Fórum dos Leitores

LEI SECA

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2012 | 02h05

A multa não basta

A nova Lei Seca, rapidamente aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, bem pouco vai contribuir para sanar o problema das mortes no trânsito, mas contribuirá muito para a arrecadação aos cofres públicos: a multa por dirigir alcoolizado passa de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 - e o dobro disso, no caso de reincidência. Sugiro outras medidas: a retirada de circulação do motorista perigoso-criminoso potencial, com a apreensão, por um período, da sua carteira de habilitação; e o impedimento de dirigir definitivo, em caso de reincidência.

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@gmail.com

São Paulo

Conscientização

Como acentuou o Estado no editorial A nova Lei Seca (22/12, A3), o simples recrudescimento das penalidades aos motoristas irresponsáveis, embalados por álcool acima do limite tolerado, não será suficiente para erradicar essa mortandade absurda de 40 mil mortos por ano em nosso trânsito. As medidas coativas devem ser acompanhadas de profundo empenho do governo no sentido da conscientização educativa da população em torno de um objetivo altamente relevante e emergencial. E isso se consegue por meio de campanhas midiáticas severas, "martelantes" e tão agressivas quanto as de combate ao tabaco.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Tolerância zero

As modificações na Lei Seca melhoram um pouco o controle sobre motoristas que dirigem após ingestão de bebida alcoólica, mas ainda são fracas. A fiança, por lei, é ridícula, com exceção da estabelecida pelo Estado de Santa Catarina, de 25% do valor do veículo. O trânsito neste país só vai melhorar com tolerância zero. Dirigir após ingerir bebida alcoólica deveria dar cassação definitiva da habilitação. Não pode ser diferente. Avançar sinal, trafegar pelo acostamento ou na contramão e excesso de velocidade deveriam levar à suspensão da habilitação do infrator por um ano, além de multa pesada e escola de novo. Estacionamento em local proibido deveria levar à apreensão do veículo, suspensão temporária da habilitação, multa e novo exame de habilitação. Ficam passando a mão na cabeça do infrator e o problema continua existindo. Quando se quer resolver, resolve-se, quando não se quer, fica-se com medidas paliativas. Administrando homeopatia para doença gravíssima.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

VIOLÊNCIA

O álcool e as armas

Aplausos ao novo texto que torna a Lei Seca mais rígida no Brasil. As mudanças sancionadas pela presidente Dilma aumentam as punições e os valores das multas cobradas dos motoristas que dirigem sob efeito do álcool ou de drogas ilícitas. Aqui, como nos Estados Unidos, os crimes contra a vida têm de se tornar insuportáveis à sociedade, para que o poder público tome providências mais enérgicas.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

'Liberdade'

Primoroso o artigo de Lee Siegel sobre o massacre de Newtown, nos Estados Unidos (Liberdade, 23/12, J4): "Liberdade. Existe a boa e a má. Os EUA, o mais singular experimento democrático da história, chegaram a uma encruzilhada na qual terão de decidir se enfrentarão essa situação". Com impressionante lucidez, o autor desvenda as reais causas do estado lamentável a que chegamos, tocando em pontos que demais analistas apenas mencionam de passagem, como a absurda violência dos videogames atuais.

FERNANDA CONSTANT

fernanda@cpap.adv.br

São Paulo

Porte de armas

O crime começa na cabeça do criminoso. Não basta proibir o porte de armas...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

