Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2012 | 02h08

Errar é humano...

Em entrevista a um jornal espanhol, a sra. presidente da República brasileira disse que acata as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como se tivesse a opção de não acatá-las. Se jurou obedecer à Constituição na sua posse, isso não é nem discutível! Se não o fizer, pode perder o cargo. Ecoando seu partido, mas sendo "light" quando fala sobre "erros e paixões humanas", estaria ela dando um ar de ilegitimidade ao tribunal? Isso não impede de acharmos que essa sua fala também está sendo influenciada por "erros e paixões humanas", não é?

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Ambiguidade

Desculpe-me, dona Dilma, mas a senhora não podia ter dito o que disse na entrevista ao jornal espanhol. Sua ambiguidade pegou muito mal. Esse negócio de que ninguém está "acima de erros" e de "paixões humanas" põe em xeque a competência e a imparcialidade da mais alta instância do nosso Poder Judiciário.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Página virada

A presidente Dilma Rousseff seguiu a linha do óbvio e da sensatez. Não poderia ser diferente. Afirmou que a decisão do STF condenando os envolvidos no mensalão é soberana. Mas não perdeu a viagem, dirigindo farpas aos ministros. Afinal, os principais condenados são seus diletos companheiros do PT. Será bom para Dilma, para sua gestão e para o Brasil que a presidente trate o memorável julgamento do STF como página virada. Bobagem ficar chorando o leite derramado. A população espera que Dilma trabalhe duro para resolver os graves problemas brasileiros. Entenda que a lei realmente precisa ser para todos. Doa a quem doer.

VICENTE LIMONGI NETTO

limonginetto@hotmail.com

Brasília

INSEGURANÇA PÚBLICA

Omissão perigosa

O Estado de São Paulo, particularmente a capital, vive uma verdadeira guerra civil provocada pelo PCC, que é uma conhecida facção criminosa, e não um partido político de oposição. Dessa forma, o governador Geraldo Alckmin deve se convencer de que o problema é exclusivamente criminal e assumir sua responsabilidade constitucional. Para tanto deve usar de forma inteligente o aparato de segurança do Estado, que só na Polícia Militar tem um efetivo de 110 mil homens. Por sua vez, o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, tem o dever e a obrigação de ajudar o governo estadual de forma clara e inequívoca, sem se preocupar com eventuais ganhos políticos. A segurança de São Paulo está acima de qualquer disputa partidária. A autoridade que não fizer sua obrigação e não adotar uma atitude republicana será responsabilizada por essa omissão descabida.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Violência e ataques

A violência corre solta em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, Estados governados pelo PSDB, dá para entender? Aí tem...

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

'Salve geral'

Parece estranho, mas ontem as Farc e os traficantes brasileiros deram ordem de parada, no "salve geral". Eu desconfiava que ali havia algo bem planejado...

MARIA JOSÉ DA FONSECA

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

FERIADÕES

Subdesenvolvimento

Sem embargo das propaladas conquistas sociais dos últimos 18 anos, grande parte dos brasileiros continua a amargar inaceitável índice de subdesenvolvimento generalizado, que requer radicais reformas para aumentar o PIB per capita e a distribuição de renda. Somos um país que exibe baixos indicadores de produtividade e produção, item essencial no combate ao subdesenvolvimento. Nesse contexto, o número de feriados e feriadões é inadmissível, pois enfraquece ainda mais a produção. Há feriados nacionais cívicos e religiosos, que se somam regionalmente a feriados estaduais e municipais, muitos deles despropositados e demagógicos. O total de bens e serviços que deixa de ser produzido por causa deles é incalculável. É um caso que requer intervenção do governo.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

Poder Judiciário

Sou advogado e em 16/11 fui ao tribunal para trabalhar, mas dei com o nariz na porta. Esqueci-me de que o feriado da Proclamação da República fora ampliado para sexta-feira. Aproximam-se o fim do ano e outros feriados, em alegre sucessão: hoje é Dia da Consciência Negra, depois vêm o Dia do Funcionário Público, Natal, ano-novo, recesso, férias forenses, férias individuais, carnaval, Semana Santa... Trabalhando assim, arduamente, vai o Judiciário desafogando a pauta dos milhões de processos que o entopem... Calma, que ninguém é de ferro!

ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZ

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

MMDC

Obelisco e pensões

A assessoria do governador de São Paulo comunicou em julho a este Fórum, orgulhosamente, duas inverdades. Uma, que S. Exa.ria começar a reforma do Obelisco/Mausoléu dos heróis de 1932. Na verdade, essa reforma já vinha sendo feita (financiada pela Nestlé, é bom, para variar, dar o nome dos benfeitores). A equipe governamental paralisou a obra na Justiça e aí veio uma sentença contra tal pretensão, pelo que a obra poderia ser reiniciada. Desta vez foi o neto do grande escultor Emendabili que parou a obra na Justiça, que vinha sendo paga já então por outra empresa, da área de telefonia. O neto do escultor, pasmem, pedindo a paralisação da obra porque o Obelisco "estava caindo"... Absoluto paradoxo! Disse também a assessoria que o governo do Estado iria "aumentar" as ridículas pensões dos últimos pobres sobreviventes de 1932 (rapazes então com 20 anos = um século) e de suas paupérrimas viúvas para cerca de R$ 900. Acontece que há uma década dorme na gaveta governamental projeto de lei (aprovado em regime de urgência, faltando só a assinatura do governador) elevando esse valor para equipará-lo ao recebido por tenentes da Polícia Militar (mais de R$ 3 mil). O dr. Geraldo Alckmin não poderá dizer que não tinha conhecimento, pois em seu sono profundo o projeto passou por toda a sua gestão anterior. Como ex-presidente e atual membro do Conselho da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, não poderia manter silêncio, sem denunciar esta nova ofensa à memória dos heroicos voluntários pela Constituição, ainda mais assim, travestida como generosa.

