Fórum dos Leitores

NATAL

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2012 | 02h05

Esperanças renovadas

As luzes de Natal nas paredes espalhadas e à árvore abraçadas representam, cada uma, as dores humanas passadas e as esperanças a cada ano renovadas.

LENKE PERES

Cotia

Há um ano...

Trechos do pronunciamento de fim de ano da presidente Dilma Rousseff, em 23 de dezembro de 2011: "2011 foi um ano bom e com certeza o próximo será melhor". "Boa parte do mundo estagnou e o Brasil acelera." "Estamos entrando num período de décadas de avanço." "Estamos transformando um momento de crise num momento de oportunidades." "2011 foi um ano de grande prova e 2012 será um marco da consolidação do modelo brasileiro." "Temos certeza de que, no próximo ano, as empresas aumentarão seus investimentos." "Estamos implantando o programa Crack é Possível Vencer, que dará assistência médica e pedagógica aos dependentes." "Vamos combater de forma vigorosa os narcotraficantes e suas máfias." "Teremos força para continuar a luta incessante contra a corrupção." E la nave va...

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

ECONOMIA

Notícias alvissareiras

A inflação aumenta, a gasolina vai aumentar, os vereadores de São Paulo têm 63% de aumento em seus vencimentos, além do 14.º e do 15.º salários. Num país cuja carga tributária é a maior do mundo, Dilma Rousseff acena com uma notícia alvissareira: em 2013 vai lutar para baixar os impostos, o que nem FHC nem Lula conseguiram. Acaso a presidente vai anunciar também o reajuste dos aposentados do INSS? Pena que os eleitores têm memória curta... Vêm as festas natalinas, o carnaval, e fica tudo igual.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Merreca

Toda vez que algum brasileiro ouvir falar de promessas de desonerações de impostos promovidas pelo governo da dona Dilma, deve lembrar-se sempre do impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que já está virando quase R$ 1,5 trilhão, até o fim deste ano. Comparando, o leitor vai concluir que os R$ 4,5 bilhões em desonerações anunciados pelo ministro Guido Mantega na semana passada não passam da merreca de 0,3% do valor total arrecadado.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Acabou o bolo

Delfim Netto, quando foi ministro da Fazenda, recebeu muitas críticas da esquerda porque dizia que era preciso esperar o "bolo" crescer para poder distribuir entre os brasileiros. Nestes dez anos de PT, o "bolo" existente foi distribuído - e isso o PT soube fazer bem. E agora? Estamos na pior, porque fazer "bolo" o PT não sabe.

GILBERTO J. MEIRELLES

gilberto@castanhal.com.br

São Paulo

Fim de ano frustrado

O fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 e a desvalorização do real em relação ao dólar fizeram com que o Brasil perdesse para a Grã-Bretanha a posição de sexta economia mundial. Para quem esperava em breve se tornar a quinta economia do mundo, à frente da França, não deixa de ser uma notícia decepcionante. Oxalá o Brasil volte a crescer e, sobretudo, melhore muito no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é o que realmente importa.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

ENERGIA

Crise

Quando um homem com a experiência e envergadura intelectual de um José Goldemberg (A crise de energia e suas causas, Estadão, 17/12, A2) decide denunciar as nefastas consequências do aparelhamento de setores fundamentais para o nosso desenvolvimento que a petralhada decidiu lotear, qualquer pessoa bem-intencionada deve pensar duas vezes. Com tanta ingerência vergonhosa descabida, populista, inconsequente e incompetente do governo no setor de energia, estão destruindo décadas e mais décadas de seriedade no trato de questões fundamentais para o futuro deste sofrido Brasil. Argentinização desnecessária e burra, que aflige e irrita.

FERNANDO CAIUBY

fernando@elvirabrandao.com.br

Vinhedo

Desrespeito

O diagnóstico do último apagão de energia, no dia 15/12, que atingiu 12 Estados, foi claro: falta de manutenção apropriada, utilização de materiais com baixa qualidade e falta de comunicação mais eficiente entre as concessionárias. No entanto, as manifestações das concessionárias, das autoridades e da própria agência reguladora são um total desrespeito à inteligência dos contribuintes. Um exemplo: o desligamento da linha de transmissão foi motivado por um raio, mas as linhas de transmissão estão, e sempre estiveram, expostas ao tempo e às intempéries! Por essa razão, devem dispor de um sistema de proteção e para-raios bem dimensionado e de boa qualidade.

