Fórum dos Leitores

CARGA TRIBUTÁRIA

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2012 | 02h04

Exorbitante

Depois de seis anos foi aprovada pelo Congresso lei pela qual deverá constar na nota fiscal o valor dos impostos e o custo da mercadoria ou serviço. Os brasileiros deverão lembrar que o dinheiro usado no pagamento sofre desvalorização pelo Imposto de Renda da Pessoa Física, que pode chegar à alíquota de 27,5%. O excelente editorial Impostos exorbitantes (19/11, A3) comenta que, apesar de no Brasil eles serem dos mais altos do mundo, o retorno em infraestrutura e a qualidade do ensino público são inferiores, pois o dinheiro é mal usado, concluindo que o governo não precisa de mais impostos, e sim de mais competência. Acrescentaria a necessidade de acabar com a corrupção, cujo custo para o País é estimado em R$ 200 bilhões/ano.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Excesso de impostos

Os preços nos supermercados são a maior prova da elevada tributação: mais de 30% do valor dos produtos são impostos, por isso em alguns sentimos a alta. Já passou da hora de o governo mexer nisso e diminuir a carga tributária, em especial dos itens essenciais, com os quais a população menos privilegiada sofre mais.

KALED BARUCHE

kbaruche@bol.com.br

São Paulo

Painel eletrônico

Neste feriadão prolongado, São Paulo parou, exceto o Impostômetro, que já alcançou a cifra de R$1,3 trilhão. É muita grana para nossos governantes utilizarem em saúde, educação, segurança e transportes.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

INSEGURANÇA PÚBLICA

Frouxidão

Os governos, em todas as esferas, são ávidos e extremamente eficientes em exaurir a população na captação de recursos financeiros via impostos. São, porém, frouxos ao tomar uma atitude que demonstre que de fato estão dispostos a oferecer condições de segurança aos seus cidadãos.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Celulares nos presídios

O Ministério da Justiça propõe que o governo de São Paulo compre equipamentos, a R$ 1 milhão cada, para impedir que celulares transmitam conversas entre o PCC e seus "associados" de dentro dos presídios. Por que não pedem aos bancos o nome dos fornecedores dos equipamentos baratinhos, instalados nas portas circulares, que impedem essas engenhocas de entrar nas agências?

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Superbloqueador

A matéria do Estadão (19 /11) anunciando que o Ministério da Justiça deseja usar um superbloqueador de celulares - testado com sucesso na penitenciária de Salvador (BA) - para silenciar a comunicação de organizações criminosas de dentro dos presídios é, sem dúvida, uma ótima notícia. Mas por que só agora esse aparelho, que foi usado pela primeira vez em 2006 no presídio federal de Catanduvas (PR), será usado em outros presídios, em especial no Estado de São Paulo? Será que faltou tinta nesse tempo todo para carimbar a papelada para a liberação desse superbloqueador?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Prisões x SUS

Em evento recente na capital paulista (dia 13/11), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vociferou que preferia morrer a cumprir pena por longo tempo numa prisão do País. E o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, será que também prefere morrer a ser tratado numa unidade da rede pública que atende pelo SUS?

MAFALDA GUIDA LEME

mg.leme@hotmail.com

Santos

Programa de governo

Inspirada nas declarações de seu ministro da Justiça, a presidente Dilma Rousseff vai lançar um novo programa (para melhorar as condições dos presídios), uma vez que algumas figuras de proa do PT foram condenadas por corrupção ativa e formação de quadrilha e devem cumprir pena (em regime fechado). Nome do programa: Minha Cela, Minha Vida.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

PORTO DE SANTOS

Praticagem

Sobre o editorial À espera da modernização (16/11, A3), a Praticagem de São Paulo gostaria de fazer alguns esclarecimentos e observações. A obrigatoriedade da contratação de um prático para o navio poder atracar não é criação dos brasileiros. Trata-se de uma norma de segurança adotada por todos os países com navegação em águas restritas, como canais portuários, ou seja, em praticamente todos os portos do mundo. Práticos são profissionais, habilitados e homologados pelo Estado nacional onde atuam, que assessoram os comandantes na navegação, atracação e desatracação na zona de praticagem para a qual foram habilitados. Não fossem a proatividade e os investimentos próprios da praticagem e, sobretudo, a alta capacitação e perícia dos práticos brasileiros, o Porto de Santos, por exemplo, não teria condições de receber navios com 330 metros de comprimento, praticamente o dobro do que a estrutura do porto permite. Outro exemplo emblemático vem do Porto de Manaus. Não fosse o nível de excelência alcançado pelos práticos, o terminal construído em 1907 e projetado para navios de até 35 mil toneladas não estaria operando com embarcações três vezes maiores. O valor dos serviços prestados é estabelecido em livre negociação entre as entidades de praticagem e os armadores e em caso de impasse a Autoridade Marítima fixa os preços. Estudo da FGV comprovou que os preços cobrados em Santos estão na média dos demais portos do mundo. É importante destacar que no Brasil todas as estruturas necessárias ao funcionamento de todos os serviços de praticagem são custeadas unicamente pelas receitas de cada um desses serviços, ao contrário de diversos países, onde há subsídio público para os investimentos e manutenção da infraestrutura necessária à prestação dos serviços. Outro equívoco é imaginar que o uso de informações obtidas por satélite ou por quaisquer outros equipamentos dispensariam o trabalho do prático. Em nenhum país desenvolvido, como Alemanha e EUA, por exemplo, que contam com esses recursos há bastante tempo, a praticagem foi considerada desnecessária e continua sendo obrigatória. O que se vê no momento é um esforço muito grande dos armadores internacionais de banalizar a praticagem, contrariados principalmente com a independência dos práticos, cujo objetivo principal é garantir a segurança das pessoas e dos portos onde atuam, bem como contribuir para a proteção do meio ambiente.

