Fórum dos Leitores

Atualizado às 5h42.

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2013 | 02h08

PETROBRÁS

O desmonte

O editorial O desmonte da Petrobrás (6/2, A3) poupa sua presidente, Maria das Graças Foster. Mas, escolhida pela aparelhagem dos quadros das estatais feita pelo partido dominante e governante, ela é totalmente responsável pela situação da empresa, pois aceita fazer o papel de marionete no cargo. Nenhum gestor profissional da iniciativa privada se sujeitaria a essas ingerências e à total incompetência empresarial instalada na estatal desde a ascensão de Lula à Presidência. Nem vamos perder tempo falando das gestões anteriores de Gabrielli e Dutra, figuras menores como a atual presidente, nem sequer relacionados no rol dos executivos atuantes no mercado nacional. Não podemos esquecer que a Vale passou - e o vive - pelo mesmo processo (Roger Agnelli não se submeteu aos caprichos do Lula e foi demitido), pois os fundos de previdência estatais, controladores das principais empresas privadas com capital aberto e também dirigidos por filiados do PT, seguem as diretivas ditadas pelo governo Dilma. Os lucros foram reduzidos por incompetências operacionais e por gastos não necessários: a maior fomentadora de cultura do Brasil, propaganda na imprensa diversificada em várias áreas de atuação e todo o gasto de empresas estatais que não ocorre em empresas privadas com meritocracia. Será que o estilo de gestão Brahma surtiria lucro? A Petrobrás e sua distribuidora de combustíveis, a BR, não precisam de propaganda, pois não têm concorrência. E os investimentos na América do Sul, eles foram ou são lucrativos? Os analistas e a imprensa têm receio do efeito devassa promovido pelos órgãos do governo em represália aos fatos elucidados ou informados. Matéria do Estado mostra o governador do Ceará buscando investidores com know-how em refinarias de petróleo porque a Petrobrás não detém essa tecnologia e faz 40 anos que não se constroem refinarias no Brasil. Mas o ex-presidente inaugurou a pedra fundamental das refinarias que deveriam estar prontas... Quem gere ou responde como presidente tem responsabilidade. Existe um descompromisso da Petrobrás com o País. É só mais um meio de propaganda do PT e do governo. A empresa está defasada em tudo em relação às grandes empresas de energia. O governo segue estratégia diferente dos negócios mundiais e concentra na Petrobrás toda a sua política de energia. Além de estatal, ela é paquidérmica. E citando Roberto Campos: Petrossauro, o retorno! O ministro da economia do Brasil, filiado ao PT, é o presidente do Conselho da Petrobrás. Como podemos classificar essa nomeação? Num exemplo, o tesoureiro audita suas próprias operações! E as regras de governança corporativa vigentes e seus respectivos órgãos de controle? Os resultados da Petrobrás vêm da falta de um CEO profissional e habilitado. Isso não é coisa para principiante nem prêmio para amigos de partido brincarem de jogo de empresas. Nossos ativos estão na mãos de estagiários políticos e os investidores, destruindo valor com suas aplicações em ações da Petro. Acorda, mercado!

LUIZ FERNANDO DE B. SCHOLZ

lufe@netway.com.br

São Paulo

A grande jogada econômica do PT é acreditar que o crescimento do Brasil vai na esteira do crescimento do resto do mundo, como um carretão arrastado.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Ainda a respeito do editorial O desmonte da Petrobrás, caberiam ainda, a meu ver, algumas perguntas: 1) O uso descarado e continuado da empresa pelos governos Lula e Dilma, do PT, para fins políticos/eleiçoeiros não caracterizaria crime eleitoral? O Ministério Público Eleitoral existe para quê? Não é para, entre outras coisas, verificar o abuso do poder econômico para se beneficiar nas eleições? O que fez Lula e o que continua fazendo a dona Dilma não é utilizar-se de uma empresa da qual o governo detém o controle para benefício na futura campanha desta última à reeleição em 2014? 2) Os dirigentes da Petrobrás que se mancomunaram com os governos Lula e Dilma, do sr. Sérgio Gabrielli à atual presidente, sra. Graça Foster, não podem ser acusados pelos acionistas privados de prevaricação por aceitarem a ingerência do governo nos assuntos internos da empresa, o que lhe tem causado prejuízos bilionários? 3) O que faz a oposição, principalmente o seu maior partido, o PSDB, a esse respeito? Absolutamente nada! É, desse jeito o PSDB só voltará a vencer as eleições presidenciais quando o Brasil fincar a sua bandeira na Lua!

