Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2013 | 02h07

PIB e inflação

Cara PresidenTa Dilma Rousseff, em vez de querer ensinar a países europeus como sair da crise, proponho que a senhora faça uma viagem a países mais próximos, como Chile e Colômbia, para com o seu ministro da Fazenda, aprender com conseguir um crescimento da ordem de 5% e uma inflação na casa dos 2,5% anuais.

CARLOS ANGELO FERRO

carlosangelo@uol.com.br

Mogi-Mirim

Incógnita em 2013

E aí, dona Dilma, vamos liberar o aumento dos combustíveis, exigido por dona Graça (presidente da Petrobrás)? Vamos elevar a inflação de 2013 acima dos 6,5% previstos para o IPCA?

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Tragédia anunciada

O desastre econômico de 2013 vai fazer da crise na União Europeia uma marolinha. Assim que o salvamento da Petrobrás for posto em prática, com o aumento dos combustíveis represado há quase uma década e mais da metade da população endividada no limite, teremos aumento da inflação, inadimplência recorde, sistema financeiro seriamente afetado, aumento dos juros e do desemprego. Querem mais? As dívidas interna e externa do Brasil sugam quase R$ 350 bilhões/ano e o valor pode subir astronomicamente. Todos os dias só se ouve falar em investir R$ 50 bilhões, R$ 100 bilhões, como se fossem alguns trocados. A realidade é outra. As obras do PAC são uma farsa, uma fantasia que não sai do papel, as de infraestrutura são iniciadas com a assinatura de convênios, e só. Dinheiro e condições para a execução ficam na promessa. No dia em que a verdadeira situação do Brasil for divulgada, vamos descobrir como é possível acabar com uma nação em dez anos.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Demolição do Real

A taxa de inflação embutida na remuneração dos títulos do governo, apontando um IPCA superior a 6,5% em 2013, dá o tom do descontrole da inflação neste terceiro governo petralha. E pior: se a economia estivesse em crescimento - não é o caso - a alta seria ainda maior e com alto risco de crise no fornecimento de energia elétrica. Persiste o problema da desindustrialização, agravado mês a mês, e só o que vemos é o crescimento contínuo de importações, com o dólar já não tão barato como antes. Não bastasse, o reajuste dos combustíveis, para as próximas semanas, já faz antever a contaminação em todos os preços, com reflexos negativos nos índices. E segue a política de maquiagem nas contas públicas e baixa remuneração da Caderneta e dos investimentos atrelados à taxa Selic - diga-se remuneração negativa, desestimulando a poupança. Todos esses fatores emolduram um quadro preocupante e que sugere barbas de molho à sociedade. Tudo faz crer estar em curso um plano maquiavélico de demolição do Plano Real pelos gestores da estrela vermelha.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

Eletrobrás

Quanto às perdas de valor da Eletrobrás e de todo o sistema elétrico, é visível que os interessados na situação atual são os detentores das termoelétricas, algumas ligadas a amigos e apoiadores de Dilma e do PT. Há algo estranho na atuação do Operador Nacional do Sistema, como revela o Estadão (13/1, B4). Acresça-se a exigência de a empresa reduzir as tarifas a partir de fevereiro. Na realidade, as perdas ocorridas não são resultado de incompetência, são, aparentemente, propositais.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Chacoalhada estrutural

Suely Caldas lembrou bem (Acender a vela - 2001 e 2013, 13/1, B2): há muito o setor elétrico está nas mãos de políticos da pior espécie. Infelizmente, vai ser preciso um segundo grande apagão para que se reconheça a necessidade de essa importante área ser reestruturada e repensada, numa verdadeira chacoalhada estrutural. Sem remendos. Para reverter o quadro atual de baixa oferta de energia elétrica, apesar das tarifas estratosféricas, só mesmo colocando no comando dessas mudanças - como fez FHC com Pedro Parente - um profissional sem compromissos partidários e com reconhecida integridade técnica e moral.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

Apagões morais

Para fazer companhia aos apagões temos uma escuridão de valores morais.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

