Fórum dos Leitores

O FLAGELO DA SECA

O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2012 | 02h07

Escândalo nacional

O brasileiro sr. Jazão Caldas (Pior seca em 50 anos leva flagelo ao Nordeste, 11/11, C6) foi ao banco e, sem valores recíprocos ao irrisório empréstimo para comprar comida salvadora temporal de suas vacas magras, mandaram-no para outro "canto", onde morrerá "afogado" no cinismo da burocracia e da insensatez. O governo federal está sendo convocado nesta situação de emergência, enviando dinheiro aos flagelados, bem como comida e água limpa, minimizando esta catástrofe histórica. É imperioso que nesta seca assolando o Nordeste, como é o caso de várias áreas de Pernambuco, os responsáveis pelo PAC da transposição do Rio São Francisco expliquem, num mapa, se esse canal amenizará, e quando, a sede e a morte de rebanhos e de muitos brasileiros. Sergipe, Piauí e Paraíba têm regiões sem chuva há mais de um ano, criando um Estado desértico no Brasil. Evidentemente, o PAC não chegará lá, este é um banho de realidade secular! A seca é um fenômeno constante no Nordeste brasileiro e a falta de medidas metódicas preventivas é um escândalo nacional.

JÜRGEN DETLEV VAGELER

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

Abobrinha pura

O governo Dilma Rousseff ganhou processo, na 15.ª Vara Federal, em que governo e Justiça saíram em defesa do cajá e do caju, que não podem ser pesquisados sem prévia autorização do pomposo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, "para evitar a pirataria genética". Abobrinhas à parte, gente e gado morrem em consequência da terrível seca que assola o Nordeste - como, aliás, todos os anos. Enquanto isso, a transposição do Rio São Francisco está parada. O atraso das obras é providencial para o aporte de mais verbas - para o deleite das empreiteiras - e, quiçá, o berço de nova safra de mensaleiros... Será que um dia ainda vamos desmentir aquela frase atribuída ao general De Gaulle? Penso que não, pelo que se vê nas condenações pelo STF: réus desdenhando-as e criticando os julgadores, na certeza de que sol quadrado só se for em quadro de Picasso.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

CORRUPÇÃO

Mais uma do PT

Convencidos, ao menos aparentemente, de que decisões do Judiciário não são passíveis de discussão, os "cumpanheros" rapidamente se organizam. Primeiro, o presidente do PT, Rui Falcão, vai à TV reclamar que as penas impostas pelo STF aos mensaleiros são muito altas, blá, blá, blá... Depois entra em cena José Eduardo Cardozo, nada menos que o ministro da Justiça desta República, dizendo ser preferível morrer a enfrentar as medievais prisões brasileiras. E na sessão de anteontem do plenário do STF, aquele menino eleito do Lulla, ministro Dias Toffoli, ergue a voz para defender penas mais humanas, "mais liberais". É o PT, sutil como um elefante, preparando o caminho para salvar seus mártires.

AUGUSTO M. DIAS NETTO

diasnetto@terra.com.br

São Paulo

Nossos cárceres

O PT já está no comando do governo federal há mais de dez anos, mas ainda não se havia dado conta de que as prisões brasileiras são degradantes, desumanas... Também, pudera, nenhum petista havia sido condenado à prisão até hoje!

CLÉA M. G. CORRÊA

cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

Solução carcerária

Certamente o batalhão de advogados vai recorrer das sentenças impostas aos mensaleiros pelo STF, postergando a prisão dos réus. Como a Justiça brasileira é morosa e cheia de meandros proteladores, dá tempo de o ministro José Eduardo Cardozo construir um presídio-modelo em Garanhuns para abrigar confortavelmente toda a patota do mensalão - e os do desdobramento posterior...

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

É ou não patifaria?

Em que pese o respeito que devemos, em princípio, aos nossos deputados federais, não encontrei outro título, em vista do assunto abordado. Trata-se do movimento que já se coordena na Câmara com o objetivo despudorado de salvar o mandato dos trêfegos colegas condenados pelo STF. Comandados pelos parlamentares petistas, os argumentos são artigos da Carta Magna, sobre os quais se aplicarão sofismas nunca antes vistos neste país. Segundo o deputado Jilmar Tatto, "eles foram eleitos pelo voto do povo e esse voto é sagrado". Mas esquece que foram eleitos para defender as aspirações do povo, não para surrupiar o erário. Sim, porque o dinheiro cujo destino alegado era pagar dívidas de campanha - o que, aliás, já é crime - foi obtido por meio de contratos fajutos objetivando desviar verbas públicas. Não conheço a fundo o Regimento Interno daquela Casa, mas se esse movimento, por si só, não constitui quebra de decoro parlamentar, então não entendo qual a sua serventia. Mas o que não terá o mínimo cabimento é maus deputados, que traíram a confiança que seus eleitores neles depositaram, continuarem no plenário da Câmara com suas caras deslavadas, depois de terem sido condenados por nada menos que a nossa Suprema Corte de Justiça.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Corporativismo parlamentar