ARY CANAVÓ, em nome próprio e de dezenas de conselheiros

equitacracional@uol.com.br

São Paulo

 

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Comemora-se hoje o Dia da Consciência Negra, em que desponta a emblemática figura no negro Zumbi dos Palmares. Dentro de todas as homenagens mais que merecidas ao quilombola, a nossa atenção deveria focar de maneira especial um negro que, enfrentando a prepotência e a arrogância dos caucasianos de olhos azuis, reascendeu a confiança da sociedade na justiça feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), bastante abalada nos últimos tempos. Quando o ministro Joaquim Barbosa, indicado por Lula, foi escolhido como relator do famoso processo 470, todos os protagonistas e coadjuvantes da pilhagem que o deputado Roberto Jefferson chamou de “mensalão” fizeram a maior festa. Afinal, estavam em boas mãos. O relator, único negro naquela Corte, foi indicado por Lula, o cappo maior, que, não se sabe por quais mandingas, ainda não foi devidamente enquadrado. Deu no que deu. Joaquim Barbosa, o descendente do herói negro Zumbi, ficará na história do resgate da dignidade de um povo que poderia amaldiçoar a América que o açoitou, para ser parceiro na grandeza dos escravizadores. Joaquim Barbosa, o primeiro ministro negro no Supremo, assim como Zumbi, é um herói da moralidade na vida pública brasileira. Os tempos são outros. O presidente do STF é negro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONSCIÊNCIA?

O Brasil é mulato, negro, branco, verde e amarelo, de todas as cores e raças, porém, respondam se possível: Quantos ministros negros temos nos ministérios de nosso país? Quantos galãs que ganham no fim temos em nossas telenovelas? Proporcionalmente, quantos repórteres negros temos fazendo telejornais? Se o Brasil quiser incluir o afrodescendente na sociedade brasileira, deverá fazer isso com a participação efetiva destes brasileiros que são discriminados por quem diz defendê-los. O Brasil não tem consciência de seus filhos negros, brancos e de todas as outras cores. Nossas favelas, sertões da seca e da fome, palafitas mostram a realidade. A diversidade brasileira e a convivência harmônica é que nos diferem de outros países. Brasil de todas as cores é o que nos torna iguais. Autoridades, vamos pôr a mão na consciência e mudar de fato esta realidade.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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PÁTRIA INGRATA

Forçados a deixar a grande África devido ao comércio de escravos para o Novo Mundo, esses homens se enraizaram em terra estrangeira e, através de seu árduo trabalho, seja nas lavouras de cana, na extração do ouro, na Casa Grande, eles revolveram a terra, terra que lhes acolheu como uma mãe severa. Mas do interior das vergonhosas senzalas eles demonstraram resistência diante das privações com base em falsos argumentos de superioridade de raça, e forçados foram a viver às margens da sociedade a partir de 1889, com a República que serviu tão só aos interesses das oligarquias e fazendeiros. Sem bases educacionais, das quais foram impedidos, restou-lhe a vida malandra, que hoje é exibida em folhetins diários. A Pátria Brasil esqueceu que quem a pariu na realidade foram eles, na talhada da enxada e da foice em campos verdejantes. Em cada esquina se veem o suor e as mãos de quem construiu o Brasil, e para eles não foram erguidos monumentos nenhum. Em vez disso, ergueram-se presídios para segregá-los, porque irados, intimidados, desamparados, muitos deles tiveram de recorrer ao mundo do crime, que o cinema fantasia, borrando ainda mais a mentira. Faz necessária uma união definitiva do povo brasileiro. De africanos, europeus e índios, que expressam os mais diferentes tons sociais deste gigante latino americano. Devemos esquecer a eterna luta de classes e pararmos com a violência social, para passarmos a reivindicar direitos na forma de ações políticas duradouras. Mostrem a eles que vocês também são capazes, e, se eles nos negarem educação, cultura, diversão, e se eu pensar que isso é normal, eu não sou mais brasileiro, povo alegre, miscigenado, guerreiro quando lhe for chamado. Tão pouco um homem de consciência.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Ponta da Pita (PR)

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DILMA AO ‘EL PAÍS’

Na sua entrevista ao jornal espanhol El País, Dilma Rousseff fez questão de ressaltar o combate à corrupção no Brasil e o controle dos gastos públicos por parte do governo federal. Só se foi para espanhol ver, pois para nós, brasileiros, a realidade é bem diferente. Se não fosse a marcação cerrada feita pela mídia independente, e por boa parte da população brasileira, a corrupção que ela diz ter sido combatida permaneceria apenas como simples malfeitos, palavra cunhada por ela própria. Tampouco pode ressaltar o controle dos gastos públicos, com nosso dinheiro indo para o ralo, desperdiçado em obras inacabadas e cada vez mais caras, e com o aumento inacreditável do número de ministérios desde o governo Lula, criados apenas para abrigar companheiros e partidos da base governamental, como esse último e desnecessário Ministério da Micro e Pequena Empresa.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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FORÇAS ESTRANHAS

Ao jornal El País, após incitada pelo jornalista espanhol que a entrevistou a comentar o mensalão, a presidente Dilma Rousseff explicitou a inconveniência de, “como presidente da República”, manifestar-se sobre as decisões do STF. Disse mais: que acata suas (as do STF) sentenças e não as discute. Apesar de o repórter Andrei Netto, do Estado, dizer que a presidente, “numa frase ambígua” (sic), completou seu raciocínio dizendo que “ninguém está acima de erros e de paixões humanas”, não consigo perceber na frase nenhuma ambiguidade. Ela, que já deve estar “pra lá de Marrakesh” em decorrência da herança fajuta de Lula e sua gangue, quis simplesmente dizer que presidentes da República, deputados, senadores, ministros, operadores do mensalão, churrasqueiros – oficiais ou não –, presidentes de partidos políticos, compadres, cumpanheros, fazedores de dossiês também fajutos estão sujeitos, todos eles (e inclusive ela) aos rigores de nossas leis. Ela quis dizer mais ainda: que as circunstâncias de que quaisquer que sejam as pessoas que venham a ocupar cargos e funções em quaisquer dos três níveis de governo, por mais dignitários que sejam seus ocupantes e por exercerem tais cargos – mesmo que eletivos –, não são passivas de ser consideradas “acima de erros e paixões humanas”. Falou assim porque ainda falta à presidente a coragem suficiente para ir mais direto ao fulcro dos seus arrazoados. Um infundado sentido de agradecimento – ou, melhor, de subalternidade a Lula – é que a faz assim. A única maneira de a presidente se ver livre dessas “forças estranhas” é mandando-o às favas. Melhor para ela e melhor ainda para o País.

