Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2012 | 02h06

E o mundo acabou mesmo

Mas só para aqueles que, como eu, sonhavam ver os condenados do mensalão na cadeia. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a prisão imediata dos condenados, pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Gurgel havia sustentado, no início do julgamento, que a prisão logo após as condenações evitaria eventuais recursos que tentam atrasar o cumprimento das penas. Agora, pois, virão os eternos recursos, que ficarão pelas gavetas, e tudo não terá passado de grande comédia, com começo, meio e fim. The end.

ODAIR PICCIOLLI

odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

Extrema (MG)

Presente de Natal

Aos condenados do mensalão, só resta crer que Papai Noel existe. Passarão as festas de fim de ano livres e, até o fim do carnaval, como sabemos, nada acontecerá no Planalto ou na Justiça.

YVETTE KFOURI ABRAO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Entendimento

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, ao não aceitar o pedido do procurador-geral de prender os condenados imediatamente, tomou uma atitude sensata. E que este seja o ponto de partida de um entendimento entre o Legislativo e o Judiciário. A possibilidade de prisão dos deputados atingidos pelas sentenças do STF motivou até a ameaça drástica do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, de instituir um "asilo político", abrigando os condenados nas dependências da Câmara para evitar a prisão. Espera-se, agora, que diminua a tensão e que se chegue a uma solução negociada, dentro dos parâmetros legais e constitucionais.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Nossos deputados

A defesa de Marco Maia só traz uma certeza aos honestos: realmente, eles não nos representam.

ROBERTO NASCIMENTO

robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

Apocalipse do Maia

O fim do mundo, para o Maia, seria um político ter sua prisão decretada às véspera das festas de fim de ano só porque foi condenado por desviar alguns milhões do cofre público. Por isso o Maia entende que seria justificável esconder os condenados num bunker nos subterrâneos da Câmara, até que a ira santa da Justiça se acalme e o mundo dourado dos réus não termine num apocalipse penitenciário.

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

LULA E OS 'VAGABUNDOS'

Adágios

O ex-presidente (e ainda todo-poderoso) Lula disse esta semana que em 2013 voltará a percorrer o Brasil e que "vagabundo" nenhum lhe derrotará. Sobre isso, vieram-me à mente três adágios populares que ilustram as situações constrangedoras a que o País assiste atônito de alguns anos para cá: "Diga-me com quem andas e te direi quem és", "carneiro procura o parceiro" e "jabuti não sobe em árvore".

FERNANDO CESAR GASPARINI

Phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Língua suada

Por falar em vagabundo, poderia o cidadão Lula nos dizer onde efetivamente trabalhou nos últimos 50 anos? Como diria o caboclo, suor sob a língua não vale.

BENEDITO ANTONIO TURSSI

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

Trabalhador

Agora entendi por que Lula não sabia das maracutaias dos mensaleiros, das traquinagens dos aloprados, das mutretas de Rose. Ele trabalhava tanto que não tinha tempo para se preocupar com coisas tão insignificantes...

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

São Paulo

O PIB DE 2012

Lanterninha

O Banco Central reduziu de novo a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, de 1,6% para 1%. É bom que acabe logo o ano, antes que o resultado seja negativo e fiquemos em último lugar entre as economias da América Latina, ultrapassados pelo Paraguai.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

'Pibão'

Dilma quer um "pibão" grandão no próximo ano, mas alguém deveria avisá-la de que já não há mais tempo para conseguir essa façanha. O que Guido Mantega destruiu vai levar tempo e exigir competência e muito esforço para ser refeito. Um primeiro passo seria ouvir o conselho da revista The Economist e trocar de ministro da Fazenda. Depois, é rezar para que Deus mande um cenário melhor para a economia mundial, como a dos tempos de Lula, quando até a incompetência de Mantega não era problema.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Aldo Dórea Mattos; Alexandre Barros; Antonio Márcio Buainain; Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja); Balady Comunicação - Silvia, Sonia, Bruno; Brasil Sem Grades; Carlos Alberto Augusto; Chriarte Decore; Cidade Center Norte; Comunicação Institucional - Safoni; DePieri Comunicação; Edmar Bacha; Elenita Fogaça Comunicação; Equipe do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS); Equipe Terra Mater Expedições; Erika Pessoa - Pessoa Comunicação e Relacionamento; Espírito Santo Property Brasil (ESPB); Eugênio Bucci, Jorge Tarquini e Michelli Carrieri - ESPM Pós-graduação; Farid Azzem; Fundação Armando Álvares Penteado - diretoria executiva; Grupo Transmar; Ingrid Georg Ferreira Leite - Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China; Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos; Instituto Ronaldo Leite; Instituto Terra Brasilis; José Eduardo Zambon Elias e equipe do Centrocor Clínica do Coração de Marília; José Marcio A. G. de Camargo; Lettera Comunicação Estratégica; Lucas França; Lúcia Bludeni e Natalia Bludeni Cunha - Bludeni Advocacia; Luiz Felipe Dias Farah e família; Mainá Promoções e Eventos; Marcelo de Paiva Abreu; Marly e José Sarney; Mauricio Flank; Nelson Penteado de Castro; Otavio Leite - deputado federal; Paola Nano - Slow Food International; Professor José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista; Roger Cahen; Secovi-SP; Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C) - Geuma Nascimento, Jaime Rodrigues e Roni Franco; Ulisses Nutti Moreira e família; Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); e Viviane Sarraf - Museus Acessíveis e Rinam.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ALIVIADOS E TRAPALHÕES

