Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2012 | 02h04

Democracias

Sem maioria no Congresso dos EUA, Barack Obama, mesmo antes de tomar posse de seu segundo mandato presidencial, chamou publicamente os opositores republicanos para o diálogo. Bem diferente do método usado pelo ex-presidente Lula, que por intermédio do seu "primeiro-ministro" José Dirceu chamou os opositores às trevas do gabinete ao lado e criou o sistema mensalão... E agora não adianta reter o passaporte de Dirceu, o rei do disfarce. O que deve ser feito é um rígido controle das cirurgias plásticas...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Passaportes apreendidos

O lobo perde o pelo, mas não o vício. Dirceu diz na caradura que todos os réus do processo do mensalão estão representados por seus advogados legalmente constituídos e por isso não fugiriam do País. Pensa enganar quem, cara-pálida? O recolhimento dos passaportes é de praxe. Salvatore Cacciola, de posse do dele e amparado em habeas corpus do STF, fugiu para a Itália num avião de carreira, belo e formoso. Não que a falta do passaporte impeça réus amparados por companheiros de fugir pela imensa e permeável fronteira brasileira. Neste caso se aplica uma dificuldade a mais.

RUY COLAMARINO

1945.ruy@gmail.com

São Paulo

Fuga dos mensaleiros

Com o dinheiro que os mensaleiros possuem e a influência que ainda têm, esperar que não fujam do País é o mesmo que acreditar em Papai Noel.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Populismo jurídico

José Dirceu: "Reter passaportes é populismo" - sem o pingo no i.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

Zé Dirceu, você acha realmente que é popullismo?!

OLAVO P. SILVEIRA

opsilveira@terra.com.br

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

O 'novo' de Haddad é velho

No domingo 4/11 o Estado debruçou-se sobre o plano de governo de Fernando Haddad (PT) depois que a eleição passou. E constatou que o "novo" tem ao menos dez obras viárias previstas pela gestão Kassab. Se usar o mesmo crivo, verá que também nas demais áreas da administração o "arco do futuro" é um simulacro de novo, temperando planos já existentes com clichês ideológicos. A começar pelo título, tirado de uma série de intervenções previstas para o conjunto de avenidas em torno do centro expandido, tema da tese de doutorado do urbanista Cândido Malta. De 1972...

LEÃO SERVA

leao@superig.com.br

São Paulo

Dias sombrios à vista

Li no Estadão a nota Haddad quer tirar coronéis (2/11, C4), referindo-se à presença de policiais militares em 30 das 31 subprefeituras da capital, para entregar esses cargos a políticos dos partidos da chamada base aliada. Inacreditável! Poucos dias se passaram da vitória eleitoral e já podemos vislumbrar o futuro da nossa cidade com o PT na Prefeitura. Com os coronéis PM houve sensível redução da corrupção e notável aumento da eficiência na área das subprefeituras, consequência da formação íntegra e profissional dos militares da gloriosa PM do Estado de São Paulo. E agora se vislumbra o aparelhamento da administração municipal e o loteamento de cargos, com o retorno da famosa "caixinha", numa área vital para o munícipe, que engloba, inclusive, o uso e a ocupação do solo. Esse fato me lembra o que me disse um amigo que estava em Nova York no meio da tempestade extratropical, há poucos dias: "Isto aqui está realmente um caos, mas nada comparável com o que será de São Paulo com a administração do PT".

CARLOS BRANCANTE

carlos@brancante.com.br

São Paulo

Projeto socialista

Por coincidência, eu estava a trabalho na Alemanha no dia da eleição de Haddad. Comentei o fato com colegas alemães e informei-lhes que o partido do novo prefeito é de esquerda e o da vice-prefeita, comunista. E ambos são dados a projetos socialistas-stalinistas, como o controle social da mídia, intervenções estatais, aparelhamento, etc. Incrédulos, disseram-me que na Alemanha o único projeto socialista que existe é o do Museu do Socialismo, a ser instalado na antiga Berlim Oriental.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Transição

Haddad dividindo espaço da Caixa Cultural com Gepetos de Praga? Esperamos que não se transforme num novo Pinóquio.

RUBENS MARCONDES

rmarcondes@estadao.com.br

São Paulo

Controlar

Haddad prometeu na campanha acabar com a taxa da Controlar já no próximo ano. Depois de ganha a partida, porém, anunciou que a isenção dessa taxa dependerá da aprovação na Câmara Municipal. E aí, se não houver tal aprovação, como fica? Pura promessa enganosa de campanha para iludir a população? Vamos aguardar para ver no que vai dar essa história. Estamos de olho nelle.

