Fórum dos Leitores

CONGONHAS

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2012 | 02h05

Mudança de nome

A população paulista e seus supostos representantes, a começar pelo governador do Estado, vão aceitar candidamente esse ridículo projeto de lei que muda o nome do Aeroporto de Congonhas? Veta, Dilma!

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

Veta, sim!

O projeto que muda a denominação do Aeroporto de Congonhas, acrescentando o nome Deputado Freitas Nobre, deve ser vetado pela presidente Dilma Rousseff, sim. Com todo o respeito ao nobre deputado, não tem cabimento essa prática, no Brasil, de parlamentares ficarem mudando nome de ruas, estradas, aeroportos, etc., substituindo os que já são tradicionais, históricos, conhecidos por todos. Essa mudança acarreta desatualização de guias, placas de sinalização, custos para substituí-las e ainda contribui para enfraquecer o marketing de turismo no País. Pois no caso de aeroportos, que são a porta de entrada para estrangeiros, seu nome, com o tempo, passa a ser uma "grife" (Londres tem Heathrow; Nova York, La Guardia) de referência do local. Gostaria de saber quando se ouvirá alguém perguntando: "Você chega por Governador André Franco Montoro (ex-Guarulhos) ou por Deputado Freitas Nobre?". Os nomes desses e de outros merecedores da homenagem devem ser para novos aeroportos, pontes, estradas, avenidas e ruas que estão porvir. Veta, Dilma! P. S.: Espero que o Estadão faça um editorial a respeito do tema, pois não se justifica a existência de Câmara de Vereadores onde a grande maioria dos projetos é para mudar nomes de coisas públicas e criar datas comemorativas!

MARCO ANTONIO V. VANZOLINI

mvanzolini@uol.com.br

São Paulo

Patrimônio cultural

Em vista da proposta de alteração do nome do Aeroporto de Congonhas, sem entrar no mérito da pessoa a quem se destinaria a homenagem, a mudança de nomes consagrados na História da cidade de São Paulo é um flagrante desrespeito ao nosso patrimônio cultural. Há prejuízo evidente no que tange à toponímia e à identidade local. Que se encontre outra maneira de se fazer homenagens sem detrimento de nossa memória.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

A cara de São Paulo

É obrigatório dar nomes de políticos a aeroportos? Congonhas é um aeroporto regional, que tem a cara de São Paulo. Por que não homenagear um paulista, como Joelmir Beting, por exemplo?

VERA AUGUSTA V. BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

TREM PARA CUMBICA

Maria-Fumaça

Fiquei radiante com a notícia de que, finalmente, poderemos ir de trem a Cumbica. Um sonho de 35 anos realizado! Imaginei que após a inauguração, se estiver hospedado num hotel da região da Avenida Paulista, bastará ir com minha mala de rodinhas e 23 kg de bagagem até uma das estações da Linha Verde do Metrô em direção à Estação Consolação. Dali, por uma esteira-passarela paralisada para "preservar a segurança do usuário", baldearei para a Linha Amarela até Estação República, mudando, com a mala de 23 kg, para Linha Vermelha até a Estação Brás da CPTM. Então, sempre com minha malinha, pegarei a Linha Safira, conhecida como Variante Poá, hiperlotada, até a Estação Engenheiro Goulart. Fácil. Agora é só pegar o trem da Linha Jade! Bom, na verdade, só até o terminal puxadinho-4, onde eu e minha malinha teremos de baldear, de monotrilho (que moderno!), até o terminal 2, onde iremos embarcar para alguma cidade que tenha um trem direto do aeroporto até o centro, Paris, por exemplo. Já antevejo que se um dia resolver, ou precisar, voltar a São Paulo, de Cumbica até a Paulista "vou de táxi". Perguntinha para fechar: por que tudo o que é feito neste país por governos, de todas as esferas, atrasa, custa caro e é sempre meia-boca?

ILAN RUBINSTEINN

ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

Ferrovias

Sr. Roberto Macedo, o seu artigo a respeito dos trens intercidades paulistas (6/12, A2) nos traz as nostalgias do passado. Sem esquecer as demais linhas que foram importantes no desbravamento do sertão paulista no início do século passado - E. F.Sorocabana (Sorocaba), E. F. Araraquarense (Araraquara), E. F. Mogiana (Mogi-Mirim, Mogi-Guaçu), CPEF-Paulista, SP Railway Santos-Jundiaí, E. F. Noroeste (Bauru), E. F Central do Brasil (Rio de Janeiro-São Paulo)... Sim, nós já tivemos ferrovias de qualidade em transporte de passageiros. Tivemos...