Entre aliviados e trapalhões se manifestaram os réus e próceres petistas ante a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) de não mandar para a prisão os réus do mensalão justo na época das festividades natalinas e do Dia da Fraternidade Universal. Entre os aliviados temos os exemplos do ex-ministro José Dirceu e do deputado federal pelo PT-SP João Paulo Cunha. Entre os trapalhões sobressai-se o presidente da Câmara, imagino que para não perder o hábito. Enquanto do primeiro sabemos do seu alívio através de seus assessores, o segundo manifestou-se de viva voz, ao rebater críticas do ministro Joaquim Barbosa com a lapidar frase: "Quem fez a Constituição fomos nós, da Câmara dos Deputados. Então, conhecemos a Constituição de cor e salteado. Inclusive as emendas que a Constituição sofreu durante esse processo todo foram feitas, trabalhadas e articuladas pelo Parlamento". Mais uma intenção de quer ensinar o padre-nosso para o vigário. Mas declarou, também: "Pedi à Advocacia-Geral da União que faça uma análise técnica se há a possibilidade da Câmara tecnicamente entrar no processo, expressando a sua opinião sobre a questão da prerrogativa de cassação". Isso demonstra que o seu de cor e salteado é bem relativo. Também o seu desmentido de que não disse jamais de que daria abrigo ao seus pares se fossem remetidos de imediato à prisão, "pois não haveria amparo legal para isso". Verifica-se que a sua certeza sobre as suas prerrogativas também deixa muito a desejar e, como sempre, a imprensa distorceu suas palavras. É simplesmente lamentável e ainda bem que está próximo o final de seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DECISÃO TÉCNICA E CORRETA

O Direito é uma ciência normativa e o juiz o cientista encarregado de revelar o sentido de seus princípios em cada caso concreto. Não diz o que deve ser segundo opções subjetivas, mas de acordo com um sistema de regras. O ministro Joaquim Barbosa deu a melhor resposta que poderia expressar ao indeferir o pedido de prisão imediata dos condenados no processo do mensalão, antes do julgamento de recursos que, em tese, ainda podem modificar as penas e o regime de seu cumprimento. Manteve-se rigorosamente vinculado à lógica do sistema jurídico, assim como em todas as outras decisões que adotou, tanto que seguido pela maioria da Corte. Este procedimento foi importante quer para os que o detrataram enquanto "juiz político" como para os que o enalteceram, cogitando para presidente da República um servidor público que se limitou ao cumprimento do dever.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MATREIRO

Orgulho-me cada vez mais da inteligência e da matreirice deste mineiro que tanto soube dignificar o Supremo Tribunal Federal. Joaquim Barbosa deu o pulo do gato nos petistas que armavam o bote, prontos para desqualificar o julgamento do mensalão assim que o ministro presidente do STF decretasse a prisão imediata dos criminosos do mensalão. Danaram-se todos eles, Joaquim Barbosa conhece as leis mais do que ninguém, inclusive seus meandros e suas brechas. Além disso, conhece as manhas legais e ilegais às quais os criminosos costumam apelar... Parabéns, ministro, e muito obrigada! O senhor nos devolveu a esperança de termos um dia um Brasil melhor. Um feliz Natal e um maravilhoso 2013 para o senhor.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PROFECIA DE MAIA

