Fórum dos Leitores

OPERAÇÃO PORTO SEGURO

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2012 | 02h06

Chanchada

Tantas páginas, tantos personagens, tanto dinheiro envolvido, uma só força. Que enredo! Isso daria um filme, para o qual já existe roteirista e um título: O Poder de Rosemary. Breve em todos os cinemas. Ou nos tribunais.

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO

marcophil@uol.com.br

Santos

'Madame Rose'

A pergunta que todos querem ver respondida e esclarecida: por que até a presente data o sigilo telefônico da sra. Rosemary Noronha não foi quebrado? Teremos muitas surpresas? A possibilidade de pegar o chefe é maior do que a esperada? Por que a blindagem? Aguardamos as respostas.

M. HELENA BORGES MARTINS

m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

Novamente...

Daquela vez elle falou que tinha sido traído e agora, que se sentiu apunhalado pelas costas. Em ambas elle disse que não sabia de nada, mesmo José Dirceu estando presente e participando sempre. Só falta Rui Falcão e Gilberto Carvalho alegarem que, assim como o mensalão, a Operação Porto Seguro é pura invenção das elites dominantes e da mídia conservadora. Acorda, eleitor brasileiro, antes que seja tarde demais. Os petralhas não vão apagar a luz quando saírem, porque até a tomada será subtraída.

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Segurança descuidada

Acho que o sr. Lula deve urgentemente trocar seus guarda-costas, pois a todo momento é "apunhalado pelas costas" e ninguém vê.

NEWTON CARLOS A. KAMUCHENA

n.kamuchena@gmail.com

São Paulo

O porco

Elle não sabia de nada... É como na piada do ladrão que levava um porco nas costas, o dono do suíno os encontra e questiona: "Ei, pra onde você leva esse porco?". E o outro responde: "Tira isso daqui, não fui eu que o coloquei!".

NILSON SOARES DA SILVA

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

Sujeito oculto

Escândalo do mensalão, no gabinete junto ao do ex-presidente. Escândalo dos "aloprados", churrasqueiro do ex-presidente. Escândalo Rosemary, ex-secretária do ex-presidente. Ou é muita coincidência ou se aplicarmos a regra aritmética do máximo divisor comum...

CARLOS TULLIO SCHIBUOLA

schibuolact@ig.com.br

São Paulo

Que cruz!

Do jeito que as coisa caminham, acredito que a vida messiânica do sr. Ignorácio Lula da Silva termine como a do Cristo: com um ladrão de cada lado.

NELSON MENDES

nelsonmendes2009@bol.com.br

São Bernardo do Campo

PR sabia de tudo

Funcionária mequetrefe tinha influência sobre PR. Indicava pessoas de suas relações para altos cargos no governo federal. Coitado do PR, nunca soube de nada. Tal era a intimidade que eram todos chamados pelas iniciais: PR, JD... Quem, afinal, é o responsável por todas essas lambanças e pelos prejuízos aos erário?

MARCOS ANTÔNIO SCUCCUGLIA

sasocram@ig.com.br

Santo André

Corrupção do PT

Se Lula acha, com toda aquela sua conhecida, demagógica, ridícula e teatral inocência, que foi apunhalado pelas costas por sua ex-chefe de gabinete, deveria saber que os brasileiros de boa índole se sentem violentados e estuprados pela corrupção dos últimos dez anos de governos do PT.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Quanta ingenuidade...

O ex-presidente Lula, por ter tirado milhões de pessoas da miséria, ajudado pela conjuntura econômica, quer justificar a bandalheira que foi e continua sendo o governo petista e, assim, enriquecer os seus membros. Ao menos prestam um serviço, já que ajudam a implodir esse partido, que, diga-se, não fará a menor falta.

ROBERTO BRUSCHINI

betobruschini@hotmail.com

São Paulo

O partido da estrela

A diferença entre o Brasil de hoje e o Velho Oeste americano é que lá quem usava estrela no peito era o mocinho e aqui a estrela do PT está no peito dos corruptos.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Quantos mais?

Quais e quantos são os petralhas que ainda não foram indiciados e/ou presos por corrupção ou por "malfeitos", como diz delicadamente a presidente Dilma Rousseff, e como saber onde estão? O Brasil é um país enorme.

JAMES F. SUNDERLAND COOK

sunderland2008@gmail.com

São Paulo

Gente graúda

Se Rosemary Noronha foi exonerada da chefia do gabinete da presidente Dilma em São Paulo, por que não deixá-la ir ao Congresso para prestar os esclarecimentos necessários? Quem não deve não teme, não é? Nada justifica a pressão do governo para evitar a convocação de Rosemary e outros envolvidos. O veto apenas insinua a participação de gente graúda na Operação Porto Seguro.

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

Mar de lama

Onde está o povo brasileiro, que pouco se tem manifestado contra este mar de corrupção? Dona Dilma, podemos acreditar na senhora, que diz uma coisa e faz outra?