JUN SAKAKURA

serpex@serpex.com.br

São Paulo

Curiosidades pós-eleitorais

Perguntar não ofende: o número de panes que ocorriam nos trens e no metrô de São Paulo diminuiu bastante, né? Curioso...

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

RODOVIA DA MORTE

Régis Bittencourt

São 1.862 acidentes com 120 mortes por ano. E nem assim o Ibama toma vergonha e libera a duplicação na Serra do Cafezal? Até 2016 serão mais 7.648 acidentes, 480 mortes, e a responsabilidade é desse malfadado e ineficiente órgão. As famílias dos que já se foram e dos que irão agradecem...

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

CONFERÊNCIA DO CLIMA

Peditório

Sem nenhuma ação prática para mostrar em Doha, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, passou por uma saia-justa ao pedir doação aos países ricos para reduzir o desmatamento no Brasil. Ironizada, disseram que o que falta ao País é controle do governo federal, que não investe na prevenção e depois reclama da devastação de nossas florestas. Esse é o Brasil na conferência...

JOSÉ PEDRO NAISSER

jpnaisser@hotmail.comt

Curitiba

MERCOSUL

Ingresso da Bolívia

Pronto, era o que faltava para salvar esse mercado. O que seria do Mercosul sem a Bolívia...?!

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

O Mercosul está melhorando tanto com os novos chegados que recomendo convidar o sr. Robert Mugabe a participar. Pena que Idi Amin tenha falecido, teria sido um participante que manteria o nível que se está desenhando.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OS DOUTORES REPROVADOS

A sociedade brasileira acaba de saber que, no exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a maioria (54%) dos médicos foi reprovada. Divulgadas as piores faculdades, é preciso questionar que tipo de professores formam esses alunos. Se há maus estudantes, há também maus professores. Dá para imaginar o que virá depois das cotas, quando se sabe que para fazer o curso não é necessário saber, mas sim, ter direito à cota? O Ministério da Educação (quintal do Planalto que abriga todo tipo de falcatruas e incompetentes) é quem deveria fiscalizar as escolas, porém está mais preocupado em deixar que os companheiros tomem o ministério fazendo ali suas próprias leis, como tem sido mostrado nas investigações da Operação Porto Seguro. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Matéria de primeira página de muitos jornais. Manchete em outros. Exame do Cremesp reprova (nota mínima igual a 6) 54% dos formandos em Medicina, mas não impede o pleno exercício profissional. E agora? A população está em risco? Quem se responsabiliza? Quem ganha? Os donos de faculdades. Quem perde? Todos os demais.

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ESTAMOS EM PERIGO

Segundo noticiário, 54% dos médicos recém-formados e submetidos a um teste de conhecimento pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e foram solenemente reprovados. É de imaginar a qualidade dos profissionais de dezenas de outras áreas menos concorridas e que entram no mercado anualmente sem nenhum tipo de teste de conhecimento.

José Marques reg.paula@hotmail.com

São Paulo

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FALTAM MÉDICOS

A medicina do Estado de São Paulo foi reprovada em 54%. Por causa disso encontramos tantos erros médicos, e é a população que sofre com tudo isso. Mas quem seria o culpado de termos alunos mal formados, sem capacidade profissional? Estamos cansados de assistir a reportagens mostrando que muitos prontos-socorros têm falta de médicos, enquanto muitos médicos têm consultórios particulares. Está na hora de alguém verificar o que estão fazendo os docentes destes alunos, o governo estadual e o federal, está na hora de se aprovar uma lei que obrigue estes docentes, juntos com seus alunos, a irem para a periferia, seria uma forma de eles aprenderem junto com os seus orientadores, assim não faltariam médicos nos postos de saúde.

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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DOUTORES NA PERIFERIA

Na edição de 3/12/2012, o professor Adib Jatene, figura de grande credibilidade pela valorização que deu a medicina brasileira, apresentou-nos o que chamou de Uma nova proposta (página A2). Só que sua proposta é muito semelhante ao projeto criado pelo professor Dr. Onofre Lopes, reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o nome de Projeto Crutac (Centro Rural Universitário de Treinamento Avançado das Comunidades), que obrigava o aluno, ao terminar o último ano da faculdade, a fazer um treinamento obrigatório em hospitais e centros comunitários do interior do Rio Grande do Norte. Caso não tivesse o treinamento, ficaria impedido de receber o diploma. O Crutac foi criado em 2 de agosto de 1966 . A proposta do professor Jatene não seria "uma nova proposta", e sim uma adaptação do projeto que deu certo, criado pelo Dr. Onofre.

