Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2013 | 02h06

HORROR EM SANTA MARIA

De novo...?!

Outro Bateau Mouche? Mas será possível que não aprendamos nunca?! Aliás, que eu me lembre, é a segunda vez que um incêndio numa discoteca lotada acontece no Brasil por causa de um show pirotécnico!

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Fiscalização deficiente

Só colocamos tranca na porta depois que ela é arrombada. É muita demagogia das autoridades, municipais, estaduais e federais, ficarem indignadas com o que aconteceu em Santa Maria: "Vamos apurar o que aconteceu e punir os culpados". Pôr o sujeito na cadeia, fechar o estabelecimento e solicitar as indenizações cabíveis, nada disso trará de volta os entes queridos que morreram nesse episódio. Acidentes acontecem, claro, mas se houvesse uma fiscalização mais séria da parte dos engenheiros, bombeiros, etc., o final poderia ter sido outro. Por que o estabelecimento, que estava sem alvará, continuava com as portas abertas? Quem autorizou o uso do sinalizador em ambiente fechado? Será que depois desta tragédia alguma providência, de verdade, será tomada? Ou ficaremos apenas no blá-blá-blá típico dos políticos deste país?

ADRIANA AULISIO

aulisiodri@gmail.com

São Paulo

É sempre assim

Infelizmente, os governantes só têm olhos para a sociedade depois que as desgraças acontecem. É assim com desmoronamentos de barreiras, enchentes, acidentes com trens, etc. É sempre assim. Moro em Guarulhos e aqui existem vários "inferninhos" como o Kiss de Santa Maria (RS). Alguns, acredito eu, que nem mesmo alvará devem ter, mas estão funcionando a todo vapor bem debaixo das barbas do prefeito.

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

Descaso, incompetência...

Como exprimir o sentimento da perda de tantos jovens em mais uma tragédia anunciada? Tragédia essa que se soma a tantas outras que refletem o descaso, a incompetência e os "malfeitos" das autoridades de plantão. O que causa repulsa é que na hora dos flashes todos aparecem fazendo caras e bocas, como se essa desgraça fosse inédita no Brasil. Sim, morreram centenas de jovens sob escombros, fumaça e fogo. Sim, perdemos vidas e também morremos um pouco. Assim como morrem aos poucos milhares de cidadãos abandonados dia a dia sob a indiferença imoral de um governo que não governa, mas apenas detém o poder.

GLORIA DE MORAES FERNANDES

glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

Tragédia com cara de Brasil

O artigo publicado ontem num blog do Financial Times sob título Idiotia e Progresso, acerca da tragédia em Santa Maria (RS), mencionado pelo correspondente Jamil Chade, ilustra bem o que estamos vivendo no Brasil hoje: uma ilusão de progresso e desenvolvimento. Segundo o artigo, o incêndio foi resultado de uma lista de erros e fracassos, péssima publicidade para um país que quer mostrar seus progressos com a Copa do Mundo e a Olimpíada. Diz ainda que "regulamentos dos mais básicos, propriamente aplicados, teriam evitado a tragédia e salvo a vida de 231 jovens" e que o uso de pirotecnia dentro de um ambiente fechado é uma idiotice. Na verdade, espanta-me saber que isso é permitido num país onde não há a menor fiscalização a esse respeito. Além dessa idiotice, o local não tinha saídas de emergência, os extintores não funcionaram, os seguranças eram totalmente despreparados e a lotação estava muito além da capacidade permitida, sem contar o alvará vencido. Essa sucessão de erros é o retrato do Brasil atual: um país onde o amadorismo ainda reina e a civilidade engatinha. É este o país que se diz tão perto do Primeiro Mundo? Meus sentimentos às famílias das vítimas.

DALILA DE M. CARDOSO VIEIRA

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

Um único culpado

Na tragédia em Santa Maria há apenas um culpado: o poder público. Se não havia alvará de funcionamento, onde está a prefeitura, com seus fiscais? Além de tudo, as autoridades sabiam de tragédias semelhantes em outros países e não tomaram nenhuma providência para evitar que isso acontecesse em nosso país.

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

Pouco-caso

Mais uma desgraça que só não é maior do que o pouco-caso das autoridades deste impune país. Até quando? Chega!

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

Normas de prevenção

A tragédia que vitimou mais de duas centenas de jovens universitários tem na origem, como sempre, uma convergência de múltiplos erros, falhas e omissões. Entre estas, a do poder público é a que mais causa indignação. Normas técnicas de segurança contra incêndio não faltam na ABNT, em âmbito nacional. O Estado de São Paulo, por exemplo, dispõe ainda de decreto específico (n.º 46.076, de 2001) e de ampla lista de instruções técnicas do Corpo de Bombeiros da PM. Alegar que as cidades brasileiras não têm recursos para agir preventivamente em casas de espetáculos é insultar a memória das vítimas e a inteligência dos cidadãos. Pagamos impostos absurdos! Sustentamos Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais repletas de políticos inúteis, regiamente pagos, e de centenas de assessores a seu serviço pessoal. Para não falar da corrupção... Se assim não fosse, não faltariam recursos para serviços essenciais do interesse da população. Há muitos anos perdi jovens amigos e colegas no incêndio do Edifício Andraus, onde trabalhava. Desde então, as normas técnicas e os regulamentos evoluíram muito. Mas no país do Bateau Mouche IV o descaso e a impunidade parecem invencíveis.

