Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2013 | 02h06

Surpreendidos de novo!

Enquanto alguns países sabem o que vão ser pelos próximos cem anos, o noticiário recente deixa claro qual é o horizonte da visão dos nossos governantes: entre a alegre negação e o estado de alerta para problemas no setor energético, passaram-se apenas 15 dias. Depois das enchentes deste ano no Rio de Janeiro, enquanto pouco foi reconstruído da tragédia do ano passado, o Brasil se depara com mais um "surpreendente imprevisto" que seria absolutamente previsível em qualquer outro lugar.

ANTONIO C. DA MATTA RIBEIRO

antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

Racionamento

A intrigante presidente Dilma Rousseff dias atrás falou, com aquele tom ditatorial que lhe é peculiar, que era ridículo pensar em racionamento de energia elétrica e que o barateamento nas contas estava garantido. Agora o governo ridículo de dona Dilma já pensa em adotar o racionamento nos moldes passados - e a tarifa, nas mesmas contas, sofrerá aumento. Presidente, essa conversa de fome zero, PAC, bolsas eleitoreiras, inflação controlada, pré-sal, corrupção, nepotismo e outras lambanças petistas apenas serve para enganar o incauto eleitor que ainda acredita que o PT veio para salvar a Pátria. Pelo que temos visto, ele veio é para salvar o bolso dos caciques do partido.

ROBERTO STAVALE

bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

Iluminada? Que nada...

A "presidenta, ex-gerenta", fala em raios e falta de luz temporária, recomendando que todos gargalhem, mas não admite que teremos racionamento mais cedo ou mais tarde. Por outro lado, tenta tapar a luz com a peneira, usando chapéu alheio e contabilidade criativa, prometendo descontos nas contas de luz, além da gambiarra para todos. Especialistas afirmam que os riscos de apagões (sem eufemismos) são altos, mas a arrogância e o eterno argumento da herança maldita não permitem que ela se redima. Elles levam o País para o buraco, mas jamais admitirão a incompetência e a ganância dos ratos magros que infestam todos os órgãos públicos há dez anos.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

Plantão

São Pedro já está de sobreaviso: em havendo racionamento, não poderão culpar Fernando Henrique Cardoso.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Falta de energia elétrica

Segundo o serviço de meteorologia, o Brasil é um dos países com mais incidência de raios, portanto, teremos mais apagões que acesões. Pois os apagões são culpa dos raios, não da incompetência.

NILSON SOARES DA SILVA

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

Relativismos

Viva o pibinho que provoca apaguinho, já Pibão provocaria apagão! Sem risos...

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

País do sofisma

Agora além do país da corrupção, da impunidade, do "pibinho", da falta de política séria e competente nas áreas da educação, saúde e segurança, somos também o país do sofisma. A presidenta, despreparada e/ou mal assessorada, disse há alguns dias que falar em risco de apagão (que também podemos entender como racionamento) era "ridículo". Será que ela não ouviu sua equipe de terceiro escalão, que é quem de fato conhece do assunto?

JOÃO BATISTA PIOVAN

jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

Nas sombras

Perto de uma crise energética no País, a presidente Dillma convocou ministros e responsáveis pelas centrais para uma séria conversa. Será que ela se lembrou de chamar Fernando Sarney, aquele que manda mais na agenda do ministro Edison Lobão do que o próprio? Quem sabe ele explica melhor por que o País está à beira de um apagão, não é? No Brasil existe o ministro nomeado e o de fato, que manda nas sombras.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Risco de apagão

Em vez de tomar medidas urgentes de economia de energia elétrica agora, o governo está mais preocupado com sua promessa de baixar o custo da conta de luz. Pelo andar da carruagem, podem faltar energia e água para beber!

OMAR EL SEOUD

elseoud@iq.usp.br

São Paulo

Corte na conta ou...?

Dona Dilma parece que vai acertar na mosca quanto à redução dos valores das contas de luz. Mas não será por redução do custo, e sim da redução de fornecimento de energia elétrica. Pois com apagão à vista não tem como pagar por um produto não fornecido. Ou será que vão inventar outras taxas para manutenção das linhas e usinas?

JOSE RUBEM BELLATO

bellato@terra.com.br

Joinville (SC)

Tarifas

Ao invés de caírem 20%, vamos ter aumento. Viva a mentira! Lobão, o ET do Maranhão, go home.

HARRY RENTEL

harry@citratus.com.br

Vinhedo

Eficiência energética

Sobre a possibilidade de racionamento de energia que novamente assola o País, lembramos mais uma vez que a implantação de projetos de eficiência energética nas instalações e nos processos é uma prática que traz como resultado uma redução importante da energia consumida - com curto prazo de realização e ótima relação custo-benefício, contribuindo para uma redução racionalizada (e não racionada) da energia consumida. Mesmo quando implantados junto aos grandes centros de carga, projetos de eficiência energética agregam valor na redução de carga nos sistemas urbanos de distribuição, uma vez que o carregamento nas linhas de transmissão é sempre reduzido, qualquer que seja o projeto. Projetos de eficiência energética aumentam a confiabilidade de operação, possibilitam automação de processos, economia de água, redução de emissão de gases de efeito estufa e sensível incremento na qualidade de energia das plantas industriais. Um tratamento específico de fontes e sistemas de financiamento para esses projetos aliviariam o consumo de energia em curto prazo, trazendo ótimos benefícios agregados.

JOSÉ STAROSTA, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco)

felipemoraes@rspress.com.br

São Paulo

 

VERGONHA

A prorrogação do mandato presidencial de Hugo Chávez, que tem data certa para acabar, é uma afronta à Constituição da Venezuela, que exige a diplomação de corpo presente do presidente eleito, ainda que se trate de reeleição para novo mandato. O Brasil, ao apoiar esta estapafúrdia ideia, demonstra que aceita o desrespeito à Constituição, sempre que isso favoreça seus interesses políticos, agindo com dois pesos e duas medidas. Que vergonha, Dilma Rousseff!