RUBENS S. VALNEIROS

rvalneir@gmail.com

Barueri

Na eleição de 2010, a Petrobrás já era um reduto do PT. Lá o excelentíssimo então presidente da República, durante o seu expediente, achincalhava o candidato tucano. Hoje começamos a receber a conta do escruncho: como um meteoro, a nossa petroleira despenca.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Parodiando o "cara", podemos afirmar que nunca antes neste país um governo havia conseguido quebrar a Petrobrás e deixá-la de joelhos. A ex-maior empresa da América Latina agoniza graças ao desgoverno incompetente do PT. Com uma política populista, nefanda e desastrosa, o PT conseguiu algo que o País jamais imaginaria que pudesse acontecer. Onde está o tão falado pré-sal, que ajudou eleger este governo? Por que não se fala mais nele? Será que é porque foi uma das mentiras mais bem elaboradas dos últimos tempos para ganhar as eleições? Mas vamos ver o lado bom das coisas: Com ajuda do PT, a Câmara dos Deputados e o Senado elegeram "grandes" presidentes, que honram a nossa terra. Qual será a próxima empresa que vai quebrar nesse governo? O Banco do Brasil? Mas não se preocupem, vêm aí o carnaval, a Copa do Mundo e a Olimpíada. A reeleição está garantida!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Não é nenhum espanto ver a Petrobrás tão combalida. A situação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica não deve ser muito diferente, pois a carteira de crédito dessas instituições ninguém sabe como está. Quem fiscaliza essas casas? O Banco Central de Guido Mantega? O PT só não quebra sindicatos, pois ali a produtividade vem do parasitismo de sugar dinheiro dos trabalhadores, especialmente a compulsória e famigerada contribuição sindical. Mas o pior ainda não chegou, é só aguardar mais um pouco. E olha que a conta vai ser bem alta.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

A Petrobrás cambaleia. Junto cairão também os sindicatos dos petroleiros, que, tanto quanto os nossos representantes no Parlamento nacional, assistem ao sacrifício da companhia no mais absoluto silêncio.

SERGIO IATCHUK

s_iatchuk@yahoo.com.br

Vinhedo

TAL PAI, TAL FILHO

Ao ler a notícia que Renan Filho usa verba da Câmara dos Deputados para pagamento a advogados que defendem os Calheiros em causas privadas – notícia que logo me remeteu ao uso de um lobista para pagar pensão de filha fora do casamento –, não consegui deixar de lembrar velhos e sábios ditos populares: “tal pai, tal filho”, “filho de peixe, peixinho é” e “quem sai aos seus não degenera”. Pobre Brasil, vendo o fruto do suor de seu povo ser saqueado por ladrões.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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EU NÃO ACEITO!’

Peço licença ao professor e antropólogo Roberto DaMatta, para assinar abaixo dele o excelente artigo “Eu não aceito!” (6/2, D8). Acredito que ele colocou com perfeição, neste artigo, a indignação que muitos brasileiros estão sentindo após as eleições para a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados e das atitudes antidemocráticas dessas casas no desrespeito ao Poder Judiciário e à vontade do povo na lei da Ficha Limpa. Gostaria de convidar os brasileiros que amam este país a fazerem o mesmo. Os parlamentares, coniventes com esses atos, perderam a noção de que são nossos representantes, e ainda se escondem covardemente no voto secreto.

Maria Toledo Arruda Galvão de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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REPÚDIO

Eu não aceito! Parabéns ao Roberto DaMatta, pelo artigo de ontem, 6/2/2013. Faço do seu brilhante artigo as minhas palavras e os meus pensamentos. Repudio, como ele, o fazer de conta que o nosso Congresso é ético. Vou repassar para os meus contatos o artigo. Vamos tomar providências, não votando mais nos políticos que se esquecem da ética.

Luiz de Gonzaga Santos lg.santos@terra.com.br

Paraibuna

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EU TAMBÉM NÃO ACEITO

O artigo de Roberto DaMatta reflete o sentimento de todos os brasileiros de bem, que também, como ele, não aceitam esta podridão que impera no Senado federal, com as bênçãos do Executivo, que tem todo o interesse em manter as coisas como estão, com o objetivo único de perpetuar-se no poder. Fui um eleitor do PSDB nos últimos anos e hoje vejo o quanto me enganei, pois nesta nojeira que foram as eleições no Senado e na Câmara, os representantes desse partido lutaram por seus interesses pessoais e partidários, esquecendo-se dos princípios éticos e dos interesses maiores do povo brasileiro. Eu, como DaMatta, também não aceito o que vem acontecendo em nosso país, porém ainda confio no Judiciário e, principalmente, na mídia, que, ao contrário daqueles que querem regulá-la, não cria os fatos, apenas não deixa de informá-los.

Roberto L. Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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ENGROSSANDO FILEIRAS

Parabéns a Roberto DaMatta pelo artigo publicado dia 6/2. Como muitos brasileiros, eu também não posso aceitar que muitos de nossos homens do poder brinquem com coisa tão séria. Vamos engrossar fileiras e mudar tudo isso? Vamos virar a mesa, se for preciso!

Zézinho Leme Carolina adm1.sincobrag@hotmail.com

Bragança Paulista

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ESTAMOS PERDIDOS, SR. DAMATTA

