Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2012 | 02h05

Rumo certo?

Presidente Dilma, a senhora pode esclarecer o significado, em seu pronunciamento de fim de ano, de que "o País está no rumo certo"? Senão, vejamos: nosso produto interno bruto (PIB) vem ano a ano sendo reduzido e agora não passa de um pibinho; a corrupção contagia todos os níveis do governo, agindo como um câncer que vai corroendo todos os órgãos governamentais; a máquina pública, de tão inchada, está prestes a explodir como uma velha panela de pressão; nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dos piores da América Latina e despercebido entre os países de Primeiro Mundo; o custo Brasil, com suas elevadas taxas de tributos embutidas no custo da produção, torna nossas indústrias um parque de sucatas incapaz de competir com as economias desenvolvidas; os investimentos públicos são ridículos, porém a gastança do governo está em níveis estratosféricos; o sofrível salário dos aposentados é um afronta ante os salários que nossos políticos recebem - na maioria dos casos eles não trabalham, mas usufruem incansáveis regalias das tetas do governo; a educação, a saúde e a segurança não são dignas nem de países semiemergentes. Então, me explique: a senhora é partidária do que fazia seu antecessor, o "caixeiro viajante", que não lia jornais nem revistas para saber o que estava acontecendo no nosso país? Se o rumo do Brasil está realmente "certo", então é a direção que está "errada"...?!

ANTONIO BOER

toboer@uol.com.br

Americana

De confiança

É impossível imaginar como o governo federal pretende melhorar o desempenho do País em 2013. Dizer que "estamos no rumo certo", como fez a presidente Dilma, não muda o fato de que há uma imensa falta de confiança, demonstrada diariamente pelas informações sobre a economia. Quando precisamos de investimentos, não só para melhorar a infraestrutura, mas também para estimular a economia, encontramos um quadro em que o PAC está empacado, com 62% das obras em atraso e orçamento estourado em 30%. A iniciativa privada também parou. O lucro das empresas caiu, reduziram-se drasticamente a compra e a importação de máquinas, os IPOs (lançamentos de ações) diminuíram de R$ 11 bilhões em 2010 para R$ 7 bilhões e R$ 4 bilhões em 2011 e 2012, respectivamente, e as grandes empresas estão com muito dinheiro em caixa, sem investir. Há uma demonstração de falta de confiança nos rumos do País. Professores da área de economia costumam dizer que empresários não investem quando governos não têm planos claros, de longo prazo. Como o nosso se preocupa sobretudo com eleições...

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

A otimista

"Sou, como todos os brasileiros, uma otimista. Tenho consciência dos desafios que a crise internacional tem lançado ao nosso país", disse Dilma. Primeiro, nem todos os brasileiros são otimistas, só os petralhas e os que trabalham no governo. Segundo, agora que a "herança bendita" de FHC acabou, começa a aparecer a "marolinha" do Luiz Inácio. Terceiro, manchete de véspera de Natal: Governo ficou 'perplexo' com o PIB, diz Carvalho. Caramba, em janeiro de 2012 o governo previa crescimento do PIB de 3,5% a 4%. Depois, 2,7%. Depois, 2,3%. Depois, 2,1%. Depois, 1,9%. Depois, 1,7%. Depois, 1,6%. Depois, 1,3%. Agora, 1%. Na verdade, sabem há muito tempo que será zero vírgula qualquer coisa. E a presidente ainda se diz "otimista"? Com um pibinho "abaixo de zero" e uma inflação acima de 6%? E o chefe da Secretaria-Geral da Presidência fica "perplexo"? Não é à toa que o Financial Times já pediu que ponham o ministro Mantega na rua. Socorro, o piloto sumiu!

SEBASTIÃO ESTEVES ALPHA

sebastiao.alpha@usinazul.com.br

São Paulo

Hora da revisão

Em seu discurso do fim do ano passado, proferido em 23/12/2011, ao completar um ano de governo, continuação do anterior, do companheiro de partido Lula, a presidente Dilma lembrou que 2011 foi de grande prova, mas 2012 deveria marcar a consolidação do modelo de desenvolvimento brasileiro. Naquela ocasião a previsão de crescimento do PIB para o ano que ia iniciar-se era de 4,5%. Chegamos ao final de 2012 com crescimento de 1%, uma inflação ameaçadora e uma enxurrada de pacotes arquitetados pelo ministro da Fazenda que, de modo geral, privilegiaram o consumo, em detrimento do investimento. Como se viu, 2012 não consolidou o modelo de desenvolvimento. Urge, portanto, sua revisão, sugerida até por periódico internacional, publicamente retrucado por Dilma Rousseff. É bom lembrar que em economia não há milagres e de nada adiantam arroubos emocionais de preservação de equipe que não está dando certo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Panetone e o pibinho

