Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2012 | 02h09

E se não for blefe?

Lulla disse a Dilma Rousseff que Marcos Valério, o grande "jogador", está blefando quando diz que tem mais informações que o ligam ao mensalão (8/11, A4). Mas... e se não for blefe e ele tiver como provar o que diz? Exímios jogadores sabem o que fazem. Valério que se cuide, afinal, como é sobejamente conhecido, "os fins justificam os meios"....

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Sem rodeios

Segundo Lula, Marcos Valério está "blefando". E não está nem um pouco preocupado com a intenção de Valério envolvê-lo no escândalo do mensalão. Diga-se de passagem, o ex-presidente também diz que o mensalão não existiu, mas o STF está mostrando o contrário: o mensalão existiu, sim, e o rombo foi imenso. Quaisquer que sejam as acusações de Marcos Valério, ele terá de provar o que disser. Se de fato tem algum segredo guardado no bolso do colete, então, aja, pois como bom mineiro Valério deve saber que o peixe morre pela boca. O sistema político está órfão de pessoas como Roberto Jefferson, que prestou um grande serviço à Nação e causou uma imensa dor de cabeça aos petistas. Portanto, se o sr. Marcos Valério tem algo a dizer, diga, e não faça mistérios nem rodeios. No seu caso não há muito tempo para cozinhar informações valiosas em banho-maria. O tempo urge.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

O maior enganador

Lula diz que Marcos Valério está blefando. Será mesmo? Como ele pode abandonar um antigo companheiro nessas horas? Fui petista durante 25 anos e fui enganado por seus blefes. Lula blefou, quando disse que estaria ao lado do trabalhador. Blefou quando disse que taxaria as fortunas e bateria de frente com os grandes bancos. Blefou quando afirmou que era injusto um aposentado pagar Imposto de Renda. Blefou quando usou dinheiro do mensalão para aprovar a reforma da Previdência, que prejudicou milhões de aposentados e futuros aposentados do Brasil. Este espaço não permite citar todos os seus blefes. Porém o maior blefe da História do Brasil é ele, o próprio Lula!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Quanto poder!

E quantas águas ainda rolarão até o pós-mensalão, não?

ELAINE NAVARRO

elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

Passaportes

O STF mostra ingenuidade quando presume que apreendendo os passaportes impedirá que os condenados do mensalão escapem da punição que está sendo milimetricamente elaborada. Não é preciso passaporte para cruzar as fronteiras do Mercosul, como não me parece prudente presumir que José Dirceu teria alguma dificuldade para entrar em Cuba sem lenço e sem documento.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Cartões de crédito

O STF tem tido todo esse trabalho no julgamento dos protagonistas do mensalão para dar penas de anjos e mandar entregar o passaporte, como determina o ministro Joaquim Barbosa. E os cartões de crédito? Considerarei o julgamento do mensalão se vier a tornar indisponíveis os bens dos condenados. Do contrário tudo não passará de jogo de cena, com todo o respeito aos ministros.

JACIMAR SILVA

jacimarfe@gmail.com

São Paulo

Decoro parlamentar

A declaração do senador Jorge Viana (PT-AC) de que é "inadmissível que ministros nomeados pelo governo depois condenem membros do partido" é vergonhosamente imoral e, no mínimo, falta de decoro parlamentar.

PEDRO MASCAGNI FILHO

p.mascagni@uol.com.br

Itatiba

ECONOMIA

'A piada do longo prazo'

A coluna de Rolf Kuntz de 7/11 (B5) sintetiza bem o sentimento da maioria dos analistas econômicos sobre os rumos do País, depois que a sra. Dilma assumiu a pilotagem do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Será que ninguém mais se lembra do fato de que essa senhora conseguiu quebrar uma loja de 1,99 e levou à falência a cidade de Porto Alegre quando assumiu a Secretaria Municipal de Finanças? E la nave và!

GERALDO VELOSO

velosogc@hotmail.com

São Paulo

Falta de etanol

Este ano fomos surpreendidos com a falta do etanol combustível, que forçou a Petrobrás a importar esse produto e também gasolina, para manter o mercado de combustíveis abastecido. A principal causa citada pelos usineiros é a descapitalização do setor, dado o baixo preço de venda do etanol, amarrado ao preço da gasolina, o que não lhes permitiu fazer a renovação dos canaviais, e com isso houve forte queda na produção de sua matéria-prima. Parece que a coisa não é bem assim, a partir da notícia do Estadão (6/11, B13) de que a Coopersucar, a maior produtora de açúcar e álcool do Brasil, vai incorporar uma trading americana, com injeção de recursos nela. Cabe perguntar: de onde sairão esses recursos, se a empresa se declara descapitalizada? Outro grande produtor de açúcar e álcool do Brasil, o Grupo Cosan, comprou a rede de postos de gasolina da Esso poucos anos atrás e mais recentemente se associou à Shell. Volta a pergunta que não quer calar: com que recursos? Ora, renovar um canavial exige muito menos recursos do que adquirir as grandes empresas citadas. Com a queda de fornecimento do etanol, seus fabricantes passaram a pressionar o governo federal para aumentar o preço da gasolina a fim de que eles pudessem vender o etanol por um preço maior, capitalizar-se, renovar os canaviais e aumentar a oferta do álcool. O etanol está nas mãos de um oligopólio que se mostra muito bem orquestrado/organizado. Não seria isso um tipo de boicote para aumentar preços?

