Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2012 | 02h09

Tutu lá fora

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) denunciou ao Ministério Público que em 2009 o avião presidencial levou valores em euros, equivalentes a R$ 70 milhões, para fora do País, pelas mãos de Rosemary Noronha. Como secretária executiva essa senhora superou todas as expectativas! O Ministério da Fazenda e o Itamaraty nada sabem sobre isso?

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

'Mula'

A se confirmar a notícia veiculada ontem pelo Estado (A8) sobre Rosemary Noronha ter entrado em Portugal com 25 milhões, será que vamos conseguir pegar elle? É evidente que Rose serviu de "mula" para levar a encomenda. Dinheiro dela é que não era!

MARTIM AFONSO DE SOUZA

mas_1942@hotmail.com

Indaiatuba

Confirmação

O deputado Garotinho reiterou ontem, em audiência na Câmara com o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, que a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha depositou, sim, 25 milhões no Banco Espírito Santo, de Portugal, após entrar com o dinheiro nesse país usando a mala diplomática. Alô, Lula, se cuide, a corda está esticando e ainda vai pegar o seu pescoço. A Justiça tarda, é cega e surda, mas chega...

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Banco do Espírito Santo

Corre na internet mensagem com detalhes sobre o transporte dessa vultosa quantia por Rosemary Noronha, via mala diplomática, com o intuito de ela fazer um depósito na conta de Lula da Silva no Banco Espírito Santo na cidade do Porto, em Portugal. A aduana fiscal do aeroporto dessa cidade, diz a mensagem, tem o registro da passagem do dinheiro. Diante disso, a gente começa a se lembrar dos elos de José Dirceu com o banco português, cuja diretoria teria chegado a tratar diretamente com o então ministro da Casa Civil no Palácio do Planalto. Pode até ser que, por obra e graça do Espírito Santo, Lula tenha de fato uma conta lá... e nem saiba!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Arquivo ambulante

É de imaginar o tamanho do arquivo secreto e comprometedor que existe na cabeça da sra. Rosemary Noronha. Se ele viesse a ser revelado, não sobraria pedra sobre pedra nesta República, para dizer o mínimo!

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

Naufrágio

PT, Lulla e Rosemary naufragaram em Porto Seguro. E a culpa é da mídia e da elite conservadora!

VINICIUS FERREIRA PAULINO

viniciusfpaulino@hotmail.com

São Paulo

Fixação

Em entrevista à TV Estadão (3/12), o tutor do PT, Rui Falcão, reiterou a fixação petista contra a imprensa e o Judiciário independentes. E agora, em encontro de prefeitos e vereadores petistas, Rui Falcão disse que "não dá para avançar no Brasil sem reforma do Estado que envolva a questão da mídia monopolizada e o Judiciário conservador". Ou seja, após perceberem que o julgamento do mensalão os está colocando no seu devido lugar e que a imprensa se tem ocupado em noticiar as verdades que os incriminam, os petralhas vão tentar realizar o sonho que alimentam há anos: acabar de vez com a democracia!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Para bom entendedor...

... meia palavra basta. Ao afirmar que não dá para avançar sem reforma e com mídia monopolizada e Judiciário conservador, o presidente do PT, Rui Falcão, quer dizer, sem rodeios nem firulas, que a ditadura é o melhor caminho.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

A máscara caiu

Os petistas precisam parar com esses discursos retrógrados e sofismáticos de que direita, conservadorismo, burguesia, elite, grande imprensa, além de mais um monte de outras besteiras e invencionices maliciosas iguais, não suportam a existência de um partido ideológico que governe com sua atenção voltada para os pobres. Isso é vergonhoso! Esse argumento capcioso serviu para enganar muita gente durante muito tempo. Hoje, após tudo o que já se viu, e restou provado, no tocante a escândalos de corrupção em seus governos, tal alegação é um tapa na cara de toda a sociedade. Nos cofres que foram roubados por seus líderes condenados pelo STF por corrupção estavam guardados também os recursos das classes sociais mais carentes. Justamente aquelas a quem sempre fizeram juras de "amar e respeitar" para sempre. O que precisa acontecer mais para que todos se conscientizem disso? Da grande maioria da população não podemos esperar grande coisa, mas há muitos na minoria que poderiam fazer mais. As camadas sociais que têm capacidade de entender a estratégia covarde, urdida e exercida pelo partidão, para enganar a grande maioria da população mais humilde e menos esclarecida devem se unir e encontrar meios de impedir que esses cidadãos indefesos sejam ludibriados e levem consigo o restante da Nação para um beco sem saída. Como é o caso, por exemplo, de Cuba, onde só a casta comunista fuma charuto.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

Já deu, PT

Depois das últimas, o PT não é mais Partido dos Trabalhadores (mesmo porque nunca foi), é Perda Total ou, tecnicamente, danos de grande monta. Só vão sobrar os "caquinhos".

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

INSEGURANÇA PÚBLICA

Assaltos com motos

Quero fazer um desabafo sobre a segurança pública em nossa querida São Paulo: a situação está chegando às raias do absurdo! Anteontem, ao estacionar numa rua tranquila no Tatuapé, fui surpreendido, ainda dentro do carro, por dois jovens delinquentes usando uma moto e armados, que em questões de segundos levaram todos os meus documentos (pessoais e do veículo), cheques, cartões bancários e dinheiro. Há pouco tempo um vereador apresentou projeto que visava a proibir que motos fossem utilizadas por duas pessoas. Eu não chegaria a esse extremo, mas peço às autoridades policiais que sejam mais rigorosas na fiscalização das motos com dois ocupantes, pois me parece que esse tipo de roubo é rotineiro e está sem controle.