FÁBIO FONTES, presidente da Praticagem de Santos

diretoria@santospilots.com.br

Santos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O GABINETE DE HADDAD

O prefeito Fernando Haddad deve estar atento aos nomes que indica para compor o seu governo. O nome escolhido para gerir a pasta da Educação foi o de Cleuza Repulho, ré em processo que investiga um desvio de R$ 49 milhões na Prefeitura de Santo André. Cleuza também está na lista de inadimplentes da prefeitura andreense, por não ter devolvido R$ 125,5 mil aos cofres públicos, referentes às viagens feitas ao exterior durante sua atuação na administração. Então secretária, foi condenada pelo Tribunal de Contas do Estado a ressarcir o valor por não ter sido constatada a real finalidade pública das despesas. Manchar a Educação levando para lá alguém que está envolvida em desvio de dinheiro é uma tristeza. Será que não há em São Paulo nenhuma Paula Freire, ou Anísia Teixeira capazes de levar adiante a Educação de que tanto nossa cidade precisa? Prefeito Haddad, procure com calma que o senhor encontrará alguém com ficha limpa para a pasta que tem a obrigação de ser a mais limpa de todas. Os alunos vão agradecer seu empenho no futuro.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O NOVO E O VELHO

Além do polêmico apoio de Paulo Maluf, um procurado pela Interpol e respondendo à Justiça de Jersey, Haddad não se acanha em escolher para seu secretariado mais dois suspeitos de irregularidades apontados pelo Ministério Público. Começa muito mal o "novo" prefeito de São Paulo com as "velhas" trampolinices dos petralhas quando se trata da administração publica. As mesmas manhas, infelizmente.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PROMESSAS

Promessas! Promessas do candidato Haddad! Promessas que agora o secretário escolhido para a Secretaria dos Transportes, Jilmar Tatto, desfez. Bilhete único mensal? Parece que essa promessa não tinha arrimo, pois Jilmar Tatto, apenas sendo cogitado como escolhido, diz que sua implantação não é exequível no curto prazo (se exequível puder ser, é claro). Daí ter ele de pedir conselhos, fazer verificações, colher dados, esgueirando-se pela secretaria de transportes, num andar perdido. Promessa? Sim, uma vã promessa que quando prometida se afastava da sólida verdade: a verdade real que era a intenção primeira e única de tomar assento na chefia do executivo paulistano. E, depois disso, nada mais, pois nada condizente com uma sólida verdade. Promessas! Enfim, como sempre, meras promessas.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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LÚCIDO POSICIONAMENTO

No editorial Um desafio para Haddad (11/11), o Estado mais uma vez apresenta posicionamento que merece ser apoiado por todos nós. Certamente, o prefeito Fernando Haddad saberá conduzir de maneira produtiva todas as operações urbanas em andamento, fazendo os ajustes necessários, mas sem paralisá-las ou interrompê-las, pois isso implicaria prejuízos para a cidade. Muito já se avançou e sempre é possível aprimorar. Porém, como bem aponta o jornal, começar tudo de novo não é a melhor solução para enfrentar os problemas, e a verticalização inteligente da cidade, com os cuidados necessários, é positiva. A continuidade de bons projetos e programas é o que os eleitores esperam. O Secovi-SP permanece à disposição do poder público para colaborar com subsídios técnicos e realizar o desenvolvimento imobiliário que a cidade precisa.

Emilio Kallas, presidente em exercício do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação secovi@secovi.com.br

São Paulo

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CAOS ANUNCIADO

A menos de dois meses da posse do novo pau mandado de Luiz Inácio Lula da Silva na Prefeitura da maior cidade do Brasil, já dá para se ter uma ideia precisa do caos administrativo, moral e técnico, que São Paulo enfrentará, fazendo-se uma simples análise dos nomes que deverão compor o secretariado. A procura pela boquinha é grande, já perdi a conta de quantas secretarias existem na administração municipal, mas a certeza é que irá dobrar para bem abrigar a grande famiglia. Comecemos com o aspecto moral resultante dos abraços nauseantes trocados entre Maluf e o ex- presidente da República nos jardins do Éden. O nobre, atualmente deputado federal, imaginem só, se pisar dois metros fora do território nacional, será preso por ordem da polícia internacional (Interpol). Maluf está condenado pela Justiça de Jersey a restituir aos cofres da Prefeitura o valor de US$ 22 milhões. A partir de janeiro, terá seu espaço na Prefeitura, onde receberá o pagamento previamente contratado com o PT em valor equivalente à sua dívida com a Justiça internacional. Vale salientar que do processo transitado em julgado no referido paraíso fiscal cabe recurso por parte do réu, uma vez que essa ilha do Canal da Mancha é uma dependência da Coroa Britânica e não faz parte do Reino Unido. Porém isso não acontecerá, tornaria mais demorada a internação dos recursos. A sentença será cumprida, e os valores chegando legalmente aos cofres do município, o novo alcaide seria apenas fiel depositário e por pouco tempo. A água sempre corre para o mar. Vamos, agora, aos aspectos técnicos. Foi escolhido para secretário da Saúde um engenheiro (?) chamado José Filippi Júnior, ex- prefeito de Diadema, por ser amigo do apedeuta. É o PT fazendo escola. Os cargos de confiança no Poder Executivo não obedecem à meritocracia, mas aos interesses da megaquadrilha dominante, que a cada dia mais consolida seu projeto de poder usando para tal o nosso pobre substrato cultural como suporte de uma política populista baseada na distribuição de dinheiro público camuflada em falsos programas de inclusão social. Como se não bastasse, o escolhido para a saúde está pendurado no Supremo Tribunal Federal (STF) após ter sido condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a devolver R$ 2,1 milhões, por contratar sem licitação o escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh - um conhecido mafioso das hostes do partido dos trabalhadores, pai do bolsa-ditadura, excrescência que beneficia um bando de gigolôs que investiram no patriotismo financeiro e hoje vivem pendurados nas tetas da viúva. Esse advogado é figura sempre presente onde há falcatruas e assalto aos cofres públicos. Em 1989, quando vice da prefeita Luiza Erundina, ele já fuçava no lixo da empreiteira Lubeca. Tem experiência no ramo. Voltando ao aspecto técnico. Foi escolhido para a Secretaria dos Transportes o deputado federal Jilmar Tatto; essa escolha foi a que achei mais acertada. Para o nível intelectual do nobre deputado, o sindicato dos motorista e cobradores é palco mais apropriado para os seus discursos e pronunciamentos ridículos do que o plenário da câmara e, assim sendo, seremos poupados de ouvir as aberrações regurgitadas por ele e postas na TV para vergonha de todo o País. Finalmente para a Secretaria da Cultura foi indicado pelo prefeito de São Bernardo do Campo, o petista Luiz Marinho, a pedagoga Cleuza Repulho, amiga de Haddad e atual secretária no vizinho município. Terá a missão de zerar um déficit de 148 mil vagas nas creches. Sabe-se que isso é impossível, pelo menos no médio prazo, e, quem sabe, também no longo prazo. Sabe-se que todos os projetos do PT são apenas de cartório. Mais factível e provável será a divulgação e implantação do kit gay. Outra missão não divulgada dessa secretária será a de governanta de Luiz Inácio Lula da Silva na prefeitura da capital, a exemplo do que ocorre no governo federal com o mordomo Gilberto Carvalho. Quanto ao prefeito, dispensa comentários.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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E AGORA, JOSÉ?