JORGE CARLETTI COPELLI, engenheiro agrônomo

jcopelli@arktur.com.br

Jundiaí

Me engana que eu gosto...

Falta de gasolina, não, preparação para aumento dos combustíveis.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Royalties do petróleo

Espanta-me o choro do governador do Rio, Sérgio Cabral, sobre a partilha dos royalties do petróleo - se mexer não teremos a Copa, a Olimpíada, etc... Só faltou dizer: "Como vou comer o meu caviar?". Deveria chorar pela falta dos recursos para a educação.

MOISÉS GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA INVESTIGADO

O PPS é um partido de poucos militantes, mas sua direção tem forte memória histórica, convenientemente reciclada das experiências do velho PCB, do socialismo real e consequente cultura política que transcende limites provincianos. Roberto Freire demonstrou que lidera boa parte da melhor oposição, ao materializar o pedido de investigações em relação a Lula, e não apenas ao mensalão, mas estendendo-a ao necessário esclarecimento definitivo do trágico acontecimento de Santo André. Se Roberto Freire tivesse se apresentado pelo partido à Prefeitura de São Paulo, o resultado da eleição provavelmente teria sido outro. No entanto, houve o respeito ao aliado - e desgastado - PSDB.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO

PSDB e DEM são realmente oposição?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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OPORTUNISMO

O deputado pernambucano eleito por São Paulo Roberto Freire mostra mais uma vez o seu oportunismo, entrando com uma petição como tentativa de incriminar o ex-presidente Lula diante das recentes declarações do publicitário Marcos Valério. Por que esse deputado e seu grupo não exigem o julgamento rápido do mensalão mineiro, onde o mesmo Marcos Valério é um dos acusados? Ou será exigir muita coerência de quem parece querer manter aquele caso em sigilo?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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AINDA O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Quanto mais assistimos ao julgamento do mensalão, mais vemos exposta as tendências "garantistas" do ministro Ricardo Lewandowski. Para nós, leigos, mas atentos e interessados em ver os réus de colarinho branco condenados na cadeia, fica claro o quanto é importante que as escolhas dos ministros da mais importante Corte do País sejam remetidas a juízes concursados, que por grande mérito de desempenho demonstraram durante sua carreira seu grande saber jurídico, e não por aqueles que galgaram durante sua carreira seus postos pela influência de quem indica (QI). Esse senhor, bem como o seu companheiro Dias Toffoli, julga como se esses réus fossem ladrões comuns, sem levar em conta a importância incontestável desse julgamento e da responsabilidade pública de quem cometeu os crimes. Lewandowski deixa agora muito claro o porquê se opunha ao "fatiamento do julgamento" defendido por Joaquim Barbosa, o relator que a todo momento precisa lembrar aos companheiros da importância em valores ($$) que foram desviados.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ENROLAÇÃO

É cansativo e desanimador ver o ministro Enrolandowski dar a pena aos réus do mensalão. No caso do réu Cristiano Paz, o ministro relator deveria poupar a Corte e os brasileiros que assistem à dosimetria das penas, a demagogia de seu voto. Acertadamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Brito, chamou a atenção do ministro pelo fato de ele ler o que todos já leram. A dosimetria deveria ser somente a aplicação da pena, e pronto. Se for para ler o que está nos autos, o trabalho do revisor torna-se desnecessário. E por que toda a enrolação? Para atrasar o julgamento e favorecer outros réus que necessitam da "bondade de certos ministros". Lamentável essa conduta.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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REDUÇÃO DE PENAS

Ouvindo o eminente ministro Lewandowski defendendo maravilhosamente o réu Cristiano Paz, dá-me um calafrio na espinha só em pensar que, data vênia máxima, o ilustre ministro venha da mesma forma a defender o seu Zé Dirceu, como aliás já o defendeu, dentre outros, no decorrer desse processo, a Ação Penal 470, mais famosíssimo como mensalão. Pelo que estou vendo, com essas constante reduções de penas aos réus, não sobrará pena alguma para Zé Dirceu, Zé Genoino, Delúbio Soares e quiçá a outros, de modo que a esperança de milhões de brasileiros vá para o ralo e eles, os conhecidos mensaleiros, mais seu chefão, Lula, saiam como este último já saiu, de mansinho, numa boa e não venham a cumprir nem sequer um dia de prisão. É esperar para ver.

