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O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h09

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

Gasolina e diesel

Na noite de terça-feira foi anunciado pela mídia o aumento da gasolina e do óleo diesel, a partir da meia-noite. A presidente não veio a público anunciá-lo em cadeia nacional de rádio e TV. Por quê?

CLÉA M. GRANADEIRO CORRÊA

cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

Sem discurso inflamado

De fato, não vimos a presidenta Dilma Rousseff na TV, em discurso inflamado, dizendo que a gasolina e o diesel iam subir. Deveria, sim, tê-lo feito, como fez no caso da energia elétrica, anunciando que haveria redução do preço. E Dilma ainda queria que os governadores de São Paulo, Paraná e Minas Gerais reduzissem as tarifas das usinas de seus Estados... Com isso, como é costume do PT, ela ficaria com todo o mérito e com os saldos políticos. Como fez no último comício para presidente, prometendo e dizendo que a oposição não ficaria com a riqueza do pré-sal, que é um cheque visado para o povo. Mas tudo isso não passou de promessas e hoje em dia ninguém do governo sequer toca nesse assunto, parece até que não existiu. E a Petrobrás, que iria explorar o tal petróleo, hoje está quebrada em consequência da má administração exercida pelo PT de nossa Dilma.

DANEIL DE JESUS GONÇALVES

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

Contrapartida

Esse governo não tem jeito mesmo. Agora deu sua contrapartida à diminuição do preço da energia elétrica: aumentou, como previsto, os valores da gasolina e do diesel.... Vem mais inflação por aí!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Margem

Muito se falou sobre o preço contido da gasolina, o que não se diz é que na refinaria seu preço é de R$ 1,15 o litro e o preço ao consumidor é de R$ 2,80, ou seja 143,5% de "margem". Não estará essa margem muito elevada? Em que outro país do mundo se pratica tal margem?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

O aumentinho

Salvo colossal engano, o aumento da gasolina e do diesel resolverão o problema da Petrobrás tanto quanto um band-aid num dique prestes a se romper. Espero que não se repita, um dia, a antológica cena final do filme Planeta dos Macacos, na qual Charlton Heston, diante do que restou da Estátua da Liberdade, exclama: "Malditos, eles conseguiram!"

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Petrobrás

A dupla que conseguiu acabar com a maior empresa brasileira, Guido Mantega e Dilma Rousseff, ficará na História.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

CONGRESSO NACIONAL

Vida inglória

Ficha suja? O que isso quer dizer? Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) são favoritos para presidir, respectivamente, o Senado e a Câmara dos Deputados. Trata-se de dois distintos cavalheiros, incapazes de qualquer deslize e, portanto, dignos candidatos ao cargo que pleiteiam. Nenhuma voz se levanta para tentar barrar essa "gente finíssima" sem nenhuma mácula. Pobre Brasil, está condenado a uma vida inglória.

FLÁVIA DE CASTRO LIMA

lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

Sucessão no Senado

A respeito da coluna Insensato mundo (30/1, A6), de Dora Kramer, e da leitura da página A4 do Estadão de ontem, gostaria de fazer uma pergunta: será que o PT não quer mesmo é a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, mas com outras intenções, e não a que vem sendo ventilada nas análises nos jornais? A matéria Líder do PT afirma que apoio é de 100% praticamente mostra isso. Esse senador Wellington Dias (PT-PI) não é bobo, não. Ora, quem é o candidato a vice? O senador Jorge Viana (PT-AC). Esse filme nós já vimos. Uma vez presidente do Senado, Renan decerto vai sofrer um bombardeio para que renuncie (como já ocorreu). Ou, ainda, a denúncia encaminhada ao Supremo Tribunal Federal contra ele será mais um motivo para que deixe o cargo de novo. Certamente, e como todos nós sabemos, Renan, que é do PMDB, será desestabilizado pelos integrantes do próprio PT, com a ajuda de outros de seus "eleitores". E quem assume o Senado? O PT! Sem ainda fazer uma análise do caso da Câmara. Mas, mesmo ocorrendo só no Senado, adeus, PMDB, que não poderá culpar o governo lulopetista.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

OAB

Denúncias

Com relação à reportagem Chapas da eleição da OAB têm réus por improbidade (25/1), gostaria de esclarecer: 1) Em março de 2009 meu escritório, Furtado Coelho Consultoria e Processos, firmou contrato com o município de Antônio Almeida (PI), com duração de dez meses, para atuar em processos judiciais e prestar serviços de consultoria. 2) A contratação foi realizada na forma da lei. Importante ressaltar que o contrato de prestação de serviços jurídicos com órgão público sem licitação é considerado lícito pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como consta da Súmula n.º 04/2012/COP. 3) O escritório atuou em oito processos da prefeitura, além de prestar serviços de consultoria. Recebeu R$ 42.350, o que equivale a R$ 4.235 mensais. 4) Ação criminal, com idêntica acusação, foi arquivada pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que a considerou improcedente. 5) Jamais fui investigado, denunciado ou acusado de "conluio" com nenhum desembargador do TJ-PI. Jamais houve levantamento algum de dinheiro da empresa Basf e há mais de quatro anos, desde que fixei residência em Brasília, não advogo nesse processo. 6) Por último, peço que o Estado, pelo qual tenho grande consideração, entre em contato comigo antes da publicação de supostas denúncias para que eu possa apresentar minha defesa, o que, infelizmente, não ocorreu em relação à reportagem,

