Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2013 | 02h08

O jeitinho na economia

O Financial Times, interpretando as providências tomadas pelo Banco Central (BC) e pelo ministro da Fazenda na atualidade, assevera que o BC e Guido Mantega são "profissionais do jeitinho", isto é, "usam táticas criativas e que beiram a ilegalidade". Eis que a afirmação não é satisfatória para o conceito do Brasil quanto ao andamento de nossa economia, porque sempre retira um bocado da confiança internacional, em especial quando os interessados em investir no País leem os indicativos econômicos. De outro lado, temos a inflação solta, o tripé câmbio-superávit primário-metas inflacionárias totalmente alterado e inadimplência bastante sensível. Seria essa a fórmula de o PT demonstrar que conhece melhor a direção econômica do País?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Credibilidade

Muito oportuna e verdadeira a matéria do jornal Financial Times ao denunciar o tradicional "jeitinho" brasileiro, usado por Mantega e pelo BC para dar a impressão, a nós e ao mundo, de que nossa economia vai bem. Está mais que na hora de a presidente Dilma Rousseff, se é que se preocupa com a credibilidade do seu governo, pensar seriamente no que fazer com o ministro, que errou (ou não quis falar a verdade) praticamente todas as previsões de PIB e inflação de 2012 e insiste em tentar explicar o inexplicável em discursos que não transmitem a mínima confiança.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Personagem de piada

O sr. ministro da Fazenda caiu no descrédito nacional e internacional, está virando personagem de piada e a sra. presidenta não toma nenhuma providência, aceitando a economia se deteriorar a cada dia.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Mudanças estruturais

O que traz incerteza aos empresários brasileiros para fazerem investimentos no País não decorre só do inseguro cenário internacional, mas também dos recentes "jeitinhos" contábeis aplicados nas contas governamentais e no cálculo da inflação. Até o Financial Times enfatiza serem Mantega e o BC profissionais no uso do tal "jeitinho". As tão esperadas mudanças estruturais pra valer de que o País necessita seguem o mesmo ritmo das obras da Copa de 2014, ou seja, tudo atrasado!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Derivados de petróleo

O governo Dilma pretende aumentar os combustíveis, o que afetará os preços de tudo neste Brasil. Toda a produção é transportada por caminhões e outros veículos que usam derivados de petróleo. Nossa gasolina é uma das mais caras do mundo (talvez a mais) e quase 50% desse valor são tributos (ou IUC). Não seria melhor reduzir uma parte desses tributos, manter os valores atuais e não aumentar os preços?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Aumento da gasolina

O PT segue fazendo avaliações sobre o impacto do reajuste dos combustíveis, que deveria ter sido feito logo após as eleições municipais - o que extrapolaria em muito o índice de inflação maquiado de 2012 (5,84%), já que o correto seria o dobro. Continua ensaiando porque os reflexos na inflação ultrapassarão limites incalculáveis. Mais sacrifícios para os brasileiros: gasolina, 7% e diesel, 4% ou 5%, isso será insuportável pela repercussão nos transportes, forçando aumentos generalizados em cascata. Enganaram-nos com tantos malabarismos numéricos que chegaram a uma encruzilhada econômica. E agora, como sair dessa? Que mancada!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Posto BR

Ué, o aumento de combustíveis já entrou em vigor? O posto BR na rua da minha residência, no Morumbi, aumentou o etanol de R$ 1,599 para R$ 1,799 (+ 13,1%) e a gasolina comum de R$ 2,599 para R$ 2,799 (+ 7,7%). Isso é legal?

ANTONIO CARLOS MARTINS

acmartins@uol.com.br

São Paulo

Gás de cozinha

Estão todos preocupados com o preço da gasolina e do diesel e esqueceram o gás de cozinha. Verifiquei ao comprar um botijão que em janeiro de 2012 paguei R$ 44 (13 kg) e agora está a R$ 48. Teve aumento maior que a inflação (9%) e parece que ninguém se deu conta disso. Está aí uma coisa que afeta todos e tudo.

NELSON PIFFER JUNIOR

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Funcionários naquela base

Vimos no Estadão de ontem que a Assembleia paulista tem 3.503 funcionários, dos quais 874 são efetivos, os que de fato fazem a Casa funcionar. Isso significa que de cada quatro funcionários só um realmente trabalha. Os 2.629 restantes são os que atuam nas bases dos deputados, são de sua confiança, certamente com muitos amigos, parentes, vizinhos, e até familiares de outros deputados, funcionários naquela base do jeitinho brasileiro.

JOÃO HENRIQUE RIEDER

rieder@uol.com.br

São Paulo

Gazeta

Há brasileiros debochando do "abismo fiscal" nos EUA, mas ninguém reclama do "abismo moral" em que há anos o Brasil vem caindo. Abolir o ponto na Assembleia é só mais uma pequena queda...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

CONGRESSO NACIONAL

Fichas-sujas

Dentro de dias Senado e Câmara vão escolher seus novos presidentes e sobre os dois candidatos considerados virtuais vencedores pesam sérias restrições que o cargo não pode aceitar, além de serem fichas-sujas pelos vários processos que têm contra eles. Será que entre os 81 senadores e os 513 deputados federais não existe um nome impoluto, sério e decente para comandar as duas Casas?

