Fórum dos Leitores

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2013 | 02h07

Aprender a ser ex?

Assessores dizem que Lula descarta a hipótese de disputar a Presidência em 2014 e apoiará a reeleição de Dilma Rousseff. O próprio Lula diz que quer aprender a "ser ex-presidente sem se meter no exercício de quem exerce a Presidência". Ante tal declaração, concluímos que ele continua o mesmo, não mudou absolutamente nada, segue iludindo, enganando e prometendo à população as mesmas balelas de sempre. O pior é que o povo acredita, não é?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Em campanha

Lula quer ser ex-presidente e não será candidato em 2014? Ótimo para o País! Mas por que continua em campanha eleitoral?

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

De novo...

Ao final de seu segundo mandato, cutucando Fernando Henrique Cardoso, Lula disse que saberia comportar-se como ex-presidente, honrando a liturgia do cargo. E também que usaria todo o tempo disponível da sua vida para provar que o mensalão não existiu. Após a condenação de seus "cumpanheiros" aloprados, em vez de defendê-los, omitiu-se e sumiu. Recentemente reapareceu todo faceiro em reunião do secretariado do "poste" prefeito, na qual demonstrou quem realmente vai comandar a cidade de São Paulo nos próximos anos. Agora vem, novamente, dizer que vai saber se comportar como ex-presidente... Ora, pela coerência e firmeza das suas declarações, acredito que algo de ruim esteja sendo tramado. Preparem-se para novos escândalos e mensalões. Dignidade, ética e caráter são demonstrados por atitudes, e não por palavras - no que o ex-presidente é único.

CLAUDIO GROZINSKI

claudio@linterconstrutora.com.br

São Paulo

ECONOMIA

Pequeno investidor

Cenário de juro baixo e inflação em alta desafia pequeno investidor no País (21/1, B4). Se gastarmos as nossas poupanças, como o governo federal aconselha, ficaremos inadimplentes e devedores de altas taxas de juros cobradas pelo uso de cheque especial e de cartões de crédito. Se pouparmos o pouco que nos resta dos rendimentos auferidos, pagamos Imposto de Renda e ainda recebemos juros irrisórios, além de diminuir o nosso poder de compra. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come... O que fazer? Segundo o economista Delfim Netto, "com o tempo até eles aprendem". Oremos.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

Inflação

Tenho 55 anos e antes do trabalho, ao sair da padaria onde faço regularmente minhas refeições, deparei-me com uma cena que não via há muito: o gerente com uma "arma" em punho, a velha máquina de remarcar preços, crec, crec, crec... Senti um frio na espinha e rapidamente voltei 20 anos no tempo. Lembrei-me até do overnight. Deus nos proteja!

JOSÉ JAIRO MARTINS

jvc6@terra.com.br

São Paulo

Índice real

O governo federal afirma que a inflação de 2012 foi de 5,8%. A Universidade Federal de Lavras (Ufla), a título de trabalho escolar, sugeriu e orientou seus alunos a pesquisar a real inflação do ano passado no Sul de Minas. Resultado encontrado: 11,2%. Quem está com a razão, o governo ou os alunos da Ufla? Extraoficialmente, pesquisaram o conceito dos moradores da região sobre instituição com maior e menor confiabilidade e prestígio entre eles. Resultado: maior confiança e prestígio, o Supremo Tribunal Federal; menor confiança e prestígio, o Poder Legislativo em geral (Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal).

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Oposição

Na Argentina, o instituto governamental anunciou inflação de 10,8% em 2012; para a oposição, foi de 25,6% (16/1, B6). Os maiorais da nossa oposição (PSDB, DEM, PPS, etc.) parecem aceitar o índice oficial. Para a população em geral, o índice é muito maior. Está mais do que na hora de ser constituído um partido que faça verdadeira e enérgica oposição e de ser lançado, assim que possível, um candidato à Presidência em 2014 que defenda os interesses da Nação, preferencialmente um grande nome não integrante da atual classe política.

JOÃO ALFREDO CASTELO BRANCO

contracorr@gmail.com

São Paulo

Jeitinhos e arreglos

Mais de 30 anos depois da famosa frase do falecido ministro da Fazenda Mario Henrique Simonsen "a inflação aleija, mas o câmbio mata", a manipulação contábil e estatística e o intervencionismo continuam firmes e fortes no Brasil, na Argentina et caterva sul-americana. Em tempo: o spread bancário, esse vai muito bem, obrigado.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

De jeitinho em jeitinho...

O ministro do jeitinho, Guido Mantega (Fazenda), telefonou para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para que este desse um "jeitinho" e não aumentasse a tarifa do metrô, para tentar controlar a inflação. Presidente Dilma, será que dá para diminuir a empáfia, concordar com o artigo do Financial Times e também dar um "jeitinho" de pôr esse ministro para correr?

EDUARDO BIRAL

elbiral@ig.com.br

São Paulo

É sempre assim

O povo arca com as consequências após o fevereiro "pão e circo" carnavalesco da alegria, ao enfrentar a realidade nua e crua do reajuste da passagem de ônibus (e metrô), que deve ocorrer a partir de 1.º de junho. É sempre o povo que "paga o pato" da inflação!

NELSON M. DA COSTA FILHO

ncostafilho200@gmail.com

São Paulo

Aumento de tarifas?!

Assíduo leitor do Estado, observando notícias e comentários veiculados em 21/1, li sobre o adiamento do aumento de tarifas em coletivos, a composição Haddad-Alckmin e críticas. Concordo! Vivemos sob a égide da democracia (graças a Deus) e cabe, de fato, toda ordem de consideração/julgamento, etc. Mas o que ninguém falou: o valor das passagens não deve ser aumentado, e sim diminuído, considerando a qualidade do serviço prestado pelas empresas de transporte, a manutenção quase que inexistente, "latas velhas" circulando e pondo em risco a vida de muitos. No meu entender, R$ 0,50 é um valor mais que justo pelo serviço oferecido.