Alexandre Andrade aaaandrade@zipmail.com.br

São Paulo

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TEM COMO PIORAR?

Na qualidade do ensino no País avaliada pelo Ministério da Educação (MEC), 31% das escolas foram reprovadas, o que quer dizer que, das 1.875 escolas avaliadas, 577 obtiveram notas 1 ou 2. Em São Paulo, entre 2.500 avaliações, mais da metade (54%) foi reprovada. Se no pilar que sustenta o desenvolvimento de uma nação o Brasil não vai bem, que dizer de seus formandos na medicina, na engenharia e, sobretudo, na educação profissional? O gargalo desse problema situa-se nos ciclos fundamental e médio. Desde a proclamação da República a educação é o tema mais badalado. Entretanto, por mais badaladas que sejam emitidas, não tem havido ressonância audível porque os sinos do Ministério da Educação estão enferrujados, trincados.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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COTAS, ENSINO E DECOREBA

Saiu o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, mais uma vez, o desempenho dos alunos das escolas públicas ficou aquém do desempenho dos alunos das escolas particulares. Por outro lado, os defensores das políticas de cotas argumentam que, de acordo com pesquisas, os alunos cotistas são tão bons quanto, e em alguns casos até superiores, aos alunos não cotistas. Considerando que os alunos cotistas são quase todos oriundos de escola pública, isso significa que a escola pública não é inferior à escola privada. Inclusive os defensores das cotas explicam que os responsáveis por tal fenômeno (os alunos de escola pública não conseguem passar no vestibular sem o benefício da cota, mas têm desempenho acadêmico melhor do que os alunos das escolas particulares) são esses exames, que não avaliam conhecimento e privilegiam a decoreba. Nesse sentido, não há do que reclamar. É só instituir uma cota para as escolas públicas nos primeiros lugares do Enem que tudo estará resolvido.

Geraldo Magela da Silva Xavier beetolado@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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DINHEIRO NA EDUCAÇÃO

Desde sexta-feira, 31/11, o Ministério da Educação adquiriu grande oportunidade de não mais utilizar o recurso da "falta de dinheiro" para explicar casos inexplicáveis. Com o bom senso da presidente vetando parcialmente a distribuição dos royalties, e destinando 100% das futuras concessões de exploração do petróleo para a educação, diretamente, não há oportunidade melhor para que se faça um trabalho honesto, dedicado e inteligente. Não nos decepcione, mais uma vez.

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

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NO CONGRESSO

Vamos ver se o Congresso vai aprovar a Medida Provisória que destina 100% dos royalties para a Educação. Já não era sem tempo. Depois dos vergonhosos índices nos níveis internacionais e nacionais, parece que despertaram para a realidade de que um dos pilares do desenvolvimento de qualquer país é a Educação. Eu achava que uma parte deveria ir para a Saúde. Mas vamos ver a votação. Os prefeitos, claro, sempre eles, já estão protestando. Lógico, vão perder sua parte no butim. Eu acho que a destinação dos royalties deveria ser estabelecida por lei sem parcela de livre aplicação. Livre aplicação não precisa comprovar. Aplicam onde querem. Não pode ser assim.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

