Fórum dos Leitores

INSEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2012 | 02h06

Declaração de guerra

O crime organizado, sequioso de vingança e de derramamento de sangue, está diuturnamente matando numerosos policiais na capital e no interior do Estado. Nem filhos e esposas de policiais militares saem ilesos da sanha criminosa. Na realidade, estamos diante de uma verdadeira declaração de guerra feita pelos criminosos, que só chegou a tal ponto de atrevimento e agressividade em decorrência da omissão e condescendência das forças estatais. Após uma declaração de guerra não podem as forças estatais ainda agir com tato diplomático e discussões políticas. A nossa Polícia Militar, a Força Nacional, o Exército e as demais Armas, em conjunto ou separadamente, precisam agir rápido para debelar o mal, prendendo os que se entregarem e eliminando os que elegerem o enfrentamento. Na atual situação, não há mais que dispensar contemplação aos bandidos, meliantes dizimadores de operosos policiais e de suas famílias. Auguramos que cada lágrima dos familiares de policiais mortos seja reparada com prisões, transferências de presídios e até mesmo mortes legalmente fundamentadas. É o princípio da legítima defesa exercitado em âmbito coletivo e comunitário.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Guerra civil, sim

A violência chegou ao clímax e podemos dizer que estamos enfrentando uma guerra civil, sim. Agora é chegada a hora de nossos representantes no Congresso Nacional apressarem a reforma do Código Penal, para acabar de vez com as regalias dos presos, tratá-los como pessoas que tiveram seu direito de liberdade suspenso e punir com acréscimo de dois anos de reclusão o uso de celular.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Reforma penal

Onde a lei é fraca a criminalidade é forte. De 1984 para cá, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas intencionalmente no Brasil. Somos o 20.º país mais violento do mundo. É urgente, pois, a reforma penal. Por exemplo, dirigir embriagado ou em velocidade acima do limite, causando acidente com morte, deveria ser enquadrado como crime hediondo. Regalias como liberdade condicional, regime semiaberto, progressão de pena, indulto não deveriam ser concedidas em casos de crimes monstruosos. Nossa lei penal é da época em que havia ladrão de galinha... O sangue do cidadão morto, vítima da violência, clama por justiça.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

Leis desatualizadas

Ontem roubaram um bem meu. O delegado mostrou-me fotos de meliantes que foram apanhados e em seguida soltos por ordem da Justiça. Então, pergunto: que Justiça é essa? Se a polícia faz o seu trabalho e a "Justiça" manda soltar, acho que há um problema muito sério que está na base de toda esta situação que o País enfrenta. As leis são falhas, cheias de brechas e desatualizadas. É urgente a reforma da legislação criminal!

RONALD RALF HARARI

ronaldharari@gmail.com

São Paulo

Troca de comando

A violência que grassa em São Paulo ainda não despertou o sr. governador para o fato de que quando a equipe de auxiliares imediatos falha há que substituir quem não corresponde. A baderna que vive a capital, com cerca de dez assassinatos por dia, e a entrada de celulares e drogas nos presídios, denunciada constantemente, não precisam do socorro federal para serem combatidas. Basta substituir os responsáveis pelas pastas da Segurança Pública e da Administração Penitenciária e o problema estará resolvido.

PAULO MAIA COSTA JÚNIOR

paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

CORRUPÇÃO

Dirceu e a mordaça

Irritado com a iminência de ter sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), José Dirceu revela um pouco de si ao apoiar o controle dos meios de comunicação. E me pergunto: com qual democracia o Brasil estaria hoje mais afinado se Roberto Jefferson não tivesse denunciado o ex-chefe da Casa Civil de Lula, que muito provavelmente estaria no posto de presidente da República? Venezuela ou Argentina?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Prioridades do PT

Ao apoiar a regulação da mídia (rectius, censura), o condenado José Dirceu atribui à imprensa, e não ao STF, a sua condenação na condição de comandante em chefe do mensalão. Quer-se punir o mensageiro, não o autor do ato, de resto, incontestável - uma minuciosa e culta decisão do plenário da Suprema Corte, firmada sobre uma verificação minuciosa das provas dos autos e uma lógica férrea na interpretação e aplicação do Direito. Mais séria ainda é a declaração de Dirceu de que a censura e a desconstrução da "farsa do mensalão" serão as prioridades do seu partido em 2013. Um belo programa partidário, bem ao gosto do PT...

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Desconstrução?!

Desconstrução da "farsa do mensalão" é, para José Dirceu, o primeiro item da ordem do dia das suas prioridades e do seu PT. Pretensiosa ambição. Quem ele vai tentar convencer? Certamente não serão os ministros do STF.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

Quadrilha

O que o Brasil inteiro já sabia agora é real: o STF condenou a cúpula do PT por formação de quadrilha. Quer dizer, então, que fomos governados por uma quadrilha!

CARLOS R. GOMES FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

Medo da imprensa livre

José Dirceu não vê a hora de silenciar a imprensa. Por quê? Se eles não devessem, não teriam tanto medo da imprensa livre. No dia em que a imprensa for forçada a calar a boca, nós estaremos fritos. É isso que Dirceu quer?