Ana Maria Carmelini anacarmelini@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA E CHÁVEZ

Continuando a tomada de medidas incompreensíveis para os democratas, Dilma apoia a “extensão” da posse de Chávez por 180 dias – e, se fosse o caso, por 180 anos? Essa é a democracia da guerrilheira revolucionária. E tem mais de 70% de aprovação dos cidadãos da Banânia.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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O FUTURO DE CHÁVEZ E O PT

A preocupação do PT e de alguns ícones do chavismo no Brasil incrustados no governo é tão grande com a continuidade do socialismo na Venezuela que o enviado para assuntos internacionais do governo, Marco Aurélio Garcia “top top”, pago pelo contribuinte, foi até o paraíso socialista Cuba acompanhar a evolução da doença de Chávez. Será que nosso governo está preocupado com o fim da ditadura na Venezuela, temendo o pior para o povo venezuelano e latino, em geral, com o fim da das ditaduras de esquerda e o advento da velha e boa democracia?

Peter Cazale Pcazale@uol.com.Br

São Paulo

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PISANDO NA BOLA

Mais uma vez estamos vendo a diplomacia brasileira pisando na bola, conivente com os chavistas. Não deveria tomar partido. Como ninguém sabe o real estado de saúde do sr. Chávez e pela movimentação dos políticos de lá e cá, há grande chance de o caudilho já ter falecido. Há muitos fatos que mostram essa possibilidade, como a falta de laudos médicos do governo venezuelano e a falta de laudos cubanos confiáveis.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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FLEXIBILIDADE

Acredito ter encontrado a fórmula mais apropriada para que Chávez possa tomar posse no cargo presidencial, no prazo constitucional. Os próceres venezuelanos deveriam interceder junto aos donos da Ilha de Cuba, onde Chávez está, e também à Suprema Corte da Venezuela, e transferir a solenidade para algum terreiro de santeiro, que existe às centenas na terra de Fidel. Dessa forma, mesmo espiritualmente, a democracia venezuelana, tão propalada e defendida pelos petistas, poderia ser sacramentada e o formalismo, resolvido adequadamente.

José G. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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SAPO DE FORA

O assessor especial da Presidência do Brasil para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou na segunda-feira (7) que, segundo a Constituição venezuelana, o presidente desse país, Hugo Chávez, tem um prazo de 90 dias, prorrogáveis por outros 90, para assumir um novo mandato à frente do governo. O Brasil não deve se meter onde não é chamado, afinal de contas, Chávez já mostrou que é um incapaz e doente pelo poder. Quer dar uma de Robin Hood dos tempos do petróleo. A Venezuela precisa e deve ter uma democracia de verdade, e não um déspota como Chávez.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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CARA DE PAU

Só pra lembrar: Marco Aurélio Garcia (Top Top), na ocasião do acontecimento Lugo, no Paraguai, totalmente dentro da Constituição, foi visceralmente contra. Mas agora ele defende a desobediência Venezuelana. Isso é que é ser um cara de pau autêntico.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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DESFAÇATEZ

Somente um tremendo caradura pode desempenhar o papel a que foi escalado o amarfanhado aspone Marco Aurélio (aquele do top top...), que em sua “missão” de cuidar do relacionamento internacional do governo petista, lamentavelmente fala em nome do Brasil, produzindo despautérios. Com efeito, quando o Congresso Paraguaio defenestrou o “bispo-papão” Lugo, por meio de legítimo processo de “impeachment”, respeitando integralmente os termos da Constituição vigente no país vizinho, furibundo, o Sr. Garcia saiu em defesa do “companheiro”, apregoando que este fora vítima de golpe de Estado. Em razão desse evento, nossa ilustre presidenta, de braço dado com a tiraneta Cristina, cumprindo ordens do Sr. Chávez, puniu o Paraguai, suspendendo-o do Mercosul. Contrário senso, diante do atual episódio emergente da doença do histriônico “presidente” venezuelano (ainda está vivo?), em que comparsas do caudilho, que também dominam o Legislativo e o Judiciário, determinaram a suspensão da cerimônia de posse sine die, rasgando a Constituição, o Sr. Garcia declarou à imprensa que o Brasil apoia a decisão dos seus amigos bolivarianos, não considerando subversão da ordem a medida adotada, que mantém na presidência “para sempre”, uma “pessoa” que só a nomenclatura e os gurus cubanos podem ver... Nós, os brasileiros conscientes, livres e probos, discordamos e estamos, uma vez mais, envergonhados.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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INTROMISSÃO

Qual a razão do Brasil em se imiscuir em assuntos que devem respeito apenas aos venezuelanos? Por que o assessor Marco Aurélio “top top” Garcia fala em nome do Brasil, quando o assunto, se fosse cabível, seria da alçada do Ministério das Relações Exteriores? De qualquer forma, o “palpite” do sr. Marco Aurélio é de que não se cumpra a Constituição daquele país. Ele continua o mesmo e, agora, pasmem, fala em nome de todos os brasileiros. Será que tem o aval de nossa presidente?

Roberto L. Pinto e Silva robrtolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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MARCO AURÉLIO EM HAVANA

É como enviar Zé Dirceu para representar o Brasil em Cuba, é claro que estamos falando de republiquetas das bananas com viés comunista, apoiando-se mutuamente através de seus respectivos caudilhos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MANOBRA

Claro que o sr. “top, top” Garcia apoia qualquer maracutaia que favoreça o populista Sr. Chávez, ainda que a Constituição local seja violada. Aliás, fosse convocada nova eleição, nada impediria o sr. Maduro de se candidatar, e seria provável sua eleição. Daí, se o sr. Chávez viesse a se recuperar, o sr. Maduro cairia do próprio nome, renunciaria e, em nova eleição, eis que o líder do previsível futuro medíocre da Venezuela voltaria ao poder e às basófias.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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ORWELL TINHA RAZÃO?

Na “democracia” chavista, respeitar a Constituição é golpe. E o governo Dilma apoia. Será que o “big brother” latino está chegando?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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POSSE ÀS AVESSAS

E o sr. Marco Aurélio Garcia, hein? Meu Deus, a que ponto chegamos.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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PREVISÃO

Estarão nossos “democratas” palpitando para a Venezuela prevendo necessidade de “contornar” nossa Constituição?