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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ACIMA DOS ERROS

Quando não está lendo, Dilma é um desastre. Na declaração sobre o mensalão que deu ao El País, ela diz: “Não discuto, mas não significa que, neste mundo de Deus, ninguém está acima dos erros...”, ou seja, parece afirmar que neste mundo de Deus tem alguém que está acima dos erros. Talvez se refira ao deus dela, e da Marta, o santo Lula...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DILMA, SOBRE O MENSALÃO

A presidenta Dilma finalmente falou do mensalão... lá na Espanha. E errou. Não houve “erros e paixões humanas” no julgamento da quadrilha, pois a maioria dos ministros optou pela condenação. Será que essa gente não consegue entender o que é democracia? Ou a liberdade deles só pode ser reconhecida no modelo cubano? Impressiona a persistência corporativista dos petistas, mesmo que seja pelo lado dos “malfeitores”. Que coisa.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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QUEM ERROU?

Dilma vinha sem se pronunciar em relação aos seus partidários petistas condenados pelo STF até então, quando deu entrevista a um jornal estrangeiro dando declarações dúbias quando perguntada em relação ao julgamento do mensalão, afirmando que: “acata decisão do STF no mensalão, mas que ninguém é livre de erros”. Até onde sabemos, os senhores ministros se ativeram cuidadosamente às leis e aos autos da denúncia, e quem comprovadamente cometeu os crimes foi uma quadrilha muito bem organizada, então quem cometeu os “erros”? Caberá à presidente desvendar esse enigma, proferido ao jornal espanhol El País, aos brasileiros lesados.

Leila E. Leitão

São Paulo

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‘DILMA, LA FUERTE’

Segundo notícia do Estadão de ontem, o malfadado mensalão continua a produzir suas diabruras entre os Poderes da República, Judiciário e Legislativo e entre os radicais do PT, quanto ao seu julgamento, com a presidente Dilma. Na quinta-feira tomará posse como presidente do Supremo Tribunal Federal o ministro Joaquim Barbosa, relator do aludido processo, e então se dará a primeira travessura: o ministro Barbosa acha que os deputados condenados por envolvimento com o processo em tela e que começarão a receber suas penas nesta semana também deverão ser penalizados com a perda dos seus mandatos, como decorrência da condenação. No Congresso, deputados entendem que a cassação exigiria aprovação do plenário. Está, então, formada a colisão entre estes dois Poderes. A segunda travessura do nefasto mensalão é que os mencionados radicais do PT, não se conformando com o julgamento do STF, estão pressionando por setores mais à esquerda, que a direção do partido proteste publicamente contra tal decisão, como fez a Consulta Popular, organização política que reúne representantes de movimentos sociais, lançando anteontem uma convocação à sociedade brasileira para se unir com suas forças, para revogar as condenações do STF, por serem ilegalmente impostas. Que absurdo! Enquanto tudo isso, a presidente Dilma, manifestando-se pela primeira vez sobre o mensalão, em entrevista a jornal espanhol, disse que, “como presidente da República, não posso me manifestar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal. Acato suas sentenças, não as discuto”. Está também formada a confusão nas entranhas do PT. Enfim, o jornal espanhol tem toda a razão para qualificar a nossa presidente como Dilma, la fuerte.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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MENSALEIROS E DESCARADOS

O nosso prestigioso jornal O Estado de S. Paulo, edições de 18/11 e de 19/11 (dia do Pavilhão Nacional, parece que esquecido), publica assuntos sobre políticos/ladrões e leio alguns comentários de descarados como o de Paulo Maluf, rindo, dizendo que nada o atinge, está tudo bem para ele. E ainda temos a foto de Zé Dirceu, rindo e muito feliz, de bermuda, gozando nossa grana na Bahia. E manifestação de alguns dirigentes energúmenos do PT reclamando das sentenças (inesperadas) do Supremo, convocando o povo (que povo?) para se sublevar em praça pública contra as penalidades impostas por aquela Alta Corte aos quadrilheiros/mensaleiros petistas. E mais, a manifestação indelicada/malcriada para com seus pares, do ministro Dias Toffoli, comparando as penas de prisões às da Idade Média. Esse ministro a bem da verdade nem deveria estar assentado naquela egrégia Corte, está mais para ouvinte de auditório. Outro que deveria estar fora de lá, data maxima vênia, é o ministro Lewandowski. Esse teria de apenas sair e ir advogar diretamente para quaisquer criminosos que tenham dinheiro bastante para pagá-lo como advogado de defesa, e os defenderá bem, como ele tem demonstrado nas suas manifestações a favor dos réus do mensalão.

Ubiratan de Oliveira Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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CÉDULA

Pela conduta de certas autoridades brasileiras, condenadas ou ainda não, logo leremos nas cédulas do real a expressão Deus seja lavado.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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EM DEFESA DO STF

Parece-me que está passando da hora do Ministério Público denunciar José Dirceu, e os dirigentes do PT, e demais detratores dos ministros do STF, quando afirmam levianamente, à mídia, que as decisões da Suprema Corte, sobre o mensalão, são políticas. Com certeza, essa postura, caracteriza crime de desrespeito as autoridades constituídas e, ilícito penal de calunia e difamação. Excetuando a compostura de dois ministros, notoriamente de tendência política de proteção aos réus petistas, os demais são absolutamente cultos e juízes, íntegros, merecedores do respeito de todos os brasileiros.