São de excelência os nomes apresentados pelo futuro prefeito Haddad para seu secretariado. Este fato desmente o vaticínio agourento do Serra e da maioria dos seus eleitores de que, caso vencesse, o Haddad nomearia secretários incompetentes e desonestos. Nota-se que não há nenhum indicado sendo processado pelo Ministério Público, o que não vinha acontecendo.

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

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LEI ABSURDA

O Ministério da Justiça quer auxiliar o governo de São Paulo oferecendo um superbloqueador de celular para silenciar PCC nas celas dos presídios (Estadão, 19/11/2012). O superbloqueador tem três funções: bloqueia o celular, identifica quem liga e quem está recebendo a ligação e tem a terceira função, a de ouvir a conversa dos presos. Todavia, essa terceira função não pode ser usada porque precisa de autorização judicial. Lei absurda! Mas o juiz apenas está cumprindo a lei, quem a elaborou foi o nosso Poder Legislativo, os nossos excelentíssimos parlamentares, eleitos por nós. Só rindo sarcasticamente de tamanha insensatez.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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FALTA TRANSPARÊNCIA

Desde o encontro dos governos federal e paulista para uma ação conjunta na solução dos problemas de segurança em São Paulo, nota-se que está faltando transparência. O governador Geraldo Alckmin declarou no dia 13/11: "Não há tecnologia para bloquear apenas uma área. Ou você não consegue bloquear ou bloqueia uma área muito grande". Agora, o Ministério da Justiça inclui no pacote de ajuda o aparelho para bloqueio de celulares, que identifica número e o chip e que, recentemente, foi testado no complexo penitenciário de Salvador, que tem 6 mil detentos, recolhendo 1,5 mil celulares em posse dos presos, fazendo cair imediatamente 25% a criminalidade na cidade. O kit, que custa R$ 1 milhão, foi usado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) pela primeira vez em 2006, no Presídio Federal de Catanduvas! Ouvi na mídia que o governo de São Paulo, em convênio com a Unicamp, está desenvolvendo um aparelho semelhante que até o momento não deu resultados e/ou que a polícia não quer essa tecnologia, pois prefere ficar na escuta dos bandidos para seguir suas atividades. O povo de São Paulo precisa saber o que está acontecendo, que as informações sejam transparentes, pois estão claramente amedrontando o povo como um passo a mais para desacreditar o governo paulista. Se o governo federal não consegue barrar nas fronteiras do País o tráfico de drogas e armas que alimentam toda essa violência, os paulistas têm de fazê-lo nas nossas fronteiras, pois o Estado de São Paulo, que é o mais importante centro da América do Sul, não pode ser dominado por bandidos ou politiqueiros interessados na perpetuação do poder.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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CELULARES

Como se sabe, é preciso desorganizar a cadeia de comando do crime organizado a partir do interior dos presídios. Enquanto os celulares da bandidagem encarcerada ordenam os "salves" de matança de policiais, a sociedade, aterrorizada e indefesa, vive um verdadeiro salve-se quem puder. A ineficiência dos governos federal, estadual e municipal no combate ao ingresso de telefones nas penitenciárias permitiu que chegássemos ao absurdo desta guerra sanguinária entre o PCC e a Polícia Militar,com quase 100 policiais bárbara e friamente assassinados à queima roupa Brasil afora. Muitos dos líderes das facções criminosas estão detidos; seus celulares, não. Bloqueio neles, já!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MENOS SANGUE, MAIS DEBATE

Acompanho pela mídia (jornal, rádio e televisão) as notícias sobre a violência em São Paulo e o número de mortes todas as noites que ocorrem em nosso Estado. Não seria mais producente e um grande exercício de cidadania se, em vez destas manchetes sensacionalistas, nossa mídia procurasse trazer a debate junto com especialistas na área o que pode ser feito para diminuir a violência? Debater como um projeto nacional capitaneado pelo governo federal poderia diminuir esta onda de violência que não assola só São Paulo, mas todo o Brasil. Está mais do que na hora de nossos repórteres e jornalistas deixarem de lado manchetes com sangue e tentar atrair a população para ajudar a encontrar soluções para nossos problemas.