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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A DOSIMETRIA AMENA DE LEWANDOWSKI

O ministro Lewandowski, para dar um tom à sua amena dosimetria aos bandidos do mensalão, disse que "no Brasil este tipo de crime nunca foi imputado antes"! Lewandowski não entendeu a importância deste momento, porque este julgamento servirá de jurisprudência a milhares de outros. O povo brasileiro quer punição aos bandidos do colarinho branco, independentemente do cargo, posição social, partido ou ideologia. Penas brandas não impedirão desvios, porque o dinheiro roubado jamais voltará aos cofres públicos. Não estamos falando de centavos, e sim de milhões, que fazem falta ao bolso de todos nós, contribuintes. Se Lewandowski não entendeu o fundamento deste julgamento, o que faz no STF então? É inadmissível que um ministro do STF julgue por "pena dos bandidos julgados", e não pelo papel que ele representa na Justiça brasileira. Lamentável!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EXCESSO DE DOSES

Afinal, que dosimetria é esta? O que vale mais, um guarda de esquina ou um parlamentar? Ou são os dois iguais perante a lei? Ou o guarda da esquina é "menos" por ser guarda de esquina e o parlamentar é "mais" por ser parlamentar? Ou essa valoração de pessoas está sem uma justa dosimetria pessoal? Ou será que o excesso de doses está fazendo mal?

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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MATEMÁTICA

No final da sessão de julgamento do mensalão de quarta-feira (7/11), os ministros dos STF não se entenderam sobre a pena a ser dada a Hollerbach, por lavagem de dinheiro. O placar era o seguinte: cinco dos ministros acompanhando o relator (pena maior) e quatro acompanhando o revisor. Todos os nove, além da pena básica, aumentando a dosimetria, com acréscimos por delito continuado. O voto do último ministro seguiu o relator quanto a pena básica, mas não condenou o réu por crime continuado. Dessa maneira, das dez condenações, seis foram os votos com pena básica maior e quatro com pena básica menor. Só isso já evitaria a prescrição do crime. O presidente Ayres Britto propôs que o acréscimo fosse dado pela média entre os que seguiram o relator e o revisor. Por esse cálculo, a pena total do réu seria reduzida. Mas o que aconteceu? Mais uma vez o ministro relator, Lewandowski, defendeu seu voto dizendo que o réu seria prejudicado. Ora, ele teria uma redução de, talvez, oito meses em sua pena. O que aconteceu? Ou o Sr. ministro revisor procurou tumultuar, para que o julgamento avance por muito mais tempo e, assim, talvez, os réus petistas não sejam alcançados pelo voto de dosimetria de Ayres Britto, que irá se aposentar, ou, o que é pior: está necessitando de aulas de Matemática.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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FARPAS

A troca de farpas que está acontecendo entre os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) só tem servido para mandar para o espaço a credibilidade que o povo brasileiro ainda tem da Justiça brasileira. Ouvir um juiz da Suprema Corte do País interpretar que alguns de seus pares foram chamados de salafrários foi, com certeza, algo inaceitável para o cidadão de bem que assistia pela TV Justiça ao julgamento do mensalão no dia 7/11/2012. Salafrários é o mesmo que ordinários, patifes, infames, velhacos. Foi demais. Depois desse degradante acontecimento, deixo minha sugestão: é preciso rever esse tal de Quinto Constitucional que está previsto no Artigo 94 da Constituição da República Federativa do Brasil, que prevê que 1/5 dos membros do Tribunal seja composto por advogados. Advogados só têm compromisso com o cliente. Justiça e lei são outro departamento. É aí que mora o perigo.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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VESTINDO A CARAPUÇA

Fiquei horrorizada com o bate-boca entre os juízes. Acho que a opinião pública a respeito de quem é quem neste julgamento está deixando os juízes nervosos e até vestindo a carapuça. Excelentíssimo Sr. Joaquim Barbosa, continue falando o que pensa, pois só assim veremos as máscaras caírem. Há muito tempo sonhava com alguém desta magnitude, que pudesse nos fazer (a opinião pública) ver claramente com nossos próprios olhos como podem ser, data venia, suaves nos seus julgamentos estes outros juízes do STF, tão diferentes e opostos aos julgamento de sua excelência, Sr. juiz Joaquim Barbosa. Orgulho-me de poder assistir exaustivamente o seu sofrimento, que tão bem disfarça com seus eloquentes discursos. Precisamos de gente como o Sr. no Brasil.

Cecilia M. Dale cecilia54dale@gmail.com

São Paulo

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ATENUANTES

Prá reduzir as penas, só faltou Lewandowski dizer que os mensaleiros, além de ajudarem uma velhinha a atravessar a rua, ainda compraram um bilhete prá ajudar o ceguinho...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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EPIDEMIA

É, parece epidemia, não bastasse o ministro Lewandowski (STF) absolver os mensaleiros, agora os jurados absolvem Carla Cipollina - advogada acusada de assassinar o Coronel Ubiratan. Será que os jurados foram contaminados com o vírus Lewandowski? Olha, a Justiça é cega, tarda, mas não falha!

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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A REELEIÇÃO DE BARACK OBAMA

O presidente Barack Obama foi reeleito. Até lá os institutos de pesquisa erraram: foi uma fácil vitória.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES

USObama.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MAIS QUATRO ANOS

Barack Obama terá mais quatro anos de governo. Talvez tenha tempo de implantar o Sistema Único de Saúde, como lhe sugeriu o bravateiro e falastrão antecessor de Dona Dilma.

Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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CABO ELEITORAL

Obama só precisou de uma "Sandy" que se transformou num "Junior" e também do bom senso dos eleitores.

Alberto J. K. Yazbek albertoyazbek@yahoo.com

São Paulo

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CRISE? QUE CRISE?

Há que se entender que vitória fácil se dá quando há crise, onde alguém é perdedor. Quando há normalidade, o esperado é votação apertada, então, parece mais que os EUA estejam mais em normalidade do que em crise como se ventila nos noticiários.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PERPLEXIDADE

O editorialista de Vitória apertada, editorial de ontem do Estadão, não esconde a sua perplexidade diante da magra vitória de Obama, apesar de "tantos eleitores com tantos motivos para reeleger o presidente". E, claro, o texto tece as mesmas loas a que já estamos acostumados: proteção aos imigrantes ilegais, agenda de liberdades civis (aborto, casamento gay), defesa dos 99% contra os 1%. E debita sua magra vitória, como de praxe, ao "conservatismo da América profunda". O que seria um simples embate de idéias e posicionamentos diversos e igualmente legítimos para a solução dos problemas do país, transforma-se, na pena do editorialista, na luta do Bem contra o Mal. De maneira mais direta, ser contra Obama só se for "mau como o pica-pau". Daí a perplexidade: como pode uma agenda tão obviamente "do Bem" ser rejeitada por metade do eleitorado? E aqui reside a saúde da democracia americana: para o americano médio, essa espécie de messianismo, tão característico de Repúblicas de Bananas, simplesmente não cola. Os filhos dos imigrantes ilegais de hoje serão "conservadores" amanhã. E a tal agenda progressista das "novas" liberdades civis é, afinal de contas, uma agenda de minorias, não de maiorias. Assim, fez muito bem o Partido Republicano em se manter fiel aos seus princípios. Os mesmos princípios que quase impediram a reeleição de um símbolo, mais do que de um presidente. Muito melhor que a geléia geral que é a política brasileira.

Marcelo Guterman margutbr@gmail.com

São Paulo

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ENGAJAMENTO

Congratulações ao nobre povo americano que sabiamente optou pela reeleição de Barack Obama. Nos Estados Unidos, apesar de o voto não ser obrigatório, a população mostrou que não é alienada, assistiu aos debates promovidos pelas redes de televisão, engajou-se na campanha e compareceu para votar exercendo sua cidadania plenamente. Quanta diferença das últimas eleições municipais no Brasil em que o povo recusou-se a assistir aos debates, não assistiu a campanha obrigatória na televisão, mas assistiu e não perdeu um capítulo da novela Avenida Brasil e se envolveu em calorosos debates para saber sobre a vilã Carminha e em quem havia matado o Max. E apesar do voto ser obrigatório no Brasil, a abstenção foi enorme e considerável. Que nas próximas eleições o brasileiro possa seguir o exemplo do povo americano, que além de não jogar seu direito ao voto fora, engaja-se, informa-se e exerce sua cidadania na íntegra, elegendo e cobrando seus governantes. Solidarizo-me em felicidade por sua recente reeleição, caro presidente Obama!

Luciano De Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo

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MÁSCARAS E POPULARIDADE

O Estadão acompanhou de perto a disputa presidencial americana, entre o democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney, porém eu tinha "certeza" de que Obama iria vencer a corrida presidencial, pois a máscara dele foi a que mais vendeu no dia do Halloween nos EUA, e quem faz essas máscaras sabe muito bem o gosto popular - é como um termômetro -, e não deu outra. Como a máscara do ministro Joaquim Barbosa, do STF, está vendendo muito no Rio de Janeiro, será que não é um prenúncio de um potencial candidato para as eleições presidenciais em 2014?