MENSALÃO

O Pinóquio do Planalto

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, colocado e mantido lá por Luiz Inácio, corre o risco de passar por grande mentiroso, como seu chefe. Luiz Inácio dizia que nunca houve o mensalão. Depois de quatro meses de julgamento, pergunta-se: e agora, Inácio? Da mesma forma se comporta Gilberto Carvalho. Um dia, convoca a militância para "defender o projeto" (de poder) do PT; no outro, diz que "o PT pode apoiar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a disputa presidencial em 2018", explicando que "pode ser maturidade do PT convidar outro partido para ser cabeça de chapa e voltar para a planície". Ou ele está mentindo ou acredita em Papai Noel. Ou ele pensa que Eduardo Campos acredita em Papai Noel? No caso do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais uma vez o candidato a Pinóquio do Planalto tenta nos fazer de idiotas ('Fux falou que o processo não tinha prova', diz Carvalho, 24/12, A6). Vai me dizer que um ministro da malandra cozinha de Inácio iria, candidamente, acreditar num candidato ao STF? Ele, que há anos é unha e carne de Inácio e José Dirceu, a dupla que enganou o PT inteiro, acreditaria num candidato a uma posição como esta?

SEBASTIÃO ESTEVES ALPHA

sebastiao.alpha@usinazul.com.br

São Paulo

Ofensiva

Gilberto Carvalho, criticando o ministro Luiz Fux, nada mais tem como objetivo senão desmoralizar o juiz.

CARLOS B. PEREIRA DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

'Aonde irá o PT?'

No excelente artigo de Sergio Fausto Aonde irá o PT? (22/12, A2), sobre a metamorfose nos caminhos do Partido dos Trabalhadores, ele diz: "Coragem cívica anda em falta". Eu diria que coerência e vergonha na cara também!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

A lição da derrota

Chega a ser ingênua a tese de Sergio Fausto, sugerindo que o PT perca a próxima eleição presidencial para resgatar sua "moralidade". Isso ocorreu com o PSDB? Há dez anos fora do poder central, o que fez o partido, além de alimentar suas lutas intestinas e não se definir sobre o melhor candidato a derrotar o PT?

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Lorena

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Aparecida Dileide Gaziolla; Armando Ruivo; Estamídia; e Washington Novaes.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ENERGIA ELÉTRICA

O governo declara abertamente que não se faz e não se fará manutenção de nosso sistema elétrico por não haver dinheiro. Entretanto, busca demagogicamente reduzir as tarifas de energia, retirando do lucro das empresas, que por sua vez não terão recursos para a manutenção e expansão. Trata-se realmente de uma atitude demagógica e enganadora, que busca um trunfo político eleitoral com a tentativa de reduzir as tarifas em 16% (e não mais em 20%). Depois de sete "apagões" e centenas de "apaguinhos" nos últimos quatro meses, é uma notícia preocupante para os brasileiros. O pior é que, para um país recordista em raios, não temos ainda uma defesa eficiente contra eles. Em vez de reduzir recursos das empresas o governo, poderia reduzir os impostos sobre energia - corresponde a 45% das contas - e resolveria o problema de uma maneira adequada. Leve-se em conta que parte do desconto a ser concedido virá do Tesouro, ou seja, do contribuinte. Isso deixa claro que o governo deseja realmente uma propaganda com o referido desconto. Já não bastando o péssimo crescimento do País, a volta de inflação e a ameaça de desempregos, Dilma precisa piorar a situação com falta de energia. É um realmente um governo político, iludindo a população.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PEGADINHA NA CONTA DE LUZ

No palanque foi prometido um desconto de, em média, 20,2% que já caiu para, em média, 16,7%, aprovado pelo Senado, a partir do ano que vem, quando ocorrerão várias redefinições de tarifas de repasse já previstas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), inclusive para a energia produzida pela usina de Itaipu calculada em US$ 26,08 por quilowatt, 4,81% em relação à tarifa vigente em 2012. Esse corte de araque da conta de luz custaria bem menos do que os R$ 7 bilhões propagados pelo governo federal, se esse e os governos estaduais abrissem mão dos encargos e tributos (PIS/confins/ICMS) que oneram brutalmente o consumidor final.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CORTE DE TARIFA

