Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2013 | 02h03

Manobra fiscal

Li no Estadão que o governo, na sua tremenda incapacidade de bem administrar, fez manobras com recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), do BNDES e da Caixa Econômica para garantir o superávit (inexistente) no ano fiscal de 2012. Além de imoral, esse tipo de manobra nos mostra que tipo de pessoas tomam conta das finanças deste país e que o governo petista de Dilma Rousseff é totalmente incapaz de gerir qualquer coisa pública. Basta lembrar as últimas declarações da "presidenta", dentre elas a de que quer construir 800 aeroportos, verdadeira insanidade e desrespeito ao povo brasileiro, que elege essa gente que o apedeuta apoia. Está mais do que na hora de darmos um basta nisso. Eles provaram uma vez mais que não estão capacitados para governar o Brasil. Outra prova está na posição da Petrobrás, outrora a maior empresa brasileira e hoje rebaixada a segundo plano, com a Ambev (fabricante de cervejas) ocupando o topo da lista.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Mexe-mexe

Mexe daqui, mexe dali, tira daqui, tira dali... Tanto mexe e tanto tira que a Ambev passou a Petrobrás. Quanta incompetência!

HÉLIO JOSÉ CURY

heliocury@gmail.com

São Paulo

Maracutaia contábil

Pela primeira vez serão usados recursos do FSB, poupança criada em 2008 para investir em projetos de interesse estratégico e socorrer o País em momentos de turbulência. Uma manobra contábil da equipe econômica, oficializada por meio de portarias publicadas separadamente e sem anúncio no Diário Oficial da União, permite ao governo dispor de cerca de R$ 19 bilhões. Em matéria de maracutaias, o PT está sempre na vanguarda. Nunca antes neste país isso foi feito, mas para o governo do PT é normal e, claro, ninguém pode reclamar. Afinal, os petistas são Ph.D. em trambiques.

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

ESTADO DE CALAMIDADE

Tragédia em Xerém

Após as tragédias na Serra Fluminense, quando Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis foram quase destruídas, os moradores que perderam suas casas ainda não tiveram o apoio dos governos municipal, estadual ou federal para novas acomodações. Agora, com Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), nas estatísticas de centenas de desabrigados, estes só contarão com a ajuda popular no fornecimento de roupas e agasalhos. E as novas moradias longe das áreas de risco? Dinheiro para a Fifa e para o COB há de sobra. Para perdoar dívidas de outros países, também. Isso sem contar o flagelo da seca no Nordeste, onde muitos brasileiros e brasileiras estão à míngua. Mas o que importa é a popularidade.

SEBASTIÃO PASCHOAL

s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

Homicídio doloso

Entre as várias coincidências em mais uma tragédia humana, com mortes, no Estado do Rio de Janeiro, temos o mesmo governador, a mesma presidente e os que desviaram verbas destinadas ao combate às enchentes livres, gozando as facilidades do dinheiro e da cara da população, mais uma vez atingida. Até a próxima enchente, com as mesmas promessas mentirosas.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Guardanapo vil

Quantos guardanapos parisienses dá para comprar com a verba que o Planalto liberará para o combate às enchentes no Rio?

KLAUS REIDER

vemakla@hotmail.com

Guarujá

Nunca é tarde

O cantor e compositor Zeca Pagodinho, indignado com o descaso de que foram vítimas os moradores de Xerém, diante de tanto lixo, brindou-nos com esta frase: "Isso dá nojo, nojo dos políticos!". Fala-se à boca pequena que Zeca Pagodinho nunca visitou uma Câmara Municipal, uma Assembleia Legislativa ou mesmo o Congresso Nacional. Nem conhece Rosemary Noronha.

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO

marcophil@uol.com.br

Santos

CORRUPÇÃO

Voto nulo

Agradeço, sinceramente, ao sr. presidente da Câmara por ter permitido a posse do suplente José Genoino, pois assim posso anular o meu voto para deputado federal, nas próximas eleições, sem nenhum remorso.

ERALDO B. CIDREIRA REBOUÇAS

real742@yahoo.com.br

São Paulo

Indecência

Como pode uma pessoa condenada a mais de seis anos de prisão tomar posse na Câmara dos Deputados? Ele foi condenado porque praticou atos de desonestidade. Agora vai defender os direitos do povo? Isso é uma aberração que só acontece no Brasil. Fosse em outro país, esse indivíduo estaria atrás das grades. Como podemos educar nossos filhos, como vamos explicar-lhes isso?

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

Desobediência ao STF

Favorito para chefiar a Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) diz que desobedecerá ao STF (na questão da perda de mandatos). Como cidadão brasileiro, sugiro ao deputado que faça uma releitura do artigo 15 da Constituição federal e preste muita atenção no item III, caso contrário, cometerá crime de prevaricação. Se existe erro na Lei, cabe ao próprio Congresso Nacional fazer os devidos reparos. Senão o Legislativo federal corre o risco de se transformar num verdadeiro saco de gatos.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Bom senso e ética

Em meio a tantas críticas de petistas à decisão do STF sobre a perda de mandato, chega a surpreender a declaração do ministro da Justiça, sr. José Eduardo Cardozo, de que decisão da Corte vale como lei. Num regime democrático não se poderia esperar nada diferente de quem tem de zelar pelas leis. Pelo jeito, ainda existem bom senso e ética no PT.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Orgulho

A Nação brasileira orgulha-se da Suprema Corte pelas recentes demonstrações de justiça. Em especial na pessoa de seu presidente, ministro Joaquim Barbosa, corajoso e altamente competente.