DOUGLAS JORGE

douglasjorge23@yahoo.com.br

São Paulo

Continuidade

Que me perdoem os dez corajosos senadores da República que na terça-feira publicaram lúcido manifesto sobre a eleição para a presidência da Casa. Ao contrário do que insinua o documento, a eleição de Renan Calheiros para presidente do Senado não representa a volta aos tempos de "coronelismo da Primeira República", mas sua continuidade, de vez que o atual presidente é José Sarney.

FELIPE PUGLIESE JR.

fpugliesejr@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

  

SUTILEZAS LEGISLATIVAS

O artigo que trata da frequência do servidor público ao trabalho na Assembleia Legislativa de São Paulo foi sutilmente alterado. Da frase "a frequência do servidor será registrada diariamente por assinatura em livro próprio" a palavra diariamente foi retirada. Assim, a frequência, que já era deficiente, pode, dentro da lei, ficar inexistente. E todos continuam se perguntando por que somos eternamente o país do futuro...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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LIVRO DE PONTO

Ao apagar das luzes de 2012, a Assembleia Legislativa de São Paulo fez mais uma manobra suja e silenciosa em seu favor, como sempre, desobrigando os servidores de assinar todos os dias o livro-ponto, que controla a presença no trabalho. Portanto, se antes já havia meios de fraudar a presença, agora ela ficou totalmente franqueada, pois cada unidade terá seu próprio livro, que poderá ser maquiado e manipulado como quiserem. A alegação é de que tal norma flexibilizou a frequência para que a Casa se adequasse a uma resolução que permite aos funcionários trabalharem fora da capital. Para quem não trabalha nem na capital, imaginem fora dela. Na verdade isso deve se referir e servir para os fins de semana prolongados na praia, no sítio, na casa de campo, etc.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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LEGISLATIVO - A MESMICE DE SEMPRE

A missivista Beatriz Campos, Fórum dos Leitores do Estadão de 16/1, indaga qual o tempo necessário para limpar o Congresso Nacional das figuras nefastas que o empesteiam. Assim como a senhora Beatriz, acredito que 50% dos brasileiros conscientes e esclarecidos estão indignados com a mesmice e a pouca vergonha que se instalou nas duas Casas de leis, Câmara e Senado. Postulantes aos cargos de presidentes podem estar mais "sujos que pau de galinheiro", no entanto, serão apoiados por seus pares, que também não exalam bom cheiro e conduzidos aos mais altos postos de comando. Ética para "suas excelências" é apenas mais um detalhe. Não importa se o candidato roubou, se emitiu documentos falsos, se desviou dinheiro para o exterior, se o lobby, pagou a conta de filho fora do casamento, o que interessa é a concentração do poder e o povo que se exploda. Portanto, cara missivista, enquanto parte dos eleitores não se conscientizar de que o voto é um poderoso inseticida, capaz de exterminar com as ervas daninhas e predadores que invadiram o Congresso Nacional, continuaremos ainda por um bom tempo, reféns desses exterminadores do futuro.

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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CONGRESSO NACIONAL

Para analisar o atual comportamento desses desavergonhados que estão no Congresso Nacional, considere o seguinte: quem, em seu juízo perfeito, gastaria mais de R$ 1 milhão para pleitear um emprego cujo salário é de R$ 26 mil por mês? Pois os candidatos a deputado federal gastaram em geral entre R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para se elegerem, afora o que os senadores gastaram. Ora, atividades que costumavam ser consideradas profissões estão se tornando negócios. Quando profissões se transformam em negócios elas se voltam naturalmente para o lucro o que afeta os padrões profissionais. Esses padrões ficam comprometidos o que, por sua vez, reforça a ausência de valores e revela o caráter das pessoas. Nosso Congresso reflete exatamente isso em que esses "representantes do povo" se comportam como homens de negócios e o que é pior, inescrupulosos. Claro que gastaram essas fortunas, não para nos representar, mas sim para ganhar tudo o que puderem, corrupção incluída. Infelizmente, no meu entender, o raciocínio acima se aplica a todas as Câmaras Legislativas deste pobre país, infeliz e doente sem cura. Como acabar com isso? Seria com uma ação tipo revolução, força armada, terremoto ou outro cataclismo? Por último, a única esperança, o voto do povo. Mas este é uma utopia. A prova é a eleição dos que estão lá.