CARLOS NELSON HORROCKS

carloshorrocks@yahoo.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

TERGIVERSANDO

Criou-se uma polêmica muito grande em torno da internação compulsória, ou forçada, dos viciados em crack. Agora discute-se sobre a validade do termo "compulsória". Enquanto isso, as fotos ou imagens de vídeo de pessoas dependentes da droga, na cidade de São Paulo, são estarrecedoras. Verdadeiros farrapos humanos espalhados pelas ruas da metrópole. A discussão atual é se devem ser internados ou não, se devem receber tratamento ou não, se a internação, mesmo contra a vontade do viciado, não vai ferir os seus direitos de cidadão. Uma discussão desse tipo é muito conveniente para quem não quer se envolver de fato no problema. Cada um aponta numa direção e, em seguida, vai embora, sentindo sua consciência tranquila por ter dado uma sugestão. Fala-se sobre uma porção de aspectos, nenhum, entretanto, sobre "a interrupção do fornecimento da droga". Numa guerra, por exemplo, uma das principais providências é cortar o abastecimento do inimigo. O que as autoridades estão fazendo nesse sentido? Enquanto isso, as discussões prosseguem sobre se os drogados devem ou não ser internados e tratados. O termo é "tergiversar".

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

*

TRÁFICO

Até que enfim o governador Geraldo Alckmin tomou uma medida louvável, mas drástica com relação aos viciados em crack: a internação compulsória. O que nós precisamos mesmo é admitir que reuniões e palestras de pastores, padres, simpatias, reuniões, curador e garrafadas são tudo balela, não passam de enganação e hipocrisia barata. É tampar o sol com peneira. O segundo passo, agora: nossos dirigentes precisam tomar medidas mais enérgicas no combate ao tráfico de drogas.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arnaldo_santana@hotmail.com.br

Itapeva

*

TORCIDA

Será eficaz a internação compulsória de dependentes químicos? Será o início da redenção destes doentes? Acredito que o só tempo poderá responder, haja vista opiniões contrárias de vários especialistas. Mas pelo menos algo está sendo tentado, ao contrário do que pensam muitos, que parecem "viver" da desgraça humana e que só sabem criticar. Vemos a tragédia crescer apesar da atuação destes salvadores, pretensos donos da verdade, por anos a fio. Boa sorte a todos os envolvidos!

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

BALANÇA COMERCIAL

O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, criticou a internação compulsória para drogados no Brasil, alegando que "o pior que pode acontecer é se tirar a liberdade do consumidor (de drogas)". Sem dúvidas, pois tal atitude compromete a "receita" e a "balança comercial" da Colômbia, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

O OBJETIVO DOS COVEIROS

Nos jornais da noite de 21/1, o SBT mostrou como é fácil entrar e sair pelas fronteiras do Brasil com a Bolívia e Peru, nas barbas da Polícia Federal, contrabandeando o que quiser, inclusive drogas. Na Globo, comentava-se sobre as dificuldades para reduzir o número de pessoas que ocupam a cracolândia, oferecendo alojamento e tratamento, ação que envolve diversos órgãos oficiais. Acontece que o governo estadual está sendo confrontado pela situação e pela sociedade e quer ser protagonista, gastando boa parcela do seu orçamento da saúde, e ainda por cima sendo criticado pelos "defensores" dos direitos humanos e, principalmente, por razões políticas. Sem a participação da família (poucos usuários ainda não foram abandonados), entidades religiosas (não essas que vendem Deus e Jesus na mídia diariamente e cujos representantes voam de jato ou helicóptero particular, além de receberem do Itamaraty passaportes especiais), da sociedade de uma forma geral e, principalmente, do governo federal, fechando as portas de entrada das drogas, tudo será em vão. O governador Geraldo Alckmin e seu partido serão muito criticados, e os que também têm responsabilidades, tais como o prefeito Haddad, a presidente Dilma e os paus-mandados do Lula, ficarão esperando a derrocada, esfregando as mãos, na expectativa da tomada do Estado de São Paulo, que é o único objetivo dos coveiros desta Nação.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

*

EU MOREI NA CRACOLÂNDIA

Meu nome é Fabian, morei na cracolândia de São Paulo por seis anos, fiquei mais de um ano sem tomar banho e dormia nos casarões abandonados onde meninos e meninas de 13 anos eram estuprados constantemente. Passei por 25 internações até que, em 2003, consegui voltar para a minha vida. Em 2005 comecei a faculdade e hoje estou terminando a pós-graduação em dependência química. Montei uma empresa de prevenção das drogas e vivo de palestras que ministro em empresas e escolas. É difícil acreditarmos que esta nova tentativa vá de fato resolver o problema da cracolândia. Se a internação compulsória será somente autorizada em último caso e de extremo risco, significa que então vamos continuar a ver este mar de zumbis caminhando pelas ruas do centro de São Paulo? Quer dizer que, se o indivíduo abandonou a sua casa, seus filhos, não toma banho há meses, passa o dia "achacando", assustando as pessoas e roubando, ele ainda não é considerado um caso extremo? Na minha opinião, qualquer um que esteja vivendo naquele mar de zumbis já é caso extremo, já está colocando sua vida em risco, a vida dos que estão ao seu redor e a vida dos moradores daquele bairro. É repetidamente cansativo ouvir tantas pessoas dizerem que não funciona fazer as coisas contra a vontade dos viciados. É claro que funciona! Defendo que o recolhimento seja feito por médicos e autoridades de direitos humanos. Em primeiro lugar, recolher um indivíduo que se transformou num zumbi não é contrariá-lo. Porque aquele ser humano já não existe mais ali, ele foi anulado por uma espécie de demônio que tomou conta daquele corpo. Naquele momento estaremos recolhendo somente mais um corpo muito enfermo que precisa de cuidados extremos. Depois de três ou quatro semanas, quando aquele ser humano der seu primeiro sinal de vida, é que imediatamente devemos dar a ele a opção de querer se tratar ou não. Se ele não quiser se tratar, aí, sim, devemos respeitar a sua vontade. É somente dessa maneira que poderemos de fato dizer que demos a ele a opção de escolher e que de fato respeitamos a sua vontade. Eu ganhava R$ 3 mil por mês pedindo dinheiro e não tendo de roubar nunca. Mas conseguia isso invadindo o direito das pessoas, incomodando muito, vagabundeando e dando golpes o tempo todo. É isso o que eles fazem o dia todo. Cada um daqueles "craqueiros" que vemos pela câmera do helicóptero e que mora na rua fuma em média 10 ou 15 pedras de crack por dia. A um preço médio de R$ 5 a R$ 10 cada pedra, estamos falando de R$ 100 por dia. Agora multiplique isso por 200 "craqueiros". Onde você pensa que eles arrumam tanto dinheiro? No meu tempo de rua, conheci mais de 500 outros "craqueiros" e vi muita maldade. O crack é demoníaco e permite que tantos viciados passem o dia pensando em mais uma forma de conseguir mais uma pedra, não é nada tranquilo para nossa população.

