Fórum dos Leitores

Atualizado às 5h44

O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2013 | 02h05

INFLAÇÃO

O ano começa mal

Com os preços em disparada, 2013 começa mal para os brasileiros. Somos o único país emergente que enfrenta a combinação de custo de vida em alta e produção estagnada, marca registrada de quem não domina a matéria econômica. A improvisação desmentiu, em 2012, diagnósticos e prognósticos oficiais e o ministro da Fazenda recorreu a truques para maquiar o resultado das contas públicas. Numa empresa com 190 milhões de acionistas, o presidente já estaria demitido há muito tempo. Chocante, mesmo, é a passividade do povo brasileiro.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Marchinha de carnaval

Parafraseando: "Tanto riso, oh quanta alegria! Mais de 190 milhões de palhaços no salão..."

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

'Eu sou você amanhã'

A inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou 6%. Estamos longe do nível da Argentina, mas é difícil não reparar em como o efeito "eu sou você amanhã" ameaça agir agora no Brasil. Lá, o governo congelou os preços de produtos finais, sem se preocupar com os custos dos insumos. Aqui, autoridades municipais e estaduais foram "persuadidas" a adiar o reajuste das tarifas de transporte público, sem considerar que os preços dos insumos (combustível e mão de obra) variaram. Lá, a propaganda dos supermercados foi proibida. Aqui, jogamos dinheiro fora com publicidade de serviços monopolistas (Petrobrás, por exemplo). E, por falar em Petrobrás, para evitar colorir de vermelho o balanço da empresa, até houve um aumento de preço, mas, "ó ingratidão", todos reclamam. Para não ficar devendo nada, os hermanos estimulam a denúncia dos que burlarem o congelamento de preços. Lembram os tais fiscais do Sarney? Falta caçar boi no pasto. Vejamos se eles têm o senso do ridículo e não chegam a tanto. Aqui, a presidente lamentou a falta de cooperação de empresas estaduais de eletricidade que não aceitaram reduzir na marra as tarifas, e prometeu um desconto que nos irá custar R$ 8,5 bilhões em 2013. Também aqui o dólar deve ter ficado aturdido no meio da flutuação. Antes, só podia flutuar para cima, de acordo com o ministro da Fazenda. Agora, tem de flutuar para baixo, por causa da inflação que não converge, ainda que de forma não linear, para o centro da meta. Mas também tem de flutuar para cima para não minar a competitividade da indústria. Seria este o tal dirty float? Na Argentina, dólar só a conta-gotas, com atestado médico e de boa conduta. Pobre dólar!

ALEXANDRU SOLOMON

Alex101243@gmail.com

São Paulo

Esticado demais

Do texto de Celso Ming de 9/2 (Tudo muito esticado), destaquei o seguinte trecho: "Se o Banco Central não pode voltar a puxar os juros para cima; se tampouco pode derrubar demais o câmbio; e se a Fazenda não pretende cumprir à risca a meta do superávit primário, estamos sem saber como a inflação será controlada. Todas as políticas estão esticadas demais, sujeitas a imprevistos". Essa insegurança é preocupante e não fará conter a inflação.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

Sintonia fina

O entrosamento e o entendimento entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Banco Central são enormes. Como cão e gato.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Bendita!

Já que o sr. Lula da Silva continua como um fantasma no comando do governo, ele deveria bater à porta de FHC e perguntar qual é a fórmula para acabar com a inflação, não se esquecendo, porém, de trocar o adjetivo da herança recebida.

VALÉRIA P. BESSELL DE JORGE

valeria.dejorge@terra.com.br

São Paulo

Inflação provocada

A inflação desenfreada das décadas de 70 e 80 foi decorrente do aumento sucessivo dos combustíveis. É mais que evidente, portanto, que aumento de combustíveis gera inflação. Como pode a Petrobrás ter prejuízo, se há 40 anos nos vende, sob monopólio, a gasolina mais cara do mundo?