NISE SILVA

novorumo.helo@uol.com.br

São José dos Campos

Tapete curto

O tapete deste país parece não dar mais para esconder tanta sujeira. As últimas operações da Polícia Federal estão pondo às claras a corrupção em órgãos públicos e cargos políticos e de confiança. Mas a criatura está se saindo melhor que o criador e, embora não seja admirador da presidente, acho que ela está tomando as atitudes certas, pelo menos ao exonerar os envolvidos. Ficam no ar os riscos por que passaram Celso Daniel, Toninho do PT e outros que resolveram acabar com a corrupção no País. A apaniguada de Lulla vai botar a boca no trombone, já que tentou socorro do mestre e do próprio José Dirceu e não foi atendida.

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

 

MDB, RESTABELECENDO A VERDADE

“O PT é um dos construtores, senão o principal, do Estado de Direito que hoje vivemos aqui. A começar pela derrubada da ditadura.” O autor dessa monumental e inverídica agressão à história é o jornalista e professor universitário Eugênio Bucci, em O Estado de S.Paulo (29/11/2012, A2). Não se trata de um escriba de aluguel, mas de um intelectual respeitável. Diz mais: “Foram as greves do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernando do Campo, lideradas por Lula, que puseram contra a parede o aparato repressivo do regime militar, forçando o recuo definitivo”. Avança com enorme criatividade: “Mais tarde, a campanha por eleições Diretas-Já, que levou milhões de cidadãos às ruas em 1984, tinha José Dirceu na organização logística de todo o movimento”. As três afirmações são mistificadoras, numa reinterpretação de acontecimentos históricos em que os verdadeiros personagens da luta de 21 anos para redemocratizar o Brasil são executados sem nenhuma piedade. “O Estado de Direito que hoje vivemos” teve na ampla frente democrática reunida no Movimento Democrático Brasileiro (MDB) a sua fundamental estrutura. Prisões, perseguições, cassações, exílios e mortes, ao longo de década e meia, marcaram a vida dos seus militantes. Líderes na Câmara, a exemplo de Mario Covas (1969) e Alencar Furtado (1977), foram sumariamente cassados pelo Ato Institucional n.º 5. Parlamentares como Marcio Moreira Alves, Lisâneas Maciel, Hermano Alves e tantos outros, para sobreviver, buscaram o caminho do exílio. Mas a luta política nunca esmoreceu. O saudoso Ulysses Guimarães, a cada revés, reagia: “O MDB é como clara de ovo, quanto mais bate, mas ele cresce”. Em 1970, a criação pelo valente Chico Pinto do grupo dos autênticos, imprimiria o enfrentamento direto com a ditadura. Em 1974, em plena vivência do chamado “milagre econômico”, o MDB elegia 16 senadores e mais de 180 deputados federais. O grito de liberdade, que estava preso na garganta, se manifestava pela via eleitoral. O governo Geisel, após patrocinar centenas de prisões, entendeu o recado das urnas e anunciou a transição “lenta e segura”. No final do seu governo, revogou o draconiano Ato Institucional n.º 5. Chico e Gil, na música Cálice, proclamavam: “De tão gorda a porca já não anda / de tão usada a faca já não corta”. O enfraquecimento da ditadura era real. Nas eleições de 1978, o MDB ampliou as suas bancadas na Câmara. No Senado, o governo reservou 1/3 das cadeiras para o senador biônico, garantindo a sua maioria. Em 1979, o Congresso Nacional aprovava a Lei da Anistia e restabelecia as eleições diretas para os governos estaduais. Afirmar que “as greves, lideradas por Lula forçaram o recuo definitivo” é ficção da pior qualidade. O PT foi criado em 1980, quando o caminho da redemocratização já era fato admitido pelos setores lúcidos do próprio autoritarismo. Afirmar ser o PT o principal responsável pela edificação do Estado de Direito chega a ser risível. Nas eleições diretas de 1982, o MDB elegeu os governadores: Franco Montoro, São Paulo; Tancredo Neves, Minas; José Richa, Paraná; Gerson Camata, Espírito Santo; Iris Rezende, Goiás; Jader Barbalho, Pará; Gilberto Mestrinho; Amazonas; e o PDT, Leonel Brizola, no Rio. Em 1983, o deputado Dante Oliveira apresentou emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para presidente da República. Simbolizaria o início do fim da ditadura. Em 1984, quando seria votada no Congresso, teve início a extraordinária mobilização da sociedade brasileira. Aqueles governadores eleitos pela oposição assumiram a linha de frente. O primeiro grande comício foi em Curitiba em janeiro de 1984. Logo depois, São Paulo e Rio de Janeiro levaram às ruas milhões de brasileiros. O PT havia elegido em todo o Brasil seis parlamentares, liderados pelo amigo e extraordinário deputado Airton Soares, que tanta falta faz à vida política brasileira. Expulso do partido por votar em Tancredo Neves no colégio eleitoral. Agora, de acordo com Eugênio Bucci, “a campanha por eleições Diretas-Já, que levou milhões de cidadãos às ruas em 1984, tinha José Dirceu na organização logística de todo o movimento”. Parlamentar, vice-líder e dirigente do PMDB à época, atesto a falsidade da afirmação. Ulysses Guimarães foi o principal condutor daquela epopeia histórica, sendo chamado pelo povo de “Senhor Diretas”. Tendo naqueles governadores, especialmente Montoro, Tancredo, Richa e Brizola, lideranças responsáveis pelo êxito mobilizador dos milhões de brasileiros que, perdendo o medo, saíram às ruas para decretar o sepultamento do Estado ditatorial. O restabelecimento do Estado de Direito, não foi uma luta de facções políticas, mas o despertar democrático dos brasileiros conscientes, vilipendiados e amordaçados pela ação civil-militar daqueles que se achavam intocáveis na manutenção dos seus privilégios. Reinterpretar fatos históricos indiscutíveis, por conveniência, é autoritarismo inqualificável.

