Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2013 | 02h12

Quem...?!

Lucro da Petrobrás cai 36%. Quem é mesmo que ia privatizar a Petrobrás...? Ah, já sei: privatizar era coisa de FHC e de tucano, quebrar vai ser a maior obra do PT!

LUIZ CÉSAR PÁNNAIN

l.pannain@globo.com

São Paulo

Ladeira abaixo

Os petistas já conseguiram - "como nunca antes neste país" - quebrar a Petrobrás, cujo valor de mercado vem descendo ladeira abaixo, sem perspectiva de parar.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

Queda de valor

O que os políticos fizeram com a Petrobrás, em especial no governo petista, resultou no que aí está: importação de gasolina (a que preço?), custos de equipamentos e/ou serviços em valores que são, frequentemente, o dobro ou o triplo do mercado, atrasos no planejado. Enfim, explica-se facilmente a queda do valor da empresa, que "jamais será privatizada", até porque, tivesse sido há dez anos, decerto hoje estaríamos exportando e, quiçá, os preços internos seriam menores. Uma lástima.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

Privatizada pelo PT

A má gestão e o uso indevido dos recursos financeiros da Petrobrás pelo governo do PT estão levando-a a uma situação falimentar. Daí se conclui que o PT privatizou a Petrobrás em benefício próprio. Até quando vamos permitir?

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Queda de produção

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou na segunda-feira que a produção de petróleo da Petrobrás caiu 2,35%, para 1.974.000 de barris por dia, em 2012. Em dezembro de 2011, seu diretor financeiro, que ainda continua no cargo, afirmou que em 2012 a produção seria de 2.600.000 barris/dia. O que o governo pretende fazer com a Petrobrás?

GASPAR GASPARIAN FILHO

contact@gaspargasparian.com

São Paulo

Questão de ordem

Depois que o ministro Gilmar Medes, do STF, durante o julgamento do mensalão, indagou "o que fizeram com o Banco do Brasil?", chegou a hora de perguntarmos: o que fizeram com a Petrobrás?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

CONGRESSO NACIONAL

Erros de Dilma

Lamentável a mensagem da presidente ao Congresso, ao elogiar os fichas-sujas na presidência das duas Casas e se confundir com as conceituações de política e técnica, bem como com a relação que existe entre ambas as atividades. Política é a arte de bem governar, com respeito aos negócios públicos, e técnica é a habilidade de fazer algo. Política e técnica podem e devem completar-se e ter bom entrosamento, mas no atual governo do Brasil as duas atividades são postas em situações divergentes. O atual fracasso da Petrobrás, a infraestrutura do País mal resolvida, a inflação subindo e o PIB caindo comprovam o perigo da "dissolução entre política e técnica", a que a presidente se referiu em sua mensagem. Quando a realidade do que está ocorrendo em vários setores da gestão econômica, política, social, educacional, de saúde, etc., mostra que a administração do Brasil vai de mal a pior, mensagens mal elaboradas não resolvem coisa alguma.

E. RIBEIRO FILHO

evaldib@uol.com.b

Barueri

A 'política vilipendiada'

Dilma Rousseff demorou, mas mostrou a sua verdadeira face em mensagem ao Legislativo (Dilma vê 'política vilipendiada' e exalta Congresso, 5/2, A7), isto é, que, na verdade, ela não é presidente de uma nação: ela está presidente da Nação, mas é a presidente dos políticos. Infelizes aqueles que durante dois anos a exaltaram como uma presidente durona e crítica das mazelas políticas. É obvio que ela está mais interessada em sedimentar seu passaporte para as eleições. Os acordos políticos permitem um caminho mais fácil para ser reeleita.

ORSON MUREB JACOB

srassis@femanet.com.br

Assis

Sob protestos

Renan Calheiros sobe a rampa... Foi eleito presidente do Senado por quase unanimidade, mas o povo protesta e o entende como uma mediocridade. Com empáfia, arrogância e prepotência, teve de ouvir calado ser chamado de sem-vergonha, safado e ladrão. A voz do povo é a voz de Deus... Outros manifestantes portavam cartazes com os dizeres: "Até quando o Poder Legislativo envergonhará o Brasil?", "Fora Renan" e "Abaixo o Senado". Os Poderes Executivo e Legislativo desafiam a Constituição e as leis. Estariam forçando a volta ao passado?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Vitrine de vaidades

O Congresso é uma vitrine de vaidades. De alguns, por incapacidade e de outros, por desonestidade. Saudemos seus presidentes!

