Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2013 | 02h05

Fiasco previsível

A presidente completou dois anos de mandato com um balanço econômico assustador: produção estagnada, com uma indústria sem músculos para disputar mercados, investimento em queda, inflação longe da meta, exportação emperrada e contas públicas em deterioração. Dois anos de promessas, muito blá-blá-blá e mediocridade ministerial reinante. Mas o prazo de experiência para qualquer gerente, notadamente numa empresa com 190 milhões de acionistas, não é de 90 dias? Vamos amargar mais dois anos, cientes do resultado?

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Política econômica

Deu no que deu: um calote de R$ 44 bilhões. Consequência de uma política econômica que incentivou o consumo e indicou o financiamento fácil, capitaneado pelos bancos públicos. Em novembro o índice de inadimplência chegou a 7,8% e 200 mil carros são leiloados. Tudo isso associado a um PIB baixo e inflação alta. O que a presidente Dilma Rousseff está esperando?

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@gmail.com

São Paulo

Já vi esse filme

Nos anos 1990, quando do governo FHC, fizemos o Proer em meio a protestos do PT, fechando vários bancos e caixas econômicas estaduais, todos falidos por gestões corruptas e/ou incompetentes. A União fez a consolidação da dívida pública de Estados e municípios que não tinham condições de pagar, assumindo essa dívida. Votou-se a Lei de Responsabilidade Fiscal, que saneou os parâmetros da administração pública. FHC teve de fazer um aporte de capital no Banco do Brasil para tapar o rombo de sua "administração criativa". Vejo com pesar que tudo isso está sendo demolido pela nova "gestão voluntarista". Será que nossos administradores não percebem o risco dessa recaída? Tomara que não estejamos voltando àquele passado terrível, que não quero para meus netos!

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Irresponsabilidade fiscal

Uma das maiores conquistas brasileiras, cujo objetivo era o de moralizar a administração dos governantes, impondo respeito à lei, à ordem e o correto uso dos recursos públicos, está com os dias contados. Ao mesmo tempo que o próprio Banco Central alerta para a deterioração das contas públicas, o Tesouro Nacional não esconde que as práticas desejáveis da Lei de Responsabilidade Fiscal não se aplicam mais ao País, dado que o governo federal enveredou, nos últimos anos, por fórmulas para destruir a rigidez do sistema de metas de superávit primário. "Flexibilizaram-no" a ponto de desfigurá-lo, contabilizando valores do PAC e dividendos para tentar escamotear a incompetência - e diria até mesmo a desonestidade - de nosso governo. Felizmente para a presidente Dilma Rousseff, o povo que a consagra como boa governante não tem ideia da grande traição que ela está preparando e que em breve terá de ser paga pela sociedade. O tripé de sustentação do Plano Real foi completamente desmontado, com câmbio controlado e metas de inflação e de superávit primário abandonados. Dona Dilma dá prioridade ao crescimento do PIB a qualquer custo. O Congresso Nacional está completamente alienado quanto ao assunto, não controla o Poder Executivo, aparenta não trabalhar mais para o País. Responsabilidade fiscal, adeus...

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

NOVA LEI SECA

Prisões em São Paulo

Não podemos admitir a enganação da nova Lei Seca e o populismo legislativo que domina o Brasil, com a aprovação de leis mais duras que só pioram a situação. Com a nova Lei Seca já aumentou em 246% o número de prisões em São Paulo. Ela é parte do problema, e não da solução. Em vez de investir em educação, fiscalização e prevenção, o governo federal prefere liberar o horário de propaganda de venda de bebidas alcoólicas na TV e aprovar uma lei tosca que descamba para o fascismo ao punir inocentes que não causaram danos a ninguém. Em muitos aspectos, o Brasil está retrocedendo, andando para trás como caranguejo.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Mortes no trânsito

