Fórum dos Leitores

TRISTE RETRATO DO PAÍS

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2012 | 02h06

Manchetes funestas

Senadores se livram de pagar IR de salário extra, Relator da CPI cede ao PT e pede que Gurgel seja investigado, Juíza condena e depois mandar soltar Cachoeira, Violência em São Paulo mata mais que em Gaza, diz ministro são deprimentes manchetes de primeira página do Estadão de ontem. Só isso já chegaria para uma "quarta-feira de cinzas". Mas querem mais. O petista relator da CPI do Cachoeira, criada sob inspiração delle para embaralhar os fatos diante do iminente julgamento do mensalão do PT, nada apura sobre as nebulosas relações da Delta com o governo e ainda pede o indiciamento do redator-chefe da revista Veja. Para enlutar ainda mais esta quarta-feira, a Folha publica artigo de um advogado de Contagem, baseado em entrevista com o jurista alemão Claus Roxim, cujas interpretações foram desmentidas, segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, com o título Ação penal 470: sem provas e sem teoria. Concluo que tudo caminha como dantes no quartel de Abrantes, esfumaçando-se novamente aquele sentimento - já frustrado pela primeira vez à época da deposição do presidente Collor - de que a honradez e a vergonha na cara pudessem finalmente caracterizar os homens públicos brasileiros.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

SENADO

Isenção imoral

Não bastasse nós, brasileiros, sermos sobrecarregados por uma carga tributária escorchante, além de convivermos com o mensalão do PT, a CPI do Cachoeira, a violência desenfreada e o crescimento econômico ridículo, ainda temos de assistir agora ao péssimo exemplo dos srs. senadores, beneficiando-se de uma isenção imoral do Imposto de Renda (IR), ao qual estamos obrigados, além de sabê-los improdutivos e nada patrióticos. Uma vergonha! Haja Joaquins...

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO

pazinato51@hotmail.com

Barueri

Impostos

Não à toa somos os maiores arrecadadores de impostos da América Latina. Senão o que seria do 14.º e do 15.º salários dos pobres senadores - aliás, isentos de IR?

ÉMERSON F. DOS SANTOS

bambumc@uol.com.br

Ourinhos

Igualdade de direitos?

Na verdade, revelou-se o que todo cidadão brasileiro já sabia: os políticos estão acima da lei. O IR é para os assalariados que ganham bem menos do que eles e já são descontados na folha de pagamento. O Senado dá um péssimo exemplo de cidadania.

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Salário não é renda

Parece que os senadores estão de acordo com a população brasileira: acham injusta a cobrança de IR sobre os salários. Sugiro que alterem a lei e poupem os nossos salários desse covarde tributo. Afinal, nem temos 14.º, 15.º...

ROGÉRIO PROENÇA RIBEIRO

roger_fani@hotmail.com

Araras

CPI DO CACHOEIRA

Foi só cascata

Acabou na famosa pizza a CPI do Cachoeira. Nem deveria ter começado, pois todos já sabíamos de antemão o triste fim para nós e feliz para os corruptos. Foram sete meses de engaNação e mais uma vez se confirmou que o sete, realmente, é o número dos mentirosos. Mentiram descaradamente desde o início da CPI, quando juraram o compromisso com a verdade, doesse a quem doesse. E a única coisa que doeu foi o bolso do contribuinte, que arcou com mais esses gastos inúteis com sessões intermináveis de discursos oportunistas e falaciosos, que consumiram milhões de reais.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Situação alarmante

Quando uma juíza, Ana Cláudia Barreto, condena o sr. Carlos Cachoeira e depois manda soltá-lo para cumprir a pena em regime semiaberto - não passando essa expressão de puro eufemismo para tirá-lo da cadeia -, a partir daí o que podemos esperar das condenações dos réus do mensalão? Quando o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), sem corar, pede em seu relatório final o indiciamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de jornalistas da imprensa investigativa, invertendo todo o processo da comissão, que deveria investigar e condenar os envolvidos com o contraventor bicheiro - por exemplo, construtora Delta e Fernando Cavendish, governadores Marconi Perillo (GO), Sérgio Cabral Filho (RJ), Agnelo Queiroz (DF) et caterva -, nossas esperanças vão-se esvaindo com as luzes que vimos começando a brilhar no julgamento do mensalão. Conclusão: voltamos ao normal, ou seja, nada de novo surge no horizonte.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider@terra.com.br

São Paulo

Doce ilusão

Quem achava que fosse ser diferente se enganou redondamente, Carlinhos Cachoeira já está solto. Portanto, quem espera ver atrás das grades José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, etc., perca as esperanças, pois isso só acontecerá no Dia de São Nunca.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Livre, leve e solto

Que sorte a do nosso governo! A liberdade de Carlinhos Cachoeira evita tantos problemas, não é mesmo? Assim, os verdadeiros mandantes seguem ilesos, isentos de pagar pela verdade. Parabéns, podem continuar sem medo de ser felizes. É lamentável a obviedade dos fatos.

ROBERTO MOREIRA DA SILVA

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

Punições medievais

Demorou um pouquinho só, mas Cachoeira saiu! Chega de punições medievais, gente!

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

INSEGURANÇA PÚBLICA

Mais que em Gaza...