 

Alberto Martinez alberto.martinez@terra.com.br

São Paulo

 

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FERNANDO HADDAD ENGESSADO

Já na prorrogação do segundo tempo um projeto de lei do presidente Barack Obama evitou um temido precipício fiscal nos Estados Unidos. Fernando Haddad, quando aceitou a condição de candidato poste para disputar a Prefeitura de São Paulo, estava ciente da gravíssima enfermidade da economia do município, mas abraçou-a porque acima de qualquer obstáculo está o poder político, principalmente esse cuja conquista se justificava pela importância da economia paulistana para o Brasil. São Paulo perdeu a capacidade de investimentos, porque 95% da dívida pública da cidade foi refinanciada com a União em maio de 2000 (MP 2.l85). Nesse acordo, péssimo para São Paulo, a correção seria baseada no IGP-DI mais 6% de juros ao ano. Mas aí vem a arapuca. Se em 30 anos não fossem quitados pelo menos 20% do principal, os juros passariam a 9% ao ano, retroativos à data da assinatura do contrato. Pagar os 20% seria parar São Paulo. Optou-se por não parar e não pagar. Desde a assinatura do contrato, de 2000 até 2012 o município despendeu R$ 19 bilhões, sendo que R$ 18 bilhões são referentes a juros. Apenas R$ 1,2 bilhão refere-se a amortização. O saldo atualizado da dívida é de aproximadamente R$ 52 bilhões, sendo R$ 52 bilhões com o governo federal. Se o caldeirão dos bruxos do Planalto não inventarem uma poção mágica, Fernando Haddad terá conquistado uma vitória de Pirro.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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ACUADO PELO ORÇAMENTO

Haddad, depois de ganhar as eleições, acabou o ano se sentindo o "Superman" e iniciou o primeiro ano de sua gestão como ratinho acuado pelo "gatuno orçamento". Cortará R$ 5,2 bilhões de suas promessas de campanha. O pior é que nem poderá jogar a "herança maldita" nas costas de Gilberto Kassab, já que este logo após as eleições se bandeou para o lado da petralhada federal. O negócio será explicar por que não melhorou a saúde, educação, milhares de creches prometidas, os quilômetros de metrô, corredores de ônibus, fora as maquiagens para receber a abertura da Copa de 2014. As promessas como sempre ficarão gravadas apenas nas propagandas políticas pagas a preço de ouro. Melhor não se esquecer de que os paulistanos têm boa memória e cobram sem dó, porque as promessas de campanha influenciam diretamente na vida deste povo trabalhador. Por isso o PT jamais conseguiu o segundo mandato por aqui.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O CAOS NAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS

 

Neste início de ano, a mídia tem mostrado o caos encontrado pelos prefeitos eleitos, que não eram do mesmo partido ou não tinham o apoio político do antecessor. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - que o PT votou contra - tem de ter mecanismos para fiscalizar os administradores dentro dos seus mandatos, e não depois que saem de seus postos, e só assim haverá a possibilidade de punições severas, e não a desordem que temos hoje. No caso do novo prefeito ser continuidade do partido do antecessor, a LRF bem aplicada também poderá evitar que a sujeira seja enfiada por debaixo do tapete. O problema mesmo é que grande parte dos prefeitos não leva a sério a responsabilidade fiscal, porque também não se importam com a responsabilidade social, infelizmente.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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A PRÓXIMA VÍTIMA: EMPRESAS DE ÔNIBUS

A pedido de Dilma Rousseff, os prefeitos de São Paulo (PT) e do Rio de Janeiro (PMDB) vão congelar por hora o aumento da tarifa de ônibus, para maquiar novamente os índices da inflação. Petrobrás, setor bancário, setor elétrico e, agora, as empresas de ônibus. Quem será a próxima vítima? Será que o povo brasileiro não percebe que Dilma está sucateando o Brasil e, ao término de seu mandato, vamos receber uma verdadeira herança maldita? E aí vão colocar a culpa em quem? Pois, com certeza, ninguém vai assumir as burrices realizadas durante a última década.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PROMESSA NÃO CUMPRIDA

 

O grande poste do Lula Fernando Haddad nunca na campanha falou em aumento de ônibus nem de continuar com a inspeção veicular, quando alardeava que o Prefeitura arrecadava milhões para nada. Pelo que pude escutar, tenho alguns problemas de surdez: ele não disse ainda que a inspeção acabaria e agora anuncia o aumento do ônibus, claro, para castigar aqueles tontos ou otários que votaram e acreditaram nele. Como eu sou gato escaldado e já conheço o PT, que só é bom na oposição, não votei e jamais vou votar em PT, apenas saudações.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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INSPEÇÃO VEICULAR

Ao minimizar os benefícios da inspeção veicular por conta de uma suposta perda de recursos com a arrecadação de IPVA, o prefeito de São Paulo sinaliza com uma política de flexibilização do programa de verificação técnica que põe em risco a saúde da população. Os problemas financeiros do município não podem se sobrepor à qualidade de vida do paulistano. O levantamento da Prefeitura divulgado na reportagem Inspeção fez São Paulo perder R$ 328 milhões, diz estudo (Cidades/Metrópole, 14/1, C3), não leva em consideração que a inspeção anual vem assegurando as condições do ar na cidade, apesar de a frota de automóveis e motocicletas ter dobrado nos últimos dez anos.