CELSO L. P. MENDES

socelta@uol.com.br

São Paulo

Materiais incombustíveis

Muito me sensibilizou essa tragédia. Durante os anos 60, 70 e começo dos 80, como engenheiro químico trabalhei em duas empresas que fabricavam painéis acústicos feitos de fibras inorgânicas (lã de rocha e lã de vidro) e fizemos estafante campanha entre os engenheiros civis e arquitetos, dando-lhes subsídios em projetos e especificações para lugares fechados e grandes aglomerações em que fossem privilegiados esses materiais incombustíveis no tratamento termoacústico. Infelizmente, nossos esforços não se generalizaram como se esperava, daí esta tragédia pelo uso de materiais plásticos, que aumentam em muito a carga de incêndio. Recomendo aos engenheiros, arquitetos e decoradores que não abram mão de materiais incombustíveis em futuras obras e/ou reformas.

GIUSEPPE SILVESTRI

giuseppesilvestri@ig.com.br

São Paulo

TRAGÉDIA EM SANTA MARIA (RS)

Sinto uma tristeza absoluta pela tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), onde 231 jovens morreram num incêndio numa boate. Penso sempre nos que ficaram, cuja vida nunca mais será a mesma. Sinto tristeza, também, por saber que não haverá um culpado, pois eles sempre escapam pela tangente e pelas falhas da legislação capenga deste país. Sabem o que vai acontecer? Nada, absolutamente nada além da marota tristeza das autoridades demagógicas, como o choro da presidente Dilma Rousseff. Vai acabar com distribuição de algumas cestas básicas para as famílias, sem ninguém preso, sem nenhuma alteração na legislação e a vida dos que ficaram seguirá tristemente.

Luiz Francisco A. Salgado Direg@sp.senac.br

São Paulo

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PAÍS DO ESQUECIMENTO

Rogo a Deus paz, serenidade e conforto espiritual àqueles que morreram de forma tão estupidamente previsível, bem como aos seus entes queridos que continuam a viver num país dominado pela hipocrisia crônica. Triste e revoltante saber que nem mesmo a perda de mais de 200 jovens farão nossos governantes mudarem a sua forma parasitária de sempre agir de modo paliativo, somente após a ocorrência das tragédias. Pergunto-me: quantos serão efetivamente indiciados, processados, condenados e, ao final, cumprirão as respectivas penas? Viver neste país me ensinou que em menos de um mês tudo isso será esquecido pelo povo, pela mídia e pelas autoridades ditas competentes, ficando a dor e o sofrimento eternamente marcados nas almas dos familiares e amigos das vítimas. Este é o Brasil do Joelma, do Andraus, do Bateau Mouche, do Massacre da Candelária, do Morro do Bumba e por aí vai... Assim, mais uma vez a fatalidade será apontada como a culpada.

Ataliba Monteiro de Moraes Filho ataliba@outlook.com

Marília

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LUTO

A tragédia gaúcha que dolorosamente vitimou 231 pessoas numa boate na cidade de Santa Maria (RS), a maioria constituída de jovens universitários, deverá servir, infelizmente, aos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo para que saiam da inércia em que se encontram e promovam com a máxima urgência lei e medidas de segurança que devem ser obrigatórias nos locais de reuniões públicas, como cinemas, teatros, boates, escolas, ginásios de esportes, etc., etc. A nação brasileira está enlutada com o acontecimento.

Douglas Jorge douglasjorge23@yahoo.com.br

São Paulo

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PARA PROGREDIR...

O combustível do progresso no Brasil infelizmente chama-se: tragédia!

Luiz Henrique Prado Paolillo luizpaolillo@uol.com.br

São Paulo

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SE

O lamentável fato ocorrido em Santa Maria (RS) poderia ser evitado se a fiscalização funcionasse de fato e os extintores da boate incendiada fossem vistoriados e colocados prontos para uso, evitando previamente a tragédia. Amor ao trabalho, responsabilidade, honestidade e respeito aos direitos dos outros não são ensinado nas escolas brasileiras como princípios básicos de cidadania. Continuamos esperando que os frutos caiam espontaneamente dos galhos. Assim, o Brasil continuará seguindo sua interminável trilha de país de Terceiro Mundo, e não será neste século 21 que a nossa sociedade sentirá o gostinho de saber o que é viver no Primeiro.

Lincoln Scorsoni lincoln-scorsoni@bol.com.br

São Paulo

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INJUSTIFICÁVEL

A ganância e a irresponsabilidade dos donos de casas noturnas, órgãos públicos, organizadores, bandas de música e patrocinadores ocasionou um assassinato em massa. Não há justificativa para tanto desrespeito com a figura humana como estamos vemos neste Brasil.

