Fórum dos Leitores

AEROPORTOS

O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2012 | 02h07

Infraero Serviços

Dilma Rousseff nos presenteou neste Natal com a criação de mais uma empresa estatal, a quarta criada em seu governo. Quando falamos em estatal, podemos entender que será mais um cabide de empregos. Imagino que esta Infraero Serviços vá servir para acomodar, por exemplo, os "cumpanheiros" que perderam seus cargos na Operação Porto Seguro. Se continuar assim, com a nossa economia em queda livre, no final de 2013, em vez de um "pibão" vamos ter mais inflação e apagão. Feliz Natal aos brasileiros que, como eu, desejam um Brasil mais justo.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Só no discurso

Sem usar lupa, verifica-se ser a Infraero uma das grandes "ratoeiras" deste governo. Agora imagine a Infraero 2 (Serviços), para prestar serviços em consórcio com municípios. O que vai acontecer? A empresa será criada e os aeroportos não sairão do "discurso político".

HAROLDO ROCHA

haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

SP merece menos?

Mais uma vez São Paulo é menosprezada pelo governo federal. Para o Aeroporto do Galeão, no Rio, o governo vai exigir que participem do leilão apenas operadoras de aeroportos internacionais que movimentam pelo menos 35 milhões de passageiros por ano. Para Guarulhos e Viracopos, a exigência foi de apenas 5 milhões de passageiros por ano. Para São Paulo qualquer coisa serve?

MARISA VEIGA DE MEDEIROS

pedro.medeiros.jr@terra.com.br

Campinas

2012

Fim do mundo

O presidente da Câmara dos Deputados cogita de oferecer asilo político aos companheiros do mensalão; ex-presidente Lula vai ser investigado pelo Ministério Público; após sucessivos apagões de energia elétrica, a presidente Dilma quer reduzir o rendimento das empresas do setor; governo petista vai privatizar o Aeroporto do Galeão; prazo da Infraero para conserto do sistema de ar-condicionado do Aeroporto Santos Dumont é de dois dias após o "fim do mundo"; depois de prever crescimento de 4,5% em 2012, governo federal comemora 1%; Brasil faz recall de moeda (inédito), porque a cara não combina com a coroa. O fim do mundo dos maias não aconteceu, mas o dos brasileiros já está acontecendo.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

MENSALÃO

Cassação dos mandatos

A questão suscitada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), de não aceitar o julgamento do STF sobre a perda de mandato dos deputados condenados, deixa clara a atitude hipócrita dos políticos perante seus pares criminosos. Depois de milhões de reais gastos com o julgamento, é inadmissível imaginar que o povo ainda tenha de arcar com mais gastos e aguardar uma decisão da Câmara sobre a cassação. Esta Casa deveria, sim, é desculpar-se pela conduta errada de seus pares.

JOSÉ AUGUSTO A. BERNACCHI

joseau@superig.com.br

São Lourenço (MG)

Causa mais urgente

O deputado Marco Maia, em vez de gastar energias num ataque de corporativismo, defendendo a soberania do Congresso perante o STF no caso da cassação dos políticos condenados, deveria lutar pela independência do Legislativo em relação à edição de medidas provisórias pelo Executivo.

CAIO AUGUSTO B. LUCCHESI

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

Acaba em pizza

Sr. Marco Maia, deixar as coisas nas mãos da Câmara dá no que deu o caso Cachoeira. Tem de ser "STF neles"!

LUIZ CARLOS LOMBARDO

luizclombardo@gmail.com

São Paulo

Reta final

Muitos acreditam que os mensaleiros condenados não irão para a cadeia. Eu acredito que vão. Muitos se decepcionaram com a decisão do ministro Joaquim Barbosa negando o pedido de prisão imediata. Mas fazer o quê? Lei é lei. O importante é que estes falsos paladinos da ética e da honestidade foram desmascarados. Agora torço com força para que o povo brasileiro perceba as falcatruas de que foi vítima e exclua definitivamente os quadrilheiros do cenário político.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Chumbo bom

Cada dia, sua agonia. Sábia decisão, Joaquim! De fato, não era um bom combate. Não se gasta chumbo bom em caça ruim.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

DNA da honestidade

O Brasil não pode perder o bonde histórico do mensalão para reafirmar que o DNA do homem público tem de ser a honestidade. O País tem de dar um basta a criminosos no poder.