CONGRESSO NACIONAL

O que temos e não queremos

Não me conformo com os nomes, já ungidos pela presidenta, para ocupar a presidência do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves. Os dois são investigados - e muito provavelmente culpados. O primeiro por ter contas pessoais pagas por uma empreiteira (é claro que a empresa pagou as contas desinteressadamente) e o segundo por ter um discreto patrimônio financeiro, não declarado, no exterior. Não é possível que não haja no Congresso pessoas acima de qualquer suspeita para ocupar esses cargos e o mais lamentável é a frouxidão da oposição em relação a esses nomes. Talvez todos no Congresso sejam abaixo de qualquer suspeita... Como cidadão comum, preocupado com o futuro de meus filhos e netos, fico perplexo e sem saber o que fazer. Pior, começo a me questionar sobre as virtudes de um regime democrático como o nosso. Ainda tenho esperança numa reforma política que altere a forma como nossos representantes são escolhidos, torne a Lei da Ficha Limpa ainda mais rigorosa e introduza outras mudanças num sistema político viciado e apodrecido. A dúvida quanto à integridade de um candidato a qualquer cargo público não deve ser pró-réu, e sim pró-sociedade. Termino discordando da conclusão do editorial do Estado de ontem (A3): a presidenta sabe exatamente o tipo de gente que está pondo no comando do Congresso, é o tipo de gente que desclassifica o Legislativo e fortalece o Executivo imperial que ela teima em construir.

ISRAEL ARON ZYLBERMAN

aronz@uol.com.br

Carapicuíba

Ilegalidades

Só num país onde imperam a impunidade e a corrupção surgem dois candidatos favoritos para presidir a Câmara e o Senado com ações na Justiça por improbidade administrativa, tráfico de influência e enriquecimento ilícito. Um só não foi cassado em 2007 porque renunciou ao comando da Casa Legislativa. O pior: são dois candidatos para proteger os interesses do Executivo em detrimento dos interesses da Nação. Está na hora de o povo se rebelar diante de tantas ilegalidades.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O PÚBLICO E O PRIVADO

Gasto de mais de R$ 9 milhões, em apenas três meses, a título de horas extras é uma importância que merece ser fiscalizada em profundidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda mais porque um funcionário receber a soma de mais de R$ 60 mil no mês já demonstra uma anomalia. Fosse na iniciativa privada, com certeza o problema não teria ocorrido, porque a fiscalização existe com mais intensidade e profundidade. Daí que a coisa pública no País merece passar por uma reformulação total, a fim de que o dinheiro dos tributos não seja sistematicamente canalizado para os ralos indesejáveis. Apurados os abusos, as providências precisam ser tomadas, de tal sorte que não mais ocorram fatos absurdos como o noticiado e que demonstram o pouco apreço de servidores federais pelo dinheiro público, advindo dos nossos pesados e suados tributos.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CONTRIBUINTE TRAÍDO

Impressionante como nós, pagadores de impostos, somos traídos não somente pelos eleitos pelo povo, mas também por servidores das nossas instituições que desviam recursos públicos na maior cara de pau, e normalmente sem que nada lhes aconteça... Assim, e graças sempre à imprensa (Estadão, 14/1), ficamos sabendo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pagou, de setembro a novembro de 2012, a quantia de R$ 9,5 milhões com horas extras (que estão sob suspeita), que levaram a mais que duplicar os já altos salários de centenas de funcionários. Inclusive com relatos de que esses espertinhos apareciam de shorts nos fins de semana no tribunal, somente para marcar o ponto, não trabalhar e garantir as espúrias horas extras. A ministra Carmem Lúcia, como presidente do TSE, precisa urgente dar uma resposta à Nação, colocando estes supostos larápios nos seus devidos lugares, assim como julgou e condenou no Supremo Tribunal Federal (STF), com seu preciso voto, a quadrilha do mensalão, protagonizada pelo PT de Lula! Mesmo porque o povo não pode ser tratado, como pensam esses vis, como a tal mulher de malandro que apanha e é humilhada até em praça pública.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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IMORAL

Espantoso pagamento de horas extras no TSE é estapafúrdio.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHA INTERNACIONAL

Sou funcionário público concursado há pelo menos 33 anos. Recebo 13 salários no ano, salário esse bem aquém do que gostaria de receber e, acredito, bem menor do que mereço. Sou responsável pelas minhas despesas com habitação, transporte, plano de saúde, previdência, alimentação, vestuário, etc., ao contrário dos nossos “nobres” parlamentares, que deveriam ser servir e não se servirem do público, que têm, além de um ótimo salário, praticamente todas estas despesas, e algumas outras, custeadas pelo meu, pelo nosso dinheiro. Não bastasse isso, alguns ainda conseguem algum extra provenientes de investimento em “lavanderias”, e que mesmo quando condenados pela justiça acaba sendo incorporado ao patrimônio deles. E ainda se fala que todos são iguais perante a lei.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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UM DIA A CASA CAI