O artigo Sociedade civil e educação na América Latina, publicado no Estadão de 4 de dezembro, mencionando o fato de que a Education First, iniciativa do secretário-geral da ONU, afirma que "...sem que todas as crianças e todos os jovens estejam na escola, aprendendo e consolidando valores para a cidadania, as Metas de Desenvolvimento do Milênio estarão comprometidas". a autora faz referência à necessidade de a sociedade civil se organizar para colaboração e acompanhamento da política educacional de seu território. Ressaltando, ainda, que diversos países, no longo prazo tiveram bons resultados sociais com a parceria entre sociedade e Estado. No entanto, cita a autora que a Colômbia reuniu o setor público e privado para, com inspiração no modelo brasileiro, lançar um projeto voltado à educação. Para o bem do povo colombiano, espero que adotem outro modelo como paradigma. Não consigo enxergar onde o modelo educacional brasileiro, que, de forma geral, quase que exterminou a meritocracia, fazendo justa ressalva a algumas instituições de ensino, serve de base para planos educacionais. Não se pode confundir, como o fazem o legislador e o administrador público, aqui em nossa terra, educação com alfabetização. Há alguns anos vemos, o sistema de aprovação progressiva, onde existe avaliação apenas em algumas etapas dos ciclos de ensino, ser adotado no ensino fundamental público, bloco que atinge a maior faixa de pessoas que buscam a vida escolar. Desse modelo de ensino fundamental, passa-se a um ensino médio, também público, com professores mal remunerados, desmotivados e sem incentivos para se aprimorarem, não que seja diferente com os "educadores" da mencionada etapa anterior, gerando jovens despreparados às portas do primeiro degrau universitário de suas vidas os quais, caso consigam concluir a graduação, em sua grande maioria estarão muito distantes do que buscam os mercados profissionais. Não é à toa que se constatam nas fileiras universitárias os chamados "analfabetos funcionais". Se grande massa de egressos do sistema público educacional tem precária escrita e deficiente leitura, não se pode dizer que esses prejudicados e vilipendiados cidadãos tiveram, em seus bancos escolares, aprendizado que os levaram a consolidar "valores para a cidadania". É desta forma que se moldam pessoas, as quais, no mínimo, irão escolher nossos dirigentes. Sem deixar de reconhecer, e sem generalizar, que existem casos isolados de boas escolas, e não políticas gerais, públicas como, também, péssimas instituições de ensino particulares, bastando constatar o número de instituições de ensino superior descredenciados anualmente pelo MEC, as quais fazem um nicho de comércio a facilitação, a preço de mesalidades por vezes altas para a posição econômica de muitos de seus alunos ou "clientes", da graduação dos mal instruídos formandos das escolas públicas, e muitas privadas, de ensino médio. Também é difícil conceber como se criam e se consolidam "valores para a cidadania" com um ensino mecanizado, nivelado por baixo, sem o desenvolvimento do conhecimento, do raciocínio e do senso crítico sobre as questões sociais, políticas, econômicas e até filosóficas que envolvem a sociedade, sua história e seu cotidiano. Por fim, há que se concordar que a parcela competente da sociedade civil se organize e passe a influir e fiscalizar uma reconstrução do sistema de ensino público, e até privado em nossa pátria fazendo com que, quem sabe, possamos fazer parte destes seletos povos que, partindo de uma educação séria, tornaram-se nações onde é possível viver com a devida dignidade à pessoa humana e, até, servirmos de exemplo para a Colômbia que, se fosse eu, aguardaria tal desenvolvimento de nossa parte ou me inspiraria em uma "musa" mais graciosa.

Jesus Roberto de Carvalho Junior jrc.junior@ymail.com

São Paulo

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EMBATE IDEOLÓGICO

É muito oportuno que o Estadão chame a atenção do público para os embates ideológicos na educação (Convite expõe embate ideológico na educação, 4/12). Infelizmente, o tom deste artigo ajuda a propagar a visão de que a disputa opõe, de um lado, "acadêmicos e sindicatos" e, do outro, "economistas e administradores". Essa versão simplista não prevê espaço para as pessoas, muito numerosas na academia, que se preocupam com a qualidade do ensino público, que atribuem à educação um valor muito maior do que o de mero instrumento de desenvolvimento econômico ou de doutrinamento ideológico, e que rejeitam igualmente a visão curta e economicista de alguns e o discurso demagógico e sem base na realidade de outros.

Severino Toscano do Rego Melo, Instituto de Matemática e Estatística da USP toscanomelo@gmail.com

São Paulo

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GUIDO MANTEGA NA BERLINDA

Depois de perder a credibilidade internacional, é só abrir a janela que o Guido Mantega pula. Não precisa nem empurrá-lo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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EFEITO PIBINHO

O Mantega está ficando mais famoso do que poderia imaginar. Até a revista inglesa The Economist sugere a sua demissão. Opinião é opinião, a decisão é da presidente. Que realmente as suas projeções são por demais otimistas, disso todos nós sabemos, como sabemos que a economia brasileira está muito aquém do que deveria estar, justamente num momento em que o mundo vive sérios problemas financeiros e econômicos, deveríamos ser mais agressivos comercialmente, o que confirma o efeito PIBinho. Os que reclamam mesmo são os investidores internacionais... Que a sugestão sirva de alerta. Acelere as suas decisões, antes que o País pare.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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A PIADA VIROU REALIDADE

Quem diria? Uma economista (Dilma Rousseff) criticando a The Economist. Pessoalmente, sou um ávido leitor da revista, e o artigo sobre Guido Mantega não citou nenhuma inverdade. Quando 2012 amanheceu, ouvíamos crescimento de 4%, e crescimento de 1,5% era "piada"! Agora não crescemos nem 1% e Mantega afirma: "O consumo do governo foi fraco. Não sabemos o que aconteceu". Sinal de que não sabe nada de economia! A The Economist já mencionou: o problema está no custo Brasil, palavra proibida para Dilma. E ainda segundo a "presidenta": "A situação deles é pior que a nossa". Presidente, informe-se! O Brasil tem a carga tributária da Dinamarca, mas serviços públicos da Somália!