Marisa Cruz marisa.s.cruz@gmail.com

Cotia

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

O Brasil está de luto. De novo. Vivemos de tragédias. A principal causa de mortalidade em nosso país, entre os jovens, é por acidentes e causas externas, o que inclui homicídios. Na madrugada de domingo, 231 jovens foram assassinados em Santa Maria (RS). Fatalidades e acidentes ocorrem por acaso, por obra do destino, pelo imprevisível. Não foi o caso. Quem permite e concorda com um show, num local fechado, com mais de mil pessoas (o que estaria acima da capacidade do local), sem saídas de emergência, onde são utilizados artefatos pirotécnicos, no mínimo está assumindo o risco de haver sérios problemas. Em outras palavras, mortes. Foi o que aconteceu. Cabe, agora, à polícia identificar os culpados e à justiça condená-los. Isso não irá diminuir a dor das famílias enlutadas nem trará os entes queridos de volta, mas punições exemplares poderão inibir novas ações irresponsáveis e criminosas. A apuração começou mal, contudo. Diversos jornalistas fizeram imagens do interior de um local que deveria estar isolado para ser periciado. Foi amplamente noticiado que o alvará de funcionamento da casa estava vencido. Segundo entrevista de uma autoridade dos bombeiros, quando o documento foi concedido, tudo estava em ordem. Como assim? Havia saídas de emergência que simplesmente desapareceram? Casas desse tipo no mínimo deveriam ter várias saídas de emergência, que não se confundem com saídas normais, devem estar distantes da entrada, ser de fácil acesso, bem sinalizadas e as instalações, dotadas de equipamentos de combate a incêndio, o que inclui a instalação de detectores de fumaça e sprinklers. Custa caro? Custa. Mas quanto vale a vida humana? Acima das normas, há o bom senso e a responsabilidade. Como são feitas essas vistorias? Como são concedidos os alvarás? Dentre os indiciados, deveria estar o “jeitinho brasileiro”. É curioso. Hoje, diversas cidades anunciam que fiscalizarão casas noturnas. Elas não vinham sendo fiscalizadas? O socorro em Santa Maria foi caótico. O princípio básico de gerenciamento de crises prevê que a área seja isolada e sejam feitos a contenção, o socorro e a comunicação. Nada disso aconteceu. Não importa o que digam. Nós vimos as imagens de TV, de celulares, amplamente divulgadas na internet. Não havia isolamento. Jovens se misturavam ao socorro dos bombeiros, de forma desesperada, para agir no intuito de ajudar seus amigos. Estavam agindo por heroísmo. Mas, para que heróis surjam, o sistema deve falhar. E falhou, feio. Vários destes voluntários, sem treinamento, foram expostos ao calor e à fumaça. Não havia bombeiros suficientes na cidade? Santa Maria tem Brigada Militar, quartéis do Exército e da Aeronáutica. O socorro do Samu e dos bombeiros deixou claro que não foram adotados os conceitos mais elementares do sistema de comando de incidentes. O despreparo era evidente. Não havia triagem. Não havia coordenação. Vítimas eram colocadas em ambulâncias sem qualquer assistência. Samu não é taxi, e, se aquelas pessoas não estavam mais vivas, não podiam estar em ambulâncias. Não sou eu quem está dizendo, as imagens mostraram. A cidade não tem um plano de desastres? Se tem, por que não foi utilizado? Esta não é uma crítica a nenhum governo, pois encontramos os mesmos problemas em todos os Estados. A questão é cultural. Autoridades insistem em dizer que suas cidades estão preparadas para desastres. Não estão. O que aconteceu em Santa Maria pode acontecer em qualquer outra cidade. Não por fatalidade, mas por irresponsabilidade. Infelizmente, não podemos voltar ao passado, mas podemos trabalhar com algo que o Brasil ainda desconhece: a prevenção e a preparação, e quem sabe evitar a dor de outras famílias no futuro. O Brasil deve isso em memória a todas as vítimas, que foi incapaz de evitar...

Luiz Henrique Horta Hargreaves luiz.hargreaves@uol.com.br

São Paulo

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FALTA NOBREZA

Que fim trágico destes estudantes, que foram para se divertir e acabaram morrendo, a falta de honestidade e sempre pensando em grana, autorizam um ambiente sem nenhuma segurança e com vários erros de construção, para receber tanta gente. Vemos que a coisa se generaliza, ninguém está preocupado com o outrem. Quando assistimos ao julgamento do mensalão, pudemos constatar a falta de ética e nobreza destas pessoas, que coordenam a administração como um todo. Quanto aos policiais, corpo de bombeiros, defesa civil e demais pessoas que ajudaram no resgate, vemos que ainda há esperança. Força e coragem para as famílias que perderam seus entes queridos de forma tão absurda e cruel.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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SANTA MARIA, VELAI POR ELES

Falar da tragédia que sacudiu Santa Maria (RS) e todo o Brasil não adianta mais... o mal está feito. Só desejo lembrar que, se em cada casa de show, cinema e teatro deste país, antes de se iniciar a função, houvesse um alerta do tipo que uma aeromoça dá antes do avião levantar voo, indicando as saídas de emergência, o número de vítimas seria certamente menor. Meus sinceros pêsames aos pais enlutados.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ORAÇÃO

Ave-Maria, cheia de graça (...) Santa Maria, Mãe de Deus, rogai pelos jovens universitários. Agora, na hora da morte. Amém.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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FALHAS E MAIS FALHAS

A ganância sem limites de alguns empresários da noite ceifou a vida de centenas de jovens universitários. Mais preocupados em conter as pessoas que buscavam a todo o custo evadir-se do local, muitas mortes poderiam ter sido evitadas nesses intermináveis minutos que os seguranças do estabelecimento impediram a saída da multidão. Esse estabelecimento – aparentemente adaptado para funcionar como casa noturna – jamais poderia estar funcionando, tal a condição precaríssima de segurança de suas instalações. Falharam as autoridades locais ao permitirem que se mantivesse aberto por força de alvarás provisórios mal concedidos, ao invés de determinarem a interdição do estabelecimento até que fossem sanadas as gravíssimas falhas apontadas. Falharam os proprietários da causa e organizadores dos eventos ao venderem mais ingressos do que a casa podia comportar, ao exporem seus clientes a riscos desnecessários e ao deixar de contratar um técnico responsável pelo cumprimento das exigências mínimas das normas de segurança (a simples instalação de chuveiros automáticos no forro teria combatido o princípio de incêndio e a fumaça tóxica responsável pela maioria das mortes).