MARCUS VINÍCIUS COÊLHO, secretário-geral da OAB

Brasília

N. da R. - O secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, foi procurado pela reportagem em duas ocasiões. As conversas estão gravadas. Apesar de a denúncia penal ter sido rejeitada (o que é informado na matéria), a ação civil segue tramitando. Coêlho advogou contra a Basf na ação que levou à abertura, pelo Conselho Nacional de Justiça, de processo disciplinar contra o desembargador Antônio Peres Parente por suspeita de favorecimento do seu cliente. O magistrado foi afastado preventivamente em 2010, mas o processo disciplinar foi arquivado em março de 2011, sem decisão terminativa.

A TRAGÉDIA EM SANTA MARIA (RS)

Manchete principal na primeira página de ontem do Estadão: “Ministério Público vai investigar bombeiros e fiscais após tragédia no RS”. Consternado que estou pela dimensão do dramático e triste acontecimento em Santa Maria (RS), que provocou grande comoção nacional com repercussão internacional, vou elencar os (ir)responsáveis por esta tragédia anunciada. Primeiro, os donos da boate, pela negligência e desapego à restrita observância das normas de segurança, como na compra de materiais de forração altamente comburentes (e tóxicos); pela venda indiscriminada de ingressos, superlotando a boate, demonstrando desmedida ambição; e, ainda, por estarem transgredindo a lei com os alvarás de funcionamento vencidos, não estando, portanto, autorizados para exercer qualquer atividade no local. Segundo, o Corpo de Bombeiros, por aprovar o mesmo local para permitir eventos dessa natureza (e lotação) com a existência de uma mesma porta para a entrada e saída; e por não inspecionar e fiscalizar os extintores e o material do forro instalado recentemente, não restringindo um local de extrema periculosidade, liberando uma ardilosa armadilha para todos os que lá foram para se divertir e acabaram sendo atores da sinistra e funesta madrugada de domingo. Terceiro, a prefeitura da cidade, por omitir e negligenciar de forma sistemática, ao descuidar de tratamento rigoroso nos deveres essenciais à proteção dos cidadãos, para, a tempo, impedir evento de tamanha grandiosidade em local irregular e extremamente contrário às regras e às leis. Quarto, os componentes da banda, por usarem um sinalizador para lugares abertos em ambiente fechado (e lotado) e muito provavelmente sabedores de ocorrências recentes idênticas causadas por igual pirotecnia em outras boates. E quinto, o prefeito da cidade, por ter como subordinados na fiscalização pessoas despreparadas e não qualificadas para estarem em cargo de enorme responsabilidade. Se houve corrupção ativa e passiva, é responsabilidade do Ministério Público e das autoridades policiais investigarem e punirem com rigor todos os envolvidos. Em suma, a tragédia não foi uma fatalidade, imprevisível e marcada pelo destino, e sim uma omissão criminosa de todos os agentes acima expostos, só faltando dar nomes, sobrenomes e apelidos.

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

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DOCUMENTOS EM ORDEM

O jogo de empurra-empurra entre a prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Santa Maria (R) mostra à opinião pública o total despreparo para o exercício da função pública e terá, ao final, provado a culpa recíproca desde o momento em que permitiram que a boate Kiss funcionasse esses anos todos sem as mínimas condições de segurança. Nenhuma autoridade em sã consciência autoriza o funcionamento de um estabelecimento que não atenda aos requisitos exigidos em lei. Ao insistir em que a documentação da boate estava em ordem, o prefeito fez uma confissão involuntária de culpa. O mesmo se aplica ao comandante do Corpo de Bombeiros, que conferiu ao estabelecimento o auto de vistoria. O bom senso recomenda que, sendo o auto de vistoria documento necessário para obtenção/renovação do alvará de funcionamento, vencido o primeiro, automaticamente o segundo perderia sua validade. Por isso, todo pedido de renovação de documentação deve ser feito com antecedência para evitar solução de continuidade.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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PRISÕES

Prenderam os donos da boate. Prenderam os integrantes da banda. Mas não prenderam ninguém da prefeitura nem do Corpo de Bombeiros responsáveis pela falta de fiscalização. Por quê?

Leonidas Alperowitch leonidas@replac.com.br

São Paulo

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OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES

Os donos da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos. Quando será feita a prisão do prefeito e do comandante do Corpo de Bombeiros? O prefeito, porque a prefeitura é quem concede alvarás de funcionamento e tem o dever de fiscalizar, e o comandante, porque o Corpo de Bombeiros é responsável pela emissão do Auto de Verificação do Corpo de Bombeiros (AVCB), além de ter o dever de fiscalizar, orientar e exigir o cumprimento incondicional de todas as normas de segurança, por se tratar da última instância que autoriza o funcionamento de um estabelecimento, antes da liberação final da prefeitura. Essa tragédia é o reflexo da corrupção que toma conta do País. Enquanto a sociedade não exigir a responsabilização de governantes e funcionários públicos que não cumprem com as obrigações para as quais foram eleitos e nomeados, novas tragédias irão ocorrer. Meus sinceros sentimentos aos familiares e amigos das vítimas.