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

Cotia

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NÃO EXISTE MILAGRE EM ECONOMIA

Não precisa ser mágico nem ter fontes secretas para saber que o Brasil está em rota de colisão com uma possível crise e caminha para a quebra da economia pior do que aconteceu com os Estados Unidos e a Grécia. Basta dar uma pequena olhada nas manchetes dos principais jornais sobre os índices de crescimento do País para 2012, pífio 1%, mais algumas quirelas ficando bem abaixo do que prometiam as projeções do governo, para ter uma ideia do que está por vir. Digo isso porque os mesmos motivos que levaram à quase falência das economias dos países de Primeiro Mundo ocorrem por aqui, com os inúmeros incentivos dados ao consumo pela presidente Dilma Rousseff. Seguindo o caminho norte-americano, cada vez mais a especulação imobiliária e o crédito fácil tomam conta do mercado em geral, e não é por acaso que os principais jornais estrangeiros, como o The New York Times e o Financial Times, dos Estados Unidos e do Reino Unido, a revista britânica The Economist, respectivamente, têm dado destaque ao nosso pífio crescimento nos 11 meses do ano, inclusive criticando o governado brasileiro quanto ao produto interno bruto (PIB), o alto custo Brasil e o aumento expressivo dos impostos. "Os resultados põem em dúvida as políticas adotadas para evitar que o Brasil se torne retardatário entre as economias da América Latina." O fracasso do crescimento já era esperado por analistas de oposição ao atual governo da presidente Dilma, inclusive alguns chegaram até a sugerir a saída do ministro Guido Mantega. Embora o governo não queira admitir preocupação e frustração publicamente, é notória a desconfiança dos maiores empresários do País com o quadro atual do crescimento, com a economia praticamente paralisada. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu-se surpreso, ao saber que o País cresceu apenas 0,6% de julho a setembro. O fato concreto é que caiu por terra a expectativa da equipe de governo, de fechar 2012 com crescimento por volta de 1,5%. A coisa está tão feia que o desempenho do segundo trimestre foi revisado para menos de 0,4% divulgado anteriormente para 0,2%, ou seja, é o governo petista fazendo o País andar para trás, só comparável ao ano de 2009, logo depois da crise mundial. O governo "Dilma" precisa admitir que pacotes econômicos ilusórios com o intuito de fazer o País crescer, não é capaz de fazer o consumo de bens e serviços aumentar de forma sustentável. Eles têm prazo de validade e resultam, no máximo, em voos de galinha, destinados a voltar ao chão. Será que os estrategistas do governo petista não previam que a qualquer hora esse fiasco iria acontecer? Onde estão os gênios econômicos deste governo que tem batido recordes de popularidade, mas que na prática a economia do Brasil continua paralisada?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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AS EXPLICAÇÕES QUE MERECEMOS

No editorial Economia ruim, governo feliz (4/12, A3), parece que podemos destacar duas das importantes conclusões: 1) o governo nos deve explicações sobre o resultado do alívio da folha de salários, que, na verdade, não foi propriamente uma desoneração, já que compensada com uma externalidade sobre o faturamento; e 2) qual a justificativa para um recolhimento tributário de R$ 4 bilhões por dia, incluindo-se sábados e domingos, e o estado lamentável de nossa infraestrutura, especialmente educação, saúde e saneamento?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A NOVELA DO PIB

O nosso PIBinho, por mais ginástica que se faça, continuará por volta de 1%. E de nada adianta o Sr. Mantega incursionar nas profundezas do IBGE, porque fatos econômicos não se subordinam a contornos e conveniências eminentemente políticos e agradáveis. E só para quem não quer ver é que o nosso desenvolvimento não está travado, enquanto o governo não quer encarar definitivamente o nosso problema com a enorme carga tributária e o Custo Brasil, desestimuladores de qualquer arranque de progresso. A reforma tributária e a redução imediata do custo Brasil são fatores que servirão de alavanca para o desenvolvimento nacional, mesmo porque o povo está com suas economias exauridas e a sua capacidade de comprar está quase zerada, o que se constata pelo constante aumento da inadimplência. Lamentar o PIB não resolve o problema, porque não se atacam as causas referidas.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PACOTES DO PLANALTO

