Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2012 | 02h05

Ranking

O Brasil ocupa a 73.ª posição, com nota 3,8 (de 1 a 10), entre os 183 países participantes da 15.ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC), realizada em Brasília. Apesar de avanços significativos, como as Leis de Acesso à Informação e da Ficha Limpa, há muito a fazer para que o dinheiro "roubado" do povo volte ao País, pois ainda não temos instituições jurídicas apropriadas, rápidas e eficientes para tal. Em suma, se o dinheiro público for aplicado em favor do povo, a pobreza da população certamente será reduzida e, como consequência, a corrupção diminuirá também.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Decifra-me ou te devoro

A presidente Dilma Rousseff, tenho certeza, acha que todos somos partícipes dos vários currais eleitorais que o PT mantém muito bem cevados Brasil afora. Ao contrário do que disse na abertura da 15.ª IACC, as ações anticorrupção não só podem, como devem atacar o tipo de política que ela, seu tutor e toda a cúpula do PT praticam por todo o País, nos três níveis de governo. O que esse partido - para mim, não passa de um aglomerado - pratica é um verdadeiro crime de lesa-pátria, que põe em periculosidade óbvia e evidente as próprias instituições jurídicas e de segurança nacionais. Inúmeros ataques à democracia já foram e ainda continuam sendo perpetrados pela mais alta cúpula do Politburo petista. Para confirmar o que digo, convido os srs. leitores a sintonizar a TV Justiça nas segundas, quartas e sextas-feiras após as 14 horas, quando são transmitidas as sessões de julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do processo do mensalão, técnica e juridicamente denominado Ação Penal 470. Ali, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, prevaricação, corrupção ativa e passiva é o que mais se ouve, entre tantas outras... belezuras, digamos! Ademais, essa ladainha de a toda hora declarar que "é sempre preferível o ruído da imprensa (...) ao silêncio tumular das ditaduras" (sic, desde seu claudicante discurso da vitória), já deu flor... Será que S. Exa. não poderia mudar o disco? Ou, então, convidar outro ghost writer - ou seria novo ghost whisperer? Afinal, todos conhecemos o histórico da vida pregressa dela e da maioria de seus ministros e colaboradores. E, a bem da verdade, tudo parece continuar como dantes no quartel de Abrantes.

JOÃO GUILHERME ORTOLAN

guiortolan@gmail.com

Bauru

Assim seja, presidente

Que não seja apenas um blefe, ou "jogar para a torcida", como diria seu antecessor, a fala da presidente Dilma quando reafirma preferir o "ruído da imprensa livre, mesmo que haja exageros, ao silêncio tumular das ditaduras". Se houver exageros, há também o Poder Judiciário livre para deliberar. E que tampouco se tolere a "pressão econômica", bem como a imprensa patrocinada, dita chapa-branca, verdadeiras agressões à plena democracia.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Eufemismo petista

Os petistas têm uma forma toda peculiar de dissimular os crimes que cometem, apresentando ao público as justificativas mais esdrúxulas possíveis, usando os mais diversos eufemismos. A dona Dilma, ao discursar na abertura oficial da 15.ª IACC, ao bom e velho estilo petista de dissimular, usou a palavra malfeito como sinônimo de corrupção. O Dicionário Houaiss ensina que malfeito significa "realizado sem cuidado ou competência; que tem configuração má ou defeituosa; o que traz prejuízo; o que é ruim". Entretanto, a palavra corrupção, para o povo, já dá uma interpretação direta e neste momento do julgamento do mensalão a vincula diretamente ao PT, daí a necessidade da presidente de evitá-la, substituindo-a por malfeito. Como diria o eterno Chacrinha, "eu vim para confundir e, é licito acrescentar, para me dar bem".