A nova Lei Seca não vai mudar praticamente nada com relação às mortes ocasionadas pelo trânsito. É apenas demagógica e arrecadatória. De certeza mesmo, somente o aumento da arrecadação que vai proporcionar. Essa lei tem efeito "corretivo", ou seja, atua após o fato ocorrido. Mas precisamos é de ações preventivas, que minimizem ou impeçam as ocorrências. Todos os que dirigem pelas estradas percebem que não há policiamento rodoviário ostensivo. É um "salve-se quem puder", em que somos assaltados, ultrapassados pelo acostamento, agredidos, abalroados, fechados, e por aí afora. Enquanto isso, os radares proliferam. Dirijo desde o início dos anos 60 e observo que os postos de fiscalização existentes hoje são praticamente os mesmos daquela época. De lá para cá a frota nacional deve ter aumentado algumas dezenas de vezes. São mais de 3 milhões de veículos acrescentados à frota anualmente. O que é feito com o dinheiro arrecadado com IPVA, licenciamento, inspeções veiculares, IPI, etc., gerado pelos veículos automotores? Por que não reverter uma parte em benefício do cidadão? Precisamos mesmo é de maior presença de policiais rodoviários e urbanos, assim como de postos de fiscalização permanentes e em maior quantidade, que atuem preventivamente, inibam os maus motoristas, os marginais, os bêbados, os não habilitados, etc. Onde estão a coragem e a determinação dos que elaboraram e aprovaram essa nova "forma de arrecadação" para acabar com o caos causado pelos motoqueiros nas ruas de nossas cidades? Sem entrar no mérito da questão das agressões, dos assaltos e assassinatos praticados por uma parte deles, facilitados pelo status quo atual. Basta de demagogia barata. Se quiserem mesmo deixar seu nome na História por terem feito alguma coisa de útil, será necessária uma mudança de atitudes. O que está faltando aos nossos governantes para que tomem medidas que realmente resolvam os problemas que afligem a sociedade? Será competência, coragem, vontade ou todas as anteriores?

SERGIO BERTOLINI

bertolinisergio@hotmail.com

São Bernardo do Campo

DESAFIOS DE HADDAD

Enganação

Dentre os desafios de Fernando Haddad, num deles o 61.º prefeito de São Paulo não pode meter o bico, pelo fato de ser competência do Estado. Trata-se do IPVA, cujo valor para veículos menos poluentes ele promete reduzir. Nada de enganação, sr. prefeito, a população está atenta!

JOÃO ROCHAEL

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

AGRADECIMENTO

Antes de pensar o que será de nosso feliz 2013, devemos lembrar e agradecer os esforços de dona Dilma, que coroou de êxito seu governo em 2012 e nos deixou um legado de boas ações, como uma freada brusca na economia com a enorme queda no crescimento do País, 40% de diminuição na balança de comércio exterior, baixa nas indústrias, nos serviços e na produção de veículos. Em compensação, deixou-nos um crescimento da inflação em 6% e algumas surpresas, como as obras da Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco com grande atraso e aumento no gasto. Entretanto, teremos mais 800 aeroportos eficientes e confortáveis e R$ 4 bilhões a que o Tesouro, ou o contribuinte, tem direito em Itaipu e que serão convertidos em descontos nas contas de luz de nós mesmos. Felizes ficamos, também, com a nova postura nacional de que meritocracia e respeito aos cofres públicos são valores sem importância. Obrigado, presidente, e feliz 2013.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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AEROPORTOS

Dilma vai construir 800 aeroportos e terá como exemplo o ótimo funcionamento dos atuais. Será um sucesso igual ao da transposição do São Francisco e do Minha Casa, Minha Vida!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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INFRAERO

Reparem bem como reagem os governos populistas: fazem de conta que estão indignados, como todo cidadão, quando sabem que a culpa pelos péssimos serviços nos aeroportos é culpa do próprio governo. Na semana passada, dona Dilma reclamou do ar-condicionado nos aeroportos, mas esqueceu-se de dizer que a culpa é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), grande cabidão de empregos. O nome é imponente, mas a eficiência, um lixo!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRESIDENTE PRIVILEGIADA