Sr. Roberto DaMatta, nós, os mais mil de 300 mil brasileiros que assinamos uma petição para tentar impedir a eleição dessa dupla ignominiosa (Henrique Alves e Renan Calheiros), fazemos coro às suas palavras. O problema, meu caro senhor, é que somos uma gota d’água em mares de gente de Murici que vota e vota e vota nessa cambada, enegrecendo nossas Casas públicas e apodrecendo nossos Poderes constituídos. E por que assim procedem? Porque desgraçadamente fazem parte daqueles brasileiros infelizes aos quais não foi dada a chance de desenvolver seu senso de cidadania, são eleitores das Muricis mais diversas que campeiam pelo Brasil – um oceano de Muricis, meu caro senhor, de norte a sul, de leste a oeste, uma desgraça. Gente cega e conivente que aceita o pagamento de um botijão de gás ou de uma conta de luz, um carguinho para o filho, uma camiseta – ainda vivendo sob o signo da Lei de Gerson e acreditando que, assim, leva alguma vantagem, meu caro senhor! E não haverá fim para esses descalabros, enquanto persistirem no País a educação ruim, a saúde depauperada, a insegurança crescente e as mais diversas esmolas que corrompem o desenvolvimento do cidadão, dando a ele a merreca de alguns litros de leite e uns pratos de arroz com feijão, com que os políticos os mantêm nesse estado de favores e benemerências que custam o futuro da Nação. Estarrece perceber que essa gentinha ora eleita para cargos importantíssimos pretende desautorizar o Judiciário, como forma de construir uma nova interpretação de malfeitos, corrupção e roubo, sob o comando de um tal “guerreiro brasileiro”, mas isso também não passa de mais uma calamidade urdida com as facilidades que oferece o povo das Muricis nacionais, que não enxerga a realidade e o perigo porque lhes taparam os olhos com discursos ordinários, porém cheios de palavras de ordem e exortação. Pobre gente, senhor, podre de nós todos! Estamos perdidos, senhor DaMatta. A nós, os 300 mil inconformados, resta pedir a Deus que dê forças ao brasileiro audaz e forte que nos consola os peitos combalidos numa guerra em que já entramos abatidos – Joaquim Barbosa. Porque se ele não nos acudir, temo por todos nós e pelas próprias gentes das incontáveis Muricis que, na situação que perigosamente pinta, podem deixar de ser os contemplados com merrecas e passageiras benesses para compor o quadro de uma nova tropa de escravos. Aquela escravatura que sabota mentes e aborta ideais. O momento é de grande perigo, ressalte-se, esses políticos estão urdindo negras medidas, estão unidos contra nós. O senhor não aceita, nós outros também não, mas esses políticos seguem massacrando este país, espezinhando seu povo! Dora Kramer escreveu que eles passam sorrindo, livres e soltos, quando gente como nós grita “ladrão, safado, sem vergonha”, porque já não têm nome nem reputação a zelar – ou seja, para eles vale tudo e o povo que vá para os infernos...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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INSUPORTÁVEL

O artigo publicado por Roberto DaMatta no Estado de ontem deveria ser matéria de capa de todos os jornais brasileiros. Temos de nos mobilizar com tamanha vergonha, a Nação não suporta mais. As convicções de DaMatta são as mesmas da maioria do povo brasileiro. Sinto-me na Inglaterra medieval, sob o domínio de Joao sem Terra, vivendo sob a espada do xerife de Nothinghan!

Wilson Roberto Junqueira Lopes wrjl7@hotmail.com

Campinas

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COMO EXPLICAR?

Estampada no Estadão de ontem, 6/2, foto do sinistro Zé Dirceu fazendo saudações ao seu grupo. Devemos, sim, fazer ato pró-Petrobrás, pró-infraestrutura, pró-vergonha nacional, pró-ética, como bem colocou (como sempre) Roberto DaMatta. Vergonha de um Congresso venal e guiado por sentenciados, com raras e ótimas exceções, embora minorias! Como explicar ética para os filhos e netos, num colégio, numa faculdade, se o exemplo tem de vir de cima? Minhas saudações aos que ainda sonham com uma utopia a ser vivida no querido Brasil.

Ricioti Covesi Filho ricioti@uol.com.br

Americana

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A LEGALIZAÇÃO DA ILEGALIDADE

Eu não acho normal nem aceito toda essa bandalheira que aí está, caracterizada, como bem disse Roberto DaMatta, na legalização da ilegalidade, não contestada em ações que não sejam apenas palavras, mas algo concreto, a partir do Supremo Tribunal Federal (STF), onde ainda restam algumas esperanças de tentativa de prolongar, talvez, a vida neste país, desse câncer terminal do que sofrem as casas legislativas e o Executivo.

Fausto da Silva Baptista fausto.baptista@terra.com.br

São Caetano do Sul

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ASSINO EMBAIXO

A limitação a número de dígitos me impede de ver publicadas minhas constantes manifestações a respeito da vergonhosa política aplicada nos vários seguimentos dos Poderes. Contudo, aproveito a oportunidade da publicação do excelente artigo de autoria do sempre lembrado DaMatta para firmar como se fossem minhas as críticas ali muito bem lançadas. Assino embaixo.

L. Dutra ldutradv@msn.com

Avaré

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O MUNDO À PARTE

Vivem as digníssimas excelências num mundo à parte. Mais uma vez isso se comprova com a eleição de Renan Calheiros ao Senado e Henrique Eduardo Alves à Câmara quando, a despeito de denúncias contra suas pessoas e de costas para uma população contrária, assumem entusiasticamente ovacionados e elogiados por figuras sombrias que se protegem atrás das falcatruas de colegas igualmente comprometidos com o desrespeito às coisas do Brasil. E se massageiam, e se elevam à posição mais alta da pirâmide da ética, acreditando e pretendendo fazer crer aos brasileiros que ninguém é mais ético que eles, nem mais capaz. Com 100% de apoio do PT da Dona Dilma, pois assim ela terá sustentação política nos próximos anos. Ora, comandar o país com apoio de seres inescrupulosos, que já deram mostras de falta de caráter e de ética, não me parece proficiente, além de pôr o Brasil em risco. Se Dilma pretende remar para frente, acabará remando contra a maré, o que faz supor que, conhecendo e deliberadamente apoiando suas excelências, sua pretensão de melhorar nosso país não é verdadeira nem bem intencionada. Desse modo nunca sairemos do mesmo lugar funesto da desordem, da roubalheira e do atraso geral. Como Roberto DaMatta, em sua coluna em 6/2, “eu não aceito”! E, eles, seguramente, vão se perguntar: “E daí”?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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ESCALA DESCENDENTE