Fabian Penyy Nacer caixapostal@terra.com.br

São Paulo

*

SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA

O governador Alckmin declarou que "sensação de insegurança é normal". Bem, pode ser normal para ele e seus familiares, que vivem cercados de forte esquema de segurança. Para nós, simples mortais, tal sensação é latente e constante. Lamentável, senhor governador!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

DESABAFO

A grávida morre com um tiro na cabeça. A menina de 14 anos mata por uma correntinha e uns trocados. A criança drogada de 12 anos morre atropelada para não deixar o vício. A criança de 8 anos morre no hospital por que o médico faltou. O irmão esquarteja a irmã, com a ajuda do namorado, daí a polícia prende, leva o bandido para a delegacia e este sai pela porta da frente, antes do policial, que fica horas para encerrar o BO. Quando chega o verão, a mesma repetição monótona: chuvas, enchentes, deslizamentos, lixo espalhado, lixo espalhado, lixo espalhado, morte e soterramento. Enquanto isso, em Brasília, o político ladrão e condenado assume o mandato com a maior cara de pau. E o chefe da quadrilha não pode ser investigado. Temos duas alternativas: da Revolução Francesa, até a primavera árabe, todas as sociedades tiveram seu ponto de ruptura, fizeram suas revoluções, enforcaram seus reis corruptos e partiram para outro caminho. Ser um povo pacífico é uma benção, já ser um povo passivo é uma desgraça. Não queremos pão e circo. Ladrão é ladrão, tem de ficar preso, armado com um revólver ou uma caneta. Criança não tem direito de perambular pelas ruas. Lugar de criança é na escola. Bolsa Família, bolsa carinhosa, bolsa tudo, somente com o compromisso de controle de natalidade. Mulher não é gado, pra ficar parindo eleitor. Vivemos um excesso de "direitos", quando o que precisamos é de mais "deveres". Temos o dever de ser corretos, no trabalho, na família. De respeitar o próximo, amigos e desconhecidos. Temos o dever de respeitar as leis, não sujar as ruas, não estacionar nas calçadas, não maltratar os animais. Temos o dever de levantar no ônibus e dar lugar aos idosos e gestantes. Temos o dever de respeitar as vagas de deficientes. Temos o dever de diminuir o som e não incomodar os vizinhos. Temos o dever de falar por favor e obrigada. Temos o dever de cobrar, daqueles que administram a sociedade, que as leis sejam cumpridas, por eles, principalmente, dando bons exemplos. Temos o dever, principalmente, de educar nossos filhos com valores, criando indivíduos de caráter e solidários, para que a imbecilidade humana não se perpetue, e, assim, com mais "deveres", multiplicaremos os direitos de todos.

Ana Cristina de Salvi Aragoni cristina.gvpg@fordcostasul.com

Praia Grande

*

ERRO DA JUSTIÇA

O desembargador que soltou um criminoso sob pretexto de que "cadeia não recupera ninguém" é cúmplice no assassinato da secretária Daniela, de 25 anos, grávida de nove meses. O bandido atirou na cabeça da jovem, que morreu no hospital, tendo os médicos salvo a criança numa cesariana, e a menina recebeu o nome de Gabriela. Se o desembargador pensa dessa forma, então para que cadeia no Brasil? Esse magistrado deveria fazer um curso de reciclagem, não merece confiança do cargo que exerce. Tivesse sangue nas veias, deveria mesmo pedir exoneração, porque praticou um violento crime ao assinar a liberdade do facínora. Trágico acontecimento provocado pela incompetência de um magistrado que chega às raias do sadismo, uma vez que não teve visão nem meditação para analisar profundamente o criminoso sedento de sangue, que libertou para as ruas, para matar fosse quem fosse, menos seus familiares, que, possivelmente vivem em países com baixa criminalidade. Esse magistrado deveria ser processado criminalmente pelo ato insano que cometeu ao colocar nas ruas um marginal de alta periculosidade. Será que o desembargador tem suas noites tranquilas de sono? Será que terá tranquilidade quando se aposentar e lembrar que o bandido sanguinário colocado nas ruas poderia continuar preso e, assim, evitaria o terrível homicídio que destruiu uma família e deixou a sociedade brasileira estupefata? Com magistrados assim, continuaremos sendo atacados e mortos por criminosos que desembargadores por mero prazer de assinar um documento, sem nenhuma responsabilidade, colocam nas ruas das cidades deste país. Será que não percebem que estão dando ao criminoso o caminho para continuar matando pessoas e que eles próprios são tão criminosos quanto o bandido que atira no rosto das pessoas indefesas, pessoas responsáveis cumpridoras de deveres, mães de famílias, pais de família, grávidas? Ora, a secretária morreu assassinada por um bandido que o magistrado cúmplice libertou! Até quando pagaremos bons salários para esses magistrados virarem-se contra nós libertando bandidos assassinos perigosos?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