JOÃO ROCHAEL

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

IPTU

Todo prefeito precisa de mais dinheiro, porém, sr. Haddad, faça isso de forma justa. Aumentar o IPTU é um gesto covarde, perpetrado por seus antecessores Marta e Kassab, com a conivência dos vereadores. Quer aumentar a taxa na venda de um imóvel? OK! Lembre-se de que imóvel que se valorizou no mercado imobiliário não é dinheiro no bolso. Muitas famílias têm problemas há anos para pagar o IPTU no nível indecente em que já se encontra. A classe média está pagando IPTU que é, a meu ver, "pagar aluguel em casa própria". Pense nisso.

RICARDO GUERRINI

ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

Forcas

Marta Suplicy disse que "Serra se enforcou com a própria corda". E quem salvou Marta do "enforcamento", o Ministério da Cultura?

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

Ribeirão Preto

CPTM, Metrô, favelas...

Terminadas as eleições, acabaram também as panes no Metrô, nos trens da CPTM e nenhuma favela pegou fogo. Por que será que eu não me surpreendo?!

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

 

PANELAÇO NA ARGENTINA

Atenção, senhores políticos profissionais: os padrões de liderança estão em profunda transformação. Em várias partes do mundo, graças aos avanços tecnológicos, os senhores, forjados em modelos do passado, não são mais tão necessários para a mobilização da sociedade contra mazelas tais como corrupção, gestões incompetentes, falta de segurança pública, infraestrutura insuficiente e politizada (“apagões nunca mais”), agressões à liberdade de imprensa, subterrâneos financeiros e mentiras de toda espécie. Não há como resistir. Ou os senhores aprendem a lidar com estes novos e mais espontâneos formatos de pulverização de poder ou correm o risco de ser deletados, por constituírem elementos nocivos ao debate de questões fundamentais. E os novos ares estão próximos, ali mesmo, na Argentina dividida, onde as recentes mobilizações contra o governo de Cristina Kirchner ocorreram sem a sua participação. Divisão é o que não falta por aqui. Será que los hermanos têm algo a nos ensinar?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A CIDADANIA DOS ‘HERMANOS’

Nossos hermanos argentinos estão dando uma demonstração de cidadania invejável. Aqui, no Brasil, infelizmente não conseguimos mais do que 4 mil pessoas para uma passeata cívica para protestar contra os inúmeros corruptos que roubam descaradamente o dinheiro publico. Na noite de quinta feira, milhares de pessoas foram às ruas na Argentina e fizeram um “panelaço” em frente à Casa Rosada, para mostrar à Sra. Cristina que ela não “pode tudo” – e olha que ela foi reeleita recentemente. Que sirva de lição para todos os brasileiros, que não devemos empunhar bandeiras e cantar o Hino Nacional só em jogos da Seleção Brasileira. Cidadania é uma forma de colocar um freio nas roubalheiras imensas que afetam a Pátria amada.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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MOBILIZAÇÃO

Saturados da politicalha, os argentinos vão à avenida do Obelisco, a principal avenida de Buenos Aires. A foto do evento revela a grande intensidade da manifestação popular, na qual as palavras de ordem eram “liberdade”, “imprensa livre”, e “não à corrupção” (Panelaço antigoverno mobiliza argentinos, O Estado de S. Paulo, 9/10/2012, página A21). A população argentina está dando um belo exemplo ao mundo... e semeando a democracia.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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CONTENTAMENTO

Não há como negar a nossa inveja dos nossos vizinhos hermanos, em se tratando da insatisfação com o governo, se juntam com panelas nas mãos, para um dia não faltar o que pôr nelas. Agora, e aqui? Os nossos “caras pintadas”, cadê? O brasileiro perde tudo, a educação, a saúde, a dignidade, o que comer e até os dentes, mas se contenta com o bolsa família.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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QUE NOS SIRVA DE EXEMPLO

Embora discorde de muitas coisas que los hermanos fazem, esse panelaço mostra que eles têm noção de civismo e patriotismo. O panelaço que o Estadão noticiou e que apareceu em alguns jornais televisivos de São Paulo nos mostrou que milhares de cidadãos, convocados via internet, compareceram às ruas, especialmente diante do Obelisco da Avenida 9 de Julho, para protestar contra o governo da presidenta Cristina, que está levando ao caos a economia argentina, mas está gastando horrores, especialmente com a reforma de um banheiro na Casa Rosada. Desejo cumprimentar os argentinos pela manifestação, que já deveria ter ocorrido no Brasil em 2006, mas até agora os brasileiros, patriotas apenas quando jogam futebol, nunca fizeram. Que essa manifestação nos sirva de exemplo e que saiamos às ruas também, antes que os lullopetistas acabem com o Brasil.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PODERES UNIDOS CONTRA O CRIME

A união de forças de segurança e fazendárias federal e estaduais é um importante caminho para o combate à criminalidade alta e aos ataques do crime organizado. O trabalho ganha mais força ainda com o pronunciamento do desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, que coloca no esquema a Justiça e seus préstimos. Executivo de todos os níveis, Justiça e Ministério Público constituem a grande força da sociedade capaz de suplantar o crime e devolver a tranquilidade à população. São Paulo poderá oferecer ao Brasil um grande parâmetro de trabalho conjunto para o combate ao crime. Os cidadãos paulistanos esperam, apreensivos, que as autoridades envolvidas no processo se esqueçam completamente de suas cores partidárias e, principalmente, da eleição que ocorrerá daqui a dois anos. Se o componente político-eleitoral vier a poluir o processo, sua falência será, lamentavelmente, inevitável...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SERÁ QUE TEM JEITO?

