Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2012 | 02h06

Dirceu é dez

As hostes petistas sempre disseram que José Dirceu é dez. Agora concluo que eles tinham razão. Porém o dez representa os anos de condenação. Somando ainda os dez meses, conclui-se, portanto, que ele é duplamente dez. Que Dirceu cumpra a sua pena em regime fechado.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Na cadeia

José Dirceu, o "capitão do time" do primeiro governo Lula e a mais proeminente liderança petista depois do ex-presidente, vai para a cadeia. Cumprirá parte de sua pena de mais de dez anos em regime fechado, segundo decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e transmitida ao vivo para todo o País. É preciso dizer mais alguma coisa?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Curto e justo

É, Dirceu, antes você do que eu.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Ficou barato

Como o STF foi generoso, condenou o conhecidíssimo lobista do PT e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a apenas dez anos e dez meses. Pela condenação, Dirceu vai ter de cumprir pena na prisão - merecidamente! -, além de pagar uma multa de R$ 600 mil. Até que ficou barato... Se for exatamente conforme é informado, com certeza isso vai inibir boa parte dos corruPTos contumazes. Será que estamos entrando numa nova era? Mas, e os outros, em especial o mandante, nada?!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Cumprimento da pena

E quando o condenado Dirceu vai começar a cumprir a pena?

CÍCERO SONSIM

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

Prisão para o chefão?

Ah, ah, ah! Quem acredita nisso? É mais fácil cair uma estrela do céu. Estamos aqui pra ver!

JOÃO ROCHAEL

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

STF

De 'barracos'

Manifesto meu descontentamento com o editorial Os 'barracos' no STF (9/11, A3). Tendo assistido a quase todas as sessões, não me surpreende que, vez por outra, um ministro, para melhor expressar seu pensamento, deixe vazar uma pitada de emoção e empregue um ou outro termo não compatível com a atmosfera solene do tribunal, desde que não haja ofensas pessoais. Nesse sentido, vários ministros, ao se referirem aos crimes e aos réus, usaram e abusaram de termos não propriamente jurídicos. O ministro relator, Joaquim Barbosa, revela sinceridade em suas palavras ao fazer comentários ou críticas às posições assumidas por alguns colegas, notadamente as do ministro revisor, Ricardo Lewandowski. O editorial critica a forma empregada por vezes pelo ministro Joaquim Barbosa e passa ao largo do conteúdo inscrito em suas observações. Refere-se a episódio isolado em que o ministro Marco Aurélio Mello advertiu seu colega Joaquim Barbosa por causa de um riso, algo que, a meu ver, deve ser debitado a ambos pelo calor da discussão, e não unicamente ao ministro Barbosa como "intolerância e desqualificação dos colegas". Curiosamente, o editorial não esclarece ao leitor o cerne das divergências com ministro revisor, Ricardo Lewandowski. Queiram me desculpar, mas salta aos olhos, mesmos de leigos em matéria jurídica, a impressão passada pelo ministro revisor, mais como advogado de defesa do que como juiz da Suprema Corte. Não foi o ministro Barbosa que revelou ao público essa verdade. A verdade, por sua própria força, revela-se a si mesma. É evidente que o ministro revisor, tendo sido contrariado pela maioria dos colegas na fase de julgamento dos réus, principalmente os do chamado núcleo político, se empenha para minimizar as penas, quando não para que prescrevam. Depois da reprimenda ao ministro Joaquim Barbosa o editorial o elogia por sua atuação. Um tapa e um afago. Referir-se a episódios de discussões acaloradas como "barracos", isso, sim, é, intencionalmente ou não, depreciar uma das poucas tentativas de mostrar ao mundo que este país deseja ser sério.

LUIZ ANTONIO V. PENTEADO

lavpenteado@hotmail.com

Guarujá

DIREITOS AUTORAIS

Marco Civil da Internet

Ao contrário do que afirma o editorial A proteção do autor (9/11, A3), o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) esclarece que não retirou "qualquer menção ao tema" dos direitos autorais do substitutivo que elaborou ao projeto do Marco Civil da Internet, do qual é relator. Na verdade, foi ele que inseriu tal menção no texto. O editorial afirma ainda: "Esperava-se que (o relator) incluísse essas questões num novo relatório, elaborado com base nas últimas negociações" - como se ele não o tivesse feito. Mas foi exatamente o que fez o deputado Molon. Diante da preocupação de autores de que existisse algum risco para os direitos autorais pelas novas regras para a internet trazidas pelo marco civil, o texto foi modificado. Na última quarta-feira foi acrescentado um parágrafo 2.º ao artigo 15 do texto, a fim de garantir que o marco civil em nada venha a prejudicar a proteção ao direito autoral. Por isso recebemos, no mesmo dia da alteração, o reconhecimento da citada Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras, e de vários outros autores e entidades. Além disso, o parágrafo 2.º do artigo 15 teve o apoio da ministra da Cultura, Marta Suplicy, fato noticiado pelo caderno Link, do próprio Estado. Como fica evidente, o deputado não ficou "indiferente" às preocupações dos autores quanto à proteção de seus direitos. Ao contrário, o diálogo democrático e a abertura às preocupações de todos os segmentos foram duas das principais marcas do processo de construção do Marco Civil da Internet. Por essa razão, o Marco Civil da Internet é considerado por muitos o projeto mais colaborativo que já passou pela Câmara. O editorial, portanto, parece não ter acompanhado os últimos avanços do projeto. Na terça-feira o texto vai à votação no plenário da Câmara, com o objetivo de permitir que a internet continue avançando de forma livre e responsável.