ANTONIO BONIVAL CAMARGO

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Amelia Fernandez Gonzalez - Secretaria de Comunicação de Santos; Ameplan Saúde; Amir Khair; Antonio Hércules; Arabera Traduções; Associação Paulista Viva; Azevedo Sodré Advogados; Banco Mundial; Carlos Lindenberg Neto - Rede Gazeta; Congresso Judaico Latino-Americano; Consulado Geral da Alemanha; Consulado Geral do Canadá; Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec); Eliana Bertoncello e equipe Anhanguera São José dos Campos; Emiliano; Equipe de Comunicação da Embaixada do Reino Unido em Brasília e consulados no Brasil; Equipe de Comunicação e Ouvidoria da ViaQuatro; Equipe Sanchat Tour; Escritório Paulista de Contabilidade; Estilo Press Assessoria de Imprensa; Fabio Figueiredo; Garrido Marketing; Gilberto Natalini; Image Gráfica e Editora; Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco); Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent); José Piacsek Neto; Josef Barat; Laert Pinto Barbosa e senhora; Luiz Eduardo Cheida; Marli e Cid Heráclito de Queiroz; Milton de Abreu - Master Int. Tecnologia de Negócios; Moussa Simhon; Neide Monteiro; Paulo R. Kherlakian; Paulo Roberto Girão Lessa; Pedro Galuchi; Pedro Luís de Campos Vergueiro; Penteado Mendonça Advocacia; Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados; Rubens Barbosa; Sacha Calmon Misabel Derzi Consultores e Advogados; Sandra Polónia Rios; Unievangélica - Departamento de Comunicação; Vanderlei Siraque - deputado federal; Victor & Matheus; e Volkswagen.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

COTAS NAS UNIVERSIDADES

Demagógica e questionável a proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de ocupar 50% das vagas nas universidades públicas paulistas com cotas sociais e raciais até 2016. É justo que os alunos pobres das escolas públicas tenham algum tipo de proteção, mas tudo tem limites. Onde fica a meritocracia? O essencial é investir na educação básica de qualidade para todos. Termos uma escola pública de alta qualidade. O resto é balela e demagogia. A política de cotas tende a nivelar por baixo e a enfraquecer a qualidade dos alunos e cursos. Para entrar na USP, Unicamp ou Unesp, é preciso que o estudante seja realmente preparado e esteja entre os melhores. É uma conquista, fruto de estudo e dedicação, e não um privilégio ou favor. É um grave erro substituir a meritocracia nas universidades públicas paulistas pelo demagógico sistema de cotas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO É O ENSINO SUPERIOR?

As universidades públicas de São Paulo estarão forçosamente ocupadas por 35% de estudantes advindos das escolas públicas em 2014; e por 50% em 2016, respeitando ainda a proporção de 35% de pretos, pardos e indígenas entre os beneficiados (Vida, A16, 21/12). O anúncio foi feito pelo Governador Geraldo Alckmin, tendo em seu entorno os melhores cérebros acadêmicos do Brasil, como Celso Lafer e o reitor da USP João Grandino Rodas. Como ex-aluno exclusivo de escolas públicas, do primário à Faculdade de Direito, não posso deixar de recordar que, à época, os pais batalhavam com seus filhos para ingressar em escolas públicas, não pelo ônus financeiro, mas pela superior qualidade daquelas em relação às privadas. Hoje o péssimo ensino ministrado pelas escolas públicas é uma verdade cansativa. Daí a pergunta martelante: estamos cuidando com responsabilidade de nossa educação? Os problemas não afetam o sistema como um todo e, como tais, deveriam ser enfrentados? Se o fossem, o que numa época infeliz foi desmontado seria reconstruído e o sistema de cotas não passaria de uma excrescência frente ao critério meritocrático, único admissível, como bem pautua o professor José Goldemberg.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REFLEXÃO

No ínterim da discussão sobre cotas raciais, é construtivo olhar a trajetória dos judeus na sociedade. Desde a Idade Média, os judeus eram marginalizados, colocados apenas acima de prostitutas. Enquanto a escravidão no Brasil terminou em 1888, há 70 anos o mundo testemunhava o maior genocídio já visto na história. Mas notamos que, apesar da exclusão, do preconceito e do ódio milenar, os judeus conquistavam e ainda conquistam altos postos na sociedade. Os judeus eram proeminentes em universidades da Europa e dos EUA. Albert Einstein é exemplo óbvio. Nunca se ouviu de "ação afirmativa" a favor dos judeus. Einstein estudou com cota? Como explicar, então, o sucesso desse povo? A resposta é sabida: os judeus perseveraram, lutaram, se dedicaram, com mérito próprio, para conquistar seu lugar ao sol. Os defensores das cotas nas universidades brasileiras devem refletir sobre estes fatos.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

