Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h10

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2013 | 02h06

QUESTÃO DE SEGURANÇA

Carnaval triste

A luta pela vitória, querer ser a melhor, a mais rica, a mais diferente, enfim, a competição entre as escolas de samba as torna megalomaníacas. Fantasias luxuosas, carros alegóricos cada vez maiores e altos. O carnaval de Santos está de luto: um carro da Agremiação Sangue Jovem bateu num fio de alta tensão, quatro pessoas mortas. O último carro da Mangueira, no Rio, também teve problemas. Tenho certeza que agora vão tomar providências e limitar a altura, o comprimento e a largura dos carros alegóricos.

THEREZINHA STELLA ROMUALDO

there.stella@hotmail.com

Santos

Catástrofes momescas

Em que pese a tragédia de Santa Maria (RS), na qual perderam a vida 240 pessoas, as tragédias continuam a acontecer, e se anunciam: estádio do Grêmio (avalanche humana), eletrocutados em Santos, currais humanos no Cordão da Bola Preta, quedas de carros alegóricos no Rio... Não sei de outros pelo Brasil afora porque não acompanhei todo o noticiário. A perdurar essa parcimônia dos bombeiros, o conluio de autoridades e responsáveis por eventos, além da inexplicada omissão do Ministério Público dos Estados... O que estão esperando, novas perdas de vidas?

SEBASTIÃO PASCHOAL

s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

Fogos no sambódromo

Estive presente ao sambódromo no sábado de carnaval. Dentre as desfilantes da noite, vi a Gaviões e fiquei horrorizado com os fogos distribuídos, muito possivelmente pela própria escola de samba, uma vez que os outros mortais, como eu, eram revistados à entrada. Como uma escola pode ter a horrível ideia de soltar fogos após o evento em Santa Maria? Como ela não é punida pela Liga? Como não perde pontos por isso? E mais: com o barulho dos fogos não se ouvia o samba-enredo. Isso não pode acontecer novamente. Nem deve passar impune.

JACQUES GERMANO

jacques.germano@gmail.com

São Paulo

BENTO XVI

O papa e os conflitos

Inevitavelmente, as especulações afloram e na renúncia do papa Bento XVI, além da fragilidade física e mental declarada, pode ter ocorrido uma possível fórmula para aplacar ânimos em eventuais disputas de poder dentro do Vaticano. Como noticia o Estadão, poderia estar o papa insatisfeito com a forma como suas ordens e determinações estariam sendo cumpridas, ou até não cumpridas, o que deve tê-lo deixado bastante molestado, dadas a sua inflexível disciplina e sua formalidade exemplar. O tempo dirá, como senhor da verdade, todas as circunstâncias que determinaram a renúncia papal, além de expor muitas situações ocorrentes no Vaticano e que são do completo desconhecimento da maioria esmagadora dos católicos do planeta.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Subterrâneos do Vaticano

O cinema retratou em duas ocasiões marcantes um pouco do que ocorre nos subterrâneos do Vaticano: em 1968 em As Sandálias do Pescador (com Anthony Quinn) e recentemente em Habemus Papam. Na vida real, tivemos a passagem de João Paulo I, Albino Luciani, que faleceu de forma suspeita após querer "entregar" patrimônios da Igreja Católica. Até entendo a visão simplista que está sendo dada à renúncia de Bento XVI - incapacidade física somada ao desprendimento do poder -, mas a verdade é que nunca saberemos o que de fato acontece dentro dos muros da capital do catolicismo.

ARLINDO CARNEIRO NETO

arcane@ig.com.b

São Paulo

A crise romana

Para se mensurar a proporção da atual crise na alta cúpula da Igreja Católica basta retroceder na História para constatar que o último papa a renunciar, Gregório XII (1415), estava inserido no beligerante contexto do Grande Cisma do Ocidente. Joseph Ratzinger, eleito papa em abril de 2005, abdica de suas funções em meio a um clima político infecundo, em que não são raros os escândalos sexuais e financeiros na Santa Sé. A renúncia se dá bem mais por motivos de natureza política do que por questões espirituais ou mesmo de saúde do bispo de Roma.

