. Que nada, nós é que temos de dizer Obrigado, Jornal da Tarde.

Jose Antonio Ferreira zeantonio13@gmail.com

São Paulo

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LACUNA

Em todo o vigor dos seus 46 anos de idade, deixa de existir um jornal que marcou a história da imprensa brasileira, pela sua modernidade, irreverência e, principalmente, coragem; quando, junto com seu irmão mais velho (o Estadão), foram um dos poucos jornais que, com muita criatividade, protestava contra a censura, ao substituir o textos censurados, por versos de Camões e curiosas receitas culinárias. Sinceramente, confesso que ainda não consegui aceitar essa "saída para entrar para história", pois, como bem disse o editorial do último JT, o jornalismo brasileiro é muito rarefeito de utopias, criatividade, coragem e inovação e, por essa razão, seu desaparecimento vai deixar uma lacuna insubstituível, que merecia esforços e desprendimentos extras, para manter vivo esse jornal de valor inestimável. Se a única preocupação da nossa vida fosse o lucro e a viabilidade econômica, ninguém se aventuraria a escrever, compor músicas, ser professor ou cientista. Enfim, não nos cabe julgar e muito menos criticar decisões empresariais; entretanto, fica aqui um último apelo de um leitor fiel e muito triste: junto com o insubstituível Jornal do Carro, levem também para o Estadão a A Legião (de Rechin & Wilder), uma das tiras mais inteligentes e divertidas da nossa imprensa.

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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ADEUS AOS 'JT'

Do alto dos meus 79 anos, chorei copiosas lágrimas ao receber o Estadão, ao invés do Jornal da Tarde. Chorei como se tivesse perdido um ente querido, pois fui leitora e assinante desde não sei quando. Ao ler as cartas dos seus leitores saudosos, pois este jornal realmente marcou época em sua curta existência, novamente chorei. Gostava de ler seus editoriais mais leves, mais curtos, porém não menos valiosos e ilustrativos em seus conteúdos. Chorei novamente e então me lembrei que a culpa deve ser da Eva do Adão, por não sermos todos imortais.

Crolinda Sampaio reglotti@ig.com.br

Santo André

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AGRADECIMENTO

Meu nome é Vivian, tenho 60 anos e desde 1/11 estou me sentindo um pouco órfã. Sou (fui) assinante do JT durante 34 anos, assinatura essa que ganhei do meu pai (já falecido) por ocasião do meu casamento. Porém antes dessa data eu já era leitora assídua do JT desde os primeiros exemplares. Por isso foi um verdadeiro choque quando a edição do dia 30/10 chegou anunciando que a edição do dia seguinte seria a última, até chorei! A última primeira página foi de uma sensibilidade e doçura sem par, refletindo bem o sentimento, espírito e orgulho de ser paulistano, marca do JT. Sei perfeitamente que os tempos são outros, as dificuldades financeiras são enormes, e ainda tem a "maldita" mídia eletrônica, tão sem graça, mas o que fazer? Ainda tenho prazer em folhear um jornal, uma revista, um livro. Não entendo quem se contenta em ler pelo computador, mas quem liga?, tenho 60 anos. Eu só queria agradecer do fundo do meu coração ao Grupo Estado, que me deu o inenarrável prazer de ter o JT na minha vida durante 46 anos.

Vivian H. L. M. de Carvalho vivianlandherr@hotmail.com

São Paulo

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DESINTERESSE

O JT é um dos primeiros a nos deixar, mas certamente não será o último. Com a péssima qualidade da educação nos últimos tempos, aumentou muito o número de pessoas que simplesmente não lê. Tivemos até mesmo um presidente da República que confessou detestar a leitura. Com dificuldades de compreensão de texto e a falta de estímulo, o brasileiro é o povo que menos lê na America do Sul, com média de apenas um livro por ano. Assim, é claro que, mais dia, menos dia, os jornais sucumbam diante da falta de interesse da população. Nenhum formato, mesmo aqueles em estudo nos países desenvolvidos, funcionará num país de quase analfabetos funcionais. O fim do JT é muito mais triste e mais grave do que parece à primeira vista.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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VIVA LOYOLA BRANDÃO!

Como seria bom se todos soubéssemos escrever como um Ignácio de Loyola Brandão. Em sua coluna com o título Minha frustração: nunca fui do 'Jornal da Tarde' (Estadão, 2/11), em poucas linhas ele sintetizou tudo o que de bonito gostaríamos de ter escrito sobre o jornal. Obrigado, Loyola!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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'AGRÍCOLA'

O fim do Jornal da Tarde não foi tão sentido como o fim do Suplemento Agrícola, este sem choro nem vela...

José Maurício de Toledo Murgel jmmurgel@gmail.com.br

Jahu

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'JORNAL DO CARRO'

Felizmente, diante do desaparecimento do JT, achei maravilhosa a ideia de continuar publicando o Jornal do Carro, algo que virou Bíblia do mercado automobilístico paulista, que muito ajuda na hora de comprar um carro. Essa linda história não poderia ser perdida e a ideia de continuar a publicação, por outro lado, deve manter mais gente no Grupo - algo importante nesta altura da vida de muitos profissionais. Perder esse elo seria doloroso e triste. Parabéns a quem teve a brilhante ideia, e sucesso contínuo.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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RESTA-NOS O LAMENTO

Como leitor assíduo que fui por mais de 15 anos do periódico Jornal da Tarde ou simplesmente JT, sinto-me órfão. Depois de 46 anos com grande credibilidade circulando, dia 31/10/2012 fui surpreendido pela notícia trazida na capa de que aquela era a última edição do tradicional jornal paulistano Jornal da Tarde, JT, para os íntimos. O jornal que fazia parte do Grupo Estado e era o "primo pobre" do famoso e excepcional O Estado de S. Paulo, mas tinha uma estrutura totalmente diferente do Estadão. O principal veículo impresso do grupo é composto de matérias com textos mais tradicionais e focado na classe mais rica economicamente e de leitores conscientes de senso crítico. Enquanto isso, no JT os jornalistas tinham mais liberdade de escrever e as matérias ficavam mais "soltas" e engraçadas. Acredito que o jornal tenha acabado devido mais à contenção e gastos do Grupo Estado do que outra anomalia, que vem acometendo quase todos os jornais impressos mundo afora, modificações estruturais, após a criação da internet. Hoje, o público prefere ler a matéria que pela internet é de graça do que comprar e pagar por um jornal que você não consome a metade de suas páginas. Outra notícia tão negativa quanto a distribuição do JT aos eleitores é a contenção de gastos que vai incluir a parceria com a ESPN, que formou a rádio Estadão ESPN, que poderá sair de circulação entre os ouvintes. Na parte das notícias jornalísticas, os profissionais do Estadão, enquanto as notícias de esportes ficavam com os excelentes profissionais da ESPN. Vejo como uma grande perda para a rádio nacional. Lamento que isso tenha acontecido com o JT e venha acontecer também com a rádio Estadão.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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