Cotia

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DESESTÍMULO

O sistema de cotas imposto pelo governo na USP, Unesp e Unicamp para garantir vagas a pretos, pardos e indígenas, além de ter diminuído o número de vagas aos outros vestibulandos é um desestimulo e penalização aos que se dedicam aos estudos para conseguirem as melhores notas para ingressarem nas universidades.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COTAS NA CARREIRA UNIVERSITÁRIA

Fui muito orgulhoso dos nossos professores das universidades estaduais, irrestritamente a favor do programa de quotas para o ingresso no curso superior. Estou ansiosamente esperando que os queridos mestres iniciem, de imediato, um movimento para que o sistema de quotas também seja aplicado ao ingresso na carreira universitária. Tudo muito simples e direto: 35% dos cargos de professor universitário deverão, necessariamente, ser preenchidos por egressos do ensino público.

Luciano Amaral lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

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MISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Conforme a matéria Programa de bolsas não será restrito a Exatas (Vida, 20/12), o governo pretendia restringir as bolsas para universitários da área de exatas estudarem no exterior. Contudo, por decisão da Justiça Federal do Ceará, foi suspensa a retificação do edital mais recente do programa Ciências sem Fronteiras (CsF). A decisão beneficia estudantes brasileiros de mais de 20 cursos – a maioria deles das áreas de Humanas. Consultado, o Ministério da Educação (MEC) vê a decisão como

interferência administrativa e diz que vai recorrer. Que falta de educação!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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INCLUSÃO

O estabelecimento de cotas sociais é importante na medida em que pode facilitar o acesso de estudantes de escolas públicas a cursos mais concorridos. Basta ver os cursos mais disputados de qualquer universidade pública, para ver como é raríssimo encontrar algum estudante oriundo do sistema público, o que perpetua a disparidade social, já que os estudantes do sistema público tendem a ter um nível socioeconômico mais baixo. O único sentido de manter a total gratuidade nas universidades públicas é favorecer a inclusão dos alunos sem recursos. Não faz sentido os mais pobres subsidiarem os ricos em universidades públicas através dos impostos que pagam, universidades essas com vagas restritas, às quais não têm acesso por "n" fatores, seja pela falta de políticas educacionais contínuas e eficazes na rede pública ou pela falta de treinamento específico para os vestibulares, como ocorre com muitos alunos de escolas particulares. O sistema de cotas é um primeiro passo para atingir esse papel social de uma instituição mantida com recursos públicos. É claro que é possível, e até mesmo desejável, combiná-lo com o acompanhamento da performance escolar do aluno durante a educação básica, cujos professores podem observar a vocação mais técnica ou acadêmica, direcionando os formandos do ensino médio à formação tecnológica para o mercado de trabalho ou com mais enfoque na pesquisa.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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POLÊMICA ENTRE PODERES

Esta polêmica criada entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional em torno da cassação dos políticos condenados no crime do mensalão poderia ser resolvido com uma lei que considere os crimes de corrupção e desvio de verbas públicas como crimes hediondos com pena de 30 anos de prisão. Podemos também enquadrá-lo como crimes contra a humanidade, pois retira da União dinheiro da saúde, do saneamento básico, dos transportes, da educação, do meio ambiente, etc., que, fatalmente, leva a morte milhares de pessoas, principalmente crianças e idosos. Quem levantará essa bandeira? Os gaviões da Fiel?

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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A LEI É CLARA

Paira uma dúvida indevida após o encerramento do Mensalão quanto à cassação ou não dos políticos em exercício do cargo. A lei é clara. Automaticamente são desligados, sem depender da decisão do STF ou do Legislativo. É isto que consta na legislação recém-aprovada da "Ficha Limpa". Que fique claro que todos aqueles que foram apenados pelo STF estão impedidos de concorrer ou exercer cargo político.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SEM SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE

O caso do mensalão nada mais é que uma gota d'água no oceano da corrupção que impera no Brasil. Seria ingênuo acreditar que as quadrilhas criminosas entrincheiradas em Brasilia vão abrir mão dos esquemas que movimentam bilhões de reais de dinheiro público só porque meia dúzia de juízes do STF querem. Não, as quadrilhas criminosas não vão se entregar tão fácil, com já sinalizou o presidente da Câmara, Marco Maia, do PT. Roubar dinheiro público com a desculpa redentora do caixa 2 de campanha é, sempre foi e continuará sendo o principal objetivo da grande maioria dos políticos brasileiros. Isso não vai acabar por decreto nem pela prisão de meia dúzia de criminosos no mensalão. Não há solução se continuidade que consiga acabar com esse problema. O sistema todo teria que ser modificado radicalmente, a começar pelo sistema eleitoral, porta de entrada da corrupção.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MENSALEIROS