Nossa presidente diz que irá bancar o corte de tarifa prometido, 20%, com recursos do Tesouro. O interessante é que, em todas as abordagens na mídia, escrita, falada e TVs, jamais é enfocado o aspecto de que bastaria baixar de verdade os tributos incidentes no fornecimento para se conseguir a desejada redução tarifária, sem por em risco a estabilidade das concessionárias de energia elétrica, como faz o nosso governo. Evidentemente, nosso governo não quer entrar nessa, dado o encargo político inerente, pois o maior tributo cobrado é o ICMS, pertencente aos estados. Só reduz parte dos tributos federais, o que não leva aos 20% almejados. Mas essa atitude de Brasília não deveria impedir que a nossa imprensa abordasse o tema, pelo menos para esclarecer aos cidadãos onde está o problema. Entretanto, o aspecto "tributos" nunca é abordado, o mesmo ocorrendo com as abordagens relativas às tarifas do serviço telefônico e com o preço da gasolina, este em que, mesmo antes do esperado aumento, já pagamos, por litro, mais que os norte-americanos. Na minha conta de luz deste mês, constato que os tributos representam, incluindo a tal de Cosip, 33,93% do valor da fatura, sendo o ICMS responsável por cerca de 24%. Não vi ainda este aspecto, o do peso do ICMS nas tarifas, ser abordado com profundidade pela nossa imprensa, o que é, sem dúvida, inusitado. Fica a sugestão.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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BRASIL CORRUPTO

De que adianta o governo prometer um desconto de dezesseis por cento nas contas de energia elétrica no mês de janeiro do próximo ano se em novembro elas sofreram um aumento em torno de 30%? O cidadão brasileiro continua sendo lesado e ludibriado de todas as formas. Quem deveria lutar por seus direitos anda envolvido até o pescoço em esquemas de corrupção e interesses pessoais. Este é o Brasil, onde nem mais o Supremo Tribunal Federal (STF) é respeitado pela banda podre do País.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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DEVOLUÇÃO

A redução do custo da luz nada tem que ver com os constantes apagões que tivemos e que virão. Enquanto diretor da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e agora presidente Paulo Skaf, em propaganda na TV fala sobre a redução em quase 20% na tarifa de luz para 2013, agora, também como político, será que sabe a razão dessa redução? Não é nenhuma vantagem que o (des)governo federal está oferecendo ao cidadão e para as empresas, é a devolução do que se apropriaram dos cidadãos e das empresas durante a (indi)gestão petista, é o cumprimento de uma decisão judicial, nos cobraram a maior. Mas o que intere$$a para os políticos e partidos é conseguir os dividendos eleitorais, votos. Não é redução na luz não, é devolução do que nos cobraram indevidamente, não é favor, é obrigação.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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REMOVEDOR

Os "apagões" da Dilma são uma borracha na "herança maldita" de FHC.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TUDO DOMINADO

Qual será a intenção da Dilma querendo dominar tudo? A última são as empresas de energia. Se nem suas promessas de governo ela cumpre - transposição do Rio São Francisco, Minha Casa, Minha Vida, creches... Pela incapacidade que tem demonstrado, só piorará a situação dessas empresas.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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AUMENTO DA GASOLINA

Ouvi um comentarista de TV dizer: Mantega garante que a gasolina vai aumentar! Ora, do jeito como foi dito parecia que o ministro estava a nos garantir uma vantagem qualquer, como um decréscimo da inflação, um aumento da produção e das vendas nas indústrias, um aumento para o benefício (ou malefício?) dos aposentados... Mas não: ele garante que a gasolina vai aumentar. Isso, ministro, nós já sabíamos há um bom tempo, só o senhor, que vive na ilha da fantasia planaltina, não desconfiava...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ETANOL X GASOLINA

As campanhas de incentivo ao consumo de etanol não funcionam na base da velha retórica do impacto ambiental e geração de empregos. É preciso mais para convencer o consumidor. Preços menores na compra do carro flex, IPVA diferenciado e preço competitivo na hora de abastecer. Aí, sim.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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O DÉFICIT DA PETROBRÁS