FERNANDO GRECCO

fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

Caminhos futuros

A renúncia do papa é muito mais séria do que a princípio parecia. Tem toda a coerência deixar o comando quando se é impedido de exercê-lo plenamente. Foi a maneira clara que encontrou para denunciar o status quo. Assolada de problemas, que carecem ao menos de encaminhamento de solução, a Igreja Católica perde espaço para outras denominações religiosas. Oxalá o fato gere discussão apartidária do futuro a ser trilhado. O clero que se cuide.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Grandeza de uma atitude

Enquanto muitos polemizam a respeito da renúncia papal, enalteço a grandiosidade do gesto, que nos expõe desapego ao cargo e ao poder, honestidade em seus princípios e humildade, acima de tudo. Antes muitos mirassem seu exemplo e tivessem a mesma dignidade. Espero que o ainda papa Bento XVI seja modelo para atitudes regidas pela consciência.

LÚCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

PODER LEGISLATIVO

De renúncias

A renúncia do papa foi um ato de coragem moral, grandeza e lucidez. A eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado foi um ato vergonhoso, imoral, antiético, que desmoralizou a Casa e apequenou os senadores da oposição, se assim pode ser chamada. Até quando, Renan, abusarás da nossa paciência? Até onde vão tua cara de pau e tua ética? Só o Supremo Tribunal poderá condenar e eliminar o poderoso Renan do Senado, porque a oposição não existe e ele não tem a grandeza moral e a coragem do papa para renunciar. Não existe mais um Cícero na tribuna do Senado, nem um Rui Barbosa. Que pena!

CLEITON REZENDE DE ALMEIDA

cleiton_rezende@uol.com.br

Araraquara

Congresso melhor

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) é uma das exceções positivas do Congresso Nacional e entendo que sua afirmação de que "um Congresso fechado é muito pior" está correta. Ninguém quer ver isso. O que queremos é um Congresso mais enxuto, mais patriótico e muito, mas muito mais honesto e com representatividade mais justa. O ruim de engolir é isso que está aí, com Renan, Henrique Alves e seus 300 picaretas.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

A RENÚNCIA DO PAPA

É muito injusta a crítica que se vem fazendo à renúncia do papa mediante os implícitos ou explícitos argumentos de que tal atitude revelaria os limites de uma figura a quem se conferem os atributos de santidade e infalibilidade. Afastadas como devem ser as especulações sobre eventuais causas não confessadas, que demandariam comprovação não produzida (teoria da conspiração, escândalos no seio da Igreja, etc.), o fato objetivo é que a renúncia se justifica por razões de saúde, o que, de resto, já era evidente a qualquer observador minimamente atento, independentemente da declaração oficial e pública que se fez. Ora, somente uma criança ou um néscio poderia ostentar o teor de credulidade necessário para ignorar que os dogmas da santidade e da infalibilidade do papa não o eximem da condição humana; precisamente pelo próprio fato de serem dogmas instituídos por liturgia com o objetivo de apenas convencionar uma autoridade papal incontestável no âmbito da Igreja. Seria desumano e, portanto, contrário aos próprios postulados exigir do papa, como padrão de comportamento, o mesmo heróico, mas constrangedor, sacrifício que, por opção pessoal, fez João Paulo II. Ademais, é de perguntar o que mais convém à Igreja, a renúncia de um papa que reconhece a sua emergente incapacidade de conduzir adequadamente seus ofícios, ou a imolação ao altar das convenções em inevitável prejuízo à missão recebida.

Roberto Barone rbtob@hotmail.com

São Paulo

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BENTO XVI

Foi exemplar a atitude humilde do papa Bento XVI ao reconhecer a sua fraca saúde para o cargo de Sumo Pontífice da Igreja Católica. Espontaneamente, deixa a função do homem mais importante do mundo. Contudo, mesmo não sendo o chefe dos católicos do mundo inteiro, terá de todos respeito e veneração, por ser um homem sábio e santo. Deus proteja o cardeal Joseph Ratzinger!

