Fórum dos Leitores

SENADO

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2013 | 02h05

Eleição de Renan Calheiros

Como esperado, Renan Calheiros acabou sendo eleito presidente do Senado. Houve uma troca de seis por meia dúzia, com a saída do senador José Sarney. Embora nosso país continue caminhando a duras penas para um regime político democrático um pouco mais confiável, penso que o Brasil ainda merece essas lideranças. Afinal, elas não caem simplesmente do céu. Ao contrário!

LUIZ ANTÔNIO DA SILVA

lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

Caras de pau

Mais uma vergonha para esse Senado desgastado por corruptelas e conchavos de grupos que só visam benefícios próprios. O sr. Renan Calheiros, que segundo a imprensa é alvo de três inquéritos no STF, foi eleito presidente da Casa no lugar do sr. Sarney, para deleite do PMDB. Pergunto aos "nobres" parlamentares o que significa a Lei da Ficha Limpa para eles. Os caras de pau a desconsideraram, nem se preocuparam com ela. Dão, mais uma vez, um tapa na nossa cara e nos chamam de palhaços, pois quem os conduziu ao lugar que ocupam foi o povo, que, desinformado ou iludido, elege esse tipo de parlamentar. Meu Deus, quando o povo brasileiro aprenderá a escolher pessoas dignas de ocuparem cargos tão relevantes para o País?

ANTONIO FERNANDO GUIMARÃES

afergui@terra.com.br

São Paulo

Bravo, srs. senadores!

Mais uma vez mostram à Nação que a total falta de ética norteia as suas ações e não se preocupam com quem que os colocou nessa posição. Sem o menor pudor, violam a regra básica da democracia: governo feito pelo e para o povo. Afoguem-se na ganância! E se houver justiça, cairão em desgraça e perderão seus eleitores futuramente.

LÚCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

O velho de novo

Com a eleição de Renan Calheiros ficou provado que o Senado virou as costas para a opinião pública. Pelo que estamos vendo, o Brasil é um país onde o passado não passa e o velho se revela como se o novo fosse.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Triste realidade

Renan Calheiros é um digno representante do "político" brasileiro, tem os mesmos princípios de praticamente todo o Senado.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Dúvidas pertinentes

Considerando o "currículo" dos nossos políticos, qual é o correto dizer: Renan foi eleito presidente do Senado apesar das denúncias ou por causa das denúncias?

VANDERLEY JORDÃO

vjord@ig.com.br

São João da Boa Vista

Os 56 senadores que ungiram o pecuarista Renan Calheiros à presidência do Senado são iguais a ele... ou piores que ele?

GILBERTO M. COSTA FILHO

marcophil@uol.com.br

Santos

Inegável liderança

A classe ruralista (pecuaristas principalmente) não tem mais o que reclamar da falta de liderança em defesa de suas reivindicações - a bem da verdade, mais do que justas. Finalmente tem um líder à altura de sua importância, o presidente da Câmara Alta da República, na figura do eminente pecuarista senador Renan Calheiros, do PMDB das Alagoas.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

O mesmo do mesmo

Trocar Sarney por Renan...?! Srs. senadores, poupem o nosso estômago. O povo brasileiro quer e merece respeito!

CELIA H. GUERCIO RODRIGUES

celitar@hotmail.com

Avaré

Estomagado

Assistir ao discurso de Sarney e às lágrimas dele, à defesa da ética feita por Renan e ao ataque de Fernando Collor ao procurador-geral da República me trouxe a mais intensa e desagradável sensação de nojo e vergonha.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Vírus antigo

Logo após eleito presidente do Senado, Renan, elogiando Sarney, disse que "ele aboliu a censura no Brasil" - é, sim, deixa o Estadão saber disso... Disse também que Sarney "acabou com a ditadura no País" - ora, isso é esquizofrenia, nem de longe ele se parece com Ulysses Guimarães. Por fim, que "o Senado é que nem um computador e tem de se atualizar sempre" - caro sr. Renan, esse computador está lotado de vírus, não funciona há muito tempo, nem formatando, só substituindo totalmente essa máquina.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Outra tragédia

Poucos dias se passaram de uma grande tragédia humana e agora assistimos a outra. Esta é política, moral, ética e social, promovida por um bando de homens e mulheres homiziados num prédio público na Ilha da Fantasia e que no Brasil, eufemisticamente, chamam de Senado Federal. Lá, 56 "nobres" de moral duvidosa elegeram para seu presidente um desqualificado que 72 horas antes de ser eleito presidente da Casa foi denunciado pelo Ministério Público por peculato, uso de documento falso e falsidade ideológica. Esse antro de corrupção oficial, balcão de negócios sujos, valhacouto de bandidos, consome R$ 3 bilhões por ano, dinheiro de quem trabalha, subtraído da educação e da saúde e usado para enriquecer chefes de quadrilhas e desmoralizar o País.

HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

'Annus horribilis'

Há uma semana foi em Santa Maria (RS). Na última sexta-feira, em Brasília... Será este um ano marcado por tragédias?

JOSE GERALDO TAVARES

tavares.geraldo@hotmail.com

São Paulo

Homero sempre atual

"Só aos tolos os fatos ensinam" - essa frase, escrita na Ilíada por Homero quase mil anos antes de Cristo, não vale no Brasil. Quis dizer o antigo poeta grego que antes que aconteça o desastre convém preveni-lo. No Brasil não há tolos para prevenirem nem tolos para aprenderem. Logo haverá outra tragédia em boate, outra catástrofe causadas pelas chuvas, outro Carlinhos Cachoeira, outro mensalão, etc., etc...

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

TRAGÉDIAS DIÁRIAS

A tragédia de Santa Maria (RS) enlutou o Brasil. O beijo da morte feriu o coração de centenas de famílias. Explicações, alegações, acusações, nada trará de volta as pessoas que foram embora naquela noite. Existem outras tragédias que, lamentavelmente, fazem parte do cotidiano do brasileiro. Que igualmente entristecem todos nós. Que também merecem o repúdio coletivo e providências enérgicas das autoridades. O País convive com a tragédia das enchentes, com a tragédia dos sequestros, dos assassinatos, dos estupros, dos erros médicos. Quando diminuirão as tragédias no trânsito? A imprudência e a irresponsabilidade quase generalizada do brasileiro, em todos os setores de atividade, também geram tragédias. A falta de respeito intimida e humilha quem procura agir corretamente. O cinismo, a hipocrisia e a covardia são parceiros das tragédias. Outro tipo de tragédia tem a participação infame de canalhas que roubam e desviam dinheiro da merenda escolar. É preciso alargar e clarear a consciência coletiva, para vencermos as tragédias.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

A Nação chora os 236 jovens mortos em Santa Maria. Vítimas do solene e olímpico desprezo do cidadão brasileiro pela lei, por regras, por normas, por princípios mínimos de ética e moral. Há dez anos instalou-se no Estado brasileiro um sistema de gestão que pode ser rotulado como uma anarquia mendaz, amoral e rapace. A sua atuação é marcada, exatamente, por solene e olímpico desprezo pela verdade, pela lei, por regras, por princípios mínimos de ética e moral. Certamente, sua atuação na condução do País já originou várias centenas ou milhares de mortes por sua rapacidade e incompetência criminosa na gestão. As vítimas do sistema de saúde e hospitais, da malha rodoviária federal, da leniência com o contrabando de drogas pela fronteira, da segurança pública em geral, da gestão de aeroportos e assemelhados, da má qualidade das obras nos vários planos megalomaníacos em que se juntam desvios e má qualidade de execução estão aí como chagas abertas. Acho que neste momento de dor cabe chorar uma lágrima a mais e incluir essas vítimas em nosso pesar. E exclamar dolorosamente, parafraseando o poeta John Donne: não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por todos nós, brasileiros.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

*

A NAÇÃO DO DESCASO

Somos a Nação do descaso. Desprezamos os valores humanos básicos: a vida, a saúde, a educação, a higiene, a moral, a ordem, a fraternidade, a honestidade em todos os seus ramos. Somos bombardeados todos os dias com maus exemplos, em sua grande maioria vindos da elite administrativa do País. Maus exemplos que vão da tentativa de golpe a nação pela cúpula de um partido político, a verba pública destinada a show de axé para inauguração de hospital. Queremos nos "dar bem", levar vantagem custe o que custar. Este tipo de atitude reflete no raciocínio de todos nós e forma o pensamento coletivo da Nação. Em vez de evoluirmos, regredimos e chegamos ao fim da fila da evolução humana. O resultado é continuar vivendo numa selva. Sentir medo todos os dias. Matar o cliente por causa de R$ 7. Donos de boates que não cumprem as normas de segurança e funcionários que bloqueiam as portas para evitar "calotes" numa hora dessas são frutos desse raciocínio atrasado, dessa mentalidade de que seremos sempre um povo malandro e caloteiro... Meus profundos sentimentos à família Santa Maria.

