Fórum dos Leitores

STF

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2012 | 02h03

Ainda a posse de Barbosa

A brilhante posse do ministro Joaquim Barbosa, a que a maioria dos brasileiros assistiu, mostrou o tanto que ele agradou à sofrida população com sua conduta. Fez o que todo o povo desejava e não tinha poderes para concretizar. A corrupção no governo constrange todos os que pagam os seus impostos em dia. Em consequência de sua coragem moral, ganhou a simpatia de todos. Qualquer de suas próximas ações já ganha o apoio total dos eleitores brasileiros e sua excelente visibilidade o faz candidato vencedor a qualquer cargo eletivo. Apenas a presidente Dilma Rousseff foi a nota dissonante, com sua formalidade e sua cara fechada. Dilma mostrou-se contra o povo que a elegeu. Deve ter perdido alguns pontos na sua aceitação pública.

JOÃO COELHO VÍTOLA

jvitola@globo.com

Brasília

Constrangimento

Nunca antes na História deste país uma posse no STF foi tão concorrida como a do presidente Joaquim Barbosa. Pelo protocolo, lá estavam a presidente Dilma, os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Marco Maia, além de outras autoridades convidadas. Ambiente festivo, todos alegres, artistas, juristas, ministros, em especial os que acompanharam sua bem-sucedida carreira, pela via da educação, mas, principalmente, como o grande relator do mensalão, cujo julgamento já produziu muitas sentenças contra maus políticos e outros. Triste e constrangedor foi que Dilma e Sarney não conseguiram esboçar um sorriso sequer. Tristeza de poucos, alegria e felicidade de muitos. E vivam a democracia e a liberdade de expressão para o povo brasileiro!

JOSE PEDRO NAISSER

jpnaisser@brturbo.com.br

Curitiba

Desfeita

Por que Dilma cumprimentou tão displicentemente o ilustre ministro Barbosa e calorosamente, com dois beijinhos, Ricardo Lewandowski? Será porque o novo presidente do STF e do CNJ condenou os seus parceiros do PT?

CECILIA CARMEN JUNQUEIRA

cecilia.junqueira@terra.com.br

Porto Ferreira

Que deselegância!

Lamentável a cara de tacho de Dilma. Como anotou Dora Kramer, "destacou-se pela deselegância num momento de homenagem".

MARCOS A. DE MENEZES FREITAS

mmenezesfreitas@uol.com.br

São Paulo

ENERGIA ELÉTRICA

De apagões e 'apaguinhos'

A cuidadosa leitura do artigo do ilustre professor José Goldemberg 'Apagões' e política (19/11, A2) e minha responsabilidade de diretor-geral do ONS fazem necessário manifestar-me, do ponto de vista estritamente técnico, sobre seu conteúdo. Não posso concordar com a opinião do eminente professor de que estejamos passando por situação parecida com a da crise que resultou no racionamento de energia de 2001, pelos seguintes motivos: 1) O Sistema Interligado Nacional (SIN) conta hoje com uma rede de transmissão mais extensa, mais de 103 mil km, possibilitando intercâmbios de energia entre regiões, que permitem enfrentar situações hidrológicas adversas, como na Região Sul no inverno de 2009. Em 2001 a rede tinha cerca de 70 mil km. 2) A geração térmica atualmente existente corresponde a 21,33% da capacidade instalada total e utiliza diferentes tipos de combustíveis (carvão, urânio, GNV, GNL, óleo, diesel e biomassa), sendo mais efetiva como complemento da geração hidrelétrica predominante. Em 2001 essa geração correspondia a apenas 10,3% do total. 3) As regras e os procedimentos operativos hoje utilizados pelo ONS evoluíram com a adoção das curvas de aversão a risco e dos procedimentos operativos de curto prazo, permitindo melhor gestão dos recursos disponíveis para o atendimento aos consumidores. Essas ferramentas de decisão não existiam em 2001. Os recentes desligamentos enfrentados pelo sistema não têm relação com a situação do abastecimento energético. A análise dessas perturbações tem mostrado haver uma diversidade de causas: fenômenos atmosféricos, defeitos de equipamentos e falhas de sistemas de proteção. O termo "apaguinho", tão duramente criticado pela imprensa, foi usado apenas para diferenciar desligamentos generalizados e descontrolados (apagões) do que ocorria naquela situação, com cortes de carga planejados e controlados, por meio de sistemas automáticos de proteção, necessários para evitar a propagação de um defeito localizado na rede, que, aí, sim, mereceria o uso do aumentativo. Por fim, e atendo-me apenas à análise técnica da questão, gostaria de me colocar ao lado do professor Goldemberg na defesa da construção de usinas hidrelétricas com reservatório, quando factível, pela comparação de seus custos e benefícios para toda a sociedade. Como responsáveis pela operação do SIN, acreditamos que uma matriz elétrica diversificada, aproveitando todos os recursos naturais do País, suportada por uma rede elétrica robusta, é essencial para o desenvolvimento.

