Fórum dos Leitores

MORDOMIAS

O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2013 | 02h08

País rico...

R$ 280 milhões em reformas de apartamentos, renovação de frota de carros (150 veículos), mordomias e mais mordomias para os políticos... Eba, finalmente o Brasil entrou na lista de países ricos! Filas nos corredores dos hospitais e mortes por falta de atendimento, gente honesta morrendo nas ruas por falta de segurança, educação nota zero... Isso tudo é de "menas" importância, é problema de pobre. Eles que se virem.

MARINA R. BLANCO

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

Benesses

Enquanto o povo trabalhador está passando fome e morrendo nas filas dos hospitais do Brasil, safados, aproveitadores, corruptos, ladrões, etc., terão mordomias absurdas, como hidromassagem e outras benesses bancadas com o nosso tão suado dinheiro. Será que nunca vão ter um mínimo de vergonha na cara? Um dia isso tem de acabar!

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

Elite perdulária

É revoltante que mais de R$ 250 milhões sejam gastos na reforma dos apartamentos funcionais dos deputados federais, em Brasília. Luxo, mordomia, desperdício de dinheiro público. Tudo isso pago com o nosso dinheiro. Têm até banheira com hidromassagem! Típico de países subdesenvolvidos, de Terceiro Mundo, onde o povo trabalha duro para sustentar uma elite perdulária e parasitária, que só usa o poder em benefício próprio. Em países desenvolvidos, como os da Escandinávia, por exemplo, é exatamente o contrário e os representantes do povo agem com austeridade, sem os mil e um privilégios e mamatas daqui.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Equivalência zero

Então, mais R$ 280 milhões serão gastos para reforma dos apartamentos dos srs. deputados, os brasileiros incomuns, os diferenciados? A cada dia fica mais claro que o Legislativo federal tem um custo diretamente desproporcional aos serviços que presta. Não há carga tributária que resista a tantos abusos com dinheiro público, como se vê neste país.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

De interesses

Lê-se no Estadão de 12/1 (A6): Assembleia direciona renovação de frota. E na legenda da foto que mostra um Chevrolet Vectra novinho, chapa São Paulo 097: "Criticado. Veículo atualmente oferecido pela Casa, segundo deputados, não atende às suas necessidades; alternativa seria voltar ao modelo anterior". E aí surge a questão: os caros deputados atendem às necessidades do povo? Não seria melhor voltarmos a um modelo anterior de dignidade, honestidade e honradez? Por que as necessidades deles têm de ser atendidas e as nossas, não? Na minha concepção de ética, isso é abuso de poder e atitude desonesta.

CAIO MARIO P. G. BRITTO

caiomario.britto@terra.com.br

São Paulo

Concorrência dirigida

A Assembleia Legislativa paulista não perdeu tempo: bastou começar o ano para providenciar a compra de 150 novos carros para substituir os atuais Vectras, com apenas dois anos de uso, considerados pouco confortáveis, duros, pelo fato de o perfil dos pneus ser baixo, etc. Porém essa nova licitação tem detalhes de suma importância, pois, por os deputados preferirem o Corolla, da Toyota, e ainda por cima "automático", elaboraram um edital de concorrência totalmente dirigido, com exigências de opcionais e dimensões que só esse modelo tem. Portanto, não haverá como outra marca poder concorrer, pois as características são específicas daquele.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

VENEZUELA

Inês de Castro latina

Cantada por Camões, Inês de Castro, depois de morta, foi coroada rainha de Portugal. Passados mais de seis séculos, na amiga Venezuela, repete-se o fato histórico. O coronel Hugo Chávez emula Inês, ao ser "coroado" presidente por tempo indeterminado, sendo o fato de estar ou não vivo irrelevante. Realmente, a América Latina caminha para o sobrenatural surrealista. Oremos.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

Memória

Dizem que o Brasil não tem memória. Diria que agora perdeu também o senso crítico. O recente golpe aplicado pelo Congresso da Venezuela e legalizado pela submissa Corte Suprema desse país não faz lembrar nada? Vamos arejar a nossa pobre memória e nos reportar à época em que o presidente eleito indiretamente, após a luta pelas Diretas-Já, ficou impedido por grave doença e se deu posse a um vice também sem votos populares, para fugir do risco de nova eleição. Pagamos caro até hoje por tal atitude e nos mostramos indignados porque outro país nos copia? Em troca a Venezuela transmite aos petistas a lição de "aparelhar" com mais cuidado o Judiciário.