PATRICIA ROYO, assessoria do deputado federal Alessando Molon

patriciaroyo@gmail.com

Rio de Janeiro

N. da R. - As alterações que, como informa sua assessoria, foram feitas na quarta-feira (7/11) pelo deputado Alessandro Molon no seu substitutivo divulgado anteriormente não estavam disponíveis no site da Câmara dos Deputados quando o editorial foi redigido, nem foram informadas no noticiário sobre o andamento do projeto divulgado pela Casa, daí não constarem do texto citado. Se elas foram feitas, o que poderemos constatar quando o projeto voltar ao plenário na terça-feira, melhor.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

OS FRUTOS DO MENSALÃO

José Dirceu é condenado a 10 anos e 10 meses e cumprirá pena na prisão. Que todos os condenados pelo mensalão não só cumpram o regime de prisão, mas venham a ressarcir aos cofres públicos os milhões desviados. Cabem ainda algumas questões: o nosso ex-presidente vai se explicar quanto à sua participação? O mensalão do PSDB será investigado? E os deputados comprados pelo esquema serão punidos? Devolverão os recursos recebidos? O povo brasileiro tem o direito de saber os nomes de todos aqueles que participaram desse imenso esquema de corrupção. Que todos venham a ser exemplarmente punidos não só com penas de prisão, mas com a devolução do dinheiro roubado. Temos uma grande oportunidade de passar esta Nação a limpo. De instituir regras e punições claras e severas em relação aos desmandos e desvios dos recursos oriundos do nossos escorchantes impostos. Não podemos deixar esta oportunidade passar. Cabe a nós, sociedade brasileira, não só aumentar e aperfeiçoar os mecanismos de controle do dinheiro público, mas cobrar uma verdadeira reforma política instituindo o voto distrital, a fidelidade partidária, uma redução drástica no número de partidos políticos e parlamentares e o financiamento público de campanhas.

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br

São Paulo

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BOM COMO ESTÁ

10 anos e 10 meses para o José Dirceu e 6 anos para o José Genoino. Pelo estrago que fizeram ao País, deveriam ter prisão perpétua. Foram premiados. Com o regime de progressão da pena, daqui a uns 3 ou 4 anos estarão soltos. Entendem agora por que não interessa mudar o Código Penal? Para que as penas duras não os alcancem. Simples, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FICOU BARATO

Pelo tamanho do escândalo do mensalão, dos recursos milionários desviados dos cofres públicos e do prejuízo descomunal imputado à imagem da Nação mundo afora, esta pena do Supremo Tribunal Federal (STF) de 10 anos e 10 meses e R$ 676 mil em multas para o laranja de Lula, o réu José Dirceu, é muito baixa. Assim também para as penas aplicadas aos outros petistas, como José Genoino e Delúbio Soares, que, ao lado de Dirceu, foram os principais responsáveis na engenharia deste esquema criminoso para beneficiar o PT, comprando votos dos aliados no Congresso Nacional. Nada contra a decisão dos ministros do Supremo! Mesmo porque, diferentemente do que trombeteiam os dirigentes do PT, os magistrados respeitando literalmente a Constituição, estão cumprindo estritamente a lei. Logicamente que seria mais justo se a lei eleitoral permitisse que o Partido dos Trabalhadores fosse definitivamente extinto da vida política nacional, pela tamanha indignação que causou à sociedade brasileira. Assim como ocorreu na Itália, como exemplo, na década de 1980, quando por corrupção os principais partidos deste país amigo foram extirpados da vida pública. E não podemos esquecer também que os petistas, capitaneados por Lula, esnobaram ou zombaram da maioria dos membros do Supremo Tribunal Federal, ao pressentir que a Corte, e nem poderia ser diferente, não estava a serviço dos criminosos do partido. Demonstrando mais uma vez que a cúpula do partido jamais e em tempo algum esteve preocupada com a imagem das nossas instituições, e o respeito à população. Assim como estes camaradas de Lula não aceitam muito bem a liberdade de imprensa...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUEREMOS TODOS

José Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E o seu chefe, Lula? A quantos anos foi condenado? E a sua sub-chefe Dilma, a quantos? A quadrilha era composta pelos três, que comandavam o mensalão, entre outras falcatruas, e mais uma infinidade de prepostos menos votados. Para o bem do Brasil, queremos ver todos na cadeia. Vivam Joaquim Barbosa e o STF! Apesar dos Lewandos da vida, a justiça justa prevaleceu e venceu. Só falta agora a gente ver as penas serem cumpridas, para satisfação geral da população brasileira.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Se um condenado qualquer, um simples mortal que num determinado momento da vida acabou se envolvendo em crime grave, já estaria preso aguardando julgamento, sem direito a manifestação e com direitos civis suspensos. Os réus do processo do mensalão, apesar das condenações, gozam de plena liberdade de expressão, direito de ir e vir, ampla cobertura jornalística, etc. Não contentes com isso, ainda acusam a justiça de que foram julgados politicamente por um tribunal de exceção. É mole? Onde está o erro aí? Com certeza, ser apenas um simples mortal obrigado a se submeter aos rigores da lei, não é mesmo? Quem pode pode. Quem não pode se submete...