EDMAR DARCY FERNANDES

edmardarcy@fforman.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MANOBRA RASTEIRA

Como explicar ao povo comum como o governo fez manobra para cumprir meta fiscal: eu tenho uma pequena empresa e, para mostrar aos bancos (investidores) que minha empresa anda às mil maravilhas, manobro um empréstimo com vários sócios que também não têm dinheiro, mas recorrem a um empréstimo bancário em conta particular, repassando à empresa como empréstimo particular deles... No fundo, não existe dinheiro algum que deverá ser devolvido e pago altíssimos juros por ele, mas no balanço geral dará a impressão de que a empresa está bem de caixa e que merece credibilidade. No macro, o Brasil anda mal das pernas e, ao fazer essa manobra rasteira, dá a impressão de que estamos muito bem, mas a conta com certeza cairá no colo de todos nós, "sócios". Brasil, um país onde 80% de tolos ainda aprovam este desgoverno!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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À MODA ARGENTINA

Que papelão que o governo está fazendo para encobrir a sua ineficiência. Essa manobra para arranjar R$ 16 bilhões e cumprir a meta fiscal de 2012 é digna da nossa vizinha Argentina. Cristina Kirchner deve estar morrendo de inveja de não ter tido a ideia de um golpe como esse na opinião pública, antes da Dilma. Utilizar-se de operações contábeis com recursos do Fundo Soberano, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa para gerar superávit e cumprir artificialmente a meta só mostra a qualidade do caráter dos dirigentes do nosso país.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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TRISTE ANO

Um dos anos mais frustrantes das últimas décadas, 2012 despediu-se vendo um Poder Executivo que, com sua questionada equipe econômica, derrubou, no curto espaço de um ano, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para menos de 1%, travou a infraestrutura do País, introduziu uma preocupante inflação e, mediante exibição de otimismo sem base, desestimulou investimentos. Assim mesmo, seu representante máximo, com discursos superficiais e genéricos, apresentou ao mundo supostas soluções para a crise global. O ano também se encerrou com um Legislativo caótico e divorciado do interesse público, exibindo uma inacreditável cédula de 463 páginas, que seria usada para colocar em dia um constrangedor atraso, por pura negligência, de mais de dez anos e abrir caminho para o exame do veto dos royalties do petróleo, de interesse de alguns caciques. Sem conseguir, resolveu a casa, provavelmente por represália ao Executivo, não votar o Orçamento, obrigando à edição de uma ridícula medida provisória. Ainda bem que o Judiciário demonstrou de que nem tudo está perdido. Como, ao longo dos últimos dez anos, a esperança foi a primeira a morrer, rezemos para que 2013 marque sua ressurreição.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ORÇAMENTO E AÇÃO

"Algumas das melhores lições são aprendidas dos erros do passado. O erro do passado é a sabedoria do futuro" (Dale Turner). Em novembro de cada ano, se acessarmos os percentuais aplicados em cada pasta ministerial ou de governos estaduais ou municipais veremos sempre a mesma situação contábil. Ou seja, nem metade daquilo que foi orçado, aprovado e deveria ser aplicado foi efetivamente realizado pelos nossos governantes. Em novembro de 2012, no auge da crise de segurança pública em São Paulo, Estado rico e com maior arrecadação de impostos, onde o mesmo partido (PSDB) é governo a 20 anos apenas 45% da verba destinada à segurança havia sido aplicada. Os outros 55% não foram usados por Geraldo Alckmin. No governo federal a situação é rigorosamente a mesma, independentemente do partido que esteja no poder. O governo federal teve em 2012 a maior verba disponível em dez anos para investir em ações de prevenção contra desastres naturais em todo o país - R$ 3,47 bilhões -, mas só usou 13,6% desse valor no ano, segundo levantamento do jornal O Globo. Nos municípios brasileiros se conseguirmos acessar suas documentações referentes aos anos anteriores iremos constatar que a pratica é rigorosamente igual na maioria deles em todo país. Recentemente vimos vários políticos brigando desesperadamente por verbas referentes aos royalties do petróleo e das extrações futuras do pré-sal. Entre eles estava o governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro. Gritou, esperneou, fez campanhas e formulou slogans em defesa das verbas para seu Estado. As perguntas ao governador Sergio Cabral que não querem calar são as seguintes: 1) Qual a verba aplicada pelo seu governo em 2012 para evitar tragédias no seu Estado? 2) Qual foi a sua atuação na tragédia de 2011 na serra fluminense? 3) Quais foram as obras feitas em seu governo na cidade de Duque de Caxias, na baixada fluminense? Nem Dilma (PT) nem Alckmin (PSDB) nem Sérgio Cabral (PMDB) nem nenhum político brasileiro é capaz de executar as obras necessárias, com os recursos aprovados em suas gestões de oito anos neste país. Tempo existe, recursos sobram, mas falta capacidade, inteligência, honestidade e cobrança da sociedade civil organizada. É preciso cobrar, exigir, buscar informações e divulgá-las na mídia. A Lei da Informação nº. 12.527/11 está em vigor, vamos utilizá-la e fazer dela nossa arma contra estes descalabros.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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A HISTÓRIA SE REPETE