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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SÓ DEPOIS...

Foi preciso morrerem 231 jovens e 115 ficarem feridos para que as prefeituras providenciem as vistorias nas boates e casas de espetáculos. É lamentável!

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

Após a porta arrombada, nada nos resta a desejar que Deus ilumine a vida dos pais e parentes dos jovens gaúchos de Santa Maria, nessa triste missão de reconhecer e sepultar seus mortos. Nesta hora de amargura e profunda comoção, todos os pais do nosso País inteiro se solidarizam e comungam com todos eles, porque sabemos que poderia ser um dos nossos filhos, vítimas na tragédia ou em outras armadilhas do mesmo quilate, espalhadas pelas grandes cidades. Não é o momento correto de acharmos os responsáveis, mas estão na cara, não resta a menor dúvida. Agora aparecerão os detalhes e as responsabilidades – ou a falta delas – das autoridades, desde os proprietários da boate, do alvará da prefeitura e do Judiciário, do corpo de bombeiros, em não estarem na sintonia perfeita da (mínima) segurança exigida para esses locais fechados, de entretenimentos musicais e gastronômicos. Palavras e ações, a partir da tragédia, não trarão de volta as “crianças”, mas servirão de alerta, para que prefeituras e corpo de bombeiros façam um pente fino em todos os estabelecimentos deste tipo de diversão (boates, galpões, etc.) para evitar tristes acontecimentos como este de Santa Maria. Às famílias enlutadas, só algumas palavras tem sentido: só em Deus encontrarão conforto para seus corações despedaçados, só Ele.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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QUANTAS MAIS?

Quantas pessoas ainda terão de perder a vida para que as leis sejam cumpridas neste país? É tão difícil fiscalizar teatros, cinemas, boates e casas de espetáculos? Como é possível que locais sem alvará de funcionamento continuem abertos ao público? Será que não é possível que esse locais sejam construídos com várias saídas de emergência e materiais não inflamáveis. Cabe a nós cobrarmos medidas enérgicas das nossas autoridades para que eventos como o de Santa Maria jamais voltem a ocorrer. Espero, como um dos milhões de brasileiros, entristecido perante tamanha tragédia, que medidas sejam tomadas para garantir a segurança das milhares de pessoas que frequentam nossos cinemas, boates e locais de espetáculo.

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIDADES

No calor da emoção, o que vemos em todos os telejornais é o apelo para punir os responsáveis. Porém, acho que os órgãos fiscalizadores são coniventes. Não fiscalizam nada e, quando o fazem, não tem caráter de orientação e conformidade para segurança dos usuários, onde deveriam listar os itens a serem estabelecidos e o prazo para execução. Pelo contrário, ressalvando as exceções, só pensam em multar e ou levar alguma vantagem na situação. O Brasil tem avançado muito e passou da hora do Estado fazer o seu papel no real interesse dos cidadãos. Depois da tragédia, infelizmente o que vemos, são políticos contabilizando votos para a próxima eleição.

Basilio Bernal Bernal@roloflex.com.br

São Paulo

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SIMPLES DESCASO

A tragédia da boate de Santa Maria (RS) não foi uma fatalidade. Era um desastre anunciado! Uma casa noturna sem saídas de emergência, com apenas uma porta para entrar e sair, sem luzes de emergência, sem janelas, sem brigada de incêndio, construída com materiais isolantes inadequados e que ainda permitia efeitos pirotécnicos em seu interior era uma armadilha mortal. O alvará daquela boate estava vencido desde agosto de 2012, dizem os bombeiros. A pergunta é: antes desta data, o local era adequado para receber mil ou 2 mil pessoas? Era seguro? A resposta é um sonoro “não”. O nome para isso é descaso.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ARMADILHA

Os corruptos e criminosos de colarinho branco do Rio Grande do Sul irão responder por tamanha tragédia? Quem emitiu o alvará de funcionamento e quem do corpo de bombeiros autorizou esta ratoeira? Como aconteceu neste infeliz país do faz de conta, haverá um rigoroso inquérito que não dará em nada, ou melhor a culpa será do mordomo.

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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FISCALIZAÇÃO

A pergunta é: como a prefeitura e o corpo de bombeiros deram alvará a um estabelecimento com capacidade para 2 mil pessoas, com uma pequena porta de emergência? E o engenheiro que fez este projeto? Assim, concluo que, além dos donos, o integrante da banda que utilizou o sinalizador, o engenheiro e quem liberou os alvarás também devem ser penalizados. Aproveitando este momento, se fizerem uma vistoria séria na maioria das casas de shows, tenho certeza de que mais de 90% seriam reprovadas.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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FOGO DE PALHA

Fiscalizações municipais de todo o País, preparem-se para dois ou três meses de trabalho...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ALVARÁ