GUSTAVO A. S. MURGEL

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

CONTROLE DA IMPRENSA

Reich caboclo

O controle de conteúdo da mídia como instrumento para que regimes totalitários alcançassem seus objetivos de expansão e permanência no poder foi sobejamente demonstrado na síntese histórica do professor Roberto Romano (Regulamentação da mídia, 12/1, A2). A Gleichschaltung, alinhamento doutrinário dos meios políticos, econômicos e culturais ao partido governante, foi essencial para tornar o líder nazista inimputável perante seu povo. O modelo serviu também às ditaduras comunistas. Já no Brasil, os próceres do PT alegam que a livre imprensa impede o avanço da revolução social. Ora, qual é o grande projeto do partido cuja realização tenha sido obstruída pela mídia? Será que melhorias na educação, na saúde, no saneamento básico, na segurança pública, na infraestrutura, na prosperidade econômica ou na distribuição de renda têm sido sabotadas por alguma campanha antipatriótica contra o progresso do Brasil? Evidente que não! É notório que o único plano frustrado pelas denúncias na imprensa foi o de um Reich dos mil anos à moda cabocla.

CELSO L. P. MENDES

socelta@uol.com.br

São Paulo

ÁREAS DE RISCO

Despejados à força

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), mandou desocupar imóveis interditados em áreas de risco. Pergunta-se: qual é a novidade? Isso sempre foi feito! A diferença, a conferir, é que talvez não haja petistas fazendo barulho e tentando impedi-lo.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

SECRETOS, MAS NEM TANTO

Fernando Henrique Cardoso, quando, em 2001, muito bem em seu segundo mandato criou os tais cartões corporativos, certamente o objetivo era moralizar e ter controle sobre o uso dos recursos dos contribuintes. Mesmo porque, monitorar os gastos de todos os servidores ligados à Presidência da República, como nos antigos moldes das cadernetas de armazém, não era uma tarefa fácil. Mas o que nos surpreendeu na matéria do Estadão de 11/1/2013 – revelando os gastos até aqui secretos da Presidência na era Lula –, além de um valor exorbitante de R$ 44,5 milhões em oito anos, são o dos itens que incluem compras de sementes, tecidos, comida de animais, material de caça e pesca, etc. Que eu saiba, um presidente ou servidor público não deve sair por aí cuidando de animais, pescando, cuidando de hortas, etc. Aí tem! Ou precisa ser muito bem explicado! Mesmo porque, com esses R$ 44,5 milhões daria para pagar mais de 65 mil salários mínimos! Ou 74 anos de soldos mensais que o Lula recebe de sua aposentadoria, porque, ao perder o dedo no torno, e mesmo sem contribuir por 35 anos, como qualquer outro trabalhador do setor privado, ganhou uma pensão especial que ainda hoje é maior que o do teto recém corrigido da previdência de R$ 4.159,00. Isso também o Lula precisa esclarecer... Sem jamais dizer que não sabe de nada! Sinceramente, eu abonaria todos esses valores dos cartões corporativos, se o Lula não tivesse feito defesa veemente de governos totalitários, de camaradas corruptos de seu partido e aliados. Se não fosse relapso com as contas públicas. Se tivesse privatizado portos, aeroportos, estradas. Se tivesse investido com eficiência na educação, saúde, saneamento básico e infraestrutura. Se não tivesse criado mais estatais, desestruturado o setor energético e afundado a Petrobrás. Ah, esqueci! Respeitado mais o mercado e reduzido a inflação...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SIGILO E DESRESPEITO

Quase metade dos gastos dos cartões corporativos do governo federal foram mantidos em sigilo. Um desrespeito amplo total e irrestrito ao dinheiro do contribuinte do País. A Lei de Informação existe e vale para o quê? Ainda temos que nos irritar com as justificativas. São secretos por uma questão de segurança da sociedade e do Estado. Afinal, temos ou não temos o direito de saber para aonde vai o nosso dinheiro? Respeitem-nos, pois os impostos que pagamos são escorchantes!