ROBERTO NASCIMENTO

robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ

Dersa esclarece

Com relação à carta Túnel Santos-Guarujá - Um disparate (2/2), de Catão F. Ribeiro, a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) esclarece que a ação popular impetrada pelo missivista contra o projeto de construção do túnel submerso ligando Santos ao Guarujá foi julgada improcedente pelo juiz da 13.ª Vara de Fazenda Pública em sentença publicada em 30 de janeiro. Em sua carta, Catão F. Ribeiro não informa ao leitor do jornal que o juiz negou liminar a seu pedido e não encontrou nenhum indício de ilegalidade ou de ato lesivo aos cofres públicos. No entendimento do juiz, escolher a modalidade de ligação entre os dois municípios é tema que "excede a engenharia" e "alcança inclusive políticas públicas urbanas, custos e benefícios, reflexos sociais e de trânsito, de sorte que impossível ser esgotada dentro do âmbito técnico". Em sua defesa a Dersa informou que a escolha do projeto do túnel se deu após inúmeras análises e estudos técnicos que mostraram ser a opção mais vantajosa sob os aspectos operacionais, ambientais e de menor custo. Em seu despacho o juiz destacou que foi escolhida "a alternativa que melhor favorecia ao interesse coletivo". A tecnologia do túnel imerso, classificada como "obra faraônica fadada ao fracasso", foi utilizada com sucesso em mais de 150 túneis semelhantes construídos no mundo e, no caso brasileiro, será também importante fator de transferência de tecnologia. Todo o projeto obedecerá às mais rígidas exigências de segurança e sob nenhuma hipótese se trata de uma "aventura com o dinheiro público".

LUIZ VITA, Assessoria de Imprensa

transportes@transportes.sp.gov.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CONTA DOLOROSA

Lula, com as mesmas mãos que sujou de petróleo para anunciar aquela farsa da autossuficiência, em 2008, interrompeu também no seu governo o desenvolvimento da Petrobrás, graças a seu populismo indigerível. A estatal, que já perdeu 50% de seu valor de mercado nestes últimos anos, pelos graves equívocos que continuam sendo impostos pelo Planalto na administração da empresa, está sem recursos para investir o razoável, produz menos petróleo, importa muita gasolina e fala-se até em atraso nos pagamentos de seus fornecedores. E a comprovação da queda de eficiência administrativa da companhia vem nas manchetes dos principais jornais do País: o lucro da Petrobrás em 2012 recuou em 36%. Ou seja, o menor em oito anos. É lógico que Dilma, como sempre vestida com esmero e bem penteada, não vai agora, em cadeia de rádio e televisão, pedir desculpas por este grande estrago na estatal. Dilma é do PT, e o Partido dos Trabalhadores acha que pode tudo, até afundar, como ocorre, a Petrobrás. E o triste desta história é que esta estatal, outrora orgulho nacional, não está nesta dolorosa situação por causa de condições climáticas ou da caótica infraestrutura existente no País, etc. Mas simplesmente porque, nestes quase 11 anos de governo petista, tanto Lula como Dilma deixam nítidos que não entendem nada de mercado, de patrimônio público, mas tão somente de sugar vantagens para o partido no poder, com bazófias e populismo que investidor nenhum no mundo aceita. Mas os acionistas, que na sua grande maioria são trabalhadores, que prestigiam há décadas a Petrobrás, infelizmente, sim, estão carregando altos prejuízos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O LUCRO DA PETROBRÁS

É impressionante a falta de competência da direção da Petrobrás, inclusive da presidente. Ontem (5/2), ouvi a retransmissão, através de uma importante rádio da cidade de São Paulo, de um trecho da entrevista da presidente Graça Foster, em que, questionada sobre a diferença de preço pago na importação da gasolina e o valor vendido no mercado interno, pasmem, ela disse que não diria nada, pois seria complicado e necessária ampla explanação, pois, frequentemente, em reuniões internas de acompanhamento, ela recebe dados não confiáveis de seus colaboradores da área. Explicou ela que precisa sempre questionar (sic) se foi "considerado isso ou aquilo" e a resposta é sempre negativa. Sempre faltam considerações importantes. Ou seja, ela não tem colaboradores qualificados e tão pouco sabe exigir deles competência. Que direção é esta? Se não forem colocados urgentemente um presidente e diretores profissionais, a Petrobrás estará fadada à falência.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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AUMENTO DA GASOLINA NÃO BASTARÁ

Que vexame do governo Dilma em suas medidas econômicas pontuais, para salvar as bobagens que fizeram na Petrobrás, joga a conta para o consumidor. E, para piorar, erra a dose e ainda deixa a Petrobrás no vermelho!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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TRAMBIQUEIROS?