Notícias vergonhosas, em série infindável: 1) reforma de apartamento funcional dos deputados federais custou R$ 650 mil por unidade; 2) licitação dirigida para troca da frota de carros dos deputados estaduais. Somem-se a estas outras recentes atitudes ou manifestações de autoridades ou políticos, tais como: a proibição do atendimento de feridos em embates com a polícia (omissão de socorro), quando bandidos decretam pena de morte sem julgamento (nem possibilidade mínima de defesa) a cada um de nós; a blindagem incompreensível “daquelle” que nunca sabe de nada, denunciado por gestor do mensalão; os “malfeitos” dos membros do gabinete da Presidência da República de São Paulo; as férias “remuneradas” de Carlinhos Cachoeira; a ameaça de descumprir decisão do STF do presidente de Câmara; a posse como legislador de condenado pelo STF; etc., etc., etc. Até quando aguentaremos, nós, que sustentamos todas essas mamatas com impostos que representam cinco meses do nosso trabalho por ano? Apegam-se a duvidosos índices de popularidade para desprezar a indignação daqueles que ansiavam por um Brasil decente, encarando-nos como verdadeiros idiotas, crendo que somos desprovidos de raciocínio crítico. É desanimador, mas no fundo resta a esperança, como se diz popularmente, de que “um dia a casa caia”. E que seja logo.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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REFORMAS

Gastar R$ 650 mil para a reforma de um apartamento funcional, por mais luxuoso que seja, é um absurdo. Com esse valor, é possível adquirir um apartamento novo, de 65 metros quadrados, em bairros centrais de São Paulo, considerando que R$ 10 mil por metro quadrado é o preço de venda desses apartamentos. O custo de R$ 280 milhões, anunciado pela Câmara para a reforma de 400 apartamentos, com certeza deve incluir para todos os escalões da casa o mais usado coeficiente político da capital do País: a propina.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MORDOMIAS SOBERANAS

Enquanto milhares de brasileiros se contorcem nos corredores dos pronto-socorros e hospitais por causa da falta de leitos e atendimento médico; enquanto milhares de brasileiros se acotovelam nas filas para conseguir agendar uma consulta ou exame médico; enquanto milhares de brasileiros choram seus mortos por falta ou atendimento médico inadequado; um bando de deputados começa a se deliciar em banheiras dotadas de hidromassagem eletrônica, instaladas em apartamentos funcionais de 200 metros quadrados e cujo valor de mercado não é inferior a R$ 2.200.000,00 (valor usurpado dos próprios cidadãos, que padecem de um melhor atendimento público de saúde). Brasil, paizinho para os poderosos.

Antonio Boer toboer@uol.com.br

Americana

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APARTAMENTOS MAIS QUE FUNCIONAIS

Como podem gastar R$ 280 milhões para reformar os apartamentos funcionais destinados a deputados federais, políticos que, além de nada fazerem em benefício do povo que os elegeu e os paga, muito bem por sinal, só permanecem em Brasília três dias por semana – quando vão. Outro detalhe: qual é a necessidade de um apartamento com 200 metros quadrados e com banheira de hidromassagem digital? Deve ser para não se cansarem muito em programá-las, já que só este item custará R$ 1,5 milhão.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MORDOMIA DEMAIS

Apartamento com hidromassagem digital é muita mordomia para pouco trabalho.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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BRASIL IMPÉRIO

Os luxuosos e nababescos aposentos de suas excelências, os deputados federais, com banheiras de hidromassagem, entre outros caprichos, estão mais para o Brasil Império do que República. Em que outro país sério um abuso de poder deste quilate seria permitido e aprovado pela sociedade? Isso é mais uma vergonha!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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A INDÚSTRIA DA REFORMA

Cada vez mais duvido desses parlamentares. Como admitir que a cada legislatura reformam cada apartamento desses elementos que elegemos para legislar? A indústria da reforma dos apartamentos funcionais começa a gerar dúvidas: não estaria aí a empreiteira “amiga dos amigos” ganhando esses R$ 280 milhões a cada quatro anos? É necessária uma investigação!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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PACIÊNCIA TEM LIMITE