Temos de dar razão aos pensadores quanto à escala descendente. Fernando Collor eleito como a esperança, pela juventude deu no que deu segundo “Janio Quadros” referindo a si mesmo. Esta defesa de Collor aos seus pares, principalmente Renan Calheiros, é a ratificação que a queda moral não tem fim. Até quando vamos ter um parlamento que depois de eleito adquire estabilidade e se esquece do eleitor. Hoje o presidente eleito da Câmara fala no santo respaldo do voto popular. Até quando vamos aguentar esta farsa? O modelo é pífio e está contra a nossa realidade de indignação. O paramentares de todas as casas são canonizados pelo voto popular. Estão nas alturas sem qualquer risco de “excomunhão”. Nós aqui... Olhando a escala descendente e imaginem quantos brasileiros ainda admirando.

Jaci Manoel de Oliveira Jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo

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ONDE VAMOS PARAR?

Ao perguntarmos a qualquer cidadão brasileiro qual o melhor emprego neste Brasil brasileiro, a maioria irá afirmar que é ocupar um cargo político, como vereador, deputado ou senador. Ganham o mesmo ou mais que qualquer presidente de multinacional, podem roubar e cometer outros crimes que, na ótica do atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), a palavra final é dos colegas, que estão também atolados até o pescoço, envolvidos nos mesmos crimes, têm todas as mordomias, foro especial, pagam advogados com o dinheiro público (filhinho de Renan Calheiros), contratam assessores e utilizam verbas para ajudar amigos empreiteiros e, no final, depois de três, quatro legislaturas, como Eduardo Alves, se aposentam com salários de fazer inveja a qualquer aposentado do IINSS. Que tristeza, Brasil, onde vamos parar?

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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PRERROGATIVAS

O eleito sr. Henrique Alves (PMDB-RN), bem como seu antecessor Marco Maia (PT-RS), ambos presidentes da Câmara dos Deputados do Brasil, tem a cara de pau de defender os parlamentares condenados pelo STF no processo do mensalão, dizendo que quem decide sobre a cassação é a Casa, não o Supremo Tribunal Federal. Pois é, quando tiveram a prerrogativa de decidir sobre a validade da união estável homoafetivas, quando tiveram de decidir sobre a interrupção da gravidez das gestantes de fetos anencéfalos, omitiram-se para não assumirem suas posições diante do seu eleitorado, deixando novamente para o STF decidir, abrindo mão das suas tais prerrogativas... Esta Câmara não tem moral nenhuma para reivindicar nada, pois da Lei Maior, a Constituição”, tem como guardião-mor o Supremo Tribunal Federal, e é quem dá a palavra final!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O ABISMO DA DESOBEDIÊNCIA

O enfrentamento público do Judiciário nos levará ao abismo da desobediência popular; permite eventos contra a imprensa; consagra o Executivo, vestida de cangaceira distribuindo o nosso dinheiro, a iniciar prematuramente a campanha eleitoral. Não existe oposição e o que resta é frouxo e o sigilo açucarado, deu votos aos ficha suja Renan e Alves. O País vive uma politicagem nojenta e agressiva, destruindo a economia. Recordamos os poderes populares e exclusivos na Alemanha de 1933. Que a fé em Deus nos proteja deste cancro!

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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ANARQUIA RASCUNHADA

Uma evidência de que estamos às portas de uma anarquia é o modelo que vem sendo construído em dez anos de prepotência, nepotismo, corrupção e o maior assalto aos cofres públicos já visto em Terra Papagallis. Diante do desafio explícito do novo presidente da Câmara dos Deputados, desafiando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A interpretação dos primados da Constituição é prerrogativa dos ministros togados. O ministro Joaquim Barbosa considera as bravatas do presidente Henrique Alves como “especulação” e que não há possibilidade de a Câmara não acatar a decisão do Supremo quanto à perda automática dos mandatos dos deputados condenados: José Genoíno (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). A lógica está com o ministro Joaquim Barbosa quando afirma que, à luz da Constituição, a condenação do político pela Corte Suprema ipso facto acarreta de imediato a perda do mandato. Seria grotesco admitir que alguém condenado em regime fechado por peculato, corrupção ativa e formação de quadrilha estivesse apto a formular leis e regulamentos para os “fichas limpas”. A democracia brasileira será colocada à prova no tatame da legalidade. Qualquer resultado que possa favorecer um ou outro contendor marcará novos caminhos para uma política que conduzirá a nau Brasil que navega sem bússola e sem timoneiro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PARLAMENTO VIL

Renan Calheiros no Senado e Henrique Alves na Câmara. Ambos sob suspeitas sérias de improbidade. E o deputado defende mensaleiros e se insurge contra o Supremo Tribunal Federal. Seu mais forte argumento o distingue da Suprema Corte por força do voto popular. Voto movido pelo dinheiro e pela manipulação da vontade dos eleitores. Já a Suprema Corte é vinculada ao direito, especialmente ao comando constitucional e ao mínimo ético, o que levou à condenação dos defendidos pelo Sr. Henrique Alves. Os condenados criminalmente perdem seus direitos políticos e, consequentemente, o mandato, salvo em delitos que não interferem com a atividade de representação política. É o que diz a Constituição federal, deturpada segundo as conveniências e interesses pessoais de simulacros de legisladores.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CONTRAMÃO

Se o povo não se conscientizar de que todo político é igual a cada um de nós, portanto, sujeito às mesmas leis e regras, estaremos prestes a não ver concretizado tudo o que o STF nos ofereceu com relação ao mensalão. Não dá para deixar Henrique Alves sequer sugerir que depende da Casa a suspensão do mandato dos julgados. Merecemos respeito!