Como classificar os truques que Dona Dilma e seu mordomo Guido Mantega praticam na política econômica? Uma magiquinha com o BNDES, outra com os dividendos das estatais, outra com o porcentual de álcool na gasolina, uns arreglos no aumento dos transportes em São Paulo para maquiar a inflação e por aí vai... Entre uma lagriminha aqui e um arroubo retumbante ali. Não seria mais honesto chamar alguém que entenda do riscado, tipo Meirelles ou até, vá lá, o Palocci? Ou, num rasgo de improvável honestidade intelectual, pedir ajuda ao Malan, ao Arida, ao pessoal da Economia da PUC-Rio? É claro que teria de abandonar os interesses marginais de PT. Mas, entre PT e Brasil, acho que não deveria haver dúvidas. Já que não colocaram "os pingos nos is", que tal colocar os "efes" no local certo, Dona Dilma Rousseff.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É SÉRIO

Depois dessa inacreditável declaração de Guido Mantega, de que a alta da gasolina não atrapalha ninguém - alta que já chegou a 7% em alguns postos do Rio de Janeiro -, mesmo sendo o ministro sabedor do peso que o item combustível tem no cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e que esse aumento será repassado em cascata para muitos outros preços que vão gerar inflação, ele não quer que a revista The Economist não o leve a sério e peça a sua substituição.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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NÃO COMPENSA

Redução do preço da energia + aumento da gasolina = zero.

Maria Esmene Comenale comenale@mexma.com.br

Cananéia

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O BEIJO DO VAMPIRO

A presidente Dilma, em campanha eleitoral antecipada, vestida a caráter, no tradicional vermelho socialista do PT, anunciou em cadeia nacional do horário nobre pela TV a redução da tarifa de energia elétrica, e a galera aplaudiu. A seguir, sem cadeia nacional, mas no apagar das luzes, autorizou o aumento do combustível. A presidente foi perfeita em dar o beijo do vampiro, aquela espécie de morcego sugador de sangue, que, ao beijar, morde, suga e assopra. Os anúncios do governo não mais surpreendem ninguém, pois o que mais sabe fazer é dar com os pés e tomar com as duas mãos. Afinal de contas, a presidente é discípula do maior enganador da História do Brasil.

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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DISCURSO

Gasolina aumentou, Dilma calou.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CARRO ELÉTRICO

Com a baixa do preço da energia elétrica e a alta do preço da gasolina, vou comprar um carro elétrico! Boa ideia, Dona Dilma!

Luiz A. Q. Alves lart@apm.org.br

São Paulo

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CONGRESSO NACIONAL

Excelente a colocação de Arnaldo Jabor em sua crônica "O Congresso saiu do armário" (5/2, D8). Infelizmente, essa é a pura realidade de nosso pobre Brasil. Pena que a maioria do povo brasileiro não leia jornais ou revistas. Seria interessante se ele fizesse essa colocação também na televisão, para que um número maior de pessoas possa tomar ciência dessa realidade.

Antonio Carlos Cazela accazela@gmail.com

São Carlos

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O PARLAMENTO QUE SE CUIDE

Segundo Henrique Eduardo Alves (PMDB), eleito novo presidente da Câmara dos Deputados, quando, arrogantemente declara "aqui só existem parlamentares abençoados pelo voto popular" e que, "queiram ou não queiram", eles é que mandam neste país, esquece que, de repente, o povo acorda e dá o seu recado. Não nos provoque, deputado! Leia e registre o artigo de 5 de fevereiro de Arnaldo Jabor, "O Congresso saiu do armário". Fazemos nossas as suas palavras e assinamos embaixo. Torça, com seus sequazes, para que não acordemos do nosso torpor, porque senão "o bicho pega"! A verdade tarda, mas não falta. E a justiça também!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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'O CONGRESSO SAIU DO ARMÁRIO'

Viva Arnaldo Jabor! Homem de coragem e ainda escritor fantástico. Que crônica genial! Pena que não podemos nos considerar vítimas, e sim cúmplices, pois afinal fomos nós, "povo", que colocamos esses crápulas onde estão.

Regina Natali rhmnatali@hotmail.com

São Paulo

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CIRCO

Irretocável e genial o artigo do jornalista Arnaldo Jabor "O Congresso saiu do armário". Resta agora a população votante sair do armário e exigir que esses canalhas que não nos representam criem vergonha na cara e parem de palhaçada. O Congresso Nacional está fazendo concorrência desleal com o circo. E isso não pode acontecer.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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QUE ROLE A BOLA

Diante do resultado das eleições para presidente da Câmara dos Deputados e do Senado, pode-se constatar que ninguém está preocupado que o Supremo Tribunal Federal (STF) mande afastar os dois parlamentares após o trânsito em julgado das futuras decisões e muito menos com uma grave crise institucional, ao descumprir as decisões em 2014, porque os políticos esperam desviar a atenção de tudo com a Copa do Mundo.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

Sabem quem são os culpados pela eleição dos presidentes do Congresso? 1) A impunidade e o desprezo pela Lei da Ficha Limpa; 2) o compadrio da camarilha lá existente; e 3) o povo, que votou novamente nesses corruptos, embora com processos nas costas, com desrespeito a si próprio.

Luiz Francisco A. Salgado direg@sp.senac.br

São Paulo

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'MAIS PIOR'

Após a eleição do probo Renan Calheiros (PMDB), no Senado, e do não menos probo Henrique Alves (PMDB), na Câmara, podemos afirmar que no Congresso, utilizando a gramática petista, "o que era pior ficou mais pior ainda"!