Gilberto Natalini natalini@natalini.com.br

São Paulo

 

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AÇÃO EDUCATIVA

Acho interessante a Secretaria Municipal de Finanças do município de São Paulo reavaliar seu estudo, não só sobre a arrecadação, mas também sobre os impactos da poluição causada por veículos na população de São Paulo. Pesquisas, não tão recentes, conduzidas pelo professor Paulo Saldiva, revelam que o sistema de saúde gasta por ano, aproximadamente R$ 1 bilhão com a população, em decorrência de problemas respiratórios causados pela poluição de veículos, isso sem falar na questão sobre segurança viária e acidentes de trânsito. Quanto à questão do dinheiro, oficinas mecânicas, lojas de peças, indústrias de equipamentos para medição de emissão de gases e ruídos, indústria automobilística, indústria de filtros, velas, escapamentos e mecânica leve em geral foram obrigadas a realizar investimentos para suprir a demanda de produtos e serviços, em decorrência da obrigatoriedade das inspeções. Esses investimentos privados geram impostos, empregos, treinamento de pessoal especializado e o desenvolvimento de novas tecnologias a serviço do bem-estar e saúde da população. Se o problema é a falta de recursos, sugiro que a Prefeitura proceda com uma ação educativa e intensifique a fiscalização sobre aqueles que preferem o "jeitinho brasileiro" de sonegar, transferindo o endereço de origem de seu veículo ou simplesmente alugando peças e escapamentos dentro dos padrões de emissões para serem aprovados na inspeção, para depois, substituírem novamente os componentes pelos antigos, sem se darem conta dos prejuízos que essas atitudes causam a eles mesmos e suas famílias.

Ivan de Oliveira Branco ivan@ecofertil.eng.br

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA

O assassinato da moça grávida, em São Paulo, é atribuído à falha da justiça que permitiu um criminoso voltar a delinquir. Não é bem verdade. Falhas ocorrem ocasionalmente. Normalmente atribui-se o alto grau de criminalidade no Brasil, com 50 mil mortes anuais, à deficiências de nossa polícia, principalmente, e da justiça. A análise desse caso e de outros, no entanto, mostra que o grande defeito está em nossas leis, que são muito permissivas e desatualizadas. Há lacunas enormes, nossas penas são de "faz de conta", enfim, a legislação é inadequada para proteger a sociedade. Condenados saem do regime fechado para o semiaberto sem a necessidade legal de um exame "criminológico", o que é um convite para criminosos perigosos voltarem a delinquir, assim como, os favores das penas inferiores a quatro anos para crimes de natureza grave são um convite para o criminoso "arriscar" o primeiro assalto armado. O regime penal devolve desajustados à sociedade com muita facilidade e assim sendo, a reincidência no crime é enorme. Nossa legislação é de tão má qualidade que a morte de um animal ocasiona pena maior do que a de uma criança. É essa má qualidade das leis a causa da criminalidade excessiva no País. E o responsável é o nosso Congresso formado de maus legisladores, interessados muito mais em seus assuntos pessoais, em sua maioria, do que nos problemas da sociedade que fingem representar.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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INJUSTIÇA

Nossa Justiça é a verdadeira culpada pela morte daquela jovem grávida durante uma tentativa de assalto, posto que prendeu e soltou por duas vezes uma fera chamada Alex Alcantara de Arruda. Como se sabe, uma besta não pode ser responsabilizada por seus atos. Assim, cabe à Justiça responder por essa perda irreparável.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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INDIGNAÇÃO

Apesar de termos noticias horríveis todos os dias, não me lembro de ter ficado tão triste, indignada e chocada quanto com a morte da grávida Daniela. Sabendo do erro de nossa justiça, pior ainda. Acho que essa criança deveria ter pensão vitalícia do Estado. Que a pequena Gabriela seja um símbolo de paz e esperança que tanto almejamos!

 

Lilian Alves

São Paulo

 

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‘FIRULA’ JURÍDICA

Com essa onda de violência (roubos, assaltos, latrocínios, raptos, etc., etc.) que assola nosso Brasil e não havendo a tal da pena capital para os fatos realmente comprovados e, diga se de passagem a maioria deles, não sei onde vamos parar. Rádio, TVs, jornais comprovam isso, além da evidente competência policial, que é ótima, mas que esbarra na "firula" jurídica e acaba por deixar a bandidagem à vontade. É incrível como a sociedade, e eu também faço parte dela, não se mobiliza para dar um basta nesta que é uma verdadeira guerra real, mas não declarada.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

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ATÉ QUANDO?