Luiz Sergio dos Santos Valle luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

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NO ANO QUE VEM

Assistimos estarrecidos ao jogo de empurra do Estado em mais uma tragédia brasileira. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ninguém se entende. A culpa não é dos bombeiros, nem da prefeitura, ao que parece. Não demora, atribuirão a morte de 235 jovens ao destino ou a um raio! Não foi diferente na tragédia da região serrana do Rio de Janeiro, onde mais de mil pessoas perderam a vida. Não foi diferente no Morro do Bumba, nos prédios que desabaram na mesma cidade do Rio de Janeiro, no rompimento da barragem em Alagoas em 2010, no deslizamento em Angra dos Reis, no desastre da TAM em Congonhas. O poder público nunca tem culpa de nada! Como nos casos citados, as vítimas serão esquecidas, suas famílias não serão indenizadas, ninguém será punido. As autoridades voltarão sua atenção e energia para a próxima festança: carnaval, inaugurações, réveillon, Copa, qualquer coisa! Até que ocorra nova tragédia, no ano que vem.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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COMOÇÃO TEATRAL

É deveras lamentável a catástrofe que ceifou a vida de mais de 200 jovens na flor da idade, por causa da incúria das autoridades públicas, do dono da boate e dos músicos, diretamente responsáveis pelo incêndio que destruiu tantas vidas. Contudo, é muito mais lamentável que este infortúnio seja explorado para fins eleitorais por uma pessoa que não se manifestara quando, antes, também tivemos centenas de mortes nas enchentes e nos desmoronamentos de Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. E agora vem, cheia de lágrimas e com voz embargada por uma teatral emoção, cabalar votos para as próximas eleições. Se eu fosse pai de uma das vítimas, a teria escorraçado.

Pedro Paulo Rocha rocha.pp1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PÚBLICO ATENTO

Os responsáveis diretos por evitar essa tragédia falharam totalmente nas prevenções de segurança: o poder público, nas pessoas do governador, que deveria escolher pessoas competentes para o Corpo de Bombeiros; do prefeito, que dá entrevistas defendendo que do lado da prefeitura tudo estava certo; do comandante do Corpo de Bombeiros, que acha normal ter uma porta apenas para entrada e saída; dos proprietários da boate, que não respeitaram a lotação permitida e instalaram material proibido como isolante acústico; dos integrantes da banda composta por alienados soltando fogos em local fechado; dos seguranças despreparados para emergências; etc. Depois da catástrofe, estão sutilmente tentando salvar a pele, jogando a culpa uns nos outros. Lamentavelmente, existe apenas uma solução imediata para evitar outras tragédias: a divulgação em nível nacional dos princípios básicos de segurança, a todos os frequentadores de ambientes onde há aglomeração de pessoas, para aplicarem já. Toda a mídia escrita e falada poderia ajudar a divulgar. Então, em respeito aos 235 jovens vítimas dessa tragédia absurda, todos os frequentadores desses ambientes deveriam comprometer-se a não entrarem nesses recintos quando verificarem que não estão sendo cumpridas as regras básicas de segurança: portas de emergências compatíveis com o público presente, isolantes acústicos e materiais decorativos incombustíveis, saídas de emergência identificadas e com baterias próprias, extintores suficientes, proibição de shows pirotécnicos, etc. Aguardar as ações das autoridades e dos proprietários, da forma como está sendo feito e como sempre foi feito, com certeza não resolverá o problema. É só relembrar as tragédias anteriores e as ações que foram implementadas e, depois, esquecidas. A partir dessa fiscalização dos frequentadores e do boicote às casas irregulares, os proprietários irresponsáveis finalmente correrão atrás das regularizações, se não quiserem fechar as portas por falta de clientes.

Sergio M. Monteiro alvimsergio@uol.com.br

São Paulo

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ALERTA

O povo brasileiro está consternado e solidário com os familiares das vítimas da tragédia em Santa Maria. É terrível a dor pela morte de 235 jovens que perderam a vida de maneira tão cruel. Infelizmente, a irresponsabilidade de muitos, a ganância pelo dinheiro fácil e a omissão dos responsáveis pela fiscalização destas casas de espetáculo contribuíram para o tamanho de tanto sofrimento. Essa tragédia serve de alerta para as autoridades responsáveis pela fiscalização de casas de espetáculos, bailes, cinemas e teatros, onde há grande concentração de pessoas.

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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SOLUÇÃO SIMPLES

Enquanto procuram culpados e ficam pensando em como prevenir incidentes semelhantes à tragédia de Santa Maria, há uma solução simples e de efeito imediato que poderia ajudar: estender a proibição do fumo em certos lugares públicos para incluir o uso de dispositivos pirotécnicos. Bastaria proibir o uso de qualquer dispositivo pirotécnico nos locais onde atualmente é proibido fumar. As áreas já estão bem demarcadas, a fiscalização é ampla, intensa e intolerante, e as penalidades já existem. Parece que há exceções, quando um espetáculo cênico exige que um protagonista fume em cena. Salvo engano, a lei prevê uma análise prévia do roteiro pelas autoridades, tanto quanto à necessidade como da segurança do local para fazê-lo que, uma vez constatadas, geram uma autorização específica. Assim, se um músico achar que precisa soltar rojões em um ambiente fechado, isso terá de passar antecipadamente pelo crivo do poder público, ou constituirá um delito. Simples e eficaz. Não interfere nas demais medidas referentes a outros aspectos de segurança, licenças de funcionamento, limites de lotação etc.