Os desastres naturais não param de acontecer no País! Por sua vez, o governo federal, fiel à sua demagogia, promete ajuda que nunca vem. Assim ocorreu quando em 2011 na região serrana do Rio, mais de 500 pessoas morreram e outras milhares ficaram desabrigadas, e com a maioria das famílias ainda vivendo ao relento. E como prova desse desrespeito a esses flagelados, Dilma Rousseff colocou no Orçamento da União uma verba recorde, para prevenção de desastres naturais em 2012, mas, liberou apenas os medíocres 13% do prometido. E neste início de 2013, em que fortes chuvas, atingem o Rio de Janeiro, principalmente Duque de Caxias, ocasionando até mortes e milhares de desabrigados, autoridades federais e estaduais pomposamente sobrevoam em luxuosos helicópteros as áreas atingidas para verificar o tamanho de mais esta tragédia. E seguramente vão prometer esforços e verbas, que dificilmente serão liberadas a tempo. E, se liberadas, talvez os recursos sejam insuficientes para retirada apenas dos destroços acumulados. E torcer muito para que parte dessas verbas não seja desviada por políticos, como ocorreu na região serrana do Rio... Desgraçadamente, quanto mais a população precisa da intervenção eficiente de um governo, este do Planalto se ausenta em várias das áreas prioritárias, no confortável sofá da sua popularidade. E se o assunto então é de prevenção, ou de assistência a desabrigados, e reconstrução de áreas afetadas por desastres naturais, e ai constatamos um verdadeiro caos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RIO DE JANEIRO

Entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, e repete-se a mesma tragédia anunciada. Quantas vítimas fatais e famílias destruídas ainda serão contabilizadas até que as autoridades - irresponsáveis até hoje - resolvam, de vez, empreender esforços, capital e obras de prevenção, alerta e contenção contra as inundações, alagamentos e quedas de barreiras? Rios de janeiro, fevereiro, março...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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A SOLUÇÃO É O VOTO

Especialistas dizem que falta de dragagem dos rios agravou problemas das chuvas, no Rio de Janeiro. Mas vem cá. O governador Sérgio Cabral e seu vice não anunciaram com toda pompa, após as tragédias de 2011 e 2012, só faltou o palanque e a famosa bandinha, que a verba para a dragagem estava liberada? O que aconteceu? Já sei. Como sempre, jogaram para a plateia. É, vamos ver se o eleitor se lembra disso ano que vem. Só falta elegerem como governador, em 2014, o atual vice-governador. Teremos a continuação da incompetência e desse status quo de inércia. Mas o povo esquece logo. Recebe umas cestas básicas e está tudo certo. Jogam um asfalto numa rua qualquer e o prefeito é reeleito. Êta povinho que se contenta com migalha. É humilhado, sim, porque esta atitude é uma humilhação ao ser humano, e continua a votar nos mesmos. Depois reclama.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATÉ QUANDO?

Chega o mês de janeiro, e o que vemos é sempre a mesma coisa, milhares pessoas perdendo suas casas e sem ter para onde ir. Elas perdem tudo, o poder público faz promessas. Das 5 mil casas prometidas ano passado, após a tragédia no Rio de Janeiro, nenhuma foi entregue. Essas pessoas que sofrem com as enchentes continuam acreditando nos políticos que as enganam a cada tragédia? Até quando vamos assistir a esses desastres sem tomar medidas eficazes? E até quando as pessoas vão continuar dando crédito ao governo que lhes dá as costas?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ANO NOVO, PROBLEMAS VELHOS

O ano já inicia trazendo com sigo problemas que deveriam ter ficados enterrados no passado, porém, não é o que acontece nos primeiros dias do ano. São arrastões em restaurantes na região central da cidade, homem assassinado por conta de diferença de R$ 7 na conta do jantar na praia, as tragédias com as fortes chuvas voltam a deixar mortos, feridos e muita destruição em Xerém e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Centenas de presos que passaram Natal e ano-novo não se reapresentaram para cumprirem suas penas, políticos condenados a prisão tomou posse na câmara dos deputados e assembléias pelo país, vereador cumprindo prisão preventiva logo após ter sido empossada por forjar o próprio seqüestro. E para completar a lista de noticias negativa, começaram a chegar os carnês de IPTU, IPVA e tantas outras taxas e impostos que sempre surpreendem a todos logo no início do ano, como faturas de cartões de crédito das compras feitas para presentear amigos e familiares alem das compras para casa. O positivo em tudo isso especialmente para os milhões do "bando de loucos" foi a contratação do atacante Alexandre Pato, comprado a preço de ouro ao Milan para fortalecer ainda mais o elenco do já forte Timão para a disputa do Paulistão, Libertadores, Brasileirão e com certeza o tri mundial. É mole ou quer mais?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PAÍS DE (NEM) TODOS

