Fórum dos Leitores

Atualizado às 5h51

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

Energia, quem paga?

O antecessor de Dilma Rousseff não viu nenhum problema em rever um contrato justo para aumentar os lucros do Paraguai e do companheiro Lugo relativos à Usina de Itaipu. O prejuízo causado pela gentileza foi adicionado à conta de luz de todos os brasileiros. Agora se descobre, como mágica, que pagamos demais pela energia de má qualidade que recebemos. Mas como não existem gentilezas gratuitas, a quem caberá pagar a conta de mais de R$ 8 bilhões? Algum segmento que terá seus impostos aumentados, como recentemente ocorreu com os setores de bebidas e cigarros? O resultado foi a queda de vendas de bebidas, a falência de pequenas fábricas de refrigerantes e o enorme aumento do contrabando de cigarros. E todos perderam. Que surpresa nos proporcionará o competente governo?

LIZETE GALVES MATURANA

lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

Água no chope

Com essa projeção para queda do preço da energia feita pelo Banco Central, menor do que a divulgada por Dilma, antes mesmo da queda das contas de luz quem vai acabar caindo é o funcionário do BC que foi o responsável por colocar água no chope da presidente.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

A conta que fecha

Como os almoços grátis escasseiam, para que as contas fechem, à Mandrake, era preciso um jogo de espelhos. Essa gentileza custará R$ 8,5 bilhões (este ano), se não houve erro de cálculo. E daí? O Tesouro vai emitir papel lastreado no que receberá de Itaipu. Antecipar a receita, como não pensamos nisso antes? Claro que o Tesouro não receberá este ano, mas essa receita futura, saque "jornada nas estrelas" sobre o que virá, serve de garantia para o dinheiro levantado e que graciosamente desonerará as contas de energia. Ah, esse dinheiro tem custo? A 7% ao ano (odeio fazer contas) dará uns R$ 300 milhões (sei quanto é 7% de R$ 8,5 bilhões, mas a emissão não precisa ser feita de uma vez, né, não?). Tinha de ser concedido rapidinho o tal desconto, pois a inflação que "não preocupa" parece ter ímpetos de cruzar o teto da banda - não a que passa cantando coisas de amor - caso o aumento de gasolina e diesel saia já. Se não sair, sem problema, ferra-se um pouco mais a Petrobrás, que já está acostumada. Bem, daí diminui o lucro dela. Mas tranquilizem-se, almas sensíveis, ela continuará pagando dividendos, para fechar a conta do superávit primário. Quanto à inflação, que só aleija, apud M. H. Simonsen, calma, ela convergirá de forma não linear para o centro da meta. Vamos abrir um sorriso largo, a conta de luz vai baixar, isso é o que importa. Só um espírito de porco ousaria insinuar que no caso do consumo doméstico - no industrial "menos" - haverá um aumento. Fim daquela frase: "Apaguem a luz ao sair do quarto". Com os reservatórios regurgitando - ou não? - podemos ficar descansados.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Itaipu e BNDES

Para faturar no presente a dona Dilma já está empenhando o nosso futuro.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Choque elétrico

Entendi: a energia mais barata sai dos impostos, que saem do nosso bolso. Então, o governo está usando nosso dinheiro para fazer sua propaganda eleitoral? Nossos impostos vão aumentar... Didaticamente: o corte na conta de luz é como dar um presente, mas antes pedir o dinheiro ao presenteado!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Arsenal populista

Assim como Quércia quebrou o Banespa, mas elegeu o sucessor, Dilma poderá quebrar o sistema elétrico brasileiro, mas dificilmente deixará de se reeleger. A meu ver, a alardeada redução na conta de luz já atingiu o seu objetivo antes mesmo de começar a vigorar. E olhem que essa é apenas a primeira arma do arsenal populista à disposição. Ah, se o PT fosse competente para governar como é para ganhar eleição...

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

O Brasil merece mais

O setor energético de um país é mais que estratégico, é crucial para seu futuro, tanto para o aumento da capacidade produtiva da economia quanto para a qualidade de vida da população. Com um ministro como esse que aí está (e faz tempo), quando olho para o futuro o desassossego do espírito é lancinante. A presidente Dilma está começando o terceiro ano do seu mandato, sugiro, com bom auspício, que promova as necessárias mudanças no Ministério. O de energia, para implementar um choque de gestão por profissional capaz de vislumbrar e interpretar com a devida competência a reestruturação e modernização do setor, com ampla visão no tríplice segmento do sistema elétrico de potência do País: geração, transmissão e distribuição. Ou seja, onde a capacidade técnica e gerencial sobrepõe (sobremaneira) a indicação política. E o da economia, com o mesmo escopo, visando a aumentar o PIB, implementando políticas sérias de crescimento, trazendo à luz do entendimento a verdadeira posição econômica do País, sem maquiar metas dos superávits primário e fiscal e sem equilibrismos arriscados nas contas públicas. Por favor, faça, promova, porque o País merece muito, mas muito mais.