José Henrique Lamensdorf johel@mandic.com.br

São Paulo

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TÉCNICOS

Para melhorar a fiscalização das casas de espetáculos e locais de concentração em geral, é imprescindível que o poder público e a iniciativa privada invistam na formação/ampliação dos seus quadros técnicos. No país onde os governos só pensam em arrecadar – prova disso é que não faltam ofertas de empregos para fiscais de tributos e outros burocratas –, precisamos resgatar o valor das carreiras técnicas, dando maiores oportunidades aos médicos, engenheiros e advogados, e não apenas lembrar deles na hora da doença, da tragédia ou da garantia de direitos.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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ALVARÁS PROVISÓRIOS

Em relação à matéria publicada ontem neste conceituado jornal – “Casas famosas de São Paulo funcionam sem alvará” –, convém lembrar o seguinte: não só as casas famosas, mas qualquer estabelecimento comercial, grande ou pequeno, inclusive hospitais, pode funcionar sem se preocupar com fiscalização, por se beneficiar de esdrúxula lei de alvarás provisórios. Ainda que estejam irregulares. Aprovar e sancionar essa lei era do interesse das autoridades paulistanas. Dá voto. Esqueceram-se essas autoridades de que o alvará pode ser provisório, mas a morte é definitiva.

Iênidis Benfati jverdasca@uol.com.br

São Paulo

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CHEIOS DE ARDIS

A insensibilidade, inapetência e desonestidade dos “vivos” que ocupam os gabinetes oficiais fazem com que o Brasil seja administrado pelos seus “mortos”. São os “mortos” que partem em decorrência de tragédias que incitam o poder público a cuidar – capenga e tardiamente – dos “vivos” que, por mera sorte, ainda permanecem por aqui. Neste país, enquanto os “mortos” governam, os “vivos”, cheios de ardis, praticam corrupção.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SANTA MARIA

Minha filha morreu por ganância de corruptos.” Esta é a frase do cartaz de uma sofredora mãe estampada em foto da primeira página do Estadão. Precisa dizer mais? Para abrandar a revolta da população estupefata com mais essa tragédia, prenderam, rapidinho, alguns indivíduos que serão libertados. Baixada a poeira, da mesma forma que tem ocorrido nas tragédias em que centenas de vidas se perderam nos últimos anos (acidente em Congonhas, enchentes no Rio, etc.). A culpa ficará diluída, entre todos, facilitando a impunidade, por causa da legislação ultrapassada e leniente. Curioso mesmo foi ouvir o governador do Estado, Tarso Genro, falar sobre essas leis, como se ele fosse o mais puro e isento dos políticos. Como assim, se o governador, político de carreira, foi até ministro da Justiça, havendo passado pela Casa Legislativa, como deputado, portanto, “fazedor” de leis? Ou seu objetivo ali era proteger, apadrinhar companheiros? Até quando o povo vai continuar iludido, hipnotizado pelo canto das sereias?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Caetano do Sul

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CUMPRAM-SE AS LEIS

Depois da tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul, governantes de todo o País estão mobilizados para fiscalizar ambientes destinados a shows. Alguns, mais afoitos, chegam a dizer que agora vão fiscalizar porque a presidente Dilma pediu. Ora essa, senhores, sejam menos irônicos e mais práticos, não é preciso ficar discutindo meses e meses sobre outra lei que obrigue a fiscalização nestas casas. Basta que se cumpram as leis já existentes. O problema do Brasil é que as leis não são levadas a sério, mas o que dizer, se na Casa Legislativa, onde as leis deveriam ser cumpridas, estão os cidadãos dando os piores exemplos à Nação?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CONSIDERAÇÕES

Tenho acompanhado, com muita tristeza, as notícias sobre a tragédia de Santa Maria. Tentam achar culpados. Na minha visão, o problema é muito mais sério. Sou engenheiro e trabalho com obras há 39 anos. Não adianta nada colocar fiscais na rua lacrando estabelecimentos. Ninguém é infrator por princípio ou convicção. É comum o poder público, a vigilância sanitária e o corpo de bombeiros fazerem exigências descabidas. Ao invés de analisarem os casos com bom senso, criam-se enormes dificuldades. Estas são, na realidade, as causas das tragédias. Várias atividades, não conseguindo atender às exigências, acabam ficando na ilegalidade. É uma questão de sobrevivência das pessoas dependentes do seu trabalho. É a história de criar dificuldades para vender facilidades. Aproveito para contar um fato: outro dia, ganhei de presente um relógio. Era de uma loja importante de São Paulo. Como não era do meu agrado, resolvi trocá-lo. Fui até o local e vi alguns modelos custarem verdadeiras fortunas. Perguntei ao vendedor se havia público para adquiri-los. Ele, constrangido, disse-me reservadamente que a cada 40 dias recebia a visita de um cliente colecionador. Ele comprava um ou dois modelos, gastando entre R$ 20 e R$ 30 mil. Eu perguntei se, por acaso, tratava-se de um banqueiro ou algum grande empresário. Ele me disse que não, que se tratava de um fiscal sanitário – e pagava tudo em dinheiro vivo. Bem, as causas das tragédias são essas. Os exemplos vêm de cima. Segundo pesquisas, 78% da população brasileira não se incomoda com a corrupção. Enxerga ser uma oportunidade de negócio. Se não mudarmos radicalmente, fatos como este vão continuar. Nossa referência são os Renans Calheiros... Apesar de tudo, sou um enorme entusiasta do País. Não tenho dúvida de que a dor das famílias do Sul nos ajudarão muitíssimo. Meus sentimentos a todos.