LUIZ ANTONIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Apagão moral

Estamos em processo de contagem regressiva para o fechamento do ano. Está na hora de fazer um balanço. Dois mil e doze. Ufa, que ano! Um desfile de julgamentos, o afloramento de inúmeras mentiras envolvendo o ex-presidente; condenações dos mensaleiros, que vão acabar em nada; inauguração da transposição de um rio que até hoje não ocorreu; um pré-sal que não vingou; um PIB aquém das expectativas; a mais alta carga tributária dos últimos 30 anos; índices de desenvolvimento social vergonhosos; falcatruas e novas falcatruas (Rosegate); e o povo embolsando o Bolsa-Família, sonhando com a Copa das Confederações, com o Mundial de 2014 e aprovando o governo Dilma. Mas o pior de tudo foi o apagão, e não falo do apagão energético (aquele tão criticado no governo passado), mas estes apagõezinhos, apagõezões daqui, dali e de acolá. Estou falando do apagão moral, que, por incrível que pareça, é invisível à imensa maioria da Nação.

NEI SILVEIRA DE ALMEIDA

neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Antônio Dias Neme e família; Carlos Magno; Conecte Comunicação; Equipe WN Brazil Communication; Facilita Correspondente Imobiliário; Flavio Marcus Juliano; Gilberto Lima Junqueira; Humberto de Luna Freire Filho; JAC - Juvenal Azevedo Comunicações; e Rosental Calmon Alves.       

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

 

NATAL

Desde o princípio o Natal foi instituído em 25de dezembro com finalidades nada confessáveis, pois a data do nascimento de Jesus historicamente não foi em dezembro nem mesmo no dia 25, sendo esta data dedicada antes à festa pagã do deus sol com a tradição de presente colocado sob a árvore do deus Ninrode. Por uma razão política e por sincretismo com o deus Sol, acabou sendo oficializada a data como a do nascimento de Jesus pela já poderosa Igreja Romana. Depois disso, um novo sincretismo como deus pagão germânico Odin e o costume de presentear as crianças com bom comportamento com São Nicolau e temos o Santa Claus, ou, em português do Brasil, o Papai Noel, e daí o costume dos presentes e festas, alavancando o comércio e turbinado por interesses comerciais, chegamos ao Natal como é hoje. A lembrança que fica para crianças e até adultos é a do bom velhinho e não a do aniversariante e o sacrifício de sua vida na cruz pela humanidade. Certo é que por algo chamado de "espírito de Natal", alguns por alguns dias ou por horas as pessoas ficam um pouco mais humanas e mais próximas do amor pregado pelo aniversariante para ser observado nos 360 dias do ano. Apesar de todas as incoerências e distorções faço votos para que o verdadeiro "Espírito de amor de Jesus" possa inundar sua vida não por algumas horas e dias, mas por todos os dias e que o amor do aniversariante esteja com você e com a sua família.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

São Paulo

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"O MENINO É O PAI DO HOMEM"

Na festa do nascimento de Jesus Cristo todo mundo é bem-vindo. Aproveitando-se dessa receptividade divina, o tal Papai Noel entrou com arrogância na comemoração e tomou o lugar do aniversariante. Aos desavisados convém informar que faz aniversário o cândido "Deus Menino" na manjedoura, a sublime encarnação do despojamento, e não o velho estapafúrdio de roupa cor "vermelho diabo", incitando a todos, com sua risada sinistra, a chafurdar no consumismo insano que devora o planeta Terra. A esperança está na manjedoura. A esperança está na criança, pois – parafraseando o poeta inglês Wordsworth –, "o menino é o pai do homem".