Os réus do mensalão continuarão livres, até que os trâmites jurídicos cessem. O Judiciário fez parte do seu trabalho (a justiça tarda, mas...) e agora resta-nos esperar que a Polícia Federal fique de olho nos mensaleiros, pois, no Brasil tudo é possível (não faltam exemplos de condenados que fugiram para o exterior). Esses indivíduos, como vimos durante o julgamento, não têm nenhum compromisso com honra, ética e a moral.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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CONFLITO INSTITUCIONAL

O atual conflito entre os presidentes do STF e da Câmara de Deputados, a respeito de suas respectivas prerrogativas, é emblemático. Prova a necessidade urgente e inadiável de uma profunda reforma política entre nós, no sentido de se evitar não só esses embates institucionais, mas também corrigir falhas que têm levado seguimentos do poder político a cometer historicamente atos antiéticos, cujos julgamentos estamos agora assistindo.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MARCO MAIA E A CONSTITUIÇÃO

Deve ser muito boa essa escola onde o deputado Marco Maia fez o seu curso técnico, que o qualificou para, além de trabalhar como metalúrgico, ser um douto intérprete da Constituição brasileira.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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BANDO DE ABESTADOS

Por dinheiro o Poder Legislativo ficou de joelhos ao Poder Executivo; agora, por medo o Poder Legislativo, está de joelhos obedecendo ao Poder Judiciário. Parodiando os corintianos lá no Congresso, eles devem estar cantando: "Aqui tem um bando de abestadooooos".

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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CRONOLOGIA DE UM CRIME

Recém chegados ao poder em 2003, os petistas primeiro corriam para desviar o máximo possível de recursos do erário! Depois correram freneticamente para tentar desmentir as denuncias a que estavam metidos sobre o mensalão, e ainda contratar os melhores advogados para suas defesas! Maratona percorrida exaustivamente de 2005 até os primeiros dias de agosto de 2012! A partir de 15 de agosto deste ano, os petistas correram para frente das TVs para assistir ao vivo, e angustiados as decisões dos ministros do Supremo, no julgamento da ação 470!

Neste ínterim, e sem sucesso a Dilma, para ver se ajudava a recuperar a emporcalhada imagem de seu partido, também correu para lançar dezenas de programas sem pé sem cabeça, e um com viés até autoritário, para tentar distrair investidores já ressabiados, e a população deste maçante caso do mensalão! Os magistrados também correram, contra o tempo, mas galhardamente conseguiram finalizar depois de 57 seções este evento tão aguardado por aqueles que valorizam a ética e os bons costumes! E que hoje com a alma lavada, assistem os 25 condenados correndo, correndo, correndo, mas, do Brasil que não merecem... E com chances reais de alcançarem a reta de chegada, antes do final do ano, num dos muitos presídios espalhados pelo País... E o Lula, e seus camaradas gritando "vai, mano"...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BRASIL

O histórico julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal deve transformar-se em marco referencial da Justiça, um sinal claro e evidente de que não deve haver brasileiros acima de qualquer suspeita nem da lei. A condenação dos envolvidos deve ser encarada como um rito de passagem e não um episódio passageiro, servindo de alerta a todo e qualquer cidadão. Sem qualquer exagero, pode-se mesmo dizer que este ano marca um antes e depois na história do Brasil. De um novo Brasil.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PAÍS RIDÍCULO

Como se perde tempo no Brasil discutindo-se absurdos! Primeiro, se o julgamento de pessoas que roubaram o dinheiro público e montaram uma quadrilha poderiam ser julgados em ano de eleições, como se crime e política se misturassem como regra. Depois, se os condenados por estes crimes deveriam ir presos ou não. Agora, discute-se se o principal beneficiário da falcatrua pode ser investigado. Sem falar na enorme e ridícula discussão da possibilidade de aqueles réus condenados a prisão se acoitarem na Câmara. Será que ninguém se dá conta da quantidade da energia e tempo gastos com esse amontoado de cretinices? Que país pode prosperar assim? Não é à toa que o Brasil só cresceu 1% em 2012 e deve crescer, com a ajuda dos céus, pouco mais que isso em 2013. Somos um país ridículo, em todos os sentidos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MENSALINHO MINEIRO