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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SÓ ALEGRIA

O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, após decisão da justiça de Jersey, que condenou duas offshores ligadas à sua família a devolver US$ 22 milhões à Prefeitura de São Paulo, disse: “Estou comemorando” (Estadão, 19/11, página A8). Dr. Paulo, só lamento que milhões de brasileiros que pagam impostos em nosso país não possam comemorar como o senhor, afinal, foi do bolso dos contribuintes que essa grana “evaporou”!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O PARAÍSO DE MALUF

É, Paulo Maluf, e agora? A decisão do paraíso fiscal de Jersey o considerou culpado pelo desvio de US$ 22 milhões e determinou a devolução à Prefeitura de São Paulo. Demorou, mas estão chegando ao fim os seus “crimes” contra o povo paulistano e brasileiro. O desbloqueio e liberação de R$ 3,5 bilhões completarão o “rombo” do dinheiro público, embora ainda negue que nunca teve conta em Jersey. Vai continuar mentindo? Nenhum “ladrão” ou “bandido” confessa os seus delitos, também no julgamento dos mensaleiros todos eram inocentes e alegavam falta de provas enquanto todos os “crimes” foram confirmados por inúmeras testemunhas. A mentira tem perna curta, o paraíso do Maluf acabou e vai virar um inferno, que vergonha... Se é que tem? Vai recorrer para ganhar mais tempo, até quando?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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POR QUÊ?

Paulo Maluf foi entrevistado e provavelmente apenas parte da entrevista foi publicada (‘Estou comemorando’, diz Maluf sobre Jersey, O Estado de S. Paulo, 19/11). Seis perguntas e sete (!) respostas, estas tangenciais e ambíguas, é claro. Mas, acho, faltaram quatro perguntas para serem respondidas objetivamente: 1) qual a exata ligação dele, Paulo Maluf, e de seus familiares com as empresas sub judice? 2) o dinheiro dessas empresas offshores (Durant e Kildare) é dele, Paulo Maluf, e/ou de seus familiares? 3) se, como diz, não tem dinheiro fora do País, o que abrange seus familiares, sabe a quem pertence? 4) se o dinheiro não é dele, Paulo Maluf, nem de seus familiares, por que tanto interesse por esse dinheiro? Por que tão intensa briga judicial por ele?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo aposentado

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OUTRAS CIFRAS

Abençoada devolução de US$ 22 milhões aos cofres paulistanos. E agora, se condenado for, US$ 1,7 bilhão, isso mesmo bilhão, para reaver, realmente são outras cifras, hein Maluf. Que São Paulo use muito bem isso.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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DEVOLUÇÃO

Dólares espraiados voltarão canalizados.

RobertoTwiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ANOMALIAS

Apesar de ter desviado muitos milhões de dólares dos cofre públicos por longos anos (a Corte de Jersey confirma no momento US$ 22 milhões), o senhor Paulo Maluf conseguiu ainda eleger-se na última eleição para o Congresso, deputado federal. Este é um sintoma claro de que a carência de investimentos em educação no Brasil é enorme e tem de ser eliminada com a máxima urgência possível. Somente dessa forma poder-se-á evitar anomalias como a acima referida.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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GORJETA

Maluf foi condenado em Jersey por roubar US$ 22 milhões dos cofres públicos de São Paulo. Por que será que, depois que a atual quadrilha subiu ao poder, o roubo do Maluf mais parece “gorjeta de menino”? Coisa de trombadinha? Se o Brasil não acabar com os mensaleiros de uma vez por todas, daqui a pouco quem estará no poder será o PCC e os petralhas serão os trombadinhas da vez. Ou o STF corta agora as mãos da quadrilha, ou o Brasil ético e honesto será contado apenas em livros. Isso se a quadrilha também não mudar a história como acontece com a tal “Comissão da Verdade”!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ATAQUES, VIGILÂNCIA E DEMOCRACIA

As forças estaduais e federais começam a fiscalizar mais rigorosamente as fronteiras de São Paulo, para conter a entrada de armas e drogas. Também utilizarão o superbloqueador GI-2 para silenciar os celulares entrados nas prisões. Essas medidas podem reduzir a violência mas, estranhamente, só agora são adotadas. Precisou começar uma matança generalizada – mais de 300 foram assassinados na grande São Paulo durante os últimos dois meses – para as autoridades se unirem rumo à retomada do controle das prisões e a cessação dos seus crimes contra a sociedade. As operações de vigilância às fronteiras e o superbloqueio ao celular começam em São Paulo, grande foco de contestação do crime organizado contra o poder constituído. Também se estenderão a Santa Catarina, que enfrenta problema semelhante. Mas não podem ficar restritas a essas duas unidades da federação pois, com denominações e formas diferentes de operação, o crime organizado espalha-se por todo o país e, além disso, facções operantes têm comunicação com as congêneres de outros pontos do País. Nada impede os criminosos de, no momento em que a situação estiver controlada em São Paulo e Santa Catarina, começarem os distúrbios em outros Estados. Durante as últimas décadas, os governos – tanto o federal quanto os estaduais – foram negligentes e empurraram com a barriga a questão da segurança pública e do sistema carcerário. Chegou-se ao absurdo de impedir que a polícia subisse o morro e de ignorar o surgimento das associações criminosas que, mesmo com os chefões presos, passaram a dominar vastas áreas periféricas e até setores de atividade. Confundiu-se democracia com autoritarismo e deixou-se de cumprir as tarefas básicas de segurança inerentes ao Estado. Hoje, em nome da própria democracia e da sua manutenção, têm de reassumir as rédeas do sistema pois, só assim, serão capazes de garantir ao povo o fundamental direito de ir e vir.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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EXÉRCITO

Estão pensando em levar o Exército a São Paulo a fim de combater o crime organizado. É melhor que o Exército vá até Brasília, ponha um fim neste governo corrupto do PT e convoque novas eleições.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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POLICIAIS OU BANDIDOS

O governo estadual com a tão propalada ajuda do governo federal nada está conseguindo de prático nesta guerra entre policiais e bandidos. O povo, por sua vez, não sabe a quem temer mais, se policiais ou bandidos, pois, no que se refere à segurança pública, temos policiais com armas bem inferiores às dos bandidos e despreparados, por outro lado a indústria das multas oprime a população com um contingente muito maior e formado por policiais de postura arrogante, mal educados, armados até os dentes e que procuram amedrontar pessoas pacatas e ordeiras, sem dar nenhuma chance ao aplicarem multas de valores abusivos, a pessoas normalmente com poucos recursos. Policiais e bandidos, quem é pior? Apenas linha imaginária separa os dois lados! Mas eles que são brancos que se entendam, nós é que ficamos com a conta mesmo!