Ou melhor, para lamentar, a articulação de deputados do PT e de partidos aliados para barrar a perda de mandato dos três deputados e de um suplente condenados pelo STF no caso do mensalão. Quando uma das mais altas representações populares põe em primeiro lugar o corporativismo de pior qualidade, negando o decoro parlamentar e, pior ainda, a ética e o respeito ao povo, chegamos mesmo ao fim da linha. Esse tipo de corporativismo só beneficia aqueles que trouxeram vergonha e mau exemplo à Nação. Os nobres (?) deputados passam a imagem de vestais durante a campanha eleitoral, porém ao assumirem o cargo muitos deles "esquecem" o que prometeram e as esperanças de seus eleitores e passam a agir em seus interesses pessoais e partidários. Um país e seu povo são muito maiores do que qualquer partido ou ideologia. Isso, nobres (?) deputados, jamais pode ser esquecido. Apelo àquele mínimo resquício de pudor e sensibilidade que, espero, ainda tenham para não se cometer mais essa ignomínia. Respeitem o seu povo e honrem os seus cargos! O povo espera que suas autoridades deem o exemplo.

EDISON ROBERTO MORAIS

ermorais@uol.com.br

São Paulo

Corporativismo no mensalão

A tentativa da Câmara dos Deputados de barrar a perda de mandato dos condenados mostra a triste e conhecida realidade: aos congressistas pouco importa serem seus pares criminosos ou não. Um viva ao espírito de corpo.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

SERIA INJUSTO

A proposta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli de transformar a pena dos réus do mensalão em multa, apenas, além de imoral, é um tapa na cara de todos os brasileiros. Sr. ministro, vamos imaginar que uma mulher seja brutalmente violentada e o juiz condene o réu a 15 anos de prisão. A defesa do réu recorre e sua pena é revista. Trocam-se os 15 anos de prisão por um pedido de desculpas e um carinho no rosto da mulher violentada. Seria justo, Sr. Toffoli? O povo está sentindo pela primeira vez na história deste país que existe justiça para todos, ricos ou pobres, políticos ou não. Que não seja o senhor, um jovem magistrado, o responsável pela decepção e pelo desprezo do povo pelo STF.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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TOFFOLI TEM RAZÃO

O ministro Dias Toffoli tem razão. Do jeito que está nosso sistema prisional, é possível e bastante provável que os réus, ao final das penas, não voltem para a sociedade recuperados. Para ele, se os condenados devolvessem parte do que foi desviado, já estariam suficientemente penalizados e provavelmente, reabilitados.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO E A INQUISIÇÃO

Bem, se Toffoli acha que as sentenças são de fato medievais – remetendo à Inquisição, tendo até citado o tristemente célebre Torquemada – e, portanto, após as prisões só haveria a opção das fogueiras contra os já condenadíssimos réus petralhas, proponho que a partir desta data o Crematório de Vila Alpina trabalhe com hora extra para satisfazer essa sua sugestão, imediatamente! Afinal, “decisão judicial” não se discute, não é mesmo?

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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PENAS ‘MEDIEVAIS’

Comparar as penas impostas pelo STF à quadrilha de mensaleiros petistas com as do tempo da Inquisição ibérica de cinco séculos atrás é prática de quem desconhece a História e as leis. Na era medieval de Torquemada os autos de fé e a condenação à fogueira eram contra os chamados hereges, praticantes de outras religiões que não a católica,sem qualquer direito a julgamento e defesa.

Em 2012,o julgamento,condenação e apenação dos réus do mensalão,com amplo direito de defesa segundo a Constituição brasileira,dizem respeito à ação orquestrada de assalto ao erário público com o propósito de compra do apoio de parlamentares do Congresso ao governo Lula. Não se pode comparar tomates com maçãs, ministro!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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JURISCONSULTO

Sem qualquer estofo, Toffoli tentou parecer jurista. Recitando “Batatinha quando nasce”, ainda assim seria medíocre...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MENSALEIROS NA CADEIA

Será que Dias Toffoli está com medo de ser ele também preso? Vergonhoso tudo isto, com os brasileiros de bem. Só nos mostra que temos de, para eles admitirem algo ruim, pôr os filhos desta turma nas escolas públicas, nos atendimentos de saúde e nos transportes públicos, daí o povo poderá conseguir aquilo que é de seu direito, porque de gestores e juízes, definitivamente estamos muito mal servidos.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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A FORÇA DO MENSALÃO