Márcio Rosário mrmarcio_rosario@hotmail.com

Leme

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OLHANDO ALÉM

O Brasil tem medo de Romney. Nesses últimos dois meses de campanha eleitoral norte-americana, não encontrei mais de um brasileiro que votaria para Mitt Romney. Em um país em que a grande maioria ainda aplaude um ex-presidente que afirma categoricamente que o mensalão é uma "invenção dos inimigos", tal fato parece merecer uma reflexão ou duas. Barack Obama é símbolo de uma conquista importante. Pode ser considerado como o efeito de longo prazo de uma duríssima e corajosa batalha travada acerca dos direitos civis nos Estados Unidos dos anos 60. O primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos parecia ser mais pacífico, mais simpático e mais atencioso aos pobres e às mudanças sociais necessárias. Obama queria implantar um sistema de saúde mais acessível. Queria retirar as tropas. Foi imensamente aplaudido mundo afora. A era Bush havia acabado. O imperialismo ignorante iria cessar. E o raciocínio é que, com todos esses atributos positivos, se ele não conseguiu, entre outras, melhorar a economia e a situação da população, retirar as tropas completamente e nem consolidar de fato o novo plano de saúde, a culpa não pode ser dele. No entanto, a polarização (colocando democratas como mocinhos e republicanos como bandidos) nos cega. Não devemos esquecer que a crise imobiliária não pode de maneira nenhuma ser considerada somente como herança republicana já que, de fato, a lista de nomes acusados de "gerenciar" a bolha a seu próprio benefício revela muitos famosos democratas. E mesmo se fosse, a equipe de Obama, quando assumiu, teve plenas condições de dar um basta nos métodos inescrupulosos vigentes. Coisa que não fez. É interessante verificar que muitos consideram a possível volta dos republicanos à tudo que há de ruim nos Estados Unidos. À cultura de morte e ao militarismo excessivo, por exemplo. Parecem esquecer que o Obama pacífico se regozija frequentemente por ter matado Osama bin Laden. Coisa que, como a contundente militante Naomi Wolf apontou, foi ilegal. A equipe do Obama pacífico passou por cima do governo paquistanês e orgulhosamente aniquilou o seu inimigo, ao invés de capturá-lo, como mandaria a conduta de guerra nesse caso. Coisa que, aliás, o republicano governo de Bush fez em 2004 com Sadam Hussein. Talvez essa natureza vingativa nem seja própria de Obama. Mas ao ceder a isso, mostra que seu posicionamento é, infelizmente, duvidável. O fato de o presidente afirmar, nas eleições, que a Venezuela não apresenta qualquer conflito de interesses com os Estados Unidos é estarrecedor. Ou é fraqueza, ou é atitude que cede ao eleitorado latino crescente no país. Pois um país que têm um controle da mídia da maneira que o governo chavista o tem, que instala uma democracia dúbia, ataca abertamente os Estados Unidos e se recusa a ter um mínimo de bom senso em relação à economia e à diplomacia, só não teria conflito de interesses com os EUA na época em que o mesmo não existia. Portanto, é preciso não mitificar a figura do presidente e analisar profundamente cada governo. Muitos fatos como esses podem e devem ser trazidos à tona para reflexão e analise além da superficialidade cotidiana. É claro que o leitor atento sabe que as respostas não estão necessariamente do outro lado, com os republicanos, mas deve sim procurar livrar-se do medo ideológico. O partido Republicano é vasto e já contribuiu com presidentes exemplares. O partido Democrata também é composto de pessoas com interesses diversos e não necessariamente generosos e altruístas. Devemos olhar além, lembrar que a oposição é sempre forte nos Estados Unidos e avaliar que tipo de líder o país referência do mundo está elegendo.

Caetano Negrão kai_neg@hotmail.com

Curitiba

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IMAGINE SE FOSSE AQUI

O presidente americano é eleito por um colégio eleitoral, composto por 538 delegados. Divididos proporcionalmente à população de cada um dos 50 Estados americanos. A população vota num colégio eleitoral dentro de seu Estado. Os representantes estatais eleitos pela população votam no candidato presidencial. O concorrente que obtiver a maioria de indicações no total dos Estados vence a eleição. Isso significa que Obama e Romney tinham de conquistar o voto de mais de 270 delegados para vencer a disputa. Na maior parte dos Estados, a votação ocorreu no modelo tradicional chamado "o vencedor leva tudo". Nesse modelo, o partido do candidato com mais votos populares no Estado leva todos os delegados do colégio eleitoral. Por exemplo, se um estado tem 55 delegados, e um dos candidatos recebeu 60% dos votos, os 55 representantes desse Estado votarão nesse candidato. Mas o delegado não necessariamente tem de votar no partido que representa e também em alguns Estados da Federação americana a regra "o vencedor leva tudo" não funciona e cada candidato contabiliza os votos dos seus respectivos delegados. Enfim, se as regras americanas fossem adotadas aqui, no Brasil, com a capacidade que nossos políticos têm de praticar malfeitos, todas as eleições presidenciais iriam acabar no Supremo Tribunal Federal...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ROYALTIES DO PETRÓLEO

Está nas mãos da presidente Dilma evitar, através do veto, que um tetralógico projeto de lei aprovado do Congresso Nacional sobre royalties do petróleo seja consumado. Além da quebra de contrato e ruptura do pacto federativo, dita aprovação "distribui" uma coisa que ainda não existe, no caso, o petróleo a ser encontrado no pré-sal. Urge agora que a opinião pública, principalmente dos atuais Estados produtores, bem como de outros que potencialmente - por pesquisas em andamento se tornarão também fornecedores dessas riquezas -, se una no sentido de pressionar o referido veto, evitando as trágicas consequências macroeconômicas para as economias dos Estados, produtores ou não, em razão dessa aberrante decisão de um Parlamento totalmente equivocado.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CHORO DE PERDEDOR

Um dia após o Congresso aprovar a redistribuição dos royalties dos campos de petróleo já leiloados, o governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que a mudança gera um colapso nas finanças públicas do Estado. Cabral disse que não será possível fazer a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíada (2016) sem esses recursos. De acordo com ele, as novas regras, se mantidas, significam uma perda de R$ 4 bilhões para o Rio já no ano que vem. O Cabralzinho adora fazer charme. Depois que seu guru, Lulla, saiu do governo, ele está mais perdido que cego em tiroteio, e ainda quer fazer pressão. Se o Rio está mal, imaginem Sergipe e Alagoas? Sai dessa vida, Cabral, vai chorar na cama, que é o melhor lugar. Dividir é preciso, saiba fazer isso e, se precisar de dinheiro, fale com seus amigos da Delta e tá tudo arresorvido.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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PROVA DE INCOMPETÊNCIA