MIGUEL RIZZO

miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

Estátua

Depois das declarações de Roberto Jefferson, que trouxe à tona os podres da República petista, comandada inicialmente no ABC paulista e posteriormente dos porões do Palácio do Planalto pelo "desqualificado" Dirceu, os brasileiros deveriam cotizar-se para erguer uma estátua, na frente do desmoralizado Congresso Nacional, em homenagem ao delator, que, mesmo não sendo flor que se cheire, por linhas tortas prestou um grande serviço ao País.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SEGURANÇA PÚBLICA

Finalmente, o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, reuniu-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para unir forças a fim de enfrentar a onda de violência no Estado. As autoridades paulistas sempre afirmaram que o Estado é capaz de cuidar de sua segurança e tudo mais, porém precisa até fazer rodízio de coletes à prova de bala na Polícia Militar. Em suma, o governo paulista em questão de segurança é cheio de melindres - muito orgulho e de eficiência duvidosa.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

FALTA INVESTIMENTO

Enquanto os Estados investiram 14,05% a mais em segurança pública em 2011, em relação ao ano anterior, o governo federal diminuiu em 21,25% os investimentos nesta área. O aumento da criminalidade está mostrando onde começa e onde terminam nossos problemas. Os Estados e municípios estão perdendo para as drogas, que entram no País sem fiscalização e pela falta de investimento. E aí, como ficamos, presidente Dillma e ministro da Justiça, Eduardo Cardozo? Para quem, afinal, este governo governa? Só ganharemos a guerra contra o crime organizado quando o governo federal reverter essa discrepância. Está faltando aos governadores gritarem tanto quanto os petralhas gritam em época de eleição para que o governo federal faça a sua parte. Nossas fronteiras continuam abertas, sem fiscalização, e as drogas entrando contínua e crescentemente. É uma concorrência desleal para com a população acuada.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

AÇÃO INTEGRADA

Ponto para o governador Alckmin ao anunciar a criação de uma ação integrada com o ministro da Justiça. Mas, governador, por favor, esqueça essa história de direitos humanos para bandidos, aja com a firmeza que lhe é inerente. Quem sabe, serviremos um dia de exemplo ao desgoverno do PT.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

*

PROPAGANDA

Mais uma vez o PSDB deu a oportunidade para o PT fazer propaganda política em São Paulo, por meio do ministro Zé Eduardo, que disse que agora a Polícia Federal e a Receita Federal agiram no Porto de Santos, nas rodovias paulistas, no tráfico internacional de drogas e no controle de presos internacionais. Ora, isso já era obrigação deles, mas que de tempos para cá foi abandonado. Mas parece que toda a situação violenta que São Paulo enfrenta hoje era para essa intervenção do governo federal, para depois dizerem "viu como nós resolvemos?".

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br

São Paulo

*

CPI DA SEGURANÇA

O resultado de 20 anos da "dinastia tucana" em São Paulo é a guerra sangrenta que está ocorrendo, e parece que "os formadores de opinião" letrados, eletrizados, não querem admitir a incompetência, omissão e falta de compromisso do Sr. Alckmin para com os cidadãos deste Estado. Até quando toda a população ficará refém de tamanho desmando? Não é hora de abrir uma CPI sobre o (des)governo do Estado de São Paulo? Se não morre por falta de atendimentos nos hospitais do Estado, morte por conta de uma guerra insana que começou lá em 2006 - lembra do acórdão governo Alckmin x PCC? De repente tudo acabou num passe de mágica e agora, passados seis anos, antes das eleições o discurso era de "que havia uma rede de boatos, mas tudo estava sobre controle". Como perderam a eleição, a máscara caiu e a guerra sangrenta e insana continua desenfreada. Morrem policiais, morre bandido, morre gente inocente que não tem nada que ver com acordos escusos. Portanto, é de bom tom que parlamentares trabalhem urgentemente pela instalação de uma CPI da Segurança Pública, e da mesma forma é preciso que a imprensa preste um bom serviço de utilidade pública para São Paulo, que é tornar publico o descalabro que assola o Estado mais rico da Nação. Chega de tanta violência, seja por parte da polícia, seja por parte dos bandidos!

Luciano Martins luciano.martinswpt@gmail.com

São Paulo

*

MINISTÉRIO

Por causa da impunidade, a violência cresce no Brasil. Segundo fontes autorizadas, somos o quarto país mais violento do mundo. Como, infelizmente, nos governos lulopetistas o número de ministérios varia com as necessidades políticas do Planalto, sugiro à presidenta que acresceste mais um, o da Segurança Pública. Mas que escolha um ministro que seja do ramo, não "aparelhado" com responsabilidade pela Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Polícia Rodoviária Federal, Denatran e Superintendência das Penitenciarias Federais, com autoridade e vontade política para reverter o morticínio em ascensão. Quanto ao ministro da Justiça, José E. Cardozo, petista de carteirinha, que com todas as polícias nas mãos, não consegue enfrentar o crime organizado que campeia nos arredores de Brasília, que vá defender os mensaleiros lulistas.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

*

A PRIORIDADE SOMOS NÓS

O povo não quer saber se houve ou não oferta de ajuda do governo federal para combater a violência. O povo quer e merece viver em segurança, quer e merece ver a questão resolvida. Acima de tudo, o povo quer e merece ser posto acima de qualquer questão partidária e ser tratado como prioridade absoluta para que consiga ir e vir sem medo.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

*

COBRANÇA

Concito a todos da imprensa a ajudar os policiais militares (PMs) a cobrarem do governo uma providência com relação à criminalidade contra os policiais militares de São Paulo. Não bastasse essa onda de violência que se instala em nosso Estado, o governo ainda resolveu reduzir o salário do PM, que já ganha pouco, tudo por conta da represália de o Serra ter perdido em São Paulo.