CARLOS B. PEREIRA DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

Uma década de mesmice

O incrível na História brasileira nos últimos dez anos é o fato de estarem na mídia, durante todo esse tempo, os mesmos nomes: Lula, José Dirceu, Gilberto Carvalho, Genoino, Okamotto... E com envolvimento nos mesmos tipos de irregularidades desde o assassinato do prefeito Celso Daniel: desvio de dinheiro para fundo de campanha e projeto de poder, recebimento de propina, extorsão, fraude, mala com dinheiro, dinheiro na cueca, dinheiro no exterior, dossiês falsos, ataques às nossas instituições, mentiras... Há uma década são os mesmos personagens, as mesmas ilicitudes e, no caso de alguns, o mesmo discurso falso desde o tempo da ditadura de terem lutado pela democracia. E seja no caso de Santo André, seja no mensalão, quem foi o favorecido, o beneficiado pelos esquemas ilícitos, o primeiro e mais importante nome? Todo mundo sabe. A oposição finalmente pediu abertura de inquérito contra Lula. Alguns advogados dos réus do mensalão já puseram Lula no centro de tudo, em contraponto aos correligionários petistas, que o colocam no ponto mais alto do altar. Quando é que teremos o fim dessa lengalenga? Passam-se anos e anos e esses mesmos nomes são ventilados em processos na Justiça, nos jornais e nas televisões. Caramba, que me desculpem os ministros do STF que vêm fazendo um belo trabalho, mas como é difícil ver a cara da justiça neste país!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Comissão da Verdade II

Foi ótima a recente criação da Comissão da Verdade para "cuidar" dos eventuais crimes da ditadura militar, cometidos há 40 ou 50 anos. Agora, entendo ser totalmente necessária a criação de uma Comissão da Verdade II, para "cuidar" dos crimes de corrupção, formação de quadrilha, desvio de dinheiro público, contidos na Ação Penal 470, vulgo mensalão. Já, imediatamente! Pois passados dez anos somente da sua real existência ficará mais fácil, e com pouca margem de erro, chegar à realidade dos fatos, bem como aos verdadeiros culpados. Com a palavra a dona Dillma.

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Passaportes

Os réus condenados no processo do mensalão estão sendo intimados a entregar seus respectivos passaportes ao STF. A medida é salutar, mas a sociedade somente verá a lógica da condenação, com a responsabilidade penal plena, se os valores envolvidos - dinheiro público - forem integralmente restituídos ou bloqueados no Brasil e no exterior. Cabe, pois, à Suprema Corte e aos órgãos de inteligência o rastreamento desse dinheiro, que evaporou, e sua imediata recuperação. Só assim a população poderá dormir sossegada, pela justiça feita. E verá que a lição veio em tempo oportuno para findar o estigma da impunidade.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

‘POPULISMO JURÍDICO’

José Dirceu reclamou: “Reter passaporte é populismo jurídico”. É? Pois então tem lógica o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa determinar o recolhimento dos passaportes dos réus do mensalão, pois estamos há mais de uma década vivendo sob o domínio do mais execrável populismo político, vulgo lulopetismo. Mas qual dos passaportes terá Dirceu devolvido ao STF?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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COMO O DR. ROGER

O réu José Dirceu alega que reter passaporte é populismo do ministro Joaquim Barbosa. Populismo não é, é realidade, pois se o réu Dirceu e outros quiserem, fazem como o médico Roger Abdelmassih, que fugiu, depois de lhe concederem um habeas corpus, e provavelmente com passaporte falso. Não podemos nos esquecer de que alguns dos advogados do mensalão também defenderam o tal médico. Sem mais comentários...

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PRECEDENTE

O Sr. José Dirceu deveria se recordar, antes de criticar o STF, que duas pessoas defendidas por seu atual advogado e condenadas fugiram por não terem seus passaportes retidos. Uma delas, de triste memória, continua “desaparecida” até hoje em algum país árabe!

Cesar Araujo cra01290@gmail.com

São Paulo

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‘PINGOS NOS IS’

“Reter passaporte é populismo jurídico”, assim disse o Sr. José Dirceu (9/11, A6), e gostaria de lembrar a este (logo será punido por crimes pelo STF) que populismo é sua frase sobre os “pingos nos is” sobre a corrupção do Sr. Waldomiro Diniz, praticada pelo seu ex-assessor na Casa Cívil. Aliás, Sr. José “pingo nos is” Dirceu, o juiz aplica lei e quem faz populismo de toda ordem são os políticos, como você (que faz parte, e com louros) que atentou contra a democracia no Brasil. Haja!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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PRISÕES

As leis brasileiras são muito confusas. Em qualquer país, ao terminar um julgamento, os considerados culpados e condenados são presos. No Brasil, mesmo condenados pelo Supremo Tribunal Federal ficam soltos e quem vai preso são seus passaportes. Parece piada de bêbado, caipira, português, etc.

Mário A. Dente dente28@gmai.com

São Paulo

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TORNOZELEIRA NELES!