JOHN F. DAVIES

johnfdavies@gmail.com

Valinhos

Má gestão

Agora sabemos por que o PT, em campanhas eleitorais, falava sempre de forma virulenta contra a privatização da Petrobrás: a petroleira, que era do Brasil, já há dez anos pertence ao PT, e deu prejuízo. A incapacidade de gestão é flagrante. Vejamos, como exemplos, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Ou, ainda, o andamento de projetos como a Refinaria Abreu e Lima, a transposição do São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul e o trem-bala. Obras anunciadas com alarde, mas até agora sem conclusão. A Petrobrás estava pronta, e a estão destruindo. Lamentavelmente, o grande prejuízo da empresa também ainda não está concluído, mas qualquer que seja o tamanho, será pago por todos os brasileiros.

SANSÃO JOSÉ DA SILVA

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

Década perdida

Assistimos, impotentes, ao desmonte de nossa maior empresa pública, resultado de uma gestão orientada para atender aos objetivos eleitorais do principal acionista, o governo, e não para torná-la eficiente. Sob um ministro da Fazenda visivelmente inseguro e desarticulado, constatamos a retração de investidores, brasileiros e estrangeiros. A inflação e a produção industrial são ameaças concretas, e os cardeais da economia petista se apressam a creditar isso à crise mundial. Mesmo assim, o medo de perda de popularidade visando às próximas eleições impede a execução das mudanças de rumo necessárias. O resultado, fatalmente, será a perda de mais uma década.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

PROPAGANDA OFICIAL

Mais verbas em 2013

Este ano, a verba para publicidade dos governos em 23 Estados e no Distrito Federal será em média 37,35% maior do que a de 2012 (Estadão, 10/2, A4 e A6). Esse é realmente o dinheiro que os governos "rasgam" e os contribuintes pagam com impostos. Para que este tipo de propaganda, principalmente em ano pré-eleitoral? Para construir viadutos e inaugurá-los ainda antes do término da obra, para que depois virem sucata? Acaso a verba a ser gasta em educação será maior do que a de publicidade?

TANAY JIM BACELLAR

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

ORGIA COM DINHEIRO PÚBLICO

Se gente do Legislativo e do Executivo federais corriqueiramente denigre a imagem das nossas instituições por desvios de recursos públicos, no Judiciário infelizmente o quadro de espertezas e traquinagens parece não ser diferente. Para tal, a manchete do Estadão de 9/2 destacou: “TCU descobre ‘farra dos benefícios’ em tribunais trabalhistas e barra repasses”. Ou seja, de um total de R$ 2,4 bilhões de passivo de dívidas trabalhistas a favor de magistrados e servidores, R$ 814,9 milhões, ou 34% do total, foram bloqueados pelo Tribunal de Contas da União, entendendo que há erros grosseiros nos cálculos destas dívidas, com o único objetivo de favorecer indevidamente seus credores. É muito dinheiro público que se joga no lixo do bolso da malandragem, por servidores inaptos para servir à Nação. E a esbórnia não para por aí. Como mostrou a matéria, na Bahia, para escandalizar mais ainda, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paga débitos de R$ 1,1 milhão, supostamente fraudado até para quem já morreu! Enquanto esta farra acontece, sem que se penalizem seus culpados, é bom lembrar que com esse milionário montante de quase R$ 1 bilhão, bloqueados pelos TCU, daria para construir a quantidade necessária de cisternas, para minorar o flagelo da seca que atinge milhares de pobres brasileiros...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JUSTIÇA TRABALHISTA

Agora entendi! Nunca entendi o motivo de os funcionários sempre ganharem as ações trabalhista contra as empresas. Obrigada, Estadão, agora compreendo a vantagem dos TRTs nessas decisões. Ações trabalhistas movimentam bilhões, coincidentemente benefícios são concedidos a magistrados, que já sangraram os cofres públicos em R$ 957 milhões. ‘TCU descobre farra dos benefícios em tribunais trabalhistas e barra repasses’ (A4 9/2/2013). Por favor, me expliquem qual o destino do dinheiro, de taxas ou quando se recorre das decisões trabalhistas. Valores arrecadados podem ser desviados por Lalaus? Ingenuamente, acreditava que a injustiça do Trabalho, cometida (algumas vezes) contra empresários a favor dos funcionários, beneficiava apenas “pobres” trabalhadores (malandros) e advogados trabalhistas (oportunistas).