HERMES CHIPP

jussemara@ons.org.br

Brasília

HERÓIS DE 1932

Esclarecimento

O leitor sr. Ary Canavó (Obelisco e pensões, 20/11) está equivocado. A revitalização no Obelisco/Mausoléu dos heróis de 1932, patrimônio histórico tombado pelos conselhos estadual e municipal, depende de projetos específicos que atendam às necessidades para uso do espaço, sem prejuízo da preservação de suas características históricas e arquitetônicas. Esses projetos, como anunciado, estão em fase de conclusão e em janeiro deve ser lançado o edital da obra. Quanto às pensões, o governador Alckmin sancionou em 5/9 o Projeto de Lei 476/12, que passou a vigorar como Lei 14.849, aumentando-as em 58,5%. O benefício foi pago retroativo a julho em folha suplementar de 5/10.

VINICIUS TRALDI, Assessoria de Imprensa governo do Estado

vtraldi@sp.gov.br

São Paulo

ORIENTE MÉDIO

Parcialidade

No artigo A segurança e a força (22/11, A2), de Demétrio Magnoli, o autor não consegue esconder sua parcialidade, apesar das diversas citações literais e referências históricas utilizadas com habilidade para tentar passar a ideia de que se trata de uma análise imparcial e fundamentada. Também sou contrário à alternativa bélica para resolver esse complexo conflito, mas, pelo que se conclui do texto, a responsabilidade pelos ataques caberia exclusivamente ao Estado de Israel. Afirmar que o assassinato de Ahmed Jabari foi o evento que deflagrou a atual crise é distorcer os fatos e omitir que essa ação foi precedida por uma série de ataques desferidos a partir da Faixa de Gaza em direção ao território israelense. Acredito que a correta exposição dos fatos, sem maniqueísmos nem prejulgamentos, valoriza a defesa de uma saída negociada e sem violência, tese da qual sou partidário. Em contrapartida, distorções e omissões apenas servem para acirrar os ânimos e alimentar posições fanáticas, dos dois lados.

SIMON WIDMAN

simon.widman@esp2.com.br

São Paulo

 

GROSSERIA

Nunca vi grosseria tão grande com a atitude da presidente Dilma Rousseff na cerimônia de posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Cara emburrada, sobrancelha em riste e, ao cumprimentar o ministro, estendeu a mão mole, em sinal de desprezo. Mau sinal, presidente... A falta de educação e a prepotência como uma convidada de honra a mostraram pequena, infantil e muito aquém do comportamento exigido pelo seu cargo. Era melhor não ter ido à festa, evitando que convidados do ministro se constrangessem com a falta de educação.

Ruy Colamarino 1945.ruy@gmail.com

São Paulo

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DISSE TUDO

A foto em primeira página do Estadão de 23/11, da presidente Dilma com o ministro Barbosa, para quem aprendeu a “ler o frontispício” humano, diz tudo e mais um pouco sobre o caráter de cada um.

J. André Bagatin Andre@bagatin.com.br

São Paulo

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SOB ENCOMENDA

Pela foto estampada na primeira página da edição de 23/11/2012, a presidente da República desmereceu o cargo que ocupa. Se foi à posse do ministro Joaquim Barbosa no cargo de presidente do STF, chefe de um Poder de Estado, tal como ela o é, para grosseria encomendada pelo ex-presidente da República, evidenciou a baixa qualidade pessoal para o exercício do cargo, o que, a propósito, é a marca registrada de seu partido. Que feio, Dona Dilma, que feio!

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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CARA FEIA

No exato momento em que deveria abrir um largo sorriso (foto de capa da edição de ontem do Estadão) e se juntar aos milhares de brasileiros agraciados com a presidência de um cidadão do quilate de Joaquim Barbosa no STF, Dilma Rousseff exibe a cara fechada inequívoca de quem não comunga das raras boas conquistas de seu povo. É possível enxergar, por detrás da criatura, a face revoltada de seu ardiloso criador, a quem a senhora se obriga a vassalagem e cujos interesses Barbosa ignorou com a força da lei. E ainda há quem pense que ela pretenda se dissociar de seu mestre... Está apenas esquentando lugar e guardando a vaga, se nós, a raia miúda, não abrirmos corretamente nossos olhos.