Sergio Bradaschia Penteado sergio.penteado@pop.com.br

São Paulo

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VILA BRASILÂNDIA

São Paulo está vivendo um estado de barbárie sem fronteiras, só não entendo até agora por que os meios de comunicação continuam com tanto dengo para com o governador Geraldo Alckmin e seu secretário de (in)Segurança Pública. Até quando inocentes serão mortos e a desculpa esfarrapada da Policia é: "era suspeito", "foi encontrado drogas", "não obedeceu à ordem para parar" e assim preferem matar, mentir e omitir informações. Em todos os cantos da periferia está tendo "toque de recolher" sim, não adianta ficar com esse discurso de "chuchu desaguado" de que são "boatos". É preciso que haja rigor nas abordagens policiais, não abusos, nada justificam as viaturas da Polícia Militar (PM) chegarem com faróis apagados! Por quê? Como explicar as centenas de mortes de adolescentes e jovens que não são contabilizados em lugar nenhum? Vila Brasilândia merece melhor sorte, não apenas ser notícia pelas desgraças e (des)governo, é preciso que haja ações cidadãs e concretas para minimizar o sofrimento de quem é excluído, não apenas taxar como "ignorantes" os que moram na periferia. Por exemplo, o que diz o governador em relação ao abandono, falta de médicos, falta de leitos, falta de medicamentos, falta de limpeza... dos três hospitais gerais: Taipas, Vila Penteado e Cachoeirinha? O secretário de Educação já saiu de seu gabinete para visitar as escolas de Vila Brasilândia? O governador está preocupado com as avaliações do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) que as escolas da região tiveram? A região não é digna de Etecs? Quando começam as obras do Metrô Brasilândia? E aquelas casas de moradia populares tão bonitas, aconchegantes, onde estão? Porque na Brasilândia não chegaram! Que dizer de alguns locais da região não serem atendidos pela Sabesp em relação à água e canalização de esgotos? Que o governo federal realmente se empenhe para mudar esse quadro vexatório que há em Vila Brasilândia!

João Barbosa da Silva barbosasj@gmail.com

São Paulo

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A CAUSA DO PROBLEMA

A onda de violência em São Paulo é real e a cada dia assusta ainda mais a população paulistana, exceto o governador e seu secretário, que têm segurança 24 horas por dia. O ministro da Justiça, Sr. José Eduardo Cardozo, ofereceu ajuda federal a São Paulo, que não foi muito bem vista ao menos pela visão do secretário de Segurança do Estado, o Sr. Ferreira Pinto, tanto o discurso do secretário de Segurança como a do ministro da Justiça, ambos são políticos, pois estão batendo na mesma tecla, ou seja, ambos estão focado no problema. No entanto, antes do problema tem a causa, então, secretário, ministro e governador, foquem a causa. A causa: o sistema carcerário no Brasil inteiro está superlotando e em São Paulo não é diferente, precisa construir mais presídios, não adianta a polícia militar prender, pois seja por falta de vagas nos presídios ou por força da lei, que está ultrapassada, muitos bandidos acabam indo para as ruas. Os Estados deveriam ter autonomia para legislar suas próprias leis que norteiam o sistema carcerário e penal. Toda esta insegurança, ou falta de segurança, não será resolvida tão cedo, pois quem a população deveria chamar não atende mais nossos pedidos, pois está surdo, cego e mudo, uma vez que já está com mais de 70 anos e é denominado Código Penal. Tem também o corporativismo da OAB, pois os advogados às vezes ou sempre levam informações privilegiadas para os presos, ninguém consegue descobrir como os presos recebem armas na cadeia (celular), pois com um simples telefone o bandido sentencia a morte de quem ele quiser. A meu ver, cada Estado deveria ter seu Código Penal, e isso, sim, merecia um plebiscito. E o governo federal poderia ajudar não apenas São Paulo, e sim o Brasil inteiro agindo na periferia do País (fronteiras), que é parte da causa.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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COMO ATINGIMOS O CAOS

Quem assistiu ao programa Canal Livre da TV Band no domingo ficou indignado ao ouvir o ex-secretário de Segurança de São Paulo coronel Jose Vicente tentando explicar o inexplicável, protegendo as ações mal sucedidas do governador Geraldo Alckmin, dizendo que a segurança de São Paulo não precisaria do apoio federal. Que o PCC não tem nada que ver com tudo isso, e que o avião do governo paulista não foi fazer acordo com Marcola do PCC no presídio em 2006. Ainda disse que São Paulo é a cidade em que menos morrem policiais do Brasil. Ao contrário dele, o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Walter Maierovitch mostrou grande conhecimento sobre a segurança de São Paulo, não concordando com os argumentos do coronel Vicente, que dizia que, dos 98 assassinatos, só 30 eram de policiais. Isso deixou tanto o entrevistado como os repórteres indignados, pois achou que era pouco. Agora dá para entender como São Paulo chegou ao caos em que se encontra!

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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SEGURANÇA MANIPULADA

Seria prudente que alguns leitores atentassem para os números da segurança no Brasil antes de se deixarem influenciar pelo noticiário alarmista e inconsequente, que não faz jus aos números nem ao trabalho da polícia paulista. Segundo dados oficiais do Anuário de Segurança Pública de 2012, São Paulo continua com as menores taxas de homicídios do País, em que pese o recrudescimento recente da violência, provocado por grupos mais ou menos organizados. É só olhar lá. O número de assassinatos por 100 mil habitantes no Estado apresentou queda de mais de 70% de 2000 até agora e está em torno de 11, ao passo que a média nacional supera 30 assassinatos por 100 mil habitantes. Em alguns Estados, dos quais nada se fala, registraram-se aumentos de mais de 400% no mesmo período, como é o caso da Bahia, por exemplo. Outros números também são bastante eloquentes e mostram que, enquanto o governo federal (bom de discurso) reduziu os gastos com segurança em 53% entre 2010 e 2011, São Paulo aumentou os gastos em 73% no mesmo intervalo de tempo. Assim, é o caso de se perguntar: quem é que não está fazendo a sua parte e qual o objetivo desse alarido todo sobre a violência em São Paulo?

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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SEGURANÇA PÚBLICA E ELEIÇÃO

O que está incomodando os petistas é que São Paulo escolheu a militarização na segurança, com excelentes resultados. Estamos numa guerra política de interesses pessoais e ideológica com braço armado na bandidagem, sendo que para a desconstrução utilizando-se de muitas mentiras e promessas enganosas (vide artigo sobre 'Apagões' e políticas no Estadão de 19/11/2012). Em jogo estão as eleições de 2014, tanto no governo do Estado como no governo federal. O primeiro teste foi a Prefeitura de São Paulo e venceu o terrorismo, mesmo sem a maioria dos votos.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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COINCIDÊNCIA?