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE VERGONHA

As farras com cartões corporativos do governo federal, amparada pela Lei de Acesso a Informação, que entrou em vigor em 2012, vai de vento em popa. Pela justificativa de serem informações estratégicas para segurança da sociedade e do governo, dos R$ 46,1 milhões gastos, simplesmente R$ 21,3 milhões foram de forma secreta, ou seja, 46% praticamente a metade. É um abuso, incoerência total ou simplesmente falta de vergonha aliada à corrupção?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTÕE$ CORPORATIVO$

A sociedade brasileira deve exigir a imediata abertura de uma investigação do Ministério Público para investigar a fundo a farra na gastança do governo com cartões corporativos, que soma o inacreditável montante de R$ 44,5 milhões durante os dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Despesas secretas abrangendo 106 itens, tais como cama, mesa, banho, copa e cozinha, hospedagens, locação de veículos, excesso de bagagem, serviços médicos, produtos de caça e pesca, estacionamento, material esportivo, sementes e comida de animais domésticos, revelam o total desrespeito para com o dinheiro público e a certeza da impunidade dos privilegiados portadores dos “cartões da felicidade”. Isso é mais uma vergonha a ser combatida e banida. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ZELO COM O NOSSO DINHEIRINHO

46% dos gastos via cartão corporativo do governo são mantidos em segredo. O argumento: “São informações estratégicas para segurança da sociedade e do Estado brasileiro”. Não concordo, embora reconheça que algumas despesas devem ser preservadas. Queremos apenas controlar nosso suado dinheirinho. Não estamos pedindo para publicarem despesas com segurança nacional (armamentos, por exemplo). Queremos apenas clareza com gastos como alimentação, vestimentas, compras de materiais normais, etc., e se existiram saques em dinheiro (e por quê)? Qual o seu valor. Isto, sim, queremos saber.

Cynthia Libutti Maciel Brabo cynthia.brabo@ig.com.br

Santos

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A ENGORDA DO GOVERNO

Nós, brasileiros, gostaríamos de saber até onde vai essa farra com o dinheiro público, via cartões corporativos, via aumento indiscriminado e vergonhoso que os nossos parlamentares fazem ao seus polpudos salários. Vejam a dívida pública de dez anos atrás e comparem com a de hoje. Vemos a cada ano a criação de novos ministérios e secretarias para acomodar os parceiros do governo, pois nenhum partido, esses mesmos, “partidos de aluguel” só fazem suas adesões a troco de vantagens. Quando da fundação de Brasília, vejam nas fotos, caso tenham como fazê-lo, a quantidade de ministérios, e funcionava, hoje temos uma infinidade de outros ministérios além de muitos anexos para acomodar os “puxa sacos”. A quantidade de partidos também é vergonhosa e cada vez maior, poderíamos ter apenas dois ou três partidos e tenho certeza que funcionaria melhor, menos parlamentares, menos roubalheira. Infelizmente, optou-se por fazer uma distribuição de renda que é na verdade uma esmola à população menos favorecida em detrimento a uma reforma fiscal que seria muito mais transparente, mas isto não interessa aos petralhas. Vejam por exemplo o ex-presidente, não tinha quase nada antes de ser eleito, tanto que morava de favor no apartamento de seu compadre e é hoje juntamente com seus familiares um milionário, ou bilionário, segundo a revista Forbes. Será que ganhou tudo isso com o salário de presidente da República?

Jesus Fachini jfachini48@gmail.com

São Paulo

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GASTOS SECRETOS E SAFADOS

O Estadão, embora ainda esteja sob longa e injusta censura por trazer a público fatos politicamente indecorosos, corruptos e verdadeiros, envolvendo membro da família Sarney (filho) no caso chamado Operação Boi Barrica, não se acovardou e continua a prestar oficiosamente à Nação serviços e informações patrióticos, denunciando as mazelas, as manchas na reputação da administração do governo anterior, entre os anos de 2003 e 2010, do ex-presidente Lula, como os famigerados cartões corporativos, que pagaram gastos secretos pela Presidência que atingiram a fabulosa quantia de R$ 354.622.205, não para pagamento de despesas oficiais, mas, sim, para pagamentos de gastos feitos por terceiros, despesas estas que vão de hospedagem a uniformes, tecidos e outras, como discriminadas na reportagem de 11/1. Elas não configuram informações estratégicas para segurança da sociedade e do Estado brasileiro, como determina a lei, para serem secretas. Elas são sigilosas para esconder a safadeza dos seus autores. Fala-se que ditos cartões serão lançados novamente pelo governo e aqui vai um modesto conselho à presidente Dilma: autorize o uso dos aludidos cartões só para autoridades governamentais da sua mais absoluta confiança e para finalidades totalmente oficiais, mirando-se na reportagem do Estadão, para que sua reputação governamental não seja vilipendiada, como a anterior. E o Brasil lhe dirá “grato animo” – com reconhecimento.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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POR QUE O SEGREDO?