ADÃO R. DERISIO

adamsrobertsp@hotmail.com

São Paulo

 

LULA E FHC

Eduardo Campos, bajulador e presidente nacional do PSB, reivindica que os meios de comunicação deem o tratamento que dão a Fernando Henrique Cardoso também a Lula. É simples, Sr. Eduardo! Prove que FHC montou um mensalão para fraudar a democracia brasileira. Prove que algum filho de FHC ficou rico à custa de benesses de empresas que têm imensos interesses no governo federal. Prove que FHC, ao deixar o governo, encheu alguns caminhões-baú em sua volta para casa. Prove que uma amante de FHC fazia tráfico de influência e colaborava com quadrilheiros. Ou, então, prove apenas que Lula escreveu ou leu algum livro.

Aldo Sérgio Theoto aldo.petroni@gmail.com

Jundiaí

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A INOCÊNCIA DO GOVERNADOR

“O presidente Lula merece, do Brasil, respeito” (Estadão, 4/12, A6), Eduardo Campos, presidente do PSB nacional. Oh, governador Campos, essa não! Não mesmo. Depois de tudo o que vimos, estamos vendo e ainda veremos, uma declaração dessas leva-nos a duas únicas e possíveis ilações: ou o governador pernambucano nos tem na conta de imbecis ou ele não é sério. Principalmente agora, depois da impactante reportagem de sobre o relacionamento íntimo (até demais) do ex-presidente Lula e sua “chefe de Gabinete” Rosemary Noronha.

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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NOVOS VENTOS NA POLÍTICA

Politicamente o governador Eduardo Campos tenta colocar no mesmo nível os ex-presidentes FHC e Lula. Soa até como irônico esse posicionamento, visto que os “novos ventos na política brasileira” não condizem com a bandalheira que o governo do Sr. Luiz Inácio produziu na política atual. As razões para não compará-los é muito grande, pois um é estadista e o outro, oportunista.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO

Provavelmente o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em seu discurso feito em São Paulo, teria confundindo as coisas, quando afirma que Lula deveria ter o mesmo respeito dedicado ao ex-presidente FHC, pois “é fundamental compreender o papel que ele (Lula) teve na construção do País”; na verdade o governador quis dizer o papel que Lula teve na desconstrução do País, pois o mesmo demonstrou durante todo o seu mandato como desrespeitar as leis, como confundir público e privado, como afagar companheiros corruptos, entre tantas outras desconstruções, em atitudes de total mau exemplo para um chefe de Nação. Pequena troca, relevemos, pois nos discursos os políticos quase sempre se equivocam.

Leila E. Leitão

São Paulo

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A PONTINHA DO TAPETE

O governador Eduardo Campos, a quem admiro, errou ao dizer “que Lula tem de ser tratado como FHC”, pois são duas pessoas muito diferentes. FHC foi um estadista e deve ser tratado como um ex-presidente digno. Lula deve ser tratado como o que é: o chefe de uma gangue da qual, mesmo após dois anos de ter deixado o governo, brotam novos escândalos a cada dia. Aliás, aproveitando o gancho do Sr. Gilberto Carvalho, o tapete esteve bem fechado durante o desgoverno Lula, só agora que ele não manda mais é que estamos conseguindo levantar a pontinha do tapete.

Telma Guimarães telmasg@hotmail.com

São Paulo

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REPÚBLICA PROSTITUÍDA

Lula e sua gangue não têm limites nem respeito por nós, brasileiros! É um escândalos de corrupção atrás do outro, embora eles tentem mistificar, jogar a culpa nos outros e afirmar que estes aparecem porque é um governo transparente. Transparente e competente é a imprensa brasileira, cara vermelha. Não contente com toda a podridão, lá vem o mal educado Rui Falcão trapacear com o que está na cara e em cima do tapete... Senhores petistas, qualquer pessoa pode ter ligação íntima com quem quiser, mas não usando o dinheiro suado do povo brasileiro, enlameando o Itamaraty ao fornecer passaporte diplomático à Sra. Rose, colocando o Ministério da Aeronáutica numa saia justa! Aí já é demais, pobres instituições prostituídas pelo grande farsante desta década.

Anna Maria Barretto fmbar@terra.com.br

São Paulo

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A MÍDIA COMO OPOSIÇÃO

Segundo Rui Falcão a oposição que existe no Brasil é a mídia. Não poderia ser coisa melhor, visto que com a chegada do PT ao poder os parlamentares foram cooptados. Todos se aliaram a tudo. Todos têm o seu interesse nesse ou naquele projeto. A mídia independente, tal qual o Judiciário são hostilizados pelos petistas. Viva a mídia que não se vende. Os petralhas estão incomodados com quem mexe com eles. O normal seria dar as cartas e ver o gado indo ao curral. Muito antes de o sonho tornar-se realidade, Roberto Jefferson acabou com a farra e agora Rosemary revelou ao Brasil que o homem que não sabia de nada, sempre agiu como marido traído, o último a saber. Um corno às avessas, já que traída mesmo foi a dona Marisa Letícia. Que país este nosso!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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GOZAÇÃO