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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POLÍTICO CABRA LASCADA

Será que o coronelismo ainda está mais vivo do que pensávamos no nordeste brasileiro?! É o que parece na matéria do Estadão de 23/12/12. De 3.167 inquéritos da Polícia Federal, que apura fraudes, desvios de recursos públicos e outras excrescências nos municípios brasileiros, 67% dos delitos são praticados por prefeituras de cinco Estados do Nordeste: Maranhão do Sarney é campeão, com 644 casos; Bahia, 490; Ceará, 296; Piauí, 285; Pará, 196; Pernambuco, 194; que envolve verbas de pouco mais de R$ 11 bilhões. E São Paulo, com uma população de 42 milhões de habitantes e 645 municípios, tem apenas 96 casos de ilícitos... Será que falta polícia ou vergonha na cara?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O DISCURSO DA PRESIDENTE

Dilma Rousseff, em seu pronunciamento de final de ano, pediu que os empresários confiem e invistam no Brasil, pois na opinião dela o País está no rumo certo. O fraco desempenho da economia brasileira em 2012 foi justificado pela crise internacional, como se nada do deixou de ser feito, ou o que foi feito de maneira errada, para se contrapor aos efeitos dessa crise tivesse qualquer influência nesse desempenho. É apenas um discurso vazio que não vai convencer ninguém. Gostaria de perguntar a Dilma como ela explicaria, por exemplo, o crescimento do México, que deve crescer 4% em 2012, com o Brasil crescendo apenas 1%. Será que o México pertence a um mundo diferente do nosso, um mundo sem crise?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Que praticidade tem o pronunciamento da presidência da República às vésperas do Natal, quando não há uma notícia que de forma concreta e direta venha de fato beneficiar a carteira do trabalhador? Dilma está completando metade de um mandato que lhe foi presenteado pelos beneficiados do maior programa assistencialista jamais visto na terra nhambiquara. Falou de uma crise econômica européia que afeta o Brasil, mas ufana-se em afirmar que o país tem US$ 379 bilhões de reservas. Então, presume-se somos um país sem miséria, conforme um dos slogans do governo. Diz que a inflação está sobre controle, quer dizer, subindo vagarosamente. Convoca todos os setores da sociedade para uma cruzada para garantir a alfabetização das crianças, enquanto quer inchar o ensino superior de alunos despreparados, até mesmo sem o ensino médio. Enalteceu a inauguração e a construção de estádios modernos, reformas de aeroportos, de portos para atender a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. Anunciou a criação de 1.700.000 novos empregos. Quantos desempregados o PAC produzirá quando terminarem os eventos esportivos? Diminui impostos para compra de carros, linha branca doméstica, jurus da Selic, desoneração de folhas de pagamento, menos para os produtos da mesa do brasileiro. Não há investimento maciço na educação saúde, transporte e principalmente a nossa presidente não citou o novo PAC (Programa de Acomodação da Corrupção). Sua fala veio numa das piores fases do império petista. Feliz Natal para a senhora e sua família.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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E O ESTADO AVANÇA...

Mesmo sabendo que a administração pública é má e mais cara, é incompetente e sujeita à corrupção e que o Estado está sem dinheiro para investir, Dilma cria uma quarta empresa pública em sua administração, a Infraero Serviços. O apagão do ar condicionado do Galeão por três semanas de calor já é uma suficiente mostra do que se esperar de manutenção em serviços públicos, sobretudo da Infraero, não bastassem os apagões de energia elétrica. Essa como a Amazônia Azul, a Agência Brasilia Gestora de Fundos e a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística servirão muito bem para abrigar "cumpanheiros" não colocados em outros pontos da administração e fazer o poder público avançar sobre atividades econômicas da iniciativa privada, um progresso do programa de poder empreendido pelo PT. Não nos iludamos, eles querem socializar o País, mesmo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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INFRAERO SERVIÇOS

A presidente Dilma divulga a criação de mais uma estatal para controle de aeroportos a Infraero Serviços... Com certeza mais um empresa para absorver cabides de empregos com interesses políticos e pagos pelos contribuintes. O engraçado que um partido que faz questão de divulgar que sempre combateu o regime militar totalitário dos anos 60/70 e 80, utiliza-se da mesma estratégia estatizante, do mesmo aparelhamento das instituições, do mesmo totalitarismo político, com a diferença que os militares tomaram o poder através das armas e o PT esta tomando através da corrupção e do discurso e atitudes assistencialistas para encobrir a ditadura civil a que planeja.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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O CUSTO DA PROMESSA