Debate: o Estado teria o direito de ocultar despesas com os cartões corporativos se seus portadores fossem absolutamente corretos, honestos e, tal como na propaganda de bebidas, os “utilizassem com moderação”, isto é, somente para despesas urgentes e relacionadas com a função exercida. Infelizmente, não é isso o que acontece, não é isso o que temos visto ao longo do tempo. O cartão corporativo não é para pagar despesas pessoais, para saques indevidos, para abastecer automóveis de familiares ou pagar tapioca. Nós, os contribuintes, temos o direito de saber como o nosso dinheiro está sendo gasto, para onde está indo, se está indo na direção certa. O governo, através da Receita Federal, não quer saber, a cada ano, o que ganhamos e onde gastamos? Por que, então, querer ocultar os gastos dos membros do governo, com os cartões corporativos da população brasileira trabalhadora e pagante de impostos?

Alvaro Salvi alvarosalvi@yahoo.com

Santo André

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RECEITA FEDERAL EM AÇÃO

A Receita Federal aplicou multa no valor aproximado de R$ 627 milhões à empresa Natura e de R$ 3,758 bilhões à empresa MMX Mineração, alegando sonegação de recolhimento de impostos, causando queda nos preços das ações dessas empresas negociadas na Bolsa de Valores no último pregão. Gostaria de entender os reais objetivos dessas atuações da Receita Federal: 1) tentar mostrar para a população menos esclarecida, que em 2013 não vai faltar dinheiro para Dilma realizar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)? Pessoas esclarecidas sabem que as empresas vão recorrer dessas multas através do Judiciário e que vai passar pelo menos 20 anos sem solução. 2) gostaria de saber se essas empresas não foram beneficiadas com recursos do BNDES, se elas tomaram empréstimos com juros subsidiados e custeados com os nossos impostos? Se receberam dinheiro do BNDES, qual foi o montante? Seriam essas multas o pagamento de uma “taxa de sucesso” ao governo? A única coisa que sei é que essas manchetes prejudicaram os investidores, que ainda acreditavam que o Brasil era um país sério, mas que daqui para a frente vão pensar duas vezes antes de investir aqui e menos dinheiro honesto deixará de entrar no País.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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LOROTA

Somente para aqueles que acreditam em Papai Noel a “multa” aplicada na MMX empresa do megaempresário Eike Batista, no valor de R$ 3,75 bilhões, vai ser paga. Que mentira... Que lorota boa.

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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IPVA

Desconto bom do IPVA deveria ser de 100%, ou seja, a total extinção desse injustificável imposto, (ou castigo), para quem compra um veiculo motorizado. E esse castigo, ou melhor, imposto não retorna em nenhum benefício para quem os paga, entra no caixa do Estado e dos municípios sem especificação e acaba beneficiando, assim, até quem não possui veículos. Por essa razão, é injustificável e injusto.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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A CULPA É DO GOVERNO MESMO

Nas manobras contábeis feitas ao apagar das luzes de 2012, o governo federal pretendia fornecer ao País uma melhor imagem de correção e responsabilidade com a meta do superávit primário, demonstrando que está zelando mais rigorosamente com a nossa economia. Além de enormes impropriedades que realizou nas contas tentando “fingir” situações, deu um prejuízo de R$ 4 bilhões ao Tesouro com as ações da Petrobrás do Fundo Soberano (compra na alta e venda na baixa). O pior, no entanto, foi o prejuízo maior dado ao País, aumentando enormemente a desconfiança dos agentes econômicos e investidores. Esse prejuízo maior vai pesar muito no desempenho da economia em 2013. Diante disso, dona Dilma não poderá repreender os empresários por não mais investirem e tentar esconder a incompetência governamental na administração da economia.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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GORJETA