No julgamento do mensalão ou ação penal 470, o fato relevante foi a aplicação da "teoria do domínio do fato" pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que surpreendeu a todos. Como o test drive dessa teoria funcionou, será que o poderoso chefão do mensalinho mineiro, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), está conseguindo dormir?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DEPOIS DO PT, O DILÚVIO

Recentemente o marqueteiro da presidente Dilma, João Santana, sugeriu que na sua fala à nação, no último dia do ano, em rede nacional sugeriu como tema as grandes conquistas do governo na construção das 6 mil creches prometidas em campanha; no sucesso do programa "Minha Casa Minha Vida", que até agora funciona na base da taipa e do sapê; na transposição do Rio São Francisco que acabou com o sofrimento dos nordestinos e a mortandade das manadas; nas obras do PAC na construção de hidrelétricas que fizeram dos "apagões" histórias do folclore. Mas a verdade é como a rapadura, é doce, mas não é mole. O PIB alto continua sendo a grande quimera. De forma acachapante cresceu 0,6% no 3º trimestre e sinaliza para 2012 um índice que pode ficar abaixo de 1%. Os investidores estrangeiros se afastam do Brasil. Os focos da administração se concentram nos escândalos do mensalão, na CPI do Cachoeira, no mau cheiro exalado do escritório da Presidência em São Paulo, onde a poderosa Rosemary Noronha, mais próxima de Lula do que o desejável, tinha poderes tais que comprometem seu protetor. Outro foco está centrado na defesa canina de Lula diante das acusações de Marcos Valério. A cadeia nunca esteve tão próxima de petistas de alto calibre. Todos os setores estratégicos do desenvolvimento estão em queda livre. No baú de promessas há de tudo, para gostos e exigências variadas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VEM AÍ, A PARADA G

Depois de tantas paradas por todo o Brasil, estamos às vésperas da mais concorrida de todas. Desta feita, trata-se da Parada G, comandada por Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo o secretário, está na hora de todos os militantes do PT saírem às ruas em 2013 para defender o ex-presidente Lula de acusações sobre seu envolvimento com o escândalo do mensalão. Está fazendo uma chamada geral, através de um vídeo no site oficial do partido. Nessa mensagem, GC, como é chamado pelos companheiros, faz um apelo dramático aos petistas, alertando-os, que o próximo ano vai ser "brabo" e que o "o bicho vai pegar" e conclui: "Todo petista sabe dos ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido Lula, cujo objetivo é destruir os nossos projetos". Quais projetos, ministro? 1) Calar a boca da imprensa? 2) Barrar o novo mensalão? Ou 3) Impedir o sonho do PT de se perpetuar no poder? Sobre o último, ministro, não precisa se preocupar, porque escândalos não vão faltar, e com eles, haverá mais combustível para a estrela subir cada vez mais...

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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PROFECIAS

Está certo o que o subchefe dos petralhas disse: "Temos de sair às ruas". Como antigamente: algemados e em carro aberto, no caminhão da "Força Pública", e o ministro "concierge" da Secretaria da Presidência gritando: "O bicho vai pegar".

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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A PROCISSÃO DOS HORRORES

E eis que a turba diz que o menino prodígio (agora, por conveniências, já não é mais; transmudou-se em menino prejuízo...). Paulo Vieira, ex-Agência Nacional de Águas (ANA), é um "desqualificado" que usa de "má fé" para atingir seus objetivos; que não merecem credibilidade as suas denúncias; que já foi denunciado pelo Ministério Público; que foi "apontado pela Polícia Federal (PF) como chefe de uma quadrilha" e que lançou novas dúvidas sobre o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams (o quase ministro do STF). Desta vez, informa-nos o PT, secundado (pode?) pelo poder Executivo em peso, que é exatamente assim: o menino não vale nada, realmente! Tinha mesmo que ser denunciado. E assim está sendo. Esse tantão de "elogios" foi esparramado aos quatro ventos por Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, por José Eduardo Cardozo e tantos outros. A esta altura o menino prodígio, seu irmão Rubens Vieira, ex-Agência de Aviação Civil (Anac) e Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, estão sendo indiciados pela Polícia Federal. Mas, se ainda perguntar não ofende ("sá cumé, né?"), pergunto: quem é que colocou aquele Judas crápula e seus outros apostolozinhos aonde eles estavam até pouquíssimo tempo? E mais: após sua posse, quem é que pediu à presidente que não mexesse no quadro do pessoal do escritório da Presidência da República de São Paulo, cuja chefia, desde o início, era da senhora Rosemary? E mais, ainda: quem pediu a nomeação dos irmãos prodígios Paulo e Rubens Vieira respectivamente para a ANA e para a Anac e, no seu pedido, foi atendida. E foi atendida, por quem? Até onde se saiba, não foi atendida pela presidente, mas por outrem que à senhora Rousseff pediu! Ou mandou? A turba está tão desorientada que até já perdeu o sentido de direção. Tudo isso faz lembrar um filme de terror em que todos os personagens do Executivo – inclusive ella – como zumbis, vagueiam pelas alamedas sepulcrais dos palácios, seguidos por várias alas em uma procissão, na maior parte formada pelos depravados e corruptos que compõem o Legislativo. Apesar da balbúrdia, nesse despropósito desordenado e quase desumano, o presidente do STF, utilizando-se de uma vergasta, ainda tenta, desesperadamente, colocar ordem na devassidão em que se conseguiu colocar o País. Pobre Brasil dos meus amores! Oh, Pátria amada! Quem a colocou ajoelhada a orar por nós, os seus filhos?