Alguém deveria dizer ao ministro (de quê?) Gilberto Carvalho que as drogas matam muito mais em todo o País do que a guerra PM x PCC em São Paulo - inclusive em Estados governados por seu partido ou por seus aliados; que visita íntima, uma maneira fácil de entrar com drogas e celulares nos presídios, nem consta do Código Penal; que a entrada de advogados nas celas não existe em países de Primeiro Mundo; e que as nossas fronteiras nunca foram tão permeáveis como agora. Quem sabe, assim, ele venha a se preocupar mais com o Brasil do que com São Paulo.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Parece-nos que Israel se entregou a uma aventura imprevisível. Não há justificativa para essa investida temerária contra o Hamas, distinta das que emergem dos conflitos já crônicos, salvo o objetivo eleitoral de Benjamin Netanyahu para fevereiro. A convocação de reservistas indica que se prepara uma invasão terrestre, para erradicar a Faixa de Gaza do espaço, e não fazê-la retroceder de modo impossível no tempo, segundo a pobre figuração do comandante do Exército israelense. Era tudo o que precisavam o Egito, o Irã, talvez, as próprias facções rivais que se digladiam na Síria e grande parte do mundo árabe: um inimigo comum, que os una em torno de um objetivo. E, desta feita, não se liquidará a fatura em seis dias.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ISRAEL E PALESTINA EM PAZ

Sem entrar no mérito das afirmações do embaixador da Palestina no Brasil, com as quais discordo em sua maioria, posso assegurar que no momento exato que o Hamas retirar de seu estatuto a ideia de arrasar Israel ("Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer") e reconhecer o direito de existir do Estado judeu, a paz definitiva será alcançada.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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JUDEUS X PALESTINOS

Há dez anos era realizada em Durban, na África do Sul, a Conferência Mundial sobre o Racismo. Na ocasião foi possível conhecer as posições de lideranças envolvidas no conflito que o sionismo gestou, no momento em que as populações palestinas sofriam com a ocupação violenta e usurpadora de todos os seus direitos básicos. Um debate internacional, do qual fugiram a potência imperialista hegemônica, os EUA, e os representantes do sionismo institucionalizado, o Estado de Israel, os quais se retiraram abruptamente de um dos eventos mais importantes do inicio deste século. Ficou claro que o sionismo é, sim, uma forma de racismo. Caso os judeus tivessem intenção em superar esse estigma, deveriam ter colocado em prática a retirada dos territórios ocupados, e o reconhecido o Estado Palestino Soberano e Independente. No entanto, o que têm feito até hoje, diuturnamente, é exatamente o contrário, invadindo mais e mais territórios árabes, matando indiscriminadamente civis, crianças e velhos. Nada mais ilustrativo desse genocídio do que as palavras do então ministro da Defesa de Israel, general Moshe Dayan, no início da ocupação de 80% dos territórios palestinos em 1967: "Vocês (palestinos) devem continuar vivendo como cães e qualquer um que queira pode sair, e nós veremos aonde este processo vai levar...". Também ilustra com clareza as palavras do jornalista argentino Jacobo Timmerman, um judeu sionista, depois de viver em Tel Aviv, afirmando, em livro, que Israel se tornou uma sociedade autoritária. E pergunta: "O que transformou os judeus em criminosos tão eficientes?". O veredito das urnas nos últimos 50 anos em Israel mostrou um crescimento surpreendente do eleitorado de extrema direita, cujas propostas políticas no final das contas não diferem muito daquilo que os judeus tanto censuraram em Adolf Hitler. Fica cada dia mais evidenciado o grau de degeneração a que chegou o sionismo, colocando sob grave questionamento a tese do "Estado Judeu" e a sua materialização - até o momento, insana: o Estado de Israel. Entre os eleitos estão desde Ariel Sharon, reconhecidamente um criminosos de guerra até mesmo pelos tribunais israelenses, Ehud Barak até Benjamin Natanyahu primeiro-ministro de Israel pela segunda vez (a primeira foi entre 1996 e 1998), chefe do partido conservador Likud, um dos políticos sionistas que mais contribuíram para a ascensão do nazismo ao poder naquele país. O apartheid em Israel, contra os palestinos, foi gerado pelo sistema utilizado para impor e organizar a repressão, através de uma administração policial-militar das regiões ocupadas. Este sistema dá autoridade ilimitada ao comandante militar da região. A ele, e somente a ele, cabe distribuir salvos condutos para que os palestinos possam se locomover, inclusive para irem a médicos e hospitais, de acordo, unicamente, com seus critérios e pareceres pessoais. Conforme esse tipo de administração, os sionistas determinam a demolição de casas, o comparecimento sistemático de palestinos às estações policiais, a proibição de novas construções para determinadas pessoas - ou em determinadas aldeias e cidades, até regulando o uso da terra.. Tudo com a bênção da mídia nacional e internacional, que enxerga apenas nos palestinos a culpa pela miserabilidade que por lá ocorre. Todos os problemas nacionais e coloniais dessa guerra insana se prendem a um só fato: o povo palestino - ainda que faça parte da Nação Árabe - não tem outra pátria que não aquela onde os sionistas tomaram o controle; e o povo israelense, se bem que composto de diversas comunidades, não tem outra pátria do que aquela que tomou aos palestinos. Equacionar a solução desse conflito é o caminho para a paz no Oriente Médio. Será que Israel, que se tornou um estado belicoso desde sua criação, está disposto a isto? Eis a questão tão aflitiva para o resto da humanidade, que vê nas ameaças sionistas, o proscênio de uma nova e definitiva guerra mundial, principalmente agora que Netanyahu ameaça invadir pela enésima vez a faixa de Gaza, depois de atacá-la com armamento poderoso pelos ares, mesmo infringindo determinação da ONU contrária à ação. Aliás, o que é uma tônica tanto nos EUA quanto em Israel, que somente obedecem às resoluções do Conselho de Segurança da ONU quando é de seu exclusivo interesse.