João Custodio jbscustodio@ig.com.br

São Paulo

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NON HABEMUS PAPAM’

Com 85 anos de idade Joseph Aloisius Ratzinger, o papa Bento XVI, sucessor do papa João Paulo II em 2005, renunciou ao pontificado e o Vaticano espera eleger um novo pontífice até fins de março. Enquanto não surgir a fumaça branca na chaminé do Vaticano, o cargo ficará vago. Bento XVI justifica o ato “por não ter mais força para exercer o cargo”, mas João Paulo II ficou no cargo até falecer, mesmo tendo sofrido um atentado a bala. A última renúncia na História havia ocorrido com o papa Gregório XII, em 1415, no período do Grande Cisma do Ocidente. Com o papado de Bento XVI, o catolicismo tem amargado uma crescente perda de ovelhas para as diversas correntes evangélicas. Haverá um conclave não depois das exéquias, mas com um papa vivo. Um dos favoritos no conclave é o cardeal africano (Gana) Peter Tuckson, com 64 anos de idade. Herr Ratzinger perdeu a fibra germânica.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CORAGEM

Quanta gente hipócrita! Quanta gente insensata! Quanta gente ignorante! Quanta gente descrente! Quanta gente sem fé...! Muitas besteiras foram ditas depois do anúncio da renúncia do papa Bento XVI, muitos esqueceram que o momento não é de falácia, mas de muita oração para ele nesse momento de difícil decisão e para o novo pontífice que virá. Tenho certeza de que pessoas que usaram de argumentos para denegrir a imagem de Bento XVI nunca leram uma obra completa dele ou acompanharam seu trabalho de evangelização, talvez sejam desses que se dizem católicos e só vão a missa uma vez por ano, e olhe lá. Ou talvez seja um católico ideólogo que cospe no mesmo prato em que comeu. Parabéns, papa Bento, pelo seu gesto de coragem e humildade.

Padre Wetemberg Aires de Oliveira guti_817@hotmail.com

São Paulo

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UM SIMPLES INDIVÍDUO CEDENDO A PRESSÕES

O futuro ex-papa renuncia em meio a escândalos de pedofilia novamente pipocando por toda a Europa Ocidental, África e América Latina, em meio a uma crise econômica persistente (que diminui cada vez mais o aporte de contribuições) e em meio a divisões internas no Vaticano. Joseph Ratzinger não renuncia por coragem nem por sua incomensurável sabedoria, como colocado, mas renuncia porque é um indivíduo que cansou das pressões e não consegue lidar com rupturas internas da entidade que comanda, ou muito menos administrar os incontáveis ataques de atividades provadamente criminosas em países nos cinco continentes – que só não mostram consequências piores devido à leniência do sistema jurídico italiano com a Igreja Católica. Ao recusar diálogo com aqueles que não seguiam alinhados perfeitamente com sua ideia de um “rebanho menor, porém mais forte”, (talvez reflexo de suas experiências com a teoria da eugenia durante sua passagem condecorada pela Juventude Hitlerista), Ratzinger parecia estar acelerando a tendência de uma instituição medieval, atrasada, mas pôs à tona a face mais escura do catolicismo – ao, por exemplo, ordenar padres e bispos da África Subsaariana a proibirem seus seguidores de usar a camisinha e métodos anticontraceptivos (justamente onde a aids atinge, em alguns países, 45% da população, e onde a pobreza lateja e as igrejas mostram-se como um dos principais meios de conhecimento geral para o povo, diante de governos débeis, corruptos e enojáveis). Para mim, de família católica, porém cujos dogmas, ideários, chefias ou evangelhos realmente não me importam ou me afetam, a queda de Bento XVI suscita uma esperança não tendo em vista minha própria vida, mas sim a de milhões e milhões que ainda seguem à risca a Igreja Católica, ou a governos cuja instituição tem influência suma em suas políticas e leis.