Sem querer cometer algum tipo de leviandade, apenas achando uma enorme coincidência, os vários atos de violência cometidos nesta onda de crimes em São Paulo ocorrerem nas cidades divisas com a capital, como Guarulhos, São Bernardo, Santo André, Mauá, Osasco e Campinas, todas fortes redutos do PT. Inclusive, também enorme coincidência, o pronunciamento catastrófico e inoportuno do senhor José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e pré-candidato ao governo paulista nas eleições de 2014, sobre as precárias condições carcerárias e prisional, no encontro com empresários em São Paulo. Será que os PeTralhas, no poder federal há 10 anos, já estão lançando candidaturas para o governo de São Paulo? Repito, acho apenas uma enorme coincidência!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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ALÔ, CONGRESSO NACIONAL!

Depois de São Paulo e Santa Catarina, agora Rio Grande do Sul está sendo alvo da bandidagem. Será que precisaremos ver o Brasil inteiro em pé de guerra para que nossos congressistas que trabalham apenas três dias por semana e recebem até 15.º salário por ano, aprovem leis coerentes com o aumento da criminalidade no País? A nós, brasileiros comuns acuados em nosso direito de ir e vir, não entra na cabeça que bandido perigoso tenha direito a encontros íntimos, cumprimento de apenas 1/6 da pena, indulto em dias importantes e depois de solto em poucas horas volta a fazer tudo novamente. Várias pesquisas apontaram que 90% da população deseja prisão perpétua e até pena de morte, no entanto o governo continua tratando bandido como coitadinho e a população, como carrasca. O Brasil hoje necessita urgente de "tolerância zero", porque a única coisa de que bandido tem medo é da carceragem, principalmente a "medieval". Nossos congressistas ainda não entenderam a urgência de leis realmente punitivas, ou precisaremos desenhar? Enquanto eles não resolvem trabalhar, resta ao brasileiro sonhar com a liberdade a que temos direito como cidadãos e contribuintes. Nossa única saída será a privatização das penitenciárias, porque o governo sempre se mostrou péssimo gestor.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FESTA E INSEGURANÇA

Acho que a insegurança reinante em Santa Catarina, tão cantada pela imprensa escrita, falada e televisada, com críticas inclusive à atuação da polícia catarinense, deveria ser fator predominante para um show promovido em espaço público, com grande aparato policial colocado a disposição do evento. Se os líderes de facções criminosas aproveitarem o evento para promover novos ataques, seria uma calamidade pública. Ademais, a própria Operação Verão deflagrada pela PM e Bombeiros envolve grande contingente extra. Vamos e venhamos, um Sapiens Park promover uma festa de pré-adolescentes patrocinada por um cervejaria é demais! Quando a polícia vai prender os comerciantes que vendem bebidas alcoólicas para menores? A questão da mobilidade urbana, se já é um caos por ocasião desta festa, compromete seriamente o direito de ir e vir dos moradores de todo o norte da ilha. A associação dos moradores dos bairros, um promotor de Justiça ou mesmo um advogado de coragem deveriam entrar com uma Ação Civil Pública para proibir tal evento.

Luis Carlos de Souza Fonseca lcsfonseca9@gmail.com

Florianópolis

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IDEAIS REPUBLICANOS

Creio que a crítica; se crítica for do ministro petista da Justiça, Eduardo Cardozo, de que os sistemas prisionais são medievais deve ter sido base de alguma conversa em fórum íntimo de petistas, petralhas e assemelhados de caterva. Não deve ter sido por acaso que Toffoli, no dia seguinte manifestou-se no STF que a pena dos companheiros mensaleiros assemelhava-se à época mediévica. Pois bem, se no ofício de Ministro da Justiça não se apercebeu que do Orçamento (LOAS) de 2012, tão apenas S. Exa. utilizou 1% daquilo que foi aprovado; e assim o foi durante dez anos de transcurso da era do obscurantismo do lulopetismo. Neste ano apenas R$ 2 milhões de um total de R$ 277,5 milhões, e se não souber onde estão mais de R$ 255 milhões, pergunte ao Mantega ou a Dilma; ou ainda ao Congresso que aprovou tal Orçamento; mas não faça deboche da inteligência alheia, pois a responsabilidade é de S. Exa. e demais divagações que o faça no divã de um psiquiatra. Quanto à insignificante alusão do operador de justiça (?) - Toffoli vale lembrar que se as penas são medievais, ao seu pífio entendimento;, naquela época não faltaram fogueiras, e que, talvez lamentavelmente não vemos agora para os detratores da moralidade. Toffoli nem precisaria recuar tanto no tempo, não vemos forcas em praças públicas aos contrários ao ideário Republicano como na Revolução Francesa, e aos quais os marginais mensaleiros infringiram sobejamente.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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'AS PRISÕES, SEGUNDO O MINISTRO'

Imaginemos: o ministro da Justiça prefere suicidar-se a cumprir pena no sistema prisional medieval brasileiro. Isso corresponde aos campos satânicos de concentração nazistas. Hoje temos até os direitos humanos universais, porém este infame sistema sobrevive e não se resume à superlotação de 70% em relação ao espaço, mas também à saúde, alimentação, higiene e recuperação dos presos. Com o aumento assustador da criminalidade logo seremos classificados como genocidas pela ONU.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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CARDOZO QUER PRISÕES SUECAS

Enquanto o ministro Cardozo deseja prisões de nível sueco para bandidos, o brasileiro pobre tem um atendimento de nível africano e morre jogado em corredores imundos de hospitais caindo aos pedaços, sem pessoal médico e equipamentos básicos para ter um atendimento decente. Pareces mais preocupado é com a cadeia para seus amigos petistas Dirceu, Genoino, Delúbio, né não? Vá procurar o que fazer, em vez de aproveitar cada momento na TV para fazer cara de bravo já em campanha eleitoreira ao governo de nosso Estado. Mas esqueça seu projeto, porque o dono do PT já escolheu um poste alienígena paraense para isso. E pensar que um dia joguei fora meu voto quando apostei nele pensando que era diferente do resto da petralha lulítica.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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LUGAR ERRADO