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

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ACONTECEU

Contrariando o que dizia Tiririca em sua campanha, pior do que estava ficou.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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A DECEPÇÃO DE TIRIRICA

O deputado federal Francisco Everardo Oliveira da Silva, o Tiririca, disse estar decepcionado com a política brasileira e que, assim que terminar seu mandato, irá abandoná-la. Tiririca, se você, que recebe quase R$ 30 mil mensais, está desanimado, como ficamos nós, cidadão comuns que pagamos impostos?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Deputado mais votado no País em 2010, Tiririca quer voltar a ser só palhaço. Desiludido com a política, ele disse que não disputará mais eleições e, findo seu mandato, em fevereiro de 2015, irá se desfiliar do PR. Na metade da legislatura, Tiririca, que se elegeu com a promessa de descobrir o que faz um deputado, disse que já entendeu que "não dá para fazer muita coisa". O desalento, no entanto, não é a razão para deixar o salário de R$ 26,7 mil, verba de gabinete de R$ 97.200 e direito a apresentar R$ 15 milhões em emendas, mas, sim, o corporativismo e, claro, o famoso jeitinho brasileiro de que quem é do bem não quer participar. Parabéns, apesar de não ter votado nele, pois quem é gente como a gente infelizmente chega a essa triste conclusão. Neste caso, nem tudo esta perdido.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ARTE DE PALHAÇOS

O deputado Tiririca está querendo deixar a política e comprova que é uma arte de palhaços, constatando que é possível ficar pior do que está e, no cenário atual, é ver para crer.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CONIVÊNCIA PASSIVA

Então façamos uma análise. Dias atrás o senador Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado com 56 votos; segunda-feira, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi eleito presidente da Câmara com 271 votos. Enquanto isso, o Tiririca declara que está vendo que deputados não fazem absolutamente nada, só ganham salários e elevados benefícios e que ele, ao terminar esse mandato, vai abandonar de vez a política, pois acha injusto o que os deputados ganham para nada fazerem, e ele se sente muito envergonhado. Donde se conclui que pouco importa quem seja eleito presidente ou não. Todos são bandidos sem exceção, porque, se houvesse algum que tivesse honra, caráter e mérito, ele se levantaria, daria murros na mesa e exigiria decência e decoro dos demais. Apenas votar contra não significa nada, pois votar contra, mas ficar inerte e conviver caladinho entre os demais, ao meus olhos, chama-se conivência passiva.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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'PIOR QUE TÁ NÃO FICA'

Foi com o slogan acima que o comediante Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, se elegeu em 2010 deputado federal por São Paulo com mais de um milhão e trezentos mil votos, a segunda maior votação absoluta para o cargo na história do País. Objeto de estudo e discussão constante, seus votos seriam resultado da desilusão do eleitorado em relação a classe política - aliás, um fenômeno mundial - denominado "voto de protesto". A notoriedade do candidato é, de fato, o primeiro degrau em uma campanha eleitoral vitoriosa. Afinal de contas, não se vota em quem não se conhece. Também por isso é que atores, músicos, esportistas e outras "celebridades" cada vez mais têm se aventurado em eleições, especialmente para cargos legislativos. Contudo, a vitória, nesses casos, é a exceção e não a regra. A eleição de Tiririca foi uma dessas exceções. Numa campanha profissional, onde o bordão que dizia "Você sabe o que faz um Deputado? Nem eu. Me coloca lá que eu te conto." foi fruto de uma estratégia traçada para angariar simpatia e votos. Mas, mais do que isso, fez parte uma estratégia partidária maior, que previa o aumento do coeficiente partidário, a fim de eleger outros deputados com a "sobra" dos votos do candidato-celebridade. Para isso, o partido investiu e estruturou a campanha do comediante, sendo exitosa, ao contrário de diversos outros que buscavam em figurinos semelhantes o caminho da vitória. Após ter cumprido seu papel eleitoral, o mais novo deputado foi alvo da curiosidade inicial da mídia que cobriu seu primeiro - e único - pronunciamento em plenário, além do constante questionamento sobre afinal, o que fazia um deputado? Tiririca respondeu que, engessado pelo sistema político, os parlamentares "trabalhavam muito e produziam pouco". Resposta tão original e sincera quanto a figura do deputado. Relegado a seu pífio mandato, sem bandeira a defender, sem discurso a apoiar, Tiririca perdeu a oportunidade de, a sua maneira, fazer do limão uma limonada. Comparado ao bom desempenho dos também neófitos e midiáticos deputados Romário e Jean Wyllys, é possível constatar a diferença abismal que um trabalho de marketing e comunicação bem fundamentado pode gerar a seus detentores. Não é de se estranhar, portanto, o fato de que Tiririca tenha afirmado que não disputará mais eleições. Após uma campanha profissional, em seu mandato amador o deputado "descobriu" que "não dá pra fazer muita coisa". Causa e consequência do desperdício de oportunidade do amadorismo que afeta muitos outros Tiriricas Brasil afora.

