Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2012 | 02h06

Porto inseguro

As agências reguladoras foram criadas para atuarem de forma independente, apolítica e, sobretudo, técnica, regulando os mais variados serviços concedidos pelo Estado, principalmente após a privatização de vários setores controlados pelo governo até o período presidido por Fernando Henrique Cardoso. O governo petista, contudo, tirou-lhes o caráter independente, loteando cargos entre políticos e deixando o lado gerencial profissional de alta capacidade técnica em segundo plano (ou em plano nenhum). E o que se vê é o uso de tais agências para servirem a interesses particulares, pela compra de pareceres. A Operação Porto Seguro demonstrou bem essa realidade e, por mais célere que tenha sido a publicação no Diário Oficial da União da demissão dos envolvidos no esquema, dificilmente a presidenta Dilma Rousseff conseguirá debelar novos casos de corrupção se não devolver às agências o caráter original: autonomia, sem intervenção política.

MARCELO DO VALE NUNES

mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

Agências reguladoras

Vale a pena lembrar que as agências foram criadas no governo FHC com a condição de serem administradas exclusivamente por funcionários concursados. Lula alterou essa situação para poder abrigar seus amigos. Pela lama que não para de jorrar, os amigos do Lula não são flor que se cheire. E quem tem uma penca de amigos dessa laia é o quê?

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Um escândalo atrás do outro

Onde ciscar estoura a bomba. É um verdadeiro campo minado. O cerco vai se fechando e falta muito pouco para desmascarar o chefão da quadrilha que se instalou no País em 2003 e transformou o governo no mais corrupto da história da República. Isso é fato!

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

Maracutaias

A corrupção chegou a tal ponto que é difícil imaginar quem se sustente no governo petista sem estar envolvido em algum tipo de esquema facilitador.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Mensalão

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai determinar se os deputados réus do mensalão vão (ou não) perder os seus mandatos?! Quer dizer, então, que eles poderão legislar em "benefício" do povo que assaltaram? Logo eles...?!

ATTILIO CERINO

attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

Conflito de opiniões

A respeito da surpreendente opinião do novo membro do STF, se é pré-requisito do pretendente a mandato popular que possua direitos políticos, como poderia mantê-los o detentor de mandato que os perdeu? Sou um mero engenheiro, mas o raciocínio dos advogados não é cartesiano...

LUIZ ALMADA DE A. BARROS

luiz.alencarbarros@hotmail.com

São Paulo

Perda da função pública

A expectativa de os condenados pelo STF que são deputados continuarem em seus cargos é temerária, porque a Constituição federal, no artigo 37, § 4.º, que trata da administração pública, diz: "Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível". E no artigo 15 prevê que "é vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de (...) III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos". Portanto, não há dúvidas, qualquer parlamentar réu no mensalão deve perder o mandato, conforme a Constituição. Se ocorrer o contrário, teremos de novo a vergonha dos acontecimentos em que a Câmara absolveu com 267 votos a deputada Jacqueline Roriz, flagrada escondendo um pacote de dinheiro na bolsa. Ou seja, o Judiciário perderia o caráter de judiciário.

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

Por que há dúvidas?

Qualquer Legislativo decente aplicaria de pronto perda de mandato e outras punições a membros que fossem condenados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, etc., etc. Nem deveria ser matéria de discussão.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

ORIENTE MÉDIO

Palestinos na ONU

É uma boa notícia a ONU ter aceitado a Palestina como Estado observador, algo semelhante ao status do Vaticano. Já é um começo, um importante avanço, justo e merecido, no caminho de emancipação dos palestinos, que têm todo o direito de ter seu Estado soberano e independente. Esperamos que em breve o Estado Palestino seja reconhecido pela ONU, o que fatalmente vai ocorrer, mas com um inaceitável atraso de mais de 64 anos, que é tempo do reconhecimento do Estado de Israel pela ONU, em 1948.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Questão de coerência

A Espanha votou a favor de a Palestina ser reconhecida como Estado observador na ONU. Se for coerente, vai liberar a Catalunha e o País Basco... É sempre mais fácil palpitar no quintal dos outros do que olhar para o seu próprio.