A coisa continua feia, talvez horrível mesmo, nesta atual onda de violência que assola São Paulo. Débeis mentais incendeiam ônibus, participantes de “baile funk” saqueiam comércio, além dos assassinatos habituais. Enfim, a bagunça está se generalizando, inclusive para o interior do Estado. Boas ideias nunca prosperam neste país, mas idiotices como esta se espalham feito fogo na palha, então não seria surpresa se os demais Estados da Federação fossem também atingidos. Estamos próximos da “saída temporária” e ao indulto de Natal para os presos, o que deve agravar ainda mais a situação. Daqui para o fim de ano fica difícil dar quorum a qualquer coisa no Congresso Nacional, mas são urgentes providências para que, pelo menos, os suspeitos permaneçam presos enquanto os fatos são investigados.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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FORA DE CONTROLE

Uma média de 11 mortos por madrugada, ônibus incendiados e, segundo o ocupante do Palácio dos Bandeirantes, é apenas um momento de estresse da segurança pública, e o Primeiro Comando da Capital (PCC) é lenda. De todos os períodos em que este Sr. ocupou a mansão no Morumbi, este certamente é o pior. Perdeu totalmente o controle do Estado, não só na segurança, mas também em educação, saúde, transportes, etc. E o silêncio de cemitério da imprensa paulista...

Antonio C. Ciccone cicconeac@hotmail.com

Carapicuíba

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OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE

A barbárie que atinge São Paulo, na forma de atentados indiscriminados, de árdua semelhança com atos terroristas, merece ser combatida em dois fronts: um, tecnológico, por meio do bloqueio do sinal de celulares nos presídios; e o outro, atávico ao revigorarmos da lex talionis (Lei de Talião)...

Caio Bastos cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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TRANSFERÊNCIA DE PRESOS

O governo do Estado de São Paulo e a Polícia estão confiantes em que as transferência de presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) para outras penitenciárias federais (8/11, C6) podem reduzir sua capacidade de comando sobre os bandidos em São Paulo. Por aqui, as penitenciárias não têm conseguido êxito nem de impedir a entrada de celulares nem de evitar suas transmissões. É de indagar se nas penitenciárias federais os “Piauís” não conseguirão reabrir suas redes de transmissão! Seria um tanto mais confiável nos resultados de conter esses desafios que os bandidos vêm enfrentando o aparato de segurança do Estado, se o Estado já tivesse adotado uma política de segurança zero, tal como o que fez a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contra os motoristas, com o advento de barreiras e bafômetros, com o desenvolvimento de tecnologia de multa online, operação delegada (reduzindo a capacidade de trabalho de milhares de policiais militares (PMs) na sua missão precípua para atuarem em suas folgas, na máquina multadora da CET). Na contramão da ameaça à segurança pública pelos PCCs em passado não muito distante, criaram-se Batalhões de Trânsito.

José Ávila Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIMINALIDADE

Como lutar, controlar e reduzir a criminalidade? Como evitar que a própria polícia sofra atentados e crimes, se um dos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio e acusado de vários outros crimes, vai a julgamento por um crime onde existe o cadáver e provas testemunhais de sua autoria, termina absolvido? Não é instalação de postes de iluminação, não é concentração de tropas federais em algum lugar e nem reuniões de CNBB que vão resolver a tão grave questão. São as reformas dos Códigos Penal, Civil e, amplamente, do Judiciário. É acabar com a imoralidade da impunidade que reina no País, acabar com as reduções de penas (aumentar, sim, por mau comportamento), acabar com os indultos e definir regras claras e rígidas na administração de presídios.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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DE QUE PLANETA, SECRETÁRIO?