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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CADÊ A ‘TARIMBA’?

Estranho e inoportuno o semblante da presidente Dilma, já que tem “tarimba” e postura adequadas nas várias conferências no exterior – para não dizer desagradável, pelo cargo que ocupa.

Rosalvo Lopes da Silva rosalvo.lopes@terra.com.br

São Paulo

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NADA REPUBLICANA

A foto publicada ontem no Estadão, da cerimônia de posse do novo presidente do STF, mostra o patético contraste entre o sorriso tranquilo do Joaquim Barbosa e a carranca contrafeita da Dilma Rousseff. No momento em que a atuação firme do STF no julgamento das tenebrosas transações do mensalão traz alvissareiras perspectivas de indispensáveis mudanças no funcionamento do sistema judiciário, a expressão intencionalmente ressentida da presidente (mantida ao longo de toda a solenidade, como mostraram as TVs) é um penoso retrato da suposta majestade que se atribuem os ocupantes do Poder Executivo. Essa atitude nada republicana é uma clara ofensa aos anseios de mudanças positivas da população brasileira.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DESCORTÊS

Vergonhosa a cara enfadonha de Dona Dilma, na foto estampada na primeira página do Estadão de 23/11, ao cumprimentar o ministro Joaquim Barbosa na posse como presidente do STF. Uma atitude descortês de quem se julga melhor que qualquer simples mortal. Se não pode ser espontânea e afável, que pelo menos fingisse. Enfim, são coisas de pessoas não dotadas de espírito corretamente político.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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A FOTO

Em foto na primeira página do Estadão de ontem (23/11), vemos a presidente da República cumprimentando o presidente do STF então empossado. Não sei se notei bem, mas só o ministro mostrou seus dentinhos, em contido sorriso. A presidente não fez ver seus dentinhos, sempre tão proeminentes. Aparentemente deveria estar a sofrer algum incômodo psicossomático. Outra observação, não sei se procedente, foi o aperto de mãos entre os protagonistas. Aparentemente um aperto muito frouxo. À Nação conviria que a imagem fosse “decodificada” por especialistas, que esclareceriam suas sutilezas.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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QUANTO VALE UMA IMAGEM

Foto do aperto de mão e semblante de Dilma cumprimentando Barbosa fala mais que mil palavras.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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RAIVA

A foto da primeira página do Estadão de ontem (23/11) mostrou claramente a expressão de raiva da Dilma ao cumprimentar o ministro do STF Joaquim Barbosa. Por que será?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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SORRISO AMARELO

Na foto da primeira página do Estadão de ontem, 23/11, ficaram estampadas a “alegria” e a “satisfação” com que a presidenta cumprimentou o ministro Joaquim Barbosa em sua posse. A imagem diz tudo.

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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PRÊMIO DE JORNALISMO

A foto de Dida Sampaio publicada na primeira página do jornal de ontem mostrando a presidenta cumprimentando o ministro Barbosa merecia receber um prêmio de jornalismo. Nunca ninguém fotografou o ódio com tanta fidelidade. Parabéns a todos.

Osmard Andrade Faria oafaria@terra.com.br

Florianópolis

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IMAGEM

Segundo conhecido provérbio chinês, uma imagem vale por mil palavras. A excelente foto estampada na primeira página do Estadão de ontem, 23/11/2012, mostra a presidenta Dilma cumprimentando com má vontade o ministro Joaquim Barbosa por ocasião de sua posse como presidente do STF. Como relator do mensalão, Barbosa ameaça colocar atrás das grades vários cumpanheiros da presidenta. Daí o cumprimento á contragosto e a validade do provérbio.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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ESTRANHO

Significativa a foto de capa do nosso Estado de ontem, onde aparece a nossa presidente cumprimentando o novo presidente do STF. Ele, com um simpático sorriso e mão firme; enquanto ela, com a mão frouxa e um aparentemente desconfortável sorriso. Estranho, né?!

Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

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O ALGOZ DOS COMPANHEIROS

A nossa presidente saiu muito mal na foto cumprimentando o ministro Joaquim Barbosa, sem nem sequer esboçar um sorriso, não olhando para ele e estendendo a mão com total desprezo. Uma vergonha. Será pelo motivo de ele ter condenado os companheiros?

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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CONSTRANGEDOR

Para comparecer com aquela cara emburrada e de poucos amigos na posse do grande Joaquim Barbosa, bem teria feito a presidenta Dilma de ter ficado em casa e dado uma desculpa qualquer. Foi constrangedor.