Jeferson Malaguti Soares cmbh1434@hotmail.com

Ribeirão das Neves (MG)

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'TERRORISMO' DE ISRAEL

O primeiro-ministro da Turquia, Erdogan, chamou Israel de "Estado terrorista" por sua "atual ofensiva" contra a Faixa de Gaza. Gostaria perguntar ao Sr. Erdogan qual seria a reação da Turquia se a Síria atacasse com foguetes Ancara e Istambul? Ficaria quieto ou defenderia a sua população, e para inibir essa ofensiva, contra-atacaria a Síria, mas cuidando que o poder de suas armas não supere o da Síria?

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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MASSACRE EM GAZA

Ouve, Israel, massacraste e expulsaste um povo de seu lar ancestral. Praticas com ele terror de Estado há décadas. Por teus atos, ó Israel, foram criados a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), o Fatah, o Hamas e outros movimentos de resistência. O mesmo Hamas que alimentaste (agora te arrependes) na década de 90 para dividir aquele povo e enfraquecer a OLP de Yasser Arafat, Nobel da Paz que encarceraste e mataste envenenado em 2004. Vergonha! Responde, Israel: por que não desocupas Cisjordânia? Fanatismo religioso? Aquíferos subterrâneos? Lembra-te, ó Israel, o mundo está percebendo, e está se cansando (inclusive os EUA). Não terás o mesmo apoio eternamente. Chega de dar tiro no próprio pé. Ouve, Israel. E desocupa! Desocupa logo!

Mauro Fadul Kurban fearabsp.mauro@bol.com.br

São Paulo

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PARTIDÁRIOS

Alguns jornais, poucos, é verdade, em suas manchetes e comentários sobre a troca de mísseis entre palestinos do Hamas e Israel, colocam-se flagrantemente em favor da causa palestina, com fotos e comentários sobre o bombardeio parecendo que existem mísseis somente entre israelenses e que as baixas só existem do lado palestino, com ênfase nas crianças. Israel está apenas exercendo o seu direito de defesa, pois ele é que foi atacado. Está defendendo a sua integridade física, patrimonial e, principalmente, humana, sem considerar que quando um míssil do Hamas fornecido pelo Irã dos aiatolás atinge Jerusalém ele fere Israel, mais ainda, um patrimônio da humanidade. Principal centro das religiões monoteístas, a cidade hospeda pontos religiosos que envolvem várias crenças. Ali se encontram o Muro das Lamentações, a Esplanada das Mesquitas, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa. São 1.204 sinagogas, 158 igrejas e 73 mesquitas. A Organização das Nações Unidas (ONU) concorda com a ação de Israel de se defender das agressões. Israel treina suas crianças para defender a humanidade, enquanto os que são treinados pelo Hamas recebem educação para a morte. O Hamas tem memória curta. Já se esqueceu da Guerra dos Seis Dias, em 1967. No dia seguinte à sua criação o Estado de Israel foi invadido por Iraque, Líbano, Egito e Síria. Esse confronto tem como alimentadores os Estados árabes que têm no vizinho judeu uma presença indesejada. Diz um ditado judeu: "Se não podes morder, não deves mostrar os dentes".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ONDE ESTÃO OS PROTESTOS?

A mídia, em geral, gastou muita tinta, muito blá blá blá divulgando os efeitos do furacão Sandy sobre os Estados Unidos, praticamente esquecendo-se dos estragos cometidos pelo mesmo fenômeno meteorológico no Haiti. Agora, a grande imprensa ignora o que está acontecendo no Oriente Médio. Este assassino de nome Netanyahu, que antes ameaçava invadir o Irã, agora, por puras pretensões eleitoreiras, começa a destruir a Palestina. O exército do Estado terrorista de Israel até este momento já assassinou dezenas de inocentes, inclusive crianças. E ninguém faz nada? E continuam a falar do Holocausto, que ocorreu há mais de 70 anos, como se fosse algo recente. Isso merece destaque em toda a imprensa? E o massacre que ocorre neste momento, ninguém vai impedir? Ninguém vai protestar?

Renato Luis C. Gagliardi lazio@ig.com.br

Campinas

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AS 'LIÇÕES' DA PRESIDENTE

Na Europa, a presidente Dilma Rousseff disse que "só austeridade não basta", referindo-se a medidas para superação da crise econômica naquele continente. Com todo o respeito, sugiro explicarem à nossa presidente o que é austeridade. Criar um 39.º ministério com 100 novos "aspones" a serem sustentados não é, exatamente, austeridade necessária em todos os governos. Demonstrando que o Brasil encontra-se também atingido pela crise, recomenda igualmente "crescimento" aos europeus, coisa que o Brasil não consegue atingir, por causa de medidas econômicas erradas ou atrasadas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DISCURSO NOVO

Na 22ª Cúpula Ibero-americana, em Cádiz, na Espanha, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a saída para a crise mundial não é a austeridade, e sim o estímulo ao crescimento, e isso tem dado um bom resultado na América Latina. Ainda bem que a presidente Dilma não repetiu o cansativo discurso do "tsunami monetário" na economia, pois poderia levar uma vaia ruidosa.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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RIR PARA NÃO CHORAR

Manchetes do caderno de Economia do Estadão de 20/11/2012: Petrobrás registra a menor produção na Bacia de Campos em cinco anos; Déficit da balança comercial é o maior em 15 anos; Governo ignora atrasos e vê PAC em ritmo adequado; Eletrobrás perde um terço de seu valor em 3 dias; Governo vira sócio e banca fábrica de semicondutores de Eike Batista. Enquanto isso, nossa presidente Dilma vai passear na Europa e lá quer dar palpite aos europeus de como sair da crise. Só rindo para não chorar!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FOMOS ESQUECIDOS

Na insônia de minha velhice guardo o desgosto de ver a presidente Dilma, já fugida da escola aos 18 anos, dando aulas de macroeconomia a países desenvolvidos, esquecida da problemática situação econômica do nosso país. Para dizer o mínimo basta lembrarmos nós, contribuintes, extorquidos em nossos direitos inalienáveis.