Alexandre Scaff alexandre.scaff@almapbbdo.com.br

São Paulo

*

DESPERTANDO

Depois que acontece uma tragédia todos têm uma receita. Segundo Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, a prefeitura de Santa Maria não deveria ter dado alvará para boate, mas antes disso também tem o seguinte descalabro: se a fiscalização fosse verdadeira, nada disso teria acontecido. O que nos leva a concluir que neste país as leis não são levadas a sério. Enquanto as famílias choram seus mortos, os parlamentares prometem intensificar a fiscalização. Tudo discurso de última hora. Daqui a pouco nova tragédia acontece e apaga essa. Assim tem sido a postura dos governantes, fingem tomar atitudes que se perdem no meio do caminho. Basta lembrar as tragédias ocorridas no Rio de Janeiro por ocasião das enchentes, em que as pessoas continuam sem ter aonde ir, mas na hora do voto elegem os mesmos mandatários. É preciso acordar o povo, e só assim o País mudará.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

NOSSO LUTO

Não há como expressar a dor e o vazio dos familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida em Santa Maria no dia 27/1. Mas o que esse drama revela é, sim, o descaso, a falta do cumprimento de leis e o desrespeito ao ser humano, à vida do cidadão brasileiro para quem o seu país do futuro continuará existindo apenas em sonho. O seu país que já perdeu a conta de vítimas de enchentes, desmoronamentos, secas, chacinas e dos latrocínios diários e que aqui viraram regra, normalidade e banalidade, não nos abalando mais nos noticiários. Estamos acostumados. Acostumados a somarmos mais mortos pela violência nas grandes cidades do que nas guerras do Oriente Médio. Acostumados à corrupção. Acostumados à impunidade. Acostumados ao descumprimento de leis. Acostumados com o desrespeito ao cidadão. Acostumados à falta de educação. Acostumados ao luto. Pois sim, o Brasil está, continua e continuará de luto não apenas pelas vítimas de Santa Maria, mas pelas vítimas diárias decorrentes dos crimes hediondos e da violência urbana, vítimas de enchentes e desmoronamentos, vítimas da seca, da fome e do descaso público. De luto por todos nós: sociedade do país do futuro que não grita e se revolta por ter em sua cidadania os direitos à vida violados, desrespeitados, ignorados e descumpridos.

Ilona Rechlin ilonarechlin@yahoo.com

Guarujá

*

CHORAMOS, DE NOVO

É meio absurdo, em tempo de extrema comoção pela tragédia de Santa Maria, lembrar de outra já esquecida e superada: o deslizamento da serra no Rio de Janeiro. As centenas de mortos identificados estão se decompondo em nossa memória e as centenas de "desaparecidos" também. Aceitamos tranquilamente que centenas de famílias não podem enterrar os seus mortos, mantidos embaixo dos escombros das cidades. Mas isso não nos importa mais. Temos uma nova tragédia para chorar até que seja substituída por outra. E os mesmos continuarão firmes e fortes, a semear lutos e colher gordos lucros. Afinal, o brasileiro adora chorar e, principalmente, adora seus políticos a quem reelege sistematicamente, sem nunca ligar as causas às consequências. Mas e o mistério do desaparecimento instantâneo de centenas de pessoas na Serra? Será que se aparecessem, o número oficial de mortos ultrapassaria muito o do milhar e isso poderia macular os altos índices de popularidade dos governos estadual e federal? Bobagem, ninguém jamais fará essa ligação. Os culpados são os prefeitos ladrões, que já foram justiçados. Mas, por via das dúvidas, deixemos como está. Novas tragédias estão encubadas e o povo poderá novamente mostrar sua enorme solidariedade. Choremos todos pela consequências, não nos preocupemos com os causadores delas. Isso dá um trabalho...

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

*

VIDAS PERDIDAS

O que matou as 236 pessoas na boate foram o "jeitinho brasileiro", o "levar vantagem em tudo", a "bola conveniente". Refrões que são orgulho nacional. País em que leis são feitas para arrecadar, e não para funcionar.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

PODIA SER EVITADO

Infelizmente, no Brasil é assim: precisa acontecer uma tragédia dessa magnitude para que as autoridades devidamente constituídas acordem e tomem providências! Isso é em tudo, o despreparo é total. Primeiro, temos de chorar nossos mortos! O que ocorreu na boate Kiss foi um show de erros, negligência total por parte das autoridades, da banda, dos proprietários, da prefeitura, etc. De que adianta agora discutir se o alvará estava ou não vencido, ou em processo de renovação? Pois no vencimento deste, só continuou existindo uma porta de saída e entrada. Fatalidades sempre acontecem, mas podem ser evitadas.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho despachantesantana@ig.com.br

Itapeva

*

PROVIDENCIAL

Infelizmente, a tragédia que nos privou do que há de melhor, jovens universitários, quase prontos para servir ao País, serviu para alguns mostrarem uma voz compungida, um esboço de choro, aparecimentos de quem não tinha o que fazer naquela desgraça, para manter a popularidade e sensibilizar o povão que acredita em atores de novelas, desviar o foco da eleição da presidência da Câmara e do Senado, da nossa economia que vive de conversa e da inflação aumentando... A imprensa em sua maioria aproveitou para faturar em cima do evento, e daqui a pouco ninguém fala mais nada (alguém se lembra de Teresópolis?), e o mais trágico de tudo: deixaram de lado os maiores responsáveis, que são as autoridades corporativistas, chefes políticos municipais, secretários, engenheiros, técnicos em segurança, entendidos em incêndios entre outros, que permitiram àquela boate permanecer aberta sem a menor condição e, para dar uma satisfação ao público, prender os donos da boate e dois músicos. Lembra-me o filme Casablanca, em que o inspetor diz, depois de matar o oficial alemão: "Prendam os suspeitos de sempre".