*

FERNANDO HADDAD E A CORRUPÇÃO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deu posse ao controlador-geral do município em novo órgão que vem substituir a Corregedoria-Geral, criada, salvo engano, na gestão Pitta, e a Ouvidoria-Geral, criada na gestão Marta Suplicy. Essas iniciativas têm cumprido muito mais o papel de mostrar ao público o desejo do governante de dar combate à corrupção do que uma real eficiência, que, a meu ver, só poderá ser alcançada se houver a efetiva vontade política de extirpar esse mal que é inerente ao modelo brasileiro de gestão da coisa pública. É o modus faciendi do fazer política no Brasil. Havendo vontade política, não são necessários outros instrumentos além daqueles já existentes. Aliás, antes deles o município já contava com a Procuradoria-Geral, órgão incumbido, através do seu Departamento de Procedimentos Disciplinares, de promover a apuração das irregularidades administrativas, sugerir a propositura de procedimentos disciplinares, em relação a servidores, de ações de improbidade, e encaminhar ao Ministério Público os casos que exigissem a apuração de outros crimes na esfera penal. Uma medida eficiente, que recomendo ao Sr. Fernando Haddad, são o devido aparelhamento desse departamento e a concessão da devida autonomia à Procuradoria-Geral, para que as apurações dessas irregularidades, que são de sua competência, não fiquem submetidas aos interesses político-partidários momentâneos. Essas medidas, sim, revelarão o real desejo político de dar combate à corrupção.

Cesar Antonio Alves Cordaro cesar.cordaro@gmail.com

São Paulo

*

ALGEMAS DE OURO

Sugiro que os organizadores do concurso Algemas de Ouro, que elegeu o político mais corrupto do Brasil, avaliem a possibilidade de considerar o ex-presidente Lula como concorrente hors concours. A ideia tem o objetivo de criar uma expectativa e dar ao concurso um interesse maior no resultado final. Com a participação do ex-presidente, o concurso se torna desigual e previsível.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

*

O LULOPETISMO CORROMPIDO

Lula, o falastrão de plantão, além de sabidamente pai do mensalão, vem agora dar seus palpites aqui, em São Paulo. Já não bastou este cara afundar com seus asseclas o Brasil como um todo, com suas mentiras, lorotas e marolinhas, mensaleiros e corruptos, do qual faz parte integrante diretamente, postes em todos os lugares, maquiagens de inflação, pseudocrescimento, etc. Agora vem dar seus palpites de semianalfabeto e arruaceiro de porta de fábrica do ABCD paulista para que seu novo poste, Fernando Haddad, o obedeça e afunde de vez o que o nefasto Kassab já houvera feito com a cidade de São Paulo! Temos de dar um basta final em Lula e seu lulopetismo de jantares a R$ 1 mil/pessoa para arrecadar verbas para que os corruptos do mensalão não arquem com suas dívidas! Genuíno criminoso na Câmara federal e outros quetais dando palpites! Este é o Brasil do PT de Lula, Dilma, Rui Falcão e os 300 picaretas, e nossa oposição nada faz contra esta pouca vergonha que só nos envergonha e depõe contra todo o povo brasileiro.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

*

A PREFEITURA NÃO É BRINQUEDO

Na boca do forno, Haddad fará tudo o que o mestre Lula mandar.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

NA MIRA DA LEI

O ex-prefeito Paulo Maluf terá de devolver US$ 28 milhões à Prefeitura de São Paulo. Será que devolve?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

O SOCORRO DOS COMPANHEIROS

Aos brasileiros é impossível não admirar – e cobiçar – a justiça da Corte da Ilha de Jersey. Gostaríamos que essa Corte tivesse poder também para prender todos os corruptos do Brasil, já que a nossa Justiça está deitada eternamente em berço esplêndido e só é moderninha para os poderosos, como o PT, que chega a desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF) pela condenação dos mensaleiros e nada lhe acontece. Ora, esse partido está tradicionalmente preocupado em socorrer as "vítimas" da justiça, como trambiqueiros, ladrões, terroristas e toda espécie de malfeitores; este silogismo, então, é uma homenagem à sua árdua luta pelo império do mal: o PT promoveu um jantar para arrecadar fundos para pagar a multa dos mensaleiros. Em sua campanha para prefeito, Fernando Haddad recebeu apoio de Paulo Maluf, que, assim, se irmanou ao PT. Logo, deve haver outro jantar para arrecadar os "fundos" que Maluf nos roubou e tem de devolver.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

MALUF E PT

O PT vai criar algum evento para ajudar o Maluf a pagar a conta?

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

*

BENEFICENTE

A juventude petista promoveu jantar beneficente levantando fundos para pagamento doas multas dos companheiros "mensaleiros". Provavelmente, a próxima ação seja a de promover uma "vaquinha" para ajudar o companheiro Maluf...

Antenor Caldeira Filho lmoutinho@uol.com.br

São Paulo

*

CAIXINHA

Vai ter almoço "caixinha" para ajudar o Paulo Maluf?

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

*

JOVENS VELHACOS

A juventude do Partido dos Trabalhadores (PT), que promoveu um jantar para arrecadar dinheiro a ser destinado ao pagamento das multas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos petistas mensaleiros, vai promover outro rega-bofe para ajudar seu aliado, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), a devolver os R$ 58 milhões desviados da Prefeitura de São Paulo, conforme determinação judicial? Aliás, pode ser considerado "jovem" aquele que milita ombro a ombro com corruptos velhacos?