A retenção do passaporte dos acusados no julgamento do mensalão será uma medida totalmente ineficiente, se não vier acompanhada da obrigatoriedade de todos eles passarem a usar tornozeleira eletrônica, como ocorre com outros condenados. Seja pelo poder econômico de todos ou pela experiência de alguns em fugir do País, assim que decretada as suas prisões, teremos com certeza a repetição do caso do ex-banqueiro Salvador Cacciolla, que, condenado, evadiu-se sorrateiramente para o exterior. Devemos atentar principalmente para a situação do chefe da quadrilha, José Dirceu, que com certeza será recebido de braços abertos pelo governo cubano. Condená-los e não encarcerá-los é como fazer meia justiça, as pessoas de bem aguardam que esses ladrões safados paguem na cadeia pelos crimes cometidos.

Cláudio Grozinski cláudio@linterconstrutora.com.br

São Paulo

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SEM LENÇO E SEM PASSAPORTE

Num passado recente, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e outros cumpanheros eram considerados os homens fortes no governo Lula da Silva. Hoje esses mesmos homens são pessoas com lenço, mas sem passaportes. Para tantos brasileiros que, como eu, não acreditavam muito na justiça brasileira, já estamos vendo uma lamparina no fim do túnel.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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QUE PASSAPORTE?!

Conforme o Estadão (8/11, A8) havia noticiado, o ministro relator Joaquim Barbosa, do STF, determinou a apreensão dos passaportes dos 25 condenados no processo mensalão. Na minha opinião, essa decisão de exigir os passaportes dos condenados é “puro populismo do STF”, e é apenas uma medida de impacto, porque para fugir deste país ninguém precisa de passaporte.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PRISÃO DOMICILIAR

Zé Dirceu, denunciado como “chefe de quadrilha”, réu e condenado no processo do mensalão, evoca o direito de espernear e desancar seus julgadores, afinal, com a entrega do passaporte já estará cumprindo pena em “prisão domiciliar”, albergado privilegiadamente, por ora, sob um teto de 8.514.876,599 Km2.

Junios Paes Leme junios.paesleme@ig.com.br

Santos

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CUMPRA-SE A ORDEM

Ora, para que sair do País? Por que ofender-se em face da ordem de entregar o passaporte? Petistas já se insurgiram veementemente por causa de réus que fugiram, do que é exemplo o Cacciola. E o Abdelmassih, a tempo de não ser novamente detido fugiu. Então, por uma questão de coerência, diante dos precedentes, e, no caso diante das condenações já assentadas pelo STF, a medida é necessária. Reter, então, o passaporte é preciso. Nesta determinação não há nada de político ou populista, mas, sim, constitui uma decisão jurídica proferida com pleno amparo na lei deste país. Afinal, decisões judiciais devem ser cumpridas, especialmente pelos réus condenados, como é o caso de José Dirceu.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PAPAI NOEL

Por que o ex-ministro José Dirceu está aborrecido com a determinação da apreensão do seu passaporte? Pretendia fazer uma viagem internacional e voltar para continuar acompanhando seu julgamento? Claro! Afinal de contas, Papai Noel existe!

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘CUBA, ME VOY!’

Com essa proibição de saída do País e o recolhimento dos passaportes dos condenados do mensalão, a nossa guarda costeira vai ter de ficar atenta e muito alerta, pois esses mensaleiros gostam tanto de um regime totalitário comunista que eles podem pretender fugir a nado para Cuba. A miséria e o estrago que Fidel Castro disseminou por lá estão de encher os olhos dos adeptos do regime.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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STF NO RASTRO DE ASSASSINATOS

Nesse rosário de crimes cometidos por José Dirceu que provavelmente o levará às grades por determinação do STF, paira no ar uma morte mal explicada, a do escritor curitibano Ives Hublet, que após saber do envolvimento do ex-chefe da Casa Civil no mensalão aplicou-lhe merecidas bengaladas. Após esse episodio o autor de livros infanto-juvenis de sucesso como Artes & Manhas do Mico-leão e A Grande Guerra de Dona Baleia começou a sofrer ameaças, tendo-se mudado para a Bélgica. Ao retornar ao Brasil em busca de um documento, passando por Brasília, o idoso Hublet foi inexplicavelmente preso, vindo a morrer na cela pouco tempo depois. Essa foi mais uma morte mal esclarecida como outras entre elas a do prefeito de Santo André Celso Daniel e a do Toninho do PT de Campinas. Dúvida: Será que no fio do mensalão puxado pelo Supremo a sociedade finalmente conhecerá os verdadeiros autores desses crimes brutais?