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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LADEIRA ABAIXO

O sr. Marco Aurélio “Top Top” Garcia não deveria opinar sobre o que o está acontecendo na Venezuela, o povo brasileiro quer que o país vizinho resolva os seus problemas internos, motivados pela cabeça insana de seu ditador Hugo Chávez, um déspota sanguinário, antidemocrático e, acima de tudo, um doente mental. O povo venezuelano está nas mãos de um falso revolucionário que comprou a consciência dos pobres com os petrodólares e, com isso, colocou o seu país perto da falência.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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UNIFORME BOLIVARIANO

A agonia de Chávez lembra Fidel. Só falta reaparecer num Adidas.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O ATRASO MORAL DE SEMPRE

A atual política externa do Brasil continua com o mesmo viés ideológico político de antanho, isto é, desde os tempos do apedeuta, quando o jurássico Marco Aurélio “Top Top” Garcia (aquele que quando da tragédia da TAM em Congonhas, se refestelou com gestos comemorativos, de baixo calão, o acidente) dava as cartas. Agora, o referido “representante” do Brasil, “assessor especial para assuntos internacionais da presidente”, sob seu único, pessoal e obtuso ponto de vista, turvado pela ideologia vesga dos petistas, apoia um golpe de Estado na Venezuela em favor do neofalecido Hugo Chávez. Na verdade, o petismo opera com dois pesos e duas medidas. No caso recente do Paraguai, saiu defendendo o rigoroso cumprimento da Constituição, agora, quer fazer o texto constitucional venezuelano seja interpretado sob os interesses da ditadura chavista, pouco importando o que diz a Carta Constitucional venezuelana. Acorda, Brasil!

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@hotmail.com

Rio Claro

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FUTURO COMUM, CAMINHOS DISTINTOS

Nosso futuro comum passa pelas várias visões e entendimentos que vamos experimentando e acumulando em situações distintas, na nossa trajetória de vida. Tanto no artigo deste jornal do sr. Mario Cesar Flores (7/1, A2) em que destaca o discurso do presidente do Uruguai (José Mujica) sobre a onde consumista que estamos envolvidos compulsoriamente; como naquele de Xico Graziano (8/1, A2) em que descreve o sucesso da implantação de uma Reserva do Desenvolvimento Sustentável (RDS) na Amazônia, destacando que a floresta em preservada tornou-se um produto mais rentável do que derrubada, é possível perceber que são caminhos distintos, mas voltados para uma mesma direção. A da necessidade de consciência ambiental efetiva e aplicada.

Sérgio Serafini Júnior serafini@usp.br

São Paulo

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GOVERNO INCOMPETENTE

O governo brasileiro foi classificado como incompetente para enfrentar crises financeiras e desastres naturais. Com votos de 14 mil líderes mundiais no Fórum Econômico Mundial, o Brasil foi classificado em 45.º, comparado com Chile, em 10.º; México, em 12.º; China, 30.º; e Índia, 38.º. Os piores no ranking foram Argentina e Venezuela. Nós, brasileiros, sentimos isso diante do cenário da economia atual e dos desastres do Rio de Janeiro. A negligência fica bem caracterizada com o gasto de menos 1% do Orçamento para desastres naturais em 2012.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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LEGAL, MAS IMORAL

Segundo o ministro interino da Fazenda no Brasil, Nelson Barbosa, essas manobras fiscais realizadas pela equipe econômica para cumprir a meta de superávit primário de 2012 foram todas feitas dentro da lei orçamentária aprovada no Congresso, e não comprometem a credibilidade do governo. Puro engano. Se há alguma coisa que afetou seriamente a credibilidade do governo brasileiro, inclusive perante o resto do mundo, foi essa maquiagem totalmente extemporânea, pois ocorreu num momento em que a condução da economia brasileira está na berlinda e sendo bastante criticada. Quanto à legalidade da manobra, foi exatamente como a posse de José Genoino no Congresso. Legal, mas imoral.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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AÇÃO NORMAL E USUAL?

Essa é a melhor explicação que ouvi sobre as manobras contábeis executadas pelo governo da dona Dilma, no final de 2012: pegaram dinheiro do cartão de crédito para aplicar na poupança.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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AS PALAVRAS E OS FATOS

Em seu discurso anual através da mídia, Dilma enfaticamente afirmou: “Estamos no rumo certo”. As primeiras notícias de 2013 já denunciavam manobras fiscais para fechar as contas do governo. O Estado publicou ontem (8/1), em sua primeira página, que o governo já vê risco de racionamento de energia. Gostaríamos de perguntar à presidente Dilma o porquê daquela afirmação, quando os acontecimentos que presenciamos dizem exatamente o contrário. Inflação alta, metas de crescimento não alcançadas, iminência de apagões, manobras contábeis para fechar as contas públicas, enchentes em áreas de risco, etc. Cremos que estes fatos que não autorizam discursos demagógicos.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL, QUEM PAGA É VOCÊ’

A TV Globo, que tanto prestigia o PT, levou ao ar no programa Fantástico de domingo mais um descalabro do (des)governo petista, tudo em razão dos constantes apagões e de um possível racionamento de energia elétrica. Era só o que faltava para não faltar mais nada. São bilhões saindo pelo “ladrão”, a carga tributária é a mais elevada do mundo, paga pelo povo brasileiro, enquanto os nossos governantes transformam-na em “sucata”. O próprio Fantástico intitulou sua nova série de “Brasil, quem paga é você”. Os desmandos, desvios, desperdícios e prejuízos causados ao País, quem reembolsará? Os danos e o “rombo” causados ao erário são de inteira responsabilidade da Presidência da República e, principalmente, do Ministério de Minas e Energia. É muita incompetência. Cabe ao Ministério Público denunciar os envolvidos e apurar as responsabilidades, cujas provas são fartas, muito piores do que a vergonha nacional e mundial da ação penal 470 (mensalulão). É fantástico!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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USINAS EÓLICAS E O BRASIL DO ATRASO

É lamentável ver o Brasil do atraso, da morosidade, da burocracia, das oligarquias falidas, querendo ainda usurpar do erário, mais um pouco de mamata para os seus. Na última reportagem do Fantástico, da Rede Globo (6/1/2013), e na sequência o Jornal Nacional de 7/1/2013, mostrou-se um burocrata dizendo que não houve erro de planejamento e, no dia seguinte, um chefão dizendo que a culpa era puramente ambiental. Chego a ver que R$ 33 milhões/mês, que as usinas eólicas deixaram de produzir, não significam nada a estes famigerados ocupantes de cargos públicos, que deveriam defender o erário! Acorda, Ministério Público! Acorda! Vamos passar o Brasil a limpo e enterrar de vez o Brasil do atraso!