O mundo não acabou para o PT em 2012. Joaquim Barbosa não decretou por enquanto a prisão da quadrilha do mensalão! E tampouco, para alívio do deputado profeta Marco Maia, este não precisará cair, mais do que já está, no ridículo de oferecer asilo aos parlamentares já condenados na ação 470...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DECEPÇÃO

Barbosa amarelou. Quantos que roubaram uma latinha de cerveja vão passar o Natal presos, e estes quadrilheiros que subtraíram dinheiro público, que serviria para atender às necessidades urgentes de pessoas carentes, vão continuar soltos. Até quando, ninguém sabe. Mais uma vez, a decepção toma conta dos brasileiros que procuram ganhar seu dinheiro com honestidade.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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VERBORRAGIA

A mídia é a única culpada dessa verborragia a que estamos assistindo, com bravatas e destemperos de pessoas fazendo declarações equivocadas e altamente conflitantes, no caso integrantes do PT, como, por exemplo, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, passando por Lula, Zé Dirceu, o presidente do partido, Rui Falcão, e ainda alguns outros menos cotados. Essas pessoas parecem não ter compromisso com ninguém nem com nada, a não ser com eles mesmos. Em contrapartida, a mídia deveria repercutir, sim, as legítimas e indignadas opiniões dos leitores, coisa que o fazem muito pouco, e com muitos "dedos", como se diz, salvo raras exceções, para, certamente, não ferir suscetibilidades de alguns que, convenhamos, não merecem o menor respeito. Agora vão dizer que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, "amarelou", posto que não autorizou a prisão imediata dos mensaleiros e que as ameaças do presidente da Câmara dos Deputados surtiu efeito. Vitória dos verborrágicos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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SÁBIA DECISÃO

Todos esperavam a decretação da prisão dos condenados e, consequentemente, um Natal e festas de fim de ano na cadeia. Seria uma vingança da sociedade pelas mãos de Joaquim Barbosa, que decidiu de maneira sóbria que não era a hora de jogar para a plateia. E entrar em confronto direto com a Câmara dos Deputados seria prejudicial à Nação. Joaquim Barbosa pensa como juiz e sabe que bandido pensa como bandido...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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STF X CÂMARA

O presidente da câmara, Marco Maia, assim com a maioria dos políticos, deveria estudar o funcionamento e responsabilidades de cada poder da república. As declarações de Maia parecem-se com afirmações rudes e primárias, um puro desconhecimento do funcionamento das instituições brasileiras, segundo afirmou o ministro Joaquim Barbosa. Fiquei perplexo ao saber que o presidente da Câmara, agindo sem o mínimo preparo para exercer suas funções, afrontou um cidadão de inteligência mediana, dizendo que a Câmara poderia abrigar os condenados do mensalão para livrá-los da prisão. Talvez fosse bom colocar celas na Câmara. Os políticos já sairiam direto do plenário para as celas.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A ATUAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL.

Roberto Gurgel, procurador-geral da República, nesta fase final da ação penal 470, apenas repete o pedido de prisão dos réus condenados no processo. O cabimento da decretação prisional coube ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF. Entretanto, ressalta-se, como mais importante, a averiguação das declarações de Marcos Valério, porque elas levam e levarão o Ministério Público (MP) a um mar de lama nunca visto na história republicana. Se Marcos Valério não merece credibilidade, fatos comprovados e documentados merecem aceitação, e é, com certeza, sobre tais provas que o MP mergulhará com a devida profundidade. Ninguém pode ficar acima da lei em um regime democrático, inclusive o ex-presidente endeusado, porque, ocorrendo essa hipótese, podemos dizer que o absolutismo está próximo, o que, na realidade, deseja o PT, com a sua pretensão de hegemonia.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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JOÃO PAULO CUNHA

Li nos jornais que o deputado João Paulo Cunha está na dúvida sobre que matérias estudar, agora que vai deixar seu ofício de deputado. Sugiro uma que dê aulas de moral e ética.

Ruth Penna Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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'LULIRICA'

Eu acho que o lugar deixado por Tiririca no meio cômico, vai ser imediatamente preenchido pelo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, tenho até um sugestão: Lulirica. Lula, ao tentar se defender das acusações de Marcos Valério, propiciou um dos momentos mais engraçados dos últimos séculos, declarando em tom de desafio: "Não perco para vagabundos, meus rivais, para me vencer terão que trabalhar mais do que eu...". Kkkkkkkkkkkkk, ops, quase me engasguei. Sr. Lula, o termo trabalhar, no meio de golpistas, significa articular insidiosamente, manobrar com astúcia enganosa, traçar artifícios ilusórios. Trabalhar, Sr. Lula, entre pessoas que compõem uma sociedades de caráter cívico, significa desenvolver atividades produtivas, coisa que o senhor desconhece, pois jamais exerceu em sua vida qualquer atividade producente.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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CARAPUÇA

Seria de suma conveniência que "o cara" apontasse quem são os vagabundos que no ar-acondicionado querem derrotá-lo, pois com a tremenda carapuça enfiada em sua cabeça está nos apontando claramente quem é o vagabundo.