Carlos Tullio Schibuola schibuolact@ig.com.br

São Paulo

*

BRAVOS

A cruel e insuportável tragédia de Santa Maria, que ficará por longos anos oprimindo como um pesadelo nossa memória e, quando sublimada, nosso inconsciente coletivo, obrigatoriamente nos faz refletir na direção de que o problema principal da debilmente tecida sociedade brasileira de hoje, mais do que a fraqueza e os percalços econômicos e políticos, reside numa inextricável fragilidade ética comum: a tendência à fuga, à pusilanimidade, à irresponsabilidade diante de danos causados, por ação ou omissão, o nego crônico, o repasse das autorias dos descalabros. Essa valsa fúnebre de seres moralmente esquálidos já começou a ser ouvida no enlutado e outrora bravo sítio em que os gaúchos não temiam nem mesmo a morte e a aceitavam, impávidos, em reverência e ao nome e à honra pessoal.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

MUITO TRISTE, E NÃO IMPOSSÍVEL

Nada adianta agora. Vários jovens se foram, vários corações estão em cacos. Aconteceu e sem a menor dúvida pode acontecer novamente. Não adianta responsabilizar a banda ou mesmo os donos da boate. Em qualquer país sério, quem agora estaria preso seriam as autoridades que, como sempre acontece em nosso país, fizeram vista grossa para a expedição desse alvará de funcionamento, totalmente irregular. O Brasil, graças a Deus, não tem pena de morte, mas temos de criar uma, específica e definitiva, para a corrupção, não temos mais tempo nem dinheiro a perder com esse câncer. Infelizmente, a única cultura cuidada com todo o carinho neste país. Não é fácil, eu sei, vem lá de cima, mas, enquanto isso não acontecer e tão logo baixe a poeira dessa desgraça, estaremos de novo expostos aos desmandos das nossas leis, que sempre são criadas para valerem "mais ou menos".

Leonidas Ronconi elevacao@terra.com.br

São Paulo

*

SIMPLES ASSIM

A boate por lei deveria ter duas saídas, tinha só uma. Por lei também, era proibida a existência de forro com material inflamável, mas ninguém deu bola para isso. Para concluir, falharam os extintores que decerto estariam vencidos. Não foi necessária nenhuma fatalidade para que a tragédia de Santa Maria acontecesse, bastou apenas uma fiscalização irresponsável.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

RESPONSÁVEIS

Será que não é simples demais para o governo "pedir" às prefeituras "mais fiscalização"? Não é uma obrigação das autoridades fiscalizar todos os estabelecimentos, tais como escolas, teatros, cinemas, boates, igrejas, etc. etc., abrangendo todos os aspetos de segurança? A mídia divulga que a maioria destes estabelecimentos não obedece às normas em vigor. Sem dúvida, os proprietários têm a responsabilidade e a culpa em acidentes. Porém a autoridade por sua vez também a tem na mesma proporção, porque cabe a ela a obrigação de impedir o funcionamento e de fechar os locais, quando estes estiverem em situação irregular.