É muito abuso com nosso dinheiro, brincam com a gente, nos fazem de palhaços. R$650.000 por imóvel, apenas para reforma? E se fosse só isso... Mas ainda tivemos de assistir ao deputado José Genoino tomando posse; ao senador Renan Calheiros sendo o favorito para presidir o Senado e o deputado Henrique Alves, apoiado pelo Palácio do Planalto, para assumir a Câmara dos Deputados, sendo acusado pelo Ministério Público; à maquiagem da inflação; à falta de infraestrutura (estradas/portos/hidrovias/ferrovias); a muitas promessas; à Operação Porto Seguro; etc.; etc. Meu Deus, até quando?! Ainda bem que Deus existe, porque apenas Ele para nos livrar de todos esses males. Temos de ter muita fé e agradecer à imprensa que tem coragem de investigar/publicar, dar mais transparência a todas essas irregularidades e manobras do governo. Vamos ver até quando vão continuar nos enganando.

Miria Ballan miria.ballan@hotmail.com

Goias

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BOIANDO

A Câmara gasta milhões do nosso suado dinheiro para proporcionar apartamentos com hidromassagem aos eficientes e probos deputados federais. Como há certas coisas que bóiam e não afundam, quem sabe não possamos ter alguns que, deslumbrados com o mimo, entrem na hidro de boca aberta?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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INDIGNAÇÃO

No Fórum dos Leitores (A2) no Estadão de ontem (14/1), sobre a indignação dos leitores com as mordomias e a farra dos políticos com o dinheiro público, mando um pequeno recado: Não adianta ficarmos escrevendo para os jornais reclamando, o que é preciso, mas unir o povo para que se faça um grande movimento popular (como as Diretas Já!) mostrando a esses políticos nossa indignação. Precisamos aprender como os nossos hermanos argentinos, pois eles, sim, são um povo politizado. Cadê o Ministério Público, a OAB, a Igreja, etc., etc., etc.? Acorda, Brasil!

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

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O PROBLEMA ESTÁ NAS URNAS

Milhões serão gastos com reformas de apartamentos dos deputados, pessoas sendo mortas como mosquito da dengue, saúde sem solução, educação de faz-de-conta, um país sem planejamento movido por pessoas com saúde segurando um cartão do bolsa-esmola pedindo “jutório” por preguiça, um bando de analfabetos funcionais que funcionam para bem das elites. A culpa de tudo é do povo ignorante, que infelizmente é a maioria, que coloca estes mesmos políticos no poder sempre.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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BURROS DE CARGA

Na Assembleia Legislativa (SP), troca-se de carro como se troca de roupa – e ainda com exigências absurdas, e, o que é pior, a licitação deste ano pode ter sido dirigida (Estadão, 12/1, A6). Serão comprados 150 veículos, pois os carros da frota atual estão “velhos” demais – dois anos de uso. A última troca ocorreu em janeiro de 2011. Os veículos devem ter: comprimento, 4,5m ou mais; 2.0; rodas de liga leve aro 50; airbags duplos, dianteiros e laterais; e 150 cavalos de potência, entre muitos outros acessórios de conforto exigidos pelo Legislativo. A renovação da frota consumirá R$ 6,3 milhões, se é verdade que os antigos veículos foram avaliados em R$ 4,7 milhões, se não, a continha vai para R$ 11 milhões. Mas quem liga pra isso, quem vai pagar a conta dos 150 cavalos de potência de cada carro somos nós, os burros de carga, que arcamos religiosamente com o peso dos impostos, que da sustentação à administração pública.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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RESSACA ELEITORAL