Amâncio Lobo Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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‘OS BARRACOS NO STF’

Cumprimento pelo editorial Os “barracos” no STF (9/11/2012, A3), que deixa claro que o comportamento inadequado de um dos seus integrantes deve realmente preocupar a instituição que representa, já que usa de vocabulário e expressões inadequadas para dirigir a seus pares para impor suas opiniões, como se fosse o único membro do Tribunal. Mais preocupante ainda, que este virá a presidir a maior e respeitada instituição brasileira. Pelo seu temperamento “apimentado”, fica claro que quer impor sua liderança, quando a regra básica é conquistá-la por meio de gestos, respeito, atitudes e sabedoria. Talvez sejam os efeitos dos holofotes que os cercam. Menos, Sr. Joaquim Barbosa.

Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

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JOAQUIM BARBOSA

Data venia, o editorial Os ‘barracos’ no STF (9/11, A3), cobrando modos e maneiras do ministro relator Joaquim Barbosa, não merece reparo algum, apenas uma observação: a postura e a determinação de Sua Excelência na condução de julgamento de tal monta e importância na história do Brasil enseja que algumas de suas atitudes mais fortes e rudes, aqui e ali, sejam relevadas em nome do bem que faz ao País. O futuro presidente do Supremo Tribunal Federal assumirá o posto máximo em alguns dias com o mérito de ter enfrentado com rigor e coragem forças estranhas e ocultas no “octógono” das sessões do julgamento do mensalulão.Que siga em frente, com denodo e imparcialidade, sua vitoriosa carreira, agora no posto mais alto da Justiça brasileira. O Brasil precisa de bravos como ele.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MONGE TIBETANO

Esperar serenidade do ministro Joaquim Barbosa em meio a um ambiente onde dúzias de advogados mequetrefes, e até colegas de toga o pressionam a abandonar a rigidez típica dos inconformados, em face de tantos desvios de dinheiro publico, é esperar do ministro Barbosa qualidades de um monge tibetano. Verificando o comportamento do povo nas ruas, é preferível testemunhar pela TV Senado o ministro praguejando contra o crime, deixando-nos com nervos a flor da pele, do que o oposto. Essa reação é típica que quem não contemporiza com o crime, dividindo com a sociedade suas amarguras no bom combate.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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PERDOADO

O editorial do Estadão do dia 9/11 é judicioso, porém deve ater-se que, em se tratando de julgamento com a maior transparência, situações até de certa forma comuns em reuniões privadas, os ânimos se alterem, principalmente no caso do ilustre ministro Joaquim Barbosa, em cujos ombros repousa uma enorme responsabilidade perante a nação brasileira. Pelos seus momentos de destempero verbal, antecipadamente os brasileiros o perdoam, porque todos nós sabemos que ele, mais do que tudo, busca uma jurisprudência que norteará os julgamentos futuros sobre os tipos de crimes cometidos

Rosalvo Lopes da Silva rosalvo.lopes@terra.com.br

São Paulo

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UM BOM JUIZ

Após ler a análise rotulada O que é um bom juiz, do professor de Direito GV José Rodrigo Rodriguez, fica perfeitamente caracterizado o ilustre Joaquim Barbosa. Sua imagem em atitudes marcantes lembrando sempre que os crimes que estão sendo julgados são muito mais que o julgamento de um assassinato. Quando se fala de desvios de dinheiro público através de uma quadrilha formada e dirigida por homens públicos, ministros/parlamentares e outros, está-se julgando indivíduos que, corruptores e corrompidos, muito mais que um assassinato, contribuíram para a morte de um número sem limite de assassinatos de crianças e adultos que deixaram de ter escolas, assistência médica e amparo social, cujo montante de dinheiro desviado jamais saberemos quantificar. Os crimes são crimes de fato! Já houve tempo em que ao se falar em violência,o entendimento imediato era de que alguém bateu, machucou ou matou outro alguém. Os crimes que estão sendo julgados, são de um limite sem fim. A expressão “matar um ser humano é matar a humanidade” proporciona a todos nós a imagem de crimes hediondos!