O malfadado mensalão tem tanta força que, além de corromper parte do Poder Legislativo (compra de votos de parlamentares), corrompeu também o Poder Executivo, na gestão do ex-presidente Lula, que se beneficiou da aludida compra feita por quadrilha dos seus prosélitos para aprovar projetos de leis de interesse governamental. O Poder Judiciário também não ficou incólume dessa nefasta corrupção que se transformou na Ação Penal 470, que envolve 35 denunciados. Destes, 25 já foram condenados. Na dosimetria da fixação das penas destes 25 condenados, o mensalão em tela vem ocasionando entre os ministros do Supremo Tribunal Federal uma discórdia jurídica desrespeitosa que chega a macular a sublimação das suas togas, ao ponto de o ministro Marco Aurélio, dirigindo-se ao ministro relator Joaquim Barbosa, que, pelo seu sorriso irônico, como que ridicularizando sua fala, a dizer em alto e bom som que o relator estava achando que todos os ministros participantes da sessão eram “salafrários”. Que tristeza, nunca se viu isto no STF! As distorções entre os ministros na aplicação das penas são tão discrepantes que o ministro Luiz Fux chegou a sugerir que se passe um pente-fino em todo o julgamento para “corrigir os próprios erros e sanar as contradições provocadas”...

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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PAPAI NOEL

Sim, depois de ficar velho voltei a acreditar em Papai Noel. Contrariamente da velha lenda, ele não nasceu na Lapônia, é gordo de barbas longas, carrega um saco nas costas e anda de trenó puxado por renas. No Brasil da impunidade do Punhado de Trambiqueiros, ele é negro, nasceu numa pequena cidade de Minas Gerais, ao invés do saco nas costas carrega um livro grosso chamado de Código Penal, e tem muito, mas muito peito mesmo de botar em cana uma certa quadrilha. Obrigado, Papai Noel, pelo lindo presentinho de Natal que o Sr. deixou em minha alma!

Marcos Mendonça marcao58@yahoo.com.br

São Paulo

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DOMÍNIO DO FATO

Segundo noticiado, a defesa de José Dirceu vai procurar o jurista alemão Claus Roxin, um dos autores da teoria do domínio do fato, a fim de pedir um parecer jurídico sobre o caso. Como se vê os petistas não se conformam com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), querem ganhar tempo e prorrogar a liberdade do condenado por mais tempo. Segundo comentários de juristas brasileiros, a teoria do domínio dos fatos usada pelo STF está correta e não é porque um alemão fala diferente que o seu parecer vai mudar a legislação daqui. Como sempre, os advogados no Brasil procuram uma brecha para livrar seus clientes. Pelo visto a novela não terá fim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INJUSTA SENTENÇA?

Finalmente José Dirceu foi condenado a quase 11 anos de prisão dos quais quase 1 ano e 8 meses em regime fechado. Se seus advogados tiverem sucesso em recursos, embargos infringentes e outras “falhas” da lei penal brasileira, o réu vai acabar se safando depois de distribuir cestas básicas em favelas cariocas. Particularmente eu espero que só as distribua em favelas que ainda não foram pacificadas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SUJEITO ESPERTO

É preciso ter muito cuidado com o Zé na prisão. O sujeito já mostrou quem é: um farsante espertíssimo, capaz de elucubrar coisas como o mensalão e de fazer da própria vida uma mentira, ludibriando a mulher com quem se casou e até teve um filho, um filho da farsa. Zé é totalmente amoral e sem escrúpulos, e pior, dá nó em pingo d’água. Imagino o que não fará na prisão com os carcereiros. É bem capaz de em pouco tempo ouvirmos contar que eles saíram com o sacripanta nos braços, levando-o para uma fuga espetacular do País.

Jane Maria de Andrade Araújo janemaria.araujo@gmail.com

Brasília

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ROMANÉE CONTI

Há alguns anos, já depois das denúncias de Roberto Jefferson, um amigo estava num restaurante numa mesa ao lado da que estava o ex-ministro José Dirceu, num restaurante nobre de São Paulo. Era um dia de semana e a maioria que estava presente fazia um almoço executivo. E para indignação desse meu amigo, e de todas as pessoas que estavam próximas, o Zé pediu em alto e bom som, para todos ouvirem, uma garrafa de Romanée Conti, que custava a “bagatela” de R$ 5 mil. Claro que, com toda a arrogância que lhe é peculiar, e se achando o dono do mundo. Esse é o Zé que agora vai pagar pelo que fez de mau ao País quando era braço direito do “cara”. Será que vai tomar Romanée Conti vendo o Sol nascer quadrado? Agora só falta pegar o chefe da quadrilha. Viva o STF! Viva o Brasil!

Sérgio Luís dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

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ZÉ DIRCEU, PREFEITO DE TREMEMBÉ 2032

Pela Lei da Ficha Limpa, depois de cumprir toda a pena, José Dirceu ainda terá os seus direitos políticos suspensos por mais oito anos. Se começar a cumprir a pena em janeiro do ano que vem, só poderá ser candidato em novembro de 2031. No entanto, a próxima eleição é para prefeito, em 2032. Se você é petista e um dia quiser votar no José Dirceu, fica a dica: comece agora mesmo a campanha Zé Dirceu, prefeito de Tremembé 2032. Para quem não sabe, é na cidade de Tremembé, próximo a Taubaté, que fica o presídio de segurança, em São Paulo.