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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NA LINHA DE TIRO

Até quando o povo paulista e agora também o catarinense vão ficar sujeitos a serem atingidos por balas disparadas pelos “guerrilheiros” de uma facção criminosa? E continuar escutando discursos repetidos pelo governador de São Paulo de que tudo está sob controle? É uma situação que exige uma profunda reflexão sobre o comportamento do cidadão que reclama, que escreve cartas para jornais, mas não participa de mobilização nas associações de moradores ou nos Conselhos de Segurança. Até que isso aconteça, vamos ficar na linha de tiro. E pensar que isso acontece em dois Estados onde o nível político deveria ser bem melhor.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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‘LIDERANÇA’

Vejo e ouço o Sr. governador falando na TV sobre a violência na capital paulista e apresentando dados que minimizam essa indecência contra a população. Sr. governador, leia Leadership, de Rudolph W. Giuliani, e aprenda, rapidamente por favor, como proceder diante do crime que se alastra. Aprenda, governador. Sempre é tempo e não há humilhação alguma nisso. Melhor que discursar e nos afrontar o tempo todo. Muito melhor que nos ter como idiotas.

Ana Luiza Fonseca analuiza2001@yahoo.com

São Paulo

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TUDO DOMINADO

Segundo um provérbio chinês milenar, “em casa que você não manda mando eu”. A cada dia fica mais claro as verdades deste provérbio com relação à política de Segurança Pública do Estado. Nada se fez até agora, a não ser a política “para inglês ver”. Duvido que o ministro da Justiça cometeria suicídio, se ele fosse preso. Ora bolas, e os pobres deste país, que apenas roubaram um pacotinho de bolachas nos supermercados da vida, ninguém por eles sacrificariam? O ministro falou tamanha besteira porque os mensaleiros, mesmo que demorando, vão para a cadeia. O escambo começa da tola frase de que somos todos iguais. Mentira, entre os iguais há os mais iguais, isso é infectocontagioso, começa pelo exemplo da cúpula do poder e derrama-se as panelas de incompetência, seja federal, estadual e municipal. Nesta concepção, prevalece a música: Tá tudo dominado.

Ovidio Borazo bo_razo54@hotmail.com

Guapiara

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DESPREZO AO ADVERSÁRIO

Durante anos a fio, o Estado de São Paulo desprezou o adversário e agora inimigo declarado, o crime organizado, achando sempre que a superioridade de suas forças eram insuplantáveis pela criminalidade formada em organismo atuante. Também a União não endereçou verbas necessárias para o combate adequado ao crime organizado, o que está determinando a ocorrência de fatos graves em vários Estados da Federação. Na verdade, não pode haver nenhuma contemplação no combate às ações do crime organizado, porque, como já ficou demonstrado, é ele capaz de crescer de forma assustadora, a ponto de confrontar-se com as forças policiais estatais. Assim, todas as novidades e engenhos que possam ser empregados na verdadeira guerra travada são satisfatórios, de tal sorte que passe, também, a existir um serviço adequado de verificações de procedimentos prévios dos bandidos, como forma de preservar, também, as polícias civil e militar, em especial, deste Estado. A guerra foi declarada, e somente a vitória completa, com o desmonte dos aparatos do crime organizado, interessa à comunidade paulista e nacional.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ANGU DE CAROÇO

O que mais se ouve dizer: a Polícia prende os bandidos e a Justiça solta a maioria deles. Que Justiça? Aquela que faz aplicar as leis. E quem faz as leis? O Poder Legislativo: deputados federais, estaduais e vereadores. Então, gente, pau neles! São eles os verdadeiros responsáveis por estarmos neste angu de caroço com relação à violência urbana! Pergunta: com que intenção eles votam leis tão frouxas e benevolentes para os bandidos? Passa a impressão de que estes políticos ocupam seus cargos para servir preferencialmente a estes criminosos. É ou não é?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MATANÇA SEM FIM

Qual será o fim disso? Tantas mortes sem motivação aparente, e não me lembro de ter visto nenhum comentário nem aparição dos direitos desumanos e da Igreja, que tanto adoram defender bandidos e canalhas. É por isso que estamos no fundo do poço da violência e da vergonha nacional, com leis ridículas e que ninguém muda. Apenas escutamos comentários infelizes e sem nexo. Quem vai ajudar os filhos de pais trucidados e mortos sem saberem o motivo? Isto é o Brasil, sem destino e se dizendo a 6.ª economia do mundo?

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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ALVO

Gostaria de cumprimentar o Estado pela matéria Dez histórias perdidas para a violência (Metrópole, domingo, 16/11). Em suma, cidadãos comuns tornam-se, como sempre, as vítimas mais fáceis de atingir. Troquemos o lema da bandeira de nosso Estado de Sao Paulo para Existo, logo sou um alvo!

Pedro Moura pltm@ig.com.bt

São Paulo

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DE PONTA A PONTA

Tenho absoluta certeza de que essa guerra de bandidos matando polícia e polícia matando bandido é coisa mandada por alguém que quer desestabilizar o atual governo, já pensando nas eleições de 2014, para colocar mais um “poste” como candidato a suceder o atual. O PT quer a todo custo dominar o Brasil de ponta a ponta.

Francisco Teixeira da Silva francisco44teixeira@gmail.com

São Paulo

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BOAS NOTÍCIAS

É sempre uma boa notícia a de que, ao que parece, cada vez menos pessoas são assassinadas no Brasil. Os poucos casos parecem ser só mesmo os de São Paulo. Pelo menos, é o que indicam as notícias dos jornais. Estamos atingindo níveis civilizadíssimos na taxa de homicídios!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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GAZA