Uma amiga minha que passou o Natal nos EUA disse ter encontrado panetone fabricado no Brasil muito mais barato do que aqui. Respondi-lhe que deve ser por causa da carga tributária (além dos custos de logística, trabalhistas, etc.). Pesquisando na internet, descobri que tal produto sofre uma incidência de cerca de 35% de impostos - creio que na terra do Tio Sam deva chegar a 10% no máximo. Começo pelo panetone, símbolo do Natal e de fim de ano, término de um ciclo e de renovação, para, mais uma vez, explicar por que o Brasil patina com um pibinho ridículo. O raciocínio é cartesiano: o País tem um governo federal perdulário, que morde 70% da arrecadação de todo o bolo tributário. Trabalhamos quase seis meses para pagar impostos. Má gerência dos tributos, burocracia e corrupção fazem com que não tenhamos educação de qualidade (daí, remendos como cotas, etc.), haja carência de infraestrutura, e por aí vai. No ano que vem teremos outro pibinho, segundo analistas. A presidenta Dilma tenta reverter o rumo com isenção de IPI em produtos industrializados, quer baixar a conta de luz na marra (mesmo que isso custe apagão no futuro) e promete investir receitas do pré-sal em educação. Certamente o que se investe em educação no Brasil é satisfatório, o problema é que se investe mal. Investimos pouco e mal na educação de base, oferecemos ensino universitário gratuito e acreditamos que é tudo uma questão de falta de recursos. Com esse pensamento vamos continuar penando e, particularmente, vejo o Brasil sendo a Grécia de amanhã. Tomara que eu esteja errado. Feliz 2013!

MARCELO DO VALE NUNES

mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Aprimora Treinamentos, Arnaldo Amado Ferreira Filho, Bassin Gestão de Negócios, Boteco Maria, Carlos Eduardo de Barros Rodrigues, Carlos Márcio, Carolina Pinedo, C+C Comunicação, Comunicação Dolphin Hotel, DNDi América Latina, Domínio Tecnologia, Elvane de Assis Silva e Equipe ADS Comunicação Corporativa.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PRIVILÉGIO POR TODA A VIDA

Não bastasse esta aberração de aposentadoria integral para pouco mais de 900 mil servidores públicos, que neste ano vai acumular um déficit monumental de R$ 62 bilhões, contra R$ 36 bilhões da Previdência privada, que têm 28 milhões de aposentados, outros resíduos da malversação de recursos públicos estão espalhados por este cancro de gente graúda e relapsa das nossas instituições por obra das facilidades cristalizou durante essas últimas décadas. Um exemplo, em São Paulo, em que o Estado paga a 266 privilegiados, ex-governadores, ministros, deputados estaduais, etc., como pensão vitalícia, R$ 33 milhões por ano em benefícios, com proventos mensais que variam de um mínimo de R$ 10.021,00 até R$18.725,00, conforme matéria do Estadão de 26/12/2012. Essa carteira de previdência de deputados funcionou até 1991. E essa orgia mesmo assim faz esse estrago de R$ 33 milhões por ano nas contas públicas. O que somente com esses recursos daria para pagar o salário mínimo de 53 mil pobres brasileiros... E José Maria Marin, que, como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ganha um salário de R$ 160 mil e mais R$ 110 mil como membro do Comitê Organizador da Copa, ainda recebe como ex-deputado, como parte dessa farra citada acima, R$ 16, 032,00 por mês! Que legado deixaram para a sociedade esses 266 brasileiros que vivem numa ilha especial deste país, onde o salário mínimo é de R$ 622,00 para sustentar até quatro pessoas e onde 55 milhões de brasileiros vivem dos raquíticos recursos do Bolsa-Família (antigo Bolsa-Escola)! É ou não é uma afronta ao dinheiro do contribuinte?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PARA QUEM TOURO DÁ LEITE