Evelin da C. Cury evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

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FARRA DEPLORÁVEL

A denunciada farra em tribunais trabalhistas é deplorável. Fácil é imaginar o sentimento de jurisdicionados que pretendem o recebimento de um determinado adicional – indeferido por quem concedeu título semelhante a si próprio; a reformulação de cálculos, a todo instante sendo reduzidos pelos tribunais, no tocante às execuções dos trabalhadores. É imprescindível fazer transparecer os fatos, dar nome aos bois, de tribunais e juízes, separar o joio do trigo. Do contrário, ficará a impressão falsa de que todos os juízes trabalhistas são Lalaus.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PILHAGEM

Não há um só dia em que, ao abrir o jornal, não nos deparemos com notícia de desmandos, falcatruas, e mau uso do dinheiro público. No Brasil, seria preciso um volume estratosférico de recursos para cobrir tanta usurpação do erário como ocorre atualmente no País. Os benefícios pagos a apaniguados funcionários da Justiça do Trabalho, inclusive magistrados, de forma irregular, levam o TCU a bloquear 800 milhões de reais. Entre tantos outros, este é mais um caso de mau uso dos recursos públicos. Não é possível que em todas as esferas de governo, se descubra irregularidades, benefícios indevidos, desvios, etc., etc.. O Brasil passa no momento por um processo de decomposição moral, sem precedentes em sua história. Nunca antes na história do País houve tantos atos de pilhagem do erário. Petrobrás, com as contas desequilibradas, posse de fichas-sujas na presidência do Congresso, inflação em alta, PIB decepcionante são as anomalias mais recentes. Na verdade, a pátria mãe gentil está mesmo fora de rumo.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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LEI DE GERSON

De acordo com matéria publicada no Estadão, o TCU está investigando a Justiça do Trabalho pela generosidade com que tratou seus magistrados e servidores. Sou servidora do TRT da 15.ª Região (Campinas) desde 1994 e eu não recebi nenhum “benefício”. Será que o CSJT ou TST não deveriam ter conferido os cálculos apresentados pelos Tribunais Regionais do Trabalho antes de liberarem os recursos? Realmente, a coisa está feia nos Três Poderes. A Lei da Responsabilidade Fiscal foi rasgada e a Lei de Gerson impera em nosso país. Salve-se quem puder.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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E NO PODER LEGISLATIVO...

Meus cumprimentos ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pela corajosa declaração “pior do que este Parlamento, só um Parlamento fechado”. Com todo respeito, deputado, mas ante o atual status quo prefiro o Parlamento fechado, sem Urutu. Sei que isto mutila a democracia. Mas de quê adianta um Parlamento que não está a serviço do povo? Sei que a mudança é mais fácil de ocorrer com ele aberto, mas vemos que a cada ano piora. O que está havendo? O que se passa com o povo? Será que por falta de opções a cada eleição vota nos mesmos?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O PARLAMENTO QUE QUEREMOS

Pior do que este Parlamento, só um Parlamento fechado”, frase emblemática do deputado Miro Teixeira, é efetivamente uma realidade que ninguém deseja. O País deseja e necessita um Congresso menos eticamente vulnerável, mas isso é um fato que só nós, opinião pública e eleitores, podemos conquistar nos próximos pleitos eleitorais que teremos pela frente.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NOSSAS INSTITUIÇÕES