Dez assassinatos no mínimo todas as noites, toque de recolher anunciado por bandidos nos bairros da periferia, consumidores de crack barbarizando pelas praças, parques e viadutos, 90 policiais mortos por bandidos no ano, operações de guerra nas favelas da capital e o secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, diz que a situação da violência na capital está sob controle. De que capital? De que Estado? De que país? De que planeta, secretário?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SEM AS FORÇAS ARMADAS, SP PODE NÃO VENCER

11 pessoas assassinadas e 11 feridos, além de um ônibus incendiado, deixando o cobrador em chamas, por não ter tido tempo de abandonar o coletivo, queimado e destruído por oito homens. Por sorte não corre risco de vida. Próximo ao local onde o ônibus foi incendiado um homem foi executado com cerca de dez tiros por dois bandidos numa moto. Este foi o incômodo resultado de mais uma madrugada sangrenta em São Paulo. O terror e o medo em toda sua plenitude. Um verdadeiro “Tribunal de Execuções” em vias públicas. Ao que parece, as recentes medidas anunciadas por autoridades federais e estaduais para por freio à violência não sensibilizaram, nem tampouco intimidaram os terroristas urbanos. Motoqueiros assassinos prosseguem o ritual macabro, covarde e desafiador de execuções sumárias de vítimas indefesas, sejam policiais ou não. A anunciada instalação, ontem (9/11), de um gabinete de crise na capital paulista, como um centro de operações integrada; a transferência de perigosos bandidos para penitenciárias de segurança máxima, fora dos limites do Estado, levando para ali líderes de uma facção criminosa e meliantes que participaram das execuções de policiais; a troca de informações na área de inteligência policial com a participação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal; a intensificação e reforço do patrulhamento em pontos críticos e a destinação de recursos federais ao Estado são medidas necessárias e de suma importância, porém é preciso mais, e urgentemente. Faz-se necessário, a esta altura, em face das constantes cenas de medo e pavor, uma imediata medida legal de impacto. É preciso encarar realisticamente a perigosa e tamanha afronta à sociedade, antes que o discurso das autoridades torne-se desacreditado. Por mais que se relute contra tal medida, a urgência requer a presença imediata das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança em São Paulo em apoio ao aparelho policial do Estado, que a esta altura parece-me no limite de sua capacidade operativa. Chegou a hora e vez do emprego de tropas federais para por fim a gravíssimo comprometimento da ordem pública, com o pulso forte do governo federal , com base na legislação em vigor. O embasamento legal, como remédio jurídico necessário, aí está e precisa ser escolhido: Artigo 34, inciso III, da Constituição federal de 88 A União não intervirá nos Estados-Membros nem no Distrito Federal, exceto para: III- por termo a grave comprometimento da ordem pública. Artigo 142 da Constituição federal de 88 As Forças Armadas (...), constituídas pela Marinha, Exército e pela Aeronáutica (...), destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da LEI e da ORDEM. Artigo 15 da Lei Complementar 97/99, parágrafos segundo e terceiro – § 2º - A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, APÓS ESGOTADOS OS INSTRUMENTOS DESTINADOS À PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA E DA INCOLUMIDADE DAS PESSOAS e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição federal. § 3o (com o acréscimo da Lei Complementar 117/04) Consideram-se esgotados os instrumentos relacionados no art. 144 da Constituição federal quando, em determinado momento, forem eles formalmente reconhecidos pelo respectivo Chefe do Poder Executivo Federal ou ESTADUAL como indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão constitucional. É hora e vez , pois, do governo federal reconhecer o seu poder legal de atuação no campo da ordem pública e do governo estadual aceitar o emprego das Forças Armadas em seu território. Não se pode mais ficar contabilizando o número de assassinatos de cidadãos na calada da noite como se vivêssemos no “Antigo Faroeste” ou no “Novo México”. Bandidos, sejam traficantes ou milicianos, têm a favor de si o elemento surpresa e a polícia não é onipresente. Trata-se de uma guerra desigual onde o setor de inteligência policial, além de precisar contar com o apoio e de dados de denúncia de uma população amedrontada pelos “toques de recolher”, precisará de tempo para análise das informações e tempo para uma contra-ofensiva legal é o que não se tem mais. Vidas humanas estão sob perigo iminente, a qualquer momento e em qualquer lugar. A possibilidade de ser friamente executado por motoqueiros assassinos é real, principalmente na região da Grande São Paulo e é preciso agir urgentemente através uma medida de impacto “baixar” a febre alta da violência. O patrulhamento de ruas, avenidas, rodovias e pontos críticos e a ocupação temporária de comunidades com altos índices de criminalidade, sem falar na cooperação da área de inteligência, são ações que podem ser desencadeadas pelas tropas federais, com o também emprego da Força Nacional de Segurança, como medidas importantes de apoio às forças de segurança do Estado. O fato é que a análise conjuntural do contexto de violência na capital e na periferia de São Paulo, demonstra nitidamente que chegou ao limite da ousadia criminal e o governo estadual precisa admitir, em caráter de urgência urgentíssima, o apoio das Forças Armadas. Discursos e comentários de autoridades, sob os holofotes da mídia, não freiam dedos assassinos. A violência e a afronta da criminalidade foram longe demais. A restauração da ordem pública, na defesa da sociedade, tem que ser imediata. Orgulho e soberba têm limites quando ao assunto é agir e enfrentar urgentemente perigosos traficantes e milicianos. Depoimentos oficiais não tranquilizam também, neste instante, a sensação de insegurança e de temor ao crime, nem tampouco consolam famílias enlutadas pela covarde ação dos assassinos em série. É preciso ação antes que a sensação de insegurança se generalize. Há um grupo de covardes exterminadores agindo friamente em São Paulo e terão que ser freados. Forças Armadas já! Mãos à obra. A incolumidade de cidadãos, a ordem pública e a ordem institucional estão sob grave ameaça. O “Tribunal de Execuções”, em vias públicas, apavora e desafia autoridades.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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FORÇA MÁXIMA