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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ARENGAS DE SEMPRE

A velha e surrada estratégia do PT está novamente no noticiário: a melhor defesa é o ataque. O presidente do PT, Ruy Falcão, manifesta em seu blog as arengas de sempre: que os réus condenados são inocentes, não cometeram crime algum, que a imprensa é golpista e reacionária e que influenciou as decisões do STF, etc., etc. Será possível que essas pessoas não respeitam uma decisão que pautou todas as diretrizes concernentes a um processo democrático, que os réus tiveram toda assistência jurídica através de advogados caríssimos, os mais renomados do Brasil? Que concepção tem o Sr. Ruy Falcão dos juízes do STF? São todos corruptos, vendidos, sem moral sem dignidade? A irretorquível verdade é que jamais os chefes petistas poderiam imaginar-se no banco dos réus, julgados e condenados.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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QUANDO A CRIATURA ENGOLE O CRIADOR

Enquanto Lula/Dirceu/Falcão buscam de todos os modos desacreditar o STF desqualificando o julgamento do mensalão por este ter “politizado” a questão, e assim fazendo, desmoralizam o exercício da política tão necessário à existência de uma democracia, Dilma trata de colocar os pingos nos “is”. Ao discursar na 15.ª Conferência Internacional Anticorrupção, Dilma parece responder às manobras de seus companheiros com estas palavras: “O combate ao malfeito não pode ser usado para atacar a credibilidade da ação política, tão importante nas sociedades modernas, complexas e desafiadoras. O discurso anticorrupção não deve se confundir com o discurso antipolítica, ou anti-Estado, que serve a outros interesses. (...) Deve, ao contrário, valorizar a política, a esfera pública, a ética, o conflito democrático entre projetos que nela têm de ter lugar”. Ou seja, políticos erraram, mas que por isso não se desqualifique o exercício da política! Quanto ao “controle social da mídia” defendido por Dirceu como uma das prioridades programáticas do PT e que da boca do irmão de Genoino, José dólares da cueca Guimarães soou como uma ameaça que se realizaria tão logo passasse a eleição, “queiram ou não”, Dilma jogou água nesta fervura desta maneira: “Mesmo quando há exageros – e nós sabemos que em qualquer área eles existem –, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio tumular das ditaduras”. Estes são apenas dois episódios relevantes em que se observa a criatura Dilma se libertando e engolindo, pouco a pouco, o seu criador...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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REPÚBLICA BRUZUNDANGA

O Dr. Marco Antonio Villa (Tempos sombrios, tempos petistas, 11/11, A2) demonstra sempre sua indignação com a corrupção lulista. Digo lulista, o PT não mais existe. É óbvio que é impossível fazer um governo de esquerda subornando pessoas, empresários e partidos. Mas, como cientista político, Dr. Marco Villa deveria analisar, também, a corrupção do PSDB, Azeredo & Cia. Ele sabe muito bem que a “privataria lulista” continua a “privataria tucana”. Ainda vivemos na República Bruzundanga.

Felipe Luiz Gomes e Silva felipeluizgomes@terra.com.br

São Carlos

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NA FILA DO STF

Perguntar não ofende: quando será julgado o mensalão do PSDB?

Celia Mendes Di Martino cmendes_18@hotmail.com

São Paulo

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DECISÃO POLÍTICA?

Os petistas vivem no passado. Seu modelo de liderança é Fidel, sua ideologia é marxista, acreditam no falido Estado social e são mestres da lavagem cerebral semeando frases como “recursos não contabilizados”, “a farsa do mensalão”, “privataria tucana” e agora “a decisão foi política” (14/12, A6). Política de quem, cara-pálida, se a maioria do STF foi indicada pelo PT? Saiam das cavernas, e assumam seu viés!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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COBERTURA DO CASO

Meus cumprimentos pelo excelente caderno sobre o mensalão, publicado pelo Estadão em 6/11/2012. É para ser lido, relido e divulgado.

Américo Moreira Júnior americo@moreirajr.com.br

São Paulo

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UM NÚMERO INACEITÁVEL

Pesquisa do IBGE revela que mais de 70% dos municípios brasileiros não tem política pública de saneamento básico. É inaceitável que, em pleno século 21, o Brasil caminhe para se tornar a 5a economia mundial, mas ainda padeça de sérios problemas de saneamento básico, algo típico de países subdesenvolvidos. Saneamento básico é prioridade, obrigação do Estado e um direito de todos os brasileiros. O Brasil não pode continuar desperdiçando dinheiro público com bobagens e deixando a infraestrutura do país de lado. Com saneamento básico para todos, iremos erradicar ou reduzir diversas doenças, melhorar a qualidade de vida do povo e aumentar o nosso IDH.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ESGOTOS A CÉU ABERTO