As tragédias, quando não são em aviões, atingem somente as classes mais desprotegidas, aquela parte da sociedade que só aparece na lupa dos políticos na época de eleições. Os temporais de princípio de ano, mais previsíveis do que a terça suceder a segunda-feira. Assim como o carnaval, como os mega-eventos já programados até 2016, os temporais de janeiro na região serrana não merecem a mesma atenção dos governantes do Rio de Janeiro. Mortes, prejuízos materiais irrecuperáveis, e o que desponta no meio de muitas lágrimas e mortes é o descaso dos poderosos que desconhecem a dor de ver seus modestos pertences perdidos quando não até entes queridos. Desde a tragédia de 2011 quase nada foi feito naquela região. Os moradores continuam a mercê das intempéries, enquanto os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 estão com seus cronogramas em marcha acelerada. Este é um país de todos... os que estão sob a proteção do governo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PRÉ-SAL

Essa área de Carcará, que pode superar o teto de poços do pré-sal, vem mesmo a calhar. A tiurma que mama nas tetas da Petrobrás "num vai morrer de fome".

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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VIROU PRÉ-OPERACIONAL?

Quando será que a Petrobrás vai parar de gastar dinheiro (nosso) com as "descobertas" e vai começar a gastar com extração? E as empresas de Eike Batista que levam a fama de pré-operacional...

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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PROTEGE TANTO...

O PT pensa que Protege Tanto os trabalhadores, mas apenas os enganam, a exemplo o que a presidente concedeu de aumento do salário mínimo, passando de R$ 622,00 para R$ 678,00, reajuste de 9%, essa mesma presidente concedeu aumento aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral de R$ 26.078,50 para R$ 28.059,29, reajuste de 7,59%, também superior a inflação do período, já escalonando para janeiro/2014 R$ 29.462,25 e para janeiro/2015 R$ 30.935,36, totalizando um reajuste de 15,7%. Será que é por isso que os reais direitos dos trabalhadores não retornam em educação, saúde, moradia, segurança, saneamento básico para mantê-los alienados pelas migalhas do assistencialismo, as conhecidas "bolsas", em troca do voto que ainda estão conseguindo? O discurso é um, mas a verdade é outra, colocando em dúvida a quem querem agradar... Os mais humildes sempre ficam na pior já que estão alheios a tudo.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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A MEGA E O PIBINHO

Fui fazer um jogo de Mega Sena e notei que havia sumido o premio acumulado de R$ 125 milhões. Questionei e informaram que foi incorporado na Mega Sena da virada. Fiquei intrigado. Então a Mega da virada só chegou aos R$ 245 milhões por causa do acumulado. Ora, esse acumulado é fruto de Megas de quase um mês sem ganhador, note-se que este foi o maior prêmio acumulado de todos os tempos. Só que, bem antes, a Caixa anunciava no rádio e na TV um prêmio de R$ 230 milhões. É estranho, ou as previsões da Caixa são perfeitas e poderiam ser usadas pelo Ministério da Fazenda, ou temos adestradores de bolinhas que poderiam controlar o pibinho, ou sei lá... preciso parar de pensar.

Nelio Esquerdo nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

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LOTERIAS DA CAIXA

Contrariando os cálculos das probabilidades, quase todos os acertadores dos concursos acumulados da Mega-Sena fizeram suas apostas em cidades pequenas e não nos grandes conglomerados urbanos. Num país onde corruptos estão firmemente instalados em todas as instituições, fica difícil acreditar na lisura dos sorteios. Como as palestras do ex-presidente, agora canceladas pelas grandes empresas, essa loteria oficial cheira a lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal deveria, juntamente com a Polícia Federal republicana, ir a fundo nessa questão, por ser essa jogatina a esperança de melhoria de vida de milhões de brasileiros. Não é justo que os menos favorecidos sejam enganados também pelas Loterias da Caixa. A contravenção não-oficial do Jogo do Bicho merece mais credibilidade e deveria constar nas pesquisas que avaliam o grau de confiança do povo nas instituições, hoje vencida disparadamente pelas Forças Armadas.