Moyses Friedheim m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA

Tenho percebido estranheza por parte de muitos profissionais da imprensa sobre como se dão os debates no STF. Até então, porque o STF nunca ficara tão exposto. A isso se acresça não ter se mostrado muito afeito a ações penais, o que explica a falta de condenações criminais efetivas por aquela Corte. Quem não está habituado àquele ritual pode estranhar as manifestações claras e contundentes do ministro Joaquim Barbosa. O referido ritual encobre uma hipocrisia muito ao gosto do denominado “homem cordial” tão bem analisado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda em sua obra Raízes do Brasil. A impressão que passa a quem conhece um pouco da dinâmica dos julgamentos, mormente na fixação da pena, é que o ministro Ricardo Lewandowski pretende procrastinar o andamento dos trabalhos nas sessões. A leitura de entrevista de réu, feita na sessão de 8/11/2012, cortada pelo ministro presidente, é de tirar qualquer um do sério. As intervenções do ministro Marco Aurélio, idem. Parece que o ministro Marco Aurélio resolve improvisar, só para polemizar, e chamar a atenção sobre si, e sua forma quase cômica de não pronunciar os “l” final das palavras. Está muito claro, para quem acompanha o cotidiano dos tribunais, em especial do STF, que os senhores ministros estão lidando com temas com os quais não têm a menor familiaridade. Quem conhece o assunto, e vive os bastidores dos quais os profissionais da imprensa só conhecem uma ínfima parte, pois os ministros que falam “in off” não contam os barracos da sala do cafezinho, só pode ficar indignado com certas atitudes com aparência de juridicidade, mas que não vão além da mais descarada hipocrisia. Ainda bem que o ministro Joaquim Barbosa não compactua com qualquer farsa de polidez.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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OUTROS ‘BARRACOS’ NO STF

O autor do editorial Os barracos no STF, além de colocar em evidência alguns deslizes verbais do ministro relator, Joaquim Barbosa, deveria também publicar mais um editorial, para fazer justiça, a respeito de outras também inadmissíveis incongruências que ali acontecem. Uma seria a participação nesta Corte Suprema de um advogadinho sem competência e de quinta categoria como o ministro Dias Toffoli. Outra é a figura retrógrada e inamovível do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, que deveria, antes de tudo e com urgência, fazer uma revisão em seu próprios e quase sempre ridículos votos do gênero “piegas”. Outra que caminha a passos largos em direção a “lugar nenhum” é a ministra Rosa Weber, sempre querendo ser coerente e conseguindo apenas ser medíocre.

Thereza A. Whitaker thereza.a@terra.com.br

São Paulo

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O TRIBUNAL DIVIDIDO

Interessante e sintomática a postura aparentemente paradoxal dos juízes, quando na vida particular de simples cidadão e na função profissional de membros do STF. Está claro que o relator Joaquim Barbosa no Congresso não era um juiz, era um mero participante, no Supremo, é juiz. O que parece paradoxo são as posturas pessoais num ou noutro evento. A questão do processo 470 tem claramente mostrado posturas ambíguas dos participantes como juízes, no evento. Está claro que o relator se tornou um “defensor público”, e o revisor, um “defensor” privado dos réus. Então, quando os demais juízes optam por ou outro argumento, se forma uma questão facciosa de interpretação, e se num tribunal, todos tivessem que dizer amém, não se precisaria de 11 juízes, bastaria um apenas, o princípio de qualquer ditadura até mesmo de Salomão. Quanto à exigência de que os juízes tenham de ser “santos ou diabos”, é típica do homem, se fôssemos abelhas, estaríamos fazendo greves contra a “rainha”! O que de fato pesa na balança é a postura geral do juiz, em frente aos interesses do povo ou da Nação, contra interesses mesquinhos de pessoas e instituições, e nisso o STF está claramente dividido, o que se espera é que os interesses privados cedam de fato, aos interesses públicos. Onde houver excessos, que as excelentíssimas excelências consigam se entender, mormente quando uma dessas excelências, é nomeada “excelência presidente” e nisso se diferencie “deboche”, mera falta de educação, de “cinismo”, mero disfarce de safadeza!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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AS VANTAGENS DO COLARINHO BRANCO