Fernando Averbach reginalili@yahoo.com

São Paulo

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DILMA GLOBAL

Quer saber? Eu acho que a dona Dilma extrapolou ao dar conselhos aos caras da União Europeia. Afirmar que o seu governo controla os gastos públicos chega às raias da gozação. Só faltou oferecer o seu ministro, "o cara" Guido Mantega, para resolver os problemas dos espanhóis.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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A CRISE EUROPEIA

Cidadãos da Grécia, Itália, Espanha e Portugal, levantem a cabeça e tenham um pouco de paciência e resignação. A crise europeia não vai afetá-los senão por pouco tempo. Imaginem a Grécia soçobrando por causa de um déficit em suas contas! Não precisa ser economista, financista, técnico em sistema bancário etc. para intuir que um país que 3 mil anos a.C. já representava a cultura e a civilização ocidentais, terá passado por crises muito maiores do que a atual. Esparta e Atenas se digladiavam; Esparta detinha a Invasão Persa; 2.500 anos depois, Sócrates ensinava seus discípulos em sessões peripatéticas e Platão escrevia A República. Em 300 a.C., Alexandre, mercê de uma organização militar avançadíssima para a época - as falanges de Felipe, seu pai, formadas por soldados profissionais e bem treinados - invadia a Grécia e a tomava como modelo para suas conquistas. As coisas eram, então, bem mais graves. Cerca de 5 mil a.C., Enéias - segundo o poeta Virgílio - deixava Tróia e, singrando o Mediterrâneo, auxiliava na fundação de Roma. A história de Roma é cheia de altos e baixos, até o período em que Cesar e Augusto a tornaram o centro de um Império cujas fronteiras não encontravam limites. Depois, a Itália, berço do Renascimento, que nos legou Da Vinci, Miguelangelo, Dante e tantos outros luminares das artes e da literatura. Poderá tal potência sucumbir diante de um decréscimo em seu PIB, ou um déficit em suas contas externas? Da mesma forma, a Espanha, origem de vários imperadores de Roma, entre os quais Trajano e Adriano, cujas vitórias expandiram o Império; país que suportou as invasões de godos, ostrogodos, vândalos e árabes; que nos deu Cervantes, Garcia Lorca, Picasso, o Barcelona e o Real Madrid; cuja firmeza abateu Napoleão... Poderá uma nação com tais antecedentes cair, vencida pelo temor de insolvência de seus bancos? Assim também Portugal, que dominou os mares, que descobriu o caminho das Índias, que nos brindou com Vasco da Gama, Camões, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Saramago e Cristiano Ronaldo - irá naufragar por falta de recursos? Não! Não agora, nem neste planeta! Um pouco de confiança e paciência. Bastará que cada um dos cerca de 100 milhões de gregos (2 milhões), italianos (30 milhões), espanhóis (30 milhões) e portugueses (38 milhões) e seus descendentes imediatos, que vivem fora de seus países, remetam US$ 10 por mês para um Fundo, nos respectivos Bancos Centrais. Em pouco tempo as finanças se equilibrarão. São US$ 10 bilhões por ano, oriundos de vários países, que entram, para um fim único.

Carlos Alberto Souza Gomes calbertos@globo.com

Rio de Janeiro

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EUROPA DESNORTEADA

Uma Europa desnorteada à procura de uma nova ordem econômica e social.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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BRASIL PARALISADO

Dilma na Espanha faz insinuações contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), quando da condenações dos réus do mensalão, e sugere ao rei Juan Carlos, da Espanha, maior autonomia ao Banco Central Europeu em decisões sobre o euro. Seguindo os passos de seu antecessor, Dilma adota a linha de pretender projetar-se internacionalmente como uma estadista de peso. O que a nossa presidente deveria mesmo fazer é dar maior atenção aos problemas do nosso país. Um deles, muito grave, é o excesso de feriados que se acumulam durante o ano, prejudicando sensivelmente a nossa economia e, por consequência, a população brasileira. O projeto de lei que direciona todos os feriados para os finais de semana está paralisado no Congresso, um atraso com o sempre, pois sabemos que trabalhar não é o forte de nossos Congressistas. Temos muitos problemas domésticos que requerem a maior permanência da presidente em nosso país.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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LULA FEZ ESCOLA

Lula fez escola, sua afilhada é exatamente igual, fanfarrona, ao dizer que o Brasil pode ajudar a Espanha a sair da crise. Está viajando, literalmente. A Espanha e toda a zona do euro em crise estão melhor economicamente do que nós, brasileiros. Estamos bem atrasados em todas as áreas de atividades, aposentados que estão revoltados por perdas na Espanha, ainda podem perder muito para chegar aos níveis dos aposentados brasileiros, que estão em situações degradantes, situações caóticas na segurança, saúde e educação - e esta senhora tem a coragem de contar vantagens mundo afora. Lula também era assim, mas geralmente sob efeito de bebidas, seu devaneio nos transformou em autossuficientes em petróleo, exportadores de etanol, inflação sob controle, acabou com a corrupção e nos livrou para sempre da dívida externa. Mas a verdade todos sabemos, tudo embromações para iludir a parcela mais humilde da população, que continuou na mesma. Temos consciência, mas temos governos irresponsáveis e sem consciência, por tantos feriados inúteis que paralisam o País, causando grandes prejuízos ao comércio e à indústria, que são quem realmente movimenta a economia do Brasil.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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QUEM TEM MEDO DA JUSTIÇA?