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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REPRESENTAÇÃO

No discurso de posse na presidência da Câmara, o deputado Henrique Alves disse que, queiram ou não, aquela casa é a casa do povo. Meu Deus. Se como casa do povo fazem o que fazem, imaginem se não fosse. Este é o seu representando, eleitor brasileiro. Sim, sei que você, paulista, mineiro, carioca, etc. não votou nele. Foi eleito por uma meia dúzia de eleitores do Rio Grande do Norte e tomará decisões que afetarão todos os brasileiros. Qual o peso eleitoral daquele Estado? 0,00001%?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PIZZA À VISTA

Mal foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em Brasília, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) defendeu os parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, que não tenham seus mandatos cassados automaticamente. Afirmando veemente que a decisão cabe única e exclusivamente à Casa, e não ao Supremo. Ou seja se de fato isso ocorrer, sem dúvidas mais um caso vergonhoso de corrupção que acabará em pizza.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPASSE

O “affair” STF x Câmara federal no que tange à Ação Penal 470, o mensalão, e à cassação dos parlamentares envolvidos na respectiva ação promete em breve capítulos interessantes e o impasse, se continuar com ameaças de ambos os lados, pode acabar sendo resolvido com uma “penada” da presidenta Dilma. Consta que a Presidência tem poderes para isso. FHC já utilizou desse expediente no que pese extremamente lamentável, mas que já o usou, usou. Portanto, aos menos avisados, é necessário muita calma aos comentários a respeito do fato.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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PODERES HARMÔNICOS, INDEPENDENTES E... SÉRIOS

Legislativo, Executivo e Judiciário são os poderes da União, independentes e harmônicos entre si, conforme o artigo 2º da Constituição. As divergências entre a Câmara dos Deputados – agora potencializadas pelo seu novo presidente – e o Supremo Tribunal Federal, sobre a suspensão do mandato de parlamentares condenados, em nada contribuem para a fluidez e a respeitabilidade do Estado Brasileiro. Pelo contrário, atuam em demérito à organização social e até ao Brasil grande que todos sempre sonhamos construir. Não resta à Câmara nada mais do que cumprir as orientações do STF que, como interpretador da lei, estabeleceu que parlamentar condenado perde o mandato. A providência é apenas administrativa. Transitado o julgado, o chefe da casa legislativa, sem qualquer avaliação de mérito, declara extintos os mandatos dos condenados e convoca seus suplentes para tomar posse. Isso é o que vigora hoje. Se quiserem fazer diferente, deputados e senadores podem, ainda, propor a alteração das leis e, até, sugerir que retroajam em favor dos já condenados. Até porque fazer ou alterar leis é tarefa do Legislativo. Tudo, no entanto, tem de ser feito às claras, com a discussão e votação de todos os membros do colegiado, e principalmente sob a avaliação da opinião pública. Autoridades e representantes dos três poderes têm de cuidar zelosamente de suas obrigações para evitar que a frase “O Brasil é um país que não deve ser levado a sério” – atribuída ao estadista Francês, Charles de Gaulle, no ano de 1962 – venha a se transformar numa incômoda e vergonhosa realidade...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TUDO TEM LIMITE

Congresso Nacional... Conseguiram entregar as duas casas para verdadeiros democratas que muitos afirmam que são “democrápulas”, não confundam. Por essas e por outras se faz importante e primordial uma reforma política ampla, com referendo popular. Como é possível que o deputado federal eleito para a presidência da Câmara esteja no seu 11.º mandato de deputado, há 42 (quarenta e dois) anos, um absurdo inaceitável? Para o Legislativo só poderiam ser reeleitos uma única vez, como para o Executivo, a renovação é extremamente necessária e fundamental para cargos eletivos, que alguns transformam em cativos. Até quando os nossos representantes no Congresso Nacional vão continuar enganando, afrontando e desafiando o povo brasileiro a bel prazer para benefício próprio? Assim não dá, tudo tem limite!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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FARRA

Leitores do Estadão, observem bem a foto publicada terça-feira neste jornal, à página A4, retratando a primeira reunião do colégio de líderes no Congresso. Que farra! Entre este carnaval e o da avenida, fico com o último, em que o povo, achincalhado, vestindo suas fantasias coloridas, canta para afastar a vergonha e fingir que está tudo bem.

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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A VOLTA DE RENAN CALHEIROS

A história se repete,a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” (Karl Marx).

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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AUTOELOGIO

Quem poderia estar elogiando a si próprio? Nem precisa pensar muito... É o mais famoso, imortal e ex-tetra-presidente do Senado, que afirma ter deixado um “Senado melhor” para o seu suce$$or, um suce$$or da mesma estirpe. Alguma dúvida? O mais importante que prometera fazer, a reforma administrativa do Senado, não fez, mas com certeza não deve ter se esquecido de atender aos seus principais intere$$e$. Portanto, deixa a presidência com o dever cumprido, não é mesmo? A foto da primeira página do Estadão de sábado estampou todos rindo de felicidade, do e para o povo brasileiro. Nós merecemos...