JOSÉ EDUARDO VICTOR

je.victor@estadao.com.br

Jaú

ÁREAS DE RISCO

Prioridade

Muito oportuno o editorial Áreas de risco (22/1, A3), mas faltam informações importantes para o bom entendimento do leitor. Essas áreas foram prioridade na gestão Kassab, não um tema ignorado, como o texto induz a acreditar. Se hoje há a estimativa de que 29 mil famílias vivem em área de risco alto e muito alto, é porque a carta geológica da cidade foi atualizada em contrato firmado entre Prefeitura e IPT em 2010. O levantamento de 2003 não abrangia as 31 subprefeituras. Além disso, a gestão elaborou um inédito Plano Municipal de Habitação, que propõe critérios técnicos para intervenções, feitas por sub-bacias, para solucionar as questões de risco, drenagem e habitação concomitantemente. Para completar, conduziu um Plano Municipal de Urbanização de Favelas, que beneficiou cerca de 160 mil famílias e eliminou históricas áreas de risco, como o Morro do Sabão (Jaguaré), a maior encosta, estabilizada com obras de contenção, o Parque Júlia (Cidade Ademar) e o Grotão (Paraisópolis). Esse trabalho foi premiado com a maior condecoração do setor, o Scroll of Honours, da ONU, que compreende que acima das correntes políticas há avanço da discussão de soluções para os graves problemas que afligem a humanidade.

RICARDO PEREIRA LEITE, ex-secretário municipal de Habitação

ricardopleite@uol.com.br

São Paulo

O LOTEAMENTO DA CEF

Que vergonha esse nosso país. A Caixa Econômica Federal (CEF) vem sendo controlada pelo PT há cerca de dez anos e não se envergonha em criar cargos para abrigar aliados, dos quais nada é exigido no quesito eficiência, basta apoiar o governo que o sujeito está garantido. A assessoria da Caixa nega que o redesenho tenha razões políticas. De fato, seria uma imoralidade assumir tal arrumação. Em grande parte é culpa dos próprios funcionários concursados, que não se impõem diante desse descalabro. Conheço algumas pessoas em final de carreira aguardando promoções, conhecidas como pratas da casa, só dão lucro a CEF e, no entanto, não são reconhecidas profissionalmente, além de terem de cumprir uma carga horária estafante, atingir metas e fazer cursos para conseguir melhorar seus salários. O modelo de gestão que será adotado pela Caixa já está em franca expansão, portanto, mais uma mentira contada aos trouxas que sustentam a camarilha que se instalou no poder. É loteamento e pronto. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TRAIÇÃO

Por que será que, ao anunciarem que o PSD de Gilberto Kassab irá aparelhar a Caixa Econômica, nós, brasileiros, colocamos as mãos nos bolsos? Há dez anos que neste troca-troca de favores políticos quem perde é o nosso bolso, porque em sã consciência alguém acha que o sonho de poder do Kassab para aí? Ele precisa de subsídios (diga-se dinheiro) para continuar a construir seu sonho dourado de ser o primeiro partido brasileiro. Ele traiu todos os paulistanos rumo a este sonho dourado, fazendo a administração mais pífia que São Paulo já conheceu, a ponto de nos entregar ao PT, cujos governos anteriores fazemos questão de esquecer. Desbancar os PMDBs, PTs, PSDBs da vida é a meta para reinar solo. Tomar conta de banco estatal é ou não providencial? Kassab é o maior traidor que São Paulo já conheceu! Cuide-se, Brasil, porque quem trai uma cidade como São Paulo, o que não fará com o resto do País?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CABIDES DE EMPREGO

Está muito bem explicado e esclarecido o comportamento "traíra" de Gilberto Kassab, quando declarou publicamente que apoiaria o PT e consequentemente Dilma Rousseff à reeleição em 2014. É só ver o que a presidente fez onde mudou a composição da Caixa Econômica Federal para aumentar o seu conteúdo político e dessa forma favorecer o "PSD" com nomeações, ou melhor, cabides de emprego, atitude normal do atual governo. Inchando cada vez mais a máquina governamental