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, cargo com título pomposo para fazer jus ao salário teto, pago para mentir em nome do (des)governo do PT, Gilberto Carvalho, explica que a corrupção não aumentou. Pura gozação, di$$e mais, que agora a corrupção não vai para debaixo do tapete – como nunca foi ou vai, sempre vai direto para o bolso ou contas bancárias dos corruptos. Nos últimos dez anos, a quantidade de corruPTos aumentou em progre$$ão geométrica, sem controles e limites. Os eleitores cativos, assistidos pelo PT, nem fazem ideia do que é “debaixo do tapete”. Mais uma que não colou, era melhor que tivesse ficado calado, nem conte outra, Gilbertinho!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

“Nada vai para baixo do tapete”, diz o ministro Gilberto Carvalho, que perdeu oportunidade de ficar calado e continuar dentro da sala do Palácio do Planalto, onde exerce a função de espião do seu ainda chefe e ex-presidente. Isso pago com o dinheiro do contribuinte. Ora, pela própria norma constitucional, a Polícia Federal sempre está autorizada e com plena liberdade de agir (dentro da lei). Na verdade, é mesmo uma obrigação que não depende de quem está de plantão como chefe do Poder Executivo. O mesmo se diz do Ministério Público. Mesmo assim, ficam as perguntas: Por que a PF, mesmo diante das evidências de que Rose era uma das líderes da quadrilha, optou por não investigá-la? E ainda. Não pediu o monitoramento das comunicações de Rose e não quis detonar a Operação Porto Seguro no começo de setembro, quando a Justiça autorizara as batidas e prisões. Esperou até o fim das eleições municipais. Por que o governo Dilma quer evitar que a doce Rose deponha no Congresso, se “nada vai para baixo do tapete”? O que dizer dos casos Erenice Guerra, Palocci, Celso Daniel, Construtora Delta, governo do PT do DF, etc.? Aliás, sobre o caso de Celso Daniel, o zeloso ministro ainda deve muitas explicações, pois ainda corre inquérito policial sobre o assassinato e, pelo que consta, embora já tenham “morrido” sete ou oito pessoas ligadas ao caso, este ainda não terminou. Finalizando, vale dizer que, dependendo de alguns petistas, muitos dos casos nebulosos ficariam eternamente muito abaixo do tapete, se não fossem as denúncias na mídia e imprensa escrita livres.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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ROUBARAM O TAPETE?

A sujeira saiu debaixo do tapete porque o governo investiga ou porque já roubaram até o tapete?

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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PREVISÕES FURADAS

Precisou de exatos 12 meses para que este confuso e indigesto governo petista caísse na real, porque o caminho escolhido tanto por Lula e, agora, pela Dilma para desenvolver a economia brasileira está na contramão das regras de mercado, e do bom senso de um competente administrador. E o resultado está aí: 2011 com crescimento de 2,7% e 0,6% de avanço do PIB no terceiro trimestre de 2012, divulgado pelo IBGE. Com este último número, vamos amargar um medíocre avanço econômico para este ano de no máximo 1%. Na realidade, esses alojados no Planalto estão desconstruindo as bases sólidas deixadas pela gestão FHC, para um crescimento sustentado da economia brasileira. Como da criação de uma moeda forte, inflação baixa, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações de estatais quase falidas, ou ineficientes, agências reguladoras, etc. E entre muitas outras ações importantes introduzidas, os tucanos deixaram até um programa ousado e de grande alcance social como o Bolsa-Escola, que inclusive em 2002 já tinha como beneficiários 5,5 milhões de famílias. Este mesmo programa que o Lula vergonhosamente mudou seu nome para Bolsa-Família, como se fosse seu... E o que estão fazendo os petistas com o nosso país?! Só torrando irresponsavelmente os recursos arrecadados do contribuinte de uma boa fase da economia mundial até início de 2008. Não investiram quase nada em infraestrutura para diminuir o custo Brasil, prestigiar o fluxo da nossa produção e da combalida indústria tupiniquim. E hoje, sem mais repertório demagogo a disposição, temos um governo que vive de desculpas, sem reconhecer suas deficiências e imprudências. Mas soberbamente ainda insinua dar lições de como administrar a países desenvolvidos... Resultado dessa equação: o Brasil parou no tempo! Não cresce. O Peru, Chile, Colômbia, México, e inclusive nações africanas e bem mais pobres do que a nossa estão crescendo acima de 5% em 2012. E é de perguntar: o ministro Guido Mantega continuará no cargo?! Qual será a desculpa de Dilma agora?! Já que a corrupção e a máfia instaladas no governo petista não param de crescer...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MARGEM DE ERRO

No início do ano, Guido Mantega previu que o PIB de 2012 seria de 4%, mas na realidade o número deverá ser próximo de 1%. Ele pode alegar, contudo, que o resultado ficou dentro das margens de erro de institutos de pesquisa como Ibope, Datafolha e Sensus.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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A ORAÇÃO DO PIB

A foto publicada na primeira página do Estadão de 1.º/12 mostra Mantega de olhos fechados e mãos ao alto, como se estivesse em oração. Legenda da foto: “O consumo do governo foi fraco. Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu”. Está pedindo aos céus que lhe mostre, numa luz intensa, por que o PIB foi tão baixo? Como ministro da Fazenda, ele não devia saber o que aconteceu? Cidadãos comuns, como eu e muitos outros, conseguimos enxergar o que vem acontecendo. Mantega é mais um que não sabe, não viu, não é com ele e foi, também, traído?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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O CONTRÁRIO

Tudo o que o ministro Mantega diz, entenda-se ao contrário.