A tragédia de Santa Maria (RS) (Estado, 28/1) é tema nacional. A perícia da boate sinistrada tem de apurar se a casa possuía os equipamentos exigidos, pessoal treinado, alvará e vistorias. Para ser mais eficiente, a investigação tem que começar indo fundo ao alvará anterior, pois a casa funcionava há três anos e, ninguém, na ocasião de sua concessão seria louco de autorizá-la a iniciar atividades sem ter portas de emergência, rotas de escape, sinalizações e os demais requisitos previstos em lei. Se o documento existir e não trouxer as exigências contidas na legislação, penalize-se com rigor a pessoa física da autoridade ou servidor que o assinou. Se não houver alvará ou se este foi descumprido, prenda-se imediatamente os empresários e aqueles que, tendo o dever de oficio, não os fiscalizaram no tempo certo. Os acidentes – entre eles o incêndio – são possíveis em toda parte onde há atividade humana, mas, para preveni-los e minimizar seus efeitos, existem as normas de segurança. Descumpri-las, é crime hediondo. Importante: existem, em todo o País, muitas outras bombas como essa, representadas por estabelecimentos, templos, repartições públicas e outros imóveis de grande afluxo de pessoas. É preciso fiscalizá-los!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FISCAIS

Só quando a catástrofe é grande que vão descobrir a documentação irregular. Por quê? Será que os fiscais não têm tanta ou mais culpa do que os proprietários? Qualquer gorjetinha, liberam funcionamento, fazem vista grossa. Quem é o chefe desse bando, desta quadrilha? Se está sem documentação não pode nem abrir as portas.

Márcio Lúcio marcio4609@ig.com.br

São Paulo

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JUVENTUDE CEIFADA

Quando se é jovem, ninguém liga para segurança. Pensa-se apenas na diversão. Quem está preocupado em observar se o proprietário do estabelecimento cumpre as leis? Se não me engano, existem leis que obrigam portas corta-fogo, escada de incêndio, extintores carregados, alvará de funcionamento, saída de emergência. As autoridades, às vezes corrupta, às vezes inoperante, finge não ver as irregularidades, ou, ainda, pode ter passado algum fiscal e lavrado uma multa, que o proprietário jogou no fundo da gaveta. A ganância do dono obriga a deixar apenas uma estreita passagem, para evitar que alguém saia sem pagar. Seguranças, treinados para usar a força e não o cérebro, impedem a saída dos frequentadores. Muitos correm para os banheiros, acreditando ser a saída de emergência e morrem amontoados. A tragédia anunciada, finalmente acontece. Somente quando ficamos velhos é que olhamos, observamos e nos tornamos cautelosos. Chorei ao ver os jovens corpos deitados na calçada. Meus pêsames às famílias. O Brasil está de luto... mais uma vez.

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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DESPREPARO

De que adiantam tantos alvarás, saídas de emergência e investimentos em segurança nas casas noturnas se, na hora h, os seguranças, orientados por proprietários inescrupulosos, barrarem as portas de saída?

Willy Kenji Matsumoto willymatsumoto@yahoo.com.br

São Paulo

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VERGONHA

O que aconteceu em Santa Maria, além de nos causar uma profunda tristeza pela vida ceifada de centenas de jovens e amputada de seus familiares, nos faz perceber o quão terceiro-mundista o Brasil ainda é. Alvará vencido, falta de sinalização, um ambiente labiríntico sem saídas de emergência, um idiota que dispara um sinalizador dentro de um ambiente fechado, despreparo dos seguranças e omissão de quem deveria fiscalizar. Falta de governo em todos os níveis, municipal, estadual e federal. Hoje, quem manda no País é o dinheiro. O interesse econômico está acima de tudo e, somado à incompetência dos dirigentes, expõe a sociedade a riscos. Só faltava o dono da Kiss ser político! As boates, todas, no País inteiro, deveriam ser imediatamente fechadas até provarem que estão em condições de operar sem riscos aos seus frequentadores. Em momentos assim, sinto vergonha de ser brasileiro.

João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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O MOTIVO CERTO

A tragédia que causou a morte de 231 pessoas na boate Kiss em Santa Maria (RS), que funcionava sem alvará, sem saídas de emergência suficientes, sem sinalizações mínimas necessárias, sem hidrantes e extintores, superlotadas e com seguranças totalmente despreparados, só orientados para evitar que o público não saísse sem pagar a conta. Consideramos um dos maiores, senão o maior responsável, a prefeitura municipal de Santa Maria, que foi conivente não interditando a casa, deixando-a funcionando mediante todas essas irregularidades constatadas. Num país onde predominam o poder do dinheiro e a corrupção, talvez seja o motivo certo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCALABRO

Pelos fatos apresentados pela mídia, as normas de segurança da boate Kiss não foram respeitadas, a licença de funcionamento estava vencida desde agosto passado. Qual o preço pago para que esta boate funcionasse de maneira tão irregular? Podemos debitar na conta da corrupção que assola nosso país? No descaso municipal, estadual ou federal, na falta do cumprimento das leis? E tudo isso aconteceu na terra do sr. Tarso Genro, governador do Estado.

João Gilberto Seghesi Fogaça jg.fogaca@uol.com.br

Ribeirão Preto

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AJUDA PRA VALER

Dilma, antecipadamente e chorosa, sai do Chile de tsunamis e tremores, competente com tragédias. Genro também vem para Santa Maria. A única coisa que sabemos da dupla é a oportunidade que “deram” a Battisti. Gostaria de saber quantos leitos e/ou recursos criou a dupla para ajudar na tragédia deste momento?