Ruy Colamarino 1945.ruy@gmail.com

São Paulo

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SEMPRE LEWANDOWSKI

O ministro Joaquim Barbosa começou a sessão de ontem pela dosimetria dos réus do núcleo político, e não financeiro, conforme "expectativa" anterior. O ministro Ricardo Lewandowski se revelou contra, dizendo que Barbosa sempre está a surpreender o colegiado com suas mudanças. Por que será que Lewandowski foi o único que encontrou problemas na determinação do relator, enquanto todos os outros ministros aceitaram sem contestação, já que Barbosa estava agindo dentro das mais legítimas regras estabelecidas pelo tribunal? Por que ele, sempre ele?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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IMATURIDADE JURÍDICA

O ministro do STF Ricardo Lewandowski mostrou, na última sessão do julgamento da ação 470, o quanto é imaturo para tão importante cargo. Ao se dizer pego de surpresa pela ordem do julgamento escolhida pelo eminente ministro relator, Joaquim Barbosa, sentimento rechaçado pela maioria do colegiado, retirou-se do plenário tal qual um garoto que perdeu um doce para seu colega. Além de se portar durante esse julgamento como um advogado de defesa dos réus, ele está constantemente tentado postergar ao máximo o julgamento, tendo em vista, talvez, uma possível prescrição das penas. Há que se nomear os ministros do STF também pela sua maturidade jurídica.

Leila E. Leitão

São Paulo

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MINISTRO BIRRENTO

Que lamentável a atitude do ministro Lewandowski em não aceitar a dinâmica proposta pelo ministro relator Joaquim Barbosa, quando houve a inversão dos trabalhos começando pelo núcleo político. O mais importante é que Joaquim Barbosa agiu dentro da lei e foi apoiado pelos demais ministros e referendado pelo presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto. A decisão de Lewandowski em deixar a plenária não passou de birra, mostrou sua infantilidade e total apoio aos mensaleiros do governo do PT. Conhecida agora a opinião do ministro revisor, sabe-se que, se fosse ele o relator da ação 470, toda a quadrilha seria beneficiada. Quanto a José Dirceu, é com muita satisfação que vejo a justiça sendo feita de forma imparcial no Brasil: quem poderia imaginar um dia que Dirceu pegasse uma pena de 10 anos e 10 meses, com o PT ocupando o poder em Brasília?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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OS MINISTROS DO SUPREMO

O Brasil é um país democrático, elegemos o nosso presidente, governantes e parlamentares. Por que não fazemos o mesmo na nossa Suprema Corte? O Judiciário poderia indicar pessoas com real cabedal jurídico e de forma simples os seus pares, inclusive advogados, elegeriam os ministros e suplentes durante as eleições. Com essa lisura evitaríamos que o governo indique para o Supremo, companheiros que no final se tornam, descaradamente, verdadeiros advogados de seus compatriotas. Com relação à vergonha da Ação Penal 470, a sociedade, por similaridade, poderia promover o mesmo efeito legal conquistado na Lei da Ficha Limpa. Os brasileiros, através das redes sociais e da internet, poderiam juntos promover ações democráticas para remover esses espinhos da nossa Suprema Corte. Parabéns, Joaquim! O Sr. se tornou um herói no Brasil.

Luiz Carlos Laurindo de Oliveira luizcarloslaurindooliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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'TEMPOS SOMBRIOS, TEMPOS PETISTAS'