Hélio Duque foi deputado federal (1978-1991) helio.duque@terra.com.br

Curitiba

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‘O INFERNO ASTRAL DA ESTRELA BRANCA’

Jornalista talentoso, portador de uma bagagem cultural admirável, Eugênio Bucci nos decepciona com seu artigo “O inferno astral da estrela branca” (Estadão, 29/11, A2). Portanto, peço vênia para discordar, quando ele enaltece qualidades que a história pregressa do PT não confirma. Sabedores de sua exigência em relação aos fatos, seu artigo parece ignorar o quanto esse partido e seus membros tinham, entre muitos outros atributos nada republicanos, a tomada do poder para a instalação de uma “República Sindical Socialista”, que só não se concretizou pois foi descoberto o mensalão. Talvez retomando os acontecimentos em outro artigo, possa discorrer sobre a “estrela apodrecida do PT” pelas estroinices de um partido político visivelmente antidemocrático, cujo maior desejo é calar a imprensa livre e desmoralizar os demais Poderes da República. Realmente, esse artigo nos decepcionou muito.

Leila E. Leitão

São Paulo

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LOAS AO PT, POR QUÊ?

Com o PT em transparente crise, eis que aparecem os amigos de sempre na mídia para enaltecer o partido e pintar um PT que só existiu na cartilha. Dizer, como afirmou Eugênio Bucci em seu artigo “O inferno astral da estrela branca” (Estadão, 29/11, A2), que o PT foi o principal construtor do Estado de Direito por ter ajudado na derrubada da ditadura é de uma imprecisão histórica a que ele não tem direito. A verdade é que em 1985 o PT votou contra Tancredo Neves, recusou-se a assinar a Constituinte de 1988, em 1993 o PT recusou o convite do presidente Itamar Franco para participar de um governo de união nacional; em 1994 Itamar e seu ministro FHC lançam o Plano Real e o PT recusou-se a votar, afirmando ser um plano eleitoreiro. O PT foi contra a privatização da Vale do Rio Doce, da Embraer, das empresas telefônicas e hoje se sabe que é porque esperavam que, sob um governo petista, tais empresas se transformassem em cabide de emprego de militantes, como hoje acontece com a Petrobrás, aliás, em declínio crescente. Fico preocupada quando vejo um jornalista e professor do calibre de Eugênio Bucci sofrer lapsos de memória deste tipo e, por outro lado, em tom lacrimejante lembrar a lenda de quem costurou a primeira bandeira do PT foi dona Marisa Letícia, esquecendo-se de que esta mesma senhora plantou flores nos jardins do Palácio do Alvorada formando o desenho da estrela branca com fundo vermelho, não atinando ela para o fato de que a residência onde morava pertencia e sempre pertencerá ao Estado brasileiro, e nunca ao PT.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DE BICO E SEM DIREÇÃO

O governo petista é igual aquele que se diz craque no futebol das peladas, mas que chuta só de bico e sem direção. Como exemplo: a previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, era de que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceria 1,2%, e o índice real apurado pelo IBGE foi de um pífio 0,6%. E com esse resultado o crescimento econômico do País em 2012, não será maior do que 1%. E para a Dilma, que gosta de dar lição de como administrar e crescer para países desenvolvidos, a Alemanha no meio de uma terrível crise da zona do euro, ainda assim vai crescer neste ano 0,9%. Ou seja, quase que o mesmo número medíocre do Brasil, tão decantado em verso e prova, e demagogia pelo PT. E para ruborizar ainda mais esta gente incompetente do Planalto, mesmo em crise os EUA cresceram neste último trimestre 2,7%! Só que como por lá, o governo do Tio Sam não brinca na comunicação com o seu povo, as previsões que eram de crescimento de 2,8%, falharam em apenas 0,1%. Ou seja, por essas e outras é que podemos afirmar de quem na realidade está precisando de lição de moral, econômica, social, e política... Estão todos lá, em Brasília! Não é, Dilma?! Que pena que não vamos ter mais o Joelmir Beting para dar lição ética de economês para esta gente do lulismo...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MÁ ADMINISTRAÇÃO

Não restam dúvidas, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registra para o Brasil um mau desempenho econômico em 2012, com crescimento de apenas 1,5%, quando o mundo crescerá 2,9%. Até os Estados Unidos, vítima de uma enorme crise, crescerá 2,2%. Por causa da má administração da economia, o País tem demorado a reagir às necessárias mudanças no modelo econômico e a concentrar-se em melhorar a produtividade e acelerar investimentos na infraestrutura e, sobretudo, as reformas tributária e trabalhista. A concentração da administração federal na política eleitoral tem desviado sua atenção para o fato de que o Brasil não é mais competitivo e sua produção é extremamente cara. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o nosso “crescimento potencial” caiu neste governo, comparado aos governos anteriores, e seremos os piores dentre os Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul). Leve-se em conta que não fomos atingidos pela crise mundial como os demais, dado que estamos inseridos no comercio mundial em apenas 1,5%.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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SUBMERGENTE

Dez anos de lulopetismo foram suficientes para transformar o País de emergente em submergente, estando agora na rabeira do crescimento (26/11, B1). Que estrago faz a incompetência...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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SÓ INDO PARA MACHU PICHU!