Gutemberg Castro gutemberg.castro@yahoo.com.br

São Paulo

*

UPP PAULISTA

Diante da atual onda de violência que assola o Estado de São Paulo, creio que existe apenas uma saída para resgatar a paz: a instalação, nas favelas paulistas, de unidades policiais nos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora que estão dando tão certo na cidade do Rio de Janeiro. Fica aqui a sugestão para o governo do Estado.

Erico Tachizawa ericotachizawa@ig.com.br

Rio de Janeiro

*

LABORATÓRIO

O Partido dos Trabalhadores (PT) diz que vai transformar São Paulo num laboratório de projetos do governo federal, com vistas às próximas eleições para presidente, em 2014. Se for usar o mesmo sistema utilizado nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na manutenção de estradas, na construção de creches, na ampliação de metrôs, na reforma de portos e aeroportos, na construção de habitações e nos cuidados com a saúde, a educação e a segurança do povo brasileiro, o PT pode esquecer 2014...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

BOLSA-FAMÍLIA

Apenas 44% dos pobres paulistanos recebem o benefício do Bolsa-Família. Mas com certeza, agora que o poste 2, Fernando Haddad, foi eleito, muito em breve esse benefício irá alcançar 100% dos necessitados. Não sou contra a distribuição de renda e acho que todos os pobres merecem receber o benefício, o que sou contra é o uso político aplicado na distribuição do benefício. Vamos lá, Dona Dilma, tem de agir rápido, pois 2014 está muito próximo e outros postes precisam ser eleitos. Mas que pelo menos o dinheiro público seja utilizado para melhorar a vida dos brasileiros carentes, e não para enriquecer os petralhas. Agora, cuidado com a "reforma ministerial", pois, se tiver de criar mais ministérios para alojar os derrotados das últimas eleições, não vai sobrar dinheiro para aumentar os inscritos no Bolsa-Família dos paulistanos, principalmente porque a arrecadação está em queda e a inflação está em alta.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

DEPENDÊNCIA E OPORTUNIDADE

"O Bolsa-Família chega aos 5.560 municípios do País e beneficia um em cada quatro brasileiros, totalizando 50 milhões de pessoas", afirmou a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. Também afirmou que a taxa de cadastramento da cidade de São Paulo ao cadastro único de Desenvolvimento Social é o pior, abaixo de 50%. Portanto o número de pessoas em situação de extrema pobreza é ainda maior. O programa Bolsa-Família, que é a unificação de todos os programas sociais criados em governos passados, inclusive utilizando o cadastramento único do governo federal instituído em 2001, só tem aumentado o número de assistidos, totalmente conflitante com as divulgações do governo que o Brasil cresce muito e que mais de 40 milhões de pessoas saíram da pobreza e foram promovidas à "nova classe média". O Estado tem obrigação de socorrer as famílias em situação de pobreza, porem é um enorme desrespeito à dignidade humana manter essas famílias por vários anos seguidos nessa situação de dependência social sem oferecer oportunidades e conduzir essas famílias ao desenvolvimento social para prover o próprio sustento.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

*

O PT EM SÃO PAULO

Somente 1/3 dos paulistanos votaram no PT nas eleições para prefeito. Segundo analistas políticos, não foi só preferência desses paulistanos, mas uma boa parte foi falta de alternativa para quem queria renovação dos quadros, que é o que aparentemente todos queremos para nossa cidade. Entretanto, a maioria de mais de 60% mostrou que o PT não é bem-vindo aqui, talvez por sua imagem de corrupção, de tirar vantagens, de falsa ética, de preencher cargos com políticos incompetentes, em vez de técnicos, da falta de capacidade gerencial e, principalmente, pela visível preferência pelo poder em vez de ajudar as comunidades pobres semianalfabetas a se desenvolverem, como era sua proposta inicial. Nada indica que tenha se aproximado do que a sociedade desejava, tendo interferido com as igrejas e precisando ajuda de D. Odilo Scherer para se eleger. Will Durante (cerca de 1890) dizia que "a máquina política triunfa porque é uma minoria contra uma maioria dividida".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

LULA E O PODER PARALELO

Nechste paíç nada acontece sem que antes passe pelo crivo de Lula, alojado no "Palácio da Alvorada", digo, Instituto Lula, situado provisoriamente no bairro do Ipiranga, em São Paulo, um verdadeiro gabinete paralelo de poder do PT. Portanto, Dilma Rousseff e Fernando Haddad não passam de postes ligados a Lula, verdadeira torre de alta tensão, e sem esta conexão entram em imediato apagão! E Gilberto Kassab, "muito pouco" interesseiro e pragmático, doou um terreno em plena região da valorizada Nova Luz para ali ser construída a sede do Instituto Lula e o Memorial da Democracia (a qual democracia elle se refere?). Gilberto Kassab é outro que só faz caridade ou gentileza com o chapéu alheio, pois este terreno não lhe pertencia, mas, sim, ao município, e a bem da verdade este tal instituto deveria ser construído em São Bernardo do Campo, onde Lula iniciou sua carreira, e não em São Paulo, cujo povo ele sempre destratou. Concluindo: Lula não só não saiu do cargo de presidente, como ainda vai governar a cidade de São Paulo através de Haddad. Por isso é que este já está descumprindo promessas de campanha feitas ao seu eleitorado: a inspeção veicular, tão execrada em discurso, não vai acabar, pelo menos até 2014. O mesmo vale para o propalado bilhete mensal. Realmente, essa é a típica gestão de Lula, que nós já conhecemos.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

A SOMBRA PARDA DO REGIME

O Instituto Lula virou um "bunker" do ex-presidente Lulla, de onde e comanda um governo, paralelo e sombrio, ao da presidente Dilma e um antro, espúrio e maquiavélico, dos criminosos do PT em São Paulo. Do sobrado de vidros escuros, vigiado por câmeras e protegido por cerca elétrica no bairro Ipiranga, zona sul da capital, o ex-presidente Lulla define estratégias políticas e governamentais e toma decisões que sobrepõem, muitas vezes, à própria instância partidária e ao poder da Presidência da República. Acha-se o dono do Brasil. Foi dali que Lula traçou boa parte das estratégias eleitorais do PT nas eleições municipais. Dali também conteve, semana passada, o ímpeto de alguns petistas de divulgar um manifesto em defesa dos condenados no julgamento do mensalão. Na noite da última quarta-feira, Lula recebeu no seu "bunker" o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino e convenceu ambos de que não se tratava do momento ideal para manifestações. É um perfeito covil do inferno.