No Rio de Janeiro, a Polícia Militar já retirou do patrulhamento das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) 273 fuzis. Especialistas apoiam essa medida e a justificam pela alta letalidade desse tipo de armamento. Essa arma é usada pela polícia desde a década de 90, com o objetivo de fazer frente à bandidagem que nos confrontos já a usava, em desvantagem para a força policial. O fuzil é uma arma de guerra. No Rio e em São Paulo, como nas maiores cidades brasileiras, não deixa de ser uma guerra o que a sociedade está sob ameaça constante. No covil da bandidagem devem estar festejando a medida, porque, de posse dos fuzis, estarão em vantagem contra as forças policiais. Desarmemos a sociedade, fiscalizando a entrada de armas e drogas nas fronteiras secas e marítimas. A destruição do inimigo justifica o uso da força máxima.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INJUSTIÇA FLAGRANTE

1) Um dia, viciados em crack daqui, da capital, “decidiram” que eles eram os donos de alguns quarteirões bem no meio do que se convencionou chamar de Nova Luz, um projeto urbanístico cujo escopo é recuperar uma zona totalmente degradada. Chegaram a montar barracas,varais de roupa, fogões e botijões de gás, colchões, tralhas e até animais domésticos, inaugurando um verdadeiro hall de entrada para o inferno em pleno centro velho de São Paulo. Ninguém que não fosse do “ramo” poderia circular naquele pedaço, somente usuários e traficantes dando um espetáculo dantesco. Vigias ficavam nas esquinas que delimitavam a área, impedindo a passagem de estranhos. Agora, eu pergunto: quem já viu uma turma de drogados tão organizados assim? Alguém duvida de que por trás daqueles infelizes havia gente bem lúcida, usando-os como massa de manobra para atingir outro fim, qual seja, o de desconstruir as administrações municipal e estadual em São Paulo? Quando a Prefeitura e a Polícia Militar tentaram pôr em prática uma ação para fazer a retirada deste pessoal que usava indevidamente o espaço público, parte da imprensa e a “turma da demolição” caíram em cima, apelando para os direitos humanos, chamando Gilberto Kassab de nazista e de outras amenidades mais e a nossa operosa Polícia Militar foi devidamente demonizada... Desconstrução concluída! 2) Ontem (9/11), no Rio de Janeiro, policiais realizaram uma ampla operação para reprimir o tráfico de drogas, e para isso foram usados helicópteros e carros blindados e uma tropa de homens treinados. Quatro criminosos foram presos, um foi morto, e cerca de 20 usuários de drogas foram recolhidos. A Polícia conseguiu apreender 4.500 pedras de crack, ou seja, foi uma ação exitosa porque a “turma da demolição” não atua no Rio de Janeiro, até porque o Cândido Vaccarezza já deixou bem claro para o Sérgio Cabral: “Você é nosso e nós somos teu”. Aplausos merecidos para os policiais, mas a injustiça cometida contra a Polícia de São Paulo é flagrante!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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HONRADEZ X ESPECULAÇÃO

Cumprimento o prefeito eleito Fernando Haddad, por honrar sua promessa de campanha e rever Nova Luz (C7, 7/11). Gilberto Kassab não pode licitar a Nova Luz porque a necessária Declaração de Utilidade Pública da região caducou em maio e está em período de carência; não me surpreenderia algum estratagema nesses últimos 50 dias de seu péssimo governo para ilegalmente tentar entregar o bairro Santa Ifigênia à especulação imobiliária – e ensejar novas ações judiciais saneadoras. A ferramenta da Concessão Urbanística de Kassab e Police Neto nada mais é que um instrumento de “roubo de terrenos legalizado”; e, agora, deve ser restrita à sua correta natureza no desenvolvimento de infraestrutura urbana em terras devolutas, ou agrícolas, no nível da revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) em 2013; ou melhor, excluída desse PDE visto a sua deturpação nessa administração. Que a honradez faça escola nessa cidade.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PSDB SEM ENERGIA E BANDEIRAS