Em qualquer empresa minimamente bem gerida, se um diretor faz uma jogada contábil que levaria a empresa a amargar prejuízo, seria demitido imediatamente por justa causa. No país das maravilhas chamado Brasil, a jogada contábil feita para gerar superávit (Valor, 11/1) fez o País perder R$ 4 bilhões. Mas, como somos um país de milionários que erradicou para sempre a pobreza extrema e cujos habitantes vivem nababescamente, não precisa acontecer nada. Nem a demissão do renomado, ilustríssimo e competente Guido Mantega, ministro da Fazenda. Talvez diante do nosso “pibão”, este valor não passa de cafezinho. Gorjeta.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NO VERMELHO

O que não se faz para “engordar” as contas do (des)governo? Os ministros da Fazenda e Planejamento, com phD em artes circenses, viraram malabaristas contábeis, assim podem até continuar “engordando” as contas pessoais. Acreditem, a coisa está PreTa, ou melhor, vermelha (PT).

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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JACA PODRE

O ministro Guido Mantega continua insistindo que veremos neste ano um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 4%, e que não serão necessárias tantas intervenções do governo para incentivar o nível de atividade, como aconteceu em 2012, já que é chegado o momento de colhermos os frutos das medidas tomadas. Vamos torcer para que desta vez o ministro acerte em suas previsões, pois desde que ele assumiu o comando da nossa política econômica, o único fruto que eu consigo associar ao PIB é o fruto da jaqueira. Nosso PIB tem caído como jaca podre.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CORRENDO ATRÁS

Esse ministro da Fazenda me lembra a fábula do camponês que amarrou uma cenoura à frente do burrico para fazê-lo andar. O chamariz está sempre à frente 1 metro. Sra. presidente, esse seu ministro é muito fraquinho para a tarefa. Segundo os analistas financeiros, este foi um biênio perdido. Continuar crendo nas afirmações do ministro vai levá-la a perder o restante do mandato nessa luta inglória. Chame logo os experientes assessores do presidente Fernando Henrique, que pegaram o País com inflação mais alta, descontrole total na economia e puseram o País no eixos. Sabe, dona Dilma, às vezes é bom um pouco de humildade, e o tempo que lhe resta neste mandato é de dois anos. Se é que posso, aos 84 anos, lhe dizer alguma coisa é: desvencilhe-se dos políticos herdados do governo anterior. Dali não sai nada de bom.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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PIBÃO’

O governo nega desesperadamente a possibilidade de racionamento de energia elétrica em 2013, e que, pelas evidências, por certo, não conseguirá evitar. O governo petista está provando na própria língua o veneno inoculado na administração de Fernando Henrique Cardoso, em 2001, quando as falhas no sistema de energia foram duramente criticadas pelo PT. Mais da metade dos empreendimentos no setor está com atraso. Na área de transmissão menos de um quarto das obras estão em dia. O governo errou ao priorizar as termoelétricas nos leilões de energia, o que colocou um freio no avanço da geração hidrelétrica e eólica mais barata. A utilização da termelétrica gera uma conta extra de R$1 bilhão a mais por mês. O custo das termoelétricas chega a ser cinco vezes maior. Sem energia o desenvolvimento está fadado a atrofia e ao retrocesso. Dilma tem como meta transformar o “pibinho” em “pibão”, afinal pretende se reeleger. Mas, da forma como o País está sendo governado, Dilma poderá amargar o título de pior presidente da República tendo completado o mandato. Prometeu desconto nas contas de energia, mas é certo que vai haver mesmo é aumento do preço. Até agora o governo tem um firme compromisso com o atraso e o subdesenvolvimento. Viva e verá.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BRASIL DESPREPARADO

No Fórum Econômico Mundial que avaliou a capacidade de 139 países para enfrentar riscos globais, como crise financeira, desastres naturais e mudanças climáticas, o Brasil alcançou a posição 45 (9/1). Os riscos globais podem até ser superados, porém a “crise moral” que está enraizada nos governantes brasileiros levará uma eternidade para ser eliminada.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DEPENDE DO REFERENCIAL

O Brasil é o 45.º mais preparado ou o 95.º menos preparado contra riscos?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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AGÊNCIAS REGULADORAS