Ao dizer que prefere morrer a ser condenado a uma prisão no Brasil, o ministro da Justiça dá dois atestados de incompetência: um para si próprio pois está ministro há dois anos e até agora não mexeu uma pedra para melhorar, reformar e reformular o sistema prisional do País, já que esta é uma de suas atribuições. Outra é da incompetência do governo petista que também nada fez para melhorar as condições das prisões. Se antes o partido do governo era favorável à condenação e à prisão de corruptos e de criminosos de colarinho branco, agora que tem os seus nesta lista diz que as prisões para estes crimes não deveriam existir, como professou inadequadamente o ministro Dias Toffoli. Para ele estes criminosos não deveriam sofrer as sanções de liberdade. Sendo um ministro do STF, o que disse o Sr. Toffoli foi inadequado e fora de propósito. Temos leis que mandam condenar este tipo de crime e se ele não concorda com elas está em lugar errado. Deveria se candidatar a legislador ( na Câmara ou no Senado ) e lá tentar mudá-las. Onde está, só lhe resta cumprir as leis. A atribuição dos ministros do Judiciário é essencialmente fazer com que as leis e a Constituição sejam cumpridas e observadas.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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QUANTO VALE A PENCA DE MENSALEIROS?

Fico satisfeita em ver quanta criatividade é suscitada nos petistas diante da inesperada certeza de que o núcleo político do mensalão vai amargar uma prisão. Uns se arrepiam só de pensar em ficar preso e dizem ter instintos suicidas diante dessa possibilidade. Outros se apercebem de repente que o sistema prisional brasileiro é medieval, mas há 12 anos seu partido comanda este país, portanto a ficha caiu muito tarde, só caiu quando "cheirou mal" para o lado deles! Já o peixinho do ex-presidente Lula, o ministro do STF Dias Toffoli, gasta todo o seu parco juridiquês na tentativa de provar nem sabe bem o que, quanto mais nós... Enquanto isso, o maior interessado, o sessentão Zé Dirceu, curte dias primaveris dentro de um calção próprio para um jovem surfista do Havaí ( sofrerá ele da síndrome de Peter Pan?) , numa casa de praia na Bahia, a convite de um amigo solidário com sua desgraça. Mas que desgraça? Dirceu ri, Dirceu goza a vida como ninguém, certo de que na hora H algo de "paranormal" vai lhe salvar da cadeia. Eu não acredito que os ministros do STF manchem a imagem desta instituição perante o mundo, a imagem da maior Corte Judiciária brasileira para salvar estes petistas da pena que mereceram. Esta penca de bandidos mensaleiros não vale isso, aliás, esta penca não vale nada!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FALOU E DISSE

O ministro Dias Toffoli surpreende. Fez considerações inoportunas ao comparar as penas dos condenados do mensalulão às punições do período da inquisição. As penas da idade média deveriam ser abolidas, já que os crimes cometidos só visaram ao "vil metal", intere$$ante, confirmou o "crime" dos companheiros, é impre$$ionante. Como falou e disse "asneira", faz jus a um prêmio medieval, a "tocha acesa", tomando o devido cuidado para não se queimar mais... Valeu e mereceu!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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RECUPERAÇÃO DOS PRESÍDIOS DO PAÍS

A propósito das matérias Toffoli diz que penas a réu do mensalão são medievais e 'Terror' em prisão leva à violência, diz Cardoso, inseridas na primeira página do Estadão de 15 de novembro, constata-se que o despertar da preocupação de elevadas autoridades da República com a situação ambiental dos bandidos e a consequente inserção do assunto na agenda política nacional ocorre no momento em que os figurões do mensalão são condenados ao enjaulamento. Simples coincidência, oportunismo resultante da indigência intelectual, falta de qualificação pura e simples ou surgimento de notáveis estadistas em nosso deserto político? Tomando emprestado o pensamento do ministro Joaquim Barbosa - algoz dos criminosos hediondos do colarinho branco -, enquanto apenas os pobres e demais desvalidos eram condenados, essa questão permanecia nas sombras das consciências de nossos líderes. Nossos não, de quem os investiu nessa condição. Será que quem agride, ofende, mata, rouba e pratica ações bárbaras, nas ruas ou nos gabinetes, tem maior prioridade do que aqueles que vivem em favelas, do que as criancinhas que morrem por falta de condições sanitárias satisfatórias, do que os velhinhos que antecipam o término de sua existência por falta de assistência de saúde, do que as famílias que perdem seus entes queridos no trânsito, do que os professores das escolas públicas? Não hesito em responder: vamos atribuir prioridade máxima, absoluta para todos os integrantes de quadrilhas - aí incluídos os bandidos do mensalão; vamos dar-lhes condições dignas de espiarem seus malfeitos; vamos propiciar-lhes a oportunidade de se regenerarem. Isso a despeito da dúvida atinente à possibilidade de recuperação de quem historicamente vem mentindo para seus contemporâneos (a respeito da busca de conhecimento e treinamento para a guerrilha em país nazicomunista; na constituição de família; e na práxis política, em geral). Aponto a solução prioritária, mas faço questão de indicar a fonte orçamentária. Os aportes financeiros para o aparelhamento de nossos presídios devem ser buscados na recuperação das centenas de milhões de recursos públicos que os componentes da quadrilha do Mensalão e das demais têm desviado em favor de seus interesses escusos e contrários a uma sociedade democrática, fraterna, solidária e justa.

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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PENITENCIÁRIAS

As penitenciárias brasileiras de acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, são desumanas e portanto não se prestam a alojar companheiros petistas. O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli propôs que os petistas condenados paguem suas dívidas em espécie e não com a prisão, que é um método medieval. São os "Josés" em defesa do atualmente mais famoso deles, o Dirceu, que sempre se identificou com o povão apesar de viver como a mais sofisticada das elites. Por outro lado, acredito que viver numa penitenciária brasileira com o prestígio criminal de José Dirceu, comparável a um diretor executivo do PCC, não deve ser tão mal assim. Numa cela brasileira, hoje em dia, é possível administrar e comandar o crime, como se continuasse sentado na sala ao lado do gabinete presidencial e como têm feito os chefões do PCC, sem ser absolutamente incomodado...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CONSELHO

A propósito da declaração do ministro da Justiça afirmando que "preferiria morrer a cumprir pena em prisão brasileira", caso os companheiros Zé Dirceu, Genoino e Delúbio resolvam seguir à risca tal posicionamento, será que o ministro seria indiciado pelo aconselhamento, incitamento e apologia ao suicídio?