Parodiando o bardo do Avon, "há tanta ignomínia entre as leis, sua aplicação e a ética que nem sonha a nossa vã carneirice". Até que limite a sociedade poderá suportar o deboche e a sem-vergonhice que ofendem o cidadão contribuinte do País? O que o jornal O Estado de S. Paulo publica em reportagem da página A4 é puro roubo à luz do dia. Não há como justificar que dois ex-ministros, um ex-governador, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma viúva de governador, uma madrasta de senador e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ex-deputados ou dependentes recebem pensão vitalícia do Estado. Há casos em que o absurdo demonstra que o Brasil não é mesmo um país sério. Essas mamatas vão de R$ 7 mil e até ultrapassam R$ 20 mil mensais. As leis brasileiras são menos sérias e seus itens e incisos, porque só fazem proteger seus autores. Mas essa sem-vergonhice nunca vem só, porque o governo federal acaba de decretar um salário mínimo de R$ 678, totalmente irreal de acordo com a lei. Este é um país em que, para alguns, até touro dá leite.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NAS TETAS DO GOVERNO

Não importa se de direita ou de esquerda, se da situação ou da oposição, o negócio é aposentadoria com mais ou menos tempo de contribuição, ou melhor, como mais ou menos tempo de "tetas do governo". O que importa mesmo é mamar à custa do idiota do contribuinte paulista.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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QUAL É A EXPLICAÇÃO?

A constatação de que o governo do Estado de São Paulo destina uma verba anual de R$ 33 milhões para custear as pensões a dependentes e ex-deputados estaduais mostra uma situação que deveria ser devidamente explicada. São vencimentos que vão de R$ 10.021 a R$ 18.725 mensais. É uma irregularidade? Ou será apenas um abuso com verbas públicas? E quais os servidores públicos têm esse mesmo direito? Por certo essa questão não pode ser encoberta e exige explicações claras e transparentes.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SALÁRIO MÍNIMO

O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu o aumento do salário mínimo de R$ 622,00 para R$ 678,00, um aumento de 9%, que representa um diferencial de R$ 56,00 no mês e R$ 1,86 ao dia, vigência a partir de janeiro de 2013. Já podem sair gastando por conta, um aumentaço! Numa inflação maquiada de 5,69% (a real é no mínimo o dobro), sobrou de aumento 3,31, conclusão: não sobra nada, como sempre, para o trabalhador. Quer mais? É só esperar e ficar P e T da vida ao saber os aumentos dos salários dos nossos políticos - autoridades, para criarem novos impostos, afinal...

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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O MÍNIMO DO MÁXIMO

O novo salário mínimo já foi decretado: com 9% de aumento o novo salário já e de R$ 678,00. Pensar que num passado recente sonhava-se com um mínimo de US$ 100, ver agora próximo de US$ 300 é uma grande conquista. Pena que, quando sonhávamos com os US$ 100, se comprava muito mais feijão do que se compra hoje com os US$ 300.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BRASIL SEM LUZ

Segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ainda há 1 milhão de domicílios brasileiros no escuro. Número, inclusive, muito acima do que o governo estimava, com base no Censo do IBGE de 2010. O governo estimava 378 mil domicílios. Espera aí. Que levantamento foi esse que o IBGE fez? Ou o governo, como sempre, mascarou a realidade? A concentração está nos Estados do Pará, Sergipe e Bahia. Só nestes três Estados há 670 mil domicílios no escuro. Como é que é isso? A presidenta Dilma prorrogou o prazo de universalização de acesso à energia para 2014. Não deveria ter prorrogado. Quando as concessionárias se habilitaram aos leilões, sabiam da situação e das metas e assumiram as concessões. Logo, deveriam cumpri-las. Agora, elas pedem prorrogação para 2027, como as do Mato Grosso e Tocantins. Deveria o governo cassar-lhes a concessão, por incompetência. Nenhuma concessionária está cumprindo as metas e a troca de poder acionária nelas mais parece a dança das cadeiras. O empresário, assim que vê que seu investimento já retornou com lucro, passa para outro e pula fora. Não quer nem saber se lá ou acolá tem luz ou não. E o governo passa a mão na cabeça destes aventureiros. Privatizar assim é mole. Mas o mais surpreendente nesta questão, aliás, nem tão surpreendente em se tratando de governo petista, é a diferença dos números entre o levantamento da agência e com o qual o governo trabalhava. Eles estão num apagão e nem sabem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LUZ PARA QUEM?