José Dirceu, réu do mensalão, condenado a 10 anos de prisão, aparece em fotos de jornal no fim de semana sem camisa e de bermudão, descansando num condomínio fechado no litoral baiano. Sorridente, o ex-ministro não parece nem um pouco preocupado com sua situação. Conhecendo a justiça brasileira, penso que ninguém estaria.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PREOCUPADÍSSIMO

E aí, Zé Dirceu, será que vai dar praia...?

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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O PASSAPORTE DE VOLTA

É preciso entender que os petistas nunca imaginaram estar num banco de réus, serem condenados e decretada suas prisões por longo períodos. Pensam eles que roubar leite de criancinhas, da saúde, da educação não é crime. Também não consideram hediondo surrupiar verbas de recuperação de catástrofes, manutenção de estradas, construção de açudes e outras tantas melhorias necessárias ao País e aos brasileiros. O pedido do Sr. José Dirceu (senhor coisa nenhuma) para reaver seu passaporte revolta, indigna e causa nojo. Cadeia (para criminosos comuns) bem rápido para ele, antes que fuja.

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

Barretos

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DE MENTIRINHA

Fico pasmo com as prováveis regalias ao mensaleiro José Dirceu. Já assumiu que vai ser preso e escolheu cumprir a pena numa cidade do interior de São Paulo e seu exército de advogados exige a devolução do passaporte, e com certeza será atendido. Sempre afirmou que não é o chefe, mas não declinou quem é, nem vai dedurar, mesmo assim seus desejos serão atendidos. Note bem: a pena de 10 anos e de 10 meses é de mentirinha, na verdade, graças ao nosso Poder Legislativo, será de apenas 22 meses. Pode? Nossos deputados e senadores ganham bem, mas não sabem legislar. Tudo por culpa de nós, eleitores, que não sabemos votar.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PRESENTE DE NATAL

Esperamos sete longos anos para que a quadrilha do mensalão, que dilapidou os cofres públicos, fosse julgada e condenada, porém, a morosidade para que se cumpra o veredicto poderá frustrar uma Nação. O texto publicado pelo Estadão em 17/11 (Os acórdãos do Supremo), além de excelente, esclarece os trâmites legais (percalços) para a fixação das penas e nos deixa certa dose de pessimismo. Não bastasse a lentidão para a publicação dos acórdãos, as declarações dos ministros José Eduardo Cardozo, Justiça, e Dias Toffoli, STF (oportunistas), reforçam a incerteza de que os lesas-pátrias terão o que merecem - cadeia. José Dirceu, já pediu até o passaporte de volta e será seguindo pelos demais "santinhos" com certeza. Eminente ministro Joaquim Barbosa, que brilhantemente está conduzindo a relatoria do processo da Ação Penal, 470 e que em breve, assumirá a presidência da Suprema Corte, não permita que o irrepreensível libelo apresentado pela Procuradoria-Geral da República seja mais um a não ser cumprido. Trancafiando o bando de ladrões, nos dará o melhor natal de nossa vida.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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'OS AÓRDÃOS DO SUPREMO'

Os Estados Unidos tem em seu Supremo (18/11, A3) ministros do valor de Benjamin Cardoso e Willian Wendel Holmes, entre outros, e nós temos o ministro Toffoli e ministro Lewandowski. Penso ser pequena a diferença - em especial moral, em termos de valores, entre os citados! Será por esta e muitas outras, que continuamos a ser uma República de banana?

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@hotmail.com

São Paulo

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SOBRE O DOMÍNIO DO FATO

O assunto do momento é a teoria do domínio do fato, que foi aplicada no julgamento do mensalão. Não interessa se se trata de um ilícito civil ou de um ilícito penal. O fato a que se refere é um ilícito, cujo conhecimento o tem o servidor público. Ora, na lei que disciplina o regime jurídico dos servidores públicos (Lei federal n.º 8.112, de 1990) está assentado que o servidor tem por dever: "exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo", sendo "leal às instituições a que servir", observando "as normas legais e regulamentares". Daí decorre duas atribuições que se relacionam com o domínio do fato: a obrigação de "levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo" e "cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais". Em se tratando de hierarquia funcional, o superior hierárquico tem os mesmos deveres e as mesmas obrigações, cabendo-lhe, pois, preservar e garantir a mais rigorosa legalidade dos atos de seus subordinados, além dos seus próprios é claro. À vista dessas condições legais para o exercício de uma função pública, conclui-se que os ministros do STF estão corretíssimos ao responsabilizarem o José Dirceu pela corrupção que grassou no governo federal desde sua posse no cargo de chefe (superior hierárquico) da Casa Civil. Sua condenação tem pleno respaldo em norma legal e não apenas na teoria do domínio do fato, o que, aliás, ele, o então poderoso José Dirceu, tinha sem dúvida alguma, visto que tudo fez para alçar ao posto de ministro todo poderoso e dominar...

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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SARAMAGO E DIRCEU

José Saramago, visceralmente comprometido com o esquerdismo tão importante para o PT, dizia que a mentira de um político corrói os pilares da democracia. Tivessem seus companheiros brasileiros considerado esse conselho do mestre, certamente não causariam essa enorme cárie nos nossos alicerces, cárie essa que nem com obturação pré-sal provocaria a queda não de um dente, mas sim de uma democracia tão insipiente quanto pujante.