Como o PIB é medíocre pelo segundo ano, e com a oferta de empregos em queda, a Dilma corre contra o implacável tempo lançando mais e mais pacotes como se estivesse falando para surdos investidores, porque o governo nitidamente está perdendo sua credibilidade. Em agosto de 2012, para infraestrutura foram prometidos R$ 133 bilhões. Só em dezembro deste ano, R$ 100 bilhões do BNDES, com juros de 5% ao ano, e agora (6/12) mais R$ 54 bilhões para a modernização dos portos. Quem dos grandes investidores se habilita a abrir esses pacotes depois que o governo petista tenta quebrar contratos como este recente contra as geradoras e distribuidoras de energia elétrica?! A Petrobrás, no mesmo caminho, está perdendo eficiência e entra em decadência porque as regras do jogo de mercado foram irresponsavelmente modificadas desde a gestão de Lula, com a irrestrita anuência de Dilma Rousseff. Oras! O dinheiro do investidor amealhado a duras penas não dá em árvore só porque os petistas alojados no Planalto querem! Para tal, se quiser salvar seu mandato, a presidente Dilma ou faz uma urgentemente faxina nestas agências reguladoras, colocando administradores experientes e com total autonomia, como ocorria na gestão FHC, e ainda retorne ao marco regulatório anterior estabelecido pelos tucanos para leilões de áreas de prospecção de petróleo, e corrija também este absurdo das renovações de contratos com as empresas do setor elétrico, ou seu governo melancolicamente morrerá na praia da incompetência mesmo antes de 2014... Porque num pacote o que vale é o prazo de entrega e a qualidade do produto! E neste quesito o PT está na contramão do mínimo razoável. Assim como a ética tão prometida jamais entregou...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TESOURO BANCARÁ CONTA DE ENERGIA

Tesouro Nacional? Quanto é o lucro de impostos sobre a energia elétrica, pelo qual não faz absolutamente nada e nem investe nada? Diz-se 20% na forma mentirosa de sempre apresentar contas de impostos. Na realidade, o imposto cobrado sobre energia elétrica é 25%, um quarto do que o usuário paga, para sustentar uma máquina de fazer pouco, ou quase nada! Aquela tal caixa preta que tem dois botões, um que liga e outro que desliga assim que o primeiro é acionado! Se uma empresa que produz e distribui tem lucros abusivos, o que fazem os políticos e funcionários do governo para permitir isso? E se não têm lucros abusivos, por que têm de sustentar impostos absurdos para rechear o erário, para sustentar mensalões e outros escândalos? Está aí, Dona Dilma, uma pergunta inteligente para fazer a seus assessores PhDs: preço é custo, que pode ser reduzido! Qualquer economês burro vai lhe dizer que são exatamente os impostos abusivos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O TESOURO SOMOS NÓS

Psiu, cara-pálida, o Tesouro Nacional somos nós! Façam o difícil, o fácil qualquer um faz. Reforma fiscal, eficiência nas despesas, corte de burocracia e impostos, etc. é do que o Brasil precisa para crescer, não é obvio? Não é para trabalhar que lhes pagarmos salários e mordomias sem fim? Blá, blá, blá, é só populismo.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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CORTESIA COM CHAPÉU ALHEIO

Começou mal, para nós, o povo, a campanha eleitoral "Dilma 2014". A anunciada redução das contas de energia elétrica não funcionou como Dona Dilma queria, porque não conseguiu enfiar o prejuízo "goela abaixo" dos acionistas das empresas de energia, da forma autoritária e impositiva, como queria. Assim, "pessoal", nós, contribuintes, é que vamos pagar a conta. Preparem seus bolsos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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REDUÇÃO OU DEMAGOGIA?

Pera aí! Tirar dinheiro do governo (povo) pra bancar o desconto na conta de luz do povo? Isso não é redução de tarifa, é demagogia!

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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ENERGIA ELÉTRICA

Nada como fazer demagogia com o chapéu dos outros. Se o governo quisesse mesmo baixar preços da energia elétrica mantendo a rentabilidade - e, por conseguinte, os investimentos no setor elétrico, reduzindo o risco de apagões -, bastava reduzir os impostos, que são da ordem de 45% do total da conta.