O julgamento do mensalão está caminhando para seu fim, mas fica uma pergunta no ar: e o ressarcimento pelos réus do dinheiro público, quando se dará? O ministro Celso de Mello defende que o tribunal deve fixar uma indenização mínima para que os réus do mensalão condenados promovam ressarcimento aos cofres públicos. Segundo o ministro, existe uma legislação de 2008 que permite que o STF, quando da análise de uma ação criminal, indique um valor mínimo para indenizações cíveis. Caberia ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União (AGU) entrar com um pedido direto de execução da dívida, sem a necessidade de novas provas. A lei está aí e diz claramente como pode ser feito. Mas como viabilizar sua aplicação se sabemos de antemão que muitos ministros vão defender que os réus são pessoas sem antecedentes criminais, boas pessoas e não podem ser prejudicadas, como já afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, argumentando que a lei é de 2008, e não pode retroagir para prejudicar os réus. Como podemos notar a depender da interpretação e da pena que os ministros estão dos réus do mensalão, o dinheiro jamais voltará aos cofres públicos. Eis a grande vantagem de ser um réu colarinho branco. Se fosse um pobre, estaria ferrado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COMO SERÁ O BRASIL PÓS-MENSALÃO?

Penso que não há muito que esperar, pois o pior estrago causado por ele são os maus exemplos que produziu: o crime, falta de ética e cinismo, praticados não só pela maioria dos seus integrantes e adeptos, mas que respingaram em muitos de nossos jovens e da própria sociedade brasileira. O PT nasceu sob a égide do mal, da mentira, sob a orientação de velhos caudilhos, que ainda estão de plantão. No ABC (com todo respeito), cujas letras sugerem cartilha, eles abriram uma “franquia” (ou uma filial de Cuba) com o nome de PT. Os envolvidos, e os supostos, se tivessem o mínimo pudor, diante do que está sendo revelado à Nação diariamente, no mínimo, fariam como a avestruz, e não procurariam se salientar, denegrindo as nossas instituições com pronunciamentos desastrosos, mentirosos e cínicos, como o Lula ao The New York Times: “O mensalão é uma ficção”. José Genoíno: “Volto a ocupar o meu cargo de deputado”; José Dirceu, em seu blog, cita três prioridades do PT para 2013: “A desconstrução da ‘farsa do mensalão’, a reforma política e a regulamentação da mídia”. Que em outras palavras significa calar a nossa voz, com uma imprensa oficial. Sonho de Lula e Dilma.

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né não, Zé Dirceu? O senhor e seus seguidores não veem a hora de estabelecer o “controle social da mídia”, eufemismo petista para censura, e agora vem se queixar que o ministro Barbosa está, o que não ocorre, cerceando sua liberdade de expressão e tentando constrangê-lo e censurá-lo? Ora, faça-me o favor!

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DIREITO DE TODO CONDENADO

É natural que José Dirceu reclame tanto da mídia. Como diriam seus companheiros Paulo Okamoto e Gilberto Carvalho: “Se eu fosse condenado à prisão, também estaria me mexendo... Tem de respeitar o desespero dessa pessoa”.

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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UMA DÉCADA DE MESMICE

O que é incrível na história nos últimos dez anos é o fato de estarem na mídia, durante todo esse tempo, os mesmos nomes: é Lula, é Dirceu, é Gilberto Carvalho, é Genoíno, Okamotto... E com envolvimento nos mesmos tipos de irregularidades desde o assassinato do prefeito Celso Daniel: desvio de dinheiro para fundo de campanha e projeto de poder, recebimento de propina, extorsão, fraude, mala com dinheiro, dinheiro na cueca, dinheiro no exterior, dossiês falsos, ataques às nossas instituições, mentiras... Há dez anos são os mesmos personagens, as mesmas ilicitudes, e desde a época da ditadura, no caso de alguns, o mesmo discurso falso de lutarem pela democracia. E, seja no caso de Santo André, seja no mensalão, quem foi o favorecido, o beneficiado pelos esquemas ilícitos ao lado do PT, o primeiro e mais importante nome ? Todo mundo sabe. A oposição finalmente pediu abertura de inquérito contra Lula. Alguns advogados dos réus do mensalão já puseram Lula no centro de tudo, em contraponto aos correligionários petistas, que o colocam no ponto mais alto do altar. Quando é que teremos o final dessa lenga-lenga? São anos e anos e anos e esses mesmos nomes ventilam em processos na Justiça, nos nossos jornais e televisões. Caramba, que me desculpem os ministros do STF que vêm fazendo um belo trabalho, mas, como é difícil ver a cara da justiça neste país!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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STF ESTÁ DEVAGAR POR DIVAGAR DEMAIS