Erhard F. A. Dotti erdotti@gmail.com

São Paulo

*

VÍTIMAS DA IRRESPONSABILIDADE

A população de Santa Maria, no Rio Grande do Sul está em estado de choque. Um incêndio ocorrido numa casa de shows matou mais de 236 pessoas, em sua imensa maioria jovens universitários. Algumas dezenas estão em estado grave e outras tantas poderão apresentar sintomas de intoxicação severa no decorrer dos dias. O incidente teria sido provocado acidentalmente pelo uso inadequado de um artefato similar a fogo de artifício, supostamente utilizado por um integrante do grupo musical que animava o evento. A tragédia repercutiu em todos os continentes e até a presidenta foi pessoalmente levar sua solidariedade aos familiares das vítimas. Diante da situação, faz-se necessário analisar alguns aspectos relevantes que contribuíram para que o evento atingisse tais dimensões. Dentre eles destacam-se a lotação muito acima da permitida, a falta ou deficiência nos equipamentos de segurança (extintores de incêndio, hidrantes, sistema de detecção de fumaça, iluminação de emergência) e outros. Mas duas particularidades podem ter se transformado no fator determinante para amplificar a magnitude da tragédia, apontada de imediato pela perícia técnica: a composição altamente inflamável do revestimento acústico do teto e a inexistência obrigatória de saídas de emergência. Muitos corpos foram encontrados nos banheiros, numa derradeira e equivocada tentativa para tentar escapar do inferno de fogo e fumaça. Como sempre acontece em fatos de grande repercussão, logo aparecem os apresentadores de programas sensacionalistas que deixam a ética de lado e requisitam certos "especialistas" para debaterem o ocorrido com toda a "experiência" que lhes são peculiares. Assim foi no ataque dos fundamentalistas islâmicos à maior potência econômica do planeta, na explosão e afundamento da plataforma brasileira de petróleo, no choque do avião com o prédio da empresa aérea, no encalhe do transatlântico na costa italiana e em mais alguns acontecimentos pelo mundo afora. Interessante como existem pessoas com tamanha qualificação profissional a ponto de abrangerem uma vasta gama de assuntos, em que os detalhes são esmiuçados com toda a "propriedade". O que buscam evidentemente é a atenção (mesmo que momentânea) dos holofotes. Nada que um competente repórter não possa cobrir com eficiência. Por todo o país os estabelecimentos comerciais onde se concentram um grande número de pessoas passaram a ter fiscalização rigorosa por parte dos órgãos responsáveis. Fiscais municipais, integrantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e outros profissionais tentam fazer cumprir a legislação (com todas as suas exigências legais), com o intuito de evitar acidentes como o ocorrido no estado gaúcho. É sabido que muitas vezes as empresas que exploram esse segmento não atendem a todos os requisitos exigidos, por deficiência na fiscalização ou falta de investimentos em segurança. É necessário que a legislação específica seja revista com urgência, e que cada município eleja suas prioridades de acordo com as necessidades observadas em sua área de abrangência. A julgar pela mobilização de altas autoridades empenhadas no assunto, tudo indica que as coisas poderão mudar, visando a segurança do usuário de estabelecimentos comerciais noturnos. Mas como conhecemos sobejamente a índole de nosso povo, é preciso (além da fiscalização constante) uma boa dose de ética no trato com as questões que incluem o bem estar da população. E o conhecido "jeitinho brasileiro" deve ser definitivamente banido de nossa sociedade. Não podemos aceitar nem compactuar com a ilegalidade. Quem não tem competência que não se estabeleça. Ou se enquadra na legislação ou encerra suas atividades. Dessa forma o cidadão será tratado com o devido respeito. E que nunca mais tenhamos que contar às centenas, as vítimas da irresponsabilidade.

José Luiz Boromelo strokim@bol.com.br

Marialva (PR)

*

A ORIGEM

Os germes das tragédias humanas: ganância (egoísmo), inconsciência (ignorância) e irresponsabilidade (omissão).

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

*

JUSTIÇA

Os parentes das vítimas da tragédia em Santa Maria sabem que nada trará de volta seus entes queridos. Essa dor, infelizmente, os acompanhará para sempre. Porém, talvez a sensação de vazio provocada pela perda seja consolada pela Justiça, caso esta consiga colocar sob sua custódia os responsáveis pelo bárbaro incidente. É isso que todo o Brasil espera, movido não por sentimento de vingança, mas, sim, pelo impedimento da impunidade. Assim, é possível que novos atos de negligência com requisitos mínimos de segurança em ambientes fechados sejam evitados e vidas sejam poupadas.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

*

A NORMA NÃO BASTA

No Brasil temos normas técnicas para tudo. No quesito incêndio, destaco a NBR 10897-uso de chuveiros automáticos. Já fiz muitas obras com este equipamento e em palestras no CREA sempre contestei esta norma. Quando se projeta alguma coisa que vai ser de uso público as equações se baseiam em áreas, temperaturas, vazões, etc. mas existe um item chamado comportamento da massa que equação nenhuma quantifica. Na quarta-feira, no recém inaugurado estádio do Grêmio, a torcida destruiu o alambrado. Será que os engenheiros não previram que uma massa pode querer "educadamente" forçar uma estrutura que não foi feita para isso? Voltando ao caso de Santa Maria, a norma citada fala que até uma determinada área (3 mil a 4 mil m2) não é obrigatório o usos de sprinklers. Pergunto: Você pode colocar 10 mil extintores, mas quem é que na hora H vai pegar para combater? A brigada vai conseguir conter uma massa em pânico? A norma que regulamenta o uso dos chuveiros automáticos (NBR 10897) se baseia em área a ser protegida e não em capacidade de ocupação e/ou comportamento de massas. Em muitos países um local em que possa haver mais de 100 pessoas, o chuveiro automático é obrigatório. Continuo fazendo um apelo para que os srs. prefeitos mudem as normas e exijam o uso de chuveiros automáticos em locais públicos independente da área. Aqui, em Salvador, o carnaval está chegando. Agora descobriram que um famoso camarote de vips sempre foi montado em cima de um posto de gasolina no circuito Barra-Ondina. Eu fiz uma obra num centro distribuidor de remédios aqui, em Salvador, com mais de mil chuveiros automáticos em 2005. No ano passado, foi totalmente destruído num incêndio criminoso, pois as bombas de água estavam desligadas e o tanque de água estava vazio. Vejam que não basta a norma, o comportamento humano tem de ser pensado e fiscalizado.