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A VOLTA DO PODER MUNICIPAL

Tomaram posse no dia 1º, os 68.544 vereadores e os prefeitos dos 5.594 municípios brasileiros. Eles constituem o poder público municipal. São os mais legítimos representantes do povo porque, pela natureza dos cargos, o exercem no próprio município, sem perder o convívio com o eleitorado, diferente do que ocorre aos eleitos das esferas federal e estadual, que trabalham nas capitais. Até 1930, os vereadores eram os verdadeiros mandatários municipais. Entre os próprios membros da Câmara, nomeavam o intendente (prefeito). Mesmo depois da ditadura Vargas, as Câmaras ainda eram fortes. Discutiam tudo o que se passava no município. Em meio às trovoadas políticas e institucionais, o município foi o único que sempre perdeu. A pretexto de padronização e combate à corrupção, os governos da União e dos Estados tomaram para si a arrecadação dos principais tributos e o prefeito, seu vice e os vereadores tornaram-se meros executores engessados de determinações vindas de cima. Por conta da camisa-de-força, o poder municipal praticamente inexiste. Os municípios vivem em escassez permanente e os prefeitos são obrigados a mendigar verbas em gabinetes governamentais, aceitar a intermediação de políticos (em troca de votos) e até a pagar parte da verba às marotas arapucas montadoras de projetos. Isso sem falar da corrupção que, para desgosto nacional, é noticiada todos os dias. Cada cidade tem suas peculiaridades e hoje isso não é levado em consideração. Os prefeitos e, principalmente os vereadores, precisam recuperar a força e a autoestima, lembrando que, por mais poder que tenham, sem os votos obtidos aqui na base, nenhum dos figurões – deputados, senadores, governadores e até o presidente da República – conseguiria se eleger. No dia em que se unirem pela restauração do poder municipal, mudarão a cara deste país...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A NOVELA DOS MUNICÍPIOS

Volta e meia, tal qual o programa Vale a pena ver de novo, os jornais voltam ao assunto da criação de novos municípios e a situação de penúria em que se encontram milhares dos quase 6 mil existentes. Os números são alarmantes. Dos 91,4% desses municípios, menos de 10% oferecem sistema de esgoto e 1 em cada 3 não tem coleta de lixo.Apenas 25% atingiu a meta do Ministério da Educação (MEC) para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Nada é tão ruim que não possa piorar.Existem nada menos que 418 candidatos na fila da emancipação. Só na última década foram criados 58 municípios, todos eles dependendo de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para sobreviver. A criação de um novo município atende a interesses políticos alimentando a prática do compadrio e do nepotismo. A união de pequenos municípios limítrofes seria uma parte da solução, principalmente na redução de despesas pela defenestração desse sorvedouro de dinheiro que são os vereadores. O que falta é vontade política, e aguardar a próxima reportagem dos jornais voltando ao assunto. Responsabilizar incompetentes pela educação e saúde da população é o mesmo que decretar uma tragédia anunciada.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INVOLUÇÃO

Uma das principais razões pelas quais a criação de novos municípios nos últimos anos não conseguiu, na sua maioria, melhorar a vida de seus habitantes é que a emancipação não é precedida de uma análise criteriosa, inclusive de natureza sócio-econômica, sobre a conveniência de transformar pequenas comunidades em unidades autônomas capazes de gerar reais benefícios à população. Infelizmente o que prevalece é o fator político, impulsionado pelos poucos que, às vezes estimulados por caciques da região, vêem no processo um trampolim para vôos mais altos, bem ao estilo da classe política brasileira. O resultado é um inchaço administrativo, sorvedouro de dinheiro público, e uma completa frustração da população, enganada, ao constatar uma involução que leva seu recém criado município a uma situação pior que a que vigorava antes.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

Desejo cumprimentar o Estadão pela edição especial São Paulo, 459 anos, no dia do aniversário de minha cidade, edição essa que mostra os grandes planos urbanísticos para embelezar São Paulo e torná-la mais agradável, com destaque para os projetos de Francisco Prestes Maia e José Carlos de Figueiredo Ferraz, que foram vitais para esta cidade.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CIDADANIA

A oportunidade para os leitores apresentarem ideias para a solução dos problemas de uma cidade como São Paulo tem duas vertentes a serem observadas. A primeira deve levar em consideração o estímulo e o espaço para o cidadão colocar suas sugestões, e que foi uma iniciativa muito interessante e motivou o aproveitamento de 4.457 manifestações. É claro que muitas das propostas mostram como que um desabafo, mas deve servir como reflexão pelas áreas citadas. O outro ponto a ser destacado é que mais do que nunca se faz necessária a busca de formas de motivação para que os vários organismos sociais promovam reuniões, debates, conferências, plenárias, enfim, juntem pessoas para que não tenhamos apenas desabafos emocionais, mas sugestões concretas e viáveis. Os sindicatos, as organizações de moradores, os núcleos estudantis, os conselhos e comissões municipais, enfim, seja qual for o agrupamento, por certo a contribuição coletiva será muito importante. Um verdadeiro exercício de cidadania.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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EX-PRESIDENTES