Maurício Avellar de Azevedo Marques mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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LICITAÇÕES

Só após este último domingo, dia 6, assistindo no programa Fantástico à matéria sobre os problemas nas obras da Petrobrás, é que resolvi comentar as notícias de fim de ano do vosso caderno de Economia de domingo, 30 de dezembro de 2012. Fiquei surpreso com a matéria da página B1, “Governo muda formato de licitação para tentar acelerar obras do PAC”. Sou engenheiro do Estado de São Paulo há mais de dez anos e, durante este tempo, gerenciei diversas obras públicas participando desde a montagem de editais até a fiscalização da obra. Posso dizer com toda certeza que o senhor secretário do PAC, Maurício Muniz, desconhece as verdadeiras falhas e artimanhas que contaminam o processo de contratação de obras públicas. Vide matéria no mesmo caderno, “Impasse atrasa ainda mais obra da Transnordestina”, semelhante às obras da Petrobrás e muitas outras. O novo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), felizmente aplicável a casos específicos (PAC, SUS, jogos olímpicos e paraolímpicos de 2016, Fifa 2013 e 2014), foi instituído pela lei 12.462 de 2011 em seu capítulo I com os mesmos vícios encontrados na lei 8.666 de 1993, “aquela das licitações”. Assim como a lei 8.666, a lei 12.462 traz a definição do projeto básico, que de básico não tem nada. Ele é na verdade bem completo: conforme mencionado nas leis, ele tem o objetivo de caracterizar a obra com base nos estudos técnicos preliminares, assegurando a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental, bem como, possibilitar a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. Com esta definição, fica até difícil para um técnico engenheiro e, muito mais para um magistrado, tentar definir o que seria um projeto executivo. Na prática, a falta de definição do projeto executivo, somada ao tratamento básico do projeto necessário ao processo licitatório, faz com que grande maioria das obras seja licitada com apenas um anteprojeto (croqui), denominado de “projeto básico”, sem que qualquer estudo preliminar (os mais básicos são sondagem e levantamento planialtimétrico para obras novas) fosse realizado. A partir daí, viabilidade técnica, impacto ambiental, custos, métodos e prazos ficam completamente comprometidos, isto é, estaremos licitando, cotando, um empreendimento cujo nome será mantido, o propósito poderá sofrer algum prejuízo, a obra poderá ser completamente diferente. É comum confundirmos o empreendimento com a obra do empreendimento. Apesar da lei 8.666 proibir, diante da falta de projeto “executivo” e sempre com a justificativa de agilizar a obra, as empreiteiras executoras das obras é que “detalham o projeto executivo”, é dar o doce na mão da criança. Um segundo ponto comum às duas leis se refere aos regimes de contratação: basicamente, os conflitos ocorrem entre as empreitadas integral, preço unitário e preço global. A empreitada integral, conforme definem as leis, nada mais é que a empreitada por preço global considerando que fazem parte do contrato o fornecimento de equipamentos instalados e compatibilizados com o empreendimento, bem como assistência, testes e treinamento dos seus usuários. É muito comum uma obra ser licitada por empreitada global e na verdade se tratar de empreitada integral, porém esta confusão não faz muita diferença na prática diante do exposto a seguir. As leis não definiram para a empreitada por preço global, um critério de pagamento da contratada baseado no preço certo e total. Elas deveriam definir a elaboração de uma planilha de medição com etapas bem definidas em memorial descritivo e seus respectivos percentuais em relação ao preço total e certo, levando em consideração os prazos, os serviços a serem executados e a metodologia de execução. Definir também percentuais máximos de retenção destas etapas a fim de serem pagos quando da conclusão total dos serviços, principalmente em se tratando de empreitada integral. A falta desta definição faz com que as obras contratadas em regime de empreitada global sejam praticadas em regime de empreitada a preço unitário, pois de alguma forma é preciso remunerar o contratado pelos serviços prestados. As empreiteiras elaboram as suas propostas orçamentárias com a certeza de que a obra licitada será diferente da realizada, de que elas serão responsáveis pelo projeto executivo e de que apesar da declaração de regime por empreitada global a obra será remunerada em regime de preços unitários conforme as quantidades reais executadas. Com essa segurança, ela estuda o quanto ela pode alterar os quantitativos da planilha licitada usando materiais, serviços e metodologias alternativas. Então ela verifica se aqueles serviços de valor mais significativos poderão ser excluídos substituídos, caso afirmativo, ela propõe o valor unitário mais baixo possível para estes serviços gerando um bom desconto no preço total da obra para ganhar a concorrência. Um segundo passo é verificar se já constam da planilha licitada os serviços alternativos com baixo quantitativo, caso afirmativo, ela propõe o valor mais alto possível para estes serviços que, terão seus quantitativos aumentados conforme projeto elaborado por elas. O terceiro passo é aumentar os valores unitários daqueles serviços que ela sabe que serão executados logo no início da obra em detrimento do valor unitário daqueles que serão realizados no final. Com isso ela se capitaliza logo no início (vide os superfaturamentos denunciados pelo TCU em fundação e terraplenagem), e caso ocorra alguma interrupção da obra quem fica com o prejuízo é o contribuinte e a empresa aguarda tranquilamente pensando: “se parar nós já ganhamos, mas se continuar ainda temos direito ao reequilíbrio econômico-financeiro”. Estas são as razões porque vemos tantas obras públicas paradas e com valor final maior que o previsto. Em 2012 o TCU recomendou a paralisação de 22 obras de infra-estrutura, sendo 12 do PAC e 15 remanescentes, 45% devido a superfaturamento e 41% devido a projetos deficientes. Vale lembrar que o TCU audita uma pequena amostra de obras e as artimanhas já mencionadas, troca de serviços baratos por serviços caros, não pode, até num certo nível, ser considerada como irregularidade. Agora, no formato RDC, estamos legalizando o que já é praticado: através do novo regime de empreitada integrada definido na lei 12.462, o empreiteiro é oficialmente o responsável pelo projeto “básico”, o que significa que a obra licitada estará mais longe do que nunca da realizada (obra não o empreendimento). É interessante a declaração do Sr. Secretário Maurício Muniz dizer que no RDC integrado não tem aditivo, uma vez que a referida lei, contraditoriamente, através do item II do seu parágrafo 4º, permitirá a celebração de termo aditivo por necessidade de alteração do projeto (a cargo do empreiteiro) ou das especificações para melhor adequação técnica aos objetivos da contratação (com certeza será a justificativa padrão), a pedido da administração pública (que precisa pagar unitariamente o contratado), desde que não decorrentes de erros ou omissões por parte do contratado (muito subjetivo, isto nunca ocorrerá). A vossa matéria informa que a Valec, está com quatro licitações em andamento para “testar” o novo formato. Eu apreciei um dos editais que declara o regime de empreitada integrada e não encontrei a justificativa técnica e econômica que preconiza o Art. 9º da referida lei. Também notei que os serviços serão remunerados a preço unitário, medindo-se o quantitativo realizado e, sendo assim, é inerente que os quantitativos medidos não coincidam com os licitados, ora para mais, ora para menos, o que levará a administração pública a celebrar um termo de aditamento contemplando estes ajustes. A única declaração do secretário do PAC que faz sentido é quanto a inversão das fases da licitação: concordo que vai reduzir o prazo, mas ainda é bem menos eficiente que os registros cadastrais para habilitação preconizados pela lei 8.666 e mau usados pela administração pública, talvez até por deficiência de informação da própria lei. A solução do problema é simples, haja visto que não notei dificuldade para aprovação da nova lei: alteração da lei 8.666, melhor definindo os assuntos aqui apontados entre outros. Em março elaborei um projeto de lei sugerindo alterações bem “suaves” na lei 8.666 e encaminhei em 26/03/2012 aos parlamentares senador Aloysio Nunes (anaflavia@aloysionunes.com), deputado Federal Vanderlei Macris (vanderleimacris@terra.com.br) e deputado estadual (SP) Mendes Thames (dep.mendesthame@terra.com.br), após os mesmos terem declarado interesse por telefone, mas até agora não houve retorno. Estou apenas tentando divulgar algo que acho importante, quem sabe alguém influente possa fazer bom uso.