Como em 2008, o fim de ano se aproxima e vamos ter nova carnificina em Gaza. Israel diz que está no seu direito de defesa e, por incrível que pareça, é apoiado nesta sua alegação pelos EUA e pelas potências ocidentais da Europa. Como é possível, porém, aceitar que se trata de legítima defesa, se não há a mínima proporcionalidade entre ataque e defesa? Do lado palestino temos foguetes de fabricação caseira sem mira certa, que acertam um alvo a esmo, por acaso, quando conseguem driblar os antifoguetes e do lado israelense temos aviões de última geração com bombas de altíssimo poder explosivo e teleguiadas, capazes de acertar o seu alvo com uma precisão fantástica. Não é por outra razão que o balanço de mortos é de uma desproporção chocante: em 2008 foram cerca de 1.400 palestinos contra 13 (!) judeus, sem contar que alguns destes morreram por acidentes, não por fogo inimigo e este ano a contagem já chega a 100 contra 3. Mas Israel não se dá por satisfeito, além de matar indiscriminadamente pessoas com suas bombas, faz questão de destruir objetivos, como a sede do governo de Gaza, para humilhar os palestinos até o fim. Embora Netanyahu seja um falcão da direita israelense, fiel à orientação que recebeu em casa do pai que propugnava pela incorporação de toda a Palestina por Israel, não se pode dizer que a política de extrema repressão dos palestinos seja de sua autoria e responsabilidade (embora ele a aprove firmemente), sempre foi assim que o Estado judeu agiu. Como disse certa vez Anuar Sadat do Egito, “Israel não quer paz, quer terra”.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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PROVOCAÇÃO

Dona Dilma reclamou ao secretário-geral da ONU sobre o “uso desproporcional da força” no conflito entre palestinos e o exército de Israel. Sem experiência nesse campo tão sensível, ela desconhece que a responsabilidade maior cabe a quem provoca, e não a quem revida. Os palestinos estavam carecas de saber que depois de soltar os seus “fogos de artifício” viria chumbo grosso, de verdade, do outro lado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DAVI X GOLIAS

Impressionantes as fotos apresentadas pela mídia, mostrando garotos palestinos, olhos esbugalhados de pavor, atirando pedras contra o agressor sionista, enquanto, ao fundo, o acampamento arde em chamas. Pedregulhos contra uma potência nuclear. É Davi contra Golias!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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O FIM DO ACORDO DE PAZ

Estamos na iminência de presenciar, novamente, outra edição de um genocídio israelense contra palestinos, num ato absolutamente covarde por parte da nação judaica, como a ocorrida em 2008/2009, quando aproximadamente 1.400 palestinos foram mortos, quase todos civis, principalmente mulheres, idosos e crianças, dizimados por bombas de fragmentação e de fósforo branco, proibidas pela Convenção de Genebra, afora os ataques com mísseis. Ao realizar atos de terrorismo de Estado, de forma unilateral (defendidos de forma ferrenha pelos EUA), com a vulga denominação de “ataques cirúrgicos preventivos”, como o praticado recentemente contra o mais importante membro militar do Hamas que era peça vital nas negociações de paz entre os dois povos, Israel ceifou não somente mais uma vida palestina, mas reduziu a zero as chances de um acordo de paz entre israelenses e palestinos, o que na realidade nunca fora o objetivo do Estado judaico. Já passou da hora da comunidade internacional levar a julgamento e condenar os dirigentes e comandantes israelenses por crimes de guerra contra o povo palestino.

Luiz Fernando Pettinati Homem de Bittencourt lufebittencourt@yahoo.com.br

Santos

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CRISE NO ORIENTE MÉDIO

O novo incremento do conflito no Oriente Médio assusta o mundo e a economia, igualmente em crise. Apavora a possibilidade que a situação belicosa saia de controle e, por via de consequência o preço do petróleo, que na região é majoritariamente ali produzido dispare, o que a ninguém interessa. Urge, assim, que seja afastada a solução militar para a pendenga e a diplomacia entre em campo para debelar a crise, sob pena de entrarmos numa espiral caótica globalizada, que afetará a todos. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DIREITO DE DEFESA

Começaram as críticas a Israel por atacar alvos terroristas na Faixa de Gaza, em defesa aos ataques recebidos em território israelense. Entretanto, lembremos que quem começou isso tudo – de novo – foi o Hamas, grupo terrorista financiado por diversas nações árabes. As mesmas que dizem querer a paz e criticam apenas as ações de Israel.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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HAMAS

O Hamas é uma entidade terrorista, interessada em transformar a Palestina num novo Irã. Consideram Osama Bin Laden como um “guerreiro sagrado”. O Hamas é uma entidade terrorista até mesmo dentro da Organização Palestina. Agora que Israel vai declarar guerra contra o Hamas, os internautas brasileiros vêm criar uma campanha viral no Facebook contra Israel e a favor da Palestina (Palestina é uma coisa, Hamas é outra). E a campanha pela retirada de 23 mil crianças das ruas ninguém faz, por quê? Por que fazem corrente de oração contra o furacão em Nova York, a maior corrente viral da história da internet a favor dos índios Guaranis-Kaiowas, com todo mundo trocando o nome, é foto de cachorro mutilado, é campanha contra a Copa do Mundo, agora o mais importante no Brasil: 23 mil crianças dormem nas ruas, no Brasil, no meio do lixo, sujeitas à violência, passando fome, sem futuro. Ninguém está preocupado, ninguém, como se criança de rua fosse atração turística ou parte da paisagem! Agora começamos outra campanha, a favor da organização terrorista fundamentalista religiosa Hamas (que já lançou 250 foguetes contra Israel, matando três pessoas e ferindo duas crianças, portanto eles não são os índios Guarani-Kaiowaa da Palestina). Eu não defendo Israel. Se o Hamas é uma organização terrorista islâmica, Israel é uma organização terrorista judaica. Mas não assino campanha a favor do Hamas em hipótese alguma.