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

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A INCRÍVEL CASA

O povo brasileiro não tem ideia da "Casa de Tolerância" que é nosso Congresso. Além da posse do condenado José Genoino do PT, empossou também dois outros condenados. Francisco Tenório do PTB, mandante de assassinatos preso 1 ano e usando tornozeleiras de monitoramento, e Colbert Martins, do PMDB, preso por desvios no Ministério do Turismo. Como se vê, o Congresso deu abrigo a mais duas pessoas que terão, agora, seus processos transferidos para o Supremo Tribunal Federal (STF), pois gozam de imunidades e das amenidades de liberdade, bons salarios, pouco trabalho e mordomias, fora auxiliares que podem ser classificados de "aspones" e antes seriam possivelmente "capangas". Pelos últimos dados, 250 deputados e senadores são motivos de processos de diversos tipos, a maioria por corrupção e improbidade. O líder da turma é o deputado Natan Donavan, condenado a 13 anos de prisão, e continua no cargo. O deputado José Riva, campeão, condenado em 102 processos de improbidade, foi re-eleito em 2010, assim como Maluf. Esse quadro justifica a tentativa do Congresso em tornar legal a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que retira do Ministério Público investigações de parlamentares. Serão apenas investigados por delegados, geralmente designados por processo político. Isso é o resultado do trabalho de nossos grandes líderes políticos no Parlamento, como Sarney, Calheiros, Jucá, Barbalho, Collor e Maluf, dentre outros, muitos dos quais dominados pelo Poder Executivo. Resulta, também, da pobreza da oposição parcialmente comprada pelo governo. O Brasil não merece essa verdadeira "Casa de Tolerância".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FICHA LIMPA

Como se explica a lei de Ficha Limpa, com a posse do condenado José Genoino? O Brasil não é mesmo um país sério, ainda mais agora, depois da era PT.

Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

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NO PAÍS DO FAZ DE CONTA

Imaginemos uma hipótese absurda, apesar de que deste pessoal eu espero tudo. Projeto de lei lançado pela bancada do PT. Brasileiros natos que têm "Dirceu" e "Genoíno" no nome serão considerados santos, não podem ser condenados e muito menos presos. E agora? Dá para imaginar?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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COVIL DE LADRÕES

Não confunda Genoíno com genuíno. Genuíno é aquilo que é puro, real, legítimo, da gema. E Genoíno nada tem que ver com isso. Esses acontecimentos fazem-me lembrar da passagem de Cristo pela sinagoga expulsando os vendilhões do templo e valem, no momento brasileiro, uma comparação: "O Congresso Nacional é a casa do povo, é uma casa de legislação, e vocês fizeram dela um covil de ladrões".

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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TURMA DO MENSALÃO

Da turma do mensalão / houve, sim, condenação / julgamento a corrupção, / do Supremo a decisão / lavou a alma a nação. / Agora, a interrogação: / haverá mesmo prisão / ou eles continuarão / soltos, felizes, então, / representando o povão?

Job Milton Figueiredo Pereira cadeca@oi.com.br

Carmo do Rio Claro (MG)

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OS DE 'CONSCIÊNCIA SERENA'

A foto publicada na primeira página do Estadão de 4/1/2013, sobre a posse de José Genoino, na Câmara, é um exemplo muito real dos que têm "consciência serena". Nela aparecem, atrás de Genoino, como "guardiões da honra", outros petistas que, independente de quaisquer que sejam as suas atitudes, estão sempre de "consciência tranquila". Vergonha é coisa que não conhecem. No Japão, onde a vergonha e a honra prevalecem, o político, quando flagrado num erro, impõe-se ele próprio a punição, com a renúncia ao cargo que ocupa e até, em alguns casos, com o suicídio. Isso é ter vergonha. Na China a coisa é mais dura, o infrator corrupto ou corruptor muitas vezes é condenado e executado em praça pública. Não vou sugerir que assim seja entre nós, mas ficaria satisfeito com as nossas próprias leis, se os nossos infratores, principalmente os politicos desonestos, cumprissem a pena em regime fechado, sem regalias, sem privilégios e sem redução do tempo de condenação. O político sem caráter não muda nunca, não é como uma troca de "chip" e tudo fica bem novamente. Vergonha é coisa que muitos politicos não têm. Essa mais recente atitude escabrosa de Genoino e seus companheiros é prova disso e provoca a nossa mais incontida indignação.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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VAI LONGE

A posse indecente de Genoino na Câmara federal não é o fim da linha. O Congresso Nacional aInda vai nos brindar com Henrique Alves como presidente da Câmara e pasmem: Renan Calheiros presidente do Senado. Estamos chegando ao ápice da falta de vergonha na cara com a pior representatividade jamais vista. Infelizmente, o povo que vota continua elegendo esses crápulas que vão dando contorno a essa face de um Brasil de pilantras. E o pior: isso aí vai longe, infelizmente.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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FORA!

José Genoino, além de envergonhar o País, afronta o STF, nossa Corte maior e protetora da Constituição. Suas palavras de que mais tarde a verdade aparecerá soam como um escárnio, pois o seu julgamento durou mais de 7 anos, onde as provas para sua condenação foram irrefutáveis. Fora Genoino! Fora PT!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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JOSÉ GENOINO

Só mesmo o Estadão pra albergar tanta manifestação de ódio em sua edição de sexta-feira. A turma dos 7% terá de limpar suas babas.