A carta do secretário de Energia de São Paulo, o Sr. José Aníbal publicada no Fórum dos Leitores (6/11, A3) falando de “energias renováveis” e reclamando, com razão, da falta de planos federais para essa área, mostra mais uma vez, que o seu partido está carente de grandes bandeiras. Se o PSDB, a exemplo do modelo federativo americano, estivesse entrando no Congresso com uma proposta de descentralização do poder concedente, o secretário, com certeza, estaria tratando de questões mais em sintonia com a grandeza do Estado de São Paulo.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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AMEAÇAS AO SETOR ELÉTRICO

Não me importam as reduções nas contas de luz a partir do próximo ano, nem os critérios para indenização de usinas hidrelétricas e de companhias de transmissão, nem os modelos para permitir a renovação antecipada de concessões. Só o que me interessa, no momento, é a devolução do meu dinheiro, parte dos R$ 7 bilhões cobrados indevidamente nas minhas contas de luz devido a erro de metodologia no cálculo dos reajustes das tarifas de energia elétrica, entre 2002 e 2009. Quero o meu dinheiro de volta já. Chega de embromação!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ALÍVIO NA CONTA

“Presidenta” Dilma Rousseff, como bom brasileiro que rigorosamente controlo minhas contas de consumo, gostaria de lembrá-la de que em meu orçamento para o mês de dezembro já fiz meus cálculos baseados na redução do preço da energia elétrica. Caso a redução prometida não ocorra, corro sério risco de ficar sem meu panetone de Natal.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CONCESSÕES DO SETOR ELÉTRICO

Para colocar as concessões nesses termos, dá a impressão de que a Dilma nunca teve um carro velho usado e nunca precisou ir ao mecânico nem no eletricista. Caso afirmativo, gostaria que ela me mandasse marca e modelo, porque vou comprar um.

Fernando Makoto Fucamizu fernandofucamizu@hotmail.com

Marília

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O ‘RONALDINHO DO LULA’

Tudo como manda o figurino. A empresa Gamecorp, criada por Lulinha, o “Ronaldinho do Lula”, recebeu R$ 5 milhões da antiga Telemar, que mais tarde fundiu-se com a Brasil Telecom, criando a Oi. A empresa é concessionária pública e seu sócio é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa sociedade chamou a atenção do Ministério Público Federal (MPF), que abriu um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência. Nem é preciso dizer que esse crime é um dos mais difíceis de ser provados. O que aconteceu com Antonio Palocci, Erenice Guerra e Fernando Pimentel sob suspeita do crime tipificado no artigo 332 do Código Penal? Nada. Todas as investigações foram arquivadas. No caso do Ronaldinho do Lula, a empresa Gamecorp estaria mal das pernas, acumulando um prejuízo de pouco mais de R$ 6 milhões. Isso é o que menos importa, pois o sócio garantidor BNDES vai assumir o rombo. E o povo paga! Lulinha está no melhor dos mundos, nem perde o sono por essa bobagem.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MANOBRA ESPÚRIA

Infelizmente, a Polícia Federal e o Ministério Público, de quanto em vez, se mostram “abobalhados” em seus julgamentos, mesmo que as provas sejam fulgentes. Em qualquer lugar do mundo, se um filho de um presidente da Republica recebesse o aporte milionário para sua empresa de fundo de quintal por uma grande empresa que esperava uma ajudinha do mesmo governante, isso seria caso para impeachment. Se nesse caso o filho fosse de qualquer “mortal” se justificaria, mas do Lulinha, faça-me o favor, se este caso fosse parar no Supremo Tribunal Federal (STF), aí teríamos outra interpretação. Mais uma manobra espúria a lamentar desde que os petistas impuseram a “nova visão ética” na política.

Leila E. Leitão

São Paulo

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OBAMA, O ‘CARA’

A história americana é muito interessante. Abraham Lincoln foi o 16.º presidente americano, que era contra a escravidão e promoveu a abolição dos escravos (1863). O ato ampliou o ódio nos separatistas do sul. Lincoln foi o primeiro presidente americano assassinado (1865). Após 145 anos de liberdade, foi eleito (2008) e reeleito em (2012) o primeiro presidente negro americano, para comandar a maior potência do mundo! Detalhe: Nos Estados Unidos a população afro é de 15%, e lá sempre existiu a Ku Klux Klan, que é uma organização racista. No Brasil, a população afro é superior a 50%. Diante do exposto, Obama realmente é o cara!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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A VITÓRIA DE OBAMA

A reeleição de Barack Obama afasta o fantasma belicista republicano e mantém viva a esperança de dias melhores, sob um comandante sensato. Também demonstra o avanço do eleitorado americano frente ao nosso; ainda incapaz de vencer certos preconceitos. God bless the USA!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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AMERICANOS E BRASILEIROS

Parabéns a Obama, o cidadão americano está em festa e orgulhoso, como aqui, no Brasil, também estamos orgulhosos do nosso representante da raça negra, o digníssimo ministro Joaquim Barbosa. Os senhores calaram a boca de muitos que torcem pela impunidade e desigualdade do “quanto pior, melhor”.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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‘LATINO’S POWER’

Se nos EUA os latinos começam a decidir, então latino por latino prefiro o Brasil, onde pelo menos tem futebol e samba (além de mulher, é claro!).