Geraldo Siffert Junior geraldo.siffert@ig.com.br

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO JERSEY

Confesso que nunca estudei Direito e que nada sei sobre esta matéria que reconheço ser muito importante para regular as relações entre pessoas e países. No entanto, sempre fui fissurado pelos livros que tratam sobre as atividades da Camorra, da Máfia, e de outras organizações criminosas que rendem histórias muito saborosas e, apenas como exemplo, citarei O Chefão, do Mario Puzo. Acho fantástica a fraternidade existente entre as organizações criminosas, onde o que importa é a divisão criteriosa do dinheiro apurado em determinada "operação". Quando algo sai errado ou surge alguma dificuldade, as facções criminosas se unem e lutam irmanadas para salvar o butim, mesmo que, agora, ele tenha que ser dividido. As ditas organizações, conversam, negociam, e chegam a acordos fantásticos, difíceis até de serem entendidos pelo respeitável público. Achei estranha a tranquilidade do capo di tutti i capi, Paolo Malufatto, escancarada na reportagem do Estadão de 19/11/2012. Acho que comecei a entender como será pago o apoio que ele deu ao "Litle Poste Baby", afilhado do "Big Polvo" - capi di tutti capi que começou sua carreira como "Litle Lulla". "Litle Poste Baby" em breve estará assumindo o controle de todas as ações da Prefeitura de São Paulo, maior interessada na recuperação do dinheiro desviado de seus cofres e será chegada a hora de pagar o apoio recebido do Capo Mafiosi, Paolo Malufato, correndo o risco de, não fazendo isso, cair em desgraça com a Máfia. O "acerto" deverá ocorrer quando a Prefeitura de São Paulo, sob essa "nova direção", não manifestar interesse no repatriamento da grana que está estacionada em Jersey. Acho que isso ainda vai dar um belo filme. Se non è vero, è bene trovatto...

André Luiz de Oliveira Melo Stanleycorp@gmail.com

Marília

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LEI DE JERSEY

Maluf foi traído pela "Lei de Gerson"; perdão, pela Lei de Jersey.

Ruy de Jesus Marçal Carneiro Ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

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SEM PUDOR

A partir de janeiro/2013, Fernando Haddad nada fará a respeito do dinheiro bloqueado em Jersey, não vai cobrar seu aliado, ficará como ele mesmo disse (17/11-A6), muito "discreto" com relação ao assunto. Com os apertos de mão e abraços naquela famosa foto nos jardins da casa de Maluf, vai cobrar o que? E ainda vai premiá-lo com cargos na administração municipal. Que políticos sem pudor!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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COMPANHEIROS

Será que Haddad e, acompanhado pelo Lula, irá gentilmente aos jardins da casa do companheiro Maluf receber de suas mãos parte da dinheirama roubada da Prefeitura e agora resgatada pela sentença do Judiciário de Jersey? Quarenta e poucos milhões não é dinheiro que se possa desperdiçar diante de tantas necessidades do povo carente da cidade de São Paulo. Companheiro é pra essas coisas.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DISCRETO

Senhores, além da cobrança discreta da devolução dos recursos remetidos à ilha de Jersey pelo ex-prefeito Paulo Maluf, será que ele também vai ter de ser discreto na cobrança pela devolução dos recursos do assessor do prefeito Kassab que ficou um ano à custa da Prefeitura de São Paulo em Londres acompanhando a implantação da Olimpíada de Londres, por causa da Olimpíada no Rio de Janeiro (sic), conforme denunciado pelo próprio Fernando Haddad quando ainda candidato a prefeito de São Paulo? Ou vai ter de ser mais discreto ainda em razão da anunciada assunção de um cargo de ministro do governo Dilma pelo então rival Kassab?

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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AGORA SÓCIOS

Agora com o PP de Paulo Maluf aliado ao PT de Lula, consequentemente como sócios, ele terá acesso às manobras e maracutaias financeiras executadas no esquema mensalão. Portanto será muito mais fácil para ele achar uma saída para não devolver e muito menos ser preso quanto aos US$ 22 milhões que foi condenado pela Corte Real de Jersey. Concluímos que os mesmos agiram da mesma forma corrupta desviando, roubando e superfaturando na obra da construção da Avenida Água Espraiada.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SOLENIDADE

As offshores da família Maluf foram condenadas pela Justiça britânica - Corte Real de Jersey - a restituir a dinheirama surrupiada dos cofres públicos da Prefeitura de São Paulo. A "solenidade" da devolução dos US$ 22 milhões será no gabinete do aliado prefeito eleito Fernando Haddad ou no Jardim América?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ÉTICA SELETIVA

Os tucanos criticam de forma exacerbada o apoio dado pelo PP do Maluf ao futuro prefeito, constrangendo o governador Geraldo Alckmin que tem o apoio do mesmo Maluf na esfera estadual, dando em troca a presidência da CDHU. Esta ética seletiva poderá causar a vitória de um novo poste na eleição para governador a semelhança do que já aconteceu nas eleições para presidente e prefeito. Caso este poste seja do quilate da Dilma e do Haddad será bem-vindo.

Valdenice Santana dos Santos santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA DE FICÇÃO?

Maluf foi condenado, pelo Judiciário de Jersey, a repatriar à Prefeitura de São Paulo US$ 22 bilhões que ele tem lá e que teriam sido desviados, a não ser que seus advogados consigam, através de recursos, melar a decisão. Quebra-cabeças parecendo história de ficção, pois o ex-prefeito sempre jurou que não tem dinheiro lá fora. Se não tem, por que gastar nos recursos e custas de advogados internacionais? História de ficção ou fixação?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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LALAUS

Enquanto Paulo Maluf não for para a prisão, não há o que se falar em moralização. Esta situação nos deixa com uma sensação de que o crime de corrupção compensa. Vamos aguardar por muito tempo para sabermos o resultado prático do processo do mensalão e não será surpresa se repetir, nos dois casos (Maluf e mensalão), o que ocorreu no caso "Lalau". Aliás só estamos falando de "Lalaus"

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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SEMELHANÇA

Maluf descobriu petróleo na Paulipetro, Lula proclamou a independência do petróleo e o pré-sal; Maluf nunca teve conta no exterior (Jersey), Lula diz que o mensalão nunca existiu. E ambos são honestíssimos.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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CONDENAÇÃO