No artigo “O Congresso Nacional, de mal a pior” (7/2, A2), o economista e professor Roberto Macedo faz uma importante análise sobre as nossas instituições, enfocando de modo particular a má qualidade do Congresso Nacional sob todos os seus aspectos, enquanto instituição legislativa. Mostra com dados que o orçamento dessa instituição parlamentar previsto para 2013 alcança a cifra R$ 8,5 bilhões, valor superior ao dos recursos de muitos Estados da Federação. Não fosse uma instituição necessária à democracia, poderíamos dizer que ela seria dispensável por ser altamente dispendiosa, ineficiente, improdutiva – sem falar ainda de sua degradação ética – ou, ao menos torná-la viável, operando com menos da metade de seus representantes (Senado e Câmara) e funcionários. Afinal, por que o nosso Congresso precisa custar tão caro para exercer seu papel institucional, argüi o professor. E ainda falando em instituições, porque o tema é importante, nos deparamos com o pente-fino do TCU sobre as contas dos Tribunais Regionais do Trabalho, revelando irregularidades na concessão de benefícios por esses tribunais, atingindo a cifra de R$ 1,5 bilhão e, exclusivamente para os magistrados, R$ 957 milhões (!). Mas, segundo o Conselho Superior de Justiça, o passivo chega a R$ 2,4 bilhões... com muitos outros benefícios. Aqui está uma pequena amostragem das nossas instituições. Temos a clara sensação, todos nós que vivemos na planície e não no Planalto, que não há nenhum controle e responsabilidade com o dinheiro que se arrecada com os impostos, tenazmente aplicado nas costas do povo brasileiro. É como se as portas dos cofres estivessem sempre escancaradas para os desvios, e, de forma mais sofisticada, vulnerável aos mais diversos artifícios tramados para abocanhar cada vez mais dinheiro público, em benefício de uns e de outros. O professor Roberto Macedo citando o Prêmio Nobel de Economia Douglass North, diz que o desenvolvimento econômico de um país depende da qualidade de suas instituições. De fato, não há a menor possibilidade de uma Nação prosperar com instituições fracas, degradadas e propositalmente esculhambadas.

Gilberto Motta da Silva gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

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VÁ COM DEUS

Miro Teixeira, deputado federal (PDT-RJ), diz que: “Pior do que este Parlamento, só um Parlamento fechado”. Quero discordar de sua Excelência. Se fechar, além de ninguém notar, a não ser eles mesmos, não fará a mínima falta para a Nação. Pelo contrário, será um alívio. Só para dizer o mínimo.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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VILIPÊNDIO

Os artigos publicados domingo, escritos pelos ilustres jornalistas/filósofos Roberto Romano e Gaudêncio Torquato, refletem, com absoluta precisão, o quanto peemedebistas e petistas vêm vilipendiando nossa política e, por consequência, conspurcando nossa querida pátria e, se procedendo a notícia da cooptação de nosso vice-governador paulista, levando o recém-criado partido do Sr. Kassab a participar desse esdrúxulo vilipêndio.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com

São Paulo

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OS PINGOS NOS ‘IS’

Parabéns, professor Roberto Romano, pelo magistral artigo “Vilipêndio!” (10/2, A2). O senhor pôs os pingos nos is. A presidenta, a exemplo do seu tutor, faz um uso fácil das palavras.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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CORRUPTOS DE VOLTA

Nos dois primeiros anos de mandato, Dilma Rousseff se fantasiou de caçadora de corruptos, fingiu distanciamento de Lula e arrasou: 80% de aprovação, mas novas urgências a fizeram tirar a fantasia e grudar-se de novo em Lula, de quem nunca deixou de receber – e obedecer – as diretrizes de seu governo. Essa urgência tem dois nomes: PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com seu crescimento político no País e as pretensões de sair candidato para presidente em 2014 e PSDB, de Aécio Neves, governador de Minas e que tem as mesmas pretensões. Os corruptos em questão são o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) e o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), que fizeram beicinho e se distanciaram do governo após serem afastados por corrupção; há o temor de que possam aliar-se a algum dos dois governadores. No problem: o prestidigitador Lula os recolocará, com corrupção e tudo, assim que concordarem em voltar a participar da base alugada, o que parece iminente, e assim evitar-se conglomerados alheios ao PT. Toda época de eleição é isso; aguentamos o horário gratuito e também recebemos aulas “gratuitas” de política brasileira; aprendemos o real significado do que é sordidez, hipocrisia, falta de caráter, desrespeito ao eleitor e a receita de como fazer direitinho o toma lá, dá cá. Quando da eleição paulistana para a Prefeitura, Marta Suplicy, que se recusava a apoiar Haddad, pois Lula atropelou suas pretensões de ser a candidata, acabou retrocedendo depois de receber o Ministério da Cultura como prêmio consolação. Como se vê, um bom petista não faz nada de graça, sempre tem de haver moeda de troca e, enquanto Marta agora relaxa e goza, o PDT e o PR estão devidamente afagados, veremos quem serão os próximos a sucumbirem aos PPP (Planos de Poder Perpétuo) do PT!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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COMPRA DE PARTIDOS ALIADOS