Apesar dos esforços do programa Luz para Todos, lançado em 2003 pelo governo federal, o Brasil ainda contabiliza mais de 1 milhão de residências sem luz elétrica. É inaceitável que, em pleno século 21, o País tenha mais de 1 milhão de famílias excluídas, sem acesso a energia elétrica. Trata-se de um direito básico de todo e qualquer cidadão brasileiro, assim como deveria ser o acesso ao saneamento básico. Enquanto bilhões de reais vão pelo ralo em corrupção e mau uso do dinheiro público, mais de 1 milhão de famílias brasileiras permanecem sem acesso a energia elétrica em suas casas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL SUPERNUTRIDO

Confesso que hoje sinto nojo de ser brasileiro. O Nordeste do país está perto da fome, a safra agrícola está totalmente perdida o gado já morreu. Enquanto isso esse governo ideológico e corrupto se compromete a fornecer 710 mil toneladas de alimentos para apoiar o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PAM) dos quais 310 mil toneladas já foram entregue desde 2011. Vale salientar que uma grande parte dessa doação destina-se a ilha de Cuba, governada há 50 anos por um bandido, porém, ídolo da quadrilha planaltina. Isso para não falar do dinheiro do BNDES usado para financiar a construção de um porto no pretenso "paraíso" caribenho dos comunistas brasileiros que apesar dos discursos hipócritas, adoram dinheiro e passam féria em Paris.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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PT, COERÊNCIA ZERO

Coerência é uma qualidade jamais encontrada nos discursos dos governantes do PT, mas que, pelo menos nos da apregoada gerente Dilma Rousseff, se esperava achar. Quando será que a fala de Dilma se adequará à realidade que vivemos? Se nos deixarmos levar pelas previsões econômicas feitas por ela, este país está navegando em mares sem ondas e, no entanto, a indústria sabidamente está passando por um período de baixa produção resultante da queda de vendas. Outro exemplo: a falta de condições do governo em administrar e bancar as reformas que o setor aéreo exige levou o governo a fazer concessões a consórcios de empresas privadas que passarão a gerir o setor. Concessões é a palavra que esconde outra: privatização. Uma nova exigência é feita aos participantes dos leilões de concessão: que comprovem experiência em gestão de aeroportos de grande movimento. Acho certíssimo! Mas por que comprovada experiência nunca foi uma exigência para aqueles militantes que assumiram a diretoria das agências reguladoras? Será porque nos quadros do PT não existem pessoas realmente capacitadas?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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AEROPORTO SANTOS DUMONT

Qualquer estudante de ensino médio, que tenha estudado um pouco de Física, sabe que o vidro é um material próprio para construção de estufas. É próprio porque deixa passar a energia luminosa, mas prende a calorífera no ambiente confinado. O que eu não compreendo é a implementação de projetos de arquitetura que privilegiam o vidro, numa cidade como o Rio de Janeiro que, no verão, chega a acusar temperaturas insuportavelmente altas. Um exemplo recente da falta de preparo de grande parte dos arquitetos é o projeto do Aeroporto Santos Dumont. Aí pode-se observar um belo exemplo de estufa. Apesar de localizado na "boca" da Baía de Guanabara, onde os ventos frios chegam de alto mar sem nenhum obstáculo, faz necessário a instalação de ar-condicionado de alta potência para vencer o desconforto das temperaturas altíssimas que se concentram no interior do aeroporto. Seria mais fácil e agradável, demolir o prédio e transformá-lo numa praia, com sombra de reflorestamento e balcões de atendimento com funcionárias de biquíni.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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OPINIÃO É UM PRESENTE DA DEMOCRACIA

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos citou, em artigo publicado no site Consultor Jurídico no dia 24/12, Vigiar e punir ou participar e defender?, a possibilidade de uma "degeneração autoritária de nossas práticas penais" e afirmou que a "tendência repressiva passou dos limites em 2012". O advogado também criticou o "slogan do combate à impunidade a qualquer custo", que estaria sendo "exaltado pelo clamor de uma opinião popular que não conhece nuances". Ele também denunciou o "sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais" que age "à sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização". Eu, do lado oposto, tenho saudades dos ministros de Estado apartidários, que, republicanamente, defendiam os interesses do povo brasileiro. Eu, do lado oposto, bato palmas para Celso de Mello, Joaquim Barbosa e Ayres Britto.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CHORO DE PERDEDOR