Ultimamente, o ex-presidente Lula tem se ocupado em dar aulas: ensinou a Fernando Haddad como administrar a cidade de São Paulo, ensinou como pretende tomar a frente das negociações entre o governo Dilma e a base aliada... Parece que "o cara" não suporta ficar longe dos holofotes por muito tempo. Lula tem saudades de... Lula! Incorre, porém, em grave contradição, uma vez que declarou, antes de se ver obrigado a deixar o Palácio do Planalto, que demonstraria como deve se comportar um ex-presidente. Bem que ele poderia se dedicar a sair da frente do quadro, sentar humildemente na cadeira de aluno e assistir a algumas aulas do seu antecessor (e algoz eleitoral!) FHC sobre como ser um ex-presidente.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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A POLÊMICA DA INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA

O tema volta à mídia. De fato, a polêmica se mantém desde o anúncio do governador do Estado de São Paulo sobre o projeto de internação involuntária de dependentes químicos. Agora, os pais que desejam internar o filho, sem o consentimento do mesmo, se juntam ao debate. Na área da saúde e do direito há os que defendem a internação involuntária de certos pacientes com dependência química porque ela protege a própria pessoa e as que a cercam. Dentre eles, alguns ressaltam o fato de que para as famílias de baixo poder aquisitivo ela será mais um problema uma vez que o serviço público não tem muitas opções de internação gratuita. Os profissionais contrários ao projeto argumentam que ele seria apenas uma forma de limpar as ruas e de aplacar culpas (governo, sociedade e mesmo das famílias) ao criar a ilusão de que a internação resolve o problema. Com a internação é compulsória, para eles os direitos dos dependentes estão sendo violados. Agora, as famílias engrossam a discussão. Algumas querem a internação involuntária já, outras pedem mais investimento, maior atenção aos pais e programas de suporte àqueles que já estiveram internados. Apesar de divergências, todos concordam que: 1) a adesão voluntária ao tratamento de longo prazo é essencial para que o dependente ao menos remonte a vida familiar e profissional; 2) o reforço de políticas públicas de tratamento em rede substitutiva, em convivência familiar e comunitária aos usuários de entorpecentes é eficaz; 3) a dependência química é um fenômeno que deve ser discutido da perspectiva biopsicossocial; 4) o tráfico, o desemprego e a violência pedem intervenções mais amplas e recursos de outras áreas como educação, habitação, trabalho, lazer e justiça.

Eduardo Viana Junqueira assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

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A BATALHA CONTRA O CRACK

Enquanto nossas autoridades – todas elas – não abraçarem o problema do tráfico de drogas com pulso firme e mão de ferro, não haverá plano nenhum que vá dar certo, no combate ao uso da cocaína e do crack pelos infelizes zumbis espalhados pelos quatro cantos do nosso País. Muita coisa pode ser copiada da ação antidrogas norte- americana, grupos de policiais muito bem remunerados e treinados, para se evitar o conhecido pedágio, que maus elementos infiltrados nas corporações, cobram para fazerem vistas grossas. Quando cito remuneração compatível, não falo em merrecas de 2, 3 ou 5 mil reais; terão que ganhar acima de 20 mil para não se preocuparem com bicos, serão bem pagos e assim enfrentarão os filhinhos de papai, muitos políticos, executivos e empresários que gostam do pozinho. Combatendo a nata e seus fornecedores, os pobres coitados fumadores de crack, automaticamente irão sumindo, muitos pelo óbito, outros confinados. Chega de hipocrisia, mal deste quilate, tem que ser enfrentado esquecendo os tais direitos humanos – dos bandidos e traficantes – que só vale para quem vive às margens das leis. Se não agirmos desta maneira, muitos milhões(talvez bilhões) serão jogados pelo ralo da incompetência de nossas autoridades, em querer combater as consequências e não as causas da mesma.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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ENXUGANDO GELO

Está havendo forte resistência de entidades ditas protetoras e defensoras dos direitos humanos contra o programa do governo de internação compulsória na cracolândia. Sem Falar no temor de que o novo programa seja só mais uma jogada para mascarar a deficiência do estado no atendimento dos quase 2 mil moradores da cracolândia no centro da capital, novamente governada por um petista Fernando Haddad. O assunto é pra lá de delicado. Anunciada com pompa há mais de um mês, a internação compulsória definida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), teve um viés pífio, depois de uma fracassada operação que gerou muita polêmica pela violência usada por policiais contra os usuários. A medida adotada agora deve afetar 1% do universo da cracolândia. Não há dúvidas de que a eficácia do tratamento do usuário de drogas ou álcool a força é bem menor do que quando ele mesmo decide buscar ajuda, pois agora tem a interferência da família. E, nos dois casos, a chance de reabilitação é mínima. Ou seja, o que está sendo feito agora seria como enxugar gelo, centenas de usuários já fugiram do local indo para outras localidades da capital e região metropolitana, e cidades do interior, em busca de novos abrigos. Quem é contra a internação involuntária e compulsória é porque não faz ideia do sofrimento, tormento porque passam essas pessoas e suas famílias. A condição desumana dos usuários de drogas não retira dessas pessoas o direito á autonomia e a uma vida plena de realizações. A pergunta que não quer calar é dirigida para os que são contra a internação. Pois, que realização um usuário de crack que chega ao ponto de deixar a vida e a família para trás pode ter, além de usar cada vez mais crack? Que autonomia uma pessoa que já perdeu completamente a dignidade e a vontade de viver pode ter para fazer escolha. Aceite meus parabéns senhor governador pela iniciativa mesmo que tardia e polêmica!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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CRACK LIBERADO