Roberto de Mamede Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba

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TEMPO

Tarso Genro quer apuração rápida... Dilma vai consolar os parentes das vítimas... Lula manda condolências... os petralhas não perdem tempo.

Mario Sandoval marsand23@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS, CHOROS E FATALIDADES

Em 22/8/2003 uma explosão destruiu a base de lançamento de foguetes em Alcântara no Maranhão, matando 21 pessoas. No dia seguinte, o então presidente Lula foi ao local. Chorou e declarou ter sido uma fatalidade. No dia seguinte ao da tragédia em Santa Maria (RS), que matou 231 pessoas, a presidente Dilma foi ao local e também chorou. Mas ainda não declarou que foi mais uma fatalidade. Foi?

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

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ATITUDE DIGNA

É preciso louvar a postura digna, ágil, correta, firme e eficiente da presidente Dilma nesta tragédia que abalou e consternou o Brasil. Imediatamente, cancelou seus compromissos, determinando providências imediatas aos ministros. Dilma fez o que estava ao seu alcance. E, como mãe e avó, emocionou-se.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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JOGO

O alvará de funcionamento estava desatualizado? Houve um dia um alvará? Quais são os responsáveis pelo funcionamento da casa até então, se nela nem havia saída de emergência? Não se pode jogar assim com vidas humanas.

Cléa Maria Granadeiro Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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SANTA MARIA

O consagrado modelo brasileiro de criar dificuldade para vender facilidade, processos judiciais intermináveis, condenações leves e penas jamais cumpridas integralmente. Haverá sempre tragédias com esta.

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

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ÉTICA

É inadmissível um país emergente como o nosso, às vésperas de Copa do Mundo e Olimpíada, ser palco de uma das maiores tragédias do planeta. E o pior, evitável. São vergonhosas as evidências que demonstram a série de irresponsabilidades que culminaram no que aconteceu em Santa Maria. A qualificação de país de primeiro mundo não se restringe ao PIB somente, mas à ética de cada um em se comportar de forma correta. E isto passa pelo julgamento pessoal de cada responsável, em fazer ou não estúpidos shows pirotécnicos em ambientes fechados ou permitir a aglomeração de 1.500 pessoas em ambiente inadequado e sem saídas de emergência.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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UMA VERGONHA DOLOROSA

O Brasil volta a passar um vexame no noticiário internacional, com mais uma demonstração da mesma incompetência, irresponsabilidade e corrupção que recentemente nos brindaram com a vergonha das obras de transposição do Rio São Francisco, com a degradação da Petrobrás, com a não-refinaria Abreu e Lima, só que esta vez, para profunda lástima, com perda de centenas de preciosas e jovens vidas.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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RESIGNAÇÃO

A tragédia em Santa Maria, mais uma vez, vem confirmar que o descaso e a complacência de todos, “autoridades” e também da sociedade, com as questões de segurança é sempre a causa, na maioria das vezes. Como profissional atuante em segurança e meio ambiente, já estou exausto de constatar a negligência e a condescendência com riscos potenciais. Quando há alguma iniciativa coercitiva da autoridade, é comum o infrator conseguir a famigerada liminar suspensiva. Enfim, lamentemos as mortes, condolências às infelizes famílias e aguardemos, resignados, os próximos acidentes.

Angelo Baucia baucia@terra.com.br

São Paulo

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E AGORA?

O Brasil não é mais o país do futuro, pois que o futuro já chegou. Assim, querem nos fazer acreditar os políticos. Comemoramos entusiasmados o feito histórico de termos alcançado o sexto lugar como a maior economia do mundo, ultrapassando mesmo a economia Inglesa; celebramos orgulhosos o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, a ponto de o ex-presidente Lula afirmar categoricamente que “o Brasil é um país classe A que não deve nada a ninguém”. Pois bem, quando analistas econômicos, políticos, e sociais afirmam que a estória não é bem assim, nós, brasileiros, que adoramos o “oba-oba”, ficamos ofendidos com tamanho descalabro de tais analistas. A tragédia em Santa Maria é apenas um exemplo de uma triste realidade que não nos damos conta. Como uma casa de shows para 2 mil pessoas pode funcionar apenas com uma saída de emergência? Como pode ter um alvará de licença para funcionar nestas condições? E se o alvará de licença está vencido, como pode a casa estar funcionando? Resposta: se houve fiscalização, certamente o fiscal colocou no bolso não mais que R$ 500 e fingiu que estava tudo bem, prática tão peculiar no Brasil. E assim de jeitinho em jeitinho o Brasil vai levando, seja na política, na economia ou nas nossas vidas diárias. Agora, a quem cabe a responsabilidade por essa tragédia terrível? Resposta: a ninguém, ou a todos nós, que somos sempre reféns das nossas próprias irresponsabilidades e fraquezas. E por que não cobrar mais dos políticos? Ora, porque os políticos são também o reflexo das nossas irresponsabilidades e fraquezas; não temos um nível de consciência e educação suficientes para tanto.