Até quando teremos de conviver com essa violência que assombra nosso país e, em especial, a cidade de São Paulo? Está insuportável ver todos os dias pessoas sendo mortas na porta de casa, no farol, no restaurante, enfim, em qualquer lugar. No ano passado, mais de 100 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Isso é muito mais do que as mortes na guerra na Síria. E o que vemos de atitude concreta das nossas autoridades? Nada, absolutamente nada. E sabem quando isso irá mudar? Quando nossa polícia receber salários melhores, quando nossa justiça for mais rápida e eficiente e quando nossas leis forem modificadas. Dou risada (com tristeza) quando vejo, diariamente, no jornal e na televisão, notícias de pessoas que foram pegas em delito e que poderão ser condenadas a 2 ou 3 anos de cadeia. Só que isso é piada. Quem for condenado a penas de até 4 anos não vai para a cadeia. É regime semiaberto e, como não tem cadeia para a pessoa dormir, simplesmente não acontece nada. Temos de repensar o Brasil ou teremos de repensar em viver no Brasil. A sociedade não pode mais ficar assistindo a tudo isso pacientemente, como se fosse uma coisa normal. É só perguntar para os familiares de pessoas assassinadas como é a dor da perda. Que Deus nos poupe de sofrimento similar.

 

Silvio Schaefer excess@netpoint.com.br

São Paulo

 

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PURA INCOMPETÊNCIA

Se não me engano a violência exacerbou a partir de outubro de 2012 e já passamos da primeira quinzena de 2013, e continua com os mesmos níveis do início, chacinas, crimes violentos, assaltos seguido de morte e assassinatos até sem motivos, como no caso da secretária, e o que o governo do Estado fez? Trocou o secretário de Segurança Pública e proibiu o transporte de feridos em tiroteios nas viaturas policiais, claramente visando a proteger a integridade de bandidos perigosos, pouco se importando com as vítimas destes marginais de alta periculosidade. É muito pouco para um governador do Estado mais importante da Federação e denota a incompetência que está se generalizando em todos governos de Estados e federal.

 

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

 

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TELHADA

Governador, o Sr. só pode estar zombando da população de São Paulo. A sua Secretaria de Segurança Pública piorou depois da troca efetuada: foi trocado seis por meia dúzia. Temos absoluta certeza de que o único homem que poderá resolver e pôr ordem nesta situação de calamidade é o coronel Telhada.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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INEFICIÊNCIA?

Causa-me certa estranheza quando determinados crimes que acontecem em São Paulo, e que comovem a população pelo seu ato hediondo e cruel, a polícia num prazo de 24 a 72 horas tem o bandido preso, o laudo da polícia técnica formalizado, a razão do crime pressuposta, tudo desvendado em curto espaço de tempo. Leva-me a crer que a polícia tem mapeado todo o setor do crime da cidade de São Paulo, áreas de atuação dos bandidos, como cachorrinho que faz xixi na árvore, especialidade de atuação do criminoso, prováveis locais de reclusão após execução do crime, amigos e familiares que acobertam os criminosos, etc. Se essa eficiência é tão positiva, não deveríamos ter tantos crimes sem solução, como temos. Ou me indica que a polícia não tem interesse em solucioná-los.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

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A POLÍCIA E AS VÍTIMAS DE CONFRONTO

A resolução da Secretaria da Segurança Pública que impede os policiais de socorrer feridos (Estado, 9/1) é uma faca de dois gumes. Se garante atendimento especializado e preserva a cena pericial do acontecido, por outro lado, representa uma demora a mais no socorro pois, em vez de levar a vitima na sua viatura, que já se encontra no local, o policial agora tem de chamar o Samu ou o resgate dos Bombeiros para que aquelas equipes especializadas se desloquem de suas bases. Isso demora algum tempo e, no caso de um paciente esvaindo-se em sangue, esse tempo pode representar a diferença entre a vida e a morte. A atividade policial envolve riscos constantes, pois a polícia só é chamada ou age quando existem problemas e condutas fora do controle. Sua presença tem a finalidade de restabelecer a ordem pública. Daí a importância do treinamento e constante conscientização do agente policial para a sua finalidade no teatro social. Que o governo pretenda dar atendimento especializado aos feridos, não há que se contestar. Mas esse propósito administrativo não pode representar um desonroso "pito" ao policial que, até agora, foi treinado para socorrer e levar as vítimas encontradas até o pronto socorro mais próximo. Se do episodio restar essa imagem punitiva, não será difícil a tropa, sentindo-se sem a necessária retaguarda da corporação, preocupada com a repercussão de seus atos, cair em apatia e passar a atuar apenas em atividades-padrão, evitando os confrontos e perseguições, que podem resultar em sanções disciplinares. Não há nenhuma lei ou regulamento que obrigue o policial a abordar ou perseguir suspeitos. Ele o faz por experiência e vivência. Se deixar de fazer, o governo não receberá mais queixas relativas à violência policial, mas, em contrapartida, a marginalidade, hoje combatida, estará livre para agir.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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SOCORRO IMEDIATO

Senhor governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ainda dá tempo de revogar a lei que impede a Polícia Militar de prestar socorro imediato ao chegar no local da ocorrência. Apesar da boa intenção, essa lei poderá minar a sua carreira política.