A bem da verdade, o consumo do crack é permitido no Brasil. Vê-se pessoas consumindo crack à luz do dia, em qualquer lugar, sem qualquer constrangimento e sem que ninguém as importune. É mais fácil um fumante de tabaco ser penalizado do que um consumidor de crack. Tanto é assim que não existem defensores públicos, nem ONGs e pastorais reclamando por seus "direitos" de um fumante de cigarros. O crack é, na prática, a primeira droga liberada no Brasil e o seu uso tem muitos defensores. Essa é a realidade.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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INCOERÊNCIA

É curioso! Os doentes que vivem nas ruas, falo dos drogados, morrem de medo de ser internados, e mesmo assim tem sua vaga garantida. Já os cidadãos de bem, trabalhadores e cumpridores das leis morrem por falta de atendimento na saúde pública. Alguma coisa não está certa.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CONTA DE LUZ

O pronunciamento da presidente Dilma na semana passada a respeito da redução na conta de luz foi ótimo, mesmo que com grande atraso, o que prejudicou por anos a competitividade industrial. O que a presidente não disse, e que é muito importante o povo saber, é que a Justiça já determinou que o governo devolva aos consumidores os bilhões de reais que foram cobrados indevidamente durante anos nas contas de luz. Para quem conhece esse assunto, fica claro e transparente que o governo está fazendo uma manobra para nos "devolver" esse dinheiro em suaves prestações mensais. Seria mais ético e justo a presidente Dilma contar a verdade!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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MAQUIAGEM

Queda na conta de energia vai custar R$ 8,4 bilhões ao Tesouro Nacional. O consumidor/contribuinte, vai continuar pagando a conta de energia de qualquer forma. Apenas muda o meio/fonte, de arrecadação. Dona Dilma, primeira presidenta do Brasil, também é mestra em maquiagem.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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DISCURSO NA TV

A presidente Dilma anunciou a redução da conta de luz com tanto entusiasmo no seu discurso na TV como se este fato representasse algo fantástico. Quanto na realidade representa esta redução no orçamento familiar? Eu gostaria, sim, de ouvi-la falando sobre a redução da criminalidade, da violência, da corrupção e do custo de vida, fatos que não atingem a presidente. Agora, cá entre nós, será que ela acredita mesmo em tudo o que ela falou?

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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SEM MAIS DESCULPAS

Ao assumir uma atitude totalmente eleitoreira e prepotente, a presidenta Dilma andar de vaqueiro mostrou que, no Brasil, quando se quer, principalmente visando ao merecimento pessoal, o dinheiro não é problema. Só gostaria que isso fosse uma rotina para inclusive aumentar os vencimentos dos otários dos aposentados, discussão que sempre vira uma novela sem fim. E também que a nossas combalidas saúde e segurança seguissem esse caminho, ou seja, como disse Edison Lobão, que de Lobão tem tudo, pois é parasita do Sarney, o Tesouro que se vire. Então não existem mais desculpas de nenhum tipo para evitar aumentos que são, como a conta da luz, uma luz na vida de milhões de pessoas.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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NADA BOAZINHA

A presidenta Dilma não deixou claro por que as indústrias tiveram 32% de desconto na conta de luz e os consumidores, 18%. Qual será o fim disso? Claro, são o aumento da gasolina e a demora nos aumentos das passagens de ônibus em São Paulo e no Rio. Presidente brasileira não é tão boazinha, não, é puro interesse eleitoreiro, pois ela fez questão de intimidar quem pensa diferente dela e do corrupto PT.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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CUSTO BRASIL

Enquanto a presidente Dilma Rousseff anuncia uma redução de 18% nas contas de luz para consumidores residenciais, o governador Geraldo Alckmin deveria reduzir uma parcela do ICMS de 36% (R$ 33,73/94,61).

José Erlichman joserlichman@gmail.com

São Paulo

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ICMS

Não basta a redução de 20% na conta de luz que a presidente Dilma está providenciando. É preciso, também, que o governo paulista reduza pela metade a escorchante porcentagem (25%) que cobra de cada consumidor. Em um consumo do valor de R$ 88,50, paga-se R$ 30,80 de ICMS...