No Estadão de domingo (11/11), o notável artigo escrito pelo professor da Universidade Federal de São Carlos Marco Antonio Villa tem extrema relevância no atual quadro nacional. Suas citações são de extrema sabedoria e nos trazem um alerta de alta relevância no que tange ao lulopetismo e todos os componentes do próprio PT, para mim, de todos os partidos que apoiam este governo desgovernado. A certa altura, faz menção ao fato de Lula estar calado neste momento no auge do julgamento do mensalão, quando todos os seus "cumpanheros" diretos estão envolvidos e ele próprio deveria estar sendo julgado como mentor-mor de todo este esquema de corrupção. Lula e todos os componentes do PT e seus colaboradores diretos, em todos os níveis, devem ser investigados a fundo, pois nos devem muitas explicações sobre fatos ocorridos desde 2003, quando o lulopetismo assumiu o País. Como citado no artigo do professor Marco Antonio Villa, fosse o Brasil um país um pouco mais sério, se abriria um processo de impeachment contra Lula durante seu desgoverno, por causa de todos os escândalos ocorridos durante sua gestão enganadora e calamitosa para todo o País. Sua política assistencial e populista à Hugo Chávez somente criou parasitoides que não querem saber de trabalhar e se incumbem de gerar filhos para ter um Bolsa-Família cada vez maior. Em vez de fazer com que estes indivíduos aprendam uma profissão e passem a trabalhar para gerarem riquezas para o País, mais fácil foi fornecer-lhes dinheiro fácil e deixá-los dormindo, transformando-os em voto de cabresto. Lula, que sempre negou a existência do mensalão, do qual é o principal artífice, agora está tendo de ver seus amigos do peito ser condenado à prisão por vários anos, onde ele deveria estar também. Ao meu ver, no PT não há um que se salve desta sujeira toda. O partido deveria ser extinto e seus filiados cassados em definitivo. Também quero lembrar que José Dirceu deseja coibir a liberdade de imprensa que o mesmo, réu condenado pelo mensalão, usa para fazer suas esdrúxulas e descabidas declarações. Há também o absurdo de José Genoino, também condenado, querer voltar a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília assim que for possível. Por causa das gestões petistas temos de aguentar corrupção jamais vista, escândalos, apagões, insegurança num nível aterrador, subsídios para tentar artificialmente manter um PIB nos medíocres 1,6% ao ano, estes mesmos subsídios os quais geram uma ilusão junto à população, que assume dívidas que depois se mostram impagáveis, etc. O pior é que não temos uma oposição de fato que nos represente contra todo este acinte, parecendo que todos têm o "rabo preso" com tudo isso que está bem em frente de nossos olhos. Particularmente aqui, em São Paulo, não foi o PT que ganhou as eleições, mas sim o PSDB que as perdeu por causa de sua insistência em Serra, o qual tem um alto nível de rejeição e ainda se aliou ao oportunista de plantão Gilberto Kassab, que realizou a pior gestão na Prefeitura de São Paulo nos últimos tempos e agora se alia ao lulopetismo para se manter no poder. O PSDB insistiu neste erro que o afundou diretamente. Agora teremos de aguentar uma gestão de alguém que já se mostrou totalmente incapacitado para exercer cargos públicos por cauda dos seguidos escândalos do Enem durante sua gestão. Para finalizar, que Dilma não intervenha no STF e nas penas dadas aos seus companheiros de partido, pois isso seria a maior vergonha em termos de intervencionismo de um poder sobre outro jamais vista no mundo contemporâneo.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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ANÚNCIOS FICTÍCIOS

Como não bastasse o exagero de propagandas do (des)governo do PT, chamadas de "institucionais", que também precisam ser investigadas sobre se não estariam gerando valores "PF" (por fora), insatisfeita, a atual gestão da presidente Dilma já "torrou" mais de R$ 135 milhões para fazer propagandas e anúncios em jornais que não existem. Se comprovada mais esta denúncia, vamos ter a confirmação se o mensalulão do Congresso Nacional ainda está em vigência. Em se tratando de desvio do erário, gravíssimo, caberá ao Congresso pedir a punição e a cassação dos verdadeiros envolvidos e até mesmo da presidente, se for o caso, além da consequente devolução dos valores desviados. Caso a apuração e solução fiquem em "banho-maria", provará que o mensalulão continua o mesmo desde a sua criação. Os jornais "fictícios" que utilizaram para esses anúncios fantasmas são: Jornal ABC Paulista, O Dia de Guarulhos, Gazeta de Osasco, Diário de Cubatão e o Paulistano.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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NOTÍCIAS DO ALÉM

A Lanjar Empresa Jornalística S/C Ltda. é uma empresa ghost, mas está registrada num imóvel fechado, em São Bernardo do Campo (SP). Trata-se de um novo escândalo, processo de rapinagem que há dez anos tomou o País de assalto, tem como protagonista a Lanjar, que recebeu da Presidência da República R$ 135,6 mil para fazer publicidade oficial em seus jornais, que não existem. Num ranking de mais de mil empresas, a Lanjar aparece em 11.º lugar daquelas que desde o início do governo Dilma receberam recursos públicos para propagar feitos assistencialistas do governo. Cinco títulos da empresa beneficiada inexistem. São desconhecidos de jornalistas e jornaleiros. Há registros de pagamentos efetuados pela Caixa Econômica Federal, que não foram divulgados. A empresa, o cadastro, as publicações podem ser falsos, mas os milhares de reais abocanhados pela empresa ghost são verdadeiros. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e a Propeg, que transferiram a verba, disseram não haver restrição à empresa. Os jornais não existem, mas no Planalto todos os atores dessa peça sobrenatural garantem que eles existem. Em outra ocasião, denunciado o mensalão, Lula e seu séquito de bucaneiros atestavam que ele não existia. Para essa gente, cabe o dito popular: "Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NÃO SURPREENDE

A reportagem do Estadão de 11/11 sobre a denúncia de empresário sobre o desvio de dinheiro de contrato com o Ministério do Esporte administrado pelo PC do B não me causou surpresa, pois o vereador reeleito de São Paulo Netinho de Paula (PC do B) não "extraviou" R$ 790 mil de uma ONG administrada por ele e ficou no esquecimento até hoje?