Desde adolescente que vejo o mesmo clichê sendo aplicado nas campanhas eleitorais no Brasil. Antes promessas, sorrisos, cumprimentos, disponibilidades, visitas, apertos de mãos, telemarketing, malas direta, adesivos automotivos, abraços, enfim, um quadro que nos embriaga, pois ficamos na esperança de que tudo possa mudar. Após eleitos, candidatos voltam ao lugar comum: desaparecem e, sempre que questionados sobre a concretização do plano de governo e propostas, recebemos as mesmas respostas: não tenho verbas, o governo anterior só deixou dívidas, contratos só através de concurso, o governo não nos dá suporte, nosso partido não está dando apoio. É o outro lado oculto da moeda: as desculpas sem constrangimentos. Acontece que nos argumentos o verbo usado é sempre conjugado no futuro: iremos pensar nisso, faremos projetos, estaremos estudando, dependemos de fulano, vamos fazer um trabalho, vamos montar um grupo para análise... Dentro de um quadro de figura de linguagem, posso assemelhar as promessas como o resultado de uma reunião social onde todos se divertem e se embriagam e, no dia seguinte, as palavras são levadas ao vento. É a ressaca eleitoral através de forte amnésia, em que tudo o que foi prometido é deletado totalmente da memória dos postulantes a edil. A dor de cabeça fica por conta do eleitor, que passará um mandato inteiro tomando sedativos contra enxaqueca crônica do arrependimento, já que não existem remédios para essa terrível doença que é a embromatologia de cara limpa. Estamos diante de uma situação onde grandes verbas são aplicadas em: divulgação, comícios, farta distribuição de material impresso como folhetos, cartazes, doações, mídias, equipes nas ruas e praças com bandeiras, verbas em veículos eletrônicos martelando continuamente nossos tímpanos, fora as carreatas com queima de fogos, distribuição de camisetas, corpo a corpo. São investimentos cujos patrocinadores irão cobrar o retorno da verba de campanha. Aí os nossos candidatos eleitos passam a ser pressionados por esses investidores empresariais, particulares, partidários e seus eleitos na busca da sua fatia no bolo financeiro. Passam a cobrar para que as fáceis promessas eleitoreiras sejam honradas. Então surgem as decepções através das manchetes das mídias exaltando os superfaturamentos, os mensalões e até mensalinhos. Esta é a verdadeira ressaca eleitoral, onde tudo o que foi prometido é apagado da memória pela amnésia pós-eleito. E a situação segue como antes, políticos se escondendo, esquecendo-se das suas promessas, abandonando o seu plano de governo sem mesmo se interessar em conhecer suas verdadeiras obrigações e cedendo às pressões daqueles que tanto abriram o cofre e agora cobram o seu retorno em forma de benefícios espúrios de toda ordem. O maior cúmplice para a manutenção deste desmodelo e o próprio munícipe que troca votos por favores que, na verdade, são direitos, e não favores, tanto que para isso os políticos foram eleitos por nós. Comenta-se a distribuição de senhas, atestados médicos, compra de voto na boca de urna, salário rateado, dentre outros. Será que somente a vaidade a sede pelo poder do cargo ajudam a mudar este cenário? Será que irão romper com os pré-acordos? Implantarão programas profissionais com qualidade? Saberão dar o verdadeiro destino das verbas em benefício da comunidade inclusive no momento em que a saúde no Brasil está no CTI? Fim da eleição, e tudo volta aos mesmos patamares. Falta de transparência nas decisões sempre secretas, boatos e profundo silêncio completam este triste cenário. E assim caminha a nossa comunidade em direção ao próximo porre eleitoral. Quem sabe um dia possamos mudar, tomando a pílula contra a ressaca eleitoral, honrando nosso voto.

Mauro Braga mauro.braga@uol.com.br

São Pedro da Aldeia (RJ)

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ESTELIONATOS

Quando lemos que as primeiras cidades que receberam o Programa Fome Zero não mudaram com os programas sociais e, pelo contrário, não sobrevivem sem eles, pois nada foi feito para que estas cidades passassem a andar por conta própria, lembro quando Lula disse que o Bolsa-Família de FHC era estelionato eleitoral. Então, passados dez anos, um e-mail que circula na internet (www.youtube.com/watch?v=MKhSKE3FkDA) traz a fala de Hélio Bicudo (ex-PT), que afirma que quando, em 2003, o PT tomou posse, questionou José Dirceu sobre o Bolsa-Família. Sabe qual foi a resposta? “Isso será nossa continuidade no poder.” Portanto, foi e continua sendo um estelionato eleitoral!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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GUARIBAS E O FOME ZERO

Parabéns ao Estadão pela excelente e corretíssima reportagem sobre Guaribas, no Piauí (Dez anos depois, população pobre do País permanece refém de programas de renda, 13/1, A4). Passei por lá em agosto de 2012 e a situação é exatamente como descrita na reportagem.