Edson Funabashi edson@acteon.com.br

São Paulo

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SAUDADES

No Brasil, produz-se 90% da energia elétrica pelo sistema hidrelétrico que é até então o mais barato que se conhece. Uma conta de luz de uma casa de família classe B paga R$ 250,89 em média por mês. A concessionária cobra R$ 157,59 da energia que ela fornece. O resto vai para o governo. O que você recebe de volta? O sistema de imposto único de 20% sobre a tarifa que era usado antigamente deixa saudades.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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LUX

O baixo investimento do governo federal em infraestrutura, combinado com o plano de redução das tarifas de energia elétrica em 2013, na marra, vai provocar um apagão geral no Brasil. Que a luz do entendimento ilumine as ideias divergentes, antes que tenhamos de acender as velas na escuridão.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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INSTITUIÇÕES ARRASADAS

O gigantismo estatal na construção da Hidrelétrica de Belo Monte, tratado pelo Estadão, e este novo escândalo envolvendo diretores de agências reguladoras demonstram que a presidente Dilma Rousseff está certa ao pretender blindar as agências reguladoras (2/12, A8). O País só se tornará digno de respeito para receber investimentos - privados e dos grandes fundos institucionais estrangeiros - na infraestrutura, quando suas forças políticas, independentemente de suas ideologias, se unirem patrioticamente para colocar em níveis civilizados os 25 mil cargos federais suscetíveis de nomeação na administração direta, agências e estatais. Na terra do Luís XIV, que Lula tenta imitar, é assim. Na Électricité de France (EDF) - a grande estatal francesa na área de energia -, o executivo só pode escolher um terço do seu Conselho Administrativo. Os demais cargos são ocupados por pessoas de notório saber, definidos em lei, representando a sociedade daquele país com alguma ligação científica ou funcional com a estatal. O mundo civilizado tem mecanismos que dificultam a vida dos políticos desonestos!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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ESPEREM SENTADOS

A lei é clara. Os deputados envolvidos no escândalo do mensalão, julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devem perder o mandato e presos imediatamente, logo após os ministros concluírem a análise do processo. É uma temeridade, deixar a decisão a cargo da Câmara dos Deputados, como o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT), deixou escapar em uma de suas entrevistas, pleiteando que os "santinhos", com mandato em vigor, sejam julgados por seus pares, em plenário. Só faltava essa! Não precisa ser vidente para saber o que iria acontecer: até que se cumprissem os trâmites legais, os caras iriam ficar belos e folgados com todas as regalias que o cargo lhes proporciona e, com a lentidão de se chegar a um consenso, talvez até terminassem os seus mandatos. O que seria, para eles, muito conveniente. Portanto, senhor presidente, pode tirar o "cavalinho da chuva", os mensaleiros, não vão se safar dessa. A Constituição é clara e soberana, além disso, estamos calejados das constantes marmeladas servidas nessa casa de leis.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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LEWANDOWSKI & CIA.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e advogado de defesa dos mensaleiros, Ricardo Lewandowski, ganha um segundo parceiro na Corte. O primeiro e mais fiel, o ministro Dias Toffoli, havia proposto dias atrás que as penas condenatórias na Ação Penal 470 fossem apenas pecuniárias, abolindo as penas de reclusão, tendo em vista que as prisões brasileiras são medievais. Aliás, uma ideia lançada pelo próprio ministro da Justiça, responsável pelos presídios e que até hoje nada fez para mudar a situação por ele denunciada, fato que num país sério o levaria à demissão sumária por incompetência. Um incompetente confesso. Aviso aos navegantes: se você pretende roubar do erário R$ 1 milhão, repense, roube R$ 2 milhões; um será incorporado ao seu patrimônio, isento de Imposto de Renda, e com o outro milhão você pagará a multa. Roubar na República petista não é crime, crime é não pagar a multa; que o digam os sete ministros já demitidos pela faxineira, que joga todo o lixo para baixo do tapete, e ainda manda seus asseclas declararem que não admite corrupção no governo. Ainda não vi nenhum dos demitidos por roubo ser preso. São ladrões, mas continuam usufruindo do roubo e rindo da nossa cara. O mais recente parceiro de Lewandowski é o ministro Marco Aurélio Mello, que em plenário defendeu a tese da continuidade deletiva. Tese que reduziria drasticamente as penas dos condenados pela sequência de crimes. De acordo com a tese defendida pelo ilustre ministro Mello, Marcola já estaria há muito em liberdade e no mínimo coaptado pelo Congresso. Exemplo prático: alguém mata alguém para roubar, precisa de meios para empreender a fuga, mata outro para lhe tomar o carro, na sequência assalta um banco porque precisa de dinheiro, ao ser localizado pela polícia foge e invade uma residência mantendo por 48 horas os moradores como reféns. Ao ser preso e levado a julgamento responderia por um assassinato. O segundo assassinato, o roubo do veículo, o assalto a banco, o sequestro da família, todos esses outros crimes não entrariam na dosimetria da pena, seriam a continuidade delitiva. Na verdade são crimes diversos onde as penas por cada um dos atos delituosos deverão se somar. Por sorte, essa imorais propostas foram rejeitadas pela maioria dos ministros da Corte, sendo que a última com ares de desmoralização para seus proponentes. Uma humilhante derrotada por sete votos contra dois o que infelizmente ainda não foi suficiente para convencer o ministro Lewandowski da independência da Corte. Contrariando o voto de relator que propõe a cassação imediata dos parlamentares condenados, o revisor sugeriu que a decisão final seja da Câmara, acreditando, segundo ele, nos princípios éticos e morais daquela Casa. Uma verdadeira piada esperar que esse antro de corruptos irá caçar um dos seus pares. É mais provável que a Câmara inaugure o plenário virtual com os nobres deputados votando leis diretamente da Papuda. Até quando vão tentar desmoralizar nossa Suprema Corte para livrar a cara desses bandidos que, há 12 anos sob o comando do intocável Lula, assaltam impunemente o erário?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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UM PAÍS EXÓTICO