Vamos acreditar, as pessoas mudam. Maluf vai devolver os milhões à Prefeitura, certamente, na semana que PASSOU.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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NADA MUDA

Realmente, U$S 22 milhões em US$ 1,7 bilhão não muda nada.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DOAÇÃO COM DINHEIRO ALHEIO

Em 2001, Paulo Maluf declarou: "Não sou proprietário de nenhum valor, em nenhuma conta, em nenhum banco ou qualquer paraíso fiscal". Já em 2006, o ex-prefeito declarou: "O dinheiro que encontrarem em meu nome no exterior eu dou desde já à Santa Casa de Misericórdia". Como ele vai dar se o dinheiro não é dele?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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MAIS MÃO DE OBRA... ESPANHOLA

A decisão da presidenta Dilma em aceitar a imigração de jovens espanhóis com conhecimento, em razão do desemprego pelo qual passa a Espanha, é um desrespeito aos jovens brasileiros que saem das faculdades/universidades e ao povo brasileiro. Quantas vezes turistas brasileiros foram humilhados na chegada àquele país ou até mandados de volta? Quando o Brasil passou por recessões, desemprego, eles abriram as portas para o trabalhador brasileiro? Vou mais além, qual país abriu as portas para o trabalhador brasileiro? Lamentável a atitude da presidenta. Deveria ter dito a quem fez o pedido que resolvessem seus problemas. Já não basta termos empresas espanholas no Brasil na área de telefonia, energia elétrica, desrespeitando o povo, etc., ainda vamos importar seus jovens? Por quê?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA OPORTUNIDADE PARA OS EUROPEUS

No caderno Economia & Negócios do jornal O Estado de S. Paulo de 13/11, além de uma importante matéria sobre a Petrobrás que discorre sobre: "com a produção estagnada, a Petrobrás tem recorrido crescentemente às importações para fazer frente ao aumento do consumo de combustíveis no País, resultado de reduções de tributos para estimular a venda de carros. De janeiro a outubro, foram licenciados 3,13 milhão de veículos novos (...)". Isso sem contar que novas montadoras estão chegando ao País, cuja produção, somente de uma delas, chegará a 150 mil novos veículos nas ruas e estradas. A dúvida é: aonde vão circular tantos veículos? Temos estradas e ruas adequadas para essa demanda? Outro ponto importante no mesmo caderno relata a crise nos países da Europa e a disposição do governo brasileiro em receber o imigrante especializado que se dispõe a trabalhar no Brasil. Conforme estudos feitos por uma consultoria o Brasil necessita de mão de obra qualificada, especializada para crescer. Conforme essa consultoria a entrada de mão de obra estrangeira aumentará nosso PIB... Isto é o que a consultoria acha... O problema é que temos boas universidades e a cada ano essas entidades colocam no mercado de trabalho milhares de jovens que lutaram trabalhando de dia e estudando a noite para conseguir realizar o sonho de se tornar um especialista, seja em engenharia, em química, em setores de engenharia elétrica, ciências da computação dentre outros segmentos e, de repente, verá que passaram-no para trás por conta da concorrência dos imigrantes que fogem da crise européia para vir ter em nosso País um emprego especializado garantido pela liberalização governamental facilitada pelas empresas multinacionais. Certamente, essas empresas estrangeiras no País darão ao patrício a oportunidade que não tiveram em seu próprio País, hoje na bancarrota, em detrimento ao funcionário brasileiro, talvez até demitindo-o para dar lugar ao imigrante. Isto acarretará sérias consequências no meio universitário brasileiro incluindo àqueles que estão se formando como os que já estão no mercado a procura de colocação. Onde nossos especialistas encontrarão emprego? Na Grécia, na França, em Portugal, na Espanha? Bom é lembrar, entretanto, que o trabalhador brasileiro nesses países nunca tiveram nenhuma chance. Sempre foram perseguidos e deportados sem nenhuma piedade e, hoje, teremos de recebê-los de braços abertos em detrimento dos nossos formandos, especializados que não encontrarão emprego, porque estará garantido aos estrangeiros que virão em massa. Por que não consultar as Universidades sobre esta possibilidade de importação de mão de obra especializada? Será que essas entidades estarão formando mal nossos alunos e por conta disso importaremos estrangeiros? E se for assim, de que adiantará se formar numa universidade, se especializar se não teremos o emprego, devido a vinda de mais de um milhão de estrangeiros? Portanto, é de bom alvitre proteger o emprego dos brasileiros.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

São Paulo

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CARTILHA

Uma vez aprovada a lei que exige constar da nota fiscal de vendas de produtos e serviços os impostos (porcentuais e valores) incidentes à operação comercial,acho necessário que os empresários se unam e façam uma cartilha simples para ser distribuída ao povo, em linguagem simples, explicando o que significam aqueles índices porcentuais, aqueles valores e o quanto é tomado do cidadão, uma estimativa do valor mensal nacional arrecadado pelos cofres públicos, o quanto é gasto mensalmente com saúde, educação, segurança e outros, assim como o quanto é gasto com o come-e-dorme de políticos, gabinetes de políticos, benefícios de políticos e serviço público. Assim, os beneficiários do bolsa família saberão que quase a metade daquela merreca que os compra, volta para o bolso do seu "generoso" cedente. Deve lembrar também a cartilha, que o cidadão ainda paga IR, IPTU, IPVA. Não existe nenhuma dificuldade de implantar isso, em plena era da informática.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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ESCLARECIMENTO AO CONSUMIDOR

Podemos comemorar uma vitória da cidadania com a aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei n.º 1.472/2007 (regulamenta o § 5º do art. 150 da Constituição federal), que trata dos necessários esclarecimentos aos consumidores e contribuintes sobre a carga tributária que incide na aquisição de produtos, mercadorias e serviços. Sou um dos co-autores, juntamente com Walter Carlos Henrique (OAB/SP) e Gastão Toledo (Associação Comercial de SP), do texto original elaborado em 2006 deste projeto de iniciativa popular que obteve mais de 1,2 milhão de assinaturas. A população não tem noção de que é contribuinte a todo momento, e a discriminação na nota fiscal ou em painel eletrônico nos estabelecimentos, vai permitir a identificação dos valores dos tributos que elevam o preço das mercadorias e produtos, incentivando a sociedade a protestar contra os recordes da arrecadação e exigir a devida aplicação da receita tributária nos serviços públicos obrigatórios, o que não ocorre em nosso país.