O IBGE diz que 71,8% das cidades não têm política de saneamento e as poucas que possuem quadrilhas se aproveitam para roubar milhões como a que foi presa ontem pela Polícia Federal. O que resta então para contar história? Este país precisa ser passado a limpo, porque dinheiro existe, mas ele some nos vertedouros dos esgotos que correm a céu aberto e ninguém faz nada.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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UM PAÍS INSALUBRE

Segundo dados do IBGE, 70% dos municípios não têm política de saneamento; 47,8% não fiscalizam a qualidade da água; 60,5% não acompanham as licenças de esgotamento sanitário e 2.376 cidades são desprovidas de coleta seletiva de lixo em atividade. Sujeira – moral e material –, uma praga que em nada nos conforta como sexta economia mundial ou membro do Bric. A miséria de um povo não se revela somente pela falta de comida.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘SANEAMENTO E COMPETÊNCIA’

Excelente o editorial Saneamento e competência (13/11, A3)! Infelizmente, competência exige estrutura e profissionalismo, que exigem a continuidade que o loteamento político não permite. O saneamento, conforme a lei, necessita de planejamento de curto, médio e longo prazos, com as revisões periódicas necessárias, a participação da sociedade civil e a fiscalização (independente) da agência reguladora. A competência necessária ao planejamento dos estudos e implementações (definindo o que, quanto, como e quando) no longuíssimo prazo, com participação da sociedade civil está ausente em todos os setores da nossa metrópole: educação, saúde, segurança, transportes, saneamento, etc., a correção necessária exige investimento em recursos humanos e extinção das indicações resultantes do loteamento político, que permitirá continuidade necessária à implementação de projetos de longo prazo na administração pública.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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A REALIDADE DO PRÉ-SAL

Excelente a entrevista nas páginas amarelas da revista Veja, onde o Sr. Norman Gall, diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, há 35 anos no Brasil, faz uma abordagem séria sobre o pré-sal no País. Nem a oposição teria tanta coragem de apontar os entraves como falta de mão de obra e o estrangulamento financeiro da Petrobrás, na implantação desse projeto. Ele diz: “Infelizmente, em mais de dois anos de discussões no Congresso, a única preocupação dos parlamentares foi definir quem vai ficar com o dinheiro. Ninguém estudou os reais obstáculos a superar. Ignoraram-se questões graves como o fato de a Petrobrás ser obrigada a operar 30% de todos os novos campos do pré-sal. É esse o principal problema. Nenhuma petroleira no mundo, por mais ágil e competente que fosse, teria condições de operar tudo sozinha”. Fizeram muito oba-oba e agora a verdade foi colocada às claras e cabe ao governo vir a público e responder à sociedade.

Anibal V. Fillip aniverofil@uol.com.br

Santos

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ATAQUES, A QUEM INTERESSAM?

São Paulo e Minas Gerais sofrem ataques de criminosos e agora Santa Catarina também é vítima deles. Foi em Santa Catarina que Lula proferiu o discurso em que dizia querer “exterminar” o DEM da política. Em resposta, os catarinenses elegeram Raimundo Colombo, do DEM – hoje do PSD –, que, diga-se, vem se mostrando um ótimo governador. Parece que organizações criminosas também entraram em campanha para “exterminar” a oposição. É uma movimentação estranha, que despertaria a curiosidade dos órgãos de investigação de qualquer país que se levasse a sério. Que a onda de ataques nestes estados parece coordenada não resta dúvida. Afinal, a quem interessa isso? A quem interessa desgastar os governos destes estados e por quê? Com a palavra, a Polícia Federal ou... o FBI.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PARAÍSO ROUBADO

Com o recrudescimento da polícia de São Paulo, a bandidagem acaba de invadir o ainda imaculado paraíso de Florianópolis. Com certeza não será o último.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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‘POR QUE SÓ AGORA?’

Sobre o editorial Por que só agora? (14/11, A3), a falta de articulação entre órgãos públicos é gritante não só em relação ao combate do crime organizado, mas também em relação a diversos outros esquemas perniciosos que ocorrem em nosso país (desvios de recursos públicos, máfia de combustíveis, “cartéis”, etc.). No que tange à onda de criminalidade que assola São Paulo, mais do que a formação de uma agência integrada, há que se falar na formação de um grupo multidisciplinar permanente que envolva todas as partes relacionadas ao combate ao tráfico, sob o risco de comprometimento da eficácia das ações propostas para coibir o movimento criminoso supostamente liderado pelo PCC. Ademais, não se pode olvidar que o crime organizado é muito mais abrangente que o PCC e, para coibi-lo, há que se investigar e combater, também, as facções criminosas fluminenses, milícias, agentes públicos e políticos que possam estar envolvidos com tal movimento. Em tempo, um fato que não pode ser ignorado, e que vem ocorrendo concomitantemente à escalada da violência em São Paulo, é a pressão de alguns grupos em torno da descriminalização do consumo de algumas drogas no anteprojeto de Código Penal que está em discussão em Brasília. Caso isso não seja apurado, estaremos falando de um caminho sem volta que resultará num impacto econômico-social de grandes proporções, na medida em que tal proposta permitirá que pessoas e grupos criminosos passem a ser chamados, respectivamente, de operários e empreendedores, ao passo que o SUS arcará com os efeitos colaterais resultantes do consumo liberado das drogas, isso sem contar a tendência de crescimento de ouros delitos. Afinal de contas, o usuário de drogas é conivente com o tráfico, pois é ele quem financia os investimentos de traficantes em armamentos utilizados para afrontar o status quo. Ademais, só há oferta se houver demanda. A isso, chamamos de lógica de mercado, que é aplicável a quaisquer bens. Em suma, enquanto olhamos para uma árvore, a floresta está incendiando.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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AÍ TEM