A presidente Dilma prometeu criar 6 mil creches, mas, até agora, só entregou 7, depois de dois anos de (des)governo e, copiando seu criador, com mania de grandeza, promete agora construir 800 aeroportos até o fim de seu mandato. Será que ela tem noção da área ocupada por uma pista de aeroporto? Eu não sei, mas penso que uma pista teria mais ou menos 2 mil metros de comprimento por uns 50 m de largura, configurando uma área de 100 mil m2 cada, sem a parte destinada as demais instalações. Pois é, para cumprir a proposta "lulítica", seria necessário 100 mil x 800 = 80 milhões de metros quadrados! Pois é, Dilma pode imaginar o custo da sua promessa?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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OS FUNDOS DE PENSÃO, DE NOVO

Lá se vão novamente os fundos de pensão dilapidados para cobrir a falta de investimento do governo federal. Desta vez deverão investir nos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (BH). Continuarão os cabides de emprego. Apadrinhados políticos totalmente despreparados em cargos de chefia. Obras superfaturadas engordando bolsos alheios. Pífias administrações. Será que os funcionários públicos que fazem parte desses Fundos de Pensão sabem onde seu futuro está sendo empregado? Estão embarcando em canoas furadas como aconteceu no INSS, quando o governo resolveu beneficiar aposentados rurais não contribuintes, no mesmo rolo dos aposentados urbanos, contribuintes. Deveríamos ter gritado lá trás. No entanto hoje o aposentado recebe 40% do salário real. Funcionários públicos nas ruas já. Exijam transparência nos investimentos dos fundos de pensão! Quem avisa amigo é, porque a meta da presidente Dilma serão 800 aeroportos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CRECHIMENTO

6 mil creches, 800 aeroportos, milhões de moradias e de empregos. A única coisa que "creche" neste governo é a lista de promessas mentirosas. Ah! esqueci! O índice de popularidade também "creche", à medida que a lista de escândalos e denúncias também "creche", a lista dos revoltosos com as condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também "creche", assim como o estrelismo barato de certos integrantes do STF.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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A GERENTONA

Pois a gerentona Dilma, que está presidente do Brasil, declarou em recente visita ao exterior que em seu governo irá construir 800 aeroportos regionais. Uau! Essas viagens estão fazendo dona Dilma delirar, talvez tenha tomado champanhe demais. Disse esse absurdo, talvez pensando nas pistas clandestinas existentes no Brasil e usadas pelos narcotraficantes, então é só construir um hangarzinho e pronto. Prometeu também entregar até 2014 6 mil creches, mas apenas 7 creches estão prontas. Que gerentona! O enganador-mor disse que, ao conhecê-la, a escolheu por sua competência de gerente. Tem quem acredite, mas sua competência maior é blefar.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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OS NÚMEROS MÁGICOS DA PRESIDENTE

Desde os tempos de Casa Civil a atual presidente da República vem insistindo em apresentar – que, em geral, se transformam em promessas vãs – números e meras intenções governamentais, por irrealizáveis. Lembram-se da "crise da aviação" – o ministro da defesa Waldir Pires, sem nenhum crédito, foi transformado num simples "fantoche", coitado! Surgiu então a "mãe do PAC", a toda poderosa ministra-chefe da Casa Civil, com objetivo de aplacar a insatisfação dos usuários, anunciou a construção do "3º aeroporto" em São Paulo. Na ocasião, em entrevista coletiva chegou a afirmar: "Só não vou anunciar agora a localização para não provocar especulação imobiliária". Em setembro deste ano, às vésperas das eleições municipais, usando indevidamente o horário reservado para pronunciamento institucional, proclamou que no transcorrer de 2013, o valor da energia elétrica seria reduzida em 20% – talvez tenha se esquecido de mencionar o mês. Agora, sem nenhuma hesitação (ou constrangimento), mesmo contraindo pareceres abalizados, dentro e fora do seu governo, insiste em anunciar a construção de mais de 800 aeroportos regionais em todo o País. Inacreditável sua capacidade de transformar meras conjecturas, em promessas irrealizáveis – simplesmente, por inviáveis! Assim, ela ainda acaba alcançando 100% de aprovação de seu governo – acreditem se quiser!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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A CRISE DE ENERGIA