Luiz Antonio Caldeira Miretti miretti@approbato.adv.br

São Paulo

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IMPOSTOS EXORBITANTES

Alguns de nossos governantes são altamente competentes em arrecadar e utilizar nossos impostos, e sempre em causa própria. O custo de manutenção anual de cada parlamentar (apenas os custos contabilizados) fica acima do orçamento de alguns municípios brasileiros. Senhores, seria hora de elucidar nosso governo o que é competência? Competência para governar o País, e não suas próprias finanças.

Mário Luís Buck mlbuck@coocrelivre.com.br

Orlândia

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POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Parabéns ao jornal O Estado de S. Paulo, que na edição de domingo mostrou a incompetência de milhares de prefeitos que não vão cumprir com o prezo para colocar em prática suas políticas de resíduos sólidos. Evidentemente que a principal queixa e a falta de recursos, pois os políticos só se preocupam com o dinheiro, mais e o projeto? Será que falta dinheiro? Ou falta o projeto? Antes de reclamar e bom ressaltar que o prazo estipulado pela lei foi de quatro anos, no entanto a incompetência da maioria dos prefeitos não permitiu enxergar a importância da lei na concepção ambiental. O que fazer senhores incompetentes (prefeitos) conscientizar a população em suas cidades e mostrar como fazer, e implementar a coleta seletiva, fazer uma planilha de aspectos e impactos ambientais onde deverá conter todo tipo de aspectos e seus impactos desde dos mais significantes a uma simples folha de jornal, feito isso providenciar centro de triagem do centro de triagem tem ainda a logística para o aterro sanitário, qualquer aluno do curso de gestão ambiental ou técnico em meio ambiente pode colaborar, ou até mesmo as escolas técnicas, isso, é claro, em cidades com prefeitos atuante. E o aterro? Ah, este não vejo prefeitura alguma construindo aterro sanitário mesmo porque existe um grau de complexidade que podemos observar um pouco abaixo. São basicamente todo o processo para construir um aterro sanitário: estudos, geológico, geomorfológica, pedológico, hídrico, hidrológico, climatológico impermeabilizações e socioeconômico. Custos: segundo a Confederação dos Municípios (CNM) para atender todas as cidades seria necessário R$ 65 bilhões. Todos esses estudos resultarão em dois documentos que são, Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima). Ainda tem a licencia previa, de instalação e a de funcionamento. A solução: a solução será se juntar com os municípios vizinhos e fazer parcerias público-privadas (PPPs). Tempo, como aqui no Brasil tudo é demorado ou rápido demais, quando se atende a lei é demorado, quando se finge que atende tudo se resolve em meses, mas aqui para efeito legal este processo de aprovação, o tempo pode variar entre um ano e meio a dois anos.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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TUDO ATRASADO NA COPA

A previsão se confirma e as obras necessárias para a realização da Copa estão atrasadas. O que mais irrita é que as obras de modernização e ampliação dos meios de transporte tanto rodoviário como ferroviário e aeroviário, que seriam o grande legado da Copa para a população brasileira, são as mais atrasadas e até inexistentes. Teremos maravilhosas arenas, desproporcionais em relação às populações das cidades onde serão construídas, como a arena Mané Garrincha em Brasília, com mais de 70.000 lugares e sem meios confortáveis de acesso. Pensando bem e visto as últimas polemicas em relação aos presídios federais, essas arenas, depois da Copa, pelo seu gigantismo e pela inexistência de bons acessos, serão dependências ideais para serem transformadas em modernos presídios federais...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ERA ESPERADO

Alguém tinha dúvidas de que as obras para a Copa estariam atrasadas quando se estivesse próximo ao evento, como nos mostrou artigo no caderno Opinião de domingo? Tudo terá de ser feito para ontem, com liberação de recursos e sem licitação. Assim aquele chefão fica com tanto, o chefinho com um tanto a menos, os seus aspones com um tiquinho, os apaniguados dos apaniguados com outro tiquinho, etc., etc. As obras que deveriam custar x têm seu preço elevado para 3x, com todos os predadores da economia pública se divertindo às custas do erário. Enquanto isso, o povo pensa no celular novo, no rebaixamento do Palmeiras, na cerveja do fim de semana com os amigos, no que pedir na brincadeira de amigo secreto, e esquece que faltam segurança, hospitais, escolas, salário justos para professores, policiais...

Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@gmail.com

Osasco

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PALMEIRAS REBAIXADO

Depois de exatamente dez anos e um dia o Palmeiras é rebaixado pela segunda vez para a série B, futebol é assim mesmo. Até o ex-goleiro (são) Marcos já profetizava essa queda. Agora resta perseguir e conseguir um título inédito, bi da série B, dos males o menor. Enquanto o Corinthians, o arqui-rival ruma para o Japão atrás de mais um título mundial. Em 2013 os três grandes clubes paulistas, Corinthians - Palmeiras e São Paulo, disputarão a Libertadores. O torcedor só tem uma alternativa, continuar torcendo.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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