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

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SISTEMA DE CASTAS

Os dois pontos principais da democracia contemporânea fundam-se no respeito aos valores fundamentais da liberdade e da igualdade. Materializam-se em suportável e razoável diferença entre pobres e ricos e na mobilidade social que emana da igualdade de oportunidades. O Programa Bolsa-Família, como se vê da reportagem de O Estado (13/1, A4), prioriza, pelo Programa Bolsa-Família, a erradicação da fome ou da miséria absoluta, sem ocupar-se daqueles instrumentos democráticos de verdadeira promoção humana, do que resulta a petrificação de um sistema tácito de castas sociais.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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POVO ILUDIDO, POVO FELIZ

Como Deus, Lulla também tem poderes premonitórios. Mesmo antes de o Estadão (13/1) dedicar três páginas mostrando os malefícios do Bolsa-Família, que, em vez de alavancar a sociedade carente para sair da miséria extrema, após dez anos tem escravizado mais de 80% a viver deste assistencialismo, o ex-presidente Lulla já programou uma verdadeira romaria pelo País afora para mostrar os benefícios do seu governo. Com certeza o Instituto Lulla, que vive do que não sabemos, fará uma vasta propaganda ilusória sobre as bondades de sua herança, que a presidente Dillma hoje faz malabarismos para driblar as consequências. Espero que, concomitantemente, a mídia mostre as agruras deixadas pelos petralhas, para que a sociedade possa fazer uma avaliação. Se ganhou ou perdeu, realmente. O que nós, conscientes, podemos avaliar foi que o Bolsa-Família não passa de esmola perto da lástima que recebem hoje em educação e saúde. Povo iludido é povo feliz!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É DEFINITIVO

O Bolsa-Família, por certo, não é a solução para acabar com a desigualdade social. E o economista Alexandre de Freitas Barbosa aponta alguns indicativos positivos, mas também mudanças no padrão de desenvolvimento. E ele aponta o exemplo da Coreia do Sul, que indica a educação como essencial para a mudança na área social. Por que não fazermos o mesmo? E que isso não fique limitado ao governo federal. A educação começa em casa, na base. E mais, que se acrescentem esforços positivos, deixando de lado o negativismo e as críticas apenas ao governo federal. Que por sinal é quem teve a iniciativa do Bolsa-Família, que está dando resultados, mas não pode ser considerado como solução e definitivo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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RESULTADO

Parabéns ao Estadão pela matéria sobre o Bolsa-Família. Esse programa tinha dois resultados totalmente previsíveis: votos para o PT e ócio dos beneficiados. Ambos prejudicam o País.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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COPA 2014 – VEXAME À VISTA

Com somente 3 das 82 obras (3,6%) prometidas no quesito “mobilidade urbana” rigorosamente dentro do cronograma original prometido por Dilma Rousseff no lançamento da matriz de responsabilidades deixa claro que Jérôme Valcke estava certo ao reclamar da sonolência de nosso desgoverno quanto aos preparativos para a Copa de 2014. Estamos a seis meses da Copa das Confederações e a um ano e meio da Copa do Mundo. Vexame à vista.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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DE 82 OBRAS, 3 MANTÊM CRONOGRAMA

E alguém pensava que essas obras tinham outra finalidade, a não ser continuar recheando os mensalões petistas e “coronelistas” que ainda sustentam essa gangue de petistas no poder e no “pudê”?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FICÇÃO

A fama de gerentona, de hábil e eficiente administradora, construída por marqueteiros sobre a figura da Dilma Rousseff, desde que ela apareceu no início do primeiro governo Lula, está desmoronando perante os olhos dos brasileiros mais atentos, com o pífio andamento dos projetos que foram prometidos conforme o documento matriz de responsabilidades assinado em 2010. Sérios atrasos na sua execução, aumento absurdo nos custos projetados, drásticas simplificações nos projetos iniciais, contrariando a promessa de Lula, que disse na ocasião da assinatura do documento que “agora todo mundo sabe quais os compromissos que têm e o que precisamos para realizar a melhor Copa de todos os tempos”, nos dão certeza de que tanto esse documento quanto a fama de Dilma eram peças de ficção.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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COPA ‘MEIA-BOCA’

Ao ler a matéria publicada no Estadão, na semana passada, fiquei pasmo: mais da metade das obras de infraestrutura, inclusive estádios, está atrasada. Corremos o risco de realizar a Copa à “meia-boca”. Espero que a Seleção também não seja formada por jogadores “meia-boca”. Aí o fiasco será total, talvez pior que o de 1950!