Os milionários advogados dos réus condenados no processo do mensalão exultaram com o artigo escrito por Márcio Thomaz Bastos tecendo críticas a respeito da atuação do Judiciário em 2012, artigo certamente motivado pela fragorosa derrota sofrida naquele processo. É choro de perdedor que não deve comover ninguém, pois o povo brasileiro está feliz da vida com os novos tempos do Judiciário, quando as tradicionais filigranas jurídicas não estão mais impedindo que criminosos sejam condenados, e acabem na cadeia.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PROVAS

Senhores advogados orientem seus clientes. Segundo o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, para eliminar as infundadas justificativas de "indícios" ou presunções de culpa, doravante todas as transações, desde já, entre corruptores e corruptos, exigir recibos contendo nome completo e CPF/CNPJ de ambas as partes. Que seja adotado para as obras atuais (PAC, Olimpíada e Copa do Mundo) e futuras. Segundo Thomaz Bastos, assim a justiça poderá apenar com provas concretas ao invés de apenas basear em "indícios" e presunções.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PARA OS INIMIGOS, A LEI

O ex-ministro Thomaz Bastos, em seu artigo Vigiar e punir ou participar e defender?, critica o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que há a possibilidade de uma "degeneração autoritária de nossas práticas penais" entre outras afirmações que com toda a certeza não usaria se a turma dos mensaleiros condenados fosse de um governo de oposição, como do governo FHC. Segue o senhor advogado a linha do PT: para os inimigos as leis para os patrícios, a cadeia. O Direito por linhas tortas seria a solução?

Leila E. Leitão

São Paulo

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'VAMOS QUE VAMOS'

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, em artigo, atacou a possibilidade de uma "degeneração autoritária de nossas práticas penais" e a "tendência repressiva passando dos limites em 2012". Não falou diretamente, mas, é claro que estava se referindo ao mensalão. Interessante esta acusação, pois não há um único político preso, o que demonstra que as defesas dos réus surtem efeito, não? Aí eu pergunto: onde está a repressão? O que se passa, sr. Bastos? O senhor está indignado porque finalmente a Justiça resolveu fazer justiça? Que, pelo menos desta vez, o senhor perdeu na sua defesa - do réu do mensalão - num claro sinal de que as coisas podem não ser tão fáceis daqui para frente para políticos corruptos? Ou o que está doendo é o fato de o senhor ser militante partidário mesmo e um dos principais conselheiros e interlocutores de Lula, que, agora, não é mais aquele ícone brasileiro amado e idolatrado por todos? Sabe, 2012 foi um ano muito feliz para os brasileiros, sr. Bastos. Num julgamento detalhado, transparente, com ampla defesa dos réus e o contraditório exibido à exaustão, O STF nos deu alento ao condenar pessoas que trabalham contra a democracia. Por isso, conclamo: 2013, pode vir quente, que nós estamos fervendo! E vamos continuar brigando por um Brasil melhor, exigindo justiça e ética, quer o senhor proteste, ou não. Aquele ano para todos nós!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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AINDA A REPERCUSSÃO DO MENSALÃO

Acostumado que foi a ganhar as causas consideradas impossíveis, Thomaz Bastos está decepcionado com o resultado da ação penal 470, o famigerado mensalão. Bastos defendeu o ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado, condenado a 16 anos e 8 meses de prisão mais o pagamento de R$ 926 mil em multas por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Também foi advogado de Cachoeira acusado de exploração ilegal de jogo e condenado semanas atrás a 39 anos e 8 meses de prisão. De fato o direito oferece brechas que quase nunca levam o "bom cliente" à condenação. No caso do mensalão, o STF mostrou que não estava a serviço do governo, muito menos do dinheiro dos envolvidos, mas da justiça. Segundo Bastos a opinião popular não conhece "nuances". A população não precisa conhecer nuances, a população sabe e conhece quando o sujeito está lhe roubando e isso ficou patente na condenação dos réus. O resultado agradou àqueles que acreditam na Justiça, pois esses pagam a conta dos assaltos aos cofres públicos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA E ANIMOSIDADES