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

São Paulo

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FANTOCHE

Ministro Mantega: pegue o seu chapéu e saia de cena. O brasileiro o está vendo como um fantoche.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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MERLINS DE ARAQUE

A bola de cristal usada pela equipe econômica do governo está embaçada. Seriam todos reprovados num Enem com o Mago Merlin do Reino de Camelot. Estamos caminhando a passos largos para uma crise econômica por pura falta de capacidade administrativa que não retrocede diante das falhas de planejamento. PIB em queda, inflação em alta, estatais com lucros em queda livre, dólar ultrapassando e marca de US$ 2,00. Estatais como as gigantes Petrobrás e a Eletrobrás amargam os piores resultados da sua história. Dilma que se prepare porque o veto aos royalties do petróleo foi um ato político, que mais influenciado pelas duas centenas de pessoas no Rio de Janeiro, a presidente sabe que bateu de frente com o Congresso. Desagradou a gregos e troianos, e deverá enfrentar no Congresso uma tentativa de derrubada do seu veto o que marcaria uma séria derrapada na sua trajetória para o bimandarinato. É raro que um presidente dado o seu poder, a sua constante presença na mídia não se enverede n as tramas de Cupido. Getúlio Vargas, Bill Clinton são exemplos marcantes, mas nenhum deles dava poder dentro do governo para nomear a torto e a direito, com salários nababescos. A hora é esta, e nada ilustraria melhor esse momento do este: “A hora e a vez de Luiz Ignácio Lula da Silva”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INVESTIMENTO BAIXO

O pior no Brasil já passou. No próximo ano o PIB pode chegar a 4% por causa das medidas de estímulos fiscais e monetários anunciadas pelo governo... mas é pouco. Ainda que se confirme em 2013 um avanço do PIB de mais de 3%, não deve ser sustentável; o investimento é baixo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O VOO DA GALINHA

O “voo da galinha” é uma expressão usada largamente para falar a respeitos dos súbitos crescimentos da economia brasileira, tendo em vista que o cenário interno não colabora para que a economia decole de forma sustentável e duradoura. Tomara que eu esteja errado e algum outro fenômeno conceda ao Brasil mais tempo de crescimento (mesmo que de um “pibinho”). Mas a realidade é que “nunca antes na história deste país” o Brasil cresceu de forma consistente fruto de uma China sedenta por nossas commodities. Contudo, o Brasil requer dar mais um passo e este escriba já está cansado de falar em todos os espaços. Mas vamos repetir: investir em educação, infraestrutura, implementar um sistema federalista que possibilite que as receitas não se concentrem em Brasília (70% da arrecadação tributária vai para lá), enxugar o estado (durante o governo petista foram criados inúmeros ministérios – o mais recente é o Ministério da Micro e Pequena Empresa), dar autonomia às agências reguladoras, reformular o sistema tributário e as leis trabalhistas, acabar com a corrupção e a burocracia. Enfim, uma séria de medidas que possibilitem que o “Custo Brasil” não emperre o crescimento sustentável. A China, que “sustenta” a nossa economia importando minério de ferro grãos, acaba de mudar seu governo com um novo planejamento que fará com que nosso parque industrial perca mais importância no cenário mundial, pois será impensável competir com economia que investe bilhões de dólares em ensino pesquisa, com uma mão-de-obra qualificada e um custo de produção bem menor ao passo que por aqui temos que trabalhar seis meses para pagar impostos e arcar com o tal “Custo Brasil” citado acima. Resultado logo adiante: recessão, inflação e dificuldade de manter o superávit primário.

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

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SALVE BRASIL!

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2011. Apesar da comemoração deste número pelo ministro Mantega, o Brasil teve o pior desempenho econômico no trimestre se comparado com seus parceiros dos BRICs (China = 7,4%; Índia = 5,3%; Rússia = 2,9% e África do Sul = 2,3%). Nossa economia vai de mal a pior. Dilma, que já se encontra no cargo de presidente do Brasil há quase dois anos, precisa decidir se quer ser uma Cristina Kirchner (atual presidente da Argentina) ou uma Angela Merkel (chanceler da Alemanha) ou apenas uma fantoche do Lula. Eu adoraria que ela escolhesse a segunda opção e salvasse o Brasil enquanto ainda é tempo, mas para isso seria necessário fazer a lição de casa: cortar gastos públicos com urgência.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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OS ILLUMINATIS E O CRESCIMENTO DO PIB