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

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'VAGABUNDOS'

Seria uma boa resposta ao ex-presidente Lula, ao chamar de "vagabundos" quem fica em gabinetes, as empresas cancelarem as palestras com ele, que, aliás, gostaria de saber o que ele tem a dizer nestas palestras. Falando sério, o que estas empresas ganham com as palestras dele? O que acrescenta a elas? Só se for pela influência de ser ex-presidente, e que, após as denúncias do Marcos Valério, seria bom ele colocar as barbas de molho e as empresas começarem a se afastar.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SOB O AR-CONDICIONADO

Os gabinetes com ar-condicionado de Brasília (e Brasil afora) têm mais "vagabundos" do que as ruas!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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FERNANDO GABEIRA

Excelente o artigo do jornalista Fernando Gabeira, Mexeu com a igualdade, mexeu com todo mundo (21/12, A2). Fez-me lembrar o poeta Gregório de Matos, que viveu na Bahia, no final do século XVII. Diante das falcatruas e da proteção entre os poderosos da época, disparou dois versos plenos de atualidade: "Neste mundo é mais rico o que mais rapa (...) / O velhaco maior sempre tem capa". Perfeito.

Adriano Espínola adrespinola@gmail.com

Rio de Janeiro

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A CPI DO CACHOEIRA

No fim das contas, os únicos que se deram mal com a CPI do Cachoeira foram o próprio Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres. Outros envolvidos no esquema criminoso como os governadores Sergio Cabral, do PMDB, e Marconi Perillo, do PSDB, o prefeito Raul Filho, do PT, além do empresário Fernando Cavendish, da Delta, ficaram de fora desse grande acordão conseguido pelos partidos, e que fez com que a CPI terminasse numa imensa pizza. E esse Congresso sem vergonha ainda tem a petulância de pretender julgar a cassação do mandato dos condenados do mensalão.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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'PIBÃO'

O governo anuncia o "pibão" para 2013 e, para tanto, conta enorme e precisamente com os seus investimentos e a ajuda sempre presente do BNDES. Mas tudo demonstra que o anúncio será insuficiente, se a carga tributária se mantiver como está, se a infraestrutura não andar e, fundamentalmente, se não banirmos a corrupção secular e histórica que nos abate ao longo da jornada de crescimento e desenvolvimento.

Carlos Henrique abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CEGO EM TIROTEIO

Depois de assistir as melancólicas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, senti um arrepio. Acho que nem ele acredita em seu discurso sobre os rumos da economia. Está mais perdido do que cego em tiroteio. Tentou fazer gracinha que o fogão da linha branca ia continuar com desconto de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), porque afinal "as pessoas precisavam esquentar sua comida"! Se ele dirige a economia com este tipo de sacada estamos ferrados, porque nem como se cozinha ele sabe. Fogão serve principalmente para fazer a comida e não esquentá-la. Depois do rosário de descontos de impostos aumentou a desoneração de pagamento do INSS em vários seguimentos, dando ênfase ao comercio. Chegou a enumerar outros segmentos cujo desconto já existe. Vale aqui perguntar ao ministro: Exonerar qualquer segmento empresarial de pagar o INSS sobre a folha de pagamento, não aumentará o déficit da Previdência Privada, acarretando diminuição nas aposentadorias presente e futuras? Não se pode governar desvestindo um santo para vestir outro, porque lá na frente a conta não vai fechar e provavelmente ele não estará aí para ser responsabilizado.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BRICS

Este nome refere-se aos países em desenvolvimento que começaram a ter um novo status diante da comunidade internacional. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics). Os últimos anos têm nos mostrado um caminho um tanto diferente para eles, sendo que o Brasil passou a descolar do grupo e a causar olhares de desconfiança, pois vem mudando sua política econômica e o mundo não vem aprovando, tanto que os números vêm, cada vez mais, nos condenando. As perspectivas, antes boas, agora são duvidosas. Agora dizem que o grupo dos Brics vai ser rachado da seguinte forma: O B vai separar-se do bloco e os outros vão rumar para serem os novos Rics do mundo, com o poder do trocadilho, e o Brasil vai continuar a ser a eterna promessa. Será?