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo

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24 MINUTOS

A morte do engenheiro eletrônico assassinado em roubo recente em Guarulhos (SP) talvez pudesse ser evitada se o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegasse tempestivamente ao local da tragédia. Primeiros-socorros que demoram 24 minutos para chegar à vítima podem ser tudo, menos serviço de emergência. Ruas abarrotadas e entupidas de carro também retardam, com certeza, o trabalho da ambulância.

 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

 

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ESCRAVOS DA BANDIDAGEM!

Mais um, mais outro, todos os dias, em qualquer lugar e a qualquer hora. Matam por nada, sem constrangimento, cruelmente. Matam idosos, crianças, gestantes, sem distinção. Adultos, maioria dos quais reincidentes e que liberados não hesitam em matar; crianças e adolescentes que já matam e todos seguem impunes. Agem como profissionais do crime posto que visam a e atingem lugares mortais e não apenas para intimidar, imobilizar, é para matar mesmo. A cada instante famílias são destruídas por esses crápulas, excreções da nossa sociedade e os poderes constituídos permanecem de braços cruzados, omissos e impotentes. A força policial encontra-se perseguida, acuada e já não impõe temor aos bandidos, pelo contrário. O que assistimos é de pleno conhecimento daqueles que poderiam esboçar reações de indignação, sentar-se à mesa e agir com a firmeza e prontidão compatíveis e oportunas, mas que permanecem inertes, impassíveis, o que denota crônica insensibilidade e desprezo para com a população que os alçou ao poder. Alguns, desdenhando, atrevem-se até apresentar propostas absurdas que resultam apenas em benefícios e mordomias aos marginais, assassinos cruéis, irrecuperáveis. Repudiamos, com veemência, essa inércia aliada à inaptidão tão perniciosa quanto à ação bandida e que extrapola todos os limites de tolerância de uma sociedade aterrorizada. E aqui não isentamos ninguém: O Poder Executivo é omisso e relapso; o Legislativo, submisso ao Executivo, é negligente e inábil; e o Judiciário, excessivamente condescendente. Para que se tenha uma ideia, apenas 2% dos criminosos vão aos tribunais e, se condenados, ainda gozam de privilégios como salários (maiores do que o mínimo pago a quem trabalha); redução de pena por "bom comportamento"; visita íntima; indulto e outras aberrações. Não bastasse, ainda temos na sociedade a ala dos omissos e resignados que, por escrúpulos, ainda reluta em cobrar, exigir de quem compete punições severíssimas - pena capital, prisão perpétua, entre outras - compatíveis com a violência praticada. Indagamos: Quem são os verdadeiros transgressores e até quando a sociedade suportará esse massacre consentido e estimulado?

José Hildeberto Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

 

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UM EXEMPLO QUE CHOQUE

Em São Paulo, assistimos todos os dias pelas TVs aos mais variados crimes, às vezes sem motivo. Como nossa polícia não consegue coibir esses assassinatos e como nossos governantes não tomam maiores providências, como idoso (84 anos), vejo-me no direito de expor minha opinião com a intenção de fazer com que os tempos melhorem, para os mais moços e as crianças de hoje. Sempre disse e reafirmo que o exemplo é o melhor remédio para todos os males e educação. Sugiro, pois, que tenhamos a pena de morte e que os assassinos pegos em flagrante ou, sem dúvidas, reconhecidos sejam sumariamente condenados e enforcados em praça pública, para exemplo de quem quer que seja. Antigamente havia em São Paulo, próximo ao largo da Sé, a Praça dos Enforcados, como contava meu avô, onde o povo ia assistir à justiça que hoje não se vê mais.

 

Aristides Castro Andrade de São Thiago a.cast@uol.com.br

Campinas

 

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REAÇÃO

Um ladrão foi surpreendido ao tentar assaltar um motorista em Curitiba, no Paraná. A ação foi registrada por uma câmera de segurança e mostra o momento em que a vítima reage à ação criminosa, toma a arma do bandido e atira pelo menos cinco vezes contra o assaltante. Antes disso, o bandido rende o motorista no carro, que está estacionado. Numa reação arriscada, a vítima do roubo agarra o ladrão, desce do veículo e consegue tomar a arma dele. O criminoso tenta fugir, mas é atingido por pelo menos cinco tiros. A polícia recomenda que não se deve reagir? Então vamos recorrer a quem? Ao diabo? Pois em geral mesmo sem reagir os canalhas atiram para matar, então pelo menos temos de tentar matar esses crápulas, e deveríamos começar uma campanha urgente, com a ajuda dos direitos (des)umanos.