A presidente Dilma Rousseff está em posição privilegiada como poucos ocupantes do Palacio do Planalto estiveram para realizar mudanças impopulares, mas necessárias, como as privatizações dos portos e aeroportos. Nestes tempos de apagões, Copa do Mundo e Olimpíada à vista, além da economia mundial em baixa, a participação do capital privado é fundamental. A ideia de parcerias não vem sendo bem recebida porque a credibilidade dos sul-americanos é baixa, o que não recomenda operações que transmitam inseguranças. A saída é para o capital privado externo. A presidente, além de ser economista, sabe que pode fazer isso sem ter de correr o risco de enfrentar a artilharia verbal da ala sectária do PT, que praticamente demonizou a privatização, mesmo sabendo que em muitos casos o Estado não pode solucionar problemas sem a participação do capital privado. Também há o fato de que a maior parte dos eleitores que proporcionam a Dilma um alto índice de aprovação desconhece o assunto. Fechando a questão, as privatizações sempre trouxeram resultados positivos.

Roberto Cabral cabralhoje@bol.com.br

Maringá (PR)

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IMAGINE NA COPA

Dia 14/12 cheguei ao Aeroporto Dulles, em Washington DC (EUA), às 6h29 da manhã, pela United Airlines (UA), para assistir à formatura da minha filha, no dia seguinte, na Universidade da cidade de Charlotte, capital da Carolina do Norte. A conexão para Charlote deveria partir às 8h15 da manhã do mesmo dia, mas nos trâmites da imigração havia dois funcionários para atenderem mais de 300 estrangeiros e cinco para atender lguns americanos. Consequentemente, cheguei bastante atrasado para o embarque da conexão para Charlotte, no portão C26. Lá fui avisado displicentemente por um funcionário da UA que havia perdido o vôo. “The flight has gone”, disse ele. Fui ao “Customers Service” do aeroporto no “gate” D15 e minha passagem foi remarcada para as 17 horas do mesmo dia, na mesma companhia, porém no “gate” A6. Entre um portão e outro do aeroporto, há uma distância aproximada de 50 a 100 metros. São 28 da ala C, mais uns 30 da ala D e para chegar à ala A e B pega-se um ônibus. Fiquei, assim, quase 11 horas no enorme aeroporto de Washington, pois o frio de 4 graus Celsius negativos na cidade me impediu de fazer qualquer outra coisa além de andar muito e apreciar os estranhos americanos com suas estranhas indumentárias. A volta ao Brasil estava marcada com a saída de Charlotte às 19h27 do dia 28/12, chegada em Washington às 20h52 e conexão para São Paulo às 22h16, tudo pela United Airlines. O primeiro voo foi adiado para as 21h10 e quando cheguei novamente atrasado para a conexão em Washington fiquei sabendo desta vez, por sorte, que o voo para Sampa havia sido cancelado por problemas mecânicos na aeronave. De volta ao “Customers Service”, meu voo foi remarcado para dia seguinte às 8 da manhã. Encaminhado para um hotel, acordei às 4 da matina do dia 29/12, cheguei ao aeroporto às 6 e fui informado de que o voo havia sido adiado para as 9h10 e acabou saindo às 9h50, porque na manhã daquele dia ainda haveria de cair uma nevasca na capital americana. Cheguei finalmente a São Paulo por volta de 23 horas do dia 29/12. E o que estava faltando? O extravio da bagagem em Washington, é claro. Dois funcionários do aeroporto de Guarulhos, para uma dúzia de passageiros extremamente irritados, fizeram com que eu chegasse em casa à 1h30 da manhã de domingo, certo de que o acúmulo de passageiros que ocorrerá nos aeroportos brasileiros por causa da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e da Olimpíada em 2016. Esses eventos vão, evidentemente, trazer transtornos, mas não temos e não teremos a exclusividade desse tipo de problema.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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URUBU NO GRU