Marco Valverde mvgomes@sp.gov.br

São Paulo

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SACRIFÍCIO A QUEM PRODUZ

Numa tentativa talvez de se antecipar, e não recorrer às tramoias de 2012, no afã de apresentar um superávit primário cheio, ou de 3,1%, em 2013, é que a Receita Federal, aplica multa pesada de R$ 3,8 bilhões à empresa MMX de Eike Batista! E somados também as impostas à Natura, Fíbria e Santos Brasil, o governo pode garantir tranquilo uma arrecadação de R$ 6,4 bilhões (nada desprezível para um possível PIB fraco neste ano), e quem sabe assim deixar de envolver novamente a Caixa, o BNDES, e usar os quase findos recursos do Fundo Soberano, para suas alucinações contábeis...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INCOMPETÊNCIA NA INTEGRAÇÃO NACIONAL

O Ministério da Integração Nacional investiu menos de 1% da verba prevista no Orçamento da União para a prevenção de desastres. Foram investidos R$ 957 mil dos R$ 139 milhões previstos, e a lista de vítimas dos desastres começa a aumentar, como em todo início de ano. Se isso não é incompetência administrativa, é o quê?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FALAM MUITO, FAZEM QUASE NADA

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, junto do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, após sobrevoarem o distrito de Xerém, no município de Duque de Caxias (RJ), para avaliar os danos provocados pela catástrofe ocorrida, não perdeu tempo para isentar o atual governo no “pudê” alegando que a culpa é dos governos anteriores, que nada fizeram para evitar tais estragos. Esquecendo-se de que eles estão governando o País há mais de dez anos e não fizeram absolutamente nada a favor de ninguém, a não ser praticarem a corrupção desviando verbas, superfaturando, etc. Como ocorreu em 2012, quando o Ministério da Integração Nacional executou menos de 1% dos recursos destinados no Orçamento.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BEZERRA X ENCHENTES

O ministro da Integração Nacional, que cuida de desgraças naturais, continua ser o Sr. Fernando Bezzerra, aquele mesmo que no início deste governo brindou apenas e tão somente seu estado natal (PE) com verbas destinadas aos flagelados de todo o País (97% das verbas, é muita cara de pau), e ainda para entornar o caldo, todas as despesas daquele Estado eram gastas a preços normais, é claro, com numa empresa de um irmão seu, também é processado na cidade onde foi prefeito por algumas falcatruas. Mas como neste governo precisam ter ficha sujíssima para ocupar cargos, ele preenche os requisitos, portanto continua no cargo, imaginem o que fez depois destas realizações, ficou longe da mídia, só agora retornou. O Rio de Janeiro certamente não foi beneficiado por verbas, e, se foi, não recebeu. Talvez algum governante no afã de ganhar pontos nas pesquisas deve ter distribuído milhares de reais no primeiro flagelo, mas depois, bem, depois finge que destinou, a culpa será mesmo da natureza e o porcentual de aprovação já foi feito.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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PROMESSAS