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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ANEEL DIFICULTA INVESTIMENTOS

A presidente Dilma reclama por maior crescimento da economia. A atual situação e o momento da economia mundial é um grande dificultador. Se já não bastasse o fato, nas sua "barbas", a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) joga contra e inibe que empresários e investidores invistam ao dar sinais de ingerência nas regras para investimentos e explicitar que não confia na seriedade e honestidade dos empresários. Doravante, gastos com modernização e ampliação de usina, dentre outros, deverá ser previamente autorizado por aquela agência. Burocracia que a própria Aneel reconhece, conforme declaração do seu diretor abaixo transcrito. A Aneel tem ferramentas para controlar e fiscalizar. O setor tem regras e procedimentos para fazer cumprir aos concessionários com as suas responsabilidades. Confie nas empresas, deixe-as investir e depois controle e cobre. Assim, o mercado saberá trabalhar com seriedade e celeridade. Na matéria inserida no caderno de Economia de 17/12 (B6), diz o seu diretor Edvaldo Santana que "até agora, era tudo mais mercado. Agora é tudo mais Aneel". E completa: "Aumenta a burocracia e o setor ficará muito dependente", denotando satisfação e prepotência. Mais, na matéria esse diretor faz afirmações de quem é despreparado e beira a irresponsabilidade. Transcrevo algumas para que o leitor saiba das aberrações: ao se referir às renovações das usinas, "... O ganho disso era da empresa e ela vendia a energia para quem queria. Havia incentivo para a expansão, e agora não há mais". Outra, quando se refere às novas atribuições que a Aneel vai assumir e sem previsão de mais funcionários: "...a análise dos pedidos pela Aneel pode levar um tempo indefinido mas, agora, a pressa não será mais das concessionárias". Outra mais triste, quando se refere a projetos que devem ser aprovados pela agência: "Vamos colocar na fila mais isso. A empresa vai pedir, mas como não vai ganhar nada até que seja autorizada, não vai se preocupar em fazer a fila andar". Para confirmar o seu desconhecimento do setor, isto é, o seu despreparo, além do desrespeito com o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), órgão que sucedeu a Aneel, o diretor Edvaldo Santana diz que "...o antigo Dnaee, órgão que centralizava todas as decisões que envolviam as empresas elétricas (...) e a Medida Provisória 579 (...) muda a filosofia do setor elétrico brasileiro". É quando ele faz a afirmação acima transcrita, qual seja, "até agora, era tudo mais mercado. Agora é tudo mais Aneel". Triste, muito triste quando o próprio governo, através de uma agência reguladora, disse reguladora, tem esse tipo de postura que só prejudica os interesses maiores do Brasil. Presidente Dilma, abra os olhos e cobre eficiência e responsabilidade de dirigentes, que tem a obrigação de ajudá-la e ao País.

Pedro Akiiwa Fukumura fukumura@uol.com.br

São Paulo

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A IRRITAÇÃO DE DILMA

O excelente editorial A inútil irritação de Dilma (19/12, A3) é que motivou esta minha carta! Pois quem nasce para a clandestinidade - e quem há de saber que é para isso que nasceu, não é mesmo? - e torna-se lentamente terrorista sem disso se aperceber, pode até chegar ao comando do leme de um país, mas não terá estrutura antropológica e psicológica ou até mesmo capacitação para exercer suas funções democraticamente. E, para me contestar, nem me venham falar de Mandela, pois os bôeres, que eram uma pequena ilha de ditadores e impositores postada na imensidão de um oceano de nativos africanos, prepararam tudo para entregar-lhe o cargo, que ele exerceu otimamente, após 27 anos de prisioneiro do regime do apartheid, eleito que foi, pelo voto livre e secreto, como o grande vencedor de um pleito que ele disputou com um candidato bôer. O último presidente branco daquele país, Frederik De Klerk, formou uma equipe de transição de governo para que a equipe de Mandela se inteirasse da situação real e total do país. É que ele, Mandela, não nasceu para a clandestinidade e, por isso mesmo, não foi terrorista. Ele lutou às claras e dava o rosto para bater. Eis, aí, a grande diferença! Lula também anseia por assumir a condução despótica do Brasil. Não é por outra razão que mandou que seu menino de recados, o insigne Gilberto Carvalho, que avisasse Marcos Valério para que "se comportasse" ou então ele morreria! Não há no mundo todo um exemplo que não confirme minha assertiva e, se os há, ainda (e há), terão vida (em todos os sentidos) curta. A liberdade só não chegou até Cuba ainda porque, por mais inusitado e absurdo que possa parecer, a ilha está a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida e os EUA estão protegendo, inadvertidamente e com excesso de zelo, a ditadura dos Castro. Se quisessem, já teriam invadido aquilo há muito tempo. É que os norte-americanos já sabem tudo a respeito dos "segredos" da ilha, mas não sabem nada a respeito do que viria a ser qualquer outro governo. Em resumo, estão acomodadamente protegendo a ditadura cubana. O estilo de Dilma Vana Rousseff é impositor, próprio dos ditadores e dos que se julgam autossuficientes em todos os sentidos. Sentem e têm certeza de que não precisam de ninguém. Se ao menos fossem os dois, Lula e Dilma, déspotas esclarecidos...