José Pacheco e Silva josepacheco@later.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

Atenção, Brasil, a Constituição rege que os mandatários do Senado e da Câmara dos Deputados estão na linha direta de sucessão da Presidência da República, em caso de ausência do chefe e do vice da Nação. O comando das duas Casas mais importantes do Parlamento não pode ser ocupado por suas “desexcelências”, os “candidatos” fichas-sujas prestes a assumir os cargos, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves. Seus currículos são verdadeiras folhas corridas de crimes cometidos contra o Estado. Como bem disse o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dissidente do partido: “Eleger Renan Calheiros pode levar o Senado ao mergulho no imponderável, a uma coisa negra”. Basta de “sarneylização”!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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SUJANDO A FICHA LIMPA

Há pouco tempo, os meios políticos do País foram sacudidos por uma onda de limpeza moral, de defesa da ética e dos bons costumes, através da tal Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade por oito anos de um candidato que tiver o mandato cassado ou renunciar para evitar a cassação. Renan Calheiros era presidente do Senado quando deixou o cargo, acusado de ter ajuda financeira de uma construtora, que custeava os despesas da filha que teve fora do casamento com a jornalista Mônica Veloso. Renan é um tremendo ficha suja, mas é unanimidade nacional, tem apoio até do incorruptível PT e dos fundamentalistas dos PCs, parece que vai ter vida longa e o mesmo destino de seu padrinho Sarney. Ainda falam em moralização do Congresso, um escárnio. Se realmente se exigisse o que a lei menciona, não teríamos um político sequer, pois nunca antes na história deste país a corrupção foi tão ativa, tão transparente, tão premiada.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA IGNORADA

Jamais em tempo algum a máxima "os fins justificam o meios" esteve tão nítida como nesses dez anos de desmando do Partido dos Trabalhadores (PT). A candidatura, favas contadas, do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado, num país mais ou menos sério, não deveria acontecer pelos fatos já conhecidos. Roberto Gurgel, da Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão de fatos pretéritos, resolveu denunciar Renan Calheiros (PMDB-AL). Foi o bastante para que a tropa de choque do mal do Senado saísse em defesa do futuro presidente. Dizem que é oportunismo do procurador, a sete dias da eleição. Quem ainda acha que este país tem jeito, jogai fora toda a esperança.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONSISTÊNCIA

O pomposo, roliço e pastoso procurador-geral Roberto Gurgel realmente é formidável. Assegura, com o habitual ar de sabidão, que a denúncia contra Renan Calheiros "é extremamente consistente". Gurgel só não explica por que demorou quase cinco anos para formalizar a acusação contra Calheiros no Supremo Tribunal Federal (STF). E o mais grave e cômico, se não fosse trágico e torpe, com a denúncia contra Renan sendo apresentada seis dias antes da eleição do futuro presidente do Senado e do Congresso, da qual Renan desponta como favorito absoluto. Não se sabe onde Gurgel comprou a "consistência" que tanto apregoa, se na farmácia ou na feira.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DEBOCHE

Com o envio de mais uma denúncia contra o senador Renan Calheiros, pelo procurador-geral da República ao STF, pelo suposto uso de notas frias somada à suspeita de fraude no programa Minha Casa Minha Vida, fica claro excluir este senador baseado na lei da Ficha Limpa. Como elegê-lo para presidir a mais importante casa do Legislativo, se seus pares, no passado, já o colocaram para fora do Senado, obrigando-o a renunciar, em outro caso de evidente falta de probidade e decoro? Fica difícil para nós, cidadãos pagantes, aceitarmos e apartarmos das mesmas faltas os demais senadores que o colocarem no mesmo cargo. Concordamos com Rolf Kuntz, quando afirma, em artigo neste jornal em 9/1/2013, que vivemos no Brasil “a era do deboche”. É repulsivo!

Leila E. Leitão

Itanhaém

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OS ILÍCITOS DE RENAN

Depois do boi da nota fria, com Minha Casa Renan segue quente na vida.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DESPUDOR GERAL

Vejam agora os dois sujeitos que vão comandar o Congresso, ambos com denúncias graves na Justiça. Mais uma tragédia anunciada vem aí. É o Arnaldo Jabor. Perfeito! Assim como a tragédia em Santa Maria, há na futura direção do Senado e da Câmara todos os ingredientes para dar errado para os brasileiros: Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves são candidatos favoritos entre seus pares, mesmo carregando denúncias e histórico de corrupção. E vão presidir nossas Casas Legislativas apoiados por um bando de senadores e deputados, parte da corriola mais antiga de políticos ignóbeis que governam nosso país. Como não entender o tristíssimo incidente em Santa Maria como descaso com a coisa pública e banalização da vida e da moralidade diante de tamanho descalabro? Se “lá em cima” se faz tão errado, desprezando o respeito ao povo, as responsabilidades-chave e o pudor, por que “aqui embaixo” seria diferente?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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ATRAÍDOS PELO CRIME

A votação para presidente do Senado tem de ser aberta para que possamos ver o bandido votando no bandido.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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DESVIANDO O FOCO

Num país onde serão eleitos Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves para presidirem o Legislativo federal, nós estamos discutindo alvarás para estabelecimento de diversões públicas? O lamentável episódio de Santa Maria, além de destruir inúmeras vidas jovens, promissoras, infelizmente está servindo para tirar o foco desses gângsters da política nacional.