Rynaldo Papoy papoy3@gmail.com

Guarulhos

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ESTÚPIDA MATANÇA

Viajei recentemente para Israel e Belém e é lamentável ver países que dependem um do outro, em relação à mão de obra, turismo, etc. que não conseguem, infelizmente, se entender. Nem com a interferência de outros países a paz vinga. Só quando morrerem mais infelizes e gente que nem sabe o que está se passando talvez aí, um dia, essa estúpida matança sem sentido acabe. Espero que o bom senso, se é que existe, aflore e parem essa estúpida guerra e se entendam de uma vez por todas, para bem das gerações que estão vindo e das que estão sofrendo.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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DIREITOS HUMANOS VIOLADOS

Lamentável que Israel tenha feito um novo bombardeio contra Gaza, matando pessoas inocentes. Israel é um Estado belicista, opressivo, brutal, dominado por um governo de extrema direita, que comete atrocidades e viola os direitos humanos dos pobres palestinos. Israel descumpre as resoluções da ONU e ocupa territórios palestinos de forma ilegal. É um país que envergonha a humanidade e que deveria ser banido e boicotado pela comunidade internacional, como acontecia com a África do Sul na época do apartheid. Obama deveria se envergonhar do apoio que os EUA dão a Israel, permitindo que os israelenses violem os direitos humanos e oprimam os palestinos de forma covarde e injusta.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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EM TEL AVIV, EM MEIO AOS BOMBARDEIOS

Quis o destino e estou neste exato momento em Tel Aviv, Israel, bem no meio desta lamentável guerra. Tive de correr hoje duas vezes durante o dia para um abrigo, após o disparo das sirenes assustadoras que anunciavam a iminente queda de um míssil. A primeira vez fui pego no hospital, onde minha sobrinha está fazendo quimioterapia (ela teve de interromper o tratamento para se proteger também). Na segunda vez fui pego dentro do carro, já voltando para a casa da minha irmã, e nestes casos a regra é sair imediatamente do carro e se deitar no asfalto com as mãos cobrindo a cabeça. Sou a favor da paz e, como a maioria dos israelenses, não quero que morra ninguém de nenhum lado. Mas é preciso entender que existem 1 milhão de israelenses que não sabem o que significa ir dormir sem medo de uma bomba cair em sua casa. Há milhares de crianças na faixa dos 10 anos que vivem desde seu nascimento sob o medo de bombardeios, crianças que têm de correr no meio de uma brincadeira no jardim de infância para um refúgio e colocar as mãos sobre a cabeça. Pare um minuto e pense: Você estaria disposto a viver dessa forma? Os israelenses aprenderam a conviver com esta realidade, mas nas últimas três semanas a situação piorou muito, e o Hamas lançou centenas (!) de bombas sem nenhuma reação israelense. Esta falta de reação foi interpretada pelo Hamas como uma permissão para continuar e testar os limites do outro lado. Em bom Português, ficaram “cutucando a onça”. Os líderes mundiais, que por regra se colocam a favor dos pobres e das minorias, não percebem desta vez como são hipócritas, pois neste caso estão apoiando um grupo terrorista que declara abertamente que seu objetivo é aniquilar o Estado de Israel e toda a sua população. Alguns exemplos: Inglaterra avisou que, se Israel continuar o ataque por mais tempo ou invadir Gaza por terra, vai deixar de apoiar a operação israelense. Inglaterra? O país que mandou barcos atravessarem dois oceanos e causou a morte de milhares de argentinos numa guerra estúpida só para proteger uma ilha insignificante no fim do mundo? Israel está protegendo de forma direta seus habitantes, como o faria qualquer país soberano no mundo. Outro exemplo: quando Obama conseguiu matar Bin Laden, não ouvimos ninguém reclamando no mundo inteiro, apenas líderes cidadãos “batendo palmas”. O líder militar do Hamas, que Israel liquidou (Jabri), era um terrorista não menos perigoso que Bin Laden. Ele planejou dezenas de atentados em Israel nos últimos anos. Israel o liquidou numa operação “cirúrgica”, planejada de forma brilhante, para evitar matar cidadãos inocentes no ataque. Israel nunca tem como objetivo matar inocentes, acredito que vocês concordam comigo nesse ponto, mas numa guerra as coisas nem sempre saem conforme planejado. Tem gente criticando a possibilidade de Israel avançar por terra. Não gostaria que isso acontecesse, pois com certeza teremos vítimas de ambos os lados, mas é preciso entender que os líderes do Hamas estão agora (após dias de bombardeios aéreos) se escondendo em escolas, casas e mesquitas, propositalmente, pois sabem que Israel não bombardeará pelo ar, porque isso causaria a morte de inocentes. A saída, então, seria a invasão por terra, que permitiria lutar contra os terroristas do Hamas cara a cara, até chegar aos ditos líderes militares. Sei que não é a solução ideal, mas é a menos pior. Não existe nenhum país no mundo que aguente os bombardeios que Israel aguentou nas últimas três semanas sem reagir para proteger sua população. O que a Dilma faria, se a Bolívia (mero exemplo, sem nenhum preconceito) não parasse de bombardear durante três semanas São Paulo, Rio e Belo Horizonte? Não quero nem pensar no que o governo inglês faria se Londres fosse bombardeada durante três semanas, para não ir mais longe e pensar o que Putin faria se caísse uma bomba ao lado de uma escola em Moscou... E a China? O Hamas tentou jogar um foguete contra o Parlamento israelense em Jerusalém. Que país do mundo suportaria esse tipo de ataque sem uma reação exemplar? Israel aguentou três semanas, duvido que qualquer outro governo aguente dez dias. E, para finalizar, acabei de ver na Folha de S.Paulo uma reportagem sobre o Fórum pró-Palestina que acontecerá em Porto Alegre, com o apoio de Tarso Genro. Ele está sugerindo boicotar Israel a partir do evento. Gostaria de lembrar ao Sr Tarso que sem as invenções israelenses ele nem poderia estar organizando este fórum. Apenas para lembrar algumas das invenções israelenses dos últimos anos: a câmera miniatura usada em endoscopias, por exemplo; o pen drive; o teclado a laser; a memória flash; a fibras óticas com transmissão criptografadas (usadas no Skype); a tela digital para smartphones; os sistemas de irrigação inovadores usados no Nordeste brasileiro; o sistema que transforma água do mar em água potável; a janela que produz eletricidade; e mais, muito mais, Sr. Tarso. Pense nisso no seu próximo check-up e vê se a sua saúde continua a mesma sem usufruir das invenções israelenses.