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Parabéns ao Estadão pela publicação (9/11/2012) do caderno de Educação, Ferramentas para o Desenvolvimento. Espero que as autoridades façam como o jornal, assumam!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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LEITORES MIRINS

Como professora do 1.º ano D da Escola Municipal Dr. Avedis Victor Nahas, em Taubaté (SP), compartilho com alegria nosso projeto de leitura “Roda da Leitura” através do jornal. Desde o dia 24/10 até 1.º/11 foi realizado um trabalho de estudo e exploração da estrutura deste gênero informativo: formatação, escolha de noticias, edição, manchete e dos diferentes cadernos. Em grupos, os alunos puderam folhear, apreciar, e escolher notícias para a montagem de um painel e para a realização de uma “leitura colaborativa”, onde todos puderam participar com sua fala. Um projeto de leitura de jornal, crescente, que permitiu desde o seu manuseio até as variadas rodas de conversas, dentre essas com a noticia por eles escolhidas: Pai que largou filho ferido alega amnésia, jornal O Estado de S. Paulo, caderno Cidades, C5. Permitiu um embasamento e desejo de participarem do Fórum dos Leitores. Incentivei essa participação mostrando que como leitores eles podem ter voz. Apresento, agora, o resultado do trabalho Carta Do Leitor, construída pelos próprios alunos durante a roda de leitura: Olá, aqui quem está falando é a turma do 1.º ano D, da Escola Dr. Avedis Victor Nahas. Ficamos tristes com esta notícia e esperamos que se descubra a verdade. Que os pais levem a sério: “Lugar de criança é no banco de trás” e sSe for dirigir não beba”. André Luiz, desejamos que fique bom logo, logo. Alunos do 1º ano D.

Tânia Marcia de Toledo Leite, professora taniamtl25@hotmail.com

Taubaté

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EDUCAÇÃO E FALTA DE CONECTIVIDADE

A respeito da notícia intitulada Governo vai investir R$ 2,7 bilhões em pacto para alfabetizar crianças até os 8 anos, para entender e começar a pensar no que fazer, seguem algumas ideias. Precisamos acabar com esse mecanismo, é nesse processo anunciado que os recursos começam a se esvair e não chegam às escolas. Fato primaz “se temos educação é por que existe aluno”, o mais é pura ideologia e vontades outras que não o ensino-aprendizado. Na busca da educação de excelência, as decisões devem estar próximas das necessidades educacionais onde se encontra o aluno, na escola, que por sua vez esta bem longe, física e acessivelmente dos órgãos centrais de administração da educação. Por falar nesses órgãos, lá não existem salas de aula, apenas demandas dos programas idealizados para dar conta do que “entendem” como o dia a dia educativo. Essa estrutura posta hoje e que vem malhada de anos a fio serviu e serve para uma política de dominação das bases, que são cooptadas por ofertas de recursos mínimos que não dão conta das necessidades locais, por falta de entendimento da realidade territorial aliada às carências de funcionalidade. Para vislumbrar, se pegarmos como parâmetro a liberação de uma unidade escolar instalada e pronta para funcionar para uma localidade que sobrevive somente dos recursos do fundo de participação, e, achar que essa conseguirá operacionalizar esse aparelho social com recursos próprios, é mero engano. Sem contar, ainda, com o conjunto de custos extras com pessoas necessárias, a sua forma de contratação, sua formação continuada, o que prevê o plano de carreira, piso salarial e por aí vai... Ou seja, uma organização prestadora de serviços educacionais funcionando na sua plenitude. Além dos custos extras não serem contemplados nos programas, os recursos a serem liberados precisam evitar as viagens que o dinheiro faz até chegar onde precisa, e ainda se desgastando e perdendo significativamente parte do montante pelos caminhos tortuosos da administração financeira da educação e, pasmem isso tudo em plena era da informática com informações em tempo real, num país referência mundial em sistemas informatizados.