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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NIEMEYER

O articulista Demétrio Magnoli, em sua injusta e algo mesquinha diatribe anti-Niemeyer de 20/12 (Niemeyer, a arquitetura da destruição), passa ao largo de fatos importantes: 1) certamente pensando em Brasilia, olvida que seu plano é de autoria de Lucio Costa e não de Niemeyer; e o autor, no memorial apresentado ao concurso público por ele vencido, explicita o principio básico: "Civitas et non urbis". A nova capital nacional não poderia ser uma cidade qualquer, sua unicidade se revestia forçosamente de caráter simbólico; idem para seus edifícios representativos; ou preferiria o sr. Magnoli que o Congresso Nacional fosse um mero edifício de escritórios, o Palácio do Planalto com cara de repartição pública e a residência do Presidente,uma simples casa grande? Até mesmo em burgos europeus medievais, de nascimento e crescimento orgânico espontâneo, abriam-se espaços adequados para suas funções simbólicas: o mercado, a Catedral, o Palácio do Príncipe; 2) na implantação de Brasilia que, segundo Costa, deveria passar por um detalhamento urbanístico, cometeram-se duas graves omissões: o transporte público e o planejamento adequado dos núcleos do entorno deixaram de ser pensados e implantados; 3) todos nós, arquitetos do século 20, aprendemos e até reproduzimos as claras plantas de Mies, os edifícios destacados no horizonte de LeCorbusier, a relação com a natureza de Wright; mas dizer que a obra de Niemeyer é mero sucedâneo de LeCorbusier é negar o rompimento estético e conceitual produzido por Oscar em sua vasta obra, criando paradigmas próprios e diversos do modernismo europeu (anexo pequeno artigo inédito, escrito no dia do velório, em que retrato a relação entre esses dois arquitetos); 3) uma das mais evidentes diferenças entre esses arquitetos reside no imenso ego do suiço-francês versus a natural empatia de Oscar pelos injustiçados: seu posicionamento como comunista, ridicularizado por quem se julga superior, era absolutamente límpido: Oscar não tolerava a injustiça social e achava que a concentração de renda propiciada pelo capitalismo tinha algo a ver com essa injustiça...; LeCorbusier pode ter servido ao governo de Vichy, mas Niemeyer se exilou para afastar-se do governo militar; 4) mas, a mais grave omissão do articulista, surpreendente para um sociólogo, é não ter tido a sensibilidade de notar o extraordinário fenômeno espontâneo e universal de gratidão ao arquiteto que, mercê das obras colocadas na paisagem, tocou a sensibilidade e a alma de tantas e tão diversas pessoas! Nunca vi, em lugar algum, tão generoso e emocionante sentimento de gratidão voltada a um arquiteto! Isso diz bem de Niemeyer,de seu talento e coerência, mas também diz bem da afetividade e sabedoria do povo brasileiro.

Jorge Wilheim, arquiteto e urbanista Jorge.wilheim@jorgewilheim.com.br

São Paulo

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A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO

Parabéns ao Demétrio Magnoli que corajosamente desmistifica o mago das curvas livres e sensuais, cujos projetos ofereceram as melhores oportunidades no jogo do superfaturamento de obras públicas. Quando Niemeyer bateu as suas centenárias botas, eu batia nas "portas fechadas" do Fórum dos Leitores com a frase: "Lá se foi o terror dos engenheiros calculistas de concreto armado."