A Petrobrás só pode estar brincando com a população brasileira. É inaceitável que a empresa esteja em déficit em sua balança comercial há 17 anos e neste ano a importação de gasolina tenha sido recorde, de ao menos US$ 2,85 bilhões. A empresa deve explicações, visto que gasta milhões em propagandas alardeando suas enormes reservas petrolíferas e atualmente põe em risco a estabilidade econômica através de seus sucessivos aumentos de preços dos combustíveis. Urge providências de nossos representantes políticos visando apurar o que realmente vem acontecendo na administração da estatal.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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INSTITUTO AMAZÔNIA

Interessante o interesse do governo federal na criação de um novo Instituto na Amazônia, embora não tenham sido mencionados os valores envolvidos. Seriam semelhantes aos empenhados nas hidrelétricas? E a função dele, investigar os efeitos dessas usinas no ambiente? Vão começar por Balbina, cujos efeitos já estão consolidados? E o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)? Será que ha algo mais por aí?

Caio Quintela Fortes caioqf4@hotmail.com

São Paulo

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O 'PIBÃO' DA DILMA

Mais uma vez o ministro da Fazenda, Guido Mantega, escorregou na margarina e falou da nossa economia com as mesmas desculpas de sempre. Essa política de vestir um santo e desvestir o outro não deu nem dará certo; a única coisa que ficou clara em sua fala é que o povo irá arcar com o aumento da gasolina, pois o nosso desgoverno petista deixou a Petrobrás na penúria. Um plano, para recuperar essa mesmice, com começo, meio e fim, com metas claras a serem alcançadas, só no tempo do Palocci e Meirelles, que acompanharam os rumos da política econômica do governo FHC. Pelo jeito o "pibão" desejado por Dilma ficará só na sua mímica.

Leila E. Leitão

São Paulo

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IPI

Penso que a presidente Dilma, em vez de prorrogar mais uma vez o prazo de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros e outros, devesse prorrogar o prazo de recolhimento do referido imposto por, digamos, 180 dias, atendendo com isso a todos os setores produtivos do País. Seria mais conveniente e justo.

Marcos Antônio Scuccuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

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VACA LOUCA

Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito e agora a Coreia do Sul aderiram ao embargo das importações de carne brasileira considerando o País zona de risco para doença da "vaca louca". Porém, não vemos nenhum movimento do governo para reverter tal situação, ao contrário, alegam e argumentam que esses países não nos causam problemas por não terem representatividade no volume das nossas exportações. Portanto, vamos nos preocupar somente quando Rússia e Venezuela, primeiro e quarto maiores importadores, respectivamente, de carne brasileira aderirem ao embargo. Ou seja, deixem acontecer para tomar providências.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