O governador do Estado do Rio disse que só este ano a perda do Estado com a nova lei dos royalties será de R$ 4 bilhões. Não chega nem a 10% do orçamento do Estado para 2012. Disse que com esta perda não se faz Copa, Olimpíada, não se pagam servidores ativos e inativos, etc. Falou um monte de baboseiras. Primeiro, que pela Constituição estadual os pagamentos de servidores ativos e inativos não podem ser suspensos. Se necessário for, suspendem-se os investimentos para atender à folha de pagamento. A folha de pagamento estadual é para ser atendida pelo orçamento fiscal, e não por uma receita de royalties, cuja finalidade é outra. Fica fazendo chantagem. Uma perda de menos de 10% do orçamento estadual provocar este estrago todo que o governador diz é ser muito incompetente. Corta em outros itens.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A EFICIÊNCIA DE CABRAL

Eu nem sabia que era o Estado do Rio de Janeiro que está patrocinando as obras da Copa e da Olimpíada. Pensei que fosse o governo federal. Obrigado pela informação, governador Cabral. O senhor faz morrer de inveja os demais governadores que não conseguem nem asfaltar uma estradinha sozinhos.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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CASO UBIRATAN

Carla Cepollina foi absolvida da acusação de ter assassinado o coronel Ubiratan, que a mídia elegeu como monstro do "massacre do Carandiru". De forma contraditória, ela comemorou a decisão do júri dizendo que o assassino continua solto. Ora bolas, durante o julgamento ela acusou um assistente já falecido da vítima, de ter cometido o crime contra seu namorado, por causa de divergências durante a campanha de reeleição do coronel Ubiratan para deputado estadual. Temos de saber se ele continua solto no céu ou no inferno! O Brasil é uma massa falida em todos os sentidos!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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TRIBUNAL DO JURI

A absolvição da advogada Carla Cepollina - acusada da morte de seu ex-namorado, o Coronel Ubiratan - mostra bem como são imprevisíveis e aleatórias as decisões proferidas pelo Tribunal do Júri. Talvez o resultado fosse outro se o julgamento ocorresse em uma vara singular, por um juiz de direito togado e não por jurados leigos que nem sequer precisam fundamentar seus votos, como ocorre no Júri. Embora tenha previsão constitucional, o Júri Popular - do jeito que funciona hoje no Brasil - dá margem a inúmeros erros e injustiças, onde inocentes são condenados e culpados são absolvidos pelos jurados. Ao invés de provas, argumentos e razão, no Júri prevalecem a emoção, o teatro e a encenação. A sensação que se tem ao assistir certos plenários do júri é a de estarmos num palco de circo, num teatro bufo, cheio de canastrões e maus atores, algo arcaico, que não tem nada que ver com a ideia de justiça e nem com o que deveria ser um julgamento justo e imparcial.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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QUEM MATOU ODETE ROITMAN?

A absolvição de Carla Cepollina nos remete à antiga novela Vale Tudo. Pelo visto, o mistério sobre a morte do coronel Ubiratan vai permanecer...

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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QUEM FOI, ENTÃO?

Se não foi a namorada, quem foi então que matou o coronel Ubiratan? A justiça determinará a abertura de novas investigações, ou ficará por isso mesmo, mais um crime sem solução, e pronto?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A absolvição da ré Carla Cepollina - no júri do Coronel Ubiratan Guimarães - graças à indefinição da hora da morte, conforme laudo necroscópico, leva mesmo os jurados a votar com a razão e não com o coração; um mínimo de dúvida sobre quaisquer crimes que estejam em julgamento, o favorecido é o réu. Se todos os processos dos Tribunais do Júri tivessem de ser julgados com o coração, não teria mais necessidade de cidadãos doarem algum tempo de suas necessidades profissionais para serem jurados. Como experiência própria de três participações como jurado, sei como mexe na consciência, a hora de apresentar o voto do "sim" ou "não". Portanto, a morte do Coronel Ubiratan está em aberto, mais um nó para nossas autoridades desatarem.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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MISTÉRIO

Carla Cepollina absolvida pela morte do Coronel: Permita-me: quem matou?

Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

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VIOLÊNCIA E SOLUÇÃO PROVISÓRIA

José Eduardo Martins Cardoso, ministro da Justiça, é também pré candidato ao governo de São Paulo em 2014, e por isso ele busca meios e modos de desqualificar o governo e a polícia de São Paulo e, ao mesmo tempo, lustra o nome do PT. A sua intenção de transplantar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro para São Paulo equivale a querer colocar açúcar em feijoada, não tem nada que ver conosco, pois as favelas no Rio de Janeiro eram territórios ocupados pelas quadrilhas de traficantes, onde ninguém entrava ou saía sem permissão. Aqui, em São Paulo, não existe isso, os criminosos buscam o anonimato ao escolher morar dentro das favelas. Mas pegaria muito bem ao ministro se ele colocasse o Exército dentro de Paraisópolis com as câmeras registrando tudo, para as cenas serem usadas à exaustão, não? A propósito, há três anos que as UPPs foram criadas e implantadas no Rio de Janeiro, entretanto ainda há comunidades que permanecem ocupadas pelo Exército, ou seja, uma situação provisória que se tornou permanente. Isso é lá solução que se apresente para São Paulo?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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EXÉRCITO NA FAVELA

Minha empregada mora em Paraisópolis e não quer saber de Exército por lá. Conheço várias pessoas que moram em Paraisópolis e que também não querem nem ouvir falar nisso. Quem é o jerico dono dessa ideia? Não pode ser o ministro Cardoso, não acredito que uma pessoa inteligente e de mais a mais paulista não conheça a realidade das favelas paulistanas. Têm bandidos? Têm. Mas a polícia nunca teve medo de entrar lá, lugar de maioria absoluta de gente trabalhadora, honesta, que luta pela vida, que vai a restaurantes, pizzarias, que frequenta os bancos locais, as academias de ginástica, faz compras no bairro, que desfruta do posto avançado do Einstein - uma beleza de empreendimento! -, que frequenta o AMA que o prefeito Kassab fez lá, que mora nos apartamentos (lindos, gente!) que Estado e Prefeitura construíram com pequeníssima colaboração do governo federal. Não se pode dizer que Paraisópolis seja uma maravilha, com excepcional qualidade de vida, mas é um bairro paulistano onde vivem 80 mil pessoas. Exército lá pra conturbar a vida dessas 80 mil pessoas? Que é isso? Vão catar coquinhos, gente! E o governador Alckmin tem a obrigação de não deixar que se faça essa estupidez! Bata o pé, governador!

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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TRANSFERÊNCIAS

Entre as medidas acertadas entre o governador Geraldo Alckmin e o ministro da Justiça, José Eduardo, para conter a onda de violência em São Paulo, a mais relevante e tardia é a transferência dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para prisões distantes de São Paulo. Só um detalhe: fazer revista antes, para evitar o uso de telefones (smartphones) celulares.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PALADINOS DA JUSTIÇA

Ao invés de o governo de São Paulo e federal se reunirem, como se diz, na "surdina" e montar um plano "matador" para refrear a criminalidade, aparecem todos muito pomposos, garbosos, dando entrevistas, aparecendo maciçamente na televisão e nos jornais, como paladinos da Justiça e salvadores da Pátria. É cedo ainda para dizer se essa joint venture, união de risco, dará resultado, mas, da maneira como está sendo feita, duvida-se muito. Os criminosos mais ainda. De quarta-feira para quinta-feira, mais oito assassinatos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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GUERRA NÃO DECLARADA

A resposta correta deve ser sair para matar com inteligência.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DIREITOS HUMANOS

Uma pergunta cretina, mas que não quer calar morreu 80 policiais nas mãos de bandidos, quantas vezes as famílias deles receberam apoio dos Direitos Humanos? Provavelmente nenhuma, mas em defesa destes criminosos eles são de uma agilidade descomunal.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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SOBRE MOTOQUEIROS

Separando-se os bons motoqueiros, os particulares e os profissionais conscientes, temos visto barbaridades provocadas pelos demais. Não respeitam as faixas de segurança, dos pedestres; atravessam os semáforos vermelhos na impunidade, pois os radares de semáforos de pista só conseguem fotografar os infratores pela dianteira, e as motos só têm placas na traseira; entram na contramão; xingam; zombam; chutam veículos; quebram retrovisores e bandidos perigosos praticam seus crimes sem serem reconhecidos pelo semblante por causa dos capacetes fechados. A solução para isso é a obrigatoriedade do uso de uma placa de números também na dianteira das motos e o uso de capacete dotado de abertura obrigatória para reconhecimento facial. Creio ser possível realizar apena uma adaptação aos atuais em uso. É difícil? Mas em nome da vida e da ordem isso é necessário. Com a palavra os poderes públicos...

Waldecy Antonio Simões netsimoes@terra.com.br

São Paulo

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COPA DE 2014

A maioria dos empresários brasileiros (74%) acredita que a economia brasileira vai crescer ao sediar a Copa do Mundo da Fifa de 2014, de acordo com dados do International Business Report 2012 (IBR), da consultoria Grant Thornton International, que ouviu 300 empresas brasileiras. Apesar da expectativa otimista dos empresários, apenas 1% deles acredita que a Copa vai aumentar o nível de emprego no País. Óbvio que parte da economia relacionada direta e indiretamente com o evento cresce pelo menos durante um período, que esperamos não seja muito breve. O que preocupa os brasileiros esclarecidos é o custo/benefício para a sociedade brasileira, principalmente com os superfaturamentos dos 12 estádios de futebol. Precisava de tantos?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