Augusto Ferreira augusto65@uol.com.br

Curitiba

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POSSE DE MENSALEIROS - ZIRCÔNIO

Só um lullopetista prova ser genuíno sendo falso...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MEDIDA CAUTELAR NECESSÁRIA

Liminares são concedidas, às dúzias, todos os dias, por juízes das mais variadas instâncias. E o que são liminares? São decisões de urgência visando proteger algum direito que, de outro modo, poderia ser difícil de reparar após o julgamento da causa. Assim, se um aluno é impedido de se matricular numa faculdade por falta de pagamento duvidoso, o juiz concede a liminar para que se matricule até o julgamento final da ação. Nos casos criminais, juízes decretam a prisão de suspeitos, como medida cautelar, antes mesmo de haver um processo, baseado apenas em indícios, para que não atrapalhem a ação ou coloquem em risco as pessoas. Agora eu pergunto: não seria o caso, meu Deus do Céu, de se impedir a posse de José Genoino na vaga de deputado federal - uma pessoa que faz leis! -, através de medida cautelar, baseado em tudo que se apurou até agora e que o levou à condenação pela Corte Suprema do País, o maior colegiado de ministros-juízes? Com o poder nas mãos o réu poderá influenciar pessoas visando alterar o resultado que o desfavorece, além do evidente abalo na credibilidade da Câmara, que já não anda lá esses coisas, para não se falar na Lei da Ficha Limpa.

Percy de Mello Castanho Junior percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

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QUANTO PIOR, MELHOR

Quando eu era jovem e já leitor do Estadão, recordo-me que quando o Brasil conseguia eleger um governo pelo voto popular, os caudilhistas de plantão: Getúlio Vargas, Luiz Carlos Prestes, Leonel Brizola e muitos outros, no afã de ver o comunismo florescer, ficavam à espreita do governo eleito, torcendo pelo seu fracasso e com isso levando o Brasil e seu povo à pique. O sórdido desejo desses radicais era refletida na expressão "quanto pior melhor". Depois do suicídio de Getúlio, em 24/8/1954, quando paradoxalmente ele exercia um governo democrático, seus "herdeiros" ainda conservaram essa frase por algum tempo. Hoje, para a minha surpresa, que achava que ela já havia sido sepultada com os líderes que a cultuavam, verifico tristemente que ela continua ainda mais viva, embora tenha sofrido sorrateiramente grande metamorfose, que inclui este um complemento, não mais se limitando a mudança do sistema ou da pessoa física do próprio governo, mas simplesmente eternizá-lo no poder. No presente, a maioria do Brasil a pronuncia desta maneira: "Quanto pior melhor, desde que seja com Lula e Dilma no poder". Se alguém tem dúvida dessa afirmação, basta verificar que, com uma oposição comprometida e frouxa e com um novo escândalo a cada dia, a estrela sobe com esse adubo, como mostram as pesquisas, e o prestígio da dupla Lula/Dilma sobe cada vez mais. Se alguém sonha em ver o PT fora do Brasil, é bom ir se acostumando com a sua continuidade, pois tudo indica que a sua vitória nas próximas eleições presidenciais já está garantida. O Supremo tem feito a sua parte, mas o povão brasileiro não está nem aí com o julgamento do mensalão. E o pior, nem os outros Poderes, como o Legislativo aproveita-se de um cochilo do Joaquim, para empossar José Genoíno, um corrupto já condenado. Depois disso, chego a pensar que com tanta ousadia dessa gente ela tem poder de alterar a Constituição, e mesmo que Lula um dia seja condenado poderá fazer comícios atrás das grandes, e certamente se elegeria presidente, de onde "governaria" o Brasil! Tais afirmações, podem parecer ficção. Porém, há dez anos, o que parecia ficção é a realidade que estamos vivendo no Brasil!

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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FIGUEIREDO E O CHEIRO DE CAVALO

No dia 21 de agosto de 1978, o general João Batista Figueiredo, indicado para a presidência da República, pronunciou um discurso populista, em Araçatuba (SP). Em seguida, daria a célebre entrevista onde, como oficial de cavalaria, disse ser o cheiro e cavalo melhor que o de povo. Naquele dia, o militar - que servira em delicadas posições desde antes da instalação do regime de 64 - estava mudado. Já havia até bebido cachaça (da boa!) oferecida pelo prefeito de uma cidade vizinha. Na sua nova trajetória, produziria muitas frases de efeito, típicas de alguém escolhido para encerrar um ciclo. "Vou fazer deste país uma democracia e se alguém for contra eu prendo e arrebento", apesar de contraditória, talvez seja a mais célebre delas. Seu governo foi atribulado. Teve de enfrentar os que queriam abertura imediata e, dentro do próprio regime, os que não queriam nenhuma abertura. Fez seu papel e, no final, cansado e com problemas de saúde, pediu: "agora me esqueçam!". Suas citações, no entanto, ficaram para a história. O "rei" Pelé, que disse "vamos proteger as criancinhas", no dia 19 de novembro de 1969, ao fazer o milésimo gol, também enfrentou críticas mais tarde, quando teve problemas com os próprios filhos. Gerson, foi outro que pagou caro pelo que disse. Em 1976, ao gravar o comercial do cigarro Vila Rica, jamais poderia imaginar-se criando aquilo que seria a negativa "Lei de Gerson". A idéia era só vender cigarro. Existem milhares de citações que se voltam contra os autores e até minam sua reputação. Não será de se estranhar se, em pouco tempo, surgirem novas interpretações e importantes revelações para as frases "Nunca antes nesse país..." e "eu não sei...". Lula deve manter suas barbas de molho...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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AUTOCRÍTICA