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

*

'O POSTE'

Achei excelente o artigo de José de Souza Martins na segunda-feira (O poste, 5/11, C8). Ele enfocou o tema com um ligeiro toque de humor, mas nos mostrou como esses postes surgiram no Brasil, até os políticos, e concordo com ele sobre postes do Teatro Municipal de São Paulo e os comentários sobre o Conselheiro Antonio Prado, que abriu horizontes nesta nossa cidade. Meus cumprimentos ao articulista.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

'FATORES ELEITORAIS'

Irrespondíveis as conclusões do ilustre articulista Miguel Reale Júnior (Fatores Eleitorais, 3/11, A2). Na cidade de São Paulo, está demonstrado que não foram Lula, Dilma e Haddad que ganharam, mas Serra que perdeu, afundado pelo peso, sem contrapartida, de Kassab.

Carlos M. De Luca cmdeluca@uol.com.br

São Paulo

*

JOSÉ SERRA

É preciso melhorar um pouco os conhecimentos do conhecido jurídico Miguel Reale Júnior sobre Serra. Quando participou a primeira vez de eleição executiva, contra Erundina e Pitta, tinha tudo para ganhar em São Paulo e perdeu. A plataforma de Erundina eram os "mutirões" de casa própria, e os de Pitta, o famoso Fura-Fila. O Estado já tinha o programa de moradias (o tal Inocop) melhor do que os mutirões, e já instalado o sistema de Troleibus, era só embarcar como defensor do governo, do qual participava, e ganhar fácil. Resolve estourar o "Fura Fila", e não aproveitou o programa do Estado, e se tornou "cabo eleitoral" da Erundina como "do contra" e de Pitta como "ideia genial". Na primeira disputa com Lula, que de fato foi adiada pela esperteza de FHC, que deu um "passa-moleque" na Constituição e se reelegeu, tinha o governo FHC que de fato não foi ruim, mas resolveu ficar em cima do muro, nem pró, nem contra, muito longe de contrário, a atitude típica dos "tucanos", na realidade, são muito mais pavões do que tucanos. Lula, mais bem assessorado, ganhou a eleição na base Lula-lá-lá, que hoje não passa de cantiginha de ignorantes. Na segunda eleição, Serra "turrão" resolve se queimar sozinho contra tudo e contra todos, e Lula levou a melhor. Na eleição do "poste", novamente o "artista", ao invés de "ser oposição ao governo", já na época claramente corrupto como qualquer ditadurazinha africana, resolveu enfrentar uma guerra de nervos no seu partido de "pavões", e deu no que deu. Sem contar que a primeira eleição que ganhou nem terminou e já se candidatou a uma outra. Agora assistimos ao pano político para ele se fechando, não há partido político que aguenta tamanha burrice eleitoral. Se quiser continuar como político, Serra tem de se contentar em voltar a ser deputado, ou talvez senador, porque figuras apagadas no Senado têm como líder o Sr. Suplicy, petista - mais um não fará diferença alguma e ser melhor do que Suplicy, pelo amor de Deus, até Tiririca é! Se não precisar financeiramente mais de ficar na política, com seu pé-de-meia feito nela, até mais e boas férias na aposentadoria, sua época definitivamente já passou!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

O BALANÇO DA METADE

Em seu artigo mensal, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) desenvolveu uma análise equilibrada das eleições municipais, cuja conclusão reside na ausência de um grande partido vencedor (Hora de balanço, 4/11, A2). Todavia, não é abordado o número intolerável, diante do ideal democrático, de abstenções, votos nulos e brancos, o que demonstra a "fadiga do material" (o sistema eleitoral brasileiro) e a necessidade imperiosa de uma urgente reforma política, que nenhum dos partidos apontados deseja; para esse "establishment", repartir a metade dos votos dos brasileiros e continuar no velho e desgastado jogo de poder é o bastante.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

PARASITAS DO ESTADO

O doutor Fernando Henrique Cardoso, quando presidente, criou e reforçou a necessidade das agências reguladoras, e combateu fortemente o aparelhamento do Estado, o que resultou reação (oposição) nos partidos que diziam lhe apoiar. O artigo de domingo, com base na análise das posições dos partidos nas eleições municipais, alerta sobre a necessidade do PSDB "deve se dirigir aos mais pobres, mas também às classes médias, tanto às antigas mas às camadas que aumentaram a renda, mas ainda não têm identificação social própria". Aproveito a oportunidade para perguntar se para garantir que as classes menos favorecidas sejam beneficiadas não é necessário que o loteamento político das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) seja combatido inicialmente eliminando da Constituição a permissão para indicação de cargos de confiança e em comissão (que é mantido nas constituições desde a República Velha) nas organizações do Estado: hoje a eficácia e a eficiência das organizações do Estado são deploráveis ,o que resulta em desperdício colossal de recursos arrecadados e que poderiam ser arrecadados se a iniciativa privada não fosse prejudicada. Recursos ultranecessários ao atendimento das classes menos beneficiadas. Qual é a empresa privada que seus regulamentos suportam mudanças injustificadas de chefia e a ocupação de cargos de chefia por incompetentes? Creio que o PSDB se comportaria realmente como partido político se adotasse abertamente as posições defendidas pelo nosso ex-presidente e defendesse mudança necessária da Constituição. Infelizmente, a impressão que se tem é de que os partidos não têm compromisso com a seleção de candidatos, com o desenvolvimento da nossa democracia, com a necessidade de reformas, etc. A impressão que resta é de que se assemelham mesmo a quadrilhas de parasitas do Estado.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