O Estadão é mesmo um jornal especial e, acima de tudo, profundamente democrático. Ontem (26/12), deu duas comprovações disso. Publica um artigo onde um dos seus autores é membro da Comissão de Ética da Presidência da República, por meio do qual o referido escriba cultua o exercício da divergência, sugerindo à sociedade brasileira o respeito à chamada "norma princípio" da dicção constitucional do "pluralismo político", ante o desfecho do "mensalão", para que não se repitam os excessos "totalitários" (sic), como afirma com todas as letras. Assim, ele afirma: "Setores expressivos da mídia, aliás, vêm se tornando cada vez mais totalitários, pois acreditam em verdades absolutas, quais sejam, as notícias fáticas oriundas de suas fontes de informações e que publicam como verdades incontestáveis. Têm a crença em valores absolutos e beiram uma concepção absolutista do mundo. Também não lemos os autos do mensalão. Mas, exatamente por isso, não sabemos quais votos estão certos e quais estão errados". Ora, despiciendo dizer que há necessidade da leitura de tais Autos na sua inteireza, no caso concreto tratado, para compreender as suas entranhas, tendo em conta que quem viu e ouviu todas as sessões televisivas do STF, por mais mediana a inteligência do ouvinte, há de ter um juízo perfeito de todo o enquadrilhamento havido, razão por que pode qualquer um, mesmo neófito, tirar o seu juízo de valor em razão das decisões tomadas por este ou aquele julgador. De outro lado, o Estadão, na mesma edição (A3), mostra uma sucinta, porém, uma importante carta de um leitor que, de forma peremptória, ao comentar uma reportagem desse jornal (24/12), registra: "Gilberto Carvalho, criticando" (e, por isto, esta alta autoridade da República manifestando o seu pensar sobre o tema) "o ministro Luiz Fux, nada mais tem como objetivo senão desmoralizar o juiz". Esta opinião, como bem afirma o leitor, denigre um dos membros de outro poder do Estado. Embora, à primeira vista, possa ser uma opinião pessoal, lastreada pela tal "norma princípio", como afirma o ex-membro do Judiciário no artigo sob comento, a sociedade brasileira tem o direito de perguntar, e quer a resposta, a quem pode responder, posto que componente da tal Comissão de Ética da Presidência da República, se tal comportamento não fere de morte o equilíbrio entre os que compõem as funções do Estado brasileiro, mesmo como mero agente político de plantão? Claro, a resposta está nas mãos de um dos articulistas aqui nominado e, por ser, também ele, um agente político de passagem que cuide das suas responsabilidades institucionais e traga a suas resposta à Nação, posto que, como bem ele afirmou: "Manifestações de animosidade, especialmente contra julgadores, merecem todo repúdio". Também entendo assim.

Ruy de Jesus Marçal Carneiro ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

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CONFISSÃO EXTEMPORÂNEA

Emerso do silêncio, voluntário por problema de consciência ou imposto sabe-se lá por quem, Frei Betto (25/12, A5) nos brinda com duas pérolas, numa entrevista-sermão chocha e incoerente, bem diferente das da sua conhecida veemência passada. A primeira pérola, pecado venial de um pseudo-ingênuo, o - "PT precisa esclarecer o que houve no mensalão" - como se mais esclarecimentos fossem necessários para se saber o que se passou. Aliás, o PT tem tentado explicar o inexplicável insistindo em dizer que é tudo mentira elaborada pela oposição reacionária e um STF comprometido, lamentável conduta antidemocrática e anti-republicana. A segunda pérola, grave pecado mortal de quem sabe o que diz por conhecer o submundo comuno-petista. - "não vejo um projeto de Brasil no PT, vejo um projeto de poder" - dela nunca poderá ser absolvido, pelo menos oficialmente, pelo seu sumo sacerdote e cardinalato partidário. Certamente convocado do silêncio conventual para minorar o impacto dos sucessivos escândalos, ao afirma seu propósito em continuar eleitor daquele que alega nunca saber o que se passava na sala ao lado, o nosso pregador, agora ING, pode ser, jocosamente, comprado à mulher do malandro que apanha, mas não o abandona...

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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FREI BETTO

O Sr. Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido por Frei Betto, deu uma entrevista ao Estado (25/12, A5), afirmando que o "PT precisa esclarecer o que houve no mensalão", pois tudo que está mais que comprovado, não passa de achismo. Amigo pessoal do ex-presidente Lula, diz que o PT, que ajudou a fundar, não tem um projeto Brasil, mas sim um projeto de poder, mas que só fez bem ao povo brasileiro, sendo o melhor governo da historia republicana. Esclarece que alimentação, saúde e educação são os três direitos fundamentais do ser humano, mas exigem medidas enérgicas, reconhecendo que pouco foi feito, até o momento... Como seu ídolo, ele mostrou-se uma metamorfose ambulante, só que neste caso, por escrito e que voltar ao governo, nem pensar. Resumindo, só terão validade as sentenças do procurador-geral da República e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, se o PT vier a público esclarecer se houve ou não culpa do partido no maior escândalo da nossa história política. Francamente, me digam: alguém entende o que esse senhor diz?!