Sou da geração que foi jovem em 1968 e está deixando o mundo pior do que o recebeu. Vários graves problemas estão piores hoje do que 50 anos atrás: desemprego, drogas, violência criminal e da policia, população de rua, corrupção, baixa qualidade do ensino, pornografia e imoralidade, favelas, terrorismo e principalmente poluição e efeito estufa. Meus amigos que lutaram contra a ditadura militar costumam se orgulhar desse fato, mas hoje creio que devemos dizer aos nossos filhos e aos jovens que cometemos graves erros (e nossos adversários também) e ajudamos a banalizar a violência, a droga, a imoralidade, etc. Hoje a sociedade parece ter trocado a honra e a ética de nossos pais pelo "politicamente correto" que infelizmente comporta uma boa dose de hipocrisia. E crime imprescritível discriminar os homossexuais mas a sociedade deixa as policias militares matar impunemente dezenas de jovens pobres a cada dia no Brasil. O progresso material das ultimas décadas consiste principalmente em mais acesso à motocicleta, ao automóvel, ao celular ou ao tablet, mas esses bens não substituem a família bi-parental, a educação, o emprego e a moradia dignos, que estão faltando cruelmente. Os jovens das periferias imensas de nossas cidades convivem com a droga, o subemprego e a violência e em grande parte nem completam o tão longo ensino fundamental. As adolescentes têm filhos antes de atingir a maturidade necessária. Vinte e poucos anos atrás desaparecia a União Soviética e o capitalismo triunfante hoje não tem mais quem o desafie. Conjuntamente, o Estado parece ter abdicado de dirigir a economia e os rumos da sociedade, qual é o homem político hoje no mundo que tem um projeto para daqui a 20 ou 30 anos, como tinham Kennedy e de Gaulle? Os Estados se submetem às regras da economia, limitando-se a gerenciar o curto prazo. Falta visão, faltam estadistas. Mas talvez o maior desastre que estamos deixando esteja na área ambiental. Não é preciso ser cientista para perceber que o aquecimento global é uma realidade e que o clima da terra já está bastante prejudicado. E a tendência é piorar, pois os governos não tomam as medidas drásticas que seriam necessárias. Apela-se à responsabilidade socioambiental das empresas ou às ONGs, mas as ONGs nunca vão substituir o Estado e o objetivo principal das empresas não é a ecologia, pelo contrário. Além disso os países emergentes estão mais desejosos de crescimento econômico do que de sustentabilidade. Até quando? Quem vai pagar a conta? Quando eu nasci a humanidade tinha 2,5 bilhões de pessoas e o Brasil, 60 milhões. Em uma geração a população de Sao Paulo foi multiplicada por dez, e por mil em 140 anos! O consumo e o automóvel que representavam o progresso não são mais válidos para uma humanidade que triplicou e continua crescendo, pois as opções de nossa civilização levam a um impasse ou um desastre ambiental. Acredito que devemos voltar a alguns antigos valores, inclusive valores morais, que a rebeldia dos anos 60 e 70 quis abolir. Ao escrever este rápido texto, penso no meu amigo José Dirceu, que pela sua coragem foi um ícone de minha geração, mas esqueceu (junto com Lenin e tantos revolucionários) que a política não pode abrir mão da ética e da honestidade. A sociedade também não. A crise que hoje deixamos é profunda, está na hora de fazer autocrítica e repensar os rumos.

Daniel Fresnot dfresnot@gmail.com

São Paulo

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HERÓIS MENOSPREZADOS

Assinante de O Estado de S. Paulo de há muito, em edição recente do jornal soube que faleceu em uma clínica de repouso a filha do voluntário Camargo, um dos quatro falecidos em 32 que formaram a sigla MMDC. Em recente visita à mesma ela registrou sua decepção com esse menosprezo aos heróis. Acusamos o governo do Estado de falsear a verdade dizendo que vai aumentar a pensão dos centenários e promover a reforma do Obelisco do Ibirapuera. Falando em nome de uma plêiade de conselheiros, de meu pai, que combateu em 32 e que foi comandante geral da Força Pública, atual Polícia Militar, de heróis como Ibrahim Nobre, Waldemar Ferreira e Júlio de Mesquita, que denunciaram a atitude tíbia do governador Pedro de Toledo. Ex-presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, sendo atualmente conselheiro, desminto a resposta da assessoria do governo que diz estar aguardando a aprovação do projeto de restauro. Na verdade o projeto foi aprovado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), que disse "não" ao projeto do IPH, entidade que conta com elementos ligados ao governo do Estado. O IPH ingressou na Justiça interrompendo a obra e perdeu a ação, estando pendentes apenas a localização da entidade e os pagamentos de custas e honorários advocatícios. Os processos (n.º 053.02.031348-1, cautelar, e n.º 053.03.000767-7, ação ordinária, obtiveram sentença definitiva, na 1ª Vara da Fazenda Pública. Na condição de ré, entre os vencedores da lide, figurou o Condephaat, o que desmente a desinformação da assessoria do governo, destinando-se a última palavra à verdade dos fatos.