BALANÇO ELEITORAL EM SÃO PAULO

O "homem" tem tanta inveja de FHC que quis para si um FH.

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

*

PLÁGIO

Realmente, fiquei decepcionado com o artigo de FHC (4/11, A2), que sempre admirei, em quem sempre votei e, a meu ver, sempre foi uma pessoa de grande capacidade e o único estadista nos dias atuais. Aliás, considero a única pessoa que, mesmo respeitando a sua posição, poderia enfrentar o PT com chances de vencer. Não queria acreditar que ele disse "que o PSDB deve se dirigir aos mais pobres". Um absurdo pela sua inteligência, essa proposta é plágio do retrógado PT e o FHC está muito acima desse pessoal que só ilude esse povo, com todo o respeito, ignorante, que acredita. O FHC e o PSDB está cima de tudo isso, vamos ser criativos e demonstrar algo mais concreto e criativo que tudo isso que estamos cansados de ver na política atual sob o comando do PT.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

CORAGEM

A grande verdade de ser oposição é ter coragem, é o que falta ao PSDB e a todos os demais, porque todos têm o rabo preso, e isso faz com que tenham medo do retorno, de denúncias. Infelizmente, todos indistintamente devem favores, porque fazer política é exatamente depender de conluios. O que falta e precisam os Srs. do PSDB é exatamente coragem. Trabalhei com um diretor no início da minha carreira profissional que repetia: "Quem não tem rabo preso tem língua comprida". Isso falta aos Srs. do PSDB. é realmente uma vergonha assistir à política neste país. Indica-nos que vivemos no tempo do Império, das capitanias hereditárias, tudo se doa, tudo se dá, somente entre os Srs. Acordem, está na hora de contribuir honestamente para este país, crescer e acabar com a corrupção.

Reinaldo Bertagnon reibertagnon@uol.com.br

São Paulo

*

'HORA DE BALANÇO'

Qualquer balanço de resultados eleitorais leva à consideração de renovações de quadros. A escassez de quadros no plano político talvez seja uma consequência de longo prazo do período da ditadura, que só agora começa a ser corrigida. Estranho é que ela se processe por desenvolvimento natural, além da influência dos entendidos - políticos -, resultante do desenvolvimento social. E falta também uma nova formulação de visão de futuro para o País e de seus compromissos no concerto das nações.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

RENOVAÇÃO NO PSDB

Sobre a renovação dos quadros tucanos, percebo, indignadamente, que deixaram de lado Andrea Matarazzo, segundo candidato a vereador mais votado em São Paulo este ano. Mais votado que Bruno Covas até. Matarazzo, pré-candidato a prefeito, abriu mão de sua candidatura em prol da de José Serra, imposição do partido, e agora seu nome nem é cogitado? Já estamos começando mal. Renovação a ser feita deveria ser a das ideias, a das maneiras de trabalhar, enfim, dar uma arejada em estruturas e ideias cristalizadas, alavancar pessoas com bom trânsito em todas as camadas da população. Leio também sobre as futricas e arranjos para que Aécio não se interesse ou indique alguém de sua confiança para a presidência do PSDB! Maus ventos sopram sobre egos inflados.

Cléa Granadeiro Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

*

O QUE QUEREM OS TUCANOS?

O Partido dos Trabalhadores (PT) passou muitos anos fazendo oposição até entender que para ganhar era preciso união. Foram além quando quiseram comprar consciências e o fizeram até serem descobertos pela denúncia do deputado Roberto Jefferson, que jogou areia no ventilador dos petistas, escancarando ao País o imbróglio "mensalão". Desnecessário repetir a história, pois todos souberam no que resultou o mensalão. O PSDB, hoje na oposição, não sabe nem ao menos o que significa discordar. Parecem almofadinhas que têm medo de dar respostas firmes, quando perguntados. Nesse passo de não-me-toques, não chegarão a lugar algum. Mas não custa perguntar, será que os tucanos querem chegar a algum lugar ou já estão satisfeitos com o padrão tartaruga do qual hoje desfrutam? O partido não foi capaz de formar líderes em 20 anos, despreza pessoas do partido como o vereador Andrea Matarazzo, que teve uma votação expressiva, e o senador Aécio Neves, que sinceramente é quem tem tido coragem de peitar a oposição. Se os tucanos querem vencer alguma eleição, precisam acordar e partir para o ataque. O governo que aí está mostra seus dentes e suas armas. Se os tucanos ficarem pisando em ovos, vão acabar virando omelete.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

VÁCUO

Não temos mais no Brasil um partido autenticamente de oposição, e isso é um risco para a democracia. O PSDB já não cumpre mais este papel. Há espaço, sim, para um novo partido que preencha este vácuo político.