Dia 26/12, quarta-feira, fui buscar o meu neto no aeroporto de Guarulhos. Ao constatar que o voo vindo de Dallas chegaria com atraso de várias horas, resolvi, para passar o tempo, perambular pelo Terminal 2 e pelos estacionamentos de carros adjacentes. Nesse périplo fiquei surpreso ao notar a presença de urubus pousados perigosamente sobre o teto do terminal. Intrigado com a presença deles, pensei: afinal, o que atrai essas aves de rapina, cheiro de carniça ou de querosene queimado?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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OS OUTROS MALFEITOS

Parece que a Presidente Dilma demitiu meia dúzia de "malfeitores" apenas para efeito demonstrativo. Os outros continuam por aí, lépidos e fagueiros. Porém aqueles incompetentes e irresponsáveis provocam desperdícios muito maiores. É o que acontece com as obras do PAC e outros projetos com financiamentos públicos, que custam o dobro e demoram o triplo. E estes nunca são investigados para se apurarem as responsabilidades.

Itiro Iida iida.itiro@gmail.com

Brasília

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TREM-BALA

O Estadão descreveu o projeto de trem-bala como de “necessidade questionável” (25/12, A3). Para nós, contribuintes que pagamos R$ 1,5 trilhão em impostos (cinco meses de trabalho) em 2012, é um absurdo mesmo. Ao invés de investir no essencial - transporte urbano, saúde, educação, segurança, etc. -, o governo procura o trivial; mais um elefante branco, com os “malfeitos” de costume. O setor dito “privado” desembolsará diretamente R$ 1,27 bilhão em troca de 55% do empreendimento; o resto é por nossa conta.

Omar El Seoud elseoud@iq.usp.br

São Paulo

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IDIOTICE

Se a presidente Dilma quer deixar uma marca de sua administração, deveria fazê-lo através de altos investimentos na educação, como os países que têm desenvolvimento global de qualidade, e na saúde, área que é uma vergonha para o povo brasileiro. Presidente, queremos apenas trens normais, que operem com bons índices de qualidade, pontualidade, etc. Esqueça essa idiotice de trem-bala.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA FRACA

Já se passaram dois anos do governo Dilma e a economia do País vem se debilitando aos poucos. Isso acaba fortalecendo as avaliações de economistas na época do governo Lula sobre a competência do ministro Guido Mantega, ou seja, enquanto Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, tocava Beethoven, o ministro Guido tocava axé.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ASSESSORES’

Afinal, quem são os assessores econômicos de Dilma Rousseff? Lula contava com Delfim Netto (por incrível que pareça, um pau-mandado dos militares) e o advogado e teórico pós-graduado em Economia Luiz Gonzaga Belluzzo. Dilma foi aluna de Belluzzo, ao que consta, no curso de doutorado da Unicamp. Luciano Coutinho também deve dar seus palpites como ex-professor dela. Mas, na realidade, não se sabe exatamente de quem são as magníficas ideias de abandonar as reformas (e nem sequer falar mais delas) e montar uma colcha de retalhos sem pés nem cabeça de medidas improvisadas.

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO 2

Gilberto Miranda, ex-senador, pede a seu amigo diretor (agora ex) da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, um parecer no sentido de que seu empreendimento privado na Ilha de Bagres, no litoral santista, será de "utilidade pública" (sic). Paulo recorre ao número 2 da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda. O consultor-geral da União, Arnaldo Sampaio Godoy, emite documento que usurpa a competência da Presidência da República para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), onde reinará a bondade. O documento é entregue aos interessados antes mesmo de sua assinatura. O número 2 não tem dúvidas de que o número 1 (o advogado-geral da União, Luís Roberto Adams) assinará a maracutaia definitiva, visto que acolhe indistintamente seus pareceres. Logo, presentes todos os ingredientes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e ilícito ambiental. A competência é do STF. Adams cai sob a teoria do domínio do fato. "Replay" perfeito, salvo quanto à relatoria, uma vez que Joaquim Barbosa atualmente é o presidente da Corte.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ENCOMENDA ATENDIDA