Regina Ulhoa Cintra regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

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QUE ARROGÂNCIA!

Na foto da capa do Estadão de ontem vemos Dilma Rousseff cumprimentando com um aperto de mão inexpressivo, frio e totalmente formal o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, por ocasião de sua posse. E também seu péssimo e contagiante aspecto visual, expressando mais lamentação do que felicidade e aprovação. Dilma mostrou que de fato nas filas da simpatia, do carisma, da gentileza e da humildade ela não deve ter passado antes de se juntar a nós, pobres mortais!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ELA NÃO GOSTOU

A foto da presidente Dilma Rousseff (23/11) “carrancuda” na posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do STF deixa claro que ela não gostou do resultado do julgamento do mensalão. A presidente Dilma, bem como o partido PT, assim que tem uma oportunidade, sempre se esforça para subestimar a decisão do STF.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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TEVE DE ENGOLIR

A foto de primeira página do Estado de ontem (23/11) exibiu a presidente Dilma cumprimentando o novo presidente do STF, Joaquim Barbosa, com uma cara de quem “já está porraquí”! Não sei se aquela carranca é de quem comeu e não gostou ou de quem não gostou, mas teve de comer, mastigar e... engolir na marra. O que é isso, presidente? Isso ainda é só o começo do que está por vir...

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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PAPELÃO

Melhor seria a presidente Criatura não ter ido à cerimônia de posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do STF, do que ir e ficar o tempo todo fazendo caras e bocas de desagrado e servindo para confirmar que ela é ninguém, apenas mais uma marionete do Lula, que a mandou ir mas com a ressalva de mostrar ser apenas por exigência de cargo. Basta olhar as suas fotos fazendo cara e bico de aborrecimento durante todo o tempo da cerimônia e mais ainda aquela em que dá apenas a ponta dos dedos no cumprimento ao ministro, como se a mão dele fosse contagiá-la de alguma doença. Papelão, né não?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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SEM GRAÇA

Presidente Dilma, sem sorriso e sem abraços, apenas um tímido aperto de mãos (foto 23/11, A1).

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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LINGUAGEM CORPORAL

Impressionante a foto da presidenta Dilma Rousseff com o ministro Joaquim Barbosa na primeira página da edição de ontem, 23/11/2012. Peçam a um estudante do 1.º ano de Psicologia para fazer a leitura corporal da presidenta e tenho quase certeza de que ficaremos surpresos.

Ivan Pinto ivan.maluf@hotmail.com

Belo Horizonte

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SUSTO

Ao ver a expressão da presidente na primeira página do Estadão de ontem (23/11), assustei-me. Ela não consegue disfarçar a indiferença, não sorri e até um aperto de mão ficou feio: seria melhor não comparecer. Parabéns, ministro Barbosa, que Deus o ilumine!

Vilma Frediani Moura vilma.frediani.moura@terra.com.br

São Paulo

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AFEITA A MALFEITOS

A cara de “que é que eu tô fazendo aqui” mais a mão mole que Dona Dilma dá ao Dr. Joaquim Barbosa nos mostram que ela é mais afeita a “malfeitos”. Vamos lá, Dona Dilma, graças a ele o Brasil está melhor e nosso orgulho em ser brasileiro está voltando.

Cecilia Centurion http://www.ceciliacenturion.com.br/

São Paulo

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CONFIRMAÇÃO

Mais do que óbvio: o PT achou que, tendo nomeado alguns ministros para o STF, os acusados do partido envolvidos no mensalão estariam infalivelmente a salvo dos rigores da lei. O semblante visivelmente amarrado (e previamente estudado) da presidente na posse do Joaquim Barbosa não contraria essa assertiva.

Eurico Buzaglo eurico_buzaglo@uol.com.br

São Paulo

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UMA FOTO SIGNIFICATIVA

O Estadão publicou ontem (23/11) em sua primeira página uma foto colorida e destacada da presidente Dilma cumprimentando o novel presidente ministro Joaquim Barbosa em sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal, logo após seu curto discurso de empossado. Com a devida vênia do Estadão, acho que aludida foto merece minha modesta interpretação. Enquanto o empossado num sorriso aberto agradece a presidente com um aperto de mão, esta, com um semblante constrangedor e lábios cerrados, dá-lhe somente a ponta dos dedos, como que querendo demonstrar que veio à sua posse por dever de ofício, e não para prestigiá-la. E também o mesmo para com o STF. Aliás, a presidente Dilma permaneceu durante toda a solenidade de posse como entrou e saiu do palácio: surda e muda, por causa das justas condenações dos seus mais altos apaniguados e corruptos políticos componentes do famigerado mensalão. Seu comparecimento o foi, como já disse, por dever de ofício e, como dizem os franceses: Noblesse oblige.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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DESPREZO

Na foto da capa do Estadão do dia 23/11, Dilma cumprimentando com desprezo o ministro Joaquim Barbosa é surreal. Quisera ela ter 10% da cultura do ministro!