Segundo o Estadão de 24 de dezembro, em entrevista concedida para Rede TV (aquela em que só o programa da "erudita" Luciana Gimenez tem alguns pontos no Ibope), o sr. Gilberto Carvalho - por todos tido como espião do Lula no governo Dilma -, na qualidade de secretário-geral da Presidência, afirmou que o ministro do STF Luiz Fux, antes de ser indicado para, por todos os profissionais do direito de notório saber jurídico, a cobiçada vaga de ministro do STF, teria a ele informado que havia "estudado o processo" e que neste "não tinha prova nenhuma" e outras informações sobre o rumoroso caso do mensalão; ou seja, o ilustre e ilustrado ministro teria prometido e não entregou aquilo que prometera. Estaria ele errado, ou errado é a ditadura do executivo na indicação dos membros que comporão a Corte Suprema? Sim, porque a Presidência da República, com a sua reconhecida ânsia em aparelhar o Estado, obriga, mesmo aos cidadãos de efetivo e notório saber jurídico e de reputação ilibada, a se submeterem a uma verdadeira via crucis de beija-mãos, salamaleques e promessas, que a depender do caráter do jurista, jamais estará em condições de atender, uma vez empossado no cargo. O Senado, ao invés de cumprir com a sua missão de sabatinar o indicado, e rejeitar aqueles, dependendo do que responderem, age como órgão homologador do Executivo. Assim, os juristas, repita-se, de comprovado saber jurídico e de reputação ilibada e caráter sem jaça, se não agirem como os políticos, prometendo mundos e fundos antes de serem eleitos, jamais chegarão ao ápice da carreira jurídica, mesmo que reencarnem um Mendes Jr., um Clovis Bevilacqua ou um Nelson Hungria, para citar somente algum dos expoentes das letras jurídicas nacionais. Por outro lado, indivíduos sem o mínimo preparo, nem para passar em concurso de juiz substituto de 1.ª Instância, por serem "amigos do Rei", são alçados à condição de juristas renomados e grandes doutrinadores. Outros, de reconhecido e efetivo saber jurídico, mas de caráter duvidoso, prometem e entregam aquilo anteriormente prometido, durante o seu périplo de candidato. Enfim, se o modo de se indicar os componentes do Pretório Excelso não for modificado, e dependendo do caráter do indicado, vamos continuar assistindo à esse festival de traições que os petralhas, em particular, e os petistas, em geral, alardeiam... Lamentável é sermos obrigados a ler, afirmações cínicas como essa objeto destes comentários, segundo a qual se confirma que, para um cidadão ser indicado para compor o STF, não depende do seu saber jurídico, da sua reputação ilibada ou mesmo de seu caráter, "mas que prometa e entregue", julgando os feitos de acordo com os interesses dos que exercem temporariamente o governo, mesmo que isso vá de encontro à justiça, aos princípios gerais do direito, à ética e à moralidade.

Luiz César Pannain l.pannain@globo.com

São Paulo

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PT

Do Estadão de 22/12/2012, não foi a manchete sobre a negação da prisão imediata dos condenados do mensalão pelo ministro Barbosa, muito menos a nomeação do novo secretário de Estado de Obama que mais me chamaram a atenção, mas, sim, o brilhante artigo de Sergio Fausto (Aonde irá o PT?, página A2), que explicou, com categoria ímpar, o PT e sua inserção na política brasileira. Muito realista e convincente nas suas palavras. Mesmo sendo diretor executivo o iFHC, não dá margem, ao meu ver, às críticas por ser oposicionista. Meus parabéns!

José Eduardo Zambon Elias centrocormarilia@hotmail.com

Marília

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A CHANCELA DO PSDB

O artigo de Sergio Fausto no Estadão (22/12/2012), aliás, mais um repetitivo. Até parece que o PSDB se lamenta de não ter elaborado um mensalão tão eficiente, com Marcos Valério, como foi feito com Lula e Dirceu. Sergio Fausto nunca menciona a paúra do PSDB em pedir o impeachment de Lula, com provas cabais, o pagamento de campanha de Lula à Duda Mendonça, em moeda estrangeira e em paraíso fiscal. Enfim, o PSDB é um partido que não privatizou tudo o que tinha que ser privatizado, não defendeu seu legado e chancelou o lulopetismo.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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AS ESQUERDAS E O PODER

Sergio Fausto (22/12, A2) assevera que todo país precisa de uma esquerda republicana e democrática. A história demonstra, entretanto, que a esquerda não digere esses valores. Na União Soviética, os inspetores de quarteirão se tornaram bolcheviques dados a abuso de autoridade. Na China, o PCC é o centro para o qual escoam suas atuais e enormes riquezas, distanciadas do povão. Em Cuba, as benesses da elite dirigente e opressora também são incontestáveis. Ao sucumbir, os países do leste europeus ficaram nus no quesito moralidade pública, a exemplo da Romênia. Tudo isso sem mencionar o populismo de esquerda desprovido até mesmo da dogmática ideológica. Conclusão: as massas são galvanizadas por discursos socialistas grandiloquentes e invariavelmente traídas e oprimidas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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'AONDE IRÁ O PT?'