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO

O PSDB é um mau perdedor e passou dos limites ao combater e criticar a redução da conta de luz, algo benéfico para toda a população brasileira. Ao invés de fazer uma oposição madura e responsável, atacando os erros e falhas do governo federal e ao invés de fazer propostas novas e construtivas, os tucanos adotam a tática do 'quanto pior, melhor' e atacam tudo que o atual governo faz, mesmo as coisas boas e corretas, numa atitude infantil e imatura. O senhor Sérgio Guerra (PSDB) deveria ter um pouco mais de compostura e equilíbrio emocional. Chega a ser ridículo ver o PSDB torcendo contra o Brasil, só porque os seus adversários estão no poder no momento.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COMBUSTÍVEIS

Antes mesmo de o governo federal reajustar os preços dos combustíveis, postos de gasolinas antecipam os aumentos, para manter o pico dos reajustes, aos consumidores, pois sabemos também das divergências entre postos, que não divulgam a marca principal de seus fornecedores, como o logotipo, além dos preços, tudo para afetar a inflação e a nossa economia, tendo privilégios na lucratividade.

Antonio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

A fúria arrecadatória do governo, aliada à ganância de empresários e comerciantes, está levando o Brasil à bancarrota. Um litro de gasolina é vendido na refinaria por R$ 1,15 chega ao consumidor final (na bomba) por R$ 2,80. A Petrobrás está sim mal remunerada, mas em que país um produto básico como esse é vendido a sua população com 143,5% de acréscimo? Parafraseando a saúva, ou o Brasil acaba com o custo Brasil ou o custo Brasil acaba com o Brasil.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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MAIS DECEPÇÃO

O que será que a soberba da Dilma, depois de se negar a responder aos jornalistas sobre o possível e necessário aumento da gasolina para salvar a situação financeira da Petrobrás, e que somente, e com “muito gosto” falaria sobre a redução dos preços de energia, como responderia agora (se é que terá coragem) sobre o resultado medíocre de criação de empregos em 2012, recém-anunciado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) um dos piores da era petista?! Esses 1.301.842 postos de trabalho que foram criados no ano passado, além de ser 33,05% menor do que o resultado de 2011, gera um déficit de quase 450 mil vagas para os aproximadamente 1,75 milhão de jovens que atingem a idade para entrada no mercado de trabalho. E a perspectiva para 2013, não é nada animadora... E para nossa decepção, o repertório do governo da presidente Dilma, cria do Lula, segue como do seu antecessor, com muitas denuncias de corrupção, superfaturamentos nas obras que dificilmente se concluem, investimentos baixos e infraestrutura caótica, PIBs pífios, inflação altíssima (e deve piorar), corredores dos hospitais públicos com imagem de um mundo cão, BNDES emprestando recursos dos contribuintes, e excessivamente subsidiados a quem tampouco cria novos postos de trabalho, etc.etc. Ah! Enquanto escrevia este humilde texto mais um grave apagão ocorria em Fortaleza... Cadê a Dilma?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PETROBRÁS

Uma carta de leitor publicada recentemente afirma que, em decorrência da nova legislação sobre a exploração do pré-sal, teria havido uma estagnação de cinco anos na produção de petróleo e que isto teria levado à necessidade de a Petrobrás importar gasolina e que os recursos para isso exigiriam o aumento de 7% no seu preço de venda. São coisas diferentes: a extração de petróleo nacional, a produção de derivados por refinação e a correção de preços. A importação de gasolina deve-se ao aumento da demanda interna, causada pelo crescimento exponencial das vendas de automóveis, decorrente da isenção de IPI, estimulada pelo governo para evitar uma recessão econômica. O parque de refino nacional está em expansão, com a construção de duas grandes refinarias: a Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico em Itaboraí (RJ). A necessidade de aumento de preço da gasolina é função da correção monetária. Não há subsídios para permitir mantê-lo congelado.

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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QUASE QUEBRADA