Alguém me explique! Não entendo como é que a economia do Peru cresceu quase 8% e a brasileira, só 2%, e ainda com indícios de cair mais. Será a corrupção desenfreada? Serão os altos salários e os cabides de emprego dentro do governo? Serão os gastos desnecessários, as obras superfaturadas, as construções paradas como a do canal de transposição do Rio São Francisco? Será o ministro que fala os “erres” como se fosse francês tateando a língua portuguesa? Será que além dos “erres” mal falados ele também não consegue achar o caminho cerrrrrrrto? Ai de mim!, grito eu, como se estivesse no palco de uma tragédia grega! Não entendo mais nada! Aliás, a corrupção é tanta que me atrapalho com nomes de operações da Polícia Federal (PF), com nomes dos culpados, com a correlação entre os indiciados, com os nomes dos que estão presos e com os dos que foram soltos, é uma confusão danada! E todo dia tem novidade nas primeiras páginas dos jornais, como esta, agora, de que Rose, a funcionária do Gabinete da Presidência em São Paulo – queridinha de Lula – está metida até os ossos com a corrupção! Vade retro, satanás! Onde é que a gente vai parar? No Peru, talvez? Se eu fosse mais moça, emigrava para a terra do Vargas Llosa, aí poderia ir uma vez por semana a Machu Pichu, que delícia!

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA LENTA

A média de crescimento econômico do País nos dois primeiros anos do governo Dilma é a menor registrada desde o mandato de Fernando Collor. O número, de 2,1%, alardeia o cansaço, pra não dizer esgotamento, da estratégia petista baseada em alavancar a economia por meio do estímulo à demanda. O problema é que, para que outras variáveis do nosso produto interno sejam os novos motores do crescimento, como o investimento, é necessário o mínimo de planejamento e de eficiência na gestão pública, além do rompimento de entraves à atuação do setor privado. E, nessas áreas, o governo do PT já mostrou o quão grande pode ser sua incompetência. Parece que a tendência até as eleições de 2014 é que as coisas sejam acomodadas, de modo a pelo menos manter o crescimento nesses patamares pífios e garantir a manutenção do poder de compra da população, com a preservação de aumentos salariais reais e recorrência cada vez maior a bens importados – os recentes planos de investimento em infraestrutura não parecem preencher nem de perto as necessidades do País. Isso deverá servir para mascarar a perda de fôlego da economia a grande parcela da população e evitar maiores dificuldades eleitorais frente a uma oposição cada vez mais trôpega e inerte. Médio e longo prazos, porém, nos reservam brutais dificuldades

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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FLAMBAGEM

Com o menor índice desde Collor, o crescimento derrete feito “mantega”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BRA$IL

Enquanto o governo federal divulga aos quatro ventos que o Brasil vive anos de glória e fartura, pesquisa do Boletim Focus, do Banco Central, aponta que os dois primeiros anos do governo da economista Dilma Rousseff apresentam a pior média de crescimento da história recente do País (26/11, B1). A economia deverá crescer menos que a sul-africana, um terço dos países emergentes e da indiana, metade da russa e menos de um quarto da chinesa. Os números, ao contrário do verbo, não mentem e apontam preocupante desaceleração. Se as reformas necessárias em vários setores não forem feitas de imediato, ficaremos na vergonhosa lanterninha em comparação às demais nações que apresentam números fantásticos de desenvolvimento.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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NA LANTERNA

Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a economia brasileira deverá crescer menos que a da África do Sul, onde o desemprego é de 25%. E dessa forma ficaremos na lanterna entre os principais países emergentes do mundo e da própria América Latina. Como se isso fosse novidade para quem já está na lanterna na saúde, na educação, na segurança e no transporte.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTAS PRESSIONADAS