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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ELES MERECEM

"É preferível morrer a cumprir pena em prisões brasileiras." A frase acima, proferida pelo Exmo. Sr. ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, militante do PT, e responsável pela situação do sistema carcerário nacional, foi incluída em seu discurso feito em palestra para 300 empresários, promovida em São Paulo pelo Lide, um dia após três dignitários petistas, José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, o ex-presidente nacional do PT, José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, também do PT, terem sido condenados pelo Supremo Tribunal Federal, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Talvez o Exmo. Sr. ministro da Justiça esteja certo. Para consertar essa situação, acho que o governo federal, que hoje é do PT, deveria mandar construir três apartamentos, que seriam localizados bem próximos esses que deveriam ter no mínimo 150m² cada, com ar condicionado em todos os cômodos, constantes de: um dormitório muito bem mobiliado, com cama de casal redonda, giratória e vibratória, com um enorme espelho no teto, frigobar com bebidas, que seriam repostas diariamente; uma sala de estar com mesa para reuniões com advogados, móveis com estofados de couro, televisão de 50 polegadas, com DVD e filmes diversos; uma cozinha com fogão de 6 bocas, um forno micro-ondas, e uma cozinheira que tenha profundos conhecimentos da culinária cubana. Teria também uma pequena adega e charutos que seriam comprados dos " companheiros" de Fidel Castro. No apartamento deverá ser instalado um interfone. Para fazer face às despesas decorrentes, o governo Federal criará um imposto especial, temporário, que será cobrado dos integrantes da classe média e dos aposentados; o governo federal criaria, também, mais um Ministério (temos apenas 39) o que julgo muito pouco. O Ministério seria denominado MPQP - Ministério para atender os quadrilheiros do PT, e que seria encarregado de verificar "in loco", semanalmente, se os quadrilheiros petistas estão recebendo tratamento VIP. A meu ver, eles merecem, uma vez que os três foram agraciados com nota superior a seis pelo Supremo Tribunal Federal.

Ary Fagundes de Almeida aryfagundes1925@hotmail.com

Ribeirão Bonito

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DESCASO MEDIEVAL

Mais medieval do que as cadeias brasileiras é a atenção que o governo petista dá a esse grave problema, investindo menos de 1% do valor previsto para o fundo previdenciário no corrente ano. Como o ministro Cardozo espera resolver ou, ao menos, amenizar a deplorável situação de nossos presídios sem usar o dinheiro destinado para isso? O que a ministra Maria do Rosário, secretária de Direitos Humanos, tem a dizer disso? Nota zero para o governo Dilma nesse quesito, especialmente porque sabemos que um efetivo combate à corrupção, e o fim do loteamento de cargos públicos, entregues a políticos incompetentes e despreparados, resolveria o problema.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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A PORTA ABERTA

Os petistas estão perplexo pela condenação dos seus pares, segundo a pena do Sr. Marcos Valério perto de 40 anos, as penas impostas ao grupo do núcleo foi bem pífia, se não fosse a abertura de espaço ao grupo de Valério, jamais teriam entrado na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, só quem tem muito cacife daria aquelas ordens. A ordem veio lá de cima e com a certeza que jamais seriam descobertos.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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REVISÃO DAS PENAS

A Corte Suprema deverá realizar revisões nas penas aplicadas, natural, posto que o desenrolar dos julgamentos, argumentos, revisões caso a caso apresentem variações que acabam por possibilitar disparidades. A ver que o núcleo publicitário terminou, assim como o núcleo financeiro a merecer penas maiores que o núcleo político. Na revisão de contas, deve pesar a gravidade muito mais significativa que representa o envolvimento e capitaneamento dos líderes de governo, a saber ministro de Estado, deputado federal, além do servidor partidário alçado ao comando das operações. Gravíssimas as ações de desvio de dinheiro publico, gravíssimos os descalabros das instituições financeiras e da corja publicitária à mercê. Mas trabalharam eles com afinco e enorme lucro para viabilizar o golpe político intentado contra cento e oitenta milhões de cidadãos, gravidade que exacerba qualquer tabela de critério penal preparada pelos ministros, mormente os partidários, qualquer jurisprudência jamais sonhada em qualquer país e qualquer vergonha na cara de qualquer um seja petista, seja político, seja oposição, seja civil, seja bandido, seja religioso, seja quem quer que seja. O julgamento do ano, da década, quiçá do século, defronta-se com a maior ousadia planejada e executada de dentro do palácio de governo. Isso basta para impor penas maiores? A recordar a pratica privativa de Eliana Tranchesi, que justificou 94 anos de prisão, há proporcionalidade nisso?

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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DEVOLUÇÃO

Pergunto ao eminente ministro Dias Toffoli: 1) Os assaltantes de bancos, que só roubam e não cometem homicídio, também deveriam ter o privilégio de cumprir pena só com a reposição do dinheiro? 2) E aqueles que roubam residências, sem cometer homicídio, também deveriam ser privilegiados só com a devolução dos valores? 3) E os que praticam o roubo da saidinha de idosos dos bancos, também seriam assim tratados? Por fim, há vários outros tipos de crimes = estelionato, fraudes, etc., também deveriam ter penas amenas, só com restituição dos valores? Sr. ministro, se sua posição é esta, nosso país por certo se tornaria um paraíso para os malfeitores, alegrando ainda mais os integrantes de PCC e incentivando a formação de mais grupos de criminosos soltos.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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ANISTIA

Já que os acusados no mensalão querem a devolução do passaporte confiscado, que seus pares no Congresso querem mantê-los sem cassação, que o PT entende que o julgamento foi tendencioso... perfeito! Então, prendam o Joaquim Barbosa!