JANKIEL BREZ

jbr71@hotmail.com

Santos

GRUPO EBX

Esclarecimento

Sobre a reportagem Governo banca nova fábrica de Eike (20/11), cabe esclarecer que o Grupo EBX detém 33% de participação na Six Semicondutores. A empresa é resultado de sociedade entre a Six Soluções Inteligentes - empresa de tecnologia do Grupo EBX -, BNDES, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), IBM, Matec Investimentos e Tecnologia Infinita WS-Intecs. A participação pública total no capital da Six Semicondutores (somados BNDESPar e BDMG) é de cerca de 40%. O Grupo EBX e demais acionistas privados (IBM, Matec, WS-Intecs) possuem, juntos, 60% do capital da companhia e investiram recursos próprios no empreendimento, equivalentes à sua participação acionária. Os financiamentos do BNDES, do BDMG e da Finep a que a Six Semicondutores recorre legitimamente são tomados e pagos nas mesmas condições oferecidas a todo o mercado e passam por criteriosa análise e aprovação do banco.

NILSON BRANDÃO JUNIOR, gerente-geral de Relações com a Imprensa

nilson.brandao@ebx.com.br

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GUARDIÕES DA CONSTITUIÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, em 28/11, o cálculo das penas aos 25 réus condenados pelo envolvimento no esquema mensalão. Antes do pente fino para o ajuste final, as penas somavam 282 anos de prisão e R$ 22.075 milhões em multas. Para a tropa de choque do governo, defensores de bandidos, o escândalo nunca existiu e não passava de pura invencionice da imprensa. As penas aplicadas provam o contrário. As sanções impostas aos quadrilheiros que depredaram o Tesouro Nacional por três anos, no primeiro mandato do ex-presidente Lula, sinalizam o fim da impunidade no Brasil e isso vai deixar muita gente sorumbática. Esse julgamento histórico e o veredicto proferido não deixam a menor dúvida de como devem agir os juízes, doravante, em todas as instâncias. Os ministros da Suprema Corte deram o exemplo, é só seguir. Excetuando-se Lewandowski e Dias Toffoli, deram um show de brasilidade, senso de justiça e de coragem, independentemente de apadrinhamentos, aplicaram severas penas aos malfeitores e lavaram a alma de uma Nação. Realmente, são os guardiões da Constituição, como disse o ex-ministro Ayres Britto em sua despedida do Supremo.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmai.com

Jundiaí

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QUASE TRÊS SÉCULOS DE PENA

As penas impostas pelo STF aos 25 réus condenados, no processo do mensalão, totalizam 282 anos, 7 meses e 4 dias de prisão, além de R$ 22,373 milhões em multas, em valores de 2003 e 2004. A simples prolatação das sentenças é uma grande surpresa para a sociedade brasileira, já farta de tanta impunidade aos criminosos de colarinho branco. A própria demora na apuração impacientava a população, que tinha a certeza de que esse megaescândalo, cometido nas salas contíguas às do presidente da República, teria o mesmo destino de tantos outros que também escandalizaram o povo e resultaram em nada. Mas o povo ainda quer mais. Aguarda a execução. No dia em que o primeiro dos mensaleiro for recolhido, a população começará a respirar mais aliviada e terá mais motivos para acreditar que o país, efetivamente, está mudando. Ainda existem outros casos não liquidados - que dormem em gavetas e sob a sombra de marotos recursos - que podem ser avivados e levados para julgamento. Oxalá o exemplo do STF se alastre - por bem ou por pressão - para outras instâncias judiciais do País. Quando os apenados do mensalão estiverem trancafiados, os contumazes ladrões da pátria irão com menos sede ao pote, sabendo que, não o fazendo, poderão também terminar nas grades. E o país terá fortalecida a República em seu conceito maior, de que todos os cidadãos são iguais...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PERDA DE MANDATOS

O Supremo Tribunal Federal é a Corte Suprema do País e suas decisões devem ser cumpridas imediatamente, sem outras ou demais apreciações, inclusive por outros Poderes da República. Assim, os deputados condenados na Ação Penal 470, como deve constar dos respectivos decisórios, perdem os seus mandatos independentemente de nova apreciação por parte da Câmara dos Deputados. A esta incumbe, só e simplesmente, o ato declaratório do Poder Legislativo competente, confirmando a perda dos mandatos, para que conste dos anais da Casa e como formalidade administrativa. Assim, o ministro Marco Aurélio Mello, em declarações à imprensa, entendeu o problema e assim também devem entender quantos militam na Justiça, porque as decisões do Poder Judiciário não estão sujeitas às apreciações de outros Poderes da República, o que, certamente, contrariaria a tradicional tripartição de poderes e definições de atribuições constitucionais a cada um deles, para que não haja interferências, mas perdure a harmonia entre eles.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS

Os magistrados devem levar em conta as expectativas da sociedade em relação à Justiça, precisam considerar os valores e os anseios da sociedade. Essas palavras do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, fez-nos lembrar Martin Luther King quando disse: "Temos de aprender a viver todos como irmãos ou morreremos todos como loucos". Exemplos a serem seguidos.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ALERTAS

De Barbosa em Barbosa, o Brasil vai recebendo advertências ao longo de sua história. Começou com o Rui com seus célebres "de tanto ver..." e segue agora com a explícita atuação do doutor Joaquim e suas penalidades a favor da virtude, da honra e da honestidade.

Ricardo Ferraz ricardaoartesao@gmail.com

Caçapava

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EXPULSÃO

O parágrafo 2º, do artigo 72, da Lei Federal 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) estabelece que o processo disciplinar contra advogados, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do começo ao fim corre em rigoroso sigilo. Joaquim Barbosa, numa das sessões do mensalão, violou escancaradamente esse sigilo, perante a TV Justiça, representando publicamente contra três advogados, por ter-se sentido ofendido pelos mesmos, e exigindo que os demais Ministros se acumpliciassem com ele, no que foi energicamente repelido, salvo por Luiz Fux, que comungou com essa violação. Com esse ato, Joaquim Barbosa, perante milhões de brasileiros, praticou o crime de violação de sigilo, ofendendo publicamente, não só aos três advogados, mas a todos os advogados do País. Por esse ato, Joaquim Barbosa deve ser alvo de impeachment para ser expulso do Supremo Tribunal Federal, pois ele não vacilou em rasgar a Constituição federal, pisoteando a dignidade e a honra dos advogados, degradando-os publicamente. Além disso, violou também o artigo 7º, inciso X, da mesma Lei Federal 8.906/94, já que impediu o advogado de replicar acusação que lhe foi feita. Expulsão do Supremo, repita-se, é o que merece imediatamente Joaquim Barbosa.

Wilson Rodolpho de Oliveira mlucia.adv@uol.com.br

Campinas

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HERÓI POR POUCO TEMPO

Joaquim Barbosa, nosso presidente do STF, nosso herói do momento, de origem pobre da cidade de Paracatu, Minas Gerais. Lembrem-se destas manifestações exageradas de apoio que o enaltecem a todo o momento. Aguardem, quando este mesmo herói, que também o considero assim, iniciar e combater os criminosos defendidos pela mídia, aguardem e verão, vão transformá-lo em vilão.

Carlyle Antonio Cunha carlyle.cunha@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA À HISTÓRIA

Aviso aos navegantes: Joaquim Barbosa não é o primeiro negro a chegar e presidir o Supremo Tribunal Federal. O primeiro negro a chegar ao STF foi o Dr. Pedro Lessa, em 1907, ou seja 19 anos após a Lei Áurea! Posteriormente, em 1919, ou seja 21 anos após a Lei Áurea, um mulato ocupa o cargo de ministro do STF, o Dr. Hermenegildo Rodrigues de Barros, que foi, por sua vez, eleito duas vezes presidente do STF, em 1931 e em 1934. Façamos justiça à História!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ESCÁRNIO

Numa exibição explícita de exacerbado corporativismo, a Congregação de Professores da Faculdade de Direito da USP aprovou, em 29/11, por aclamação, moção de apoio ao colega Ricardo Lewandowski pela atuação "independente e corajosa" no julgamento do mensalão. Uma superfluidade coerente com o aberrante protagonismo de Lewandowski que, como revisor sobressaiu-se mais como advogado de defesa dos mensaleiros do PT, com excesso de mesuras aos advogados dos réus, cumpridor de missão partidária com subserviência, dramaticidade e pieguismo. Com candidez, mitigação e abrandamento, absolveu os réus do PT, enquanto que com Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão, o maior escândalo do governo Lula, foi inexorável, sôfrego e abrasivo aplicando, excepcionalmente, penas mais duras que o relator. Lewandowski escarneceu significativa parcela da sociedade.