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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VOTAR NO LULA

Frei Betto, que foi assessor especial da Presidência da República no primeiro mandato de Lula, diz que "PT precisa esclarecer o que houve no mensalão". Porém, independentemente disso ocorrer ou não, o mesmo se manifesta querer votar em Lula de novo. Isso que podemos chamar de "cabeça feita", não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM JUÍZO

Em entrevista ao Estadão, Frei Betto disse, entre outras coisas, que pretende votar em Lula novamente. Pensei que o ilustre escritor tivesse recobrado o juízo após ter se desligado do PT anos atrás.

James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.com

São Paulo

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O MERCOSUL SEM SENTIDO

O Estadão de 25/12/2012, página A6, publicou matéria a respeito dos temores de que os governistas da Venezuela, inclusive os militares, não respeitem a Constituição daquele país, caso Chávez não tome posse no dia 10/1/2013, em virtude de sua doença. A Constituição venezuelana determina que, neste caso, assume o presidente da Assembleia e este convoca nova eleição em 30 dias. O ministro da Defesa disse que o Exercito está pronto para "seguir com a revolução", o que significaria não cumprir a Constituição. Se isso realmente acontecer, como ficará a entrada da Venezuela no Mercosul? Aceitarão a ilegalidade os representantes do Mercosul que preferem privilegiar ideologias espúrias em detrimento de procedimentos estritamente democráticos? Uma das exigências para fazer parte do Mercosul é ser país com regime democrático. Não é isso que estamos vendo ultimamente. A Bolívia de Evo Morales é a mais nova interessada em entrar. Cristina Kirchner, da Argentina, vem tentando acabar com a imprensa de seu país, numa atitude antidemocrática. Essa situação atual é lamentável e, se o Mercosul simplesmente ficar como está e assim continuar, não servirá para coisa alguma.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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DE NOVO...

Se a Venezuela burlar a Constituição do país para a posse de Hugo Chávez quando ele quiser, será que os seus amigos Dilma, Cristina e Mogica vão também impedi-la nas decisões no Mercosul, como fizeram com o Paraguai?

Mario Buzzato mbuzzato@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA E IGUALDADE

O Paraguai foi excluído do Mercosul por supostamente ter violado a Constituição na cassação de Fernando Lugo. Na Venezuela, se até o dia 10 de janeiro Chávez não tomar posse, segundo a Constituição, em 30 dias devem ser realizadas novas eleições. Só que a democracia e a Constituição da Venezuela são flexíveis demais e tudo indica que o vice de Chávez assume, pois a "vontade popular" que não está na Constituição passa a ser a lei e não haverá novas eleições. Concluindo, a Venezuela deve ser expulsa do Mercosul, como foi o Paraguai. Ou será que a lei só vale para os inimigos da "revolução"? Com a palavra, os democratas do Mercosul - se sobrou algum...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A DISCUTÍVEL LEI SECA

A nova "lei seca" mobiliza as polícias. Mas dificilmente teremos com ela a solução para a grave interação bebida-direção. A possibilidade de fiança tira todo o rigor e pode até servir de incentivo aos mais abastados, que continuam bebendo e dirigindo e, quando encontram o comando, pagam aquela importância em dinheiro e saem pela porta da frente da repartição policial. E, dessa forma, o trânsito continua matando. A única diferença é que o Estado arrecada um pouco mais. Já faz muito tempo que o Brasil carece de uma ampla reforma na legislação de trânsito. Motoristas alcoolizados ou simples imbecis imperitos cometem as mais graves infrações, dão causa a acidentes de elevada monta e nada lhes acontece. Isso precisa mudar. Todos os que tomam o volante de um veículo devem ter consciência das normas a seguir e, principalmente, saber que, descumprindo-as, terão muitos problemas, já que o veículo mal utilizado transforma-se numa arma mortífera. O país que não teve competência para bem adestrar seus motoristas, infelizmente, agora tem de multá-los e até prendê-los. A estrutura fiscalizadora do trânsito é voltada para a arrecadação. Mas não deveria. Além de arrecadar, precisa apontar para a prevenção e punição dos que insistem em descumprir os regulamentos. Quando o Estado apenas arrecada, podemos considerá-lo conivente com todo o mal que se pratica. Isso é inaceitável...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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VISÃO DE 2013 E ALÉM