Yalu B. Miranda Ybmxx1@hotmail.com

Silver Spring, Estados Unidos

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O BRASIL DE LUTO

A tragédia na boate Kiss é considerada a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superada apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas, e tendo características semelhantes ao incêndio ocorrido na Argentina em 2004 na discoteca República Cromañón. Autoridades afirmaram que a maioria das vítimas não morreu em decorrência de queimaduras, mas sim de asfixia pelo monóxido de carbono presente na fumaça que tomou conta do ambiente interno; outras foram pisoteadas. O alvará emitido pelo Corpo de Bombeiros para o funcionamento da casa estava vencido desde agosto de 2012. Um dos integrantes da banda que supostamente começou o incêndio duvidou da hipótese de que um sinalizador teria causado o evento. Segundo ele, um teste foi feito antes do show e as luzes só alcançaram dois metros de altura enquanto o teto da boate ficava a três metros. Disse também que o efeito pirotécnico já havia sido usado pela banda em boates e nunca houve problemas antes. Já na tarde de domingo o Ministério Público do Rio Grande do Sul estava analisando a possibilidade de pedir prisão dos donos da boate e dos integrantes do conjunto musical Gurizada Fandangueira, entre outras pessoas. Nesta hora de grande pesar, quero transmitir às famílias das vítimas, os sentimentos do mais profundo pesar e sentida solidariedade e o desejo de rápida recuperação para as centenas de vítimas que estão sendo tratadas nos hospitais.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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OLHANDO PARA O FUTURO

Que a morte desses jovens, alguns deles meus colegas de profissão (zootecnistas), não seja relegada a mais uma tragédia. Que todo o processo, de licenciamento da atividade naquele estabelecimento seja minuciosamente analisado e auditado e que todos sejam punidos adequadamente, se for o caso. E que, lamentavelmente, o custo do aprendizado indicando que não há outro caminho que não o da formação de uma elite de servidores públicos, éticos, competentes, dedicados, e do outro lado de empresários, que não sejam movidos somente pela ganância e pelo amadorismo, deixe de ser tão absurdo no Brasil. Basta de amadorismo e corrupção. Esse é o verdadeiro custo Brasil.

Julio Cesar Calvo Rodriguez calvorodz@ig.com.br

Cabo Frio (RJ)

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FATALIDADE?

A culpa será do caseiro? O ocorrido na cidade de Santa Maria (RS) não culpa o prefeito e seus secretários? Por que não? Não são eles que têm sob suas ordens milhares de funcionários pagos pela população, para gerir; administrar; prever e dar segurança aos seus munícipes? Não foram eles que, através de seus subordinados – funcionários públicos – que deixaram de saber as quantas andam suas áreas de atuação e responsabilidade? Sobrará às famílias o consolo de que teria sido uma “fatalidade”.

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE

O caso Kiss justifica imediata revisão doutrinária na justiça penal. Basta de garantismo. O País necessita de penalismo! Dilma esteve lá e fez o que? Nada... Deveria assinar uma medida provisória estabelecendo um regime penalista, para assombro e desassossego de todos os advogados criminalistas, mas para a felicidade e segurança de todos os cidadãos. No caso Kiss todos os envolvidos com alguma responsabilidade, e é fácil identificá-los, deveriam receber uma pena imediata e mínima de um ano de reclusão além do que se apurar em julgado. Todos têm parte da culpa pela morte de 231 jovens. Basta de impunidade! Só a clareza e a objetividade na Justiça podem tirar os irresponsáveis da zona de conforto em que a atual doutrina os coloca.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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CADÊ A PREVENÇÃO?

Prédios explodindo, caindo, pegando fogo e vem o “ministro” da Saúde falar sobre o atendimento às vítimas. Mais de 230 pessoas mortas, a maior tragédia desse tipo no mundo! 12 anos de governo e não fizeram o mínimo esforço para se prevenir esse tipo de fatalidade, e ainda vem dona Dilma visitar o Rio Grande do Sul para aparecer na TV e ganhar voto. 12 anos dona Dilma! O que a senhora e seu “patrão” fizeram para que isso não aconteça? Se o brasileiro tivesse um pouco de dignidade, deveria ter cobrado no momento em que essa senhora apareceu lá para fazer demagogia. O mais triste é saber que esse tipo de acidente vai acontecer novamente.

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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DEVASTAÇÃO

No fim de semana, o Brasil enlutou. A tragédia anunciada ceifou a vida de centenas de jovens que amanhã, quem sabe, poderiam mudar o rumo e a cara deste Brasil. Por total falta de segurança, fiscalização e leis que existem e não são cumpridas, os pais desses jovens se despediram deles no sábado sem poder imaginar que os tirariam da balada mortos. Já há alguns meses nós, brasileiros, estamos passando por um luto moral, cívico, vendo todas as falcatruas publicadas diariamente na mídia sobre a roubalheira a céu aberto. Tivemos o mensalão, onde esperamos avidamente que todos sigam para a cadeia. Agora a Operação Porto Seguro, com diálogos grampeados de Sarney, Miranda e outros quadrilheiros que nos assaltam diariamente. Ouvir esses telefonemas nos dá náuseas, são seres repugnantes. Vemos agora os conchavos do Renan querendo voltar ao poder, e certamente conseguirá, pois todos tem o rabo preso. Enquanto isso, duas centenas de jovens brasileiros morreram massacrados e asfixiados por total falta de governança. Nossa presidente, fazendo um tipo choraminga no local. Engane-me que eu gosto. Talvez se não fossemos tão malacos, Gersons, desmemoriados, tragédias como essa poderiam ser evitadas. Tenho um filho jovem, mas não consigo imaginar quão devastados estão esses pais. Não consigo ver a luz no fim do túnel para nós, brasileiros. A roubalheira vai continuar, a quadrilha galgando cargos, os mensaleiros tentando ficar impunes, a Rose ameaçando trazer a tona sua intimidade com o chefão, Sarney tomando seu vinho, Miranda curtindo sua ilha e porto ilegais, o Dirceu pegando carona em jatinhos por troca de favores, o bicheiro Cachoeira exibindo seu poder e a mulher. E nós? Só nos resta vomitar.