Mafalda Guida Leme mg.leme@hotmail.com

Santos

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NADA É POR ACASO

É interessante notar como os personagens deste novo e gravíssimo escândalo de corrupção, evidenciado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal (PF), se encaixam como uma luva. A senhora Rosemary Noronha foi assessora de José Dirceu por 12 anos. Em 2003, Rose foi contratada por Lula. Na sequência, Lula indicou para ministro do STF o senhor Dias Toffoli. Ainda quando não era do STF, Toffoli levou o senhor Evandro Gama para a Casa Civil, onde trabalharam juntos sob o comando de José Dirceu. Não obrigatoriamente em ordem cronológica. Claro que está faltando um monte de gente nesse "imbróglio". Só para citar os mais notórios.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A INCONTROLÁVEL PF

A divulgação pela imprensa de detalhes da investigação da Polícia Federal no caso onde se constata a intima relação de Rosemary com o ex-presidente PR e por tabela com o condenado JD na obtenção de "favores" tem causado constrangimentos ao governo. Chegaram a dizer que a "PF é incontrolável". E nós os cidadãos pagantes dessa verdadeira farra com a coisa publica cedemos graças a Deus por existir independência de alguns setores públicos dos mandos do governo. Já nos chega a total sujeição do Poder Legislativo às vontades dos governistas. Vivemos uma falsa democracia, pois não há completa independência entre os Três Poderes da República. Até quando?

Leila E. Leitão

São Paulo

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VANTAGENS ILÍCITAS

O artigo 327 do Código Penal assevera que, quando o funcionário público obtém vantagens para si ou para outrem em razão do cargo, está incurso no crime denominado concussão. O que Rosemery Nóvoa Noronha fez em sua gestão no cargo de chefe de Gabinete da Presidência da República em São Paulo, nada mais foi que cometer crime de concussão. Por isso deve submeter-se ao que prescreve a lei penal.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SEM COMPLICAÇÕES

Como pode o ministro Gilberto Carvalho afirmar que "não há complicações" envolvendo Lula após os fatos revelados pela Operação Porto Seguro se a dona Rosemary, como ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e muito próxima ao ex-presidente, está diretamente envolvida com as denúncias apuradas, muito embora esteja blindada pelos governistas e impedida de dar esclarecimentos? Se ela nada falou, ainda, que tanta certeza é essa do ministro de que Lula não está implicado na lambança? Bem, se dona Rose não vai, que tal os parlamentares da oposição convocarem Lula para dar explicações sobre seu relacionamento com Rosemary, visto que apesar dele já não ocupar a cadeira de presidente, nos últimos 19 meses ela deu 122 ligações telefônicas para ele. Sobre o que conversaram eles? E me admira como esta senhora pode afirmar pudica e cinicamente que nunca teve participação em supostas fraudes em pareceres técnicos ou corrupção de servidores públicos se já é do conhecimento público que ela conseguiu até um diploma falso em administração para seu ex-marido, inclusive com registro no Ministério da Educação (MEC), para que ele pudesse ingressar no conselho de administração da Brasilprev, seguradora controlada pelo Banco do Brasil? Portanto, ministro Gilberto Carvalho, o Planalto poderá até tentar abafar este caso juridicamente, mas será difícil, posto que está muito claro para a população que lê jornais que por onde esteve ou passou Lula - sempre houve uma onda avassaladora de corrupção.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO 'CONCIERGE'

O ministro "concierge", da Secretaria da Presidência talvez não saiba que o peixe morre pela boca. Anda muito "prosa" e saliente este tal de ministro!

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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EM CORO

Lula, Zé Dirceu e seus discípulos, no três: - Um, dois, três! - Não, eu não sei de nada...

Flávio Cesar Pigari flávio.pigari@gmail.com

Jales

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ATÉ QUANDO?

Diante da surpreendente declaração de Rosemary Noronha, ex-chefe do estranho Gabinete da Presidência da República em São Paulo, dando conta que, enquanto trabalhou para o PT ou para a Presidência da República, nunca teria feito nada de ilegal ou imoral, só resta relembrar o verso de Roberto Carlos: "Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?". Pobre República, apedrejada, vilipendiada, quase eticamente exaurida. Até quando o brado retumbante de teu povo heroico, permanecerá engasgado diante da rapinagem que já dura mais de dez anos?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO PORTO SEGURO

Como fica o bebum de Rosemary?