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A GRANDE MENTIRA

Serão R$ 6,7 bilhões, e não R$ 1,9 bilhão gastos na Copa do Mundo de 2014, somente com os estádios. Será 91% de dinheiro do Estado, e não 0%, sem considerar o que mais será gasto pelos municípios e Estados envolvidos. Essas são as verdades do que foram as grandes mentiras que ouvimos do governo federal em 2007, ao anunciar o compromisso da Copa do Mundo de Futebol. A questão não se restringe à mentira de nosso maior mandatário para nos convencer a aceitar esse compromisso político que o beneficiaria. A questão é que ele fez isso, e mentiu, para uma nação onde 50% das residências não tem esgoto, 40% não tem água, 10% da população é analfabeta e apenas 8% tem curso superior e ainda, mais de 60% dos alunos saem do ensino fundamental analfabetos funcionais (sabe ler, mas não entende) e também centenas morrem nos corredores de hospitais. Os interesses políticos e pessoais de um presidente se sobrepõe aos interesses de uma nação. A propósito, a África do Sul está demolindo estádios construídos para a sua Copa, por não terem mais utilidade rentável. Entretanto, Lula, não nos esqueceremos disso.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PROJETOS SOCIAIS

O governo deveria tirar exemplos de casos bem-sucedidos como os citados no artigo do vice-presidente da Fundação Itaú Social, Sr. Antonio Matias (Investimento social com base em resultados, 7/11, A2). Para uma educação eficiente, de nada adiantam mestrados e doutorados, como propôs na eleição o Sr. Fernando Haddad, se o professor ficar isolado no seu dia a dia. É na troca de experiências que se cria o novo. A avaliação do processo, como expõe o Sr. Antonio Matias, é essencial para o desenvolvimento pedagógico. Planejar para mudar, organizar para atuar, agir para transformar e avaliar para melhorar. Que os R$ 10 bilhões que o governo aplicará entre 2010 e 2014 sejam bem gastos.

Sandra Maria Macedo Pezeta sandra.pezeta@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO X BANDIDAGEM

Até quando vamos viver com este medíocre sistema de educação que temos no País? Será que não se dão conta de que sem investir com seriedade e competência em educação infantil, não vamos a lugar nenhum que preste? 1) Boa formação dos professores - bons salários, estímulos para a qualidade da formação - meritocracia; 2) Bom material didático, livre de ideologias e de erros de português e matemática; 3) Boa qualidade das crianças de 0 a 7 anos - alimentação e informação adequadas e doses enormes de amor, afeto e compreensão e; 4) Ajuda cultural e psicológica aos pais. Sem uma boa formação básica não há como desenvolver a conexão dos neurônios no cérebro do ser humano, e isso se dá até os 7 anos e vai permitir para o resto da vida que ele tenha capacidade de raciocínio e de assimilação do aprendizado. Hoje no Brasil, 97% das crianças com menos de 7 anos tem acesso às escolas, no entanto, 50% delas chega à oitava série, analfabeta funcional. Por quê? Porque há uma falha brutal nos 3 primeiros itens apontados e as crianças que não tem capacidade de raciocínio não retém nada do lhes é ensinado e, muitas vezes mal ensinado. Não apreendem nada, crescem e precisam subsistir. Quais são os caminhos mais fáceis? Droga, prostituição e bandidagem enfim. Enquanto persistir esse quadro cuja reversão se tudo for feito correta e perseverantemente levará de 20 a 30 anos, teremos essa situação de guerrilha urbana tomando conta, primeiro das periferias e na sequência em toda parte. A escola de bandidos esta dando uma goleada. Que Deus nos abençoe.

Fernando Ulhôa Levy foulevy@gmail.com

São Paulo

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ENEM

Não é razoável assistirmos às aberrações nos pronunciamentos de nossos representantes do povo. São manifestações eivadas de erros crassos de português, como singular e plural, concordância verbal, subjuntivo inexistente, etc., etc., e o que é pior, o desconhecimento de escopo dos assuntos pertinentes ao País, como geografia, história e ciências de nível fundamental. Ou seja, não podemos esperar leis que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos. Pelo que apreendo do comportamento, da forma e conteúdo dos pronunciamentos nas TVs Senado e Câmara, cheguei à conclusão de que a Lei da Ficha Limpa deveria ser objeto de um aperfeiçoamento fundamental: a exigência de aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos futuros candidatos a cargos políticos.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ERRO NO GABARITO

Na questão 136 do Enem, prova rosa, pergunta-se quantas viagens precisará fazer um maquinista para ganhar o máximo se ele viaja de 4 em 4 dias, ganha por viagem, começa a trabalhar em 1º Janeiro, tira férias de 1º a 10 de Junho e o ano tem 365 dias. Solução: De 1/1 a 31/5 temos 151 dias. 151=(4*37)+3. Temos 38 viagens. De 11/06 a 31/12 temos 204 dias. 204=(4*51). Temos 51 viagens. Total: 38+51=89 viagens. A resposta 88 no gabarito oficial do Enem está errada.

Jaques Gheiner, professor de Matemática da UFRJ jaquesg@gmail.com

Rio de Janeiro

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