Márcio Rosário mrmarcio_rosario@hotmail.com

Leme

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OBSESSÃO PELA CENSURA

Providencial o artigo Obsessão por censura da senadora Katia Abreu (PSD-TO), que também é presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). O assunto está sempre em discussão graças à perseguição dos petistas, em especial José Dirceu e Rui Falcão, que não se cansam de perseguir a liberdade de imprensa. Embora a presidente Dilma tenha dito, logo que foi eleita: "O controle social da mídia, se for de conteúdo, é um absurdo. É um acinte à liberdade de imprensa. Não compactuo com isso. Se chegar à minha mesa qualquer tentativa de coibir a imprensa no que se refere à divulgação de ideias, propostas, opiniões, tudo o que for conteúdo, é o que eu falei: o barulho da imprensa é infinitas vezes melhor do que o silêncio das ditaduras". Infelizmente uma grande parte dos petistas não conjuga do mesmo pensamento da presidente. No Brasil é assim, o ex-deputado cassado e condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, José Dirceu, tem mais poder do que um deputado ficha limpa. É graças à liberdade de imprensa que as opiniões de quem gosta e não gosta dela são conhecidas por todos os brasileiros. O único controle democrático sobre a mídia é o que está na lei, no Código Penal, cujos crimes por seu uso indevido são: injúria, calúnia e difamação. Mas o PT insiste no "controle social da mídia". Será preciso um murro na mesa da presidente Dilma para acordar os obsessivos por censura e avisá-los de que não há democracia sem imprensa livre.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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MORDAÇA

Nada como um número redondo para reavivar a memória: o Estadão nosso de cada dia está amordaçado pela censura há 1.200 dias (12/11)! Até quando?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta segunda-feira a entrada da Venezuela no Conselho de Direitos Humanos (CDH) da organização, em uma eleição na qual também foram escolhidos Brasil e Argentina pela América Latina, para o lugar de Cuba, México e Uruguai. Não imagino o que esses países possam contribuir para o CDH da ONU. Acredito que esses países têm mais o perfil de participarem de um curso de aprendizado ou de introdução ao conceito de Direitos Humanos...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CRIMINALIDADE EM SÃO PAULO

As mortes fúteis se sucedem na paradoxal paisagem em que desaguou o desvario da Paulicéia. Neste momento, madrugada que avança, alguém pode estar perdendo a vida. A irresponsabilidade leviana tornou banais os dois extremos da corda existencial: o nascimento e a morte, em detrimento do fato da existência, balizada por esses acontecimentos que a marcam em seu maior sentido. Chacinas insólitas se sucedem, sem que se lhes dê a qualificação de genocídio, que não se mede pela quantidade de vítimas, mas pela pluralidade que dá a medida do desrespeito pelo homem. Já atingimos o ponto do insuportável, que justifica a organização da resistência, o que pode se dar sem sobressaltos do regime democrático e da legalidade - estrita, sem magnanimidades inconcebíveis.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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COLOMBIANIZAÇÃO DO ESTADO

Ao contrário do que disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a violência não apenas não diminuiu, como ainda aumentou nos últimos dias. Todas as noites, pelo menos 10 pessoas são assassinadas na Grande São Paulo. Entre elas, inúmeros policiais e pessoas inocentes que apenas tiveram a má sorte de morar em São Paulo nesses tempos de caos e insegurança. Ao menos 142 pessoas já foram mortas nos últimos dias. É um cenário de guerra civil. Os números oficiais são assustadores e ainda podem ser maiores do que é divulgado. Vemos ocorrer a "colombianização" que se temia há alguns anos, com violência crescente e domínio do crime organizado. Diante desse quadro negro, causa perplexidade que o secretário de Segurança Pública permaneça no cargo, como se estivesse tudo bem. Parece que, quanto mais gente inocente morre, mais o governador apoia e elogia o atual secretário. Há uma total inversão de valores, onde quem trabalha mal e coleciona fracassos é prestigiado. Em qualquer empresa que se preze, quando um funcionário não produz bons resultados, ele é demitido ou trocado. Não será surpresa se o governador Alckmin der uma medalha ao atual secretário de Segurança Pública, pelos "ótimos serviços prestados".