Ary Canavó equitacracional@uol.com.br

São Paulo

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CRACK - INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

Demorou! O Estado fará internação de viciados à força. Seria interessante se fizesse o mesmo com a bandidagem, que apavora a população diariamente. Com relação aos viciados, não demora muito a organização dos direitos humanos vai "cair matando", como se diz, no mentor dessa grande ideia. Quanto à bandidagem, os advogados de porta de cadeia estarão a postos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DECISÃO ACERTADA

A dependência química, sobretudo em casos de drogas como o crack, costuma deixar o indivíduo refém da substância, sem a capacidade de avaliar o mal que ela faz a si e às pessoas que estão próximas. Com isso, por mais evidentes que sejam os danos causados pela dependência (no trabalho, nos estudos, nas relações sociais e afetivas), o dependente químico rejeita qualquer possibilidade de tratamento. A família, por outro lado, muitas vezes pega de surpresa, não sabe que atitude tomar diante de uma situação tão séria. E neste caso, a decisão mais correta é internar a pessoa, ainda que contra sua vontade. A possibilidade de recuperação deve prevalecer sobre a certeza de que as drogas levam a caminhos que vão da desorganização familiar até a morte por overdose ou outras consequências do uso de substâncias. Há casos em que o dependente químico já passou por uma série de internações voluntárias em comunidades terapêuticas, grupos de autoajuda, sem sucesso, e por isso não queira mais se tratar, por mais que o problema persista. Nestas ocasiões a internação involuntária também é recomendada, desde que realizada por profissionais capacitados, em clínica especializada no tratamento. Vale destacar que a família, quando decidir pela internação involuntária, deve verificar se a instituição tem autorização legal e possui equipe profissional capacitada tanto para a remoção do paciente quanto para a realização do tratamento numa clínica especializada, plenamente apta para este trabalho, com equipes treinadas para garantir o bem-estar do paciente do momento que deixa sua casa até o retorno ao lar.

 

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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2012 - ANO DE PROMESSAS

2012 termina e com ele ficam promessas não cumpridas. São promessas feitas por agentes públicos que, se fossem efetivamente cumpridas, teriam tornado 2012 o ano do Brasil. Porém, por pura demagogia ou por permitirmos que nos ludibriem, palavras são ditas, expectativas são criadas e nós, cidadãos, somos obrigados a nos conformar com a frustração de não ver o que foi cumprido se concretizar. Tomemos como ilustração as promessas do governo federal de eliminar os gargalos de infraestrutura que atravancam a competitividade e, por conseguinte, o desenvolvimento econômico do País. No entanto, somos acometidos por sucessivos apagões, nossa malha ferroviária está sucateada em sua maior parte e nossas rodovias ou estão em péssimo estado ou estão abarrotadas de praças de pedágios que, somadas ao custo dos combustíveis, encarecem o transporte de cargas e de passageiros em nosso país. Também tomemos como ilustração as promessas feitas por governantes na luta contra o crack. Todavia, o que se vê é a escalada do comércio da droga nas grandes cidades, assim como a penetração da mesma em cidades do interior do país. Aqui, no Rio de Janeiro, deparamo-nos a todo momento com usuários alucinados, enquanto o poder público local pouco faz no sentido de coibir o tráfico da droga para, a partir daí, proceder à internação e tratamento desses usuários. Em alguns casos, o tráfico de drogas beira ao absurdo de ocorrer sob os olhos das polícias civil e militar, tal como ocorre em Madureira, que ainda espera a tal UPP para o ano de 2012 e que possui a maior cracolândia da cidade a poucos metros de um posto avançado da polícia militar; e no centro financeiro da cidade, onde há diversos pontos de venda de drogas há poucos metros de delegacias e batalhões de polícia. Enquanto isso, a população, no todo, tem o seu direito de ir e vir cerceado pelo crescimento da violência oriunda da escalada do comércio do crack. Por derradeiro, não esqueçamos as promessas feitas pelo governo federal de dar maior transparência às suas ações. Num primeiro momento, com a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, chegou-se a crer que tal transparência ocorreria finalmente. Contudo, o que se observa é a dissimulação e distorção de fatos e dados divulgados por órgãos e entidades públicos. Para ilustrar, há empresas estatais que mal sabem quantos empregados terceirizados tem a seu serviço. Ademais, frise-se que muitos dados relacionados a investimentos não aparecem com o respectivo cronograma físico-financeiro. Em suma: mostram-se os gastos, porém não demonstram o resultado efetivo desses gastos. Enfim, que 2013 não seja mais um ano de promessas de nossos agentes públicos e seja um ano de ações. Afinal de contas, o bom gestor primeiro faz e depois fala.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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