Não vai longe Mantega, o Nostradamus da nossa Economia, disse que nos equipararemos ao primeiro mundo em 20 anos, faltam apenas 19. Muitos outros experts do “achismo” e como bem coloca o professor Delfim Netto, são de um preciosismo conexo ao divinismo; conseguem projetar o crescimento de uma Economia até a segunda casa decimal em sua expressão percentual. É fantástica a alquimia ou bola de cristal que usam no lugar da Ciência Econômica. Assim, como economista, li artigos ou até mesmo editoriais em jornais de grande respeito e circulação, assinados por “notáveis nomes” – consultores, ex-participes de governos, etc., e com grande destaque promulgando descalabros homéricos sobre vários temas como o desempenho da economia; previdência; energia; educação etc. O besteirol não passou incólume pela história. Aos melhores e competentes economistas; porém, evidentemente críticos, muito poucos espaço lhes foi outorgado nos mesmos jornais. Até aqui neste espaço – Fórum dos Leitores do Estadão –, muitos foram os “artigos” no gênero supracitado e em caráter assertivo até quanto à previsão do crescimento econômico, origem e números corretíssimos da efetiva situação dos regimes previdenciários; conjuntura concreta da área energética. Qualitativamente muitos, até na observância da área política mereceriam grande destaque, pena que a imensa maioria não foi publicada nas edições impressas por evidente falta de espaço. Há de se lamentar muito neste sentido que o espaço outorgado seja tão reduzido. Fica assim a respeitosa sugestão: para que a página quatro do primeiro caderno (A4) seja destinada também ao Fórum do Estadão; mas para artigos com maior conteúdo e sob temas variados e que estes “quase anônimos” já lhes escrevem e assim, certamente o enriquecimento do conteúdo jornalístico será evidente.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PERDIDO

Essa queda do Produto Interno Bruto (PIB) já era totalmente previsível e esperada, pois se delineou como uma tacada de bilhar com caçapa cantada, só o governo não queria admitir tal possibilidade. Tanto que Dilma afirmou que o PIB não seria algo representativo nem muito importante para o crescimento do País. Agora pior é ouvir Guido Mantega dizer: “O consumo do governo foi fraco. Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu”. Parece a reação de um cachorro perdido caído de um caminhão de mudanças.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FIM DE PAPO

O México desbancou o Brasil na preferência dos investidores estrangeiros e da indústria. Não se trata de noticiário de algum órgão de imprensa que não aprecia o PT. São notícias divulgadas na imprensa estrangeira. Muitos, por aqui, não se importam com isso, estão ganhando dinheiro com o que fazem mas não veem o abismo em um futuro próximo. É evidente que o País precisa investir mais, mas qual empresário o fará diante do quadro atual da economia cujos números “oficiais” demonstram a má situação em que nos encontramos que é pior, atualmente, do que qualquer país economicamente medíocre? Alguns empresários nacionais encontram nos juros e no câmbio a razão de sua baixa competitividade mas a grande maioria verifica que o “custo Brasil” é o que mata nossa indústria e não será fixando cambio e subsidiando juros que se ultrapassará o problema pois ninguém, lúcido, investirá na nossa situação atual. Ao final verifica-se que o governo federal não tem a menor disposição de fazer reformas que derrubem o “custo Brasil”. Muitos reclamam que empresas brasileiras têm alta rentabilidade, mas qual empresário buscaria uma menor rentabilidade como a europeia ou americana num país nas nossas condições, que nem sequer tem planejamento econômico de maior prazo? Persiste o governo em erros políticos e “ideológicos” que já representaram grandes déficits para a Petrobrás, prejuízo de R$ 28 bilhões ao BNDES com subsídios em três anos, redução de 60% em investimentos no PAC e inflação de 4,5%. E não mudam o fingimento de que estão fazendo algo. Sim, apenas expandindo a presença do Estado na economia. Para o governo, “fim de papo”.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O TRANCO NO PIB

O alvoroço no Palácio do Planalto com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2012 tem lógica e servirá para ocorrer mudanças na condução da política econômica. Por mais torcida e boa vontade que o ministro Mantega possa externar creio que ele deverá ser substituído. É como técnico de futebol. Depois de derrotas seguidas a saída é a substituição. Não adianta agora criticar o que foi feito ou o que deixou de ser feito. O importante é o futuro. E o futuro depende de uma série de ações. E essas ações deverão ser comandadas por alguém que inspire credibilidade interna e internacional. O País necessita de elevados investimentos na cadeia de energia e na infra-estrutura. E os recursos se encontram no setor privado nacional e estrangeiro. É preciso retomar os leilões de novas áreas de petróleo para que se recupere o tempo perdido desde 2008. Os preços dos derivados de petróleo precisam ser repostos para que a Petrobrás recupere a sua capacidade de investimento. Ao mesmo tempo esse realinhamento poderá dar novo ânimo para a produção do Etanol e do biodiesel. Tudo isso favorecerá a produção das energias alternativas. O real precisará ser mais desvalorizado para que se retome a exportação de bens manufaturados e a produção de bens intermediários dentro do País. Eu manteria as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como se encontram atualmente, deixando para 2014 as próximas reduções. O IPI é um imposto medieval e poderá ser usado como regulador para inibir a produção de fumo e bebidas (vícios). Teremos em 2013 dois meses (março e junho) em que os preços poderão ser realinhados com baixa repercussão na inflação medida pelo IPCA. Já a medição pelo IGP-M será favorável em todo o primeiro trimestre.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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EMPREGO, HORA DE AGIR

Excelente o artigo do Dr. José Pastore (Emprego – é hora de agir, 4/12, B2), alertando para os riscos no futuro próximo de contarmos com taxas maiores de desemprego. De fato, é preocupante a queda constante das taxas de investimento. Quero acrescentar mais um tópico para o qual o governo deveria dar maior importância. São dezenas de empresas que já afirmaram que com o fim dos incentivos fiscais de ICMS, conforme proposta que está sendo conduzida pelo Ministério da Fazenda, encerrarão atividades onde se instalaram, principalmente Nordeste e Centro-Oeste, causando enorme desemprego. Anteontem, em mais um Seminário sobre o tema da chamada “guerra fiscal”, ouvimos do próprio coordenador do Conselho Fazendário (Confaz), Dr. Claudio Trinchão, tal afirmação. Contamos com o posicionamento firme dos governadores das regiões citadas, para que não acabem com o único mecanismo efetivo de redução das desigualdades, gerador de empregos para milhares de trabalhadores.