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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CESARE BATTISTI

O condenado à prisão na Itália, Cesare Battisti será assessor internacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Enfim, a CUT abriga mais um nos seus quadros. Segundo o senador Eduardo Suplicy, o condenado italiano fala vários idiomas e tem vastos conhecimentos sobre temas de interesse da Central. Destacados os dois pontos importantes do currículo por Suplicy, os crimes cometidos na Itália por Battisti não fazem a menor diferença na República das bananas. O Brasil está mesmo mudado e para pior. Essas são as consequências de como as leis não são eficientes neste país. Aqui pode tudo para os amigos do rei. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NAU SEM RUMO

O sentimento da maioria dos brasileiros, órfãos de qualquer tipo de bolsa ou vale, carro-chefe do atual governo, é de que somos tripulantes de uma nau que perdeu a tramontana e com timoneiro que abusou um pouco do rum. A cada dia o noticiário nos brinda com uma nova pérola desses aprendizes de gestores. Já não basta este “gigante pela própria natureza” ser desgovernado por uma equipe de ex-integrantes da VAL-Palmares e da Colina, agora a Central Única dos Trabalhadores (CUT) assume nos seus quadros a figura de um terrorista, condenado à prisão perpétua na Itália pela morte de quatro pessoas, em 1970. Cesare Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua. Preso no Rio de Janeiro, foi condenado a quatro anos de prisão em regime fechado. No Brasil, o terrorista encontrou um ambiente político ideal. Sua extradição, pedida pelo governo italiano, foi negada pelo presidente Lula ao apagar das luzes de seu segundo mandato, em 2010. Battisti vai morar num apartamento de 90 m2 no bairro nobre dos Jardins, na capital paulistana. Um senador das República, Eduardo Suplicy, foi seu “fiador moral” e garantiu que o terrorista deve assumir “algum compromisso profissional” na CUT. O subcontinente americano está sob forte ameaça de rompimento de suas conquistas democráticas por um naipe de artífices de regimes de exceção.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ENVERGONHOU A COLÔNIA

O senador por São Paulo Eduardo Matarazzo Suplicy, por seu apoio imoral ao assassino e terrorista Cesare Battisti, não só é uma vergonha para o Senado brasileiro, como também para com a imensa e indignada colônia ítalo-brasileira!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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HUGO CHÁVEZ

A capital de Cuba, Havana, tornou-se o santuário da esquerda latino-americana. De Cristina Kirchner a Rafael Correa, de Evo Morales a Daniel Ortega, de Lula a Mujica, todos estão em peregrinação a Havana para beijar a mão de Hugo Chávez e dos irmãos Castro, Fidel e Raul, e levar uma coroa de flores ao túmulo do Che Guevara. Os ensinamentos do trio já estão assimilados pelos seus seguidores, ou seja, desrespeitar a Constituição de seus países, governar com apelo populista, tornar-se um semideus para o povo sofrido, com doações de cestas básicas, promessas de dias melhores, fazer uma lavagem cerebral nos menos escolarizados ou sem instrução, afirmando que o capital é um enorme monstro, e o objetivo final é perpetuar-se no poder, a exemplo dos Castro, Chávez e outros aspirantes do poder.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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O MORDOMO NICOLÁS MADURO

Qual será a pantomima a ser contada pelo mordomo do caudilho bolivariano após a visita, em seu retorno à Venezuela? Certamente, dirá, como bom pau mandado, que Chávez já está se exercitando e que, brevemente, retornará à Pátria, inclusive saltando de paraquedas sobre o Palácio de Miraflores. Aguardemos!

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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MADURO REPETE SARNEY

Com a impossibilidade de Hugo Chávez assumir o seu 4.º poder no último dia 10, e prevendo a gravidade da sua doença, antes de viajar para Cuba, deixou o caminho pavimentado para o seu leal camarada Nicolás Maduro, contando com o aval do Judiciário. Isso tem provocado grande mal estar entre os legalistas, especialmente os venezuelanos, que não admitem qualquer tipo de trapaça que possa ferir a legalidade. No Brasil, muitos que também repudiam a situação na Venezuela, não sei como, agiram numa situação análoga, em que o astuto José Sarney assumiu a presidência da República, em 15 de janeiro de 1985, com o impedimento do presidente Tancredo Neves, eleito que fora pelo voto indireto, que se encontrava hospitalizado, com sérios problemas de saúde que o levaram à morte. Na verdade, caberia a Ulysses Guimarães, como presidente da Câmara, assumir o cargo e marcar nova eleição dentro de 30 dias. Mas, com sua conhecida astúcia, José Sarney assumiu o cargo. Gostou tanto da cadeira de presidente que usou e abusou dela por todo um mandato. Mandato para o qual não foi eleito e que por isso não lhe pertencia. Nesse jogo da malandragem, vence sempre o mais Maduro ou o mais podre!