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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PIRATAS

Brasil, cadê o pau?! É nó na madeira? No ouro, nas riquezas nacionais? Se gritar “pega ladrão”, só vai dar espoliação! Sempre nos levando tudo! Piratas & piratas! Avançando nos tesouros nacionais! Sempre... ré não?! Mais piratas no comando... Renan Calhorda e Henrique Ávido.

Luiz Fernando D’Ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL CONSEGUE PIORAR

Numa análise um pouco mais atenta sobre a dimensão de proporções oceânicas da imoralidade que se instalou no Congresso brasileiro com as eleições de Renan Calheiros e Henrique Alves para presidir o Senado e a Câmara, para tentar entender toda essa afronta a nação, somos forçados a lançar um olhar mais amplo sobre o Brasil como um todo. A “oposição” formada em sua grande maioria por políticos conhecidos por seu estilo covarde (salvo poucos), preferem assistir o assalto aos cofres públicos sem esboçar quiçá um leve resmungo e já deu provas mais que suficientes que estão apenas exercendo a função de meros figurantes com exageros cuidados para não magoar os poderosos do PMDB e PT. A poderosa OAB com sua força para influenciar nos rumos da justiça, prefere atuar de forma branda e quase neutra. Ex: deixou de assumir uma postura contundente no apoio a alguns juízes que atuaram impecavelmente condenando os mensaleiros. A classe média, embriagada pela armadilha do crédito fácil, mergulha em um perigoso endividamento sem se dar conta que poderemos nos tornar em muito breve uma Espanha ou uma nova Grécia. Os militares com seus equipamentos propositadamente sucateados, estão manietados com pouca capacidade de reagir e, além disso, tem que suportar o nome que figura no topo do organograma da instituição um conhecido incompetente bolivariano apaniguado de Lula. Isso sem contar com o fato de ter suportar também o nome de um conhecido corrupto condenado mensaleiro que exerce a função de, pasmem, consultor das forças armadas. Os sindicatos e os estudantes (UNE), foram comprados por Lula e estão desfrutando de benesses sustentadas com vultosas verbas proporcionadas pelos cofres do governo. A presidente Dilma Rousseff, claramente com poderes muito inferiores comparando com Lula, Michel Temer, Sarney, Renan, etc. Resta a ela a triste condição de presidente sem poder nenhum tendo que contemplar os absurdos que ocorrem todos os dias em nosso Brasil.

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com

Curitiba

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CARTA A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Extremamente preocupado com a situação política no Brasil, em vista: 1) da corrupção reinante, presente há muitos anos, mas generalizada e praticamente institucionalizada desde o primeiro governo Lula; 2) da prometida resistência à decisão tomada pelo STF no julgamento da Ação Penal 470, em que José Dirceu tenta insuflar (uma vez mais) o povo a rebelar-se contra uma decisão jurídica calcada nas leis e em provas, em que a Câmara dos Deputados promete insurgir-se, desrespeitando decisão do STF, e que se materializa na eleição de Renan Calheiros e Henrique Alves, respectivamente para a presidência do Senado e da Câmara; 3) da postura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em insistir na negativa da existência do “mensalão”; e, finalmente 4) assistindo diária e continuamente ao que se afigura uma intolerável reação/inação no âmbito Legislativo (nossos representantes na Câmara e no Senado não parecem desejar pôr cobro ao atual descalabro reinante no país), rogo respeitosa e ansiadamente ao excelentíssimo presidente Fernando Henrique Cardoso, em quem tenho votado há muitos anos, e não só para presidente, mas desde que foi candidato a senador, que use de sua capacidade e liderança para que o PSDB, em cujos quadros tenho votado sistematicamente (porque acredito nas propostas e programa partidário), passe a agir com maior rigor contra – agora, sim – tudo o que está aí. Desde a campanha das Diretas-Já e mesmo antes, a luta pela redemocratização do Brasil, a que tanto amamos e por que tanto sofremos e lutamos, nossa ainda incipiente e frágil democracia, contra a qual tantos vêm atentando, na ignominiosa tentativa de cercear liberdades (Ancinav, Conselho de Jornalismo, Controle Social da Mídia, etc.), põem em grave perigo o crescimento e amadurecimento da nossa gente brasileira rumo ao lugar que merece no concerto das nações genuinamente democráticas.

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHA DA DESMORALIZAÇÃO

No livro do Apocalipse, diz que Cristo apresentou-se ao apóstolo João e tinha a língua como uma espada de dois gumes. Ao ouvir o pronunciamento do presidente do PT, Rui Falcão, de que a imprensa e o STF estão fazendo o papel da oposição, no primeiro caso, e no segundo, partidária no segundo, fica a pergunta: A quem serve desmoralizar a ambos? Claro que ao PT, pois depois de um processo de cinco anos e o mais longo julgamento da história, o qual “nunca houve antes nesse país”, em que ficou comprovada a culpa, atacar os julgadores e a imprensa serve mesmo aos fins que dizem temer, isto é, o nazismo e o fascismo. O que então pretendem ao destruir a última instância da Justiça no País? Implantar uma republiqueta bolivariana ao estilo kirschnerista e calar todo mundo. Cuide-se, Brasil, para que não seja criado outro movimento como de 1964, mas ao contrário.

José Antonio Moreira rsbrasil@real-soft.de

São Paulo

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CAMARADA DIRCEU

A foto do “camarada” José Dirceu na página A5 de ontem, fazendo a saudação comunista, mostra o quanto essa petralhada vermelha está desatualizada – nem na Rússia se usa mais isso.