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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GAROTO-PROPAGANDA

Caso o fabricante de teflon necessite de um garoto propaganda, conheço um que é daqui, ó! Único problema é que às vezes ele não fala nada.

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

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MUTRETA NO MEC

A chancela do Ministério da Educação (MEC) sempre foi de grande importância para dar confiabilidade a um diploma. Sendo assim, é lamentável que o MEC esteja envolvido em escândalo perpetrado por Paulo Rodrigues Vieira - filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e preso na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal -, que conseguiu a validação de um diploma falso, durante a gestão do ministro petista Fernando Haddad, para favorecer um apaniguado seu na obtenção de um cargo na Aliança do Brasil Seguros, atual Brasilprev Seguros e Previdência. Um verdade cada dia mais torna-se cristalina: onde tem PT tem mutreta.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Eu entendo assim: não conseguiram renovar nada na seleção brasileira de futebol. Acharam que bastava chamar novos jogadores e um novo técnico. Esqueceram-se da renovação técnica e tática no estilo do futebol jogado pela nossa seleção. Infelizmente, o futebol brasileiro sentou-se no pentacampeonato mundial e a seleção, assim como os times, os jogadores e os técnicos pararam no tempo. O futebol que praticamos, com raríssimas exceções, é antigo e está superado. O Sr. José Maria Marin, então, como velho colecionador de medalhas que é, convocou dois consagrados medalhões do futebol brasileiro: Felipão e Parreira, que apesar de não demonstrarem sua experiência há muito tempo, é inegável que a possuem. Se tudo der errado a culpa será dos velhos medalhões, se tudo der certo, a vitória será do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que percebeu a barca furada com relativa antecedência. Sinto informar que sem renovação de verdade, a reedição do fiasco de 1950 é quase certo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CBF USA O BOM SENSO

Felipão é o nome certo! Tem currículo e competência! Ou um título mundial como o de 2002 não representa nada... E diferentemente de dirigir um clube, mesmo que seja grande, que até faltam recursos para contratar, e quando contratam o fazem mal, e salários, direitos de imagem são pagos atrasados, um técnico da seleção, como agora o Luiz Felipe Scolari, tem a seu favor, o direito de convocar os melhores atletas brasileiros que atuam no País e no exterior. Acerta também a CBF ao convidar o Carlos Alberto Parreira para o cargo de diretor técnico. Ou seja, são nomes de indiscutíveis serviços prestados à Seleção Brasileira! Agora, se o título da Copa do Mundo de 2014 ficará no Brasil, depende também dos adversários! E é assim que funciona a história do futebol há mais de 100 anos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FAROL TRASEIRO

Tanto o Felipão como o Parreira têm currículos excelentes, mas evidentemente estes currículos são como faróis voltados para trás, que iluminam mais o passado. Não teria sido melhor misturar a metade desta experiência com outra metade de um melhor conhecimento do futebol moderno e arrojado, como aquele que surpreendeu até o Muricy naquele chocolate que o Barcelona deu no Santos na disputa do campeonato mundial de clubes do ano passado? O Brasil inteiro espera que dê certo, mas esta plêiade de respeitáveis senhorzinhos que está se formando na CBF deixa a gente um pouco inseguro. Esta história de que no fim tudo dá certo é balela!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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GOLS CONTRA

Mal começou "o jogo" e a nova cúpula da Seleção já tropeçou nas palavras e perdeu a posse de bola: Felipão fez comentário mais que infeliz sobre os bancários e Parreira disse "que o Brasil não pode perder a Copa de 2014 em casa, tem de dar um jeito de ganhar". Dois gols contra!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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VENCER OU VENCER

Venceremos a Copa, então, por decreto?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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DECLARAÇÃO INFELIZ

Durante quatro décadas trabalhei em serviços que tinha ligação direta aos bancos. Por esse motivo achei um absurdo as declarações do novo técnico da seleção brasileira de futebol ("se não aguenta pressão, não pode jogar na Seleção. Melhor ir trabalhar no Banco do Brasil"). Presumo que se ele fosse bancário e recebesse o salário de bancário e quando um banco "quebrasse" mesmo não tendo culpa nenhuma fosse demitido ele pensaria de forma diferente. Quando um técnico de futebol recebe salário astronômico para dirigir um clube de futebol e esse clube está para ser rebaixado para 2.ª divisão tirar o corpo fora e depois receber convite para dirigir a Seleção Brasileira, fica fácil demais falar asneiras.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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GROSSEIRÃO