Será que o dinheiro pago aos partidos aliados (Estadão, 11/2, A4) nas campanhas políticas de 2012 é dinheiro limpo? A técnica é a mesma do mensalão, quando com dinheiro público compraram partidos e até almas! Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não investigar, pelo menos que a mídia isenta o faça, porque basta de sustentar os Renans da vida que pagam até advogado com dinheiro do povo. Alguém vê diferença entre monarquia e essa democracia de araque em que vivemos? Em qualquer um deles o povo paga ou pagou para que certa “elite” vivesse nababescamente com dinheiro gerado por todos. A única exceção é que hoje em vez de ricas e monstruosas catedrais, constroem-se grandes arenas de futebol. E dá-lhe o ópio para o povo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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POLITICAGEM

Simplesmente repugnantes as atitudes praticadas entre partidos aliados comandados pelo PT para transferência e repasses de verbas, de que nem Deus sabe a origem, para diretórios e comitês partidários para ajudar candidatos aliados, valor que somou nada menos que R$ 61 milhões. Está caracterizada a prática de compra, apoio, suborno e corrupção.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS MAQUIAGENS

Tanto as manobras financeiras feitas pelo governo no ano passado, quanto as que estão sendo encaminhadas para aprovação do Congresso logo após o carnaval, com o objetivo de engordar os cofres federais e permitir o cumprimento da meta fiscal, mesmo tendo o respaldo legal, não deixarão de ser vistas pelo mercado e pela opinião pública como maquiagens de última hora, feitas sempre com o objetivo de fazer com que a nossa economia aparece com a cara mais bonita possível. Não passam de enganação, que não resistem ao mais simples exame de qualquer observador atento e não atacam a real causa da existência do problema.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DILMA MAQUIADORA

Dilma Rousseff vai maquiar as contas públicas outra vez. Não importa que todas as pessoas “ligadas” o percebam, e quer tornar as mudanças legais. Entretanto ela está arrasando o prestígio dos órgãos governamentais perante a opinião pública e o mercado financeiro nacional e estrangeiro. Já depreciou em muito o prestígio de nosso Banco Central demonstrando que ele não tem independência e que as ordens partem do Planalto. Mau caminho Dilma está trilhando. Poderá terminar como Cristina Kirchner, ameaçada de expulsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) por apresentar números falsos. Que vergonha.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PARA QUEM O PT GOVERNA?

Eis aqui o meu resumo do editorial “Enrolação e maquiagem” (Estado, 11/2, A3): as duas administrações “du homi” e a até agora administraçãozinha de Dilma foram concebidas com foco na ascensão do PT e para perpetuação de Lula(vejam só) no “pudê”! Não foram planejadas para o bem do Brasil, mas sim para o desenvolvimento e perenização de um futuro ditador “made in Brasil” à frente desta nação. Sabe-se perfeitamente da índole comportamental do PT e, principalmente, dos seus figurões. Em resumo é: “primero nóis... dispois u resto”. Isso tudo até que venha o quebra-pau interno e definitivo entre as tendências – ou correntes – que por lá perenemente se digladiam. E, depois disso, o caos!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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SAÚVAS

Ou o Brasil acaba com as novas saúvas, a petezada no poder, ou elas acabam com o Brasil. Argentina, eu sou você amanhã.