É sabido que, uma vez identificado o problema com precisão, a solução passa ser elementar. Infelizmente não é que se constata no artigo do emérito professor José Goldemberg A crise de energia e suas causas (17/12, A2). Os burocratas do setor energético jamais foram problemas, como ele afirma. Problema são os maus políticos que não se cansam de minar e cooptar as agências reguladoras entregando-as ao aparelhamento em detrimento da profissionalização dos seus quadros. É isso que afastam os investidores sérios da infraestrutura e não os verdadeiros profissionais da área. O que o Brasil precisa – e o professor nesse campo tem muito a contribuir – é encontrar formas, como fazem os países do Primeiro Mundo, de blindar tais instituições e acabar com o revezamento de dirigentes setoriais toda a vez que se muda de governos. Se a composição do Conselho Superior de Políticas Energética que ele cita tiver uma representação que, de fato, possa representar o Estado, pode ser este o caminho...

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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A DESPREOCUPAÇÃO DE GUIDO MANTEGA

O editorial Mantega, bem vestido e feliz (22/12, A3) fortalece nossa impressão de que a economia brasileira é conduzida com leviandade, como se fosse um mar de marolinhas, expressão do maior irresponsável que já esteve à frente de nosso país. Antes de assumir o poder, tudo era possível, mas nada ocorria por falta de "vontade política". Ao se defrontar com as sérias questões de nossa economia política, foi simples: converteu o que classificava como "herança maldita" em bendita, aproveitou seus pressupostos e o país viveu dias de prosperidade. Sucede que seriam dias efêmeros, sem que fossem olhadas de frente, não com a cabeça sob a areia à molda dos avestruzes, as engrenagens estruturais. E isto está comprovado, como diz o editorial, com o encerramento do ano com crescimento pífio, inflação e insistência do ministro na política superficial, despreocupada tal qual o animus do camponês sem camisa. Sem uma mudança radical – talvez com a medida sugerida pela revista The Economist – nosso céu futuro está carregado de tonalidades grégias.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CENÁRIO MACROECONÔMICO

Cenário de pleno emprego, associado à inflação crescente, aumento do endividamento da classe economicamente ativa, dívida pública impagável, balança comercial instável, como ocorre no Brasil é a inflexão porque passaram Islândia, Grécia, e mais recentemente a Espanha antes da bancarrota macroeconômica.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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FUTURO PROMISSOR, APESAR DE TUDO

Quando o índice de desemprego atinge a menor marca histórica no País, prova que, apesar de tudo, vivemos um bom momento da economia brasileira. Isso de deve aos trabalhadores, empresários e gestores públicos que não se mancomunam em tratativas antiéticas – que felizmente agora estão sendo combatidas. Restam, entretanto, essas verdadeiras lideranças não se deixem contaminar pelas minorias corruptas, para alcançarmos o grau de desenvolvimento que tanto sonhamos e merecemos ter.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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LEI SECA, VISÃO ARRECADATÓRIA

O governo federal modificou a lei seca aumentando o valor da multa e a metodologia de provas para punir os infratores. Isso a meu ver não será eficiente, pois nem toda polícia tem como provar que o infrator está errado. Quando se assina uma lei devem-se considerar vários fatores, por exemplo, tem lugar que a policia não tem como registrar as imagens principalmente em cidades consideradas pequenas. Os municípios e os Estados devem investir em recursos eletrônicos (câmeras) para então usar esta imagem, no entanto, o mais importante o governo não faz, que é mudar a lei o Código de Trânsito deveria ser mais severo, o ideal seria mudar e enquadrar esses homicidas do esfalfo no Código Penal, uma vez que um irresponsável em um carro e mais perigoso duque alguém com uma arma de fogo. Segundo estimativa dos especialistas em trânsito, em três anos o Brasil pode atingir a triste marca 50 mortes no trânsito e continuará destruindo família e aumentando os custos que já somam algumas dezenas de bilhões.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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TOLERÂNCIA

Por tolerância o Senado permitiu uma gota de álcool no sangue dos motoristas irresponsáveis que matam inocentes. Por tolerância nesta época milhares de estupradores, traficantes e assaltantes estão nas ruas. Por tolerância os que roubam o dinheiro da saúde estão livres e nesse fim de ano não cansarão de brindar e desejar saúde aos seus. Por tolerância os bandidos estão armados com fuzis, pistolas, granadas e metralhadoras. Por tolerância as drogas invadiram os lares e estão destruindo as famílias. Por tolerância arriscamos nosso voto em desconhecidos por acharmos que ele é a nossa tábua de salvação. Por tolerância nós estamos nos deixando destruir a cada minuto. Por tolerância, perdemos a Flávia da Costa Silva, morta por uma bala perdida, e ela a partir de agora é mais um número, uma estatística, apenas isso. Os frutos de nossa tolerância não estão amargos demais, até quando o suportaremos?