Lendo o editorial de economia do Estadão de 25/11/2012 intitulado “Pressão dos gastos sociais sobre as contas públicas”, admito que há um aumento preocupante dos mesmos em relação ao todo. No entanto, há que se discernir os gastos que são necessários ao desenvolvimento econômico e social dos gastos que são “fúteis”, sob o risco de aceitarmos a falácia de que quaisquer programas sociais são ruins. Tomemos como exemplo os gastos com previdência social: seu aumento decorre do reajustamento do salário mínimo nacional, o que pode ser considerado bom, na medida em que tais recursos retornarão à economia sob a forma de consumo, que possui um efeito multiplicador sobre a demanda agregada, o que se torna uma oportunidade para empreendedores investirem em aumento de capacidade de oferta de bens e serviços, criando, destarte, um círculo virtuoso de desenvolvimento. O mesmo ocorre em relação ao reajuste da folha de pagamento de servidores públicos. Por sua vez, temos que olhar com atenção alguns gastos com programas de transferência de renda, visto que, em muitos casos, prestam-se à formação de currais eleitorais de aliados políticos. Para ilustrar, basta analisarmos que eles costumam aumentar substancialmente a cada dois anos. Em suma, ao invés de o governo se preocupar em dar peixe, ele deve se preocupar no ensino da pesca, pois é isso que permite o desenvolvimento sustentável de uma nação, na medida em que constitui competências essenciais que alavancam a competitividade do país frente ao mundo. Para tanto, pensemos no caso da Coreia do Sul, que, ao longo da segunda metade do século 20, investiu maciçamente em educação pública de excelência e hoje é considerada uma vanguarda tecnológica. Ademais, aproveito para informar que as principais ineficiências na alocação de gastos não estão nos orçamentos fiscal e da seguridade social, porém no orçamento de investimento das estatais, pois há muitos projetos de investimentos que visam ao atendimento de interesses de grupos políticos, causando destruição de valor dessas empresas pela absorção de projetos com valor presente líquido verdadeiramente negativo. Por derradeiro, frise-se o fato de que há inúmeros contratos milionários que entram na conta de despesas gerais dessas estatais (passando batidos pelos olhos dos órgãos de controle externo) que visam à acomodação de interesses de apaniguados políticos seja como fornecedores ou como colaboradores a serviço desses fornecedores. Ou seja, o governo e seus aliados reforçam a sua influência e sustentação política utilizando a máquina pública por dentro (cabides de emprego) e por fora (programas de transferência de renda).

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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O BNDES E A ANEMIA DE EIKE BATISTA

Há tempos o Grupo EBX tem demonstrado debilidade, prejuízos e desvalorização das ações. Seu crescimento inédito no Brasil se deveu aos “companheiros” José Dirceu e Lula. Este, logo após sua convalescença, esteve várias vezes no Rio de Janeiro com Eike Batista, que se encontra numa iminência indisfarçável de crise. Depois de patinar num prejuízo de R$ 1 bilhão em 2011, deve seguir a toada até 2013, deixando alarmados os investidores. O problema é que o grupo foi capitalizado com 8,1 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 2099 a 2012, seja em ações, seja em investimentos; 1,6% dos desembolsos do Banco (R$ 513,4 bilhões) forraram os cofres do Sr. Eike. Não só os acionistas, mas toda a sociedade brasileira tem o direito lídimo de saber urgentemente a quantas andam essa aventura histórica no Brasil.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O ELEITOR E AS PESQUISAS

As empresas responsáveis pelas pesquisas de intenção de votos gostam de especular sobre quem ganhará a eleição em 2014 para presidente da República. Por ora, perguntam ao eleitor apenas o nome de possíveis candidatos. Dilma e Lula ganham disparados, pois têm seus nomes lembrados por grande parte da população. Sugiro que a próxima pergunta, dentre tantas, aos entrevistados nas pesquisas seja a seguinte: O Tribunal de Contas da União (TCU) calculou que os brasileiros pagaram, sem saber, R$ 28,2 bilhões, de 2009 a 2011, para o BNDES conceder empréstimos bilionários a grandes empresas, algumas para investir no exterior, sem gerar empregos no Brasil. Isso aconteceu no governo Dilma, ainda assim você votaria nela? Eis uma pesquisa que poderia mostrar o nível de entendimento dos entrevistados.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PARADOXO

“A solução da crise passa pelo crescimento”, palavras da presidente Dilma em discurso proferido durante sua visita à Espanha. A declaração configura um dilema, uma vez que, em face da enorme interdependência econômica do mundo atual, o crescimento só ocorrerá se passar pela solução da crise. Depois de enfatizar a necessidade de facilitar o intercâmbio de pessoas entre os dois países, há pouco tempo fonte de atritos diplomáticos, Dilma cita o crescimento do Brasil em áreas estratégicas, a ser estimulado por parcerias com a Espanha, mergulhada no furacão do euro. A superficialidade da fala não discrimina as referidas áreas nem explica o paradoxo de como o Brasil, com aumento estimado do PIB de 1,5% para 2012, poderá ajudar a Europa a superar suas dificuldades, conforme ressaltado por Dilma. Discursos genéricos são ótimos para objetivos políticos, embora, muitas vezes, completamente divorciados da realidade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil ficou em penúltimo lugar no ranking global de educação, entre 40 países. Em 1.º lugar, ficou a Finlândia e a Coreia do Sul em 2.º. Também estão entre os primeiros Hong Kong, Japão, Alemanha, Inglaterra e Holanda. Os líderes do ranking da educação mundial valorizam uma cultura nacional de aprendizado, a escola, os professores e a educação como um todo. Nesses países, a educação do povo é realmente uma prioridade e uma meta a ser alcançada. Bem ao contrário do Brasil. Não se admite que o Brasil caminhe para se tornar a 5a economia mundial e ostente índices tão baixos e indigentes em termos de educação. Claramente, o dinheiro na área da educação é mal gasto, desperdiçado, não chega ás salas de aula e o resultado é este que estamos vendo, um vergonhoso penúltimo lugar. Ou seja, em termos educacionais, o Brasil já teria sido rebaixado para a 2.ª divisão.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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QUEM SE IMPORTA?