Comecei descrente com a possibilidade de o STF punir os réus do “mensalão” e, depois de assistir a algumas sessões e a atitude firme de seis dos ministros do STF, mudei de opinião ao sentir a esperança de cadeia para os envolvidos no processo. Entretanto, ao chegar a “hora da onça beber água” que é aplicar a tal de dosimetria e vendo alguns ministros divagar demais para justificar suas penalizações e mais parecer de propósito para atrasar o final do processo, começo a ter a sensação da impunidade estar a caminho. Sinto isso pelo receio do STF não conseguir julgar todos os réus antes da saída de dois ministros insuspeitos quanto sua atuação na aplicação das penas, e, principalmente, quando do momento de dosar essas ao Zé Dirceu, o segundo e conhecido réu maior do “mensalão”, porque, se isso não acontecer, coincidirá com a entrada de um novo integrante já nomeado e mais dois ainda a serem escolhidos, que simplesmente poderão optar ou não por participar da parte final desse julgamento histórico. Se o trio optar por não participar, o placar que era de 6 X 4 contra os réus terminará empatado em 4 X 4, e isso pode justificar a aplicação do tal in dúbio pro réu. Mas, se ocorrer o contrário, aposto num placar de 7 X 4 pró inocência dos réus. Estou sendo pessimista? Só realista, porque sabemos que os ministro Mendes, Fux, Barbosa e Melo manterão (espero) suas posições, como também creio eu farão o mesmo as duas ministras que recuaram de uma posição antes pró-culpa para outra pró-inocência dos réus em momentos importantes, somadas ao Lewandowski e PToffoli, os dois que desde o início atuaram parecendo mais advogados de defesa. Por tudo isso, estou começando a sentir o “fedor de m... no ar”. Não uso o termo “cheiro de pizza no ar”, porque considero uma ofensa apelidar “maracutaias” associadas ao nome deste prato delicioso e rotineiro na mesa de nós, paulistas descendentes de italianos.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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COMO FICAMOS?!

Como publicado sexta-feira (9/11/2012) no Estadão, o STF pretende, por conta de sua morosidade, somente terminar por completo o processo de julgamento e dosimetria de todas as penas em 2013! Então como é que ficamos nós, poupadores tungados por Sarney e Collor com seus medonhos planos econômicos que já sofreram atrasos homéricos por conta de Dias Toffoli e Gilmar Mendes a mando de Alexandre Tombini? Vamos esperar por uma decisão ad aeternum? Já não bastou Sarney e Collor nos roubarem na cara dura e agora vem o STF empurrar com a barriga a decisão em relação ao nosso dinheiro roubado? Por isso nossa justiça é tão questionada em todos os níveis!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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DELAÇÃO INÚTIL

Ministros do STF estão divididos quanto à redução das penas aplicadas ao ex-publicitário Marcos Valério no processo do mensalão por ele ter, coitadinho, ajudado entregando no início das investigações a lista dos políticos beneficiários dos saques. Nas palavras de um ministro, “os crimes praticados por ele foram cometidos da forma mais descarada possível”, assim como a inclusão feita por ele de “novos” velhos nomes no escândalo está na forma mais descarada possível e nada acontece.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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FALTA O MAIOR INTERESSADO

Operadores do mensalão são condenados. E como fica o ex-presidente, maior interessado e beneficiado pelo esquema de corrupção?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LULA E MARCOS VALÉRIO

Jamais o grande chefe do PT iria dizer a quem quer fosse que conhece ou que falou com Marcos Valério. Mas a situação pode ser resolvida a contento se o procurador-geral da República e os ministros da Suprema Corte acordarem na aceitação da delação premiada postulada por Marcos Valério. Muita coisa será posta na mesa e certamente haverá apontamentos, com comprovações, desinteressantes para muitos próceres petistas, especialmente porque a mídia ainda não está regulada e a nossa imprensa é livre. Aliás, a imprensa do País, juntamente com os jornalistas, precisa ficar de plantão, no próximo ano de 2013, porque não será só o condenado José Dirceu que lutará para impedir o seu pleno exercício. Outros mais se engajarão na luta e até poderão tomar algumas aulas com Cuba, Venezuela e Argentina, onde o povo come o que não gosta e gosta do que não quer. É uma luta em que todos os brasileiros democratas precisam estar prontos a enfrentar.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SORRIA!