A começar pelas arrogantes, grosseiras e infelizes declarações e comparações do Felipão, ao assumir a Seleção, vamos rezar para que o Brasil não vá para série B do Campeonato Mundial de Futebol. Felipão, grosserias já fazem parte de sua história, e de certa forma, os bancários também pagam seu "gordo" salário, via patrocínios, via ingressos, entre outros; não precisa ficar se explicando na mídia, o dito pelo não dito e pela vexaminosa reentrada.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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SALVE O FELIPÃO!

Como técnico é ultrapassado, mas nos fará dar boas risadas, com as inúmeras abobrinhas que dirá, e gafes que cometerá. Essa declaração "se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada", que provocou a ira do Banco do Brasil, foi sensacional, e é apenas um aperitivo para o que ainda virá.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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OU VAI OU RACHA

Agora sim. Com Felipão e Parreira em campo é hora da onça beber água. É o momento do vai ou racha. Do tudo ou nada. A seleção penta campeã não é brinquedo para embalar o ego dos eternos parasitas e pessimistas de plantão. Timeco que jamais ergueu um tijolo em beneficio do futebol brasileiro. A CBF foi rápida e eficiente nas escolhas. José Maria Marin atendeu o clamor do torcedor. É ele a válvula de escape da paixão do brasileiro. Quem não quiser ajudar ou estimular a seleção com Felipão e Parreira, que pelo menos não atrapalhe, com criticas levianas, amarguradas, tolas, açodadas e sem cabimento.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MESMICE

Enrolação do presidente da CBF José Maria Marin para o anúncio do novo técnico da Seleção Brasileira; Marco Polo Del Nero, mudo; Parreira, com o cargo que lhe está à altura: diplomata na CBF; e Felipão, com seu estilo de sempre. Mesmice. E aí vem 2014... Boa sorte a todos!

Wetemberg Aires de Oliveira berg1971@gmail.com

São Paulo

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VANGUARDA DO ATRASO

A covardia, o medo do novo, da ousadia levaram a decadente CBF com seus dirigentes jurássicos a escolher Felipão e Parreira novamente para dirigir a Seleção Brasileira. Vamos assistir novamente ao futebolzinho arroz com feijão, sem sal quando poderiam inovar e convidar Guardiola, por exemplo. Mas a covardia falou mais alto e escolheram o passado. O cheiro de naftalina da CBF é insuportável.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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SUCESSO AO TÉCNICO

Sr. Felipe Scolari, cursei boa escola, "ralei" muito p vestibular, cursei 5 anos de Engenharia para então trabalhar no Mercado Financeiro. Ainda comecei pós-graduação e Marketing, que infelizmente tive de interromper por excesso de trabalho. Enfrentei problemas de inflação, desvalorizações cambiais, diversos planos econômicos, tive de me familiarizar com operações financeiras das mais complexas como swaps, hedges, descasamentos cambiais, Bolsa de Valores, investimentos, etc. Garanto ser isso muito mais desgastante do que fazer uma bola passar entre três pedaços de madeira. Desejo sucesso em sua nova função.

Adalberto Leme Ferreira adaleme@uol.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA PREMIADA

Esse é o nosso país! Além de elegermos o partido o qual teve toda sua cúpula condenada pelo STF para governar a maior e mais rica cidade do Brasil, agora colocamos na liderança de nossa seleção brasileira um técnico ultrapassado, com performance pífia durante os últimos anos e principal responsável pelo rebaixamento para a série B de um dos principais clube do futebol brasileiro. Prevalece a injustiça em nosso país e a incompetência é sempre premiada!

Gustavo Eigenheer gustavo.eigenheer@hotmail.com

Vinhedo

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FUTEBOL E POLÍTICA

Na "ditadura", o técnico de futebol da seleção era o João Saldanha, comunista! Na "democracia", o técnico de futebol é o Luiz Felipe Scolari, pinochetista!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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DUPLA MARAVILHOSA

Maravilhosa a dupla escolhida para comandar a Seleção rumo à Copa do Mundo, no Brasil, em 2014. O presidente da CBF, José Maria Marins, está de parabéns. Com esses dois técnicos renomados, teremos grande possibilidade de reconquistarmos o campeonato mundial que se avizinha. Aguardemos.