Não nos surpreende o péssimo posicionamento do Brasil no ranking de desempenho escolar do estudo “The Learning Curve”, encomendado pela Pearson. Com 40 países analisados pela pesquisa, o Brasil apenas conseguiu ficar à frente da Indonésia, ficando a baixo do Chile, Tailândia, Israel, dentre outros. Como analisou Michael Barber, chefe de Educação da Pearson, o objetivo deste ranking é ilustrar para os governantes de cada país os fatores positivos para uma melhoria na educação. O que fica é a pergunta: Será que haverá no governo algum interessado que se atente ao ranking e preocupe-se com o resultado?

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS PROFESSORES BRASILEIROS

Acompanho, há tempo, os trabalhos de Gustavo Ioschpe sobre Educação, especialmente seus artigos publicados na revista Veja. No da semana de 31/11, intitulado “Quem são os professores brasileiros”, ele apresenta uma enquete estatística, analisando as causas do aproveitamento deficiente de nossos estudantes. Endosso muitas de suas idéias, mas acho que o motivo principal do fracasso educacional no Brasil esteja na carga horária. Deveria ser proibido, por lei, que um professor, em qualquer nível de ensino, ministre mais de quatro aulas por dia, pois deveria dar-se-lhe tempo para preparar aulas, corrigir provas e atualizar seus conhecimentos através da leitura constante de jornais, revistas, livros. Se não tiver uma boa cultura geral, além da específica sobre a matéria a ser ensinada, ele nunca poderá ser o que deveria ser: educador, formador de opiniões. Quem optou pela intelectualidade não pode ter uma carga horária igual à de um trabalhador braçal, sem menosprezar o utilíssimo ofício de faxineiras ou encanadores. É preciso dar condições, antes de exigir produtividade. Vem-me à mente o exemplo de uma minha irmã, professora primária, casada com um colega, na província de Nápoles, na Itália. Os dois exerceram, ao longo de 25 anos, a função de mestres da escola primária, lecionando apenas no período da manhã. Durante a tarde, ocasionalmente, atendiam alunos com problemas de aprendizagem, em casa ou na escola. Eles não ficaram ricos, ma tinham casa própria e um carrinho, passavam férias na praia e sustentaram os dois filhos na universidade. E a Itália não tinha recursos econômicos maiores, nem problemas sociais menores do que o Brasil. Tanto que, meio século atrás, eu imigrei para cá. O que nos falta é vontade política e consciência coletiva de que o ensino básico é a maior de todas as infra-estruturas para a construção de uma cidadania de verdade. Só tirando as crianças da rua começa a se fazer justiça social, eliminando-se a raiz da violência na cidade e no campo.

Salvatore D' Onofrio http://www.salvatoredonofrio.com.br/

São Paulo

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A PÁTRIA DO ‘MÉRITO INJUSTO’

Já dizia Mao Tse Tung, “não importa a cor do gato, desde que coma ratos”. Como se já não bastasse o apagão da mão de obra qualificada, agora inventam o “mérito injusto” e medidas inovadoras de “justiça social” que prometem lançar mais analfabetos funcionais no mercado de trabalho. Seremos um país de gatos que não sabem caçar ratos. Teremos que importá-los. É um tiro no pé e no futuro do país. Nossos governantes reconhecem a incapacidade de operar um sistema educacional decente para todos, dever constitucional, e suponho que mesmo iniciativas que busquem e apoiem os melhores potenciais independente de etnia e classe social para eles não servem porque beneficiaria algumas pessoas brancas, e por isso parece a eles, inadmissível.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

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COTAS – ATÉ TU, ALCKMIN?

Considerando que a Lei de Cotas era uma aberração exclusiva da ganância do PT, eu, vestibulando, tive uma desagradável surpresa ao ler as novas propostas das universidades de São Paulo. A afirmação do reitor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), J. C. Durigan, é simplesmente falaciosa. Se os cotistas entrariam “em igualdade de condições e pela porta da frente”, então... Não precisariam de cotas! O que se percebe é o óbvio uso de universidades para fins político-partidários, agora por Alckmin, de olho nas eleições de 2014. É simplesmente ultrajante apoiar “ação afirmativa”: “ação afirmativa” para um grupo é, para outro, “ação negativa”. Nesse ínterim, meu pai é um ótimo exemplo: filho de um paupérrimo imigrante japonês, o mais velho de cinco irmãos, sempre estudou em escola pública, tendo de, ao mesmo tempo, trabalhar duro na plantação da família. Logo que terminou o ensino médio, foi aprovado na Fuvest em Ciência da Computação. As cotas são um insulto a pessoas como ele.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

Cotia

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O FIM DA MERITOCRACIA

O governador Geraldo Alckmin pediu que as universidades paulistas apresentem propostas visando a implantação de políticas de cotas, ventilando-se a possibilidade de reserva de até 50% para as escolas públicas. É o fim da meritocracia, como lamentavelmente já acontece na administração pública de uma forma geral. Talvez com exceção do judiciário, pelo menos onde os salários são altos e o grande interesse por só é um fiscal rigoroso. Mesmo assim! É fácil de prever que muitos alunos mais abonados passarão a cursar duas escolas, a escola pública para efeito de ingresso na universidade e a escola particular para procurar suprir a perda de seu tempo nas escolas públicas. Consta que as universidades públicas federais já estão sendo sucateado com esta questão das cotas, o que comprova que o populismo barato dos nossos governantes além de não consertar o que está errado acaba estragando o que está menos errado. Está faltando espinha dorsal!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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DIPLOMA

Não fez sentido gastar tanto tempo e dinheiro discutindo e implantando sistemas de cotas e outro métodos para facilitar o acesso ao ensino superior. Seria muito mais fácil, rápido e barato fazer uma lei dando um diploma de curso universitário a todo brasileiro na data do seu 21.º aniversário. Afinal, o objetivo nunca foi formar profissionais capacitados.