Cada morte que aconteça por deslizamento, enchente ou inundações na região serrana do Rio de Janeiro é de responsabilidade do governador, por recusar a cumprir liminar da justiça e realizar obras de contenção, e também da presidente Dilma, que com o governador prometeram entregar 6 mil casas para população atingidas em 2011 – e até hoje não entregaram nenhuma. Enquanto eles só pensam em estádios de futebol, o povo sofrido está a própria sorte, ao Deus dará, não tem segurança, saúde e educação. No geral estamos sendo governados por pessoas incompetentes, omissas e até, por que não dizer, mal intencionadas.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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DESABAFO

Não os fogos nos céus do Rio, mas o que realmente nos chamou a atenção foi o desabafo do cantor “Zeca Pagodinho” quando, todo encharcado, resume a tragédia das enchentes em Xerém, no Rio de Janeiro, tudo resumido no: “...nossos políticos são uma vergonha”! A isso se acresce e confirma que apenas 1% da verba liberada para as enchentes foi aplicado ao seu destino! E os 99% certamente desviaram-se em partilha criminosa. Desdita dum povo sofrido. Viu-se, ontem, sob a presidência do Governador Cabral, numa sala bem arejada, algumas dezenas de belos senhores engravatados “discutindo” o quê? Talvez a próxima viagem a Paris, para comemorar a rapinagem regada à “Chateauneuf Du Pape”, isso ao custo das lágrimas de nós, eleitores. É hora de reflexão! Oxalá que a nova canção do Zeca retrate, pelo que ele viveu, ao vivo e a cores, quem são nossos políticos. O Brasil precisa mudar!

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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ELES NÃO LIGAM

Mais um vez a tragédia na baixada fluminense começou e ainda não terminou. Governos federal, estadual e municipais prometeram, fizeram planos, discursos, destinaram verbas, mas, novamente, São Pedro, o eterno culpado, além da mídia golpista, atrapalharam as boas intenções da Dilma, Cabral, prefeitos e companhia bela. Agora seguem, novas visitas por helicóptero, desculpas, mais discursos, novos planos, bolsas e bolsinhas, jogo de empurra-empurra, campanha de donativos (sempre desviados) e esse povo enganado continuará votando nelles. Cada povo merece os mentirosos, corruptos(passivos e ativos), lavadores de dinheiro, assassinos e ladrões que povoam todas as instâncias dos poderes constituídos. Elles não se importam com a Lei da Ficha Limpa, pois foi mais uma Lei que não pegou, conforme comprova-se pelos condenados que tomaram posse em diversos cargos públicos recentemente.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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ESTADO AUSENTE, FUTURO IMPRECISO

Antes de liberar áreas para habitação, é necessária a compreensão da conformação das bacias hidrográficas, dos pontos de confluência dos rios e seus contribuintes, do tempo de recorrência, da vazão máxima e, principalmente das áreas que não devem ser invadidas pela antropofauna, dado que pertence à superfície de inundação dos rios. Se assoreadas, ou tomadas pelo lixo produzido e não coletado devidamente, terão sua vazão diminuída nos leitos, portanto, haverá extravasamento, se não houver dragagem efetuada. Cabe ao Estado efetuar a prevenção destas catástrofes, e, pelo visto, o que ele tem efetuado é a apenas a inação, a omissão, a negligência! Por simples questão de economia, sabemos que prevenir é mais barato do que remediar. Frase antiga, sabiamente dita pelos nossos antepassados. Difícil é compreender por que governantes insistem em não aplicar verbas destinadas à prevenção de catástrofes em nosso país, uma vez que estas existem. Creio que seja por conta do despreparo para o exercício do cargo governamental. O que temos visto é realmente o contrário. Pessoas despreparadas ocupando cargos governamentais, fiscalização inexistente, pessoal invadindo áreas sem a mínima condição de habitabilidade e, ao final das tragédias, todos juntos tentando explicar o inexplicável, ou seja, um show da incapacidade. Pelos estragos ocasionados na serra fluminense, no ano anterior, qualquer especialista em concreto sabe que a força da natureza destruiu pontes, esmagou blocos de concreto, transformando-os em pó. Quem rompe corpos de prova, com prensas utilizadas em laboratórios, sabe que foram ultrapassados por várias vezes, limites de resistência e de ruptura. Morar num local como este, praticamente equivale a uma tentativa de suicídio e de homicídio, porque, ao se instalar em locais similares, as pessoas colocam em risco os seus familiares. Terrenos, já bem desmatados como são encontrados em nossas serras, com a constituição de solo friável, cheio de fossas escavadas e encharcado pela ação das chuvas, tende ao deslizamento. Há locais que não podem ser habitados por seres humanos principalmente em condições precárias. Sabemos que a construção de uma casa demanda a busca pelo abastecimento de água. Muitas das vezes, cisternas ou poços, serão construídos de forma a estarem futuramente contaminados, pois nem sempre existirá uma distância mínima regulamentar entre fossas escavadas e cisternas. O correto seria manter uma distância de trinta metros. Pela metragem dos nossos terrenos, quando loteados, já imaginamos a dificuldade de construção das mesmas sem um bom planejamento. Saneamento básico e ambiental não é luxo e sim fundamental, portanto! Sempre disse e afirmo que é mais fácil transformar um técnico em político, do que um político em técnico. Assim as cidades teriam mais chance de evitar tragédias anunciadas. Observem o crescimento desordenado de Ouro Preto, por exemplo, um ponto nevrálgico em Minas Gerais.