Joao Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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FELIPINHO

Aceito todos os argumentos a favor do pentacampeão Luis Felipe, mas um solitário argumento contra o incrimina. Não conseguir salvar o Palmeiras foi imperdoável. Pelo critério de meritocracia o cargo tinha que ser do Abelão.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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RETROCESSO

Jose Maria Marin está se mostrando igual ou pior que seu antecessor Ricardo Teixeira, no comando da CBF. Indicar Felipão para o comando da Seleção Brasileira é um grande retrocesso em nosso futebol. Sem renovação, principalmente no comando da CBF, não voltaremos a dominar o futebol mundial, como fizemos, por várias décadas.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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MAIS FUTEBOL E EMOÇÃO

Nova era de Felipão boa sorte a Seleção com mais futebol e emoção.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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AFUNDANDO

Que país é este? Não bastava nossa situação política agora vem a CBF com a indicação do Felipão. Não sei qual a pior condição! Estamos afundando cada vez mais.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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FALTAM COMPETÊNCIA E DILIGÊNCIA

Pelo jeito, a única coisa que ainda salva a economia, e a popularidade da presidente Dilma Rousseff, é o nível de emprego. É claro que isso pode não durar muito. O otimismo, mesmo com boas perspectivas com a Copa do Mundo e a Olimpíada, pode acabar não mais convencendo os empreendedores que valha a pena esperar. As medidas de estímulo têm sido pontuais e não vão perdurar. Seria necessário muito mais competência para tocar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa, de respeito a contratos, de pessoas certas nos lugares certos, e principalmente para diminuir a corrupção que toma conta de tudo visivelmente e sem disfarces. Não há quem possa estar otimista. E, sem otimismo, ninguém investe.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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BOLSA PARA AS PMEs

Estão instalados no Brasil os estudos para incentivar e facilitar a entrada de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) na Bolsa de Valores. Reunião de 5/11/212 na sede da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Naquela oportunidade no Rio de Janeiro por mais de cinco horas foi apresentado um diagnóstico preparado por um Grupo de Trabalho da BM&FBovespa, formado em maio de 2012, sobre experiências internacionais. Foram analisadas experiências desenvolvidas na Inglaterra, Polônia, Espanha, Canadá, Austrália, Coréia do Sul e China. Na oportunidade foi aberto um período para recebimento de propostas e sugestões do mercado (serão recebidas até o dia 14/12 no e-mail ctofertasmenores@bvmf.com.br). Foi também formado um Comitê Técnico, que contará com a participação do Grupo de Trabalho e representantes de entidades públicas e privadas selecionadas. Atualmente, é praticamente proibitiva a participação das PMEs no mercado aberto. Naturalmente a viabilidade da participação dessas empresas passa pela redução dos custos de ingresso e de manutenção. Uma importante redução poderá ser conseguida com a não obrigação da publicação dos relatórios trimestrais nos jornais de grande circulação nacional. Eu entendo que a disponibilidade pública de acesso de tais relatórios depositados na CVM e na BM&FBovespa supriria a publicidade requerida. E tais relatórios seriam obrigatórios mesmo para aquelas que emitam debêntures conversíveis ou não em ações. Seria saudável que o valor mínimo de captação pudesse ser em torno de R$ 10 milhões. Mesmo que no Brasil as empresas tenham no BNDES a grande e praticamente única fonte de financiamento à longo prazo é importante que se ofereça alternativas.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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O STF E O AMIANTO NO BRASIL