Luiz Eduardo Peixoto eduardo_truman@hotmail.com

Florianópolis

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RENOVAÇÃO

O mundo foi surpreendido pelo anúncio feito pelo papa Bento XVI de sua renúncia da frente da Igreja Católica dia 28 do corrente mês. Aos 85 anos, com sérios problemas de saúde e uso de marca-passo, o pontífice alega não ter mais condições para continuar arrebanhando suas ovelhas, espalhadas nos quatro cantos do planeta. Nascido na Alemanha no dia 16 de abril de 1927, Joseph Alois Ratzinger é o pontífice número 265 da Igreja Católica e o sétimo chefe de Estado do Vaticano. Bento XVI esteve na América Latina em duas oportunidades, desde que começou sua caminhada em abril de 2005, após a morte do papa João Paulo II, um dos mais popular e carismático papa de que se tem notícia, Bento XVI veio ao Brasil, em maio de 2007, para assistir à assembleia geral da Conferência Episcopal da América Latina e Caribe (Celam), celebrada na cidade de Aparecida, São Paulo. Na ocasião, o papa canonizou Frei Galvão, primeiro e único santo brasileiro. A segunda visita no continente foi em março de 2012, ao México e Cuba, onde defendeu a liberdade e os direitos da Igreja, recordando a histórica visita feita pelo antecessor João Paulo II a ilha comunista ainda na época comandada por Fidel Castro em 1998. O último papa a renunciar foi Gregório XII, em 1415. A frase usada por Bento XVI para a renúncia foi: “Cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério”. Bento XVI termina a carta pedindo perdão aos católicos por sua decisão. Nos quase sete anos em que esteve no comando da Igreja Católica, Bento XVI foi inflexível nas questões que envolvem o aborto, o uso de preservativos, da manipulação genética, da eutanásia, porém, a mais polêmica é a do casamento gay, como também o uso da pílula anticoncepcional. Em 2012, o papa havia instituído de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013 o “ano da fé”, dizendo “os crentes fortificam-se acreditando”. Bento XVI participaria no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, da jornada mundial da juventude. A programação está mantida, porém aguardará a escolha do próximo papa para conhecer seus desejos em relação ao encontro de jovens. A sociedade tem evoluído e a Igreja teria de acompanhar essa evolução para que não continue perdendo fiéis ano após ano, como vem acontecendo. O ato praticado por Bento XVI é um ato de razoabilidade, humildemente deu-se contra todos os limites da natureza que o impediam de exercer sua função, pois foi digno ao renunciar. Vai entrar para a História e mostra sua humildade diante das adversidades que a vida nos prega, normalmente não reconhecemos o momento de parar. O papa volta a ser Ratzinger, e não mais Bento XVI. Torcemos para que o próximo papa seja alguém com ideias voltadas para a modernidade, com pleno entendimento de que não podemos viver voltados para o passado e o atraso em relação ao mundo moderno, que não aceita retroagir a dogmas milenares da Igreja Católica. O novo papa deve rever dogmas como o celibato e a proibição do aborto e ser mais moderno do que seu antecessor. Deverá recompor a autoridade ética e moral da Igreja, abalada nos últimos anos sobretudo por denúncias de pedofilia, ou seja: um conservador, sem ser reacionário conectado as transformações de um mundo globalizado, com amplo diálogo com os países emergentes como: Índia, Rússia, China, África do Sul e Brasil. A pedofilia deve ser o maior entrave a ser enfrentado pelo novo pontífice, pois há dezenas de anos vem envergonhando não só a Igreja, mas também aos católicos e cristãos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PELA TRANSPARÊNCIA DA IGREJA

Os católicos de todo o mundo, perplexos e preocupados com a renúncia inesperada de Sua Santidade Bento XVI, ficariam aliviados se entendessem qual o real significado da sua declaração, na primeira aparição após o impacto, dando conta de que a decisão foi tomada “pelo bem da Igreja”. Em que pese toda a secularidade da luta pelo poder que permeia o Vaticano, dando uma inevitável sensação de “caixa preta”, os fiéis, praticantes e crentes no poder espiritual da religião que escolheram, têm o direito de saber que tipo de mal triunfaria caso não ocorresse a renúncia. Está mais do que na hora de a igreja se apresentar.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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TRISTES TEMPOS