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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O SILÊNCIO DAS SIRENES

Fiquei impressionado com as declarações da defesa civil carioca em relação ao fato de as sirenes instaladas nos locais de risco não terem sido acionadas para alertar os moradores sobre a enchente que estava vindo. “É que faltou energia”. E tem gente que só fala mal dos pobres e abnegados funcionários públicos. Coitadinhos desses heróis mal-compreendidos pela população que eles servem com tanto zelo. Sejamos honestos e admitamos: quem de nós poderia (a) prever que em janeiro choveria; e (b) que em chovendo muito, fosse faltar energia (uma coisa que nunca acontece no Brasil, como todos nós sabemos); e (c) se fosse para instalarmos sirenes de aviso, como nunca falta energia em nosso país, evidentemente que nenhum de nós pensaria em instalar sirenes servidas por baterias independentes (equivalente aos no-breaks que aqueles que não são funcionários públicos utilizam). Existe o agravante da situação catastrófica dos municípios da Baixada Fluminense que estavam sem serviço de coleta de lixo há meses (o município de Duque de Caxias em particular), e que chegando o verão, a combinação de época das chuvas com lixo espalhado por toda a cidade só poderia dar no que deu. Mas coitadinhos dos funcionários públicos. Eles tem coisa demais para fazer em tão pouco tempo. Eles tem um mês de férias. Depois tem o outro mês oriundo dessa excrescência que só existe no funcionalismo público brasileiro, absolutamente imoral e injustificável, da figura da licença-prêmio que determina que para cada cinco anos trabalhados o funcionário adquire o “direito” de gozar de um mês adicional de férias. Ou seja, a cada cinco anos o cansado funcionário público adquire o direito de ficar em casa por mais cinco meses. Isso significa, na média que além desse mês de férias habitual, o funcionário publico tem mais um mês de ferias por ano. Até ai já são dois meses sem trabalhar. Ocorre que tem muito mais pela frente. Aí entra nesse cômputo as outras férias remuneradas propiciadas pela prática intensiva do esporte irresponsável que todos os funcionários públicos praticam com disciplina digna de samurai, que é o instituto da greve. Cada vez que fazem greve (e eles ficam se alternando fazendo greve o ano inteiro) é mais um mês que eles ficam em casa ganhando sem fazer nada. Já estamos em três meses sem trabalhar. Ai entra em cena a outra figura imoral do “ponto facultativo”. Cada vez que tem “feriadão” os nossos nobres cleptocratas aproveitam e emendam de sorte que ficam em casa a semana inteira. Aí é só fazer as contas. Carnaval, uma semana em casa, Semana Santa, outra semana em casa, Natal e Ano Novo, outra semana em casa, e junta com os outros “feriadinhos” que sempre ocorrem e no final, é outro mês inteiro em que eles não trabalham. Com isso já estamos em quatro meses ao longo do ano em que o funcionário público não trabalha. Então “sobram” oito meses ao longo do ano para eles trabalharem. Acontece que em cada mês ocorrem oito sábados e domingos, e como os funcionários públicos não são de ferro, “tadinhos”, não se pode esperar que nos finais de semana eles trabalhem, então é preciso descontar os oito dias – em média – por mês que eles não trabalham, por conta desses finais de semana. 8 dias x 8 meses equivale a 64 dias. E 64 dias equivalem a mais dois meses. Ou seja, em 12 meses os funcionários públicos trabalham apenas seis meses por ano. E aí nós, brasileiros, ficamos assombrados pelo fato de a nossa previdência social não funcionar, a educação pública não funcionar, a segurança pública não funcionar, a justiça não funcionar, e por fim, as sirenes não funcionarem. Por que será hein?

Fabio Faria fabio.faria3@gmail.com

Santana de Parnaíba

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O PROBLEMA DO LIXO

A questão do lixo e da reciclagem é fundamental para a cidade de São Paulo. A tragédia de Xerém poderia ter sido, na pior da hipóteses, minorada, se o lixo da cidade de Duque de Caxias não estivesse irresponsavelmente espalhado pelas ruas da cidade. Fundamental mudarmos nosso padrão mental e de comportamento. Lixo é dinheiro, e muito. Qual o motivo de não transformarmos a coleta de lixo, atualmente realizada pela Prefeitura e não reciclada, em dinheiro para cada condomínio e para cada residência? Ao invés de ficarmos colocando sacos nas ruas, que, não raramente, se deslocam livremente quando furados ou devido a chuvas inesperadas, entupindo bocas de lobo e alcançando rios e canais subterrâneos, porque não podemos levar nossos lixos recicláveis nos ecopontos para venda e o nosso lixo orgânico ser reciclado, por compostagem, em cada condomínio ou casa para aproveitarmos em hortas caseiras desenvolvida em pequenos recantos dos condomínios ou casas e revertidas para os moradores construindo cultura de reciclagem para as crianças? O Brasil está vivendo um momento de grande evolução econômica, somos o foco do planeta, seja pelos eventos próximos, seja pelos resultados e evolução financeira, mas precisamos crescer e sairmos do lixo. São Paulo produz lixo demais e recicla de menos, é chegada a hora da nova Prefeitura incentivar a participação popular no processo de reciclagem criando o Selo Verde para condomínios e casas. Dificilmente poderemos sustentar por muito tempo o desperdício de água e alimentos que vivemos hoje, cada vez mais os recursos serão escassos e cada vez mais precisaremos sair da nossa zona de conforto e efetivamente participar do processo de reciclagem e reaproveitamento com venda dos resíduos recicláveis em ecoponto, compostagem caseira, horta orgânica nos condomínios e casas, captação e aproveitamento individual da água da chuva para limpeza e utilização geral, tudo tendo como contrapartida a redução do IPTU tanto maior quanto maiores forem os itens sustentáveis implantados no condomínio ou na casa. Selo Verde já para condomínios e casas. Se o lixo de Duque de Caxias estivesse sendo vendido ou reciclado por cada morador, com certeza não teríamos vivido a tristeza da tragédia e a sensação de impunidade dos responsáveis pelo que deveria ser um serviço público, pago por impostos, efetivamente recolhidos, mas desviados ou mal aproveitados.

Cristina Barros crisbarros09@gmail.com

São Paulo

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SÃO PAULO LIMPA

Cidade limpa é cidade sem lixo”

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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A PRESIDÊNCIA DO SENADO

A respeito das reportagens sobre a possível eleição de Renan Calheiros para presidente do Senado, isso será um grande desserviço ao País, tendo em vista a nuvem de graves escândalos que envolve o seu nome. Para mostrar a insatisfação com essa escolha, criei na internet um abaixo-assinado. Para aqueles que quiserem assiná-lo, basta entrar no buscador do Google com a frase: abaixo assinado Senado federal não elejam Renan Calheiros.