Leandro Grôppo leandro@strattegy.com.br

Uberlândia (MG)

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FADIGA PRESIDENCIALISTA

Pelo análise feita no artigo - Fadiga presidencialista , de Sebastião V. P. da Paixão Jr. (Estadão, 4/2, A2) e pelo que nós mesmos assistimos nos últimos anos no ambiente político do Brasil, está na hora de fechar o país para balanço, porque tudo que foi orquestrado através da Constituição de 88 deu péssimos resultados. Creio mesmo ser fadiga de material causada pelo excesso de agremiações partidárias, evidentes facilidades concedidas à prática da corrupção, ausência de critérios dos partidos na escolha dos candidatos, inversão de valores na prática política, garantia de impunidade através da imunidade parlamentar, que estão a minar a ainda jovem democracia brasileira; mas os políticos, para fazer de conta que trabalham pelo Brasil, agora apregoam que lutarão por novas bandeiras: voto distrital ou misto, listas fechadas, financiamento público de campanha etc. Só que, como bem deixou claro o articulista, nada disso resolverá se o lixo que empesteia a fonte da política não for removido. Pergunto então porque os nobres congressistas não incluem nesta lista de tarefas o fim do nefasto voto secreto, para demonstrar ao povo a verdadeira vontade de mudar a forma de se fazer política neste país. O deputado Tiririca errou muito ao vaticinar que pior do que está não fica... Pois já ficou!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CORRUPTOS NO PODER

Renan Calheiros, Fernando Collor e outros quadrilheiros rindo dos eleitores que os elegeram (Estadão, 2/2/2013). Esses eleitores merecem ser representados por corruptos contumazes. O senador Romero Jucá já avisou que as denúncias contra Calheiros serão arquivadas. E, por falar em Romero Jucá, esse senador não é aquele que recebeu um empréstimo altíssimo para financiar a construção de um ranário que nunca ninguém viu? Se não me engano, esse processo está "dormindo" nas gavetas da Alta Corte do Judiciário.

Waldir Roberto wroberto04@yahoo.com.br

São Paulo

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ELES ESTÃO DE VOLTA

Sorrisos, abraços e, de volta, ao palco do "pudê", para novo (des)mandato, quem vemos? Renan, Collor, Genoino e, não fiquemos tão estarrecidos, brasileiros, pois, creiam-me, neste mesmo palco voltarão, para já, os Cachoeiras, os Zés, os Ali Babás e o séquito incontável de tantos outros saqueadores do povo, que nesse aconchego se irão agregar. Também que esperar dum povo que elege raposas para lhes cuidar das galinhas?! Nós, brasileiros, nunca refletimos que esse pessoal (políticos) nunca produziu nada, nunca plantou, nunca industrializou, nunca trabalhou, e, desse "dolce far ninente" são as maiores fortunas do Brasil? Regem-se pelo "farinha pouca, o meu pirão primeiro"; o que nos leva a perguntar-lhes: "Miguel, Miguel, não tens abelhas e vendes mel?" Artistas do "blá, blá, blá" das promessas fátuas, a cair-lhes o mel pelos beiços, e o sorriso maroto pelos cantos da boca a nos dizer: "agora, estou com a boiada na sombra", e, nós, bons brasileiros que nos contentemos a ver o "céu de anil". Reflitamos. O nosso voto é coisa muito séria!

Antonio Bonival Camargo bonival@camargo.adv.br

São Paulo

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A TRAGÉDIA QUE VEM DO SENADO

O País enlutado pela tragédia em Santa Maria (RS), infelizmente servindo literalmente de cortina de fumaça para distrair os mais desavisados sobre outra tragédia que se abate sobre nós, povo brasileiro. Enquanto isso, em Brasília, mais precisamente no Congresso Nacional, elege-se como presidente do Senado Renan Calheiros, um descarado ficha suja que em conluio com outros tantos fichas imundas lotearam a mesa do Senado atrás somente de seus interesses pessoais. Quando estávamos dando graças pela retirada de cena de outro político ficha suja, José Sarney, que deveria se recolher à cadeira de balanço e parar de escrever tantos desmandos e corrupção em sua biografia, temos de engolir essa singela troca. Como comparar essas duas tragédias? Essa última tragédia, bem menos visível, se dará através das mortes silenciosas nos hospitais do Norte e Nordeste que nunca receberão nas salas de cirurgias e prontos-socorros os recursos suficientes para salvar a vida dos necessitados, recursos esses loteados já de saída nos meandros do "é dando que se recebe".