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

*

APARTIDÁRIOS

A pesquisa Ibope ventilada pelo jornal O Estado de S. Paulo traz um dado revelador: o número de apartidários no País é de 56%. Parece que a maioria da população está acordando e percebendo o quanto vem sendo enganada por esses "pseudorepresentantes do povo". Cai por terra a crença de que o parlamentar ao se eleger iria melhorar a vida do cidadão. Hoje, uma vez eleitos, os políticos brasileiros cuidam de melhorar as suas vidas. Senão vejamos: aumentam seus salários acima de 60% contra um aumento do salário mínimo dos aposentados que não chega a 7%, trocam a frota de carros com apenas dois anos de uso, caso da Assembleia Legislativa de São Paulo, gastam no Congresso Nacional cerca de R$ 19 mil em biscoitos e café em mês de recesso parlamentar, dentre outras aberrações que são dispensáveis citar. A pesquisa vem em boa hora, pois já não dá para suportar tamanha desfaçatez dessa quadrilha de malfeitores que invadiu as casas legislativas de todo o País. Nos dez últimos anos conseguimos saber muito das canalhices feitas por aqueles que deveriam zelar pelo País e sua população. Isso tem um nome: "mensalão", doença que corrompe os partidos políticos. Por isso a decepção dos eleitores. É preciso maior rigor na hora de ir às urnas. Um dia todos os eleitores aprenderão a lição, pois ela começará a doer no bolso de todos os trabalhadores que sustentam o bando.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

ELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

Por incrível que pareça, Renan Calheiros faz, em surdina, campanha voltar à presidência do Senado. Urge que o quarto poder, a imprensa, O Estado de S. Paulo inclusive, relembrar os fatos ocorridos em 2007. Quando a revista Veja revelou o escândalo envolvendo Renan Calheiros, a empreiteira Mendes Junior, o lobista Claudio Contijo, em doações para a amante de Renan, Claudia Veloso, Renan se viu obrigado a renunciar à presidência do Senado e, por pouco, não lhe foi cassado o mandato de senador. Cumpre os maiores jornais e revistas do País alertarem o povo e, de modo especial, os senadores eleitores de Renan Calheiros da sua provável volta à presidência do Senado, se nada for feito. Absurdos acontecem na nossa ré pública. Será que no nosso Senado não existe ninguém melhor que Renan Calheiros para presidi-lo? Será que Renan Calheiros é o que mais bem representa os demais senadores? No Senado não existe ninguém melhor que Renan Calheiros? O nosso Senado está podre!

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

*

A FRAGILIDADE DO LEGISLATIVO

A simples possibilidade de um dos Poderes da República vir a ser comandado pelo indigitado Renan, acolitado por um deputado vítima do visgo do poder, há 40 anos exercendo um mandato estéril, mostra a fragilidade do Congresso, se comparado com os outros dois Poderes. Um Executivo conduzido aos trancos e barrancos pela presidente Dilma, herdeira de um caudal de corrupção gerado pelo seu antecessor, e um Judiciário que atende aos anseios na Nação, sob as ordens do ministro Joaquim Barbosa. Entretanto, mais sujo do que "pau de galinheiro", o Legislativo perde a chance de erguer a coluna, saindo da vergonhosa posição em que se encontra.

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

*

DEUS SALVE O BRASIL!

Chegam a dar asco, nojo, medo, etc. as prováveis eleições de Renan Calheiros e Henrique Alves para presidirem as duas casas de "leis" da República das Bananas. Os "nadas cleros" (antigamente existiam o baixo e o alto clero, hoje...), capitaneados pelo PMDB do vice-presidente Michel Temer, com toda certeza elegerão, e por maioria absoluta, os dois monstros políticos candidatos. Entenda-se por "nadas cleros" todos os demais senadores e deputados federais que compõem, por nossa exclusiva culpa, o malfadado Congresso Nacional. Situação, oposição e outros piores, 81 senadores e 513 deputados, compõem galhardamente a picaretagem que está instalada nas duas casas de leis. Deus salve o nosso amado Brasil!

Antonio Manoel Gonzales Sotello tomsotello@uol.com.br

São José do Rio Preto

*

DESCASO

A questão dos parques eólicos prontos para fornecer energia sem que haja rede para a distribuição (Estadão, 21/1, A3) vai além da incompetência do governo, é um escárnio à sociedade brasileira. Uma falta de respeito à população que ainda tem 40% das moradias sem esgoto, mortes em corredores de hospitais e falta de trabalho digno para um terço da população que vive do Bolsa Família e também, que "já paga" por aquela energia que ainda não chega em suas casas. Só no Nordeste há 36 parques prontos, alguns há mais de seis meses, e mais de 50 serão construídos. Há linhas de transmissão atrasadas há 17 meses. Onde está o controle de obras prometido pela presidente? Onde está a capacidade de gerenciamento do governo Dilma, um dos motivos que a levou ao Planalto? Aparentemente, era falsa.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

INCOMPETÊNCIA PURA

Não bastassem os parques eólicos do Rio Grande do Norte concluídos desde meados do ano passado e, como enormes Cristos Redentores, permanecem imóveis de braços abertos aguardando a execução das linhas de transmissão de energia para os centros consumidores, vem à TV (Fantástico,domingo) o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, com a maior cara lavada dizer que o projeto básico da transposição do Rio São Francisco não previu uma série de detalhes e, por isso, a obra deve atrasar não sei quantos anos. Não previu porque foi feito a toque de caixa, por um governo incompetente que se preocupou muito mais em realizar festas de lançamento do que com a realização correta da obra. Por exemplo, é citado na reportagem que em muitos locais era prevista a escavação em terra e que, durante a execução, constatou-se que o terreno era instável. É inadmissível em qualquer obra de engenharia, muito mais numa obra faraônica como é a transposição do Rio São Francisco, que não se realize um trabalho apurado de sondagem do subsolo de todo o trajeto onde se apoiarão as canaletas de concreto que transportarão a água do rio até o destino final. É primário, é básico. O atraso das duas obras essenciais para o País se deve única e exclusivamente à incompetência e à falta de planejamento dos governos petistas, que aparelharam estatais e instituições com companheiros que, como seu chefe, falam muito, mas fazem quase nada.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