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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INTERROGAÇÃO

A foto da primeira página do Estadão do dia 23/11 registra a realidade: ministro Joaquim Barbosa, com um sorriso tranquilo, demonstrando uma consciência em paz pelos atos de justiça, e a presidente Dilma estampa um semblante de insatisfação com a condenação justa de seus companheiros e, talvez, com ar de interrogação, sobre quem serão os próximos a ser julgados.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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QUEM VÊ CARA VÊ CORAÇÃO?

Presidente Dilma, desculpe-me, mas não pretendo ser intrometido, indelicado e espero estar enganado. Mas sua expressão facial de desconforto e desagrado durante a posse do ministro Joaquim Barbosa, se estiver relacionada com algum problema de natureza pessoal, dá para entender. Caso contrário, foi de lamentar.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DILMA E A CARRANCA

Dilma de cara fechada na posse de Joaquim Barbosa foi o ponto negativo de tão importante cerimônia. Até os cumprimentos foram díspares: a distância, para o novo presidente do STF; e aos beijinhos, para o Lewandowski. Fez um deselegante papel mostrando seu descontentamento com os rumos tomados pelo novo ministro que não pôs panos quentes no processo do mensalão. Era melhor não ter comparecido, pois mostrou sua parcialidade incompatível com seu cargo. Lamentável!

Leila E. Leitão

São Paulo

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A MEIGA PRESIDENTA

Toda a imprensa comentou acerca da “carranca” da presidenta Dilma durante a posse de Joaquim Barbosa no STF. Nada de risinhos falsos. Mas há uma foto estampada em todos os jornais do País que mostra uma Dilma extremamente meiga, ajeitando a famosa capa de Joaquim quando esse se levantara para fazer seu discurso. Onde se conclui que a tal “carranca” nada tinha que ver com o evento, nem tampouco com o ilustríssimo ministro.

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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O MINISTRO E A RAZÃO

Cumprimento o ministro Joaquim Barbosa. Vindo de família humilde, conseguiu com esforço e dedicação chegar ao “topo” do Judiciário brasileiro. Presumo que Joaquim Barbosa foi uma excelente escolha para comandar o Supremo Tribunal Federal (STF). Até porque o Brasil necessita de homens como ele, que trabalha com a razão, pois daqueles que trabalham com o “coração” nosso país anda cheio.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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JOAQUIM BARBOSA, O CARA

Quantos brasileiros reúnem as credenciais de Joaquim Barbosa? Certamente, muitos. São pessoas que venceram na vida por méritos próprios. As credenciais do ministro agora presidente do STF enchem de orgulho aquelas pessoas que lutam todos os dias para ser alguém na vida. Não é a sua cor que conta, mas a sua formação intelectual e acadêmica compatível com o cargo. Há exemplos de ministros que, mesmo sem reunir tais credenciais, estão no STF, envergonhando aquela Casa. O orgulho do brasileiro hoje é ver que um cidadão de brio não se curvou aos gritos dos “heróis” com pés de barro. Barbosa é real, tem firmeza, independência e inteligência. Falar quatro idiomas não é para qualquer curioso, e ter a coragem para relatar uma ação tão escabrosa que dormiu por sete anos sob a proteção daqueles que não queriam ver a verdade descoberta é o maior ganho ao País. O que se viu no julgamento do mensalão jamais será esquecido. Parabéns, ministro, o senhor é o exemplo vivo de que a retidão de caráter e a honradez a gente traz do berço. Joaquim Barbosa, com todo respeito, você é o cara de que este país precisa.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SEM RODEIOS E FIRULAS

Sem rodeios e sem firulas, ministro jogará literalmente na defesa e para frente, será “bécão” e justíssimo. Será Barbosão ou Joaquinzão? Penso que é melhor Barbosão, pois o outro lembra sindicalista e sindicalista faz firula e rodeios, eles nunca correm para frente em direção ao gol, somente para as laterais, a plástica parece bonita, mas a objetividade é nula (vide lance do Denílson contra a Turquia na Copa do Mundo de 2002.).