Maria Luiza Caurim Zanele marialuizazanele@yahoo.com.br

Fernandópolis

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MOLEQUES

Os congressistas assemelham-se aos moleques que fazem arrastões nas praias. Sabem que, apesar de poucos e nós, muitos, nada lhes acontecerá. Ocultam-se. A sua vantagem é o nosso prejuízo. Sempre voltam.

Suely Jung sjungborges@yaho.com.br

São Paulo

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FORA DE CENA

Depois de conseguir eleger, com o apoio do Executivo federal e do PT, o probo Renan Calheiros à presidência do Senado Federal, Sarney, o senador maranhense do Amapá, irá licenciar-se das nobres funções senatoriais a dedicar-se a escrever da sua autobiografia, que é tudo que falta nossa história. Esperamos, tão só, que não se esqueça de um tópico relativo à sua "coleção de cinzeiros da Vasp" no início de sua carreira política.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DE ARREPIAR

A capa da edição de sábado do Estadão exibiu às escâncaras as dentaduras das debochadas hienas que viraram as costas para o povo brasileiro e dele escarnecem. É preciso acordar a grande parte da nação que, como gado, elege determinadas figuras, corroborando o projeto do lulopetismo de se instalar sine die sobre nossa vida. Vergonha, desmando, corrupção, conluios, tudo isso está pavimentando o caminho do lulopetismo para assassinar o que resta da cidadania brasileira. É de arrepiar!

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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LEI É LEI

O sentimento da indignação nunca esteve tão alto quanto nestas duas últimas semanas. Primeiro, o incêndio da Boate Kiss e, agora, a volta de Renan Calheiros à presidência do Senado. Mas por que estas coisas acontecem? Simples, porque nossas leis permitem! Enquanto estivermos olhando para as consequências dos acontecimentos, e não para o início que permitiram os acontecimentos. Enquanto não se fizer uma reforma nas leis deste país, é melhor trocarmos nossa indignação pelo marasmo que toma conta de grande parte da população, que aceita calada tudo o que acontece. Como diria qualquer magistrado, lei é lei.

Marcelo Stoppa Gomide stoppagomide@gmail.com

Uberlandia (MG)

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RENAN, TV E RÁDIO

O Brasil tem dois problemas graves: primeiro, Brasília é longe de tudo, e segundo, o domínio por políticos nas concessões de TV e rádio, mas este assunto é tabu em nosso país.

Eduardo Mello eduphone1@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL DE LUTO

O Brasil está de luto pela desonra do Senado Federal, que mais uma vez não deu ouvido às manifestações legítimas de segmentos sociais que não aceitam a forma politiqueira e suja com que senadores indecorosos continuam chafurdando a imagem do estamento nacional. Choca todos os contribuintes nacionais, que pagam os salários de políticos mequetrefes, assistir à recondução do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência da Casa, um político não merecedor de credibilidade pública, haja vista que já havia renunciado ao mesmo cargo no passado, para não ser cassado, por acusações de comportamentos não ilibados. Uma vergonha para a Casa que já teve Rui Barbosa! Assim, 58 senadores, solidários com o indecoro do Senado, votaram pela manutenção da velha forma de fazer política de interesses solertes. E parabéns aos 18 votos contrários que mostraram que nem todo o Senado é composto de oportunistas tortuosos e solertes. Quando se testemunha o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) fazer a defesa incandescente de Renan Calheiros, causa-nos grande tristeza ver o subterrâneo da política mostrar suas garras contra a decência, contra a ética e contra a moralidade pública. Trata-se, infelizmente, de representante peemedebista capacho da ala governamental dos acordos espúrios do fisiologismo corrupto, servindo de escudeiro à desonra parlamentar. Uma vergonha! Não é demais evocar Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-ser da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" ou "Há tantos burros mandando em homens inteligentes que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência". Senador Eduardo Braga, não se constrói um novo Brasil de políticos íntegros enquanto o Parlamento for constituído de cidadãos não comprometidos com a ética e a moralidade.

Júlio César Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

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VONTADE POPULAR

Uma enorme parcela da população brasileira, é favorável à extinção do inútil Senado da Republica, à instituição da pena capital, à redução da maioridade penal, à reforma tributária e política, à reforma do Judiciário e à eleição popular dos ministros do STF. O que impede nossos desejos de melhorarem a vida dos brasileiros? Seriam os coronéis?

Edelco Tadeu de Oliveira Silvestre alvomax@alvomax.com.br

São Paulo

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TRÁGICAS CONSEQUÊNCIAS

Além de acintosa, a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado é assustadora. É mais um passo para consolidar-se, junto à opinião pública, a convicção de que o Congresso Nacional é um órgão degenerado, sem serventia, e que, por isso, deve ser extirpado. As consequências costumam ser trágicas.

Cláudia Fernandes claufer2004@uol.com.br

São Paulo

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DESMORALIZAÇÃO

Após a eleição de Renan, a imagem representativa do Congresso passa a ser as duas torres e dois penicos, para dizer bem o que tem lá dentro.