AGORA É A VEZ DE O GOVERNO JEJUAR

Quer dizer que o governo vai liberar só 18% da verba para conclusão da transposição do Rio São Francisco? Mas cadê o Dom Frei Luis Flavio Cappio, bispo de Barra? Puxa vida! Justamente agora é que seria uma boa hora pra ele aparecer. O governo, de um lado, retendo a verba e ele, do outro, soltando o verbo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

DESPREPARADOS PARA A SECA, DE NOVO

O despreparo do nordestino para enfrentar os efeitos da seca já comoveu, já aborreceu e há muito perdeu a graça. Quando o então presidente "doutor" Luiz Inácio "voluntarioso" da Silva decidiu fazer a transposição do Rio São Francisco, contra a opinião de um significativo número de bons técnicos e renomados cientistas, alardeou-se que o problema estaria finalmente resolvido por obra e milagre do "Padim Pade Ciço" do século 21. Hoje fica a certeza de que o máximo que será atingido será uma formidável transposição de recursos públicos. Medidas eficazes existem. Mas são baratas, demoradas, trabalhosas. Existem mudança de postura, mudanças culturais. E parece que ninguém quer ter muito trabalho, e, naturalmente, todos estão cansados de esperar. E por serem baratas parece que as pessoas que podem realmente decidir não acham interessante. Então, como diria a presidente, vamos gargalhar, porque esse povo não tem mesmo jeito. E por que não mais uma bolsinha? Ajuda os pobres e ainda retorna em muitos votos.

Antonio Cavalcanti da Matta antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

*

IRRIGAÇÃO

O projeto de transposição do Rio São Francisco, mostrado no Fantástico (20/1), além de estar atrasado conforme o programado, apresenta uma variação de custo de R$ 4,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Essa enorme variação de custo é explicada pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, como sendo uma diferença do projeto básico e o projeto de execução. Dá para entender? Outro ponto importante desse projeto, é que os afluentes e formadores do Rio São Francisco, tem secado no período de estiagem por causa da devastação das matas nos arredores, gerando a dúvida sobre se o "Velho Chico" terá água por muito tempo. Em suma, esse projeto com o "selo do desenvolvimento", que supostamente irá irrigar a Região Nordeste e semi-árida, neste momento, está irrigando mesmo os bolsos de muitos políticos da região.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

BALELAS EM PROFUSÃO

A presidente Dilma cônsul que seu governo até aqui não existiu, tenta agora recuperar o tempo perdido, cobrando de seus ministros petistas resultados práticos nas prioridades prometidas, com o objetivo de reforçar a sua imagem perante o eleitorado, com vistas a sua possível reeleição em 2014. Tarefa essa muito difícil para o PT, porque se em pouco mais de 10 anos no poder não aprenderam nada de como administrar o País, não será nestes poucos meses que restam para o fim do mandato da Dilma, que um milagre da multiplicação de obras e ações venha acontecer... Aliás, como exemplo desta incompetência, e da falta de compromisso do lulismo com as regiões mais sofridas da Nação, e a imprensa muito bem vem denunciando, no programa do Fantástico, da TV Globo (20/1/2013), mais uma vez foi escancarada para toda sociedade a falta de pudor social deste governo, com as obras abandonadas e superfaturadas da transposição do Rio São Francisco. O quadro é desolador! Uma vergonha! Quando vemos esses milhares de brasileiros em meio ao flagelo da "velha seca" que angustiados perdem não somente a esperança de uma vida minimante digna, mas também milhares de cabeças de gado, fruto de anos e anos de trabalho árduo, porque simplesmente falta água! E esse governo que em 2003 prometeu construir 1 milhão de cisternas, abandonou o projeto e colocou friamente ao relento esta brava gente, certamente com o superfaturamento da obra do Velho Chico, calculado até aqui em desperdício de R$ 700 milhões, irrigou com esses recursos de forma vil seus candidatos e aliados nas últimas eleições. Ou seja, pouco ou nada se importando com esse povo, que não quer o Bolsa Família, mas trabalhar e sustentar os seus com seu próprio suor e dignidade! Assim, as degradantes imagens reproduzidas no citado programa de TV deixam um retrato fiel do descaso dos nossos governantes. Que não sabem, inclusive, também o que acontece nos corredores dos nossos hospitais públicos. E o que estarrece saber é que, mesmo depois de todas essas humilhações contra pobres brasileiros, estes alojados no Planalto ainda ficam maquinando uma possível reeleição da presidente. O que não deixa de ser uma verdadeira afronta à Nação! Ou, como diria um bom psiquiatra, perderam a referência...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

OS ‘CAMPEÕES’ BRASILEIROS

O titulo do editorial do Estado de 19/1, O BNDES perdeu o rumo, foi de uma complacência infinita. Deveria ser "O BNDES perdeu a vergonha". No governo Lula, o banco foi o grande derramador de dinheiro público na conta de empresários/companheiros que estão na lista dos maiores bilionários do mundo da revista norte-americana Forbes. Aliás, um número expressivo de bilionários tupiniquim, da lista, estão lá por causa de Lula/BNDES, e um deles chegou a ser o sétimo mais rico mundo.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