O artigo Sugestões para as agências reguladoras (11/1, A2), do Sr. Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB) demonstra que o País tem pessoas que sabem do que falam e que reconhecem que o País só se desenvolverá quando os interesses permanentes do Estado se sobrepujarem aos dos Governos. O texto relembra a urgência que o Brasil tem em transformar as agências reguladoras em verdadeiras instituições estatais, profissionais, apartidárias e distantes dos interesses momentâneos em disputa. Esse é o verdadeiro ponto de partida para qualquer revitalização da nossa infraestrutura. O Estado é que deve ser o grande avalista das inversões de longo prazo e não os governantes eventualmente no poder. Neste momento, vale lembrar Douglas North, prêmio Nobel de Economia de 1993, quando disse: “Instituições não são somente as regras do jogo, mas também a tradição em respeitá-las”. Nessa linha de pensamento acrescentaria às ótimas sugestões do artigo, apenas a proposta das agências contarem com um Conselho Superior formado por representantes da sociedade com alguma ligação científica ou funcional com as atividades da área (consumidores, Crea, ABDIB, Eletrobrás, ONS, CCEE, etc.) com poderes, entre outros, de escolher sua direção executiva. O mundo civilizado já faz isso. Na Électricité de France (EDF) – a grande estatal francesa na área de energia –, por exemplo, o governo só pode escolher um terço do seu conselho administrativo. Os demais cargos, por lei, são ocupados por pessoas de notório saber, representativos da sociedade francesa. São mecanismos como este e os lembrados pelo Sr. Godoy que, ao longo dos anos, a par de fortalecer a instituição tornam difícil a vida dos políticos desonestos, tenham eles a matiz ideológica que tiverem!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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FARISAÍSMO

Caro presidente da ABDIB, que devia fazer coro com as demais associações de empresários, enquanto a moral e a ética das elites e dos governos for a pajelança de mentir para governar, suas sugestões são de fato a velha pregação de púlpito combatida por Cristo no farisaísmo dos templos, do faça o que e digo e não faça o que eu faço. Que tal começar implantar moralidade dentro das elites empresariais, para depois vomitar moralidade nas elites governantes, que a bem são compostas pelos mesmos empresários ou seus “colarinhos brancos” implantados nos governos? Não chega de farisaísmos idiotas que mantêm governos tão idiotas quanto?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FALTM MÉDICOS NO SISTEMA PÚBLICO

Hospitais sem médicos. Plantões vazios. Vagas não preenchidas para trabalho estafante, de alta responsabilidade, em hospitais e ambulatórios sem mínimas condições técnicas, demanda explosiva e irritada, e remuneração semelhante à de professor. Do outro lado são gastos milhões para conseguir uma vaga... no Congresso Nacional. Que coisa difícil de entender! Afinal, as prioridades alardeadas nas campanhas políticas milionárias são a saúde e a educação.

Gustavo A. S. Murgel gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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BARNABÉS

A falta de médicos e de funcionários nos serviços públicos é problema de gestão. A quebra da isonomia do serviço público, pelo governo FHC, iniciou massacre a categorias que não tem poder, consideradas sem importância, e ao privilégio às que têm poder. Em 1995 no início do governo FHC, os ministros do STF, presidente da República, ministros e parlamentares ganhavam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, hoje, R$ 28 mil, em média 850% de reajuste em 17 anos. As categorias humildes que ganhavam R$ 1 mil, hoje ganham R$ 3 mil, apenas 200% no mesmo período. Isso gera revoltas, insatisfações, porque é desumanidade, discriminação, maus tratos, preconceito. Todo ser humano tem as mesmas necessidades, todo trabalhador tem a sua importância naquilo que faz, mesmo que seja faxineiro. Só falta recursos para os salários dos barnabés.

Jurailde Barbosa juraildebarbosa@hotmail.com

Taguatinga (DF)

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A CARNAVALIZAÇÃO DO VESTIBULAR