Osmard Andrade Faria oafaria@terra.com.br

Florianópolis

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ZÉ DIRCEU, O ‘MIL FACES’

Diz a faixa do PT: “Zé Dirceu o guerreiro do povo brasileiro”. Será que foi um dia? O que sei é que podemos na atualidade, com o respaldo do STF, podemos afirmar: Zé Dirceu o mensaleiro do povo brasileiro. Cumpra-se

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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A PIADA MAIS SEM GRAÇA DO ANO

Zé Dirceu afirma que a direita quer tomar o poder. Alguém tem de lembrar a ele que a direita já está no poder, o presidente do Senado é Renan Calheiros e da Câmara, Henrique "Galeguinho" Alves, mais seu PMDB, PTB, PR, PP, PSC, Maluf, Collor, Romero Jucá, Sarney e tantos outros, companhias impolutas e de esquerda como essa turma. Se isso é um governo de esquerda, parabéns a quem acredita no chefe da quadrilha, Zé Dirceu, e seus seguidores. Eles acham que todos nós somos imbecis.

Grima Grimaldi grimagri@terra.com.br

São Paulo

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PALANQUE

Está mais do que na hora de a imprensa deixar de dar palanque gratuito a Zé Dirceu, Genoino, Rui Falcão e outros tipinhos assemelhados. Deixem que falem sozinhos...

Frederico Fontoura Leinz fleinz@terra.com.br

São Paulo

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SOCIALISTAS LATINOS

A página A20 do Estado de sábado trouxe duas notícias que, embora se refiram a países distintos, têm muito em comum com os dramas que ocorrem em ambos, e só poderiam mesmo ter vindo de onde vieram. A primeira, diz “Com cerco judicial a dissidentes, Cuba limita viagens ao exterior”. A nota desmistifica a abertura propalada pela tirania castrista, que está longe de ser ‘ampla, geral e irrestrita’ – aliás, muito pelo contrário, já que milhares prosseguem sendo vítimas de “detenções temporárias”, parte da estratégia de repressão aos dissidentes da ilha, alguns dos quais, por emitir opinião divergente aos dogmas oficiais, recebem penas pesadíssimas e desproporcionais aos “delitos” (de opinião) cometidos. Outra nota, na mesma página, e ao lado – melhor lugar! – com o título “Maduro pede ajuda para evitar falta de comida”, sem querer nos traz à mente a “libreta” de racionamento vigente em Cuba há décadas e reproduz o libelo do atual “presidente em exercício” (aspas necessárias) da Venezuela, Nicolás Maduro, condenando a “burguesia” e os “sabotadores” que, ao irem ao mercado, ao invés de comprarem um (1), têm a ousadia de adquirir quatro (4) pacotes de açúcar – convenhamos, um disparate capaz de destruir qualquer economia! –, o que, segundo ele, constitui ato antipatriótico, tendente a desestabilizar o regime bolivariano instaurado pelo seu mentor atualmente enfermo na ilha de Cuba. Acreditem, senhores, é esse socialismo falido, requentado e fora de época que anima e encoraja muitos da esquerda tupiniquim e faz Lula – seu líder – viajar a Havana para, ali, em vão, procurar saber notícias animadoras sobre a saúde do amigo e parceiro dos foros latino-americanos, Hugo Chávez. Seria cômico, não fosse trágico.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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ONDE ESTÁ CHÁVEZ?

Emblemática a foto de Lula em Cuba (Estado, 1/2, A10): fisionomia patética, ao lado dos sorridentes chanceler e a filha de Chávez. Óbvio que o caudilho, comandante e ex-presidente não está nada bem, razão porque não deixaram Lula vê-lo, pois este, falante que é, que diz o que quer, poderia – sem querer – dizer algo que venha a atrapalhar a notória farsa que os dirigentes e o Supremo Tribunal venezuelanos montaram, para surrupiarem o poder. Se o Chávez estivesse bem, a tal carta que o “vice” divulgou teria uma foto ou gravação quando de sua assinatura, para mostrar isso ao mundo. A ser verdadeira, é mais provável que tal carta tenha sido psicografada, como corre, em gozação, pela internet.

Paulo Noronha paulodelnoronha@yahoo.com.br

São Paulo

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VIAGEM ESPACIAL

Conforme noticiado pelo Estadão (5/2), o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se oferece para ir ao espaço. Que tal levar consigo seu amiguinho brasileiro e ficarem ambos por lá?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PADASTRO NOEL

Seria ridículo, se não fosse extremamente trágico, para o Brasil. O grande PIB, anunciado por Dona Dilma para 2013, só deverá acontecer em 2014, com pífios 3.5%?

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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2014 PROMETE

Pelo visto, o Pibão deve ficar mesmo para 2014. Essa estratégia do PT está corretíssima, até porque, em ano de eleições, com a enxurrada de dinheiro público que é despejado nas campanhas políticas, fica mais fácil para demonstrar através das telas das TVs os milagres que ocorrem em nosso país...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INFLAÇÃO X PIB

Os jornais informam que em 2012 a inflação cresceu 5,5% e o PIB(inho), menos de 1%. Resultado aritmético, o PIB(inho) foi negativo em 4,5%. A presidenta petralha aprendeu com o ex-presimente a enganar o povão e jamais vai confessar isso na TV, como fez no caso da baixa na conta de luz e escondeu a alta no preço dos combustíveis – e a piora na qualidade deles, com o aumento da porcentagem de etanol na gasolina. Os petralhas são bons na propaganda e péssimos na administração.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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É HORA DE INICIAR O MANDATO