*

RESPONSABILIDADE DA UNIÃO

Acerca do editorial O BNDES perdeu o rumo, publicado pelo Estadão em 19/1/2013, admite-se que o papel estratégico que a instituição tem no processo de desenvolvimento econômico nacional não permite que a mesma se dê ao capricho de investir em empreendimentos cuja perspectiva de retorno seja duvidosa. Afinal de contas, o banco é uma empresa pública, isto é, possui 100% de participação estatal e, portanto, é patrimônio público nacional. No entanto, não se pode atribuir a falha do BNDES em aplicar as suas disponibilidades a decisões advindas única e exclusivamente da cúpula da entidade. Como qualquer empresa, seja pública ou privada, ela segue as diretrizes emanadas pelos seus acionistas, no caso a União. Sendo assim, se quisermos atribuir responsabilidade a alguém, deve-se atribuí-la, também, à União, que demonstra não possuir foco no interesse público. Isso se evidencia pela falta do estabelecimento de prioridades que resultem em diretrizes estratégicas para a sua controlada e sejam voltadas ao atendimento das necessidades sociais por meio de investimentos rentáveis e sustentáveis. Ademais, culpar o BNDES por emprestar recursos sem critérios objetivos e fidedignos sem apurar efetivamente as causas desse descuido é ignorar e desrespeitar o quadro funcional do Banco, que é altamente qualificado (pois é constituído por empregados públicos aprovados num dos processos seletivos públicos mais rigorosos do País) e submetido a constante processo de desenvolvimento profissional. Sendo assim, antes de culparmos o banco pelo exercício de seu processo decisório, no que tange a quanto, onde e para quem emprestar, devemos avaliar a tecnicidade das diretrizes governamentais quanto ao emprego dos recursos do BNDES e demais empresas estatais, pois cabe à União a competência para definir e priorizar os projetos e programas que serão viabilizados por recursos públicos, sempre com a finalidade de atender ao interesse público, seja pelo desenvolvimento econômico assentado em bases sustentáveis, seja pela redução das desigualdades sociais. Por derradeiro, se for para crucificar o BNDES pelas suas ações, o mesmo deveria ser feito às demais empresas estatais, que, sujeitas ao controle estatal, tomam decisões de investimento sem critérios adequados, gerando destruição de valor econômico aos seus acionistas e pouco agregando ao desenvolvimento social, por atender aos apelos governistas para atender a interesses próprios e/ou de seus aliados. Para tanto, entende-se que o papel da mídia, tal como o Estadão fez no editorial supracitado é importante. Todavia, mais importante é a sociedade ser mais participativa e cobrar explicações diretamente do governo em relação à forma como as decisões de investimento das empresas estatais ocorrem ou através de órgãos como Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e, até mesmo, do Poder Judiciário. Afinal de contas, as empresas estatais também são nossas, e terceirizar integralmente a responsabilidade pelo seu controle a agentes políticos é dar mostras de falta de cidadania.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

NO COMANDO

O BNDES está realmente sem rumo, mas com certeza os petistas que controlam o "banco de araque" estão enchendo seus bolsos com o BNDES.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

BOLSOS PROFUNDOS

Só não vê quem não quer as maracutaias em que o BNDES está envolvido com esses empresários muito mais espertos que seus doutos diretores e, principalmente, seu presidente. Dinheiro do povo jogado no lixo, aliás, em bolsos profundos.

Paulo Serodio psrodio@uol.com.br

São Paulo

*

BNDES

BNDESperdício de dinheiro público. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

A POSSE DO PRESIDENTE OBAMA

Ė sempre interessante ouvir a um discurso do presidente Barack Obama. Segunda-feira, 21/1/2013, em seu discurso de posse ele mias uma vez demonstrou a sua preocupação em colocar os interesses maiores da nação e do povo acima dos interesses menores das ideologias políticas e dos partidos. Colocando-se acima das divergências de uma Casa Branca democrata e uma Casa de Representantes Republicana, deixou claro a importância de o país estar unido para enfrentar os imensos desafios de projetar a "America" para um futuro melhor e mais próspero. Há sempre aqueles que criticam o presidente Obama de ter tido apenas um sucesso parcial ou até de "falta de sucesso" nas suas ações em áreas como a economia, política externa (incluindo aí o terrorismo), e imigração. Não nos devemos esquecer de que muitas vezes as pessoas exageram nas suas expectativas e desconhecem as realidades políticas e econômicas sob as quais um presidente tem de atuar. Ė difícil implementar medidas concretas de correção de curso político, econômico e/ou social quando se tem num país um corpo político radicalmente dividido como é o caso dos Estados Unidos. Muitos dos críticos do presidente Obama hoje são os mesmos que sempre criticaram a arrogância, o imperialismo, o unilateralismo e ação preventiva do ex-presidente George Bush. O "aproach" do presidente Obama é realmente diferente. Ele é um presidente jovem, culto e talentoso que tem uma visão mais compartilhada da política e do mundo. Os Estados Unidos continuam sendo uma nação inspiradora e o mundo certamente precisa da liderança americana. Mas, em vez do imperialismo, o mundo certamente estará melhor se acreditarmos que o poder militar Americano possa ser usado para a promoção da paz em vez da guerra; se acreditarmos que o diálogo e a diplomacia possam substituir a arrogância na política externa; e se acreditamos que mais colaboração política e mais cooperação econômica possam substituir o unilateralismo. Acho que o mundo está exausto de tanta guerra, revanchismo, e desunião. O mundo precisa experimentar uma nova ordem mundial que seja mais baseada no ideal humanitarista; que seja mais compromissada com os princípios multilateralistas; e que seja mais baseada na premissa de que o "idealismo" não se sobreponha ao "realismo", para que justamente ninguém tenha a pretensão de que o mundo seja a imagem de uma única nação. Então, antes de criticar a "falta de sucesso" do presidente Obama, deveríamos, primeiro, tentar idealizar qual o mundo que queremos, se não pra nós mesmos, pelo menos para os nossos filhos. Pode até parecer fantasia ou romantismo, mas é o primeiro passo para entendermos a importância de se ter o democrata Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. Obama é um estadista e o seu pensamento político, se entendido e permitido, será fundamental para que os Estados Unidos continuem como uma nação inspiradora altamente reconhecida pela sua liderança transformadora. Parabéns, presidente, e boa sorte.