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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O SEGREDO É EDUCAÇÃO

Está correndo pela internet um vídeo em que o ator americano Morgan Freeman, numa entrevista, despreza totalmente esta história de consciência negra e diz que não há comemoração da consciência branca, judaica, pele-vermelha ou qualquer outra e ao ser perguntado sobre como eliminar racismo diz que é só parar de falar sobre isso, que ele é um homem assim como seu entrevistador (branco e judeu) também é. Na posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do STF, o que mais se falou foi sobre a cor de sua pele: primeiro negro a ser isso ou aquilo. O fato é que nem é o primeiro negro a fazer parte do STF, no começo do século passado doid outros ministros também eram negros. Joaquim Barbosa é uma pessoa que nasceu muito pobre, mas estudou muito e se destacou pela sua persistência e obstinação. O fato de ter a pele escura não o ajudou em nada, mas também não o deteve. Se fosse um branco pobre, teria sido diferente? A política de cotas raciais corre na mão inversa da premiação da qualidade e do esforço pessoais. O que precisamos é de qualidade de ensino nas escolas públicas. Como isso é muito mais difícil e desafiador para os governos, fica mais fácil premiar outros fatores que independem do trabalho, da dedicação e do esforço, sem falar na demagogia e ideologia vesga. Aliás, para falar a verdade, o que falta mesmo no Brasil é quem se disponha a exigir trabalho e qualidade em tudo.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ORGULHO

Sobre o batalhador Barbosa: “Enquanto um negro em cima é orgulho porque entra pro STF com o próprio esforço, dezenas nas cadeias esperam uma “cota”. É bom olhar para baixo.

Samir Antun cesafasa@ig.com.br

São Paulo

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PODER E AUTORIDADE

De vez em quando, em cada nação, surge alguma figura conhecida como “estadista”, que quer dizer o líder que, além do poder, tem a autoridade, que significa sabedoria. Assim foram Mauá ou Rui Barbosa no Brasil, como Lincoln ou Kennedy nos EUA, etc. O poder é circunstância sempre pessoal, ainda que dependa da oportunidade, em geral é faculdade nata. Autoridade é conhecimento e se adquire com trabalho e instrução. O estadista consegue juntar as duas coisas. O ditador tem o poder, ainda que seja um energúmeno como autoridade, e a história mostra pencas deles. Alexandre foi um estadista, como Hitler ou Stalin meros ditadores como Nero e outros dinossauros da política. É evidente que a política brasileira é cheia de poder, e vazia de autoridade, o ministro parece surgir como o arauto de uma nova leva de políticos, para desbancar os simples politiqueiros que ainda governam o Brasil desde Colônia. Oxalá os ventos comecem de fato a mudar!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ESFORÇO E ESTUDO

O ministro Joaquim Barbosa é uma prova inequívoca de que apenas com esforço e estudo é que se alcança o sucesso sem a famigerada “cota” racial, que se confronta com a Constituição federal, onde está claro que todos são iguais perante a lei e as oportunidades.

Miguel Ribeiro da Silva mrsierra@ig.com.br

São Paulo

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REFERÊNCIA NACIONAL

A merecida popularidade da ascensão a presidência do STF de um afrodescendente que lá chegou pelos seus esforços e méritos de longos anos de estudo é emblemática. A sua referência para toda a opinião pública, pela sua ilibada e técnica atuação na mais alta Corte do País, deve inspirar principalmente a juventude brasileira, que tanto precisa de exemplos desse naipe, que sirvam para que ela possa dar continuidade ao atual processo civilizatório que estamos vivenciando.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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OS QUATRO ELEMENTOS

Tenho exemplos de vida: em Pelé, a emoção e a alegria, o fogo; nos Beatles, a leveza e a beleza do som, o ar; em Senna, a agilidade e o frescor da água. A firmeza de Joaquim Barbosa, me faz pensar, será a terra?

Nelio nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

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UM GRANDE EXEMPLO

Joaquim Barbosa, como Lula, nasceu na camada mais humilde da população. Diferentemente de Lula, não precisou se aliar à escória política do País para alcançar seus objetivos. Também não precisou mentir, enganar e subornar para aparecer. Joaquim Barbosa simplesmente trabalhou muito, estudou muito, aprendeu muito e seu esforço foi recompensado. Diferentemente de Lula, o presidente do STF é um grande exemplo a ser seguido.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DINAMITE

Nunca antes na história deste país um negro de toga preta assumiu a presidência do STF e para dinamitar a corrupção que desgoverna a Nação.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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O DIA DO MENSALÃO