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SOB ATAQUE

A região metropolitana de São Paulo teve sábado mais cinco mortos em uma noite. Cinco? Um policial militar (PM) matou dois meliantes. Na zona sul, um homem foi encontrado morto dentro de casa; em Suzano, outro homem foi encontrado ferido com um tiro na cabeça num terreno baldio; no Jaçanã, mais um homem morto a tiros. Como se percebe, a área onde ocorreram as mortes é muito extensa. São Paulo é uma megalópole e cinco mortes, num país onde o narcotráfico tem liberdade para atuar, não chega a ser nada surpreendente. Diante de tamanho estardalhaço da imprensa, São Paulo está sob ataque, sim, mas eles são do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SEGURANÇA PÚBLICA - EQUILÍBRIO

Nesse crescendo, os índices da "alta violência paulista" se igualarão aos do restante do País.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TOQUE DE RECOLHER, UM ABSURDO

Acabar com o toque de recolher imposto pelos bandidos a bairros de São Paulo e com as falsas notícias ou ameaças que amedrontam os comerciantes e os levam baixar as portas de seus estabelecimentos, é uma das importantes tarefas da agência de combate ao crime, criada na semana passada durante a reunião do ministro da Justiça com o governador do Estado. Os atemorizados negociantes e sua clientela - que resta desabastecida - são vítimas passivas da represália dos criminosos que confrontam a nossa fraca autoridade, gerando o caos. O poder público, que cede os alvarás e recolhe os tributos dos negócios, tem o dever de garantir as condições básicas para o seu funcionamento, entre elas o direito de ir e vir das pessoas que, todos sabemos, é constitucional. Faz muito tempo que a população das cidades grandes - e agora também a das pequenas localidades - vive com medo. Políticas eleitoreiras e profundamente equivocadas desmoralizaram a autoridade do Estado e permitiram o surgimento e crescimento dos exércitos do crime. Durante algum tempo alguns defenderam a solução de tudo através da repressão policial. Mas não é só isso que vai resolver. Há que se atacar o problema por todos os flancos e reservar à polícia apenas a sua tarefa, de resolver o conflito, até com o emprego da força, só quando os outros meios tiverem falhado. O ministro, o governador e suas equipes têm outra reunião marcada para esta semana. Não podem se esquecer de que o povo espera deles uma solução para o martírio que hoje se vive em São Paulo e região metropolitana. O povo continua morrendo, ônibus sendo queimados, famílias amedrontadas. Isso precisa acabar...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TUDO SOB CONTROLE

O governador Geraldo Alckmin ainda deveria estar dormindo quando declarou na manhã de domingo, em Carapicuíba, que a violência, em São Paulo está sob controle (12/11, C3). É prática corrente o governador citar estatísticas e dizer que a violência está diminuindo, quando na verdade é exatamente o contrário. Estão ocorrendo mortes indiscriminadas, há gente saindo às ruas e atirando em quem encontra pela frente. Governador, existem trabalhadores que deixam o trabalho tarde da noite e se dirigem para sua casa onde a família os aguarda. É dever da autoridade do Estado colocar um ponto final nessa situação. Para o cidadão não interessam estatísticas, muito menos política, interessa chegar vivo em casa.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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CONTROLE DE QUEM?

Geraldo Alckmin diz que violência em São Paulo "está sob controle". Controle de quem, governador, dos bandidos que atingem suas metas diariamente?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ALGUÉM CONSEGUE RESPONDER?

Sensação de impotência e tristeza quando abrimos o jornal ou a internet pela manhã e lemos que no final de semana 30 pessoas morreram. A impressão que se tem, vendo as notícias, é de que o assassinato de civis e policiais é localizado em São Paulo. Alguém consegue responder quantos morrem também em outros Estados, diariamente, e fornecer uma taxa proporcional ao nosso? Com certeza, ninguém gostaria de ser o campeão nessa estatística.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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SEM COMANDO

A PM paulista é valente na hora de invadir a Universidade de São Paulo (USP) ainda no escuro para tirar jovens debaixo de porrada e gás da reitoria. São valentes na hora de mandar bala e derrubar as casas dos moradores do Pinheirinho. São valentes na hora de distribuir porrada em ambulante e artistas de rua. São valentes na hora de meter bala de borracha em trabalhadores que ousam fazer manifestações de rua. Agilidade para matar a queima roupa um engenheiro aqui no meu bairro porque desconfiou que o celular dele era uma arma e ainda o perseguiu com a sirene e faróis da viatura apagados, como mostraram as câmeras de segurança, atitude que é contra lei e os PMs que cometeram o crime e mataram um inocente continuam nas ruas. Essa mesma PM agora anda assustada quando tem de enfrentar o PCC e nem a farda eles penduram no varal de casa quando alavam com medo. Cadê a coragem? A verdade é que a PM paulista está sem comando.

Grimaldo Grimaldi grimagri@terra.com.br

São Paulo

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DEDO NA FERIDA

Com esta recente onda de violência que assola o País e São Paulo, em especial, me impressiona que ninguém tenha realmente colocado o dedo na ferida: o que precisa ser feito, com urgência, é modificar e fortalecer nossas leis e penas, inclusive evitando (na sentença), a possibilidade de redução de pena, cortando as visitas íntimas e saídas premiadas, dobrando (no mínimo) a pena prescrita quando o crime for contra um policial ou agente público. O bandido tem que ter medo de (até por engano!), matar um policial, como acontecia há alguns anos. Isso não acontece agora: o assassino é condenado e em pouco tempo está na rua, ou então simplesmente desaparece durante uma de suas inúmeras saídas premiadas, Dia das Mães ou Natal, por exemplo. Penas duras! E, é claro, ao mesmo tempo, inteligência, equipamento e bons salários para os agentes da lei.