Depois da queda, Zélia Cardoso de Mello voltou a dar aula na USP. Não por muito tempo, visto que os alunos deixaram de comparecer às aulas dela (a grande maioria, pelo menos). Agora, a história deve se repetir: professor com currículo invejável, Arnaldo Godoy envolveu-se, dada a sua posição funcional como consultor-geral da União, num esquema de pareceres encomendados ou exigidos. E a desculpa é a usual: não sabia depositando confiança em pessoa que não a merecia. Se a presidente não tomou a atitude devida, seus alunos saberão, enfim, o que fazer.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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CARDUMES DIVERSOS

A Ilha de Bagres, no litoral paulista, estava sendo negociada por um cardume de traíras.

Eram, nesse cardume, alguns peixes nobres da espécie robalo, que gostam de águas turvas e salobras. Mas no cardume existiam alguns lambaris também, aí deu no que deu e acabou se a pescaria. Restaram apenas algumas conchas de vieiras.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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A CULPA É DO FILTRO.

O governo de Dilma Rousseff demitiu seis ministros num curto espaço de tempo, por fortes indícios de cambalachos, e as exonerações bastaram para que não se falasse mais no assunto. Além desses, mais dois ministros foram flagrados com a boca na botija, Ana de Hollanda, da Cultura, usando verba pública para passar fim de semana no Rio de Janeiro, e Pedro Novais, então ministro do Turismo, gastando verba da Câmara para custear farra coletiva num motel. Ambos devolveram a grana e foram mantidos em seus respectivos cargos. Agora, surge a Operação Porto Seguro, escândalo que envolve agências reguladoras ANA E Anac. Tramoia executada nas barbas do governo e uma das peças-chave do esquema é a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, indicada pelo ex-presidente Lula. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, justificou: disse que a “baixa exigência” na escolha dos nomes para os cargos foi a causa de mais esse escândalo. Falhou o filtro, completou o ministro. Esse filtro necessita urgentemente de manutenção, não acha, senhor ministro? Há dez anos passam pelos seus poros, já corroídos, impurezas que estão causando grandes prejuízos aos cofres públicos. Mas não basta verificar o filtro, e sim uma decantação geral na base governista.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DECADÊNCIA TOTAL

O PT, na sua cruzada de dar péssimos exemplos ao País, agora desce mais ainda a ribanceira da civilidade, porque os deputados petistas da Assembleia Legislativa de Salvador negaram homenagear com o título de Cidadão Baiano o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. O petismo de Lula e Dilma afronta a tradição baiana de bem reverenciar filhos nobres desta Nação, como assim almejava fazer com Barbosa, esse hospitaleiro povo da terra de Jorge Amado. Certamente essa decisão não passa de dor-de-cotovelo, e despeito, porque o presidente do Supremo, sem prometer, como fez e não cumpriu o PT, que seria parceiro da ética se chegasse ao poder desta República, mas, apenas honrando seu importante cargo na Corte, alicerçado pela Constituição e nas leis vigentes, como relator do mensalão, foi implacável ao condenar por corrupção a grande quadrilha formada no governo Lula! Não será essa minúscula atitude dos petistas que vai desmerecer a imensa história de um Brasil vindo direto da Bahia, cantada por Dorival Caymmi e construída por tantas outras personalidades baianas importantes! E o que se constata em mais esse triste episódio é que o PT de Lula, da forma como se lambuza nas facilidades que cria dentro das nossas instituições, dificilmente terá lugar de honra na nossa História, assim como se apresenta com dignidade esse extraordinário brasileiro Joaquim Barbosa.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O PT NÃO É PERFEITO’

O que teria provocado tal elucubração em dona Dilma para chegar a essa grande descoberta? O espírito natalino ou um inabitual exercício mental que, repentinamente, a adverte: além do PT,

as pessoas responsáveis pelo setor elétrico também não são perfeitas. Reminiscências dos tempos em que ainda era ministra das Minas e Energia? É possível que ela acabe concluindo que nem Lula é perfeito...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÃO

Se for feita uma comparação com os mensaleiros (incluindo o chefe maior), o Paulo Maluf é apenas um trombadinha.