No momento em que se dá destaque à posse do novo presidente do STF, o ministro Joaquim Barbosa, que é o relator do processo do mensalão e que chamou a atenção por suas opiniões que merecem contestações e por ser o primeiro negro a ocupar cargo tão importante, um senador dito de oposição dá uma demonstração de oportunismo e apresenta um projeto criando o dia do mensalão. O tal de Mário Couto, esse o seu nome, por certo quer aparecer na mídia. E desviar a atenção das acusações que são feitas a governadores filiados ao seu Partido, envolvidos com o Carlinhos Cachoeira. E não cita também o “mensalão mineiro”, com a participação do ex-presidente dos tucanos, um ex-governador de Minas. Um senador tem de dar mais atenção a questões que envolvem os interesses da sua comunidade. E esse mesmo parlamentar recentemente afirmou em discurso que o Congresso tem muitos ladrões. Como ele explica sua omissão na identificação dos acusados? É de se lamentar essa postura de um senador.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ALGUMAS CAUSAS DO CAOS NA JUSTIÇA

Na posse glamurosa do primeiro negro no cargo de presidente da Suprema Corte, os discursos ligeiros não propiciam o aprofundamento do diagnóstico sobre a crise da justiça brasileira. É necessário observar que não são as grandes camadas populares os responsáveis pelo atravancamento do Judiciário, mas, em primeiro lugar, o Estado (União, Estados-membros e municípios), seguido das grandes corporações monopolistas. No primeiro caso, como justificar a avalanche, por exemplo, de ações procedentes contra a Previdência? O segundo revela a inanidade fiscalizatória das agências reguladoras. Considere-se ainda o litígio praticamente gratuito na Justiça do Trabalho, especialmente em relação aos empregadores, com suas querelas rentáveis. Se começamos a trilhar o caminho jurisdicional da seriedade, há de se abolir a leviandade e os interesses inconfessáveis no deixar que um dissídio seja desestimulado às soluções extrajudiciais.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA EM SÃO PAULO

Dizem por aí que o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, o ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira, antes de ser indicado por Geraldo Alckmin, foi aprovado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e já trouxe na mochila um plano pronto, lição de casa que Cardozo lhe passou. A ser verdade este buchicho, pode-se concluir que Alckmin foi cooptado? No meu entender, não. De repente a máquina demolidora do PT foi – toda ela – colocada a serviço do partido contra o governo tucano paulista, com requintes de maldade inconsequente, e Alckmin resistiu o quanto deu. Entregou os pontos ao perceber que nada deteria esta guerra, não importa quanto sangue fosse derramado. O PT tem metas a cumprir! Minha preocupação é a seguinte: como poderemos nós, paulistas, deter esta máquina, impedir que em 2014 se apossem de São Paulo como já se apossaram do Brasil?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SEIS POR MEIA DÚZIA

A troca de comando na Secretaria da Segurança de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto por Fernando Grella Vieira, será o mesmo que trocar seis por meia dúzia. Não se discute a capacidade de ambos, pois, já mostraram muita competência ao longo de suas vidas. Enquanto o exército de 140 mil homens, segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não receber realmente o que merece, ou seja, treinamento específico para a função e melhor remuneração, a bandidagem do Estado continuará a mandar no jogo. Não bastam uma arma, um uniforme e uma viatura, sinônimos de poder, aos integrantes desse contingente e dizer pomposamente: você é um soldado da PM, boa sorte. Terão realmente de ser muito sortudos. Enquanto alguns são assassinados, outros cometem barbáries, em razão da precária instrução e da falta de preparo psicológico, princípios básicos para a formação de bons soldados.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmai.com

Jundiaí

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GUERRILHA URBANA

A onda de assassinatos que barbariza São Paulo tem suscitado os mais variados comentários. Um deles, bem a gosto de alguns políticos de muita retórica e pouca práxis, é considerar a condição precária do nosso sistema carcerário a causadora dessa verdadeira guerrilha urbana, como se essa precariedade não fosse muito antiga e bem conhecida por eles. A análise fria do patético pronunciamento do ministro da Justiça que disse preferir morrer a ser hóspede das nossas cadeias, foi, na realidade, muito mais um estímulo à contumaz audácia dos criminosos do que uma manifestação humanista. Foi, sem dúvida, mais uma boa desculpa para os delinquentes que circulam livremente pela cidade graças à leniência das nossas leis, justificarem as barbaridades e os atos de vandalismo que cometem. Todos sabem que o precário controle das nossas fronteiras – responsabilidade do governo federal – por onde entram as drogas e as armas é, estrategicamente, a maior fonte alimentadora do banditismo que impera entre nós.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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RAZÕES POLÍTICAS