Para toda equação quase sempre existe uma solução. Porque, evidentemente, existem obstáculos, com os quais nos defrontamos, que obstruem a visão do próximo passo. A cegueira, então, desponta a emergir. Por mais que tentemos impelir nossos olhos a engendrar a maquina da visão, nossas ações estão fadadas ao fracasso. É impossível remediar toda uma problemática em meio ao caos. Viva a carnavalizacão do vestibular! Quantos dias mais precisaremos nos desapontar com os passos cegos de nossa educação. Até quando nosso processo seletivo será o tártaro que tanto queima o intelecto brasileiro? As críticas à nossa pátria já estão tão acostumadas a vida que demoraremos a enterrá-las em suntuosos mausoléus. A cada dia um escândalo do laboratorial Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é acrescentado a nossa lista de vergonhas que tanto desaponta o país e seus alunos. Viva o ministro da educação! Será que ele sabe matemática? Porque, ao que tudo indica, sua atual cadeira estaria mais confortável vazia. Seus discursos espelham o nítido despreparo e desconhecimento acerca do ensino. O governo exala uma opulência fúngica aos nossos pulmões. Precisamos respirar aliviados. Há ainda outro problema: a questão das cotas. Não parece o melhor caminho a política assistencialista atual. É lógico que algo precisa ser feito para resolver o histórico problema de discriminação. Mas a luva deve calçar a mão intacta e não protegê-la após o ferimento. Quanto a tais estudantes, teriam eles medias comparáveis à geral dos estudantes? Não que tais candidatos sejam incapazes, mas, sim, que a realidade da qual são vítimas não os prepara adequadamente para um exame rigoroso como o vestibular. Mas para o Enem, pelo jeito, sim. Isso teria alguma coisa a ver com as alterações nas notas dos candidatos através do TRI? Responda por si próprio. “Agir, eis a inteligência verdadeira.” A conformidade com a factualidade atual é ratificar a ignorância e desprezar os direitos do cidadão. Aos nobres estudantes que explanaram sua causa a justiça, congratulações. “Nossos erros são maiores do que os outros.” Está na hora de acertar. Afinal, “condição de palácio tem toda terra larga, mas onde estaria o palácio se não o fizessem ali?”.

Raphael Cruz Seabra Prudente raphaelcsprudente@yahoo.com.br

Bauru

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JEITINHO

Há alguns dias o ministro da Educação disse que, com relação à recente avaliação, pela qual cursos tradicionais foram reprovados pelo Ministério da Educação (MEC), “não vai ter jeitinho não”. Ora, Sr. Mercadante! Quer coisa mais vergonhosa do que sua obtenção de título de doutor pela Unicamp?

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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DIÁRIO DE CLASSE’

Sou aluna do nono semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Devido aos recentes acontecimentos e a entrevista concedida pelo diretor da faculdade de arquitetura, Valter Caldana, decidi exercer meu direito de resposta relatando a situação com que nos deparamos diariamente. Desde que ingressei na universidade minha turma possui um número de alunos maior do que a relação indicada inicialmente pelo Mackenzie (1 professor para cada 50 alunos em disciplinas teóricas), este número varia por volta de 70 alunos nas minhas classes. Como se pode imaginar, as salas de aulas não possuem infraestrutura adequada para comportar-nos. Diariamente nós alunos somos obrigados a buscar cadeiras em outras salas e dividir mesas para poder assistir as aulas (isso quando não dividimos uma mesma cadeira, ou até mesmo sentamos no chão). Esta se tornou uma prática diária, sendo repetida até mesmo nos dias de prova individual. Para que todos possam realizar os exames é necessário que alguns levem suas mesas para o corredor ou, como já aconteceram várias vezes, dividir a sua própria mesa com mais uma ou duas pessoas. Diferentemente do alegado pelo diretor em sua entrevista isso não é um caso isolado! Estudo nesta universidade faz quatro anos, e tenho esse mesmo problema em todas as semanas de prova. Em disciplinas de projeto onde a relação supostamente seria de 1 professor para cada 15 alunos, a situação é ainda mais alarmante. Em uma tentativa falha de adequação, todo semestre a turma têm seus nomes divididos em 8 listas, porém existem somente 7 professores por semestre de projeto. Uma destas listas é simplesmente entregue sem nome de professor. Estes alunos são precariamente remanejados para as outras turmas, tendo seus nomes escritos à caneta em uma folha de papel. Eu mesma estou, infelizmente, nesta lista fantasma. Encontro-me nesta situação desde o quarto semestre, e tenho que ficar me preocupando em correr atrás dos professores e da secretaria para que não se esqueçam de colocar minhas notas no sistema. Fato este já ocorrido! (Recebi em casa um boleto de pagamento de DP, mesmo tendo sido aprovada na matéria, o professor esqueceu que eu era da sua turma e não inseriu minha nota no sistema). Existe uma imensa falta de diálogo entre a direção da faculdade e os alunos (diferentemente do alegado pelo diretor), e o mesmo ocorre até mesmo entre os professores e a faculdade. O professor Valter Caldana (diretor da FAU desde 2009) mantém uma administração falha, ignorando os problemas existentes e assinalando-os como fatos pontuais e sem importância. Temos exemplos de excelentes professores que entraram em conflito com a diretoria buscando melhores condições de ensino e infraestrutura e acabaram sendo ignorados, e tendo suas classes remanejadas. Ainda possuímos um corpo docente de excelência, porém grandes nomes da arquitetura acabaram se afastando devido à administração ditatorial da diretoria. As vagas deixadas são, muitas vezes, preenchidas por professores idosos, com mais de 80 anos, que apesar da grande experiência na área não têm condições de manter um nível de comunicação adequado com os alunos. Ainda acredito na qualidade do ensino na FAU, e não acho que seja necessário um preparatório para o Enade, como estão planejando implementar. A real necessidade no momento é de uma administração adequada, que esteja disposta a discutir em conjunto com os alunos as mudanças necessárias para sua grade curricular e que não feche os olhos e negue os problemas de infraestrutura existentes. Eu e meus colegas pagamos caro por um serviço (exatos R$ 1.891,00) e o mínimo que queremos é o respeito e a atenção da diretoria desta universidade.