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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OPOSIÇÃO POBRE

O senador Pedro Taques, do PDT/MT, em entrevista, mostra um quadro que não atinge apenas o Senado Federal. Ele afirma que há um empobrecimento da oposição no Brasil, cujos integrantes concordam com tudo o que a presidente determina. Será que ele está levando em conta todos os Legislativos ou o que ele fala tem que ver apenas com o Senado, que passa por um momento delicado em razão da candidatura Renan Calheiros à presidência? Por sinal, a situação do Legislativo paulista é também um exemplo da ação impositiva do governador, que tem seus projetos aprovados e bloqueadas as tentativas de aberturas de CPIs. Logo, o senador precisa avaliar melhor suas afirmações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SEGREDOS BEM GUARDADOS

Segundo o futuro líder dos petistas na Câmara dos Deputados, Wellington Dias (PI), “o PT está 100% ‘fechado’ com a decisão que o PMDB tomar, seja qual for o nome indicado”. Isso além de o apoio de Dilma Rousseff também ser incondicional, pois essa é a única maneira de manter e continuar escondendo os mandos e desmandos no Senado.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PMDB

Se o Senado que aumentou seus gastos com pessoal em 57% durante os dez anos em que a sua presidência foi exercida pelos coronéis peemedebistas Sarney, Renan e Garibaldi, entre 2003 e 2013, tivesse aumentado sua eficiência em um décimo dessa porcentagem, estava ótimo. Os cargos comissionados na casa, também aumentaram nesse período, a bagatela de 741% e mesmo assim, a eficiência desmoronou. Além da eficiência, a credibilidade a honestidade e a seriedade da Instituição, também tiveram seus índices zerados. Pergunto: já não basta de PMDB? Esses índices de “excelência”, não são suficientes para constatar que o PMDB só é um partido se continuar amigo do rei, com os seus principais coronéis se alternando na presidência da principal casa do Congresso Nacional e seus “companheiros” mamando nas tetas das estatais ou das instituições governamentais? O PMDB, pela sua ideologia, pelo seu programa, pela sua união e consistência, não dura 15 minutos longe do poder e provavelmente, esse poder que ai está, não duraria quinze minutos sem o PMDB. É essa simbiose pútrida e mal cheirosa que será prolongada por mais dois anos com a eleição do senador Renan Calheiros para presidente do Senado Federal. É isso mesmo que vamos continuar assistindo? É isso mesmo que queremos?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COM QUEM ANDAS?

É lamentável a inesgotável capacidade do PT associar-se com más companhias, além da sua triste composição interna com currículos capazes do corar o demônio. Pela tal governabilidade, estão abraçados de corpo e alma com o que existe de pior, no caso o PMDB, onde triunfalmente para desgraça nacional, devem reinar no Senado e Câmara federal Renan e Henrique Alves, substituindo os gloriosos Sarney e Maia, cujas ausências preencherão uma lacuna. No Brasil, quando você acha que já viu de tudo, essas tristes figuram se superam para, definitivamente, apropriarem-se de cargos que deveriam ser honrados pelos melhores (sic) quadros políticos e assim poderem oferecer um mínimo de dignidade e respeito à nação e ao povo. Tese inocente esta, porém, que fique registrado que não teremos o menor prazer em vê-los, mais uma vez, regurgitando o que de pior podem produzir num país cheio de potencial, porém, ocupado por figuras minúsculas em qualquer senso e medida.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

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MUSICAL

Nelson Motta, em crônica do dia 25/1/2013 neste jornal, com brilhantismo descreve as possibilidades da realização do musical “Mensalão”. Sugiro, como ato final, uma dança ambientada no Presídio Catanduva, com os principais personagens José Dirceu, Marcos Valério, Delúbio, Genoíno e comparsas, associando-se aos senadores e deputados federais, coreografados pelos seus respectivos presidentes Renan Calheiros e Henrique Eduardo, para recepcionar o "capo di tutti Capi" em chegada triunfal àquele estabelecimento. Cerram-se as cortinas sob aplausos de todo o povo brasileiro (menos dos "cumpanheiros", é claro).

Ana Maria Hernandez anahernan@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS

Avisar oficialmente o aumento dos combustíveis (de 6,6% para a gasolina, a partir de 30/1) na noite anterior à entrada em vigor do reajuste é coisa de governantes de segunda classe. É para compensar o tão divulgado desconto na energia elétrica, que na verdade não é desconto, é devolução do que nos foi roubado por quase uma década. A maioria de trouxas acredita nas conversas do governo, mas tem muita gente pensante que vai acabar com esta festa. Quando compro gasolina, não quero gasolina batizada com álcool.