Antonio Carlos Moro adialbrasil@adialbrasil.com.br

São Paulo

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‘OS LAGOSTINS DO MERCOSUL’

Cumprimento o Estadão pelo belíssimo editorial de 3/12/2012. Impecável. Espero que algum dos observadores do palácio presidencial em Brasília peça à presidente da República que saia do seu estado passivo. A Sra. Dilma imagino que se encontre no “umbral” em relação ao Mercosul. E reflita a clareza das colocações do jornal e tome uma posição clara e definitiva em relação ao Mercosul – um oceano de mesquinharias e pouco profissionalismo!

Joao Antonio Dohms dohmsj@gmail.com

Fortaleza

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PIADA

Mercosul confirma todo dia ser uma piada que não faz mais graça. Mas os palhaços continuam fazendo graças para uma plateia escutando seus radinhos e celulares ligados à orelha!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O ESTADO PALESTINO

“Agora temos um Estado”, disse Mahmoud Abbas ao chegar à Cisjordânia. Em 29 de novembro de 1947 a ONU estabeleceu a Partilha da Palestina, com a criação de um Estado judeu e de um Estado palestino. Os judeus comemoraram, mesmo sendo boa parte do território formada pelo deserto de Neguev, e os árabes, incluindo os palestinos, recusaram a criação do seu Estado e se prepararam para a guerra. No dia 14 de maio de 1948 Israel declarou sua independência. Os palestinos, não. No dia 15 de maio de 1948, cinco exércitos árabes atacaram o Estado de Israel. Desde então, outras guerras se sucederam, causando enorme sofrimento e sacrifícios para ambas as partes, sem que uma paz definitiva fosse estabelecida e que o direito de existência de Israel fosse aceito. Agora o povo palestino, usado como massa de manobra e escudo humano, sai às ruas para comemorar o reconhecimento parcial do seu Estado, em condições piores às oferecidas em 1947, ou seja 65 anos após a histórica decisão da ONU. Valeu a pena tanta tragédia? Certamente que não.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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FORÇA

Se o Estado de Israel foi criado e se expandiu pelo uso da força, que chance teria um Estado palestino que dependesse da negociação direta com seus ocupantes?

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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ISRAEL E A PAZ NA PALESTINA

A decisão de Israel de autorizar a construção de mais 3 mil casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada não é de forma alguma surpreendente. Surpreendente é a atitude do governo israelense de apresentar a medida como uma espécie de punição ou represália pelo fato de a Autoridade Palestina ter solicitado à Assembleia Geral da ONU (e ter obtido pelo voto de uma maioria não distante da unanimidade com as poucas exceções de praxe – EUA, Israel, Alemanha, cuja consciência de culpa pelo Holocausto a leva a expiá-la alinhando-se ao Estado judeu, Micronésia e Ilhas Marshall (o que é isso? E alguns outros) a elevação do seu status de participante do organismo internacional para Estado observador à semelhança do Vaticano. Surpreendente e cínica, acrescento, porque dá a impressão de que Israel precisa de justificativa ou pretexto para sistematicamente desde 1948 se apossar de terras palestinas, muito além dos limites fixados pela ONU na partilha da Palestina entre árabes e judeus. Na verdade Israel nunca esteve interessado na paz com os palestinos, se o preço for abrir mão da sua reivindicação de ocupar toda a Palestina histórica, o que a solução de dois Estados obviamente exigiria e está muito menos interessado agora, que se sente seguro, protegido e isolado dos árabes da Cisjordânia com a construção do Muro da Vergonha e com a Autoridade Palestina reduzida à impotência e quase à insignificância e dos busca-pés do Hamas com o Domo de Ferro. Por que entrar em negociação com os palestinos, o que vai exigir concessões territoriais que não querem fazer, se eles atualmente constituem não mais que um incômodo evitável no plano interno e no externo conta com o respaldo dos EUA que julgam que os novos assentamentos autorizados são apenas medidas “contraproducentes” em relação à meta de uma paz duradoura entre árabes e judeus com a solução de dois Estados? A política de Israel é esta que vem executando desde 1948: transformar a ocupação de toda a Palestina em fato consumado.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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CONTRA A SOBERBA

Logo após a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovar uma resolução que dá o status de observador aos territórios palestinos, o governo de Israel anunciou a construção de novas moradias para colonos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. A França, Estados Unidos e outros países criticaram essa decisão, porém somente criticar, criticar... já está muito cansativo, e há necessidade de decisões mais efetivas contra a “soberba” de Israel, iniciando com um bloqueio das reservas financeiras desse país, nos maiores centros financeiros da Europa e nos EUA. Por que não?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ATO PÚBLICO

Como judeu e consultor da ONU, quero parabenizar os palestinos por mais esta novidade. Cumpre, no entanto, observar que, na realidade o Estado palestino já existe desde 1948, apesar de os países árabes discordarem desta decisão promovendo o primeiro ato bélico atacando o recém nascido Estado de Israel. Esta nova decisão aponta para uma realidade a qual significa que o período onírico da guerrilha e terrorismo acabou. Hoje o Estado palestino é uma realidade com território, língua legislação, governo próprios e sendo reconhecido pela ONU com um lugar no organismo assim como o Vaticano. Portanto, qualquer foguete ou ato de sabotagem promovido dentro de Israel é, de acordo com o Direito Internacional, público, um ato de guerra com todas as consequências deste ato, não se admitindo apelos a racionalidade dos ataques pois a guerra é irracional. As consequências devem ser consideradas antes de disparar os foguetes ou fazer o ato de terrorismo, não quando ocorre o troco do atacado, ficando parecido com o moleque patricinho que corre chorando para a saia da mãe, após uma travessura, alegando que “o moço quer me bater”. Pode?