Com as novas insinuações do envolvimento de Lula com o mensalão, tem havido declarações de que o ex-presidente jamais se encontrou com Marcos Valério. É impossível que numa cidade vigiada por câmaras, como é Brasília, principalmente naquela área dos Três Poderes, não exista uma única imagem gravada e armazenada desses dois personagens numa mesma cena!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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SÍNDROME DE PETER PAN

Até quando vamos ter de fingir que somos idiotas para poupar Lula, que é tão inocente quanto Zé Dirceu? Não entendo, o brasileiro parece que prefere viver na mentira a acreditar que Papai Noel é uma ótima invenção para crianças e, no Natal, nos faz viver alegrias, mas no mundo real é mentira, como o Lula. Ele foi fruto de um desejo do brasileiro, mas é mentira, vamos sair desta síndrome de Peter Pan generalizada. Está ficando muito caro e cruel para o Brasil.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO, ‘PERO NO MUCHO’

Sem as assinaturas do PSDB e do DEM, o PPS entregou na Procuradoria Geral da República uma representação com pedido de investigação sobre as revelações feitas no novo depoimento do empresário Marcos Valério sobre o envolvimento do ex-presidente Lula com o escândalo do mensalão. O PSDB e o DEM, que tradicionalmente representam a oposição ao governo petista, junto com o PPS, mantiveram-se sobre o muro certamente na esperança de descer para o lado que lhes for oferecida qualquer migalha de participação nas administrações eleitas no último dia 28.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COERÊNCIA

A pautação do processo do mensalão motivou os mais diferentes comentários. De um lado, a oposição, na expectativa de usar os reflexos do julgamento nas recentes eleições. Deu-se mal, o reflexo foi mínimo. E depois, a expectativa de que durante o julgamento vários membros do governo anterior, seriam atingidos com as acusações. Não deu certo. E um dos acusados mais importantes, o publicitário Marcos Valério ao perceber que vai levar a pior, decide agir como o dono da verdade. E faz declarações bombásticas, tentando envolver outras pessoas, entre elas, o ex-presidente Lula. Alguns magistrados já se manifestaram, não dando tanto valor à tais acusações. E não pode ser diferente o comportamento de magistrados que estão à frente de um processo complexo e com variáveis as mais diversas. Agora, para completar, alguns membros da chamada oposição resolve tentar ocupar um espaço na imprensa e entra com uma representação contra o ex-presidente Lula. Quase que se chega à conclusão que não há muita diferença entre eles e o Marcos Valério. Por que eles não aproveitam o momento e exigem a pautação do processo denominado “mensalão mineiro”? Por coerência, pois assim o Marcos Valério poderia fazer mais declarações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VALÉRIO EM MINAS

O STF precisa julgar o pioneiro reitor da Universidade dos Mensalões, o professor PHD Luiz Eduardo Azeredo, do PSDB. O tucano contou sempre com a colaboração do consultor financeiro Marcos Valério.

Geraldo Nunes Sebastiani suelymoliterno@yahoo.com.br

Guarujá

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AS DENÚNCIAS DE MARCOS VALÉRIO

O julgamento do mensalão já julgou que houve, sim, desvio de dinheiro público para comprar apoio de parlamentares no governo Lula. O PT e o ex-presidente Lula foram os maiores beneficiários do esquema, e deveriam ser investigados mesmo sem as denúncias de Marcos Valério. Pela importância dos cargos que ocupavam no PT e no governo Lula, deveriam também ser investigados o ministro Gilberto Carvalho e a presidente Dilma.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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COISA DE JOGADOR

Uma análise simplista, mas objetiva. Se Lula diz que nunca encontrou o Sr. Marcos Valério, essa afirmação, que pode muito bem ser verdadeira, não esclarece nada. O chefe de um esquema bem estruturado e inteligente, procurará sempre se manter afastado, o máximo possível dos operadores do referido esquema. Deverá, sim, ter um interlocutor privilegiado, que sirva de elo com o restante da operação e o mantenha informado e possivelmente oculto. Por outro lado, mesmo que o Sr. Marcos Valério tenha informações e documentos importantes, só os revelará se isso reverter em algum benefício. É coisa de jogador, para ser analisada em termos de custo benefício. Não o fará sem uma certeza e garantia de vantagem. Caso contrário, possíveis revelações, mesmo que comprometam figuras importantes, poderão levá-lo a uma situação pior do que a que se encontra hoje.

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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TOQUE DE RECOLHER

Essa é a única explicação que tenho sobre a omissão da Rede Globo/Jornal Nacional/Revista Época sobre as ameaças – verdadeiras ou não – do Marcos Valério sobre o envolvimento de figurões do PT no mensalão.

Alberto Arditti a.arditti@terra.com.br

São Paulo

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