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

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PROGRAMA CIÊNCIAS COM FRONTEIRAS

O atual governo federal apesar de inúmeros avanços na inserção de pessoas com baixa renda na educação superior, acaba com a política adotada para bolsas de intercambio cometendo um grande equívoco desconsiderando os estudantes da área de ciências humanas para o programa ciências sem fronteiras. É claro que o País precisa investir em educação voltada a tecnologia, mas num país com alto índice de corrupção, desigualdade, violência e onde os eleitores continuam a reeleger mensaleiros e ex-presidentes que sofreram impeachment, precisamos de bons estudantes de humanas. Estudantes que realizem intercâmbio com bolsa, e tragam consigo as melhores práticas neste campo do saber. Eu mesmo confesso que já pensei em mudar para a área tecnológica, não por aptidão ou por gosto, mas para assim poder usufruir do direito a uma bolsa de intercâmbio, direito este que me foi tirado por simplesmente ter vocação em humanas. Infelizmente enquanto o mundo começa a reconhecer a importância de áreas como a economia criativa, o Brasil desacredita este e outros profissionais das ciências humanas, uma atitude no mínimo estranha vindo de uma presidenta e de um ministro formados em economia.

Rafael Gonzalez, discente de ciências econômicas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana rafael.economia@uol.com.br

Pindamonhangaba

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O CASO LULA-ROSEMARY

Leio na coluna de Dora Kramer de 28 do corrente, que a funcionária Rosemary Nóvoa de Noronha, da Presidência da República, fez 17 viagens internacionais, conhecendo 24 países, na comitiva presidencial do Sr. Lula. Como cidadão brasileiro, pergunto que funções a moça exercia em tais viagens? Por acaso ela é bilíngue, para que a sua presença fosse imprescindível, como acompanhante do Sr. Lula em viagens internacionais? Competente e preparada a moça decididamente não é, pois os líderes do governo e do PT querem evitar a ida dela ao Congresso, para explicar suas atividades, porque “temem pelo despreparo e destempero da mesma”, conforme declaração dos mesmos.

José Marcos Konder Comparato Dr@signsupply.com.br

São Paulo

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APUNHALADO PELAS COSTAS

Lula que deve ter inventado essa repentina viagem para a África e Índia só para não ter que participar da posse de Joaquim Barbosa, uma prerrogativa dele, logo que pisou em terras brasileira, foi surpreendido com a notícia de que um gravíssimo escândalo estava em andamento dentro do governo envolvendo sua protegida Rosemary Noronha. Então ele repetiu aquela famosa frase quando explodiu o escândalo do mensalão: “fui apunhalado pelas costas”. Resta saber quanto tempo vai demorar para que ele venha a público e declare que sua protegida é a pessoa mais honesta que conheceu e que tudo não passa de uma farsa inventada por essa imprensa golpista e que tais fatos nunca existiram.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MIL FACADAS NO POVO

Lula reclama que levou mais uma apunhalada nas costas com as denúncias da Operação Porto Seguro. Imagine, então, o dilúvio de queixas, desapontamentos e amarguras do povo com o rosário de constantes escândalos. Não há mais lugar no corpo do cidadão de bem para enfiar facas,espadas, punhais e facões. Nem pelas costas, pelos lados ou na frente. Só nos resta o sofrido e desiludido coração, aguentando tantas decepções e desgostos. Não se sabe até quando.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SEMPRE ELE

Acho inacreditável ver que toda corrupção existente no País envolve assessores e pessoas de confiança do ex-presidente apedeuta, e a Justiça carece de coragem para incriminá-lo, mesmo tendo a seu favor a famosa Teoria do Domínio dos Fatos. Vamos aguardar as declarações prometidas de Rosemary Noronha, sua amiga e ex-assessora, para ver se desta vez a Polícia Federal consegue o que deseja a maioria dos brasileiros que trabalha e paga os maiores impostos do mundo: a prisão do chefão!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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ÚLTIMAS BRAÇADAS DE UM AFOGADO?