 

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

 

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DESARMAMENTO

O artigo O desarmamento e a experiência brasileira, de Antonio Rangel Bandeira, publicado na segunda-feira, 14/1/2013, embora dirigido aos EUA, após as últimas tragédias notoriamente conhecidas, menciona aspectos da experiência brasileira que surpreendem pelo otimismo e omissão de dados. A questão das armas em casa e o direito à legítima defesa mereceu adequada resposta no editorial publicado neste mesmo jornal, em 27/12/2012, sob o título Os bandidos agradecem. Nele, os argumentos do sociólogo, são respondidos com muita vantagem e os reduzem a uma falácia costumeira. Aliás, o artigo do sociólogo não mencionou, em momento algum, a grande manifestação de 64% da população brasileira contra o referendo que pretendia proibir o comércio de armas no Brasil. Como falar em supremacia da vontade popular sobre a proibição das armas diante da esmagadora derrota do governo no referendo? Além disso, no Brasil, números do Ministério da Saúde demonstram que, entre 1980 e 2010, cerca de 741.7771 cidadãos brasileiros morreram por disparos de armas de fogo, cifra bem superior a muitas guerras no mundo. Segundo reportagem neste jornal, de 23 de dezembro de 2012, os 36.792 assassinatos em 2010, no Brasil, representam "quatro chacinas de Newtown todos os dias do ano". A acusação aos parlamentares que seriam movidos pelos fabricantes de armas, no Brasil, "data vênia", não procede. Aqui, enquanto o governo não garantir a segurança, ninguém pode se dar ao luxo de andar desprotegido, no interior de suas casas, e ser assinado, sem mais nem menos, por bandidos que circulam, livremente, armados por nossas cidades. A legítima defesa, instinto natural e direito do cidadão, para ser exercida, precisa, ao menos da igualdade de condições. Não se trata de ideologia de glorificação das armas, mas, apenas, de tentar se proteger quando o Estado não o faz de forma satisfatória. É incrível a afirmação do articulista que os EUA tenham se impressionado pela política do desarmamento brasileira. Alguma coisa está errada nessa ilação e a escolha do desarmamento nada tem a ver com a Copa do Mundo. É simplesmente lamentável o raciocínio.

 

Helio Lobo Junior hlobojr@uol.com.br

São Paulo

 

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A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

O artigo de autoria do desarmamentista A. Rangel Bandeira, "sociólogo do Viva Rio", apoia-se em fatos e estatísticas que devem ser corretamente confrontadas com a realidade. Para início de conversa, se os Estados Unidos são "o país mais violento entre as nações desenvolvidas", com os seus comprovados 3,2 homicídio por cada 100 mil habitantes, em pleno vigor da Emenda n.º 2 da Constituição Americana, mais um número que quase iguala o de habitantes daquele grande país de armas em mãos de particulares. Então o que é o Brasil com o seu caricato Estatuto do Desarmamento, que criminaliza o direito à legítima defesa, em pleno vigor, sendo que em nosso país se detectam em torno de 40 homicídios por número respectivo de habitantes? Não esquecer que nós, os brasileiros, somos uma população quase desarmada. O Viva Rio, este típico golpinho de public choice, com seu discurso para canalizar significativo montante de verbas públicas para este movimento salvador da pátria, criou artificialmente uma crise de armamento neste Brasil indefeso. Retirem-se as armas do povo e a criminalidade e a violência vai baixar a maré. É uma lógica de quem teve meningite na infância. Que tal amputar o membro viril à população masculina na Índia, diante da última moda bestial dos estupros coletivos que assola aquela "magnífica" (por enquanto) democracia? Não adianta nada, Sr. A. R. Bandeira, falsear dados estatísticos para esconder um fato definitivo, quando se vive num país que acata as suas próprias instituições democráticas, que foi a derrota sofrida por este movimento fajuta na consulta popular de 2005. O povo disse não ao desarmamento. Mas estes movimentos enganosos de salvadores da pátria não sabem lidar bem com derrotas em eleições e consultas populares que eles mesmos inventam.

 

Martim Afonso Palma de Haro martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

 

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ESTATUTO SEM NENHUMA EFICÁCIA

O sociólogo Antonio Rangel Bandeira, autor da analise de segunda-feira O desarmamento e a experiência brasileira, defendendo o Estatuto do Desarmamento, esquece de explicar como os Estados Unidos com 300 milhões de armas de fogo nas mãos de civis tem uma taxa de homicídios por arma de fogo de 3,2 por 100 mil habitantes, enquanto o Brasil, com cerca de 17 milhões de armas de fogo (segundo dados da ONG Viva Rio), tem uma taxa de homicídios de 22 mortos por 100 mil habitantes, sete vezes maior que a americana e a segunda maior do mundo. Mesmo com esses números, quer dar a entender que o estatuto do desarmamento é um sucesso e uma experiência a ser admirada e copiada pelo resto do mundo. Há um ano fui vítima de um assalto em minha residência, em Campinas. Fui baleado e hoje estou paraplégico. Não houve nenhuma investigação policial, não foi feita nenhuma perícia no local e o criminoso provavelmente continua à solta cometendo outros crimes. Confesso que gostaria de ter uma arma para me defender nessa ocasião, o que sem dúvida alguma teria aumentado minhas chances de sucesso no confronto, mas estou seguro de que o que vai diminuir nossa taxa de homicídios e de criminalidade, de modo geral, é uma polícia aparelhada, treinada e bem paga que investigue e solucione os crimes, localize e ponha na cadeia os criminosos, e não leis sem nenhuma eficácia, como o Estatuto do Desarmamento.