José Francisco D'Annibale dannibale@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA CEGA?

A Justiça livra o ex-presidente Lula de ação que pedia a devolução de R$ 9,5 milhões. Procuradoria no Distrito Federal acusava ex-presidente e Amir Lando, ex-ministro da Previdência, de promoção pessoal e favorecimento a banco. Procuradoria cometeu erro técnico. Entendeu que Lula deveria ter sido processado no exercício da Presidência por crime de responsabilidade. Seguindo esse raciocínio, ninguém que tenha cometido crimes num passado não muito distante, torna-se tão inocente quanto um recém-nascido. Ah bom! Que absurdo essa "nossa" lei!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CEF PATROCINA O CORINTHIANS

Em 2010, o Banco Panamericano, que patrocinava o Corinthians, foi "comprado" pela Caixa Econômica Federal (CEF), para não ter sua falência decretada, pois estava quebrado. Agora, segundo matéria veiculada em 19/11/2012, "o Corinthians acaba de anunciar que acertou com a CEF, um banco federal, como patrocinador master até 2014". Lula é corintiano roxo. Será que apenas eu, uma mera corintiana, veja este patrocínio como anormal? O que o Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Contas, a Procuradoria Geral da República, a mídia e a oposição (isso ainda existe no Brasil?), etc. acham sobre esse patrocínio? Acorda, Brasil! O nosso dinheiro está sendo usado para fazer a alegria do Lula.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ALGO DE PODRE

O Corinthians oficializou na segunda-feira a Caixa Econômica Federal como nova patrocinadora master. Veja isto com muita preocupação. Todos os negócios que envolvem este time têm contribuído para que ele seja colocado em evidência. Lembro-me do complô formado para tirar do Morumbi a provável abertura da Copa e os imensos esforços que alguns influentes fizeram para construir um estádio para este time, cuja soma de gastos beira R$ 1 bilhão. Lembro que após o Ricardo Teixeira ter colocado o ex-presidente do time como diretor de seleções, este time alcançou a Copa Libertadores, claro que foi apenas uma coincidência. Espero estar completamente errado, mas para mim tem algo de podre no reino da Dinamarca.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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PALMEIRAS

A Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), popular verdão, foi antecipada e merecidamente rebaixado para a série B Campeonato Brasileiro do próximo ano. Muitos torcedores não se conformam com o rebaixamento. Os clubes de futebol se tornaram verdadeiras empresas, onde milhões de reais são arrecadados, dinheiro de cotas de televisão, patrocinadores, venda de ingressos e jogadores, etc. e como tal, precisa ser bem administrado, se não a falência será inevitável. Foi o que aconteceu com o Palmeiras, falência em forma de rebaixamento! E um dos culpados se chama Luis Felipe Scolari (o Felipão), com salário superior a R$ 500 mil mês, permaneceu por 26 meses no comando e montou esse time incompetente. Enfim, a série B será outra tortura! Que porcada!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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TIME NOVO

Que tal se a Diretoria da S. E. Palmeiras efetuasse a recompra de jogadores (da mesma forma como fizeram recomprando o Valdívia) da própria S. E. Palmeiras, que foram na realidade "jogados fora" nos últimos 15 meses, e montassem um "novo" time de futebol com os seguintes ex-jogadores: Diego Cavalieri, Cicinho, Leonardo, Leonardo Silva, Armero, Pierre, Edinho, Diego Souza, Lincoln, Wagner Love, Souza, e Kleber. Observem que daria para ser formado um time melhor do que o atual. Com esses jogadores com certeza a S. E. Palmeiras não teria sido rebaixada.

Edmundo A. Réa e.rea@terra.com.br

São Paulo

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LIMPEZA NO PALMEIRAS

Tinha que ser pela própria "sociedade de sócios", começando pelos cartolas do futebol, que além de arruinarem o time, estão arruinando também a sociedade Palmeiras. Cartolagem é sinônimo de idiotice administrativa, os clubes de "futebol" estão cheios dela.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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TOMOGRAFIA X AUTÓPSIA

O Arnaldo Tirone ficou assistindo impassível a agonia do Verdão e agora diz que fará uma tomografia no Palmeiras. Meu caro Arnaldo, em defunto o que se faz é autópsia. Pegue o seu boné e vá para casa! Ou, se preferir, fique tomando sol nas praias cariocas.

Élcio Carillo elcio.carillo@gmail.com

Curitiba (PR)

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QUE VENHA 2013!

Se não olharmos o resultado, e sim o desempenho em campo, nos últimos jogos o Palmeiras foi bem. Jogou melhor contra times grandes do que contra pequenos. Jogou de igual para igual contra Flamengo, no domingo, e antes, contra Fluminense, Inter e Botafogo, mesmo com o time desfigurado. É o trabalho do técnico. Agora é montar o time pra 2013.

Antonio C. Ciccone cicconeac@hotmail.com

São Paulo

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MACHADO DE ASSIS

Que vergonha para nós, brasileiros, a Academia Brasileira de Letras se reunir com seus membros no pomposo fardão, para agraciar o jogador de futebol Ronaldinho Gaucho com a outorga da mais alta condecoração da inteligência brasileira, a medalha Machado de Assis. Não conheço o tal jogador, mas garanto que o agraciado nunca leu um gibi sequer, quanto mais um livro. A alegação foi os relevantes serviços prestados pelo peladeiro à Seleção Brasileira, mas o que é que ele fez pelo Brasil?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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A INDÚSTRIA E OS FERIADOS

Com referência à matéria Indústria perde até R$ 45 bi com feriados, seria interessante saber se os pesquisadores levaram em conta que muitas empresas "compensam os feriados prolongados" com minutos a mais no período laboral normal igual à totalidade do tempo que seria trabalhado sem os feriados. Como se sabe há muito, aqueles minutos extras representam uma produtividade maior no processo normal de produção. Será que foi levado em conta o aumento do consumo, principalmente nas cidades turísticas, que, de uma forma ou de outra, acaba sempre se revertendo em novos pedidos para a indústria?

Giovanni Bruno gio7.br@uol.com.br

São Paulo

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