Tatiane W. Baggio tatianewaileman@hotmail.com

São Paulo

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COM O RABO ENTRE AS PERNAS

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) e as empresas parceiras da entidade estão livres do pagamento de impostos na realização da Copa das Confederações deste ano e da Copa do Mundo de 2014. Quem for contratado diretamente pela Fifa ou suas empresas estrangeiras parceiras, além de ter que recolher normalmente sua parte, ainda será obrigado a pagar uma parte do imposto que caberia à entidade máxima do futebol ou suas parceiras. Sinceridade? Tenho medo que um dia o Senado dos Estados Unidos altere sua constituição e informe ao mundo que a Amazônia passa a ser oficialmente território americano. Afinal, aqui aceitamos tudo... Lembram quando o Evo Morales roubou o patrimônio de US$ 1.5 bilhão dos brasileiros investido na Bolívia? E... e... e ficou por isso mesmo.

Jatiacy Francisco da Silva jatcar@ig.com.br

Guarulhos

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OPRESSÃO TRABALHISTA NA COPA

Isentar a Fifa e empresas que executam obras para a Copa do Mundo da alíquota de 20% da contribuição devida ao INSS e transferi-la aos trabalhadores tem nítido caráter confiscatório e briga às escancaras com a Constituição da República. Se o Estado tributante abdica de receber o quanto previsto em seu ordenamento tributário, os ônus respectivos são de sua exclusiva responsabilidade. Uma contribuição de 31% dos trabalhadores à Previdência, além do imposto sobre a renda, é escandaloso e beira a raia da absoluta opressão a nossos trabalhadores – por um partido ornamentado por bandeiras e estrelas vermelhas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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É FUTILIDADE, UAI!

No país da criatividade e para que a Copa 2014 não seja um fiasco total, a Associação de Prostitutas de Minas Gerais vai ministrar curso de inglês grátis a prostitutas. O objetivo é de ensinar o básico, como fruits = frutas/suco e o vocabulário mais técnico como condom = preservativo. Já se inscreveram 20 (vinte) garotas, mas a presidente da associação calcula que de 300 a 4 mil associadas irão fazer o curso. Minas saiu na frente e as outras sedes da Copa acompanharão o mesmo esquema? Sem demérito nenhum a uma das profissões mais antigas do planeta Terra, que demonstram estar mais organizadas que os demais setores da sociedade e, principalmente, dos nossos governantes. Será que é futilidade, uai!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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A SELEÇÃO DOS SONHOS

Tudo bem que o futebol brasileiro anda bem baqueado, mas a seleção dos sonhos da Fifa conter apenas Daniel Alves e Marcelo já é demais. Jogadores como Neymar, Ronaldinho Gaucho e Thiago Silva, dentre outros, seriam titulares nessa seleção, já que são os melhores do mundo em suas posições. A seleção da FIFA, na realidade, é um misto de Barcelona e Real Madri. E jogadores como Sérgio Ramos não seriam titulares nem em times da segunda divisão brasileira.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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