Pedro Paulo Souza pedrinhopsouza@hotmail.com

São Paulo

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DESAGRAVO AO MESTRE

Se tem uma coisa que unifica todo mundo do PT e da esquerda é defender Lula e seu legado." Não há como duvidar da veracidade e da sinceridade da declaração do ilustre senador Lindbergh Farias. Afinal, toda a Nação conhece o maior legado de Lula: a banalização da corrupção.

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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TARSO GENRO

Depois de lutar pela impunidade do assassino italiano Cesare Battisti, o petista Tarso Genro presta outro monumental desserviço ao Brasil, pregando o esquecimento do mensalão e, com isso, mais uma vez trabalha para proteger criminosos.

Marcos Rogovs m455@bol.com.br

São Paulo

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MENSALEIRO NA CÂMARA

Senti uma frustração enorme quando o ministro Joaquim Barbosa negou a prisão imediata dos condenados do mensalão. A principio achei uma decisão sábia, mas com a possibilidade de o mensaleiro José Genoino, condenado, assumir a vaga de suplente na Câmara dos Deputados e ao saber que ele terá a cara de pau de assumir, mesmo sabendo que seus direitos políticos estão suspensos, isso será uma afronta ao STF e a todos nós que torcemos para que a justiça fosse feita e essa quadrilha, desbaratada. Como o sua pena, muito leve, por sinal, seria de prisão domiciliar, gostaria de sugerir ao ministro afrontado Joaquim Barbosa que aumente a condenação desse infrator insolente em três anos. Ainda dá tempo nas futuras revisões. Assim teria de ficar preso junto com seu companheiro Dirceu em algum presídio.

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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GENUÍNO CARA DE PAU

Só mesmo num país onde a falta de escrúpulos, de vergonha, de informação, de educação, de brios, de seriedade, e com excesso de charlatanismo e falsos defensores da população, um condenado à prisão, um fora da lei, poderia ocupar um lugar na Câmara dos Deputados. Pedir socorro a quem, hein?

Elaine Navarro elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

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AFRONTA

Não podemos acreditar que o Genoino possa tomar posse como deputado federal na condição de substituto de Carlinhos de Almeida. Esse ato, admitido pelo presidente da Casa, é uma afronta ao povo brasileiro e à Suprema Corte do País.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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AÇÃO PENAL 470

É para ficar surpreso e indignado o que foi publicado no Estadão da semana passada, dizendo que ilustres advogados defensores dos criminosos julgados e condenados estão combinando para fazer um manifesto contra o STF pela condenação dos participantes do vergonhoso mensalão. Ora senhores advogados, é certo que sua profissão os leve a usar de todas as possibilidades para defender seus clientes, mas tudo tem limites. Melhor seria se, usando sua posição de cidadãos, fizessem um manifesto contra a corrupção que assola o País.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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ALMA LAVADA

Para justificar os altos honorários recebidos de seus constituídos e inconformados com o resultado do julgamento, os advogados dos réus do mensalão planejam um manifesto contra as decisões do STF. Essa ideia vai de encontro ao pensamento do povo brasileiro que, pela primeira vez, nestes últimos dez anos de (des)governo petista, viu sua alma lavada com a condenação desses acusados de desviarem milhões de reais de dinheiro do contribuinte para proveito próprio e para um projeto de poder. Melhor ideia seria planejar um manifesto contra a corrupção, que contamina todos os órgãos desta administração.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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MANIFESTO CONTRA O STF