Hamilton Penalva hpenalva@uol.com.br

São Paulo

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'SUJEIRA PRA TODO LADO'

"Na favela e no Senado...". Renato Russo tinha toda razão.

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

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FICHA É FICHA

Que decepção em relação à votação no Senado. Dizia um radiologista: ou a radiografia é boa ou não. Como fica a ficha limpa? Nada temos contra ninguém, mas ficha é ficha.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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RESPOSTA

A resposta do Senado para a população, que criou a Lei da Ficha Limpa, e para o Judiciário, que condenou os réus do mensalão, foi a eleição de Renan. Iniciada uma disputa de quem manda mais!

Marcelo Matos marcelomatos1904@yahoo.com.br

São Paulo

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DEFINITIVO

Os senadores que elegeram o "novo" presidente da Casa ou são por Calheiros ou são contra a Ficha Limpa e os anseios do povo.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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CARÁTER

A eleição de Renan Calheiros para presidente do Senado mostra o caráter da grande maioria dos atuais senadores e dos seus partidos políticos (PMDB, PT, PCdoB, PTB, PP, PR, PRB, PSC, PSD e PV). Para mudar essa realidade, basta que os eleitores não votem em candidatos desses partidos, tirando-lhes assim a sua condição de partidos majoritários.

Aloísio de Araújo Prince aloisioprince46@gmail.com

Belo Horizonte

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RENAN, VERGONHA NACIONAL

Ainda resta uma esperança ao Brasil: ministro Joaquim Barbosa, mesmo tendo dois companheiros (Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli) marcando gols a favor da corrupção, malandragem e ausência de ética, pelo amor de Deus, ministro Joaquim Barbosa, defenda o povo brasileiro.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

São Paulo

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ÚNICA SAÍDA

Após a eleição para presidente do Senado, quando saiu vitorioso o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), nós só temos uma maneira de protestar contra o lamentável acontecimento: nas próximas eleições, fazer uma campanha a favor do voto branco ou nulo.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA EM SANTA MARIA (RS)

Esta é uma grande oportunidade para o Estado fazer uma reportagem sobre a memória curta do brasileiro e a impunidade. Quanto tempo vai levar para os brasileiros se esquecerem de Santa Maria (RS)? Qual será o tamanho da impunidade? As últimas tragédias recordes do Brasil foram esquecidas e continuam impunes. Por que não lembrar que no acidente da TAM de 2007 ninguém foi punido? As indenizações foram ridículas. O corporativismo impera no Brasil e as grandes empresas brasileiras podem tudo.

Renata Estato Thomas Estato@aol.com

São Paulo

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O REVERSO DA MOEDA

Depois de Santa Maria, em que se busca culpar empresários, funcionários, músicos, artistas, temos a confirmação de que para o empreendedor iniciar seu negócio é preciso enfrentar a "burrocracia" e o cipoal de leis e normas, de difícil compreensão, muitas vezes propiciando o uso do "objeto misterioso" ou ganhos a setores privilegiados. A imprensa tem o dever de dar conhecimento à população sobre a via crucis enfrentada por aquele que se propõem abrir um negócio em nosso país. Registrar uma empresa na Junta Comercial pode levar semanas. Depois de registrada, vem a obrigatoriedade de obter o CNPJ na Receita Federal, CCM na Prefeitura, INSS na Previdência Social. Abrir empresa no Brasil leva mais de meio ano. Para isso, o empreendedor já tem de ter o imóvel comprado ou alugado. Inicia pagando aluguel, IPTU, água, luz. Não se sabe como, dias depois de registrado na Junta Comercial, recebe boleto de cobrança de entidades sindicais, muitas das quais "fajutas". Também dá início na feitura das instalações para funcionar, contrata engenheiros para os necessários projetos, dá entrada na papelada; vigilância sanitária, corpo de bombeiros, Cetesb, alvará de funcionamento. Todo esse procedimento, como muito tem sido divulgado, pode demorar até mais de três anos. Pergunto: qual o empreendedor que se dispõe a arcar com desembolso durante anos sem qualquer retorno? Portanto, no reverso da moeda estão o Legislativo, o Executivo e os serviços públicos que deitados em berço esplêndido aguardam a oportunidade do mensalão, do mensalinho, da propina. No caso de Santa Maria, instalou-se o corre-corre nacional a fim de tirar o deles da reta. Fica evidente como em poucos dias centenas de casas possam ter sido inspecionadas, lacradas ou autuadas e haja milhares de pedidos pendentes há anos nas várias instâncias do governo.