Luiz Sergio da Silva Lima lsergio@globo.com

Salvador

*

O BRASILEIRO E A SEGURANÇA

O brasileiro só usa cinto de segurança e capacete para não levar multa. Pais e mães tiram filhos pequenos do carro pelo lado da rua e não tomam cuidado com a criança no tráfego. Nos tempos da cadeirinha e da constatação de que a quantidade de vítimas crianças caiu por conta dessa nova prática, outro dia observei um pai dirigindo um carro quatro portas com a janela traseira aberta e um menino de aprox. 4 ou 5 anos de pé no banco traseiro e mais ninguém para tomar conta do garoto. A lista de absurdos por aí vai, é só olharem à sua volta. Será que é preciso morrer tantos jovens, como na balada em Santa Maria (RS), para cair a ficha? Será que vai cair, ou vamos esquecer tudo em algumas semanas e continuar a não dar atenção para os perigos que estão em todos os lugares? Isso vale para os usuários dos locais, os governos nos três níveis, os donos de estabelecimentos, enfim a sociedade em geral. Além de leis, devemos ter a punição pelos que as transgridem e exigência pelos que se utilizam dos locais ou serviços.

Percio Rodrigues percio.rodrigues@gmail.com

São Bernardo do Campo

*

REAJUSTE DOS COMBUSTÍVEIS

Um governo como o do PT, que protela por quase oito anos reajustar o preço da gasolina, como se a Petrobrás, neste longo período, seus custos não tivessem sido alterados, não tem condições de administrar um País. Oras, e os reajustes dos salários de seus milhares de funcionários, além dos terceirizados, não conta?! Como também, os custos que não param de subir de manutenção de seus veículos, navios, equipamentos sofisticados, água, luz, telefone, etc. ficaram estancados no período, só porque é a Petrobrás toda poderosa, somente aos olhos dos deslumbrados petistas?! Essa estupidez administrativa, como todo mundo sabe, e o governo despreza, vem depreciando o valor da Petrobrás no mercado inclusive internacional, devido a sua frágil condição financeira, e consequente perda de fôlego e capacidade para investir na prospecção de petróleo e seu refino. E quem paga esse prejuízo?!...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

PLANEJANDO COM BASE EM PROMESSAS

Reportagem sobre ministro declarando que "produtores prometeram de mãos juntas que serão capazes de suprir demanda" de etanol para ser misturado na gasolina, 25% a partir de maio (31/1, B1), me pareceu uma sandice. A mistura de etanol (identificação oficial do álcool etílico vendido nas bombas dos postos de combustíveis) na gasolina, não é recomendada cientificamente. Os autores da reportagem, João Villaverde e a Anne Warth, de Brasília, omitiram informação técnica importante confundindo os leitores. Motores flex, fabricados pela indústria automobilista brasileira, "aceitam", no máximo, gasolina (E25) com 25% de álcool anidro com teor alcoólico máximo de 99,3º, ou etanol (álcool etílico com teor alcoólico mínimo de 92,6º).

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

GAIATO SENSATO

Jogo empatado: o governo reduz o custo da energia elétrica e aumenta o da energia combustível. É como "ligar a luz e apagar o carro", segundo disse um gaiato sensato. Me engana que eu (não) gosto!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

O PREÇO DA GASOLINA

Cabem alguns esclarecimentos sobre o preço da gasolina. Preço da gasolina em São Paulo: janeiro/2006, R$ 2,38; janeiro/2013, R$ 2,58. Variação do preço da gasolina em 7 anos: 7,5%. Variação da inflação no mesmo período (jan/2006 a jan/2013): 42,1%. Conclusão: gasolina, nos últimos sete anos, variou 34,6 pontos porcentuais a menos que a inflação. Qual o aumento mesmo anunciado pelo governo? Ah, 6,6%. Hummm...

Mauricio Nardi Junior mauricionardi@hotmail.com

São Paulo

*

JOGADA ENSAIADA

O governo hipócrita do PT, visando ao protelado aumento dos combustíveis, vai à televisão e anuncia redução nas contas de eletricidade, redução esta mais que merecida porque quem faz a economia de energia e é sacrificado com o horário de verão somos nós. E, agora, aproveita as vésperas do feriadão e aumenta os combustíveis... Vamos lá, povão, comprem uma máscara do novo presidente do Senado, Renan Calheiros, e vamos rasgar a fantasia, afinal, "é carnaval é folia e nesse dia ninguém chora".