Tempos infelizes estes da era do espetáculo. Nada é respeitado. A renúncia do papa está sendo tratada da mesma maneira reles com que se tratam desvarios de uma “celebridade” tipo BBB ou a história escandalosa de um político qualquer. A imprensa está sendo de uma indignidade cafajeste ao veicular fofocas delirantes, rumores malsãos, insinuações mal intencionadas. Os grupos de pressão e seus ativistas de comportamentos ou opções de vida não aceitas pela doutrina católica deitam e rolam. Não são católicos, não seguem a prática católica, mas querem porque querem que a Igreja manifeste que está de acordo com suas opções. Se sociedade diz que não há nada contra por meio de decisões de seus representantes nos Legislativos, que assim seja. Mas a Igreja Católica tem todo o direito – e dever – de dizer a seus fiéis que tal e tal conduta ofende seus princípios. Exigem que a Igreja Católica aja como fizesse marketing. E que, para agradar ao consumidor de tais e tais práticas, mudasse suas crenças. A Igreja Católica não produz um produto que ao sabor da moda e do gosto do consumidor modifica sua embalagem, sabor, apresentação. Sua marca é a fé, seu produto é a palavra do Cristo. Não está sujeita à volubilidade do consumidor, de modas ou de desvarios de mercado que a cada estação cria novos conceitos e necessidades. Santo Agostinho definiu bem a posição da Igreja: detestar o pecado e amar o pecador. E está no seu direito, aliás inalienável como religião, de zelar por suas verdades, seus princípios, suas regras e o que considera aceitável ou não aceitável. Por isso há 20 séculos a barca de Pedro navega sem naufrágios, apesar das crises.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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MEIA VERDADE

Os motivos alegados pelo papa para sua renúncia constituem o que se pode chamar de meia verdade. É evidente que qualquer indivíduo com 85 anos de idade tem direito a estar cansado do trabalho. Só que na outra parte da moeda encontra-se a pedra no sapato da Igreja Católica que é o tema incômodo da pedofilia, cuja resolução deve obrigatoriamente passar pela discussão honesta da questão do celibato. A Igreja precisa sair das trevas medievais e encarar a verdade. Completa.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MAIS FUMACINHA

Muito do atraso da humanidade se deve ao fato de, séculos atrás, o papa mexer os cordéis por trás de reis e rainhas temerosos dos desígnios divinos, e ordenar-lhes decisões. A realidade hoje é a vertiginosa decadência da Igreja, com suas roupas carnavalescas, discursos em latim para o povo entender claramente, opulência jamais repartida e mistérios, para que nenhuma influência nas grandes problemáticas mundiais resulte daí. Nem para debelar os escândalos internos – pedofilia entre eles – tem objetividade e vontade para enfrentar. Esperar algo digno de nota do papa é como esperar a vinda de Cristo patrocinada por um rico pastor evangélico. Será que, na renúncia do papa, a culpa é do mordomo?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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FÉ E MEMÓRIA APAGADA

Mais que a quase inédita renúncia papal, surpreendem as posições e declarações esperançosas de fiéis e autoridades católicas. Não haverá “renovação” ou “abertura” com um novo papa, pois essas não são ações afeitas aos que vivem a ilusão da fé. Mas, por trás do ato de saída do cardeal Ratzinger pairam as sombrias nuvens envolvendo o tráfico de influência e de poder no Vaticano, bem como os inúmeros processos de pedofilia praticada por clérigos no mundo todo. A fé renova a esperança e apaga a memória.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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MUNDO MODERNO

A renúncia do papa Bento XVI (Joseph Ratzinger) foi a melhor coisa que ele fez em oito anos de papado. Ratzinger não fez nada quanto às denúncias de pedofilia na Igreja e manteve a Igreja Católica no conservadorismo medieval e no atraso, distante da realidade viva e pulsante. Já vai tarde. Oxalá o novo papa seja mais progressista e antenado com o mundo moderno.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A FORÇA DA POLÍTICA

O papa Bento XVI renunciou ao cargo mais alto do catolicismo! Muitos atribuem o ato a sua saúde frágil. Eu não acredito nisso, outros papas mal conseguiam andar e ficaram ate a morte. A verdade nós nunca iremos realmente saber, contudo, os interesses do Vaticano são enormes, e lá existem regras, e o papa não pode expor suas próprias opiniões ou pensamentos. Desgastado e sem autoridade e carisma do antecessor, os escândalos como dos investimentos secretos do Banco do Vaticano; o caso do mordomo que sumiu com documentos; a intolerância sobre os pedófilos da fé, e querendo mudanças na doutrina, etc. o deixaram isolado. A abdicação do cargo foi a melhor alternativa, se não a única. Acredito que no mundo não existe instituição política mais forte do que a do Vaticano! Ou há?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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HUMANOS