Carlos Jose Benatti cjbenatti@globo.com

São Paulo

*

NOSSA ECONOMIA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, no decorrer deste ano foi sempre se manifestando alertando, em doses homeopáticas, que a meta cheia do superávit primário do setor público não seria cumprida este ano. Ou seja, até o final do ano poderá se manifestar avisando que não teremos superávit primário em 2012 no Brasil.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONFISSÃO ATRASADA

Todo mundo sabia que este governo Dilma, mesmo desmentindo durante todo o ano, não deveria conseguir um superávit primário de 3,1%. Agora vem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a cara de tacho confessar que o governo federal, relapso que é, não vai economizar recursos conforme programados para o superávit primário, o que permitiria com menor custo para o erário saldar juros e amortização da dívida pública. Desde o início da gestão petista, em 2003, que o País, infelizmente, convive com excessivos gastos improdutivos, entulhados por, quase 30 mil cargos de confiança, 39 ministérios, em sua maioria sem razão de existir, e que corriqueiramente promovem à luz do Planalto, superfaturamentos por todos os lados, e sem entregar as obras prometidas, e normalmente mal dimensionadas. E o resultado é medíocre! Pífio PIB, e ainda por não economizar em tempos de bonança, tampouco investe em infraestrutura com inteligência, e na crise com a vaca indo para o brejo, quer embutir gastos de investimentos como o PAC, e o Minha Casa, Minha Vida, como se estivesse fazendo a lição de casa com o superávit primário. E não por outra razão que o Palácio do Planalto, nestes últimos dez anos, se transformou numa ilha repleta de trapalhões, e espertalhões até demais, mas sem nenhuma vocação de servir a Nação. E pensam que somente no gogó, inflados por discursos que não dão mais liga, vão continuar a enganar a sociedade! E do "superávit" mesmo, é triste afirmar, que sobraram apenas os "primários" erros, que vêm lá do governo Lula...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

FUTURO INCERTO

As notícias não são boas: violência em São Paulo, ministro da Fazenda diz que metas importantes não serão cumpridas, situação energética sob alto risco (eletricidade e combustível) e por aí vai. Sempre tive a impressão de que o PT nos levaria a conviver com crises e com o atraso. Não imaginava que seria algo tão célere, pois conseguir desmontar o que estava indo bem leva tempo. E o pior: o responsável por isso tudo continua sendo venerado. Êta Brasil!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

*

DEVER DE CASA

É justa a pressão governamental para reduzir os custos cobrados aos brasileiros. Os juros bancários diminuíram, em seguida também as taxas de serviços reduziram. Durante algum tempo o governo abdicou parcialmente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para raros setores, quando deveria amenizá-lo para todos, indistintamente. A nossa conta de luz, a partir de 2013, vai diminuir significativamente. A Petrobrás amarga pesado prejuízo na gasolina. O Banco Central, alheio à inflação, reduz a taxa Selic aliviando os juros da dívida interna governamental. O governo pressiona, mas não faz o dever de casa, sem nenhum resquício de sobriedade: mantém cabides de empregos em mais de três dúzias de ministérios, quando uma dúzia seria mais que suficiente; aos poucos, devido à falta de manutenção, as nossas rodovias e aeroportos estão sendo privatizados; ainda não caiu a ficha da Tia Dilma, da neutralidade inerente ao cargo, daí as viagens aos comícios em obediência ao seu padrinho e a busca de Haddad no Aerolula para um abraço no dia 29 de outubro no Palácio do Planalto; mesmo com a carga tributária beirando 40% (herança maldita de FHC, sem nenhuma cogitação de retornar aos 25% de 15 anos atrás), são precárias as contrapartidas (saúde, educação, segurança, saneamento básico, transportes...). Acorde, Dilma, atenda aos anseios do povo brasileiro. Mostre serviço nos dois anos de mandato que lhe restam.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

ELEIÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Torço para que Barack Obama seja reeleito, mas nada muda para o Brasil quem vencer as eleições presidenciais nos EUA. Tanto os democratas como os republicanos sempre tiveram uma visão estreita e limitada, para não dizer preconceituosa, em relação ao Brasil e à América Latina. Obama, na campanha em que foi eleito presidente, prometeu maior intercâmbio com a América Latina, assumiu, e nada mudou. Já nestas eleições, Mitt Romney também promete maior intercâmbio comercial com a América Latina, mas não passa de engodo, porque, como republicano, essa relação sempre foi muito pior do que com os democratas, historicamente falando. Ou seja, como diz um amigo meu, nas relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, os democratas pelo menos passam vaselina.

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

*

OBAMA X ROMNEY

Sei não, mas basta olhar para Romney para sentir que tem a cara escrita e acabada de cheque sem fundos.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

Garça

*

ELEIÇÃO NO IMPÉRIO

Sobreviventes de Nixon e de Bush sobreviverão a Obama ou Romney.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

NOSSA EXPERTISE

Dada a grande perplexidade e estranheza causada pelo sistema eleitoral americano na sociedade, em geral, e nos comentaristas de rádios e TVs do Brasil, em particular, parece que passada a atual eleição o novo governo eleito, seja ele democrata ou republicano, enviará ao nosso país uma delegação de autoridades para estudar nosso sistema. Adiantam que, em razão do nosso modernismo e eficiência, os americanos já pensam em mudanças radicais, a começar pela obrigatoriedade do voto, extinção do sistema de delegados estaduais, assunção de debates engessados como os que temos por aqui, horários eleitorais gratuitos nas rádios e televisões e, principalmente, estão vivamente interessados em conhecer os métodos de arrecadação de fundos para campanhas eleitorais através de mensalões, caixas 2 e correlatos. Parece que finalmente o gigante do norte se dobra à nossa expertise.