José Jacintho Neto tiagojacintho@uol.com.br

Presidente Prudente

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MEXENDO EM VESPEIRO

Essa transferência dos chamados chefões do crime para prisões distantes e de segurança máxima está mais parecendo uma provocação, uma vingança ou coisa que o valha. É óbvio que essa providência não é a mais acertada para refrear o crime, ao contrário, é o mesmo que cutucar um vespeiro de abelhas africanas. A impressão que se tem é de que nossas autoridades estejam totalmente perdidas.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MIGRAÇÃO E VIOLÊNCIA

A principal causa da violência urbana é a precária condição social em outras cidades, na sua maioria em cidades bem longínquas em outros estados da federação. São Paulo e Rio de Janeiro há muito deixaram de ser as Eldorados dos migrantes. Portando, a solução da violência nas grandes metrópoles está no desenvolvimento sócio-educacional e econômico nas cidades pobres principalmente do Nordeste. Baseado nesta realidade é que se deve avaliar a melhor forma de repartir equivalentemente as riquezas naturais brasileiras, incluindo os royalties do petróleo. As cidades produtoras de petróleo: Rio de Janeiro, Vitória do Espírito Santo e São Paulo, coincidentemente as mais violentas, terão a enorme recompensa da redução da violência.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

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CAUSAS MAIS PROFUNDAS

Tudo o que já se escreveu sobre a violência em São Paulo é válido. Mas ainda tem muita coisa a ser acrescentada. Esses criminosos que praticam toda sorte de violências, como assassinatos, roubos, queima de ônibus, etc., são movidos, além da pretendida impunidade, por uma profunda ignorância. São Paulo, ao lado da pujança e da hospitalidade para com todos os que aqui chegam, exibe também uma alta taxa de ignorância e falta de educação. Quem pega os trens da CPTM pode atestar esse fato. O pior é que essa ignorância está se tornando endêmica. Observando, por exemplo, as torcidas do futebol, vemos pessoas limítrofes, capazes de praticarem violência por um assunto que é tão importante quanto o cocô do cavalo do bandido nos filmes de faroeste. Nem podemos responsabilizar o lulopetismo, porque o Estado de São Paulo vem se mantendo livre o jugo petista há um bom tempo. Então é preciso repensar bem a educação, de modo a torná-la realmente interessante para os jovens, suprindo-os inclusive com as noções de ética e moral que muitos não recebem em suas casas.Trata-se de salvar as novas gerações - a atual não tem mais jeito.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues- nestor@ig.com.br

São Paulo

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IDENTIFICAÇÃO

O leitor Sr. Renato Camargo, em sua carta publicada ontem (O Estado de S. Paulo, Fórum dos Leitores - Guerra Civil) lembra e anota que em Medellín, Colômbia, foi estabelecido que os motoqueiros e seus garupas, são obrigados a usar jaqueta da qual consta, em letras e números bem visíveis impressos com material reflexivo, a identificação da placa da moto. A idéia é boa, ou melhor, ótima. Tanto as autoridades de trânsito como as policiais devem se manifestar a respeito. Aguardemos.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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EXPLORAÇÃO

Tenho observado que algumas emissoras de TV não se conformam em somente divulgar uma notícia sobre as ocorrências dos crimes, mas explorar o mais que podem os dramas vividos pelas pessoas.

Wilson Antonio Tartaro wilson@tartaro.com.br

São Paulo

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CRIME-NULIDADE

Logo no início da manhã, assistindo o noticiário da TV, quase caí para trás quando o repórter anunciou que foi marcada uma reunião entre o governo federal e o governo paulista para discutir a questão do crescente aumento da criminalidade. Eu imagino que os bandidos devem até rolar no chão de tanto rir. Em Belo Horizonte, cerca de dois ou três meses atrás, os deputados estaduais estavam discutindo em plenário o que fazer para erradicar as explosões de caixas eletrônicos, o que deve ter sido motivo de chacota entre os marginais. Chego a imaginar um dizendo para o outro: "Estou tremendo de medo." Conversa fiada, reuniõezinhas atrás de reuniõezinhas, reuniões de CNBB para definir leis para o Código Penal, é que tornam o combate ao crime numa nulidade. Não quero tornar-me cansativo com as mesmas proposições de ações que tenho feito insistentemente através de minhas cartas. A frase mágica é: poucas palavras e muita atitude.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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AÇÃO, PRESIDENTE

Dilma Rousseff, leia o texto a seguir e te coça, planta bananeira, faz pirueta, faz careta, esperneia, mas não fica parada, vê se faz alguma coisa (já que os homens do Planalto não servem para nada)… "O Setor de Inteligência da Polícia Militar de São Paulo mapeou 116 integrantes do PCC que moram ou atuam na zona leste da capital. Os criminosos são considerados de alta periculosidade e circulam livremente pela cidade. Segundo o Ministério Público, os membros da facção criminosa já estiveram presos, mas foram beneficiados por saídas temporárias e não retornaram à prisão. Entre eles estão traficantes, assaltantes, homicidas e sequestradores".