Temos de reconhecer, nós, católicos apostólicos romanos, que dentro dos domínios do Vaticano a fofoca, o leva e traz e desobediências devem ser como em qualquer outro lugar, ou melhor, atos e ações típicas do comportamento humano.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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DEUS NOS LIVRE

A renúncia do papa Bento XVI só pode ter sido inspirada pelo Santo Espírito, pois com um só movimento o Santo Papa, se desapegando do trono papal, escancarou as divisões intestinas por que passa a Igreja e a sanha gulosa de poder dos membros do grupo da Teologia da Libertação, e que Deus nos livre de todos eles, hoje e sempre. Amém!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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IDEIAS MAIS LIBERAIS

O papa tomou uma decisão corajosa ao renunciar. O sumo pontífice sentiu que não está bem de saúde. E, com lucidez, percebeu que não poderia mais comandar seus fiéis e também prosseguir com as peregrinações pelo mundo. Os cardeais devem eleger um papa com menos idade e com boa saúde. Os católicos apostólicos romanos (uma parte deles) não estão aceitando a renúncia do papa porque ele é ortodoxo e conservador. Poderá ser eleito um novo papa com ideias mais liberais.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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ESPERANÇA

Espero que o novo papa, a exemplo do grande líder João Paulo II, revele-se anticomunista e contribua decisivamente para sepultar a onda crescente de bolivarianismo (eufemismo para comunismo) que sobressalta os cidadãos latino-americanos amantes da liberdade.

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

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EL PAPA’

Os cardeais papáveis, na sua maioria, não se conhecem. Se prevalecer o critério etário, mais de 2/3 dos 119 membros do conclave cardinalício que vai eleger o novo papa podem surpreender. Os mais novos são: cubano, nigeriano e norte-americano. Sua Santidade o papa Bento XVI fez uma histórica visita a Cuba. Será?!

Luiz Fernando D’Ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

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HERMANO’

Seja o que Deus quiser, mas tomara que Ele não queira o candidato argentino...

Homero de Paula Lima Jr. homerodepaula@uol.com.br

Lins

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BELÍSSIMO EXEMPLO

O cargo é vitalício. O papa é eleito para ser sucessor de São Pedro e ali permanecer até o último de seus dias. Em tese, pois, constata-se agora, de longa data é admitida uma renúncia. Mas por que não ter uma limitação? Afinal, o papa João Paulo II, depois do tiro que recebeu, sua saúde nunca mais foi a mesma e foi definhando devagar até o final. Não quis renunciar, parece, embora nos últimos tempos não conseguisse sequer ajoelhar sem ser ajudado. Em momento algum, ressalte-se, fez triste figura. Mas para que tanto? Por que ter de se acabar no cargo quando já não mais há condições físicas para exercê-lo? No caso, um fato é que Bento XVI por ter origem germânica, por essa razão seria dotado de uma postura diferente dos demais seres humanos; e considerada a sua peculiar foi-lhe dado o apelido de “panzer”. E se assim foi, se já teve um AVC, por que observá-lo definhar? Ou então, vê-lo correr o risco de vir a ser declarado inapto para as funções do papado por motivo de saúde? Por outro lado, segundo consta fora sua determinação ser um dia eleito papa, como o foi. Marcou presença. Agora, tendo consciência da fragilidade de sua saúde, com grandeza renuncia, demonstrando seu desapego pelo poder que desfruta por todo este planeta, despego destacado pelo missivista Luiz Nusbaum em sua carta publicada no Fórum dos Leitores (O Estado de S. Paulo, 12/2, A2). Ah! Realmente! Que belíssimo exemplo Bento XVI nos dá...