Luiz Carlos Hummel Manzione bidet100@gmail.com

São Paulo

*

MENSALÃO: REALIDADE OU DELÍRIO?

Há mais de dois meses o Superior Tribunal Federal (STF) sedia um dos julgamentos mais importantes do país, o denominado "mensalão"; consolidando um cenário jurídico e político nunca antes apresentado à Suprema corte brasileira. Diante dessa fecunda e complexa experiência, não escapam ao público detalhes e informações de um quadro subjacente ao cotidiano do senso comum, embuçado tanto pela linguagem prolixa e rebuscada dos ministros, quanto por seus trejeitos, expressões contundentes, enfáticas ou dramáticas. Em se tratando dos reais ganhos desse cenário, é preciso ressaltar a importância da Ação Penal (AP) 470 como uma lição de cidadania e responsabilidade acatada inicialmente pelo Ministério Público Federal (MPF). Polêmica, a Ação revigora a regulamentação da vida pública na interface com o universo jurídico e político do país. Entretanto, à parte desses fatores, chama a atenção sua repercussão em meio ao público que, em geral, se divide entre os que defendem ou não os "mensaleiros". De um lado, figuras eminentes tanto da política quanto do meio artístico e intelectual se posicionam contra o que denominam "reação conservadora da imprensa golpista", se colocam como vanguarda da defesa de um pensamento historicamente injustiçado pelas lutas e sacrifícios em favor da democracia; ora declara a inexistência do tal mensalão, ora, contraditoriamente, apresentam argumento de que o dinheiro público desviado seria fruto de caixa dois (delito que, aos olhos de seus defensores, seria "nobre" frente ao ato de receber dinheiro público para campanha partidária). De outro lado, não menos eminentes, emergem defensores da punição aos denominados "quadrilheiros" incluindo ai os núcleos político, financeiro e operacional como manifestação do delito político. Divergências à parte, vale a pena ampliar a análise. Uma vez que o sistema público brasileiro carece de ações coerentes e eficientes no combate à corrupção em todas as suas nuances, independentemente de quem seja o réu ou o grupo envolvido, do ponto de vista cultural e formativo, em que pesem contradições, está claro o benefício do julgamento da AP 470. Vivemos um momento de clamor pela ética e pela conduta honesta perante risco de se perpetuar não apenas a corrupção, mas o descaso e o desânimo em relação ao bem público e suas instituições representativas. Diante da crise que assola essas instituições, da inversão da ética, da carência de valores pela qual passa a sociedade, causa certo conforto ouvir das autoridades do Supremo elaborações tais como: "Ninguém está acima da lei"; "o Estado não pode tolerar quem corrompe e é corrompido"; "o dinheiro é para o crime o que o sangue é para a veia"; "nenhum juiz verdadeiramente digno da sua vocação condena ninguém por ódio" ou "o que se rejeita, no entanto, é o jogo político motivado por práticas criminosas perpetradas à sombra do poder. Isso não pode ser tolerado, não pode ser admitido". Ao contrário do que muitos defendem as ações perpetradas que levaram à AP 470, não se resumem a elaborações fantasiosas dos setores reacionários da imprensa ou, por adversários políticos de um determinado grupo ou partido; tampouco constituem delírio social (isso não significa dizer que alguns não se apropriem oportunamente do acontecido); e o MPF ocupa seu lugar de honra e direito ao demonstrar isso. Não obstante, infelizmente, muitos daqueles que primeiro deveriam exigir a apuração das denúncias negam sua importância histórica para a política brasileira. Por mais que alguns réus envolvidos na AP 470 se consagrem por um passado de luta histórica na defesa da democracia do País, e ainda, por mais que essa luta tenha se dado em um momento que envolveu sacrifícios de toda ordem e até mesmo risco em relação à própria vida, nada pode justificar a impunidade caso sua participação configure delito coletivo político e financeiro. O problema da corrupção na sociedade ultrapassa o limite do tolerável; seus desdobramentos atingem um patamar incompreensível que banaliza não apenas valores e leis, mas, amplia-se criticamente por obstaculizar a confiança da população nas instituições e no poder público. Para além da questão penal, dos rituais caricatos dos magistrados, apurar a prevaricação tem um valor pedagógico: sinaliza urgência em combater a apologia ao crime e repensar sua estrutura social e política a tempo de evitar riscos de consolidar uma total descrença e incredulidade da população na capacidade de legislar em prol do verdadeiro bem comum.

Silvia Rosa da Silva Zanolla silviazanollaufg@hotmail.com

Goiânia

*

BOCA NO TROMBONE

Está na hora de serem desvendados todos os porões do PT - arrepia, Marcos Valério! Nada como um ex-parceiro irado para fazer água no barco que abriga os detentores de segredos como os das mortes de Celso Daniel e Toninho do PT. Quanto mais cedo for possível desmontar os planos de poder de Lula da Silva et caterva, melhor. É preciso libertar o Brasil desse projeto e exibir ao povo, na sua plenitude, a verdadeira face do partido. E deixa o Gilberto Carvalho sentir dores à vontade, rs...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

*

ACUSADO E ACUSADOR

Marcos Valério, operador do mensalão, em novo depoimento à Procuradoria-Geral da República solicitou a sua inclusão no Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas, em troca de novas informações sobre o esquema criminoso que abarcariam o ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e até mesmo o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Entretanto, o programa do qual Valério quer se beneficiar é gerenciado pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Justiça, que, no governo federal, é da cota do Partido dos Trabalhadores (PT). Sendo assim, se atendido o seu pedido de proteção, quem garantirá que Valério será efetivamente protegido? Onde já se viu o acusado proteger o acusador? Pelo visto, só resta a Valério contar publicamente tudo o que sabe, pois o testemunho de todos os brasileiros intimidaria os seus potenciais algozes.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