Afinal, aí estão os resultados das ações de Lula na Petrobras ajudado pela companheira Dilma, semi-inadimplente acabaram os recursos da empresa , o crédito será mais difícil e caro. O enorme ônus que o ex-presidente trouxe para a Petrobras com grande quantidade de "companheiros" contratados e empresas fornecedoras financiadoras do partido e seus membros, despesas de campanhas e refinarias compradas sob suspeita de desvio de dinheiro, projetos mirabolantes abortados e navios que não navegam, tornaram-se prejuízos financeiros insuportáveis. A falta de dinheiro acelerou a derrocada com a redução da manutenção dos campos de Campos e Roncador levando o país perder a autossuficiência em petróleo, aumentando as importações. O coup de grace foi dado por Dona Dilma ao proibir o aumento dos preços de combustíveis – defasados em 40% - para não correr riscos nas eleições por tratar-se de "assunto arriscado". Esse quadro já previsto quando o valor da Petrobrás diminuiu, coloca em grande dificuldade o Brasil explorar o "pré-sal", pois a estatal está obrigada a investir 30% nas explorações, dinheiro que não existirá tão breve. Assim o Brasil novamente perde o bonde na corrida pelo petróleo, já que se prevê menor demanda em 2017-2020 e o preço deverá cair, com a autossuficiência da America do Norte.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ESTÃO DESTRUINDO O PAÍS

Estão destruindo o País e ninguém faz absolutamente nada para impedir, confiram. Na primeira página de um dos principais jornais do País puderam ser lidas em 25/1 as seguintes manchetes: Primeira manchete: "Tesouro arcará com R$ 8,5 bi para garantir corte na conta de luz". Isso menos de 48 horas após a dona Dilma fazer um pronunciamento em rede nacional e horário nobre, onde deitou proselitismo desrespeitando a nossa inteligência; agrediu governos que não fazem parte da base "alugada" e não concordaram com seu plano eleitoreiro de redução de tarifas de energia; criticou todos os que falam a verdade sobre a nossa matriz energética; e deu inicio à sua campanha à reeleição usando dinheiro público. Segunda manchete: "Dilma muda Caixa para abrigar aliados de Kassab". O loteamento do país continua. Funcionários incompetentes e políticos corruptos são nomeados para servir ao projeto do governo em sua meta de permanência no poder. Criam-se partidos e criam-se ministérios - o último, Ministério da Micro e Pequena Empresa, tudo para presentear as quadrilhas recém formadas. Logo faltará sigla para nominar os novos bandos. E o contribuinte, burro de carga da nação, pagando a conta da má-fé e dos desmandos cometidos pela megaquadrilha. Terceira manchete: "BC prevê gasolina 5% mais cara e não mexe nos juros". Desde quando e baseado em que, o Banco Central regula preços de commodities e consequentemente de seus derivados? Desde quando a política econômica da Petrobras passou a ser prerrogativa do BC? Desde quando gasolina e óleo diesel são combustíveis para queimar inflação? Estão destruindo o que foi a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, além de dilapidar o patrimônio dos acionistas que pensaram ser esse governo digno de crédito, ter planejamento e capacidade administrativa Quarta manchete: "STF prorroga regra atual de fundo de Estado". O Supremo Tribunal Federal está em recesso, mas por essa medida já dá para saber quem está interinamente na presidência da corte. Sim, ele mesmo, Ricardo Lewandowski, que depois de ouvir uns gritos da múmia do Senado prorrogou por 150 dias a vigência dos atuais critérios de distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados, desrespeitando resolução tomada pelo próprio STF em 2010, que considera as atuais regras inconstitucionais. Essa medida vai beneficiar os estados do Maranhão, da Bahia e de Pernambuco. Sintomático, não? Em uma democracia, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes, e devem ser, porque quando se juntam exalam um tremendo mau cheiro. Quinta manchete: "Embraer faz negócios de US$ 4 bi nos EUA". A Embraer fecha negócio para a venda de 94 jatos modelo E175 para a americana Republic Airways. Metade das aeronaves em transação já consumada e a outra metade, opção de compra. Dá para perceber uma grande diferença entre as quatro primeiras manchetes e a quinta. Isso porque passamos do público para o privado. A Embraer é uma empresa privada, produz, desenvolve tecnologia, gera empregos, paga grandes somas em impostos, e lá se alguém roubar um parafuso termina o expediente preso, é demitido e vai responder processo. Abaixo do Equador, de maneira geral, governos não passam de balcões de negócios sujos, fábricas de milionários, sedes de roubalheiras impunes e baixarias impublicáveis, principalmente no atual governo, o mais corrupto entre todos os que eu tenho conhecimento.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Letra inicial do Brics, o Brasil faz papelão e esnoba o Fórum Econômico Mundial, em Davos, ao enviar apenas o segundo escalão do governo a um evento de tamanha magnitude. Em vez de marcar presença em meio às importantes discussões entre os grandes líderes de todo o planeta, faz forfait e passa atestado de país que tem visão curta e embaçada do cenário global, agindo com mentalidade provinciana-esquerdista-lulopetista-tupiniquim. O governo da sexta maior economia mundial, em lugar de agir como nova potência emergente e player global, comporta-se como se ainda fosse uma republiqueta de bananas terceiro-mundista latino-americana. Uma vergonhosa ausência!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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INSUPORTÁVEL