A maior conquista da sociedade brasileira nos últimos 20 anos foi a queda da inflação. Não foram as várias bolsas, nem os aumentos do salário mínimo que distribuíram renda no País, mas, sim, o Plano Real. O trabalhador recebia seu salário que perdia poder de compra já no dia do pagamento. Pois bem, o governo do PT, na sua atroz incompetência administrativa e ideológica, parece não se preocupar com o aumento dos preços e só toma medidas demagógicas e paliativas no combate à inflação. Falam em Pibão, que somos a 5.ª economia do mundo, autossuficientes em petróleo, uma nação maravilhosa, um povo gentil, mas reverberam um discurso falso e de um ufanismo que chega a ser pueril. Está mais do que na hora de a "gerentona", realmente, iniciar seu mandato. Sem um plano de governo, redução na carga tributária e contenção nos gastos públicos, os brasileiros perderão o grande legado de FHC.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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DÉCADA PERDIDA

Inflação de volta, infraestrutura parada e o povo induzido à vagabundagem. Esse é o legado que o PT deixa depois de dez anos de Lula Lá. A inflação indisfarçável e cruel – com os pobres – corrompe as economias do País. A malha viária, ferroviária e portuária deteriora-se a olhos vistos. Mas o pior estrago foi feito no moral do povo brasileiro. Conduzida na direção totalmente errada, ensinada a receber esmola e a fazer festa, essa geração de jovens não conseguirá carregar nas costas um Estado criminosamente inchado e aparelhado na última década! Enquanto nos EUA celebra-se a diminuição do número de cidadãos amparados pelo seguro-desemprego, aqui o governo se vangloria de aumentar a parcela da população encostada no Bolsa-Família. Cada esmola dada pelo Estado demonstra sua incompetência em fazer com que a economia do País absorva a força de trabalho! Isso vai demorar a ser revertido, dada a passividade e alegria de grande parte da população em viver sem fazer nada. Vagabundos que se contentam com um peixinho entregue de mão beijada. Nem querem ouvir falar de pescar! Estamos moralmente combalidos, economicamente parados e institucionalmente falidos! Obrigado, PT, a cubanização está concluída.

Julius Boros

Cotia

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RUMO AO INTERIOR’

Em relação ao artigo do Xico Graziano (Rumo ao interior, 5/2, A2), o autor “esqueceu” de mencionar que a expansão da cultura da soja no Centro-Oeste, além de produzir um grande impacto ambiental, ocupando áreas do já degradado Cerrado brasileiro e empurrando a fronteira agrícola em direção à Amazônia, é feita de forma intensiva e extremamente mecanizada. A soja, portanto, não emprega um grande número de trabalhadores e concentra boa parte da renda na mão de grandes conglomerados e multinacionais, que controlam o processo produtivo desde a venda de sementes até o processamento industrial. Por outro lado, a pecuária extensiva de corte ocupa imensas áreas improdutivas, sendo a principal responsável pelo desmatamento que ameaça a Floresta Amazônica. A geografia econômica e o progresso tecnológico, a que o autor se refere, ignoram o déficit social e ambiental do processo de ocupação do interior do País.

Ricardo Augusto Rodrigues da Silva ricardorcps@yahoo.com.br

Campinas

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INVASÃO NA USP

Finalmente o Estado toma medidas punitivas contra os baderneiros da Universidade de São Paulo (USP) (“MP denuncia 72 por invasão da reitoria da USP”, Estado, 6/2, primeira página). Já estava mais que na hora desses desocupados, amigos do ócio tomarem uma lição. Nós, pagando para eles estudarem e morarem de graça, e eles, destruindo patrimônio alheio também pago pelo contribuinte. A esses estudantes faltou tudo na educação, limites, respeito, bons modos e muitas palmadas bem dadas. Quem sabe agora atinam que professores merecem todo o respeito e que a escola é um templo sagrado que vai lhes dar a formação para um futuro digno. Aos pais desses alunos, que revejam suas posições, pois não exerceram o direito a educar. Lamenta-se! Que o episódio sirva de lição aos demais.

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR

Por se tratar de assunto do momento, a ser analisado nos próximos dias pela Câmara Municipal, tenho procurado observar em todos os locais por onde passo, quantos veículos exibem no parabrisa o selo da inspeção veicular obrigatória para veículos licenciados em São Paulo/SP. Embora seja uma amostra restrita, sem método estatístico cientificamente elaborado, o resultado até agora aponta que 23,6% dos veículos observados, excluídos os novos, quase um quarto, não fizeram a inspeção veicular no ano passado. Por conseguinte, pressupõe-se que não fizeram também o licenciamento, que só é liberado com a inspeção realizada. Desconheço a capacidade de fiscalização e como ela é feita, mas parece que não está acontecendo como deveria. Como, também, os resultados efetivos dessa medida para o meio ambiente são raramente divulgados e deixam dúvidas porque só se conhece os elaborados pela Controlar, que é diretamente interessada, entendo que o governo municipal deveria suspender a inspeção, desobrigando a sua realização e desonerando os bons contribuintes, pelo tempo necessário para uma melhor avaliação, com apuração e divulgação constante dos seus efeitos por empresa independente e com fiscalização apurada. Que ela seja implementada em âmbito nacional para realmente atingir sua finalidade. Essa medida não deve ser uma bandeira política de uma única administração.

Jurandir Antonio Nonatto jnonatto@terra.com.br

São Paulo

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