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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EM NOME DA COERÊNCIA

Senhora Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Defesa de Bandidos, na condição de cidadão brasileiro estou disponibilizando de meu próprio bolso, sem posteriormente pedir ressarcimento aos cofres públicos, uma passagem Brasília-São Paulo-Brasília - posso documentar a proposta em cartório - para que a senhora compareça ao nosso Estado e pessoalmente diga apenas duas palavras: "Meus pêsames", a uma só família que escolherei para representar os 90 policiais mortos pelos seus pupilos. Fique tranquila que a mesma corporação, apesar das baixa sofridas, ainda conta com um efetivo suficiente para garantir sua integridade física. A moral já sabemos que deixa a desejar.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ENSINO SUPERIOR

Gostaríamos de cumprimentar o Estadão pela matéria Inspiradas nos EUA, universidades brasileiras pedem doações a ex-alunos (11/11, página A20), pois ela fomenta a discussão de um assunto ainda incipiente em nossa cultura. A Associação dos Antigos Alunos congrega os 50mil egressos graduados pela Faap - AAAFAAP - e nosso site www.aaafaap.org.br ou as redes sociais são nosso ponto de encontro virtual, colocando nossos associados a poucos cliques do dia-a-dia do campus. De qualquer computador, de qualquer lugar, a qualquer hora, é possível recordar os bons momentos da vida acadêmica e mais do que isso, atualizar-se com as últimas tendências da academia. Enfim, estimulamos o senso de comunidade faapiana. Nosso foco é manter viva a história da nossa escola e para isso organizamos em parceria com a própria Faap um banco de dados revisado diariamente para fomentar o networking entre alunos e ex-alunos, entre a sala de aula e o mercado.

Rafael Abrão Possik Jr., diretor presidente da Aaafaap www.aaafaap.org.br

São Paulo

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IMIGRANTE QUALIFICADO

Precisava o governo chegar ao ponto de precisar facilitar visto para imigrante qualificado trabalhar no Brasil? Isso é prova contundente de que aos brasileiros continuará sobrando apenas o subemprego, porque mesmo com essa esdrúxula Lei de Cotas, que deixa de fora brancos pobres como se apenas negros e índios fizessem parte da pobreza no País, continuará faltando preparo familiar para acompanhar esses alunos nas universidades. Conheço vários jovens que mal conseguiram se formar no segundo grau porque não passam de alfabetizados funcionais, filhos de pais analfabetos. Para conseguir formar mão de obra qualificada condizente com o crescimento que os Brics precisam, levará quase 30 anos, e já se passaram dez com o governo petralha no poder sem que algo consistente tenha sido feito para sanar essa discrepância. Que venham todos os imigrantes qualificados, então, e que o brasileirinho continue com as migalhas geradas pelo crescimento.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL, PAÍS DO FUTURO

Do futuro do presente, indicativo: Qualificação profissional facilitará permanência de estrangeiros no País, Estados terão R$ 172 bilhões após fim da guerra fiscal, as contas de energia elétrica ficarão mais baratas a partir de 2013, as ligações de telefonia móvel custarão progressivamente menos nos próximos três anos, a inflação cairá no ano que vem, o PIB crescerá...

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CAMPEONATO BRASILEIRO - FLUMINENSE CAMPEÃO

Brilhante a conquista do Campeonato Brasileiro de Futebol pelo Fluminense. Time tranquilo e frio, porém mortal na hora em que precisa, faz os gols na hora certa, sem se preocupar com pressão de adversários que estão sempre atrás no marcador. Não adianta chorar, venceu o melhor time brasileiro. Venceu o time menos vazado, com mais gols marcados, melhor artilheiro, melhor goleiro e dono de um plantel magnífico, capaz de substituir os titulares sem abalar o time, como ocorreu diversas vezes em que atuou com vários desfalques.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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PÚBLICO

Já definido o campeão de 2012, o Fluminense se consagrou por antecipação de três rodadas, o título do Brasileirão foi conseguido com o pior público de todos os tempos, num jogo que podemos chamar de final, para apenas 8.461 pagantes. Não é à toa que os torcedores do "verdão" estão por demais irritados com os dirigentes do seu clube, pela grande possibilidade de ser rebaixado para a série B. O que não é demérito nenhum, afinal o futebol tem dessas coisas, até os "estilistas" elogiam o novo uniforme do Palmeiras dizendo que "cai muito bem". Resta o consolo de conseguir o título inédito de bicampeão da segundona, dos males o menor. Enquanto houver chance de permanecer na série A, como a cor verde é esperança, lembre-se "a esperança é a última que morre". Violência não leva a nada de positivo, continuar torcendo, faltam só três jogos, Flamengo, Atlético-GO e Santos, fácil, fácil...

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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