Isso é claramente notado quando da realização anual do censo escolar em que diversas informações são colhidas, entre elas a quantidade de alunos para se ter o número de matrículas e poder repassar o recurso per capita, que não da conta da realidade posta para maioria das escolas brasileiras. É no mínimo fazer mau uso da informação. A questão da distribuição dos recursos da educação tem que ser tão ágil quão é o destaque e destino de impostos na emissão de uma fatura de venda de produtos e serviços. Haverá de ser, dessa forma, pois se ensino-aprendizado é processual e contínuo ao longo do ano letivo, os recursos para que isso aconteça devem chegar ao mesmo diapasão. Trocando em miúdos, o dinheiro necessário para o bom funcionamento da escola deve ser canalizado direto para a conta da unidade, sem entraves e de forma contínua. Ajustes sempre serão necessários de diversas ordens, em especial, de adequação das atividades meio do processo administrativo central da educação para todos os entes federados, cujo papel será de suporte à atividade fim, para que a ação educativa aconteça com recursos onde se efetiva o ato educativo, na escola. O que deve ficar evidente para quem exerce o papel de gestor na educação, independente do nível hierárquico, que há um movimento e comportamento da sociedade a ser considerado, para onde vai, o que quer da educação e o que tem para nos passar de referencial de demanda. A reflexão que fica é de quanto de recurso chegará para ir de encontro a essa realidade, já consolidada e não considerada nas políticas públicas para educação. Poderíamos estar aqui a pensar só em um nível e modalidade de ensino, não... Temos que refazer toda estrutura organizacional disposta para atender a educação brasileira, do infantil à pós (lato ou stricto), o ir de encontro às finalidades que veem dos anseios e necessidades da nossa sociedade, que é plural e de origem miscigenada.

Ismael Bravo, doutor em Educação, professor, pesquisador, assessor e consultor em políticas de educação e sistemas educativos ibravo@terra.com.br

São Paulo

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ESCOLAS PÚBLICAS

Acompanhei a presidente Dilma num importante canal de TV mostrando grande preocupação com a educação. Isso é muito bom, presidente! Mas fica aqui uma sugestão: pergunte a um senador, deputado, prefeito, vereador ou qualquer empresário se eles colocariam um filho na escola pública, do jeito que ela se encontra hoje. Será que a resposta seria positiva?

Isael Coleone isael.coleone@gmail.com

Indaiatuba

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A MENTIRA DO ENEM

A incapacidade do governo de medir a bagunça que é a educação ilude o povo com as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Primeiro, que quem participa é quem tem interesse e está de certa forma preparado para a prova. Segundo, que as provas são testes que medem os interesses dos pedagogos, e não os interesses do aluno, e muito menos, do País. Então, fazemos de conta que nossa educação está sob controle, e as provas fazem de conta que medem de fato isso, coisas de “planos comunistas” que de fato nunca saem do papel estão os PACs, etc. Esperar que um Mercadante possa fazer mais do que um Suplicy, é esperar demais, são apenas duas mentiras políticas, como centenas de outras por aí.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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UMA FARSA

E o Enem virou nhe-nhe-nheeemmm. De um lado, os participantes, chorando a dificuldade (!) do tema. De outro, os docentes, derramando atordoadas lágrimas: imigração? Este é tema para se abordar? Então, abortemos, abortemos a redação do Enem, das escolas, das universidades. E, melhor, abortemos o enem, que perdeu sua original finalidade e, hoje, é uma farsa. Esse dinheiral gasto, inutilmente, deve ser investido na formação de professores-leitores e alfabetizadores capazes de diminuir o número de analfabetos funcionais (refiro-me, inclusive, a pessoas matriculadas em faculdades) que assola o país.

Lourdes Bottallo loumarias@uol.com.br

Santo André

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VALE CULTURA

Marta Suplicy (9/11, D1), como sempre sem falsa modéstia e deixando totalmente de lado sua humildade, nas suas entrevistas faz questão de se tratar na primeira pessoa do singular, ocasião em que afirmou “eu já tomei tal decisão”, quando se referiu ao Vale Cultura. Este será mais um Bolsa-Família da alma da população brasileira, pois ajudará as pessoas a terem acesso a uma ópera, teatro, etc. Aliás, muito mais importante que saúde, educação, segurança, transportes, etc.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PÃO E CIRCO

Quem a ministra vai incluir no programa “Bolsa Cultura”? Aposentados? Os que ganham um salário mínimo? Os professores, que devem incentivar programas culturais e não ganham o suficiente para frequentar teatros? Pão e circo foi com que Maria Antonieta perdeu a cabeça.

Regina Moreira J. jr.jaluks@hotmail.com

São Paulo

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AUTORIA MODERNA

É pertinente discutir a regulação de atividades modernas, especialmente as relativas ao mundo digital e cibernético. O editorial A proteção do autor (9/11, A3) expõe como é difícil o consenso, mesmo com ampla discussão e debate. No entanto, a própria definição de autoria deverá ser reconstruída, pois em redes sociais e ambientes interativos, a definição de quem fez o quê e o quanto cada um incrementou para se chegar ao produto final passam a compor uma nuvem de indefinição. O importante é não parar a discussão apenas porque o projeto de lei até aqui não contemplou tudo o que podia. A troca digital de informações é muito mais rápida que os mecanismos que a sociedade dispõe para se controlar e estabelecer parâmetros.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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