Ricardo Guerrini ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

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NA SURDINA

Dona Dilma, com a cara de pau de todo petista, anuncia em rede a redução da eletricidade que ninguém ainda viu, e, na surdina dos corruptos, estabelece o aumento de combustível que todo mundo vai ver. Até quando temos de ver imbecis petistas caras de pau rirem de nossa cara?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FAZ DIFERENÇA

Seu Mantega, o aumento da gasolina pode não atrapalhar o Sr., que ganha bem, independentemente se chova ou faça sol. Mas, para o consumidor brasileiro, que paga 50% a maior que o dos Estados Unidos, por uma gasolina que rende 10% a 20% menos km/l, faz muita diferença! Conta outra, Sr. ministro, porque desta “graça” a gente não gostou.

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

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NO VERMELHO

A energia elétrica terá seus preços reduzidos, gasolina fica 6,6% mais cara, óleo diesel, 5,4% mais caro, e o etanol, gás metano, arroz e o feijão, de quanto será o aumento? Pelos cálculos que eu fiz, com os 6,15% que irei receber de aumento do INSS, já estou operando no vermelho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ALTERNATIVA

Como alternativa à compensação do aumento do preço da gasolina e do diesel, o governo federal estuda a proposta de redução da alíquota do PIS/Confins para os fabricantes de etanol e gasolina (Estado, 30/1, primeira página), é dizer, sustentação desses produtores com os recursos dos trabalhadores ativos e vinculados ao sistema previdenciário. Em outras palavras, o consumidor, e, mais especificamente, o consumidor assalariado, bancará o aumento, decorrente de anos de política de não aproveitamento do etanol em conformidade com o potencial do País.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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IMEDIATISMO E VAGABUNDAGEM

O Brasil que ia inundar o mundo com etanol e biodiesel ficou somente na intenção. Bastou surgir a possibilidade de exploração do pré-sal para o lulopetismo mudar totalmente suas prioridades. O problema é que o sucateamento da Petrobrás está tornando o sonho do pré-sal cada vez mais distante. Outro fato que ninguém vem discutindo, é que grande parte das reservas do pré-sal estão situadas nos limites do nosso mar territorial, e, se a exploração for mesmo viável, vamos ter de contar com a boa vontade do resto do mundo para ampliar o mar territorial. A incompetência não é somente de Lula e Dilma – na verdade ela já é histórica: aconteceu com a borracha, que ninguém se interessou em plantar racionalmente após o fracasso da Ford, como se os asiáticos nunca tivessem enfrentado problemas com pragas. Aconteceu novamente com o cacau, que, após a chamada “vassoura de bruxa”, foi sendo gradualmente abandonado. Atualmente importamos óleo de palma (dendê), feijão preto chinês, entre outras coisas que seriam facilmente cultivadas aqui. O imediatismo, a inconstância e a vagabundagem pura e simples estão conseguindo desmontar até nossa única contribuição real contra a queima dos combustíveis fósseis, que é a produção do etanol. Até parece aquela piada em que Deus foi interpelado por um anjo enquanto estava criando o Brasil – o anjo perguntava por que o Senhor nos brindava com a ausência de desastres naturais, como vulcões, furacões, etc., ao que Deus respondeu: você não sabe o povinho que eu vou colocar lá...

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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CONFIRAM

A mistura de álcool na gasolina só irá para 25% caso o mercado internacional não tenha demanda, nem preço bom, para o açúcar. Esperem e confiram.

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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ESTÍMULO AO ETANOL

...elevar de 20% para 25% o teto da mistura; ...haja produção de álcool com oferta constante; crédito do BNDES de R$ 4 bilhões emprestado apenas R$ 1,4 bilhão para aumentar a produtividade do setor etc., são um vinil repetido por todos os governos. Enquanto o açúcar é uma commodity global, com preços fixados nas bolsas de Londres e Nova York, o usineiro não se preocupará em produzir álcool combustível para o mercado brasileiro, extremamente incerto. É necessário estabelecer uma séria e urgente política pública para os diversos biocombustíveis, prioritariamente a reforma planejada dos canaviais, apoiada por tecnologias Embrapa na pesquisa genética das cultivares, criando variedades resistentes às variáveis de solo e clima das várias regiões agrícolas, de elevada produtividade, a sanidade fitossanitária, bem como de elevada produtividade e curto tempo de maturação para o corte, inclusive mecanizado. Em junho de 2013 este panorama não estará disponível, talvez no próximo ano teremos uma colheita sustentável da safra de cana-de-açúcar e sem milagres. Éramos desejosos de exportar e hoje importamos etanol de milho! Na opinião de notáveis economistas, este aumento de 7% para a gasolina e de 5% no Diesel não afetará a inflação significativamente e vai equilibrar o caixa da Petrobrás, para garantir o Plano de Negócios 2012-2016 (investimentos) e cumprir as suas enormes responsabilidades econômicas e sociais no Brasil. Não são os usineiros e nem o devastador uso político da Petrobrás que poderão ajudá-la em sua funções.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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XISTO NO BRASIL