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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A SABEDORIA DA IDADE

No Fórum dos Leitores de terça-feira, li várias cartas de pessoas que opinaram sobre a renúncia do papa Bento XIV. Na minha opinião, presumo que muitos que opinaram só irão compreender o verdadeiro motivo da renúncia quando eles completarem 85 anos de vida.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CADERNO ESPECIAL

Cumprimento e agradeço ao jornal O Estado de S. Paulo pelo lançamento em 12/2 do caderno especial dando completa cobertura sobre a renúncia do papa Bento XVI e outros assuntos correlatos. Este caderno não é apenas um caderno jornalístico, mas é também de uma verdadeira encíclica, que trata de assuntos pontifícios desde o primeiro papa, Clemente I (927-101), até o dos nossos dias, comentando fatos principais de suas vidas, como nomeações, deposições por ditadores romanos, renúncias e até venda de favores divinos. Trata, também, da complicada eleição do novo papa por cardeais com menos de 80 anos. Enfim é uma obra valiosa que se refere a dois milênios de Igreja Católica e também serve para consultas sobre a mencionada renúncia do papa Bento XVI. Verba volant, scripta manent (as palavras voam, os escritos permanecem). Eu os guardarei para isso.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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A FRAGILIDADE DO PAPA

Bento XI confessa a sua fragilidade física e mental e, de livre e espontânea vontade, declara que não se sente mais apto para os enormes encargos e missões que lhe são impostos na condição de sucessor de São Pedro. Trata-se de procedimento inusitado e que o mundo só pôde apreciar há mais de seiscentos anos, quando ocorreu a renúncia de Gregório XII. Ressalte-se que ser digno e decente é proceder como o Sumo Pontífice, deixando o ato para oportuna ocasião em que a Igreja se encontra sem grandes controvérsias e em relativa paz mundial. Sem dúvida que foi um grande homem e não será fácil encontrar um substituto à sua altura, especialmente levando-se em conta sua prodigiosa cultura e sua influência mundial ao apreciar inúmeros problemas de ordem filosófica e sociológica. Por certo que a Santíssima Trindade irá abençoar a nova escolha.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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HOMEM LIMPO

Relapidou a dignidade do povo alemão; estendeu os braços a todas as religiões dominantes, incluindo especialmente o Islã, insistindo na construção da paz mundial. Impregnou de magnitude cristã a juventude em Madri e anunciou a Jornada Mundial em 2013 no Rio de Janeiro. Esteve em nosso país em 2007, onde foi aceito com carinho inesquecível pelo povo brasileiro. A sua decisão abre uma nova era na qual a juventude não terá a visão de ancião em Cristo e talvez as sujeiras do Vaticano sejam banidas. O meu repúdio pelas atitudes grosseiras dos políticos e da imprensa alemã, que desejam desgastar a imagem de um homem limpo. Papa Benedikt XVI, tenha uma vida feliz em Cristo, rezaremos com amor.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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GLOBALIZAÇÃO

Até os mais empedernidos agnósticos de fé religiosa, não podem negar a importância geopolítica da figura do papa – agora renunciante –, na realidade contemporânea. No momento em que o mundo vive crises morais e comportamentais, atualmente em velocidade ciclópica, a figura dessa liderança cristã tem relevo que não pode ser desprezado. Auguremos que o novo pontífice possa encaminhar estratégias factíveis que ajudem a solucionar os grandes dramas da sociedade globalizada de nossos dias.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PEDIDO

Digno papa, antes de deixar o cargo, por caridade peça a Israel parar de apossar terras palestinas e cometer violações dos direitos humanos. Que Deus o ilumine.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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O NOVO PAPA

O novo papa não pode ser eterno enquanto dure, terá de ter prazo de duração, e com uma reeleição, se estiver dando certo. Os desafios da Igreja são muitos: pregar a palavra de Deus, sem excessivo conservadorismo, estar atual, ensinar, mas acompanhar a evolução dos modos, e instruir, nas mudanças dos costumes, da sociedade. Liberar os padres para casar e trazer de volta os fiéis que já perdeu, que são muitos.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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UM PAPA BRASILEIRO

Como católico praticamente, lamento a renúncia do papa Bento XVI, embora considere um gesto digno de quem tem a consciência de sua finita resistência física. Como brasileiro, gostaria de torcer pela eleição de um papa brasileiro, o que seria excelente para o Brasil. Porém, corremos um grande risco de que tal eleição seja utilizado pelo PT, como instrumento de conquista para ser utilizado em suas “maracutaias” eleitorais.