Gostaria de saber a razão de a mídia não mostrar a violência que ocorre em outras unidades da Federação, especialmente nos Estados e capitais onde o PT dirige. A Bahia, de Jacques Wagner, e outros do Nordeste, tem uma alta incidência de violência e mortes enorme, mas a mídia só se concentra em São Paulo e Santa Catarina. Qual a razão de nunca serem enfocados outros Estados? Certamente, razões políticas, visando às eleições de 2014.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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EM BRASÍLIA, SÓ PROPAGANDA

Nunca o brasiliense viveu dias de tanta insegurança como os que está vivendo agora. Não há ninguém, entre as pessoas de todas as classes sociais, que não se mostre literalmente apavorado com o aumento da criminalidade no Distrito Federal. Tanto no chamado Plano-Piloto como nas Cidades-Satélites e na Região do Entorno, a violência cresce assustadoramente,sem que o governo local tome providências efetivas que requerem urgência,sob pena de que pessoas inocentes, honestas e trabalhadoras engrossem o número das estatísticas de vítimas fatais. Nas áreas de saúde e educação públicas, a população também sofre com o abandono a que foram relegados estes setores, que juntamente com a segurança pública devem ser a prioridade de qualquer governo sério e responsável. Há poucos dias uma criança recém-nascida morreu porque não conseguiu vaga numa UTI, não obstante seus pais terem conseguido, na Justiça, ordem para imediata internação. Tanto na saúde como na educação não precisa ser nenhum especialista no assunto. Basta que se faça uma visita a qualquer hospital ou escola pública para que se verifique in loco, as precárias condições em que se encontram. No caso da segurança, é só ligar o rádio, a televisão, acessar a internet ou abrir o jornal para tomar conhecimento da violência que assola a capital do País. Apesar dessa situação caótica o governo é generoso ao gastar em publicidade. Para isso não faltam verbas. Contrata para fazerem propaganda, gente famosa como Oscar, do basquete, e o músico Dinho Ouro Preto, além de exibir na TV anúncios onde a saúde e a educação públicas beiram a padrões escandinavos. Uma vergonha!

José Carlos Werneck jc_werneck@hotmail.com

Brasília

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SANEAMENTO NO BRASIL

Gostaríamos de cumprimentar O Estado de S. Paulo pelo editorial “Saneamento e Competência”, publicado na última terça-feira. Para que o Brasil possa superar o cenário retratado no referido texto e, dessa forma, alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto, acreditamos ser necessário cada vez mais incentivar a parceria do setor público com o setor privado, que já demonstra bons resultados em 247 municípios. Essa participação ainda é pequena diante dos mais de 5.500 municípios do Brasil, mas coloca a iniciativa privada como uma real alternativa para levar adiante os projetos que se tornam cada vez mais urgentes e desafiadores nesse setor. A iniciativa privada possui conhecimento técnico e capacidade de gestão, comprovados nas cidades onde opera concessões. Ela está apta para captar recursos, administrar os serviços e construir as obras para abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, que demandam grandes investimentos. Sua atuação é regulamentada pela Lei Geral do Saneamento (Lei 11.445/2007), que estabelece os princípios para a participação no setor. Em 2012, o investimento das concessionárias privadas de serviços públicos de água e esgoto deve atingir R$ 760 milhões, valor que, somado ao investido nos últimos cinco anos, perfaz um total de R$ 3,01 bilhões. Este ano, foram firmados 10 novos contratos, atingindo no total 225 contratos de concessão em todo o país. Mesmo assim, ainda é insuficiente diante de nossas necessidades. Cabe lembrar a importância que as administrações estaduais e municipais desempenham nesse processo de avanço do saneamento. Durante o último Encontro Nacional das Águas (ENA), o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), promotor do evento, a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) assinaram um documento conjunto dirigido a todos os prefeitos eleitos no último pleito, para que estes assumam um compromisso pelo saneamento como prioridade em seus mandatos, nos próximos quatro anos. A iniciativa privada, através das concessões de água e esgoto, representadas pela Abcon, está preparada para participar efetivamente desse processo tão importante para o País. Temos condições técnicas, capacidade financeira e estamos à disposição no sentido de encontrar uma nova modelagem onde possamos ampliar nossa participação, como já ocorrido nos setores de telecomunicações, energia e, mais recentemente, rodovias federais e ferrovias. Desejamos empreender e nos associar aos esforços para que, consolidada a vontade política, no saneamento o Brasil possa alcançar índices compatíveis com sua importância econômica e com o bem-estar de sua população.

Roberto Muniz, diretor executivo da Abcon nelson@emfoco.net

São Paulo

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