A ingenuidade certamente não faz parte das características da personalidade de Lula. Como entender então o fato de já por duas vezes, Lula ter sido “traído e apunhalado” por aqueles que o cercavam e a quem conhecia há anos? Para quem já foi rotulado, e gostou, de o “cara”, de “safo”, como aceitar este argumento como desculpa? Falta de criatividade? Falta do marqueteiro?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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BRAÇO DIREITO

São mais alguns da corriola que têm de ser postos na sombra. Mas a Rose já diz que não vai cair sozinha, “sair no prejuízo”. E o que dizer do Dr. Adams (este é tenebroso, não é daquela família engraçada): ficou “maneta”? Arrancaram-lhe, é claro que a contragosto, o braço direito ? Não seria o primeiro a entrar pela porta dos fundos para o Supremo. Agora dá para entender o porquê daquela Cara contrariada na cerimônia de posse no STF: “ella” está acostumada com o cheiro da podridão e o olor da decência revirou-lhe o bucho. Mais Joaquins, mais Ayres, mais Fux, mais Celsos farão com que tenhamos nossa Justiça mais bem-cheirosa. Que fardo ingrato a obediência ao “capo” lhe deixou de herança, hein? Mas estamos razoavelmente aparelhados para reencetar, sem a presença de mais um pau mandado, a trajetória de continuar a Ação Penal 470.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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AGORA A ERENICE É A ROSEMARY

De poste em poste e de Erenice em Erenice, eles do PT vão destruindo toda a estabilidade do País. Haja mediocridade e falta de escrúpulo para esta turma.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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HISTÓRIAS QUE VALEM MILHÕES

A revista Veja do dia 19 de setembro afirma que o site americano “Radar Online” publicou que a estagiária Monica Lewinsky vai receber US$ 12 milhões para revelar em livro segredos de seu relacionamento com o ex-presidente Bill Clinton. No entanto, a publicação não diz qual editora está disposta a bancar o empreendimento nem quando a obra será lançada. Eu não sei se a ex-chefe do escritório de São Paulo da Presidência da Republica Rosemary de Noronha tem muito que revelar. Agora, caso tenha, a exemplo da estagiária americana, acredito que a publicação de um livro seja uma grande oportunidade para ganhar uns “trocados” e com isso suprir suas demandas enquanto estiver desempregada.

Marcelo S. Sarti mssarti@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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O MILHÃO DO FALSO DOSSIÊ

Dado o envolvimento de Rosemary com o ex-presidente Lulla e Zé Dirceu, será que não foi deste escritório que saiu o tal R$ 1,7 milhão do falso dossiê contra José Serra? Como diz a reportagem, ela não tinha inteligência nem tarimba suficiente para administrar toda essa quadrilha. Ela está mais para pau mandado do que chefona de quadrilha. Deste escritório deve ter saído gatos e lagartos e não duvido nada que o dinheiro do falso dossiê também. Se fuçar vai achar e tomara que achem para que este dinheiro que se encontra parado na policia federal receba o fim merecido: melhorar a vida do povo brasileiro.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A PERGUNTA NA INTERNET

Nas redes sociais, a pergunta que bomba é: A procuradora Luciana Loureiro já recorreu da decisão para o ex-presidente Lula devolver os R$ 10.000,000,00 que desviou dos cofres públicos? Nós, contribuintes, brasileiras e vítimas de toda essa corrupção generalizada no País, onde sempre tem o dedo de Lula envolvido, seja direta ou indiretamente, precisamos saber se a competente procuradora Luciana Loureiro já recorreu da decisão para Lula da Silva devolver os quase R$ 10.000,000,00 (dez milhões de reais), recurso púbico de que ele fez uso indevido e imoral. Pedimos sermos informadas. Obrigada.

Leticia Martelle leticiamartelle@gmail.com

São Paulo

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QUEREM SILENCIAR O ‘CLARÍN’

“A mão que afaga é a mesma que apedreja.” Esse provérbio se ajusta aos paradoxos cometidos por essa espécie rara chamada de “políticos”. Em países como o nosso, essa espécie, afaga a democracia para se eleger, mas quando atinge o objetivo procura apedrejá-la, começando por cercear a liberdade de imprensa. Eles não suportam quando a imprensa democrática e investigativa abre as tampas das lixeiras que reproduzem o odor do lixo por eles mesmos produzido. A última quarta-feira pode se transformar num dia emblemático. Simultaneamente aos abraços calorosos trocados entre Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, a Corte argentina declarava que o tradicional jornal “O Clarín” começou a ter seu toque mais silencioso, porque tem de ser separado. Motivo: cresceu muito e mete medo nos falsos democratas. O curioso é que as citadas presidentes só estão ocupando seus postos por obra e graça da democracia. Kirchner, por herança que recebeu do honrado marido, e Dilma, por uma história controvertida e incoerente, para quem pegou em arma como ela (pegou?), no combate ao autoritarismo que perdurou em nosso país, ao longo de 20 anos. Chega a ser estranho o seu comportamento e do seu chefe Lula, que de forma matreira, procuram solapar a nossa liberdade, na tentativa de calar a nossa boca, restringindo a postura democrática de nossa imprensa livre e não comprometida. De tentativas em tentativas, com aliados, como a exemplar família Sarney, que impôs censura ao Estadão e de gestos isolados e devaneios, que essa gente vai mostrando a cara de uma “jovem guarda”, mutante, que a aspira uma nova ordem política para toda a América dos Sul, contando com expressiva maioria, com essa aspiração caudilhista: Chávez, Morales, Kirchner, Dilma, Rafael Corrêa. Fidel Castro, o vanguardeiro da velha guarda, é o mestre dos citados pupilos. Quem sabe um dia Lula voltará a ler “Camões” e Dilma, receitas culinárias?

Roberto Ianelli Kisten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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