Renato Pires repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

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RETROCEDENDO

O descompasso existente entre as ações do Ministério da Fazenda e do Banco Central tem provocado insegurança no mercado, oscilação do dólar e o afastamento do capital estrangeiro do País. É como se o edifício Brasil estivesse sob o comando de dois síndicos! Se ambos falarem a mesma língua, a economia pode tomar jeito e desatolar. Caso contrário, seguiremos de marcha à ré engatada.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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SAPO NA FERVURA

A indústria paulista contraiu 4,5% em 2012, pior desempenho em três anos, e sua recuperação em 2013 obviamente será tímida. Ridículos 2,3% conforme projeção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O Sensor não está dizendo “prepare-se para a festa” nem “prepare-se para a tragédia”, mas indica claramente que o sapo está quietinho na água fervente. O que faltou ressaltar na pesquisa não é a forte competição com produtos importados, mas a forma como a importação é feita – circunvenção, subfaturamento, conteúdo dos contêineres não condizente com a documentação, produtos têxteis sendo vendidos com outra denominação para evitar determinados impostos – detalhes que a Fiesp poderia ser mais intolerante, se quiser que o sapo ainda pule vivo da panela quente.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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O DRAGÃO DA INFLAÇÃO

Não tem como esconder, infelizmente o governo petista conseguiu acordar o dragão da inflação, e quem vai a supermercado percebe isso. Como irão fazer com a bolsa dos pobres? Irão inventar algum gatilho para reajustar o auxílio? O valor de hoje já perdeu e muito o valor para compra do básico? E aí ministro Mantega qual será a próxima mágica ou qual será sua nova balela?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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LUZ AMARELA

Os petistas têm uma saída para a inflação que já acendeu a luz amarela há muito tempo, está de fato virando para vermelha. É só contratar FHC como “consultor”, que afinal é coisa que não falta nesse governinho de m...

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NOVOS NOMES

Com os preços em disparada, o ano começou mal para as famílias brasileiras e com sinais agourentos para o governo da presidente Dilma Rousseff. Nenhum outro país emergente vem enfrentando, como o Brasil, a combinação de custo de vida em alta e produção estagnada...” assim começa o texto em Opinião do Estadão de 11/2/2013. Eu sabia que os efeitos da roubalheira e da incapacidade política-econômica-administrativa de um partido infestado de incompetentes e meros ladrões, que alimentam um sonho de um projeto de poder ridículo e pautado em uma ideologia (?) fracassada iriam em pouco tempo eclodir as mazelas, fazer cair as máscaras e revelar ameaças preocupantes à economia nacional. Foi uma irresponsabilidade colocar no cargo maior da república, uma figura patética, inábil e incompetente. E, por favor, não me venham com tucanos, Aécios, FHCs e Serras como solução para o País. Seria “sair de espeto e cair na brasa”. Precisamos de novos nomes, novas lideranças, fora desse bloco politiqueiro profissional que infesta a Pátria décadas após décadas.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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ECONOMIA FRACA

Os fracassos do (des)governo PT eu já os conhecia mesmo antes do empoleiramento. Parabéns! Vou esperar o enterro do Brasil.

L. Dutra ldutradv@msn.com

Avaré

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SEM PERCEBER NADA

No lugar de aumento de preços, vem a redução do conteúdo das embalagens. Assim, aquela caixinha de chocolates que por toda a vida vinha com 20 unidades, passou a ter 18, pelo mesmo preço. A cerveja de 355 ml passou a 300 ml. Se observarmos atentamente, não são poucos os produtos cuja embalagem encolheu, mantendo o preço original. Bela alternativa para as maquininhas de remarcação! O consumidor desatento não percebe e pode continuar sonhando.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MANTEGA E A DÍVIDA DA PETROBRÁS

A edição de 9/2 informou que Graça Foster alertou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a dívida da empresa. Será que o ex-presidente Lula irá dizer que nada sabia da situação financeira da Petrobrás (como vem fazendo com o mensalão)? De acordo com Graça Foster (sua foto em 9/2/2013, página B3, é de desespero), a situação é de difícil solução. E pensar que a Petrobrás já foi considerada a maior empresa brasileira. Lula e equipe não privatizaram, mas levaram a empresa a uma condição de insustentabilidade financeira.