O ministro Lewandowski passará para a história do julgamento do mensalão como o juiz do contra. Em quase todas as votações, perdeu ou foi vencido, como dita a linguagem do STF. Não se esperaria que concordasse que os políticos condenados perdessem seus mandatos por determinação da Suprema Corte. Periga de termos uma interessante situação, deputados cumprindo seu "mister" por trás das grades. Não é à toa que somos vistos pelo mundo como um país exótico, no mau sentido.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO

Desde os primórdios da revolução industrial que os trabalhadores ingleses, por exemplo, recebem salário semanal. A simples aritmética nos indica que, como o ano tem 52 semanas, o seu décimo terceiro salário sempre existiu e foi pago antecipadamente. No Brasil, onde ele ainda é considerado como uma conquista do trabalhador, é, de fato, uma simples compensação para quem durante 12 meses recebe o equivalente a 48 semanas, endividando-se durante o restante do ano na expectativa de saldar suas dívidas. Caso aquele "salário adicional" fosse recebido em bases mensais (8,33% ao mês), possibilitaria não apenas uma melhor renda, mas também criar uma cultura de disciplina e poupança, ausentes na maioria dos brasileiros.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMO BARATO

Que interessante! Vi no Banco do Brasil, um cartaz onde se lia: "Dinheiro Barato! Empréstimos para Profisionais Liberais" (sic). Especifica-se, ainda, "cabeleireiro, manicure, pescador, vendedor ou outra atividade". A taxa cobrada é de cerca de 2% ao ano. Tomando-se R$ 1 mil, o cidadão pagará, ao final de 12 meses, cerca de R$ 1.022 ao Banco do Brasil. Tudo estaria até muito bonito, se não fosse o fato de que os correntistas que não são "profisionais" (sic) liberais não têm acesso a tal bondade. Presume-se que, com o aumento da inadimplência do pequeno correntista - ou até daquele que nem correntista é - no comércio, o Banco do Brasil tente solucionar o problema emprestando "dinheiro barato" e arcando ele mesmo com os riscos de um (re)calote. Assim, caso o tomador de pequenas quantias, que trabalha sem carteira assinada, não consiga pagar o Banco do Brasil, no fim das contas o banco arcará com o prejuízo. Há também a chance de nós, correntistas, "não tomadores" e "pagadores pontuais", sermos os que pagarão a diferença, através das inúmeras taxas de serviços e juros de cheque especial muito superiores aos meros 2% ao ano. Ademais, não parece que isso resolva o problema de inadimplência. Pelo contrário. Tende a agravá-lo. E, no limite, causará prejuízos ao banco, que tem acionistas e também é mantido pelos impostos que pagamos. Gostaria que o governo explicasse como fez e para que fez esta mágica!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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