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

*

ENERGIA E COMBUSTÍVEIS

Num país de Terceiro Mundo o motorista é punido por ser motorista, o viajante é punido por viajar e o proprietário de automóvel é punido por possuir automóvel. Num país de Terceiro Mundo qualquer balançada no mercado, aumenta-se o preço dos combustíveis. Desta vez, Ella reduziu o preço da energia elétrica e aumentou o preço da gasolina. Populismo. Mentiras. Sofismas.

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

*

GASOLINA ADULTERADA OFICIALMENTE

Compre 5 litros de gasolina a preço dos mais caros do mundo e leve apenas 4 litros de gasolina com 1 litro de álcool. Será que o Procon autoriza esta bargalha? Será que não dá para reduzir os impostos federais que incidem no litro da gasolina? Reduzir a verba de propaganda do governo paga pela Petrobrás? Reduzir o altíssimo custo operacional da Petrobrás? Reduzir o número de conselheiros petistas na Petrobrás? Solicitar uma ajuda da Bolívia pela doação da refinaria pelo Lula? Por que a gasolina no Brasil tem que ser tão cara? O Brasil não é autossuficiente em petróleo? E os outros derivados do petróleo também terão reajuste de preços? Pobres aposentados brasileiros, que ainda possuem seu carrinho comecem a solicitar seu cartão para ônibus.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

*

FIM DO MONOPÓLIO DA PETROBRÁS

Hoje qualquer criança percebe o quanto a reserva de mercado de computadores foi prejudicial para o desenvolvimento do Brasil. Enquanto o mundo prosperava com computadores modernos e eficientes, o Brasil patinava ladeira abaixo com aparelhos obsoletos e caros, mas "made in Brazil". Hoje a famigerada reserva de mercado não existe mais em quase todos os setores, um aparelho lançado hoje em Nova York estará à venda amanhã em São Paulo. O petróleo é hoje o único produto defendido pelo monopólio estatal, proibições de explorar, refinar, o setor é todo defendido e protegido do mundo exterior. Toda essa proteção não foi capaz de fazer a Petrobrás andar e hoje a empresa esta atolada em problemas, dando prejuízo e absolutamente incapaz de lidar com as novas e espetaculares descobertas do pré-sal. Seria um ótimo momento para o Brasil acabar com o monopólio estatal da Petrobrás e abrir o mercado, de exploração, refino, tudo, para que o petróleo do pré-sal seja explorado o quanto antes e o Brasil, mais que a Petrobrás, se beneficie de suas reservas de petróleo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

GRANDE MENTIRA

Durante o programa de rádio Café com o Presidente, transmitido pela Radiobrás em 2006, Lula gabou-se da conquista do Brasil da autossuficiência em petróleo e declarou que isso significava que os brasileiros eram agora donos do seu nariz. Na ocasião foram gastos milhões de reais numa campanha publicitária para nos fazer crer que éramos autossuficientes em petróleo. Como essa autossuficiência nunca existiu, era apenas uma grande mentira, a Petrobras foi forçada a conviver com a situação de pagar um preço mais caro pela gasolina que importa, do que aquele que ela recebe das distribuidoras. Isso para manter o discurso do governo petista. Mesmo com o aumento atual autorizado pelo governo, a Petrobras ainda continuará subsidiando o preço da gasolina que vende às distribuidoras. A incompetência dos governos petistas e o interesse de mostrar uma falsa realidade com fins eleitoreiros ainda vão acabar por destruir a Petrobras.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

O LEGADO SARNEY/CALHEIROS

Em dez anos de gestão no Senado, esta dupla de Senadores deixou um legado de 57% de aumento de pessoal com 741% de cargos comissionados; 600 Atos Secretos para nomear funcionários; de 3.955 servidores em 2003 aumentaram para 6.427 em 2012; de uma folha de pagamento de R$ 1,83 bilhão em 2003 incharam para R$ 2,88 bilhões na folha de hoje em 2012 e mais a farra com os cartões corporativos. Debalde as esperanças do povo, e a dezena de manifestações de leitores (1/2/2013, A2) contrárias a eleição de Calheiros que volta ao poder com um discurso de campanha no Senado de enxugar despesas e melhor racionalizar métodos administrativos, incoerência!

José Ávila da Rocha Peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

*

PÊSAMES, BRASIL

Renan Calheiros, símbolo do que há de pior na política brasileira, venceu com apoio de Sarney, de 56 outros senadores, de Dirceu, de Collor. Parabéns, vocês se merecem.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

RENAN NO COMANDO DO SENADO

Alguém pode me dizer por que sou obrigado a ser governado por corruptos e condenados?!