Com referência ao xisto no Brasil, matéria publicada terça-feira, 29/1, no Estadão, página B10 (Petra Energia marca para abril testes para explorar gás de xisto no Brasil), lembro-me de notícias veiculadas pela imprensa nos anos 60. O mundo nessa época ainda era “bipolar”, EUA e URSS, e já se falava no xisto no Brasil, uma das maiores jazidas do mundo deste produto. Hoje estou com 69 anos e, embora aposentado, sou professor universitário, mas gosto e tenho de estar atualizado e bem informar aos meus alunos. Tenho na memória notícias do início da exploração de jazidas de xisto, também chamado betuminoso, de geólogos brasileiros em parceria com soviéticos, mais particularmente russos. Já se publicavam encontros de jazidas, extrações, projetos experimentais, só não me recordo se eram em parceria com a Petrobrás, mas acredito que sim, pois a exploração dos recursos do subsolo eram e são, patrimônio nacional. Gostaria de ter um retorno da Petra ou da Petrobrás sobre o aproveitamento destes estudos passados ou se foram relegados até agora, como a maioria dos projetos nacionais que funcionam (vide Proálcool).

Ricioti Covesi Filho ricioti@uol.com.br

Americana

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GÁS NÃO-CONVENCIONAL

O gás de xisto é um recurso conhecido há anos e não utilizado pela baixa produtividade e pelo impacto ambiental devastador nos lençóis freáticos, na biodiversidade e nas comunidades do entorno decorrentes da controversa tecnologia de exploração – esses impactos não serão, no curto prazo, contabilizados nos resultados econômicos das empresas nem no PIB, levando a revolução prometida a se tornar uma ilusão.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

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LEI SECA – TOLERÂNCIA ZERO

Excelente a decisão de tolerância zero do uso de álcool no trânsito. Agora falta a decisão de tolerância zero de criminosos no Senado e Congresso.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

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INDIGNADO

Todo radicalismo é burro. Investir contra a natureza do povo brasileiro é cretinice de políticos e da imprensa. Querem proibir a comemoração normal neste país. Um brinde, uma celebração, uma cervejinha com amigos, sem maiores consequências, vão virar casos de polícia com achaque do Estado e processo administrativo, com despesas dele decorrentes. O Estado deve promover o bem-estar da população, mas só faz prejudicar o cidadão, multando e punindo-o por bobagens, quando deveria proteger dos desmandos dos políticos e dos ladrões e bêbados graves. O resto é para a plateia e a imprensa. Socorro!

Joao Paranhos dr_paranhos@hotmail.com

São Paulo

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ÁLCOOL E DIREÇÃO

Estou indignado com as novas penalizações anunciadas pelas autoridades de trânsito referentes à Lei Seca. Motorista embriagado tem de ser preso e punido, sem dúvida nenhuma, mas uma tolerância insignificante que seja tem de haver. Ontem, uma autoridade sendo entrevistada por um jornal da TV reconheceu que um motorista que comeu um bombom com licor ou tomou comprimidos homeopáticos pode ser flagrado no exame do bafômetro, caso dirija em seguida. Isso é inaceitável, sob qualquer ótica. Autoridades escudam-se atrás da palavra segurança, para justificar tamanhos absurdos. Pergunto como nos proteger de quem faz uma lei dessas, na mão de quem estamos, afinal?

Rolando Galante rolando.galante@ig.com.br

São Paulo

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JEITINHO BRASILEIRO

O draconiano “ukase” impondo a tolerância zero na ingestão de álcool fez dos responsáveis pela fiscalização cobaias de um estudo sobre o “jeitinho brasileiro” após o furacão Joaquim Barbosa...

Caio Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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AVALIAÇÃO DA AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Comentário sobre artigo de Gabriel Mario Rodrigues, publicado na página 2 de 29/1/2013 (Avaliação da educação superior brasileira). Gabriel M. Rodrigues é bem conhecido e considerado por muitos méritos no setor educacional. Dentre tantos, foi o pioneiro na fundação de uma Faculdade de Turismo. É um autêntico gentleman, um aristocrata, um príncipe de recato nas palavras, que só usa luva de pelica, ao invés de luva de boxe. Não é o caso de muitos mantenedores do setor que gostam bastante de limão, acidez e soda cáustica, estes com suas razões. O tema da avaliação vem sendo discutido de há muito, desde Paulo Renato, que contava com a eficiência de Maria Helena Guimarães. Depois se seguiram outras pessoas no Ministério da Educação, que não eram/são do ramo. Agora, Gabriel Rodrigues desce a rampa do tobogã aquático analisando o cenário avaliativo universitário sem dar nenhum tiro, uma estilingada sequer contra ninguém. A questão, segundo o professor Gabriel, não é a avaliação em si, mas as regras, a regulação do setor, autêntico imbróglio. A suavidade da mão do professor Gabriel chega a ser inaceitável, pois desde Tarso Genro, Haddad até Mercadante as instituições de ensino superior (IES) só têm levado tapa na cara, de mão aberta. Assim, é intolerável que, com tanta contribuição das IES à educação nacional, sejam expostas suas feridas internas, tratáveis com qualquer AAS, provocando podridão de peles e tecidos internos. Basta usar-se clareza na avaliação e orientação segura. Aliás, se contar lá fora ninguém acredita: o próprio governo reprovou várias instituições federais nos resultados do último Enade, negando-lhes a realização de vestibulares. Ou seja, a incompetência é tanta que não arrumam nem a própria casa.

Roney Signorini roney.signorini@superig.com.br

São Paulo

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