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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VASO RUIM

Há um velho e conhecido ditado que diz “vaso ruim não quebra”, quebra, sim, só que em alguns casos demoooora. Não se deseja a morte de ninguém, mas a insistente repercussão do grave estado da saúde do presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, deixa claro que os interesses políticos são maiores do que a sua própria vida. Nos países da América do Sul, incluindo o Brasil, há muitos “vasos ruins”, ainda bem que nenhum é imortal... Ou melhor, só o Sarney!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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(DES)ENGANADO

Ladino como poucos, o único e grande erro de Chávez, da Venezuela, foi acreditar na cigana. Teve certeza de ser Deus. Agora, o que não dá para entender é como a mídia de um lado e o governo brasileiro do outro dão tão grande importância a este presidente.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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A CONDUÇÃO DA VENEZUELA

O que está acontecendo na Venezuela se deve ao excesso de democracia que lá existe, conforme pontificou o nosso nunca por demais louvado presidente Lula. Ademais, não se pode dizer que o presidente (ou seja lá o que ele for) Nicolás Maduro não sabe conduzir o povo, uma vez que ele foi motorista de ônibus.

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA LATINO-AMERICANA

Dez anos de desgoverno petista e o legado para este ano e outros mais que por desventura permanecerem não será apenas de incompetência e desastres frutos dessa incompetência, mas também a visão distorcida de dois pesos e duas medidas com relação à democracia: para os petistas, o militarismo brasileiro era criminoso durante a ditadura e, sob essa alegação, conseguiram vultosas somas a título de indenização aos “cumpanheros” vitimados, enquanto as ditaduras cubana e venezuelana são legítimas e consideradas “democracias”, os assassinos de lá são considerados heróis e as milhares de vítimas desses dois países são desconsideradas. Segundo José Simão, com a posse forçada, o semi (ou morto) Chávez ganhou a escritura da Venezuela, ou seja, a “Chavezuela”. Inspiração para um vivo muito esperto que se finge de morto no Brasil e que há muito pretende transformar a pátria amada em “Brasilula”.

Carmela Tassi Chaces tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A FRANÇA CONTRA O CASAMENTO GAY

Lamentável que mais de 350 mil franceses tenham se reunido em Paris para protestar contra a proposta de legalização do casamento gay, projeto de lei justo e progressista do bom presidente François Hollande. Foi o maior protesto nos últimos 20 anos, em Paris. Ao invés de defenderem liberdade, tolerância e respeito pelas diferenças, os reacionários franceses se reuniram para defender o atraso e o conservadorismo. Decadência pouca é bobagem. A França, no século passado, teve Sartre, Beauvoir, Camus, Piaf, Montand, Aznavour e inúmeros grandes artistas e pensadores de vanguarda. Hoje, ao contrário, tem Depardieu recebendo a cidadania russa e milhares levantando as bandeiras do atraso e da intolerância. Quem te viu e quem te vê, França!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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RETROCESSO

Se um casal heterossexual fosse a garantia para a formação de uma família equilibrada, saudável e feliz, não haveria tantas crianças no mundo indesejadas, enjeitadas, maltratadas, abusadas psicologicamente e fisicamente. Os franceses que se mobilizam contra a legalização de casamentos gays e adoção de crianças por casais homossexuais estão dizendo quatro coisas terríveis: 1) que preferem que uma criança cresça num orfanato a ter um lar; 2) que é a orientação sexual, e não o caráter de um pai ou de uma mãe, o fator determinante na criação de uma criança, o que implica que 3) a orientação sexual de uma pessoa é uma questão moral que afeta a capacidade dessa pessoa de ser honesta, trabalhadora, leal e amorosa; 4) que liberdade, igualdade e fraternidade são ideais que se aplicam mais a heterossexuais do que a homossexuais. Que incrível e chocante retrocesso num país que, historicamente, sempre fez questão de se colocar como um dos baluartes do pensamento livre e das transformações sociais.

Paola Prestes sarnafilmes@serenafilmes.com.br

São Paulo

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SEXUALIDADE E DIVERGÊNCIAS

As visões antagônicas, a favor e contra, sobre comportamentos sexuais humanos, que manifestações em Roma e Paris explicitaram, são emblemáticas. Mostra como a sociedade globalizada não consegue ainda ter uma concordância pacífica sobre essa relevante postura comportamental. Somente o tempo e a história vão dizer quando haverá harmonia entre os homens, em relação a essa opção sexual da humanidade.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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