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

*

DEMOCRACIA CARA

Parabéns a esta corja, que votou nele para presidente do Senado, está tudo dominado! Quanto ao processo no STF, o Sr. Roberto Gurgel parece que demorou 5 anos para se manifestar. Em quem acreditar?! Esta tal democracia está custando muito caro aos brasileiros.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

*

ESSE CARA É RENAN

A política brasileira é assim. Basta renunciar (ou renanciar) na hora certa e ter um pouco de paciência que as coisas logo se acomodam. Bobagem achar que vontade da sociedade, sérias acusações de procuradores da República ou de jornais e revistas possam modificar isto e superar, por exemplo, a imposição e ânsia de partidos como o PMDB - e asseclas - quando querem escolher presidentes da Câmara e do Senado. Bobagem, também, achar que há meritocracia na escolha de cargos políticos, prevalecendo fichas limpas. Perda de tempo. Quando se quer manter o status quo, a realimentação do sistema, como desejam o PT, o PMDB e toda base alugada, nada mais 'justo' que os resultados sejam a favor. Deles. E foi o que aconteceu no Senado, com a esperada vitória de Renan Calheiros (o 'injustiçado', segundo o 'injustiçado José Dirceu) por 56 votos contra os 18 de Pedro Taques, os nulos e as abstenções. Agora, é a vez da Câmara carimbar e chancelar Henrique Eduardo Alves à frente da Câmara, com o devido aval do Senado. Como consolo, a insatisfação de milhões de brasileiros e brasileiras que, sonhando com uma mudança radical após a saída do 'impoluto', eterno e imortal, José Sarney, deverão fazer das redes sociais e de toda a mídia o espaço para registrar a esperança por um país melhor. Como constatação inequívoca, o Congresso Nacional chegando ao fundo do poço, ao limite da desmoralização e do brocado jurídico fiat iustitia, pereat mundus (faça-se justiça, ainda que pereça o mundo). Como alternativa, as eleições do ano que vem quando pode-se livrar de gente assim.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

*

PROTESTO

Renan Calheiros, presidente do Senado, é debochar do eleitor brasileiro. Cadê os caras pintadas? Um protesto interessante será do "bate panelas" das mulheres brasileiras e porque não quebrar uns ovos em frente ao senado (com letra minúscula mesmo).

G. Ruas gilruas@uol.com.br

Santos

*

PASSA LOGO

Apoiado por José Dirceu, Renan diz que fará uma "gestão ética"... e que "não se sente desconfortável" (publicado na imprensa). Se ele soubesse o que significa ética poderíamos até acreditar. Quanto ao desconforto, é só ele se acomodar melhor na cadeira da presidência do Senado que o incômodo passa depressinha.

Flávia de Castro lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

*

VALE SUJA?

Afinal, existe ficha limpa ou vale a suja mesmo? O que o sr. Renan Calheiros está fazendo aí? Ele não deveria nunca mais poder nem sequer entrar no edifício do Senado, o lugar dele é atrás das grades. Por essa e outras este país nunca será um país para nós tirarmos o chapéu!

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

*

DA EXCEÇÃO À REGRA

Almeja-se que representantes populares sejam mais capacitados para as funções pleiteadas que aqueles a quem representam. Num país com a nossa diversidade, o que já é difícil torna-se uma utopia. Ética, moral, bons costumes são práticas que são passadas de geração em geração, por pessoas provenientes de todas as classes sociais, como regras/ parâmetros para que sejamos melhores seres humanos: um povo praticando o bem. Exceções ocorrerão, mas sempre como exceções. Quando as exceções tornam-se regras, há motivo para preocupação. Não é regra pais enterrarem seus filhos, assim como não pode ser regra representantes populares serem eleitos por seus pares havendo indícios e/ou provas de malversação. Assim, as eleições para a presidência da Câmara e do Senado, assim como a da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tornam-se marcos da miopia, do desassombro, do descalabro e tantos outros des... mais dos órgãos que nos representam. Se há líderes natos com poder de executar uma belíssima gestão, devem dar provas anteriores de sua capacidade de gestão, seguidores dos princípios morais e éticos preconizados pela sociedade em que vive. Se não o faz, não há por que pleitear a função. O povo não é hipócrita. Hipócrita é quem vende o bem para praticar o mal. Isso tem de ter um fim.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

DE ASPONES A CARCEREIROS

Do jeito que o Congresso Nacional acolhe indiciados e condenados, substituam-se "aspones" por carcereiros e/ou agentes penitenciários.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci@terra.com.br

Sorocaba

*

IDENTIDADE

Ao eleger Renan presidente do Senado, o Legislativo confirma sua identidade. É uma casa desprezível que promove a destruição do dos valores nacionais, do Estado de Direito democrático e da ética.

José Luis Fairbanks Nascimbeni diretor@construtoraquadrante.com.br

São Paulo

*

PODERIA SER PIOR

Convenhamos! a situação no Senado poderia ser pior. Pelo menos, Renan Calheiros não é um condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, como certo deputado.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.