*

O TRIUNVIRATO

Marcos Valério não precisa fazer revelações em conta -gotas, para incluir Luiz Inácio Lula da Silva na sofisticada organização criminosa, que gerou o mensalão. Se tiverem alguma dúvida, basta investigar para cada caso específico, um amigo de Lula: para o mensalão, José Dirceu; para a morte de Celso Daniel, Gilberto Carvalho; e para a tão falada fortuna pessoal do ex-presidente, investiga-se Paulo Okamoto.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

*

DELAÇÃO PREMIADA

Todos sabemos que as declarações de Marcos Valério solicitando e "entregando comparsas", a chamada delação premiada, já não poderá ser inclusa no mensalão. O procurador Roberto Gurgel tem razão. Entretanto, pelo modo de se expressar o procurador-geral da República dá a entender de que não está lá muito interessado em abrir novas investigações e novos processos a este respeito. Se isso não ocorrer, não houve justiça.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

*

LULA NA MOITA

Acabadas as eleições, Lulla sumiu como por encanto; agora que seus seguidores estavam ávidos por suas explicações sobre os resultados do julgamento do mensalão pelo STF, onde seus chamados traidores estão esperando pela dosagem de suas penas, ele se cala, nenhuma só palavra. O povo brasileiro foi enganado, roubado de seu dinheiro, pelos petistas seus companheiros de cama e mesa e o chefão agora ameaçado por Valério fica na moita. Se o argumento que em discurso à Nação Lula disse que foi traído e que os culpados deveriam ser punidos, fosse verdadeiro, hoje estaria a esperar junto com o povo que as punições fossem duramente aplicadas aos culpados. Nunca se viu antes em nosso País um presidente tão incoerente como o ex Lula da Silva.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

IMBRÓGLIO

Vamos fazer de conta que as declarações do Sr. Marcos Valério ao Ministério Publico Federal sejam verdadeiras e não "jogadas e blefes" de um já condenado; numa pseudotentativa de usufruir as benesses que em alguns casos específicos, a lei permite: proteção pessoal e familiar, cancelamento da pena ou diminuição da mesma. No meu simples modo de pensar, réu e advogado não pesaram bem as consequências de tal ato, porque puseram o dedo na ferida e terão de aguentar o peso da máquina petista, que não vai deixar passar em branco tal delação: o "deus" deles também foi citado. Vamos esperar como nosso Judiciário vai sair deste imbróglio.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

*

ESPERTINHO

Marcos Valério é o próprio espertinho, sabe que, quanto mais lama espalhar, mais a justiça escorregará.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

*

EFEITO DORIL

Valério se abriu, Lulla sumiu!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

O PROTEGIDO DO BRASIL

A julgar pelos últimos acontecimentos, duvido muito que as graves denúncias de Marcos Valério façam algum efeito. Lula é o "protegido do Brasil", não só pelas autoridades, como pela imprensa. com raríssimas exceções. Em menos de uma semana, não se falará mais nisso. É esperar para ver.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

VALOR

Uma imagem vale por mil palavras; quanto valerá uma palavra de Marcos Valério sob o regime de delação premiada?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

FURACÃO BRASILEIRO

O Brasil tem o seu próprio Furacão Sandy, e não é a cantora. É tão devastador quanto aquele do Hemisfério Norte. Por enquanto, está rondando Brasília e seu nome é Valério.

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

*

PARALISAÇÕES DE JUÍZES FEDERAIS

Nos jornais de ontem (6/11/2012) vimos a publicação de que os juízes e desembargadores federais planejam paralisar seus trabalhos, já tão atrasados, porque querem garantir gratificações e condições de trabalho iguais às do Ministério Público (MP); e que os 848 magistrados do Rio de Janeiro receberão R$ 51 milhões em valores atrasados de auxílio-alimentação. Ambas as categorias citadas recebem pelo menos 12 vezes mais que o salário médio do trabalhador comum brasileiro, que são os que mais contribuem para sustentar esse Estado pesado e ineficiente (84.º em Índice de Desenvolvimento Humano) com seus impostos indiretos. Aí eu pergunto: Que República democrática é esta, que, em vez priorizar a luta pelos direitos da maioria e reduzir as brutais desigualdades sociais, desigualdades garantidas por leis totalmente descasadas com as reais necessidades da população, continua lutando para garantir benesses a privilegiados? Afinal, pagamos a servidores públicos para, em primeiro lugar, atender à coletividade ou para lutarem pelos seus interesses? Lembro apenas que grande parte dos direitos fundamentais da sociedade garantidos na Constituição de 1988 até hoje não foram cumpridos, como saúde e educação de qualidade, valor real do salário mínimo, segurança, aposentadoria digna no INSS, etc. Afinal, que Constituição temos, "a cidadã" ou "a corporativista"?

Artur Larangeira Filho artur_larangeira@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

PIADA PRONTA

Juízes federais e trabalhistas preparam uma paralisação para os dias 7 e 8 de novembro, para dar visibilidade à sua insatisfação contra os próprios salários. Apesar de receberem os mais altos vencimentos do funcionalismo público, quase R$ 22 mil em início de carreira, os juízes da União reclamam que os subsídios não acompanharam a inflação. Seriam eles os mesmos que obrigam os grevistas "normais" a voltar ao trabalho?

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.