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ALÉM DA ARQUITETURA

Avaliando com propriedade a genialidade do excelente arquiteto Niemeyer, Demétrio Magnoli demonstra que suas obras não podem ser separadas de suas raízes doutrinárias, mostrando-o como um comunista de carteirinha que soube como ninguém "...esculpir a cidade (e a sociedade) segundo os ideais da elite dirigente". Interessante verificar como o articulista consegue florescer a figura ímpar de Oscar Niemeyer. Quando o artigo se intitula Niemeyer, a arquitetura da destruição, quase caí da cadeira. Um susto que me fez lembrar do Joãozinho Trinta, o carnavalesco que afirmou que "pobre gosta de luxo e riqueza, quem gosta de pobreza é o intelectual". Quando nossa imagem dos fatos, não são idealizados com nossos próprios olhos, corremos o risco de errarmos juntos. Amigos já disseram que suas obras são esculturas, não Arquitetura e, como tal, são maravilhosas.

Moyses Friedheim m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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ESPETACULAR

Espetacular a crítica feita pelo Sr. Demétrio Magnoli sobre a arquitetura de Oscar Niemeyer (página A2, 20/12/2012). Dificilmente um leigo coió consegue enxergar dessa maneira. Dizem que morrer é ruim. Quem morre é "canonizado" na mídia, a despeito dos possíveis defeitos. Não é bom morrer? Não é bom morrer, ser "canonizado" e ainda ficar livre de Lula, mensalão, Carlinhos Cachoeira e outros gajos?

Luiz Alberto de Godoy Azeredo theokenos@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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GRANDES MENTIRAS

Apenas complementando o excelente texto do doutor e sociólogo sobre o eminente arquiteto Niemeyer recentemente falecido, o homem continua sendo um ser-vivo enigmático, onde as grandes figuras se imortalizam pelas suas esquisitices. Os faraós são conhecidos pelas maravilhas das pirâmides, cuja utilidade conhecida até hoje, foi servir de cemitério para o respectivos Faraó, nada mais do que o que chamamos de "gênio humano". Niemeyer como bem mostra o texto, era famoso pelas suas "esquisitices arquitetônicas", cujo fundo além da genialidade de artista, tinha o vesgo um cidadão comunista, sobejamente equivocado por tudo que se pode constatar como resultados na humanidade. E se gabava disso, ainda que nunca foi de fato morar em nação comunista alguma, como seria o lógico. Como todo comunista, navega contra a maré da própria natureza, onde a diversidade pelas classes é lei natural. O comunismo implantou a homogeneidade de um povão, subordinado a um Estado deus formado por burocratas muito longe sequer de ser algo inteligentemente melhor do que o próprio povão. Daí o viés político de suas obras, como bem ressalta o texto. Suas obras fazem questão de separar o "povão" dos "burocratas" do Estado, principalmente, como bem destaca o texto. A arte na natureza se caracteriza pela respectiva utilidade, não há beleza sem que associada à mesma, não exista a utilidade de se garantir a vida, coisa que passava meio longe dos conceitos de Niemeyer onde para um Estado comunista, tudo é válido, até mesmo ser um Faraó "inútil". Nenhuma flor é bonita só "para agradar" ao homem, mas para garantir a vida tanto dela mesma, como de outras espécies que dela se alimentam. Isso não faz parte da religião socialista-comunista, que o gênio da arquitetura adotava como padrão de princípios morais e éticos nas suas obras, tão bem ao gosto como diz o autor do texto, da pajelança de governos onde a máxima ainda é mentir para governar. Desse ponto de vista, Brasília representa de fato a grande mentira de governos formados de caciques e pajés, e a arquitetura de Niemeyer no caso, é o cartão de visitas de um governo tão faraônico como inútil, cercado de um povão que lhe rende homenagens imperiais! Não se trata de menosprezar o gênio, mas apenas de colocar suas obras nos devidos lugares, como de fato faz o autor.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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LEI SECA - TEM DE DOER NO BOLSO