Por que só agora? é a pergunta que não quer calar. Em anos eleitorais, desde 2006, o PCC tem dado demonstrações de força. Este ano se repetiu, mesmo a pós as eleições. E só agora, que PT virará governo na cidade de São Paulo, o ministro da Justiça abaixa por estas bandas? Será que já está mirando o Palácio dos Bandeirantes? E se nas próximas semanas o PCC se tranquilizar? Aí tem...

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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CPI DA SEGURANÇA

Um deputado estadual está se empenhando para instalar uma CPI da Segurança Pública em São Paulo. Que coisa mais indecorosa. Em tese, todos os deputados são eleitos pelo povo e para representá-los, não é? Deveria ser a ordem natural, mas na prática não é bem isso, com tantas chacinas ocorrendo nas zonas norte, sul e leste, a pergunta é: quem realmente de fato e de direito esses deputados estaduais representam? Porque os cidadãos estão morrendo, famílias desesperadas sem ter o que fazer e, acredite, somente 28 deputados tiveram coragem, responsabilidade e bom senso para assinar o pedido de instalação da CPI. Faltam quatro para que seja aberta a CPI da Segurança e o que dizer dos restantes 42 senhores “representantes do povo”, representam quem mesmo? Estão acordados com Alckmin? Que dizer do silêncio dos tucanos, só servem para dar “bicas” na população? É preciso que este espaço de utilidade pública tenha piedade de quem está morrendo e ajude a tornar público tanto desrespeito e falta de decoro parlamentar por parte desses 42 deputados estaduais, porque precisamos viver com um mínimo de segurança para ir ao trabalho, escola, médico, lazer. É de bom tom que a Assembleia Legislativa fiscalize, apure e denuncie tanta violência por todos os lados!

Elida Queiroz Simões elidaqsimoes@gmail.com

São Paulo

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A FEUDALIZAÇÃO DO BRASIL

Hoje o que vivemos é um dualismo entre a feudalização do Estado defendida pelo PSDB e a “sovietização” (é o termo que melhor define, em meu ponto de vista) do governo com o PT. A sovietização do Brasil vem sendo amplamente denunciada pela mídia com as denúncias de corrupção e do aparelhamento do Estado com pessoas ligadas politicamente ao PT e seus aliados, entretanto, a “feudalização” imposta pelo PSDB ninguém vê ou faz questão de denunciar. Hoje, no Estado de São Paulo, segurança, saúde e logística (estradas, aeroportos e ferrovias inexistem) são privadas e o seu uso depende do pagamento de taxas e contribuições (como os pedágios, por exemplo). Segurança publica não existe mais. Quem quiser que contrate a sua segurança. Enfim, tal qual na idade média, estamos vivendo uma concessão de bens públicos sendo transferidos para a gestão privada (e sendo redundantemente cobrados, na medida em que pagamos impostos e pelo uso dessas concessões). À população só resta tornar-se serva, analogamente ao vivido na idade média, submetida ao jugo dos senhores feudais, hoje concessionárias administradoras dos bens públicos.

Daniel Shimomoto de Araujo shimomoto@terra.com.br

Garça

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SAÍDA DE PRESOS

Agora, no Natal e ano-novo, nós vamos ter de conviver com os presos do PCC que vão ganhar a saída temporária para “ficar com suas famílias”, e se “ressocializarem”, preparando-se para quando voltarem ao convívio da sociedade. Teorias esquerdoides dos amigos dos bandidos, que vêm dos anos 70 para cá. E ninguém, nem do Legislativo nem do Executivo, faz nada para mudar essa absurda situação. O tal do Piauí, um dos líderes do PCC teve a sua saída aprovada para o dia das mães, e comandou de fora da cadeia o assassinato de pelo menos seis policiais. Piauí cumpre pena por tráfico, homicídio, sequestro, receptação e falsidade. Se um cara desses pode sair, então solta todo mundo...