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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O LEGADO DE LULA

Se Lula quiser correr o país fazendo sua politicalha, tem de concorrer com seus inimigos de ontem e aliados de hoje, Maluf, Collor, Sarney, Renan etc. Se Lula tivesse respeito ao povo brasileiro deveria levar à tiracolo em suas andanças dona Rosemary "seu grande legado" com um cartaz dizendo que sua ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, foi indiciada por tráfico de influência, corrupção passiva, falsidade ideológica e formação de quadrilha por ocasião da Operação Porto Seguro, que ela possuía passaporte diplomático, mas figurava como clandestina nos voos com ele quando dona Marisa não ia. Lula perde uma excelente oportunidade de mostrar onde está o "cabra macho" que se esconde atrás de uma máscara. Que tal fazer isso em 2013? Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O DISCURSO DO EX-PRESIDENTE

Em ato no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula discursou e disse: "Nas eleições a Dilma era um poste e ganhou, o Haddad era o segundo poste e ganhou, então eu costumo dizer que de poste em poste iremos iluminar o Brasil". Deveria também citar que: "De escândalo em escândalo de corrupção e conchavos, estamos roubando o Brasil".

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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O FIM DO MUNDO PARA ‘O CARA’

Ser obrigado a desistir de acompanhar Dilma no Natal dos catadores para evitar que escândalos ofusquem a sucessora é realmente o fim do mundo para Lula da Silva. A cautela que o obriga a só se manifestar para platéia de baixo risco, como a dos metalúrgicos, vai cada vez mais restringindo seu campo de ação em cima dos palanques, o que era seu grande trunfo. A prudência se faz necessária pois sempre pode aparecer um jornalista "abusado" a lhe fazer perguntas indecentes sobre sua amante Rosemary Noronha, encastelada por tantos anos no escritório da Presidência da República em São Paulo, e que foi indiciada pelo Ministério Público por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica. Sem falar nos novos depoimentos de Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República afirmando que o esquema do mensalão também serviu para pagar despesas pessoais do ex-presidente. Lula diz ter rebatido todas as acusações que lhe foram feitas, mas só se for com a cantilena de sempre, jurando que é inocente, que não sabia de nada, e que foi alvo de traição. O mundo não acabou por causa da previsão dos maias, mas que o fim do mundo já bate às portas de Lula, é evidente!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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LULA CONTRA OS ‘VAGABUNDOS’

Dando prosseguimento ao discurso da presidente esta semana, quero dizer a vocês com toda ênfase que Papai Noel existe, todos vão ganhar seus presentes, escrevam suas cartinhas para ele, como bons idiotas que vocês todos são.

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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RECADO AO SR. DA SILVA

Saiba o Sr. Lula da Silva que o que mais machuca nas pessoas que não gostam dele é a sua desfaçatez e desprezo pelos valores que não tem: honestidade, justiça, hombridade, apego às leis, caráter.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

Oito governadores vieram prestar solidariedade ao ex-presidente Lula. Seria mais prudente que ficassem cuidando de suas obrigações em seus Estados para evitar a corrupção, a menos que vieram atrás de orientação.

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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CHEGA DE EDUARDO SUPLICY!