Suas excelências, deputados, senadores e legisladores deveriam saber que quando a lei tem dúbia interpretação, ela dificilmente não funciona como deveria. A lei seca em vigor é prova cabal que precisava urgentemente ser modificada. Ela é um assistisse a inteligência das pessoas que clamam por justiça. Pois como está o cidadão se sente totalmente desprotegido em seus direitos elementares. O condutor irresponsável por saber que ficará impune, enche a cara e saí por aí se exibindo com seus carrões importados, atropelando e matando pessoas em sua maioria jovens em início de vida. Os infratores não são obrigados a fazer o teste do bafômetro, pois a lei os protege de constituir provas contra si próprios. Com a lei burra que está aí os inconsequentes deitam e rolam, em alguns casos o cara fica detido por algumas horas, vem um advogado de porta de cadeia paga a fiança que em sua maioria é um valor pífio para quem deixou alguém em cadeira de rodas, ou que tirou a vida de uma, duas ou três pessoas por irresponsabilidade de beber e dirigir, em quanto muitas famílias são destruídas pela perda de um ente querido, o assassino fica por aí aprontando novamente livre leve e solto zombando da cara da justiça que é sempre feita para proteger delinquentes, assassinos, picaretas, corruptos e ladrões dos cofres públicos. Porém, está surgindo uma esperança de uma luz no fim do túnel, da impunidade com o novo projeto de lei aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Como sabemos todo fim de ano é a mesma coisa: aumenta o número de pessoas que extrapola na bebida, e se acham aptas a dirigir. As ruas, principalmente no período noturno, se tornam o parque de diversões desses motoristas imprudentes, que mal conseguem manter o carro dentro da faixa. Infelizmente não é só no fim do ano que eles aparecem. Durante o ano todo acompanhamos pelos jornais e TV, casos e mais casos de condutores embriagados que tiraram a vida de inocentes que andavam em calçada ou dirigiam de forma correta seus veículos. Filhos que ficaram sem pais, e pais que perderam os filhos no auge da juventude. Não precisamos mais de lei meia boca, quem sabe doendo no bolso de verdade, perder a liberdade por alguns anos, os motoristas pensem pelo menos meia vez antes de sair arriscando a vida de outras pessoas. Que venha a nova lei, para acabar de vez com a carnificina que mata mais de 40 mil pessoas no caótico trânsito brasileiro por ano...

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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FIM DE ANO TUPINIQUIM

O que está faltando para encerrar o ano? Vereadores de São Paulo aumentaram seus salários em 63%; Vereadores de Campinas aumentam seus salários em 126%. O presidente da Câmara acaba de, em horário nobre, vomitar para a sociedade o indigesto prato cozido nos sujos porões do PT. O Banco Central desmente mais uma vez o incompetente, e por que não dizer descarado, ministro da Fazenda quanto ao crescimento econômico. A dona Dilma, respondendo a jornalista, diz que quer para 2013 um "pibão" e em seguida se retira sem explicar o que isso seja. Não quero ter pensamentos chulos. Acho que a cota de mau-caratismo, de pouca vergonha, de falta de ética e moral, que imperam nos órgãos oficiais, já atingiu os limites do tolerável. Vou desligar a chave geral do meu apê por dez dias. Se o mundo acabar, por favor, me avisem.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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O FIM DO MUNDO... ESPERANÇAS

Todos que já viveram algumas décadas, viram os anúncios sobre o fim do mundo em datas determinadas. Foram tantas vezes, que o assunto caiu em descrédito. Só "acreditam" os místicos que vêem razões e formas não convencionais de interpretação, e os que encontram meios de ganhar dinheiro à custa do assunto, organizando caravanas a locais seguros ou, até, desenvolvendo singelas ações de marketing em seus próprios estabelecimentos. O certo é que mais uma data apocalíptica transcorre e o mundo continua intacto, com todas as suas virtudes, facilidades e dificuldades. Para não desapontar os maias e os que curtiram o mote catastrófico, vamos acreditar que o mundo efetivamente acabou nesse dia 21 de dezembro. Aquilo que temos agora é o sonhado novo mundo, cheio de esperanças onde, com o conhecimento adquirido no mundo velho, não vamos permitir que haja a exploração entre classes sociais, a corrupção, a criminalidade, a injustiça e as coisas que escravizam o ser humano e periclitam o planeta. Todo indivíduo, desde o mais qualificado até o mais simplório, terá a consciência do dever cumprido e, com isso, o adquirir dos direitos. Os governantes haverão de respeitar os votos daqueles que os elegeram. Temos de acabar com a competitividade louca, em seu lugar colocar o respeito e o conceito entre direitos e deveres e, principalmente, a paz como motor para toda a continuidade mundial. Feito isso, acabarão as máfias, facções criminosas, guerras, miséria e a iniqüidade. Nunca é demais sonhar com esse "novo" mundo, no lugar do velho que, para os crédulos, acabou em 21 de dezembro.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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