Yalu B. Miranda Ybmxx1@hotmail.com

Silver Spring, Estados Unidos

*

SOBRE PATRIOTAS E CEGOS

Acompanhei pela TV a tomada de posse do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Confesso senti inveja daquele povo norte-americano, não só pela retidão de caráter e pelo carisma daquele homem que conduzirá aquela nação pelos próximos quatro anos, mas pelo patriotismo que perceptivelmente exala por cada poro do corpo daquela gente. E é automático, involuntário, maquinal, surge subitamente à mente a imagem do homem que conseguiu escrever um capítulo vergonhoso na história do nosso país, e a absoluta ausência do nacionalismo de imensa parcela da população brasileira. Que ironia! Um que se faz de cego e os outros que são cegos e não se dão conta.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

*

‘CONGRATULATIONS’

Parabéns pelas lindas intenções, senhor Obama, realmente, até que enfim, temos um indício de uma América para todos, os EUA, sempre um lugar espetacular, um povo altivo, positivo, conseguem como ninguém se livrar de crises, são um exemplo de liberdade nas diferentes formas de viver, de religiões, até os mais caretas tem direito de o ser. Liberdade acima de tudo. A liberdade tem que ser o bem supremo, depois vem as outras coisas, parabéns, citou até a liberdade dos gays se casar, a atenção aos imigrantes, falta apenas acabar com o visto para brasileiros. Mr. president, somos país que mais viaja aos EUA, pagamos um "mico" para viajar, que feio, vamos transformar esta viajem mais feliz, nós merecemos, amamos a América do Norte, como diz o nome, aí é o nosso norte, graças a Deus, temos os mesmos ideais, sonhos, amamos a liberdade, não o governo, mas o povo, sim. Obama, acabe com esta chatice do visto.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

*

O CARA

Barack Obama pode tudo. O povo americano acha o máximo tudo que o famoso mulato presidente faz. Até mesmo mastigar chiclete no dia da posse. Quem se atreve a chamar a atenção do homem mais poderoso do mundo? Roberto Carlos vai passar para Obama o troféu de mais carismático e respeitado para Obama. Que todas as noites depois de um dia estafante cantará feliz para Michele "esse cara sou eu". Ninguém duvida.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

PALMEIRAS

Paulo de Almeida Nobre (Paulo Nobre) foi eleito por 153 a 106 votos, presidente do Palmeiras, na última segunda-feira, dia 21. Quando ele nasceu eu tinha 34 anos e o acompanhei desde o seu nascimento, pois é meu primo-irmão. Morava numa chácara e tudo o que lhe pertencia era da cor verde. Até o quarto onde dormia. De uns anos até hoje, por motivos da vida, não mais convivi com ele, mas sei que continuou palmeirense roxo. Ele é jovem, educado, correto, torcedor de arquibancada, e conselheiro por 15 anos. Para ter ideia com 15 anos já era sócio do clube. Eu tenho certeza de que será um grande presidente. Se o Palmeiras não se reerguer com ele, não se reerguerá com mais ninguém.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

*

ARNALDO JABOR

Excelente a coluna de Arnaldo Jabor sobre a irrelevância da morte e a sua banalização no mundo de hoje (22/2). Jabor – quando deixa a política de lado e aborda temas humanos, artísticos e faz suas reflexões sobre o mundo e a vida – é um dos melhores colunistas do País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

PITORESCO

Nós, leitores, não podemos viver só de notícias trágicas e corrupção... Ainda bem que existem artigos pitorescos como o do Arnaldo Jabor desta semana, que entre várias considerações sobre a morte como sendo um lugar comum, saiu com esta: "A morte tem vida própria"...

Antonio Penteado Serra apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

*

WALMOR CHAGAS

Com a morte de Walmor Chagas, o teatro brasileiro na sua expressão mais ampla, cujo palco não é somente entre quatro paredes, mas abrange o País todo, perdeu um dos seus maiores expoentes na arte da representação teatral. Amava tanto sua profissão, que dizia: para ele o teatro era uma verdadeira religião. Seu nome e sua arte ficarão para sempre gravados em nossa memória, embora, para sempre deixarão "chagas" em nossos corações. A arte é longa e a vida é breve, já dizia o grande latinista e aforista Hipócrates.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

LEGADO

O ator Walmor Chagas tomou uma decisão e decidiu sair definitivamente de cena. E por certo desta feita não recebeu aplausos, mas, sim, as manifestações de tristeza de quem teve a oportunidade de ao longo de tantos anos desfrutar do prazer de assistir suas apresentações no teatro, no cinema e na televisão. Não se pode estender muito nos comentários sobre ele. A sua figura já faz parte da história da cultura brasileira e, ao decidir pôr um fim à solidão que assumiu há alguns anos, ele volta ao destaque nos meios de comunicação e, por certo, não como seus admiradores gostariam que acontecesse. Mas há fatos que precisam da compreensão de quem sabe das razões que o levaram a se isolar num chácara no interior do nosso Estado. A sua história poderá embasar a carreira de quem desejar se dedicar à arte e a cultura, esse é um enorme legado do grande Walmor Chagas.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

INESQUECÍVEL

O grande Walmor Chagas cultuava a língua portuguesa. Certa vez, ainda no início da TV Cultura, disse de maneira sublime o soneto de Camões: "Erros meus, má fortuna, amor ardente..." Inesquecível.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

 

 

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.