Marcos Kramarski kramarskimarcos@hotmail.com.br

São Paulo

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INVIABILIZAÇÃO DO ESTADO PALESTINO

Cumprimento-os pelo muito bom editorial de 1/12/2012 (A vitória palestina) a retratar a real situação do povo palestino. De fato temos assistido nas últimas décadas provocações deliberadas de movimentos sionistas político-religiosos com o nítido propósito de fazer acender reações furiosas de grupos palestinos. O Hamas sabe que Israel faz de Abbas uma marionete que não tem poderes para fazer cumprir a Resolução 242 das Nações Unidas, por exemplo. Tal se dá não só com a sistemática invasão dos territórios definidos em 1967 mas também, como bem lembrado pelo jornal, com propostas de paz que simplesmente não podem ser levadas a sério. A execução de políticas baseadas no expansionismo sionista, por sua vez lastreado em princípios “religiosos” e “democráticos” (leia-se fascismo e desrespeito aos direitos humanos fundamentais de um povo, banindo-o lentamente de sua própria terra), poderá levar a uma multilateralização do conflito. Afinal, nenhum avanço concreto foi obtido desde os acordos de Oslo, há quase 20 anos. Aliás, foi o próprio presidente americano George Bush sênior quem havia pressionado o governo israelense de então a não provocar os palestinos com invasões de seu território pela construção de assentamentos. Chegou a determinar inclusive o congelamento da ajuda financeira americana a esse mesmo governo. Veremos o que Obama, já garantido em seu segundo mandato, poderá e deverá fazer a respeito enfrentando corajosamente os lobbies sionistas presentes em vários setores da vida americana.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO E A SEGURANÇA PÚBLICA

A mudança de posicionamento do sistema de segurança de São Paulo ainda não começou a dar resultados. Mas algumas questões chamam a atenção. A primeira delas, por certo, tem que ver com a inércia do governo do Estado, pois esta não é a primeira crise provocada pela ação de bandos criminosos. Fica sem resposta ainda o fato de que as listas de vítimas atingem policiais militares. Qual a razão para que isso esteja acontecendo? E por fim, como explicar que as ordens para as ações criminosas estejam partindo de dentro dos presídios? Onde está o controle para que isto não aconteça? São tais fatos que fortalecem os criminosos e transmitem tanta insegurança à população de todo o Estado. Até quando?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PCC E ESQUADRÃO DA MORTE

O Primeiro Comando da Capital (PCC) tem modus operandi determinado, fixando objetivos, razão de muitas de suas vitórias. Eis que o PCC não mata civis em bares nem tem como objetivo atacar e matar cidadãos e cidadãs alheios ao seu esquema de combate. Sem dúvida que temos, especialmente na capital do estado, um Esquadrão da Morte em plena atividade, ceifando vidas de civis e de militares da Polícia Militar, além de policiais civis, realizando, desenvoltamente, uma atividade paramilitar que impõe medo e deve preocupar as autoridades de segurança do Estado e do País. Os objetivos da força paramilitar ainda não estão bem claros, porque talvez seja do seu interesse conturbar a ordem e dificultar os julgamentos das mortes feitas, muitas delas, de forma aleatória e inconclusiva. Pior não poderia ser, porque o clima de guerra, que está a afetar São Paulo, vai-se complicar ainda mais, compelindo as autoridades a dois trabalhos distintos: atacar e defender-se do PCC e tirar de ação o Esquadrão da Morte, tarefas não muito fáceis de serem executadas pelo novo secretário da Segurança Pública.

José Carlos de C. Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EDUCAÇÃO E REPRESSÃO

Somos uma geração de filhos e netos de pessoas que viveram o rígido período da ditadura brasileira, onde o desrespeito à Pátria, a família, Deus e à propriedade eram punidos com prisão e até a morte. Após a abertura democrática, em 1985, a população brasileira experimentou a liberdade em seu sentido amplo, assim os filhos foram crescendo em lares totalmente desprovidos de educação, religiosidade, disciplina e responsabilidade. Acredito que a violência e a corrupção que assolam nosso país são resultados dessa democracia com liberdade irrestrita, impunidade e educação de péssima qualidade. Nossos governantes devem buscar uma educação de qualidade para a população brasileira, visto que atualmente somos reféns da violência e a repressão não tem surtido efeito, pois só ataca os pobres e deixam impunes os ricos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA SELVAGERIA