O Brasil não esteve diretamente presente em Davos, na Suíça, no ano de 2013, debatendo a crise mundial e seus posicionamentos. Não podemos mais suportar o crescimento pífio e a inflação acelerada, medidas eficientes devem ser tomadas, dentre elas as reformas político partidárias, tributária, seguridade social, com impacto direto na produção, e salto de qualidade da indústria nacional, pois que o protecionismo pode nos deixar isolados e numa economia fechada dentro do espírito da globalização

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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DAVOS

Segundo os economistas do PT, o governo Dilma esnobou Davos para não humilhar os presentes com suas brilhantes teorias econômicas.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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RIO SÃO FRANCISCO

Quem assistiu, dia 20, o Fantástico, na TV Globo, sobre a obra de transposição das águas do Rio São Francisco, só pode se sentir revoltado e decepcionado com o que viu de descalabro com bilhões de reais jogados no lixo. Esta obra, que teve tantas discussões, desde quando Ciro Gomes era o ministro da Integração, foi lançada em 2009, como tudo indica com o único propósito de alavancar a candidatura de Dilma, pois houve muita propaganda, dizendo, entre outras coisas, que milhões de nordestinos iriam ter água à vontade e seria concluída em 2012. Nada aconteceu: Nenhuma gota de água foi canalizada e o que vimos foi a reportagem extraordinária que o Fantástico nos proporcionou, mostrando a irresponsabilidade das autoridades públicas. Onde está o Sr. Lula, ele que sempre "desaparece" nas horas que deveria "aparecer", para explicações, como já ocorreu com o mensalão e agora recente com a Operação Porto Seguro, envolvendo sua "amiga" Rose? Aliás, no mensalão, ele "aparece" tentando chantagear o ministro Gilmar Mendes, do STF, para adiar o julgamento, mas o ministro, com muita honradez e coragem, levou o assunto a público e o Supremo manteve o julgamento, com início em 2/8 e término em 17/12, condenando 25 réus, entre ele o núcleo político do PT: Dirceu, Genoíno e Delúbio, com penas que todos nós conhecemos. E a Transnordestina de que tanto falaram também na campanha presidencial, e agora ficou no esquecimento? É lamentável e revoltante o que estamos vendo neste país. Esperamos que o Ministério Público Federal tome providências sobre tudo isso, visando a punir os responsáveis.

Luiz Nunes de Brito rosahollmann@rocketmail.com

Rio de Janeiro

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BIODIVERSIDADE

A edição de 25/1/2013 divulgou artigo polêmico liderado por R. May a respeito do número de espécies no planeta indo contra o “mainstream” dos taxonomistas atuais, com visão mais conservadora do número de espécies biológicas e não tão catastrófica da taxa de extinção devido a ações antrópicas. Polêmicas em ciência são sempre bem vindas pois a natureza não dogmática das “verdades” científicas, especialmente na área biológica, é intrínseca à própria ciência. Entretanto, no meu modo de ver, é uma discussão estéril na qual já se consumiu toneladas de celulose, tinta e tempo. A questão básica que levanto é: qual o sentido de se tentar quantificar o número de espécies se não há um conceito preciso e objetivo do que é uma espécie? Embora um pouco fora de moda nos dias de hoje, não há consenso sobre o que é uma espécie e seu conceito varia com o grupo de organismo, e dentro de um mesmo grupo taxonômico, até com o especialista consultado. Isto sem falar que há pesquisadores do mais alto gabarito que defendem a ideia de que o conceito de espécie é um constructo humano que não encontra respaldo na natureza. No âmbito das ciências biológicas a taxonomia é ainda uma ciência que incorpora um bocado de arte, sendo comum se dizer que uma espécie é aquilo que um especialista renomado (i. e. “cacique poderoso”) no grupo acha que é, ponto. Em outras palavras, há ainda um grande grau de subjetividade na atividade dos taxonomistas, sem falar que os cânones que regem a nomenclatura dos táxons, os chamados “Códigos Internacionais de Nomenclatura”, ainda se baseiam em princípios Lineanos e não funcionam muito bem como resgate de informação. Prova é que os nomes científicos estão sempre mudando, muitas vezes com idas e voltas, por falta de critérios objetivos para se reconhecer os táxons (grupos taxonômicos de qualquer categoria). Um outro argumento falacioso, que circula nas mídias científica e leiga, é que para proteger a biodiversidade é necessário identificar todas as espécies – pura perda de tempo e, obviamente, de biodiversidade. Biodiversidade é protegida com a preservação integral da “paisagem” como um todo, solo, ar e água, consequentemente a biota – e, sobretudo com o controle da poluição, que tem em suas raízes nosso hiperconsumismo – esta, sim, impacta de imediato os ecossistemas.

Eurico C. de Oliveira, professor aposentado do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo euricodo@usp.br

São Paulo

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