Osmar Niccolini niccolinimonjolo@gmail.com

São Paulo

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LAUDOS E PERÍCIAS

No domingo o Estadão anunciou que de 11 casas noturnas avaliadas em São Paulo, especialistas aprovam apenas 3, elencando seis itens em que as 9 reprovadas não tiveram validação plena: em saídas de emergência, extintores, sinalização e mais três desse jaez. É uma pena que após cada catástrofe se saia por aí afora botando a boca no trombone sem mais. Logo surgem peritos de tudo quanto é lado dando o seu abalizado palpite. Eu pergunto, das três "aprovadas", o telhado ou o teto foram inspecionados? As mangueiras para incêndio seguem as normas atuais? Estas foram testadas e inspecionadas quando? Têm a aprovação dos bombeiros? Há vidros estilhaçáveis nos ambiente? Há portas corta fogo? Funcionariam em caso de sinistro? Estavam desobstruídas? Há rota de fuga bem delineada, ampla e claramente divulgada a ser seguida no momento de pânico? Como mero exemplo, cito apenas meia dúzia de mais de uma centena de tantos itens que implicam segurança. Cabe lembrar, não faz muito, que os tetos de duas igrejas desmoronaram aqui em São Paulo. Possivelmente extintores, saídas de emergência, etc. havia, mas por vícios ocultos, populares morreram no pânico de tais acidentes. Portanto, é hora de agir com conhecimento de causa, largueza e amplidão. Mesas redondas de leigos só servem para manter a mídia na audiência. O velho jargão há muito repetia: "Porta arrombada, tranca de ferro".

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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NO RIO DE JANEIRO

Quer dizer que a prefeitura do Rio, depois da tragédia na boate Kiss, para mostrar serviço, fechou quase 180 estabelecimentos? E o prédio sede dela, que não tem autorização do Corpo de Bombeiros? Como vai ficar? Vai fechar? Os funcionários que lá trabalham não têm segurança nenhuma. É aquele velho ditado "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Por ser poder público pode infringir a lei? Onde está escrito isso?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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APADRINHADOS

Esse foi o custo Brasil pela indicação de apadrinhados, na maioria incompetentes, para cargos públicos incumbidos de fiscalizar estes estabelecimentos. Permitem a utilização de materiais cuja queima libera o gás cianeto, um dos mais tóxicos e letais que há. Todos os que ocupam esses cargos responsáveis pela liberação ou pela vista grossa são os autênticos nazistas brasileiros. Seria ótimo se o brasileiro se movimentasse para acabar com os cargos apadrinhados.

Hideo Matsuoka hideo.matsuoka@hotmail.com

Paranavaí (PR)

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A CORRUPÇÃO E AS TRAGÉDIAS

Enquanto aqueles crápulas riam das nossas caras no Congresso Nacional, comandados agora pelo crápula mor senhor Renan Calheiros, pais ainda estão enterrando seus filhos em Santa Maria. Tudo por causa de uma política sórdida e corrupta que está arraigada neste país! Estamos à deriva.

Sandra M. K. Hermeto Villela ps.villela@itelefonica.com.br

São Paulo

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SUGESTÃO

Solução simples para evitar tragédias: obrigar as boates e outros locais de concentração de pessoas a afixarem nas portas de entrada o AVCB do corpo de bombeiros e o alvará de funcionamento da prefeitura. Hoje temos afixados à entrada dos restaurantes os cardápios, para que os consumidores possam escolher os melhores preços. Pergunta: por que não afixarem os documentos que comprovam segurança nos recintos para que as pessoas possam escolher o que é melhor para sua sobrevivência ao se divertirem? Essa solução é muito mais duradoura do que as ações que estão sendo feitas agora a toque de caixa, que apenas estão confirmando a falta da preocupação com a vida das pessoas pelos poderes públicos por nós eleitos. Essa proposta é uma mudança radical onde todas as pessoas fiscalizarão. Dessa forma fica também eliminada a corrupção. Caso alguém verifique irregularidades nesses recintos, mesmo com os documentos afixados, usarão o Disque Denúncia. Os proprietários serão mais rápidos e interessados, para não perderem os clientes. Resta saber se as prefeituras terão a coragem de implantar essa solução simples e altamente eficaz aonde os fiscais seremos todos nós.

Sergio M. M. Alvim alvimsergio@uol.com.br

São Paulo

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NORMAS TÉCNICAS

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no contexto do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sismetro) em conjunto com o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em vista da recente tragédia em Santa Maria (RS), está devendo uma satisfação à opinião publica. A ABNT, entre outras, gerencia norma que regula requisitos de segurança e contra incêndios em locais de aglomeração de pessoas, com boates, igrejas, hospitais, etc. Em lugar de disponibilizar todas as normas gratuitamente, cobra por elas preços extorsivos e, pasmem: o presidente do importante Inmetro declarou que o uso das normas não é obrigatório. Outras barbaridades como as mencionadas não cabem no âmbito desta carta. Este assunto merece a atenção prioritária dos poderes da Republica. Sugere-se ao leitor que consulte as importantes funções do Sismetro, Conmetro e do Inmetro.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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