Toda atividade tem um grau de risco conforme Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae) e conforme o Cnae o grau de risco para quem trabalha com poeiras minerais ou fica exposto ao "Asbesto" mais conhecido como amianto o grau de risco e máximo, em uma escala de um a quatro então o grau de risco e quatro. Não se discute que tal exposição e nocivo a saúde do trabalhador, no entanto ser nocivo e ser proibido há uma grande diferença. O que gera renda e emprego eu sou favorável e se tivesse uma oportunidade até trabalharia em tal atividade mesmo porque no Brasil temos mais de cinqüenta atividades com o grau de risco máximo, alguns exemplos: o que seria da cidade Cachoeiro do Itapemirim, que tem como sua principal atividade econômica o minério (mármore) grau de risco máximo, fábrica de cimento grau de risco máximo, plataforma em alto mar grau máximo, refinaria máximo. Impacto na economia, considerando o uso geral esta matéria prima gera na economia brasileira mais de R$ 3,5 bilhões e gera mais de 150 mil empregos, uma vez que temos que analisar os dados não apenas na extração em loco e sim global. Quantidade: este tipo de minério tem em abundância no Brasil, e é muito importante para a economia brasileira além de não ter nada em terno de qualidade e durabilidade aos produtos que tem como matéria prima o amianto, proibindo o Supremo Tribunal Federal (STF) vai deixar quem usa este produto dependente de outro setor ou até mesmo de outro produto similar externo. Compete ao governo oferecer estrutura para fiscalizar, já a justiça penalizar os infratores das leis. No entanto o que acontece no Brasil e o seguinte: o que for explorado pelo o setor privado e o governo não tiver estrutura para fiscalizar será proibido, será que se o amianto fosse explorado pela Petrobrás, ou empresa do porte da Vale alguém iria se opor? Outro exemplo, o governo proibiu o jogo do bingo porque não era jogo explorado pelo o governo e os jogos feitos nas casas lotéricas ah estes podem, pois e o governo que controla

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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O ATRASO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

A Unesco solicitou ao filósofo Edgar Morin, um dos maiores expoentes da cultura francesa no século 20, a sistematização de um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do século 21. Esse pedido foi feito em 1999. Ele descreveu os sete saberes que precisam ser ensinados: 1) as cegueiras do conhecimento: o erro e as ilusões constantes nas concepções; 2) construir o conhecimento pertinente; 3) reaprender a nossa própria condição humana; 4) reconhecer nossa identidade terrena; 5) enfrentar as incertezas constantes no conhecimento científico; 6) ensinar a compreensão por meio do dialogo e do entendimento; 7) discutir e exercitar a ética. São eixos e ao mesmo tempo caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes. De lá para cá, o que os responsáveis pela educação no Brasil fizeram? A violência tomou conta das escolas. A falta de limites é sentida entre professores e alunos, alunos e alunos além da ausência da família no processo educativo. Antigamente deixar o filho na escola era certeza de segurança para os pais, hoje é motivo de preocupação. É preciso que o aluno volte a sentir prazer em frequentar a escola, que os pais acompanhem a vida escolar de seus filhos, que professores respeitem e ensinem seus alunos construindo regras e limites bem definidos. A educação para surtir efeito deve educar para os valores e sentimentos também. Segundo Aristóteles, "tanto as crianças como os adultos precisam de leis e mecanismos de correção. É tarefa, portanto, dos legisladores a exortação à decência e a imposição de castigos e corretivos a quem se afasta da retidão com propósitos vis. Sendo assim, a melhor maneira de educar o caráter de uma pessoa é habituá-la desde cedo a preferir as virtudes e a recusar tudo aquilo que é vil". Os mais desavisados farão terrorismo com a citação de castigos e corretivos, mas onde foi que a escola e a família erraram quando não conseguiu educar uma criança ou adolescente? Foi a falta de limites e o compromisso com as regras, portanto, a disciplina. Muitos acham errado falar em disciplina, mas sem disciplina nada se faz. A educação precisa proporcionar felicidade e o sucesso na educação está numa boa administração, uma escola bem administrada melhora a competência dos professores. As grandes escolas particulares trabalham muito bem os sete saberes de Morin, e nas escolas públicas, os professores conhecem esses saberes? Leram o livro? Infelizmente o Estado negligencia sua tarefa, gasta mal os recursos da educação e não forma professores para enfrentar os desafios dessa nova geração que já chegou aos bancos escolares do século 21. Não é por acaso que o Brasil ficou em penúltimo lugar no ranking global que mede a qualidade de sistemas educacionais. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. O que a pesquisa levou em conta? Notas de testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual e qualidade de professores. O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários. Diante desse quadro dantesco em que se encontra e Educação brasileira o que mais é preciso dizer? Fazer é o que falta, mas quando teremos governantes interessados em mudar esse quadro? Manipular as massas e enganá-las tem sido a grande tarefa de todos os governos. Para uma mudança sintomática é preciso que o discurso vire prática. Falemos sério quando vai aparecer alguém disposto a colocar o dedo na ferida?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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