Antono C. Ciccone cicconeac@hotmail.com

Carapicuíba

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‘DEUS SEJA LOUVADO’

De vez me quando um membro do Ministério Público Federal (MPF) vem ao proscênio colorido de bobagens perguntando “o que é que a baiana tem”. Inclui-se neste caso a última investida contra a frase Deus seja louvado na nota de R$ 100. Os motivos evocados no arrazoado do procurador são tão sem noção – dadas as crenças da esmagadora maioria do “bravo povo” –, que tenho vontade de parafrasear e ampliar a seminal pergunta de Freud: “Afinal, o que querem as mulheres (e o MPF)?”.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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HAJA PACIÊNCIA

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo não sabe que a nossa Justiça já está tão atarefada com diversos assuntos e agora propõem ação civil pública contra a expressão “Deus Seja Louvado” existente desde tempos nas cédulas do nosso valoroso real. Sr. procurador, por que o Sr. não se preocupa com a matança dos policiais e cidadãos, que dia a dia estão sendo assassinados em São Paulo? Proponha algo mais construtivo ao nosso país. Realmente, deveria vir escrito no real: “Deus nos dê paciência neste país”.

Nelson do Nascimento Cepeda fazoka@terra.com.br

São Paulo

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NEM DEUS ESCAPA

Em relação à matéria MP quer real sem ‘Deus seja louvado’, sugiro que os Srs. Jeferson Aparecido Dias e Osório Barbosa (procuradores em questão) exerçam seu trabalho em prol da coletividade, preocupando-se com questões sérias que envolvem os cidadãos, e não uma simples frase impressa numa cédula. Deixem Deus em paz!

Mauro Sergio titonig@ig.com.br

São Paulo

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NÃO MACHUCA

Srs. procuradores, não se preocupem com a frase Deus seja louvado, impressa no dinheiro, não machuca ninguém, preocupem-se com as crianças indígenas sendo violentadas no Norte do Brasil e outros lugares, pelos homens!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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TESE ABSURDA

Fiquei espantado com a tese do procurador. Aprendi no curso de Direito da UGF que a expressão Deus seja louvado, tanto na cédula como o Deus no preâmbulo da Constituição federal brasileira, remete à questão do respeito, da tolerância no território brasileiro de todas as crenças, religiões, credos. Esse Deus da cédula é genérico, o Deus cristão é a Santíssima Trindade ou Deus Trino ou Deus Triúno. Logo, não precisamos retirar, não vivemos em uma Constituição de um país como a Coréia do Norte. Sou geógrafo, bacharel em Direito.

Jorge Kleber Teixeira Silva jkteixeira72@gmail.com

Rio de Janeiro

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SALVAÇÃO

Sr. Sarney, gostaria que houvesse uma modificação nesta exclamação. Após a sua desastrosa passagem pela Presidência do País e do Senado, a frase correta seria Deus nos salve dos Sarneys.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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TROCANDO A FRASE

Já que o ilustre senador Sarney está tão preocupado com a retirada de Deus deste ordinário dinheiro brasileiro, poderia substituir, por ser mais atualizado, pelo refrão O mensalão não existiu. Pode até pedir a bênção daquele cara.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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É O FIM DO ‘DEUS SEJA LOUVADO’

Os críticos querem tirar a palavra “Deus” da Constituição, querem tirar os crucifixos de órgãos públicos e, agora, querem tirar a frase religiosa do dinheiro... Curioso isso! Pois é uma forma de censura! A boa-democracia, por outro lado, quer acolher a todos. E quer evitar a exclusão de grupos – ainda que pequenos. E se é assim: o correto não é censurar a expressão religiosa que se mostra nas notas. Ora, boa parte do povo que usa essas notas é composta por religiosos. Por isso, é mais indicado, é justo, não tirar a “expressão cultural” de uns, mas abrir espaço para a “expressão cultural” dos outros, dos outros grupos: quer de outras religiões ou mesmo de vertentes ateias. Ou seja, tirar crucifixos e a palavra “Deus” dos objetos públicos agrada a um grupo enquanto ofende a outro. É censura, é injusto, é pouco democrático. É autoritário! Pois se fosse feito um referendo, uma consulta popular no Brasil, o povo escolheria por manter a frase religiosa como expressão de sua fé. Por isso, é autoritária a retirada da frase, pois não tem o consentimento do povo – “povo do qual emana todo poder”. Mais equilibrado seria que os diversos grupos tivessem o mesmo acesso aos mesmos espaços. Não importa se nas notas terá que ser escrito: “Deus seja louvado” ao lado de “deus não existe” e, ainda, “incontáveis são os deuses deste mundo”. Pouco importa qual a sua opinião e crença acerca da religião. O que importa é que, dentro da Democracia, sua liberdade cultural (política, científica, artística e religiosa) esteja assegurada a todo custo. Sim, o Estado é laico, mas as pessoas não! As pessoas, dos mais diversos seguimentos culturais, devem ser respeitadas. Por isso, é mais aconselhável que o dinheiro traga frases que representem as vertentes religiosas e ateias ao mesmo tempo, do que fazer censura a um grupo gigante para agradar a um grupo pequeno. Democracia, que se lembre para terminar: é uma tentativa de equidade para com todos, todos.

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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PAÍS LAICO?