Houve, há muito pouco, uma rebelião na Funase de Abreu e Lima em que um jovem de 17 anos foi morto e teve seu corpo esquartejado por outros internos. Abriu-se uma sindicância que deveria apurar os responsáveis e 12 dos envolvidos serão indiciados como líderes do motim. Amontoados em um prédio com capacidade para 98 internos, alguns dos 243 jovens infratores teriam iniciado esta nova insurreição, a terceira deste ano, em represália à austeridade com que eram tratados na instituição. Eu particularmente ainda não consigo acreditar que pessoas capazes de tamanha atrocidade sejam recuperáveis, e tenho a opinião de que deveriam ser removidas em definitivo da sociedade, institucionalizadas permanentemente devido ao risco que causam à segurança pública. Alguns de seus direitos fundamentais constitucionalmente garantidos seriam violados nesta situação, mas minima de malis. Entre os direitos fundamentais de algumas dúzias (ou milhares) e os de uma sociedade inteira eu fico com os da última. Concordo também que essa é uma concepção totalmente comodista e, porque, pelo menos no campo da tese, já deixei há muito tempo de cultivar a hipocrisia como hábito comportamental, não tenho vergonha em dizê-lo. Acho que os fatos devem ser expostos às entranhas, sem falsos pudores ou argumentos escusos psicologicamente reconfortantes. Mas, voltando à análise dos acontecimentos, quem são os verdadeiros culpados por essa barbárie? Os 12 selvagens e irrecuperáveis líderes da revolta? A direção da Funase, que talvez seja demasiadamente severa? O governo do Estado, que permite a superlotação e não fornece uma estrutura física e humana adequada à utópica tentativa de ressocialização desses jovens? Os representantes do poder público federal, que, devido à sua indizível inoperância em gerir a República e à sua sagaz capacidade de criarem brigas políticas estúpidas e de se locupletarem com opulentas somas dos nossos recursos, não estabelecem como regra a excelência aos serviços básicos como saúde, educação e infraestrutura? Os colonizadores imperialistas de todos os tempos, que nos roubaram as riquezas e a dignidade e nos presentearam com uma cultura de inferioridade? Seus pais, que talvez os tenham abandonado, brutalizado, ou simplesmente não lhes deram educação e limites? A natureza humana, que faz com que o instinto de sobrevivência crie comportamentos homicidas diante do desespero? Deus, que, pelo menos em teoria, tudo sabe e tudo vê e permite que isso aconteça? Objetivamente, eu não sei a resposta, mas conheço, e muito bem, talvez o principal responsável por isso tudo: eu. Sim, eu, jovem médico recém-formado, que recentemente adotei o budismo como religião por acreditar que o mundo precisa de mais cultivadores conscientes de bons corações, amante de motocicletas e música erudita, pretenso cidadão brasileiro civilizado, bem educado e formador de opinião, que escrevo este artigo no conforto do meu sofá enquanto me delicio com a música orquestral de Vaughan Williams e um prato de açaí com granola industrializado, confesso minha culpa. Eu me explico. Como eterno estudante das ciências da vida, eu criei uma visão fisiológica do mundo. Entendo a sociedade como um grande e complexo organismo formado por conjuntos de células com funções específicas, diferentes mas essencialmente iguais, que somos nós. Essas células vêm a existir, assim como no corpo humano, com uma carga genética única em um ambiente específico, e a interação desses fatores diferencia a célula em forma e função, e estabelece as situações de saúde e doença, vida e morte. E assim justifico o meu talvez fatalista e reducionista (e espero que não falacioso) argumento sobre a irrecuperabilidade social daqueles jovens e a necessidade de sua permanente exclusão do convívio social. Eles seriam o equivalente às células malignas de uma neoplasia pulmonar consequente a anos de tabagismo inveterado. Foram criadas pelo comportamento funesto e incauto de um organismo ao longo do tempo, surgiram como sua consequência natural, e, para o bem deste, deveriam ser isoladas. E eu? Eu, aí já me qualificando como célula semelhante a inúmeras outras, sou corresponsável pela práxis danosa, consciente do meu papel no conjunto e de que situações absurdas como essas são perfeitamente preveníveis, confortável em meu egoístico deleite nos prazeres da vida, que me empenho em nada fazer além de postar alguns comentários em minha página na rede social, comentar algo em discussões de mesa de bar, me indignar com a violência no Brasil e escrever este artigo. Eu sou um hipócrita no campo da prática, componente de uma sociedade igualmente hipócrita no campo da prática, que vê, finge não enxergar ou prefere assim, e nada faz. Um hipócrita que acha ruim quando é importunado por uma criança na rua a pedir esmolas, o protótipo de um potencial assassino esquartejador, e adota a política de não distribuir trocados para não estimular esse comportamento, ou que prefere dar uma ajuda para se vangloriar consigo mesmo com a ideia de ter possivelmente impedido que aquela criança levasse uma surra ao chegar em casa, mas que tem como hábito não se delongar no campo da ação resolutiva ou compassiva. Enfim, parece que tenho que me conformar com o fato de que a hipocrisia é a regra, e não a exceção, e eu faço parte desse mundo, dessa verdadeira societas sceleris dedicada ao infanticídio por opção e omissão. E a solução, qual seria? Deixemos de ser hipócritas! Ajamos como Paulo Freire ou Dom Hélder, os exemplos nós já temos. Assumamos a nossa cota de responsabilidade diante dos fatos e criemos um mundo melhor. Deixemos de culpar os outros e partamos para o ativismo social, incentivemos a sustentabilidade e os projetos humanitários. Combatamos as ideias estúpidas de irrecuperabilidade social e institucionalização permanente que defendi acima. Enfim, façamos diferente!

Igor Paiva de Souza igpaiva@hotmail.com

Recife

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