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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PELA LIBERDADE

É um absurdo o endurecimento da Lei Seca no Brasil. Pessoas inocentes e 100% sóbrias, que apenas beberam uma latinha de cerveja ou uma simples taça de vinho, já começaram a ser punidas de forma ultra rigorosa e tratadas como se fossem criminosos. Não tem cabimento aplicar multa de R$ 2 mil, apreensão do veículo e da CNH, etc., para pessoas que não causaram nenhum dano ou perigo a terceiros e que não fizeram nada de errado. É uma lei fascista, que fere a liberdade e viola os direitos básicos do cidadão. Se a pessoa beber e causar um acidente de trânsito, aí sim, que a pena seja agravada em face do consumo de álcool. Estamos nos tornando num país fundamentalista. O próximo passo é proibir as pessoas de fumarem ao ar livre ou de comerem fast food. O Estado não é pai de ninguém e adultos devem ser tratados como tal, com liberdade e responsabilidade por seus atos e escolhas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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MEDO DO BAFÔMETRO?

Nunca li um editorial tão bobo quanto A nova lei seca (22/12, A3). Como o próprio editorial diz, e critica, é só fazer o teste do bafômetro! Assim, ninguém irá depender de provas testemunhais... Qual o problema em fazer o teste, se você não consumiu bebida alcoólica além do limite legal? Palmas para a nova lei seca!

Antonio Carlos Meyer acm.meyer@gmail.com

São Paulo

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A PROPÓSITO...

Concordo com maior rigor na lei seca, porém nossos legisladores devem atentar para o incômodo causado por veículos com músicas em volume excessivo nas vias brasileiras. O Código de Trânsito Brasileiro em seu artigo 229 dispõe que "usar indevidamente no veículo aparelho de alarme ou que produza sons e ruído que perturbem o sossego público, em desacordo com normas fixadas pelo Contran" é infração média, com perda de quatro pontos na carteira, multa e apreensão do veículo. Entretanto, nunca presenciei fiscalização para coibir esse abuso rotineiro nas cidades brasileiras. Tais cidadãos, além de serem mal educados, perturbam as pessoas dentro de suas casas e ainda divulgam músicas com letras obscenas e de gosto duvidoso.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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PRAIAS IMPRÓPRIAS

Sempre a mesma ladainha, basta chegar o verão e as praias são consideradas impróprias para o banho, no litoral paulista e norte. O cidadão passa o ano todo esperando a hora de curtir suas férias na praia e quando vê está diante de praias com águas sujas e contaminadas segundo as últimas medições da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os prefeitos dessas cidades nunca investem. São os paulistanos que movimentam o comercio dessas cidades e são maltratados dessa maneira. Deveria haver um levante contra esse descaso nas praias. Ou param de pagar imposto ou fecham suas casas causando prejuízo às cidades praianas. As prefeituras estão pedindo um boicote dos usuários dessas praias.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A ‘PRAINHA PAULISTANA’

A foto de primeira página do Estadão de 22/12, sobre a invenção da Prefeitura de São Paulo, criando a "Prainha Paulistana" entre o dia 22 e o dia 7 de fevereiro de 2013, reveste-se de um tom entre o cômico e a trágico. Isso não é notícia, é um desastre inominável, próprio de folhetins sem credibilidade. Só areia. A água vem com as enchentes. Um dos maiores jornais do Brasil estampar uma foto dessas como manchete de primeira página é uma tremenda ironia de mau gosto com a cidade e com o jornal. O tempo está demorando passar, mais um pouco e São Paulo ficará livre de um Kassab, que está ganhando do Cezar Maia, do Rio de Janeiro, e considerado o rei dos factoides. De bom gosto e de coração, um feliz Natal e um novo ano de paz e prosperidade, para todos.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

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