Pablo S. Cykman pcykman@gmail.com

Florianópolis

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A ANS E A COBRANÇA DOS PARTOS

Em relação às cartas dos leitores Sra. Izabel Avallone e Sr. Fernando Cameranesi, sobre a cobrança para acompanhamento do parto, além do pagamento mensal dos planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que as operadoras devem garantir o que foi contratado pelos beneficiários. A possibilidade dessa cobrança pelos médicos, conforme parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM), ainda está sendo analisada pela Agência. Cabe esclarecer ainda que o CFM atua em relação à prática médica enquanto a ANS atua no âmbito das operadoras.

Mauricio Athayde, Assessoria de Imprensa mauricio.athayde@ans.gov.br

Rio de Janeiro

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ESPORTE – FUTSAL CAMPEÃO

O mundial de futsal de 2012, realizado na Tailândia, acabou, e o Brasil foi campeão após vencer a Espanha pelo placar de 3 x 2. O gol do titulo, ocorreu no segundo tempo da prorrogação, faltando 19 segundos. O melhor jogador do mundo de futsal de todos os tempos, Falcão, faz a diferença. No início do mundial, Falcão teve problemas de dores na perna, e quase foi cortado, fez intenso tratamento, e nos jogos das semifinais e final, estava recuperado, contudo, sofreu paralisia facial do lado direito, e mesmo assim, jogou alguns minutos nestes jogos, fazendo dois gols contra a Argentina na semifinal e um gol na final contra a Espanha. Em esporte coletivo o sucesso se faz pelo conjunto, porém, com Falcão...

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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PALMEIRAS REBAIXADO

A foto estampada na primeira página do caderno Esportes de segunda-feira (Acabou a agonia, 19/11) vale mais do que todas as matérias sobre o desastre palmeirense. Os responsáveis por tal tristeza não fazem a menor ideia do que causaram para a infância e juventude palestrina. Parabéns, Estadão.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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SEGUNDA DIVISÃO

Verde de vergonha, Palmeiras é rebaixado à Série B do “Brasileirão”: (B)almeiras.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PROFETA

Ungido pela mídia e canonizado pela torcida à condição de “São Marcos”, o ex-goleiro do Palmeiras, nos idos de 2003, tornou-se autor desta certeza: “O Palmeiras só cairá de novo se um dia o Corinthians for campeão da Libertadores”. Incrível! Não deu outra.

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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OS DEZ ERROS DO PALMEIRAS NO BRASILEIRÃO

Onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. O Palmeira é um clube ou um time de futebol. Se for apenas um time, o presidente deveria ser um mero treinador, e nada mais. Mas, sendo um clube, não pode ser um clube de “cartolas de futebol”, que entendem menos do que a própria torcida. Aí se torna um clube “falido” pela própria força do time de futebol que tem. Burrice não escolhe lugar, apenas “diretores”. E o que vale para o Palmeiras vale para qualquer outra agremiação dirigida por “cartolas”. Se uma fábrica fosse apenas o “chão da fábrica”, qualquer torneiro poderia ser “presidente”, o que vale até para o Brasil, que não raro, elege torneiro como se fosse uma mera fábrica de usinagem! Como um clube, perde campeonatos, apenas não “fale” como pode falir um clube como o Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Portuguesa, Santos, etc., etc. Cartolas no máximo servem para dar palpites como conselheiros ad hoc, e olhe lá! Por outro lado, torcida não é “sócia”, quem tem o direito de “chiar” são os sócios do clube, não o torcedor organizado, que apenas serve para fazer barulho.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SEMPRE PALMEIRAS

Nasci Palmeiras. Sou Palmeiras. Serei Palmeiras. Fui Palmeiras em 1942, sem entender a manobra suja da troca de nome e nem por que meu pai dizia “Meu Deus suspenderam o Dacunto”. Mas vi a foto trazida de São Paulo por meu tio Renato. E decorei nomes e rostos como Junqueira, Og Moreira, Valdemar Fiume, Lima, Oberdã e até Cláudio Cristovam Pinho, maior ídolo daquele outro time, mas que aprendeu a ser campeão no Parque Antarctica. Fui Palmeiras em 1947, com Canhotinho, Túlio, Arturzinho. E sempre Oberdan, Lima e Fiume. Continuei Palmeiras no Ano Santo, com Aquiles, Jair, Rodrigues, e ainda Fiume, Lima, Oberdã e Canhotinho. E Palmeiras fui na Copa Rio de todos eles mais Liminha. Firme Palmeiras nos anos magros da construção do Jardim Suspenso. E no Supercampeonato de 1959, contra o Santos de Pelé. Mas, eles tinham só Pelé, pouco para enfrentar o verde daquela camisa. Julinho, Romeiro. Chinez, Waldir e o Aldemar que tinha Pelé amarrado nos braços, como na charge da Gazeta Esportiva, que o Milton Neves faz questão de não lembrar. E quando o sol e todos os astros se curvaram ante Ademir da Guia, eu só continuei Palmeiras. Nos desertos 18 anos nada mudou, Palmeiras sempre Palmeiras. Quantos nomes magníficos! Mas me mantive Palmeiras, mesmo com Tati, Quicas, Humaitá, Darinta, Bizú, etc. É, Palmeiras sempre, na época das vacas magras, na época do leite gordo, com Rivaldo, Roberto Carlos, Evair e quase todos os penta campeões. E depois Arce, Marcos, Junior e o duro, teimoso e vencedor Filipão da Libertadores. E não sou menos Palmeiras agora. Com um time que só descobriu o que era a camisa que vestiam, quando era tarde demais. Segunda divisão, triste, difícil de aceitar, mas não indigna. Espero que nossos dirigentes atuais, de tantas falhas, pisoteando nosso orgulho, nos tirando a alegria, não nos roubem a dignidade. Iremos para a segundona e voltaremos, como já voltamos antes, no campo, com luta e, repito, com a dignidade intacta. Ser Palmeiras não é uma vaidade nem uma religião, é um dom. Vaidade a gente adquire e religião a gente escolhe. Mas um dom é uma dádiva que se recebe do Céu e que nasce com a gente. Não há sombra que obscureça, nem montanha que esconda, nem um abismo tão profundo que consiga cobrir o Palmeiras. Por isso fui Palmeiras, por isso sou Palmeiras e por isso, eternamente, serei Palmeiras.

José Ivanil Saragiotto Mattédi jacynil@globo.com

São Paulo

 

 

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