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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DESCRÉDITO

Se os nossos sérios problemas dirigissem tão só a Petrobrás, menos mal. Poderíamos entendê-lo como um “case” atípico, cuja sequela dever-se-ia a incompetência adicionada e a subserviência do ex-presidente da empresa, Sr Sergio Gabrielli, aos interesses politiqueiros do Sr. Lula, a ponto de, no final de seu mandato, solicitar sua acomodação no governo da Bahia, no que foi entendido, assim em relação à “amiga íntima” Rosely Noronha na esfera federal, e outros tantos do petralhismo ainda ativos. Infelizmente, o mal é maior com o descrédito, aqui e no exterior, na condução econômica e, em especial com o ministro Mantega, herança vacante devolvida ao Executivo. Normalmente acontece tudo ao contrário do que ele, ministro, prega, e, como se não bastasse, defenestra quaisquer investidores e ou analistas que não sejam alguns privilegiados e áulicos do conveniente petismo, como no caso do PIB de, no máximo, 1,5% para 2012, como indicava um banco suíço, assim como as críticas sobre a condução da economia feitas recentemente pelo crível Financial Times. E ainda tem a política. Esperar sensatez de um governo que apoia ditadores assassinos como Fidel Castro, de um beócio como Chávez e seu atual preposto, de uma desorientada como Cristina Kirchner e outros menos votados como o notório Ahmadinejad, que pretende ir para o espaço, o que seria bom até no sentido figurado, é querer demais do esquerdismo mensaleiro, que elegeu, graças a seus votos, os vergonhosos, Renan Calheiros e Henrique Alves à presidência de cada uma das casas do Congresso Nacional. Graças ao PT, mereceríamos estar no livro de recordes do Guinness, em página voltada aos que fazem tudo, e na contramão do mundo civilizado.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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MÉDICOS E SEUS DIPLOMAS

Desde que no Brasil a meritocracia foi substituída pelo apadrinhamento e pelas cotas isso e aquilo, eu receio que muitos dos futuros profissionais que se formarão em nossas universidades não se destaquem pela competência. Mas pior que isso é a intenção do governo de facilitar a validação dos diplomas de Medicina obtidos no exterior (em Cuba, Bolívia, Argentina...) por alunos brasileiros, visto que nos exames já efetuados anteriormente eles foram reprovados na sua quase totalidade, a atestar o descompasso de qualidade dos cursos ministrados no Brasil e nestes países. Querer agora aprová-los “a pulso”, como se costuma dizer, é criar uma injustiça gritante com os médicos formados no Brasil e rebaixar ainda mais o nível do atendimento à saúde dos brasileiros. A se confirmar esta intenção do governo, daqui para frente eu vou prestar muita atenção na hora de ser atendida por qualquer médico, seja ele particular, de convênio ou mesmo do SUS, pois a primeira informação que quero obter sobre ele é a origem de seu diploma.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CABOTINISMO

Só aceitaria a validação dos diplomas de médicos despreparados que se formam fora do Brasil se, somente se, os políticos de Brasília se tratassem exclusivamente com os mesmos. Mandar médicos mal preparados para as regiões mais pobres do Brasil é mais uma crueldade com os cidadãos que pouco dispõe de serviços públicos. É notório no ministro Aloizio Mercadante as ideias mirabolantes em todos os cargos que ocupa. Torcemos para que Dilma não aprove mais esse cabotinismo.

Leila E. Leitão

Itanhaém

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MEDICINA ARGENTINA

Nada mais falso e mesquinho achar que os brasileiros que estudam medicina na Argentina são menos preparados para exercer a profissão do que aqueles que estudam (?) no Brasil. Estes maldizentes, ao invés de criticar o ensino fornecido pelos hermanos, deveriam tentar melhorar a péssima qualidade de ensino das instituições brasileiras e lutar para que houvesse mais vagas nas universidades tupiniquins. A economia argentina agradece.

Fernando de Assis Prado giauch@gmail.com

Guarujá 

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