Geraldo Ferreira quartoplanejado@yahoo.com.br

Campinas

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TIRO PELA CULATRA

A notícia de que a experiência do Brasil no tema de controle de armas de fogo, com a aprovação do Estatuto do Desarmamento, será levada ao painel de debates nos EUA pelo sociólogo Antonio Rangel Bandeira, da ONG Viva Rio, soa como um grande sofisma aos mais cultos do povo brasileiro. Em primeiro lugar o Brasil não tem experiência alguma no controle de armas de fogo e, em segundo lugar, a informação de que o controle foi eficiente por aqui é uma grande mentira. Na verdade, se verificarmos as estatísticas reais (não aquelas forjadas pelo governo e pela ONG), veremos que o número de mortes causadas por armas de fogo aumentaram depois da promulgação do estatuto. Aliás, nunca se viu tanta morte causada por armas de fogo neste país como nos últimos anos. E, diga-se de passagem, as vítimas foram em 99% os cidadãos honestos, trabalhadores e ordeiros, muitos dos quais se desvencilharam de suas armas em troca de parcos trocados do governo. E o próprio Bandeira fala que "o Brasil ainda é campeão em numero absoluto em mortes porque nossa polícia precisa ser reformada". Ora, se o Brasil ainda é campeão, então é sinal de que não deu certo. Não creio que desarmar a população tenha dado certo. Creio, sim, que o governo deve desarmar o bandido, coisa diferente da pregada pela ONG. Aliás, ao que parece, diversas ONGs foram criadas casuisticamente, tirando proveito de determinadas situações, direcionadas a interesses particulares ou de determinados grupos, tentando impor determinados pensamentos e recebendo ajudas financeiras sempre voltadas à própria entidade, e nunca para o povo. Apurem-se sem subjetivismo os resultados da lei e perceberemos que "o tiro saiu pela culatra". Quantos ainda morrerão em razão do olhar caolho do governo a respeito?

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

 

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DÁ O QUE PENSAR

Os adeptos das campanhas "Da Paz" já batem bumbo com a decisão do governo americano sobre as armas, dando a entender que a coisa é maior do que é na verdade. Aviso aos navegantes de bem: trata-se de medidas razoáveis, de restrição de armas pesadas de uso militar e de armas de repetição, além de controle de antecedentes criminais dos compradores. O direito de o cidadão americano se defender não será retirado. Não se pensa em proibir um direito que lhes é fundamental. O americano sabe que quem mata é o homem por trás da arma. O caso do Brasil é ilustrativo. Com proibição quase total de venda de armas, matam-se 50 mil pessoas por ano, num país de 200 milhões de habitantes. Nos Estados Unidos os números são bem diferentes: 35 mil mortos (sendo 17 mil por armas de fogo) por ano, em uma população de 300 milhões. A taxa de homicídios é baixíssima, se comparada com as do Brasil "desarmado". Dá o que pensar, não dá?

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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OPERAÇÃO DELEGADA

Policiais Militares da Operação Delegada devem começar a multar quem faz barulho (Estadão, caderno Metrópole, 16/1/2013). Ótimo. Convido os agentes da segurança pública a visitar a região de Paraisópolis, trazendo vários talonários de multas. Lá encontrarão toda a sorte de irregularidades, não só com relação ao barulho irregular, clandestino e infernal, que impede o exercício do sagrado direito ao sossego. Basta frequentar as imediações da favela de Paraisópolis, um território, infelizmente, imune à fiscalização e às ações do Estado organizado. Estamos falando principalmente da Rua Ernest Renan, do trecho compreendido entre o ladeirão de Paraisópolis e a Rua Clementinne Brenne, aí incluídas as Ruas Antonio Júlio dos Santos, Antonieta Ferraz Diniz, João Dias da Costa e João Avelino Pinho Mellão. Resta saber se esta região será visitada pela administração pública municipal para resolver o problema. Ainda tenho minhas dúvidas. Continuando, afirmar que os bailes funk e pancadões são apenas um caso para a cultura, francamente, é uma insanidade. É certo que todos têm o direito de exercer suas habilidades e de se divertir em momentos de lazer. Porém, nenhuma atividade social poderá atentar contra o bom senso, ordem pública, costumes e o direito alheio eventualmente ofendido. Em síntese, aqueles que pretendem se divertir precisam respeitar o direito dos outros. Simples assim. Aliás, é exatamente o que não aconteceu no recente episódio da Praça Roosevelt, com os usuários de skate. Por isso, não há como aceitar que o Estado não reprimirá as diversas irregularidades que ocorrem por conta deste tipo de atividade (bailes funk e pancadões). Com a palavra, o poder público.

 

Francisco Antonio Bianco Neto franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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