Chegamos ao final do 2.º ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. Nada aconteceu de importante, ao contrário, seguindo-se problemas deixados por seu antecessor, Dilma conseguiu agravá-los. O Brasil não cresceu, a inflação volta a subir, produtividade, competitividade e exportações em queda livre e protecionismo aumentando, mas prejudicando nosso desenvolvimento tecnológico. Nada de modernização e reformas, infraestrutura precária e desemprego à vista. Modelo econômico mantido, sem investimento e com famílias endividadas. Mas, na "boa" gerência... Sim, apenas 7% das obras do PAC concluídas, assim como 7 das milhares de creches programadas, e o que dizer dos 800 aeroportos projetados? Este é o melancólico e lamentável quadro de um governo cujo objetivo principal é de manter-se no poder, combatendo o mínimo possível da corrupção dado que se trata de "amigos" na maioria. Também, com visão externa limitada a uma segunda dimensão política numa parte da América do Sul liderada pela Venezuela. Antigos aliados e países em bom desenvolvimento como Chile, México, Peru e, ainda, Europa e Estados Unidos trocados por países inferiores, mas mais alinhados com nosso projeto político. De importante ocorreu no País a tomada de posição de um segundo poder, o Judiciário que agora divide com o executivo a condução da República, faltando apenas a ressuscitação do Congresso Nacional, como o 3.º poder constitucional. Sobre esse lamentável quadro sobressaem empresários que são beneficiados pelo regime político cuja manutenção financiam, em parte com recursos públicos. E recebem também em troca desoneração de impostos em estranha contradição com o aumento da carga fiscal do País, em nível que impede seu crescimento acima de 2% como será em 2013 e além.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESTAQUES DO ANO 2012

Os grandes destaques de 2012 foram o fortalecimento do Poder Judiciário pelo STF, a aplicação da Lei da Ficha Limpa, a Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, e a imprensa, que está sempre ao lado da população, denunciando os desmandos na administração pública. Pode parecer pouco, mas foram avanços significativos para toda a sociedade brasileira, e torço para que aconteçam novos progressos no próximo ano. Um feliz 2013 para todos os brasileiros!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PARA DONA CANÔ E LÊDO IVO

Há pessoas que nascem no Natal e recebem um único presente. Por que não economizar nesse mundo dos mercadores? Outros morrem no Natal. Esses receberão presentes eternamente sua bondade estará em todas as memórias. Não precisam de coisas materiais. São raros e especiais os que morrem no Natal. Suas almas serão aplacadas como eram a dos romanos com os manes depositados em seus sepulcros. Não somente os deuses são imortais. Há seres humanos que os alcançam.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM

Sempre lamento a morte de qualquer genitora que seja, e com a mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania não é diferente, porém espero que não sejamos no futuro brindados, à nossa custa, com alguma espécie de "réquiem" oportunista do tipo filme ou livro financiado pela "Peteobrás", "BNDES dos cumpanherus" ou "CEF do PT" quanto a vida desta extinta senhora e que Deus a tenha em bom lugar!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PERDA IRREPARÁVEL

Com tristeza tomei conhecimento do passamento da nobre conterrânea Claudionor Vianna Telles Velloso, de 105 anos, Dona Canô. Força, nobres conterrâneos Caetano Veloso, Maria Bethânia e demais familiares. Mainha Dona Maria Natalina Vasconcelos, também partiu em (1970) no dia de Natal, data do seu natalício, com apenas 44 anos, deixando treze filhos menores no interior da Bahia. Confesso que não foi fácil superar essa perda irreparável em pleno festejo natalino. Imagino o que vocês estão passando agora. "Eu pensei que todo mundo fosse filho de papel Noel". Mas Deus é pai para nos fortalecer. Neste momento de dor, conclamo pela providência divina para reconfortar a família enlutada rogando a Deus que dê um bom descanso a saudosa e querida Dona Canô, pelo seu legado e exemplo de vida.

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

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