Na Justiça, como no esporte, deve-se aceitar as derrotas de cabeça erguida,como parte do jogo disputado dentro das regras estabelecidas. Há sempre um time que ganha e outro que perde. Divulgar manifesto de protesto contra o julgamento e a condenação dos envolvidos no escandaloso mensalão é atitude não condizente com o "fairplay" exigido. Pôr em xeque decisão do Supremo Tribunal Federal é um desacato à própria Constituição! Na Ação Penal 470, a vitória do Brasil é de goleada contra a corrupção. Apito final,fim de jogo.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CERTO E ERRADO

Márcio Thomaz Bastos criticou Justiça e disse que a “tendência repressiva passou dos limites”. É impressionante como o ex-ministro da Justiça, de um modo geral, tem se apiedado dos contraventores. Curioso!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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AÇÃO REPRESSIVA

Se o Judiciário está patrocinando uma ação repressiva contra os criminosos, principalmente aqueles que se instalaram nos órgãos públicos, está mais do que justificado. Punir com a máxima severidade

os marginais que se aproveitam dos cargos que exercem para roubar dinheiro do contribuinte é fazer justiça, afinal, eles tiram recursos que deveriam dar condições dignas de atendimento nos hospitais públicos, nas escolas e no saneamento básico nos bairros onde moradores convivem com esgoto na porta de suas casas. Eles merecem, sim, o pior castigo porque são cínicos, descarados mentirosos que enganam essa população inculta e, infelizmente nesse caso, de boa-fé. Vamos fazer um manifesto apoiando todos os juízes corajosos deste país!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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ADVOGADOS FRACASSADOS

Thomaz Bastos & Cia. deveriam, em vez da choradeira, devolver os milionários honorários cobrados dos mensaleiros, que também deveriam informar a origem deles. Será que foi tudo contabilizado ou a origem é caixa 2? Acostumados a manobras protelatórias, foram aniquilados pelos ministros do STF, que logo no início do julgamento perceberam a trama iniciada por Bastos e não permitiram a prática condenável. Esses advogados mimados foram os grandes derrotados no processo do mensalão. Quem não sabe brincar não desce pro play.

Vicente Amato vaspapel@globo.com

São Paulo

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LEI DE GÉRSON

É estranho o comportamento do ex-ministro da justiça. Quando não está como ele quer, imagina (como quase todo advogado faz), com base nos itens, subitens, alíneas, parágrafos da lei, alguma coisa para livrar a cara dos marginais. Faz críticas às atitudes do STF pelas penas a que seus clientes, foram submetidos. Após horas e horas de defesa, não convenceu. Não é capaz de reconhecer que foi mal na exposição, querendo inocentar figuras pra lá de duvidosas! E vem agora, de cara limpa, criticar a Justiça do seu país. Quer moleza? Mude para Cuba, Venezuela ou a vizinha Argentina, onde existem coleguinhas que pensam igual. Sossegue, ex-ministro, resguarde a bênção que Deus lhe deu de envelhecer com ternura!

Ney Julião Barroso nejubar@hotmail.com

Rio de Janeiro

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IBOPE

O STF fez por merecer a sua credibilidade. Mesmo porque a atividade jurisdicional é substancial, para que se dê respaldo à democracia. Todavia será preocupante quando inverter os índices de confiança, favorecendo o Congresso Nacional, enquanto os congressistas legislarem, segundo suas conveniências, como ficou demonstrado com julgamento do mensalão.

Dárcio Mendonça Falcão dmfalcao@bol.com.br

São Paulo

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MAQUIAVÉLICOS

Consumadas a condenação e a aplicação de pena aos réus José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, os principais membros delinquentes do núcleo político julgado pelo STF, aconselho às autoridades policiais que, no momento da efetiva prisão, não os coloquem numa mesma cela. Se possível, em presídios diferentes, um bem longe do outro, impossibilitando-os de qualquer contado. Maquiavélicos como demonstraram ser, poderão engendrar novos delitos prejudiciais à sociedade e às instituições democráticas de nosso país. Prevenir acidentes é dever de todos!

Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

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