O senador (paulista podem crer) Eduardo Suplicy (PT-SP) subiu à tribuna para apoiar incontestavelmente projeto de lei do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) que propõe incluir na bandeira do Brasil a palavra "amor"! Triste ver o representante do maior e mais rico estado do país, que em vez de defender a inclusão da palavra "ética" tão deturpada por seu partido no governo, estar preocupado com a falta de amor do povo brasileiro. O senador está equivocado, porque pelo contrário ninguém mais do que o ex-presidente Lulla foi tão amado pelo povo brasileiro totalmente alheio ao que realmente nos leva a amar uma pessoa. Sua integridade, moral, ética, respeito e saber separar a diferença entre publico e privado quando em exercício público. Para amar, precisamos admirar qualidades adquiridas em milênios de desenvolvimento. Mas eleger sem lógica e raciocínio é amar incondicionalmente e leva as distorções éticas que vivenciamos. O povo brasileiro já ama demais da conta, virando as costas a Ética. Por essas e outras que Eduardo Suplicy é considerado a figura mais cômica do Senado.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É DO JOGO

Eliana Calmon foi a magistrada que mais deu o que falar nos últimos anos com suas declarações polêmicas, como a dos bandidos de toga, numa alusão a juízes desonestos e com desvio de conduta até ao ponto de cometerem crimes. Ela só foi ultrapassada pelo mais famoso Joaquim brasileiro. Seu paralelo ao julgamento do mensalão se dá apenas por sua indicação para o cargo ter sido semelhante à do ministro Luiz Fux. Eles se tornaram ministros graças à gente da pesada, que dispensam apresentação. Ela, apadrinhada por Edison Lobão, Renan Calheiros, Antonio Carlos Magalhães e... Jader Barbalho. Luiz Fux, por nada mais e nada menos do que o mensaleiro José Dirceu, um dos condenados por Ele. Com o agravante de ter sido indicado quando seu pupilo já era réu no processo do mensalão. Foram eles quem declararam seus padrinhos. Essas afirmativas dão a entender que não existe outro caminho para se alcançar as indicações a não ser por esse viés político, que, se for verdadeiro, os demais membros da Suprema Corte deveriam esclarecer por quem foram agraciados. Estariam dispensados Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Mesmo que não se aplique ao caso concreto, não é sem sentido que alguns condenados e seus simpatizantes afirmam tratar-se de um julgamento político. Mas a questão é o caminho tortuoso para se chegar a tão relevante posto. Sendo assim, supõe-se que várias pessoas, com a mesma qualificação técnica de Luiz Fux e Rose Weber estão fora dessas cadeiras ou por falta de padrinhos, mesmo que do nível desses, ou por que não trilharam a cartilha. Na Veja desta semana, nº 2300, a presidente do TRF4, desembargadora Marga Inge Barth Tessler, afirma que é usual e normal que os juízes sem ligações políticas façam seus currículos chegarem às altas sociedades federais. Palavra de presidente; bastante equivocada. Não basta serem autoridades federais, é preciso que sejam dignas. E não se imagina esses dois magistrados de braços dados com seus padrinhos. Nossa sociedade é mesmo tolerante com descaminhos. Algumas afirmativas de domínio público falam por si. "Se eu tivesse no lugar dele, talvez fizesse a mesma coisa". Essa frase traz uma dúvida apenas para aliviar e serve para alguém que não devolve o que encontra ou faz referência a alguma falcatrua de um político corrupto. Sem dúvida nenhuma são os tais meios a justificar os fins, tese ligada umbilicalmente à gestão "rouba, mas faz" de Paulo Maluf. Pelo desempenho de ambos, ainda que no caso concreto se trate de duas figuras acima de suspeitas, as reações contrárias deveriam ser imediatas. Não houve e os comentários na imprensa soaram amistosos, românticos. Luiz Fux alegou que fora apresentada ao Zé Dirceu. Assim, com a inocência de uma criança. Já Eliana Calmon disse que, sem esse tipo de ajuda, não se chega lá. Há necessidade de se reiterar que o brasileiro tem idolatria por uma deferência gratuita, mais pelo cargo, do que pelo desempenho ou correção do agente. O maior símbolo foram os gritos mortais de "ai, doutor!", proferidos por Mário José Josino a cada borrachada do PM Rambo, na Favela Naval, em Diadema, São Paulo. Acrescente-se que até o começo de 2012 a família ainda não tinha sido indenizada pelo governo do Estado de São Paulo. Talvez os ministros possam ser aliviados pela frase de Graciliano Ramos, em São Bernardo, ao dizer que fizera coisas boas que lhe trouxeram prejuízo; fizera coisas ruins que lhe deram lucro. No Facebook, a rede da moda, circula sempre uma frase sobre qual o mundo que a gente pretende deixar aos nossos filhos, rebatida com a preocupação de saber que filhos a gente deixa para o mundo. Caberia a pergunta a ambos se eles recomendariam o mesmo caminho a seus filhos. A resposta seria um indicativo quanto à inocência ou à correção do caminho escolhido pelos brilhantes magistrados. Esse pode ser o único caminho desse jogo, mas só joga quem é do jogo.