O diretor executivo do iFHC com certeza não conhece direito a origem do PT, que não vai para canto, apenas continua sendo o que sempre foi, uma mentira da pelegagem sindicalista cujo mito é Lula, que seu chefe FHC ajudou a construir. O diretor peessedebista está certo numa coisa, o PT não está no lugar certo, que é de fato num poleiro de galinhas sujo. Mas o próprio PSDB ajudou o "cara" a chegar lá, e de fato nunca fez nada para o cara descer de seu poleiro. Agora é moda cada ex-presidente formar sua ONG também para mamar nas tetas dos governos e formar cabides de empregos de executivos, para organizar palestras pelo mundo afora, recheando os bolsos de políticos que, se fossem bons, não precisava estar se gabando pelo mundo, na maioria das vezes, falando apenas besteiras.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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TEMPOS DE JUSTIÇA

Espetacular o artigo Tempos de Justiça e corrupção, do professor Marco Aurélio Nogueira, publicado neste jornal no dia 22/12, porque reflete em toda a sua inteireza o momento da vida pública brasileira cuja moralidade está bem abaixo daquilo que se poderia esperar. A verdade é que político honesto não tem mais vez. A malandragem e o poder econômico são quem decide tudo neste país. O político honesto não faz negociatas com empreiteiras e na hora das eleições fica sem poder de fogo e hoje sem grana ninguém ganha eleição no Brasil. Isto é uma vergonha. O professor Manoel Antunes foi prefeito da cidade de São José do Rio Preto-sp e governou com absoluta honestidade e por isso caiu no desagrado dos financiadores de campanha que a partir de então não lhe deram mais um centavo para suas campanhas. Como se sabe é tudo na base do toma lá dá cá. Como ele não deu e não pegou, dançou para a alegria dos que fazem da política um meio de vida. Oxalá tenhamos efetivamente encontrado o caminho da verdadeira justiça para por cobro a essa pouca vergonha ainda dominante. Tomara mesmo que esses políticos estejam mesmo com os dias contados!

Vanessa Gomes Stechi vanessagomesstechi@yahoo.com.br

Jundiaí

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TELEFONIA E PROMOÇÃO

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) só vai permitir que as operadoras de telefonia voltem a fazer promoções a partir de janeiro em razão das reclamações dos clientes nos últimos meses e na possibilidade da rede não suportar o tráfego adicional de dados. Agora que ela está vendo isso? A Anatel deveria, isso, sim, lá atrás, em julho ou agosto ter suspendido a venda de novas linhas enquanto a rede não atendesse os usuários existentes e comprovação que a operadora tem condições de atender mais usuários, e não fazer o que fez, apenas mediante um plano de expansão apresentado pelas operadoras liberou a venda. É óbvio que não ia mudar nada, como não mudou. Estão aí as reclamações e só vai permitir a partir de janeiro. Ora, janeiro já está aí. Será que existe alguma mágica ou uma nova tecnologia que acaba com este problema em questão de dias? Continua a Anatel dando uma de avestruz. Ninguém consegue falar direito hoje porque as redes não comportam a quantidade de usuários e a agência e o governo, que poderia fazer algo neste sentido, dizem amém. Ninguém tem coragem de dar um basta e mostrar pulso firme.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOSSO BOLSO ROUBADO PELA ANATEL

Como cidadão brasileiro que não consegue utilizar com qualidade o telefone celular, nem a internet, quero protestar contra os gastos públicos inúteis da famigerada Anatel, com o passeio internacional a Dubai que 16 funcionários de "alto nível" daquele órgão e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fizeram com meu dinheiro. Se houver mais pessoas dispostas, gostaria de mover uma ação para que os cofres públicos sejam ressarcidos.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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