Aloísio de Araújo Prince aloisioprince46@gmail.com

Belo Horizonte

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MEMÓRIA FRESCA

Por incrível que pareça, Renan Calheiros faz, na surdina, campanha voltar à presidência do Senado. Urge que o quarto poder, a imprensa, relembrar os fatos ocorridos em 2007. Quando a revista Veja revelou o escândalo envolvendo Renan Calheiros a empreiteira Mendes Junior, o lobista Claudio Contijo, em doações para a amante de Renan, Claudia Veloso. Renan se viu obrigado a renunciar a presidência do Senado e por pouco não lhe foi cassado o mandato de senador. Cumpre os maiores jornais e revistas do País alertar o povo e, de modo especial, os eleitores de Renan Calheiros da sua provável volta à presidência do Senado, se nada for feito. Absurdos acontecem na nossa Ré-Publica.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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O FIM DO MUNDO FOI AQUI

Agora sei! O fim do mundo foi aqui! Além das noticias desalentadoras com relação ao futuro do País como expectativas pífias para o PIB 2013, apagão a vista, corrupção pipocando em todos os cantos, manobras contábeis do governo para fechar a conta, desastres ecológicos recorrentes acontecendo sem que providências tenham sido tomadas, bandido assumindo mandato na Câmara, chega agora a noticia que Renan Calheiros (PMDB-AL), senador pelo menor e mais pobre Estado do País, será empossado por seus pares, presidente do Senado! Aquele cuja pensão de sua filha era paga por empreiteira que era beneficiada por despachos do senador. Aquele cujas vacas de sua fazenda eram vendidas três vezes mais caras, provavelmente para lavar dinheiro sujo. Tudo isso divulgado ostensivamente pela mídia e mesmo assim, Renan será novamente presidente do senado? Faz ou não faz sentido que o fim do mundo foi aqui?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LEIS E JUSTIÇA

É ultrajante assistir à devolução da pensão mensal no valor de R$ 43.000,00/mês a Marcia Couto (filha de magistrado, casada e com 2 filhos dessa união), a posse como deputado federal de criminoso condenado pelo Supremo (?), o auxílio reclusão existir e ainda ser superior ao salário mínimo. Estes são alguns poucos exemplos inequívocos de que não vivemos em uma sociedade justa e igualitária. Para mudar ultrajes como estes, temos que mudar as leis e para mudar as leis temos que mudar o legislativo, artífices das ignomínias que estamos assistindo, frutos de uma democracia deformada em uma tirania das massas, estas manipuladas pelas nossas elites, aproveitando-se do egoísmo, conformismo e ignorância da população. Precisamos urgentemente de pessoas que ainda tenham a capacidade de indignar-se e lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, baseadas no senso comum e não em nossa legislação, desconectada do sentido comum, em muitos casos mal redigida, propositadamente ambígua e profundamente injusta!

Oscar Seckler Müller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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ALI MAZLOUM

Esclarecedora a entrevista do juiz federal Ali Mazloum (7/1) sobre os motivos da alta criminalidade e da eterna morosidade do Poder Judiciário. O juiz demonstrou ter aguçado senso de justiça e conhecimento suficiente para enfrentar tais problemas. É de juízes assim que o País precisa.

Mariam Mahargi ong@amigosdoislam.org

São Paulo

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O MÉDICO VETERINÁRIO NO SUS

Em relação ao texto “Nossas tragédias cotidianas”, publicado no último domingo, precisamos esclarecer que o médico veterinário no Sistema Único de Saúde (SUS) não suprirá a demanda de médicos no serviço público. O veterinário tem um papel essencial na saúde pública, pois é ele que diagnostica e trata a zoonose, doença transmitida ao homem pelos animais, como o cão e o gato. A cura da criança doente, neste caso, só será definitivamente resolvida quando o “pet” for tratado.

Miriam Sayuri Sassaki miriamsassaki@gmail.com

São Paulo

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O REINADO

O argentino Lionel Messi foi eleito pela Fifa o melhor jogador de futebol do mundo de 2012. É o quarto título consecutivo de Messi! Ele realmente é o melhor! Não há como contestar! O brasileiro Neymar ficou com a 13.ª posição de melhor jogador! Um absurdo sem fim! Neymar concorreu pelo terceiro ano seguido com o gol mais bonito, infelizmente sua genialidade em driblar 5 a 6 jogadores não foi levada em consideração, o vencedor fez um belo gol de bate pronto (a sorte superou o talento). Enfim, Messi (25 anos) merece o reinado, Neymar (20 anos) é um príncipe em busca da coroa!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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LIONEL MESSI

Lionel Messi, do Barcelona, foi eleito com todos os méritos o melhor jogador do mundo, pela Fifa, pelo quarto ano consecutivo. Em 2012, ele fez inacreditáveis 91 gols e bateu o recorde de gols em um só ano, que era Hans Muller, com 85 gols em 1972. É um super craque, que honra o futebol como poucos, merece mais esse prêmio pela sua grande carreira. Pena só que ele seja argentino, mas ninguém é perfeito.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FELIPÃO E A COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Manchete do Estadão do dia 8/1/2013: “A seleção brasileira não tem obrigação de ganhar a Copa das Confederações”. Ah, sim, começou a “filosofia” sem compromisso de Felipão. Porque o Palmeiras não tinha obrigação de permanecer na 1.ª divisão do Brasileirão.

Milton Martins martins.milton@terra.com.br

Piracicaba

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ESTADÃO’, 138 ANOS

Renovo os cumprimentos pelos 138 anos de excelentes serviços prestados à comunidade, defendendo princípios como o Estado Democrático de Direito, a ética na política, além de magníficas matérias elaboradas pelo competente corpo de jornalistas. Parabéns!

Ruy Altenfelder Silva, presidente da Academia Paulista de Letras Jurídicas ruyaltenfelder@uol.com.br

São Paulo

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FIRMEZA E DECÊNCIA

Meus cumprimentos ao Estadão por mais um ano em defesa dos direitos e da legalidade. Mais um ano que não se dobra às pressões ou outros interesses. Firme e com postura decente, como deve ser um jornal. Meus parabéns.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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