Pedro Cardoso da Costa cardosocostacosta@gmail.com

São Paulo

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TARDA, MAS NÃO FALHA

O Ministério Público Estadual (MPE) denuncia e pede a prisão preventiva do ex-diretor do departamento de aprovações da Prefeitura de São Paulo Hussain Aref Saab. Quem é espertalhão está no sangue, liberava obras nos shoppings, que conforme denúncia recebia "propina" que chegou a R$ 4,5 milhões. É por isso que a carga tributária paga pelos brasileiros já atinge os quase 40%, muita gente do setor público se apropriando do erário, não há receita que aguente. Em razão dessa sentença certamente os amigos do alheio, aqueles que se acham espertos vão "ficar ardendo". A desonestidade é como a mentira, tem pernas curtas, as vezes tarda, mas não falha.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PRISÃO JUSTA

"Advogado de Aref não acha justa a sua prisão." Gostaria de saber o conceito de justeza e retidão desse senhor advogado. Lembro-lhe que por ano formam-se arquitetos e engenheiros e outros profissionais mais. Na colação de grau, diante do código de ética juram que o seguirão ao longo de suas carreiras. Arquitetos urbanistas debruçam sobre os problemas das cidades, estudam as melhores práticas de projeto para elaboração de planos que venham a beneficiar toda ou parte de uma população. Eis que chega um cidadão, sentado placidamente em sua poltrona e com sua caneta mágica, com bolso recheado, à frente de empreiteiros empresários ávidos por mais ganhos, aguardam ansiosos o diretor poderoso assinar autorizando as maiores barbaridades urbanísticas, jogando pela privada todo e qualquer esforço, projeto sério idealizado e quem sabe realizado por profissionais também sérios. Há de se perguntar e o código de ética? Portanto, senhor advogado, clamo por prisão fechada por 30 anos do Aref com bloqueio dos bens e devolução do que surrupiou, e também prisão para seu chefe e empresários corruptores.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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ESCÁRNIO COM RECURSOS DA PREVIDÊNCIA

Cada jogador que fez parte das seleções brasileiras campeãs mundiais de 1958, 1962 e 1970 receberá um prêmio especial de R$ 100 mil. São 52 ex-atletas o que perfaz o total de R$ 5,2 milhões a expensas da Previdência Social. Os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Aldo Rebelo (Esporte) fizeram mais essa gentileza com o chapéu alheio. Vale citar que Maluf, aliado de Lula foi condenado, e ora recorre para não ressarcir ao erário paulistano em valor equivalente a 22 fuscas doados aos campeões de 70. Não só isso está previsto em decorrência da Lei Geral da Copa – aquela que muitos acéfalos acham que deixará algum legado à nação. Notável legado deixará, além de altos ensinamentos na escola e escalada da corrupção, muitas fortunas se formarão indubitavelmente. Os mesmos ex-atletas receberão aposentadoria mensal equivalente ao teto do INSS, aquela que um trabalhador do Regime Urbano, para ter direito teve que contribuir por no mínimo 40 anos, sendo que nos últimos 18 anos pelo teto máximo e ao requerer ter ainda no mínimo 60 anos de idade para não ser vilipendiado pelo fator previdenciário. E note, mesmo assim pela forma de cálculo das médias adotado pelo INSS, nem mesmo chegará ao valor máximo que é apenas uma referência para base de contribuição. Custo total dessa benesse R$ 2,7 milhões/ano aproximadamente. Seria oportuno aos ministros com síndrome de Papai Noel, explicitarem publicamente o quanto desviam dos aposentados da iniciativa privada em nome do circo chamado futebol. Tão somente em renúncias previdenciárias a equipes de futebol profissionais, e tão somente aos Clubes participantes da série A do Campeonato Brasileiro chega-se ao total de R$ 150 milhões por ano. Pobres clubes, e ricos serão seus torcedores quando se aposentarem, cuja grande maioria continua gritando gol a cada tramoia descarada como essa. Pobre nação brasileira que espera do futuro? Ele nada traz e nada nos dará. Nós é que, para construí-lo, devemos dar-lhe tudo.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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ATO DE JUSTIÇA

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, diz que auxílio a ex-campeões mundiais é "ato de justiça". Embora o ministro tenha razão, seria bom que nossos governantes pensassem assim referente a nossos agricultores que passaram parte de suas vidas num sol escaldante de 40 graus produzindo alimentos, e a maioria depois de 50 anos de trabalho passa a receber o minguado salário mínimo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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