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. Não sabia que existia mais essa. Essa Procuradoria deve procurar o que fazer, pelos cidadãos é claro. Antes de querer retirar a frase Deus seja louvado das cédulas de reais, deveriam solicitar a retirada do crucifixo da parede do Supremo Tribunal Federal, pois, como sabemos teoricamente o Brasil é um Estado laico e o crucifixo é o símbolo da religião católica. Ou seja, cidadãos macumbeiros, espíritas, evangélicos, ateus, e outros têm seus processos julgados sob a égide de um símbolo católico.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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ESTADO LAICO XIITA

Acredito que a procuradoria regional dos direitos humanos deve estar em tempo de democracia bastante ociosa. Será que não existe violência policial, será que não existe violência infantil, será que não existem tantas outras coisas importantes pra fazer e questionar no país para que o procurador Jefferson Dias fique com lupa procurando em notas de reais a expressão Deus seja louvado, e tomando tempo precioso do Judiciário. A expressão é respeitada e tem a concordância da imensa maioria da Nação que em 99,999999999999999... dos habitantes deste país. Inclusive de ateus graças a Deus, islâmicos que acreditam em seu deus Alá e até religiões afro, com seu sincretismo religioso.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

São Paulo

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SIMPLES

Não é difícil imaginar que reações não faltarão, à ideia de eliminar a frase de conotação religiosa das notas da moeda oficial de uma República laica. Não se trata de tolerância religiosa (tão velha quanto o Édito de Nantes...), mas sim de liberdade de consciência. Liberdade de ter ou não um credo. E expressar. Em todo o mundo civilizado, impera e vigora a separação Estado-Igreja. Simples assim.

Marly N. Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

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DEUS NAS CÉDULAS DE REAL

O cidadão Osório Barbosa e o procurador Jefferson Aparecido Dias, ambos de São Paulo, instauraram uma ação na Justiça Federal pedindo que as novas cédulas do real sejam impressas sem a expressão Deus Seja Louvado. A petição alega que a frase fere a neutralidade religiosa do Estado, a liberdade religiosa do cidadão e privilegia uma religião em detrimento de outras. Usa como argumento as figuras de Alá, Buda, Oxóssi e Lord Ganesha, insinuando que essas figuras seriam antagônicas a Deus e, por isso, o indevido o privilégio a este. Esses senhores induzem o cidadão a erro, posto que esses personagens em momento nenhum negam Deus. Não conheço estas religiões profundamente, apena informações esparsas, mas o suficiente para saber que Alá é o Deus dos muçulmanos; Buda é o líder religioso que nunca desfez de Deus, deixou essa crença à liberdade pessoal de cada adepto; Oxóssi, no sincretismo religioso é São Sebastião, cristão, temente a Deus; Lord Ganesha eu desconheço totalmente, não posso opinar. No preâmbulo da nossa Constituição federal, estão os termos “sob a proteção de Deus” e, daí, o fundamento legal para a frase nas cédulas. O que me surpreende é: qual o intuito dessa ação? O que encontraram de errado em Deus para que esses senhores desejem eliminá-lo das cédulas? Será que os ensinamentos Dele são nocivos à sociedade? Será que a menção “Deus” motiva o cidadão a algum ato criminoso ou inconveniente para a sociedade? Os mandamentos básicos de Deus são: não matarás, não roubarás, não adulterarás, amarás o teu próximo como a ti mesmo, entre outros. Se o povo do Brasil, de qualquer religião, incluindo os ateus, seguisse somente esses mandamentos, não haveria entre nós a onda de crimes tão devastadora como está ocorrendo. Independente de ser cristão ou não, ateu ou não, os preceitos de Deus são morais, educativos, válidos a qualquer um, educando a sociedade para o amor, a justiça e o respeito ao próximo. Isso é mau? Ou será que a onipotência atual a que o ser humano se arvorou, o coloca em posição superior ao Deus verdadeiro, dEle prescindindo? Por que será que os homens e mulheres que estão em cargos de autoridade não desejam que os valores morais ensinados por Deus sejam colocados à disposição dos cidadãos em geral? Temem que o crescimento moral e espiritual desses cidadãos perturbe o seu status de autoridade? Esses homens passarão, mas Deus nunca há de passar e a cada um será dado o que é devido.

Neusa Maria Lora neusalora@uol.com.br

São Paulo

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INCOERÊNCIA

A partir do momento que se pressupõe que “Deus” é único e, portanto, cada religião possui o seu método e sua maneira em alcançá-lo, determinando o caminho a ser seguido, cabendo aos fiéis que a estejam acompanhando em acreditar e seguir o que acharem mais conveniente. Deduzimos que a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, além de não lhe caber o direito, sem dúvidas nada tem a fazer de mais útil em favor a população. Pois ajuizou uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar onde solicita que as novas cédulas de real sejam impressa sem a frase: Deus seja louvado. Sem dúvidas isso nós trará um benefício enorme e nos fará viver bem melhor?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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