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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A CORRUPÇÃO E A TRAGÉDIA

Muito provavelmente a corrupção seja a principal "causa" desta tragédia no Rio Grande do Sul. Precisamos combater a corrupção com toda força e um político com envolvimento com a corrupção não deve receber nosso voto jamais. O que dizer de um presidente corrupto que inocenta corruptos confessos e condenados pelo Supremo Tribunal Federal? O que dizer de um partido político que organiza jantares para que os filiados ajudem a pagar a conta da corrupção de seus políticos? É disso que o Brasil não precisa mais para progredir socialmente e culturalmente. Sarney, Collor e Renan Calheiros estão no Senado devido ao voto dos Brasileiros que vivem no Nordeste, que aparentemente são complacentes com o grande mal que assola este maravilhoso país. Precisamos ser totalmente intransigentes com a corrupção!

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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NEGLIGÊNCIAS E EGOÍSMO

Diante de tantas desgraças que ocorrem em nosso país, causadas por negligências imperdoáveis, ainda nos deparamos com notícias que colocam nosso ânimo no rés do chão. Além da tragédia que ceifou 231 vidas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, notícia desoladora e muito triste, ainda nos deparamos com outra aviltante: o egoísta, o insensível presidente do Senado, José Sarney, em jantar na companhia do ex-senador Gilberto Miranda, degustou vinho de 1.000 euros a garrafa. Meu Deus, como está difícil ver esse homem fora do cenário político nacional. Ninguém aguenta mais essa figura que somente pensa em si e no seu clã.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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27 DE JANEIRO

Domingo, dia 27 de janeiro, foi o Dia Mundial da Lembrança do Holocausto. Por uma triste coincidência, em Santa Maria, 231 pessoas morreram, em uma “câmara de gás”. No dia 27 de janeiro de cada ano nos lembraremos das duas tragédias. Na Europa, forjada pela maldade humana. No Brasil, pela negligência. “Santa Maria, rogai por nós, pecadores !”

Patricia Leirner Argelazi patricialeirner@uol.com.br

São Paulo

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SANTA MARIA DA BOCA DO MONTE

Palavra de um velho professor de medicina. Passaram, por minhas mãos, numerosos estagiários, universitários de Santa Maria (RS), desejosos de treinamento em doenças infecciosas. Tão gratos ficaram que fomos convidado para palestra em Santa Maria, epicentro do Rio Grande do Sul. Catorze horas de ônibus, São Paulo/Porto Alegre. Mais algumas horas Porto Alegre/Santa Maria. Não nos considerávamos importantes, mas eles assim achavam, tanto que não ousavam nos receber em suas casas. Recepção em churrascarias! Como oferenda, o melhor tapete, bem curtido, de boi. Chorei. Choro mais amargo que o “mate” da cuia. Quê sucede que a comunidade jovem? Do que o Brasil tinha de melhor? Perda universal dos valores?!

Arary da Cruz Tiriba atiriba@terr.com.br

São Paulo

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PESAR

Lamentamos a perda de tantas vidas na tragédia ocorrida em uma boate na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. É mais que necessário que as causas do incêndio sejam apuradas e os responsáveis punidos conforme a Lei. Às famílias e amigos das vítimas nossa solidariedade e oração neste momento triste para toda a nação brasileira.

Célia Leão, deputada estadual joaolage@gmail.com

São Paulo

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CONDOLÊNCIAS

Em nome dos Federalistas de todo o Brasil, esta entidade partidária expressa publicamente as mais profundas condolências pelas vítimas e familiares em face do lamentável acidente ocorrido na madrugada deste domingo, no incêndio de uma casa noturna, ocasionando a morte de mais de 230 pessoas. Certamente a sociedade brasileira espera punição rigorosa a todos os responsáveis e co-responsáveis – do setor privado e público – pois, do que se pôde obter de informações até o presente, o estabelecimento não tinha condições, embora liberado anteriormente, para prestar serviços dessa natureza.

Thomas Korontai, presidente nacional do Partido Federalista assessoriadeimprensa@partidofederalista.org.br

Brasília

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À TERRA GAÚCHA

Em nome do povo florianopolitano e do Estado de Santa Catarina, desejo levar ao Estado do Rio Grande do Sul meu pesar com um abraço afetuoso de solidariedade às famílias e amigos enlutados dos 231 jovens que pereceram na terrível tragédia que atingiu a cidade gaúcha de Santa Maria na madrugada deste domingo, 27 de janeiro de 2013. Aos feridos, nossos votos de pronto restabelecimento.

W. Sabino wcsabino51@yahoo.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

O que mais dizer sobre a tragédia de Santa Maria? Depois de tantas lágrimas, explicações, investigações, divagações, talvez fosse mais significativo e respeitoso apenas o silêncio, até mesmo o silêncio das palavras. Assim possa doer menos, possa confortar mais. Sim, os santa-marienses já sabem o quanto sentimos, e por isso torna-se tão desnecessária essa exposição de fotos dramáticas, de textos divinos, de olhares de morte. Bastam-lhes tão somente 231 minutos de silêncio. Amém!

Achel Tinoco achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador

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