Gilson B. Maia g.batistamaia@gmail.com

São Paulo

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O EXEMPLO DE BENTO XVI

O papa anunciou a sua renúncia a partir de 28 de fevereiro, por considerar que não tem mais condições para exercer o seu pontificado. Seu gesto bem que poderia servir de exemplo para os muitos “papas” da nossa política, principalmente daqueles que ainda fazem dos palanques sua principal atividade. Nossos ex-presidentes, depois do término de seu mandato, continuam onerando o erário público, pois embora não recebam aposentadorias, cada um tem direito a quatro seguranças, dois assessores e dois motoristas. O Estado também coloca à disposição dois veículos per capita, que atualmente são da marca Ômega. O exemplo mais escrachado dessas mordomias é o de um ex-presidente defenestrado do cargo pela pressão popular e mesmo assim conta com tais regalias. Com tudo isso o Estado gasta aproximadamente R$ 3 milhões por ano por ex-presidente, importância nada irrelevante para uma Nação carente de recursos para atender à população. Para um ex-presidente que viaja por todo o País, na estafante tarefa de potencializar as carreiras políticas de seus correligionários, esses gastos sobem sobremaneira. E tais idas e vindas realizam-se muito mais para atender a seus próprios interesses que propriamente aos interesses dos cidadãos. A estes cabe apenas a sina de serem esfoliados pelos impostos mais ferozes do planeta, e sem o devido retorno. Seria nobre da parte deles renunciarem a tanta mordomia, para destinar tais verbas para que fossem utilizadas na saúde, por exemplo. Não é nada, não é nada, daria para diminuir algumas pessoas acomodadas nos corredores dos hospitais deste pobre país.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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VAIDADES

As lentes de grande parte da sociedade, principalmente da mídia estão inquietas, ou melhor, incomodada com a renúncia do Sumo Pontífice, parece que o gesto de humildade do chefe do Vaticano em “pendurar o cajado” por reconhecer que não tem o pique necessário para dar continuidade a sua missão ainda é pouco, precisava vir revestido de muitas justificativas. Prefere-se alimentar o imaginário alheio com ilações irrelevantes e descabidas. Oh, my God! Para que ficar buscando fatos desproporcionais para um homem que já reconhece suas limitações físicas? Aliás, o papa finaliza sua jornada porque sensatamente quer que outro “pulmão” mais disposto possa prosseguir como o cargo faz exigir. Inclusive esse gesto de desapegos às vaidades de cargos deveria ser seguido e disseminado por muitos chefes de governos de todas as esferas políticas e nacionalidade de péssimas administrações, mesmo que até sendo pessoas humanistas, reconhecer sua incompetência para a função já era um bom álibi para deixar vago o espaço. Aproveitando a deixa papal, a opinião pública deve triturar é em cima dos governos prepotentes, totalitários e irresponsáveis, onde suas marcas são a arrogância e a intolerância e, sobretudo sua total insensibilidade de administrar em prol de todas as classes sociais. Esses eu tenho absoluta convicção de que nem idade avançada detém suas vaidades.

Fernando Arábia Antonio Fernando fernandosantacruz007@gmail.com

São Paulo

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BRASILIDADE

Como é bom chegar à quarta-feira de cinzas e ver o País retomar a normalidade de vida. O nosso ritmo muda totalmente a partir de meados de outubro. Aí já começa a movimentação pró-Natal, e estende-se ao final o carnaval, embora para muitos a normalidade só volta depois da Semana Santa. É um desespero. Bancas de jornais não abrem, self-services não funcionam, webmasters de editorias de jornais quando trabalham é só depois de meio dia, supermercados abrem mais tarde e fecham mais cedo. Mesmo aliviado, sei que este ano vamos sofrer bastante, pois, por conta da Rede Globo de Televisão, estamos condenados a passar pelo menos de 30 a 45 dias dentro do Vaticano.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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OUTRA RENÚNCIA

Ao comentar a notícia da hora, ouso dizer que para nós, brasileiros, a renúncia de Renan Calheiros seria muito mais bombástica e auspiciosa, posto que sua presença como presidente do Senado Federal interferirá negativamente de maneira brutal em nossa vida. Já a renúncia do papa Bento XVI, com o notório e crescente desinteresse pelo catolicismo, não irá alterar em nada o preço do chuchu nas nossas feiras, com todo respeito!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PARA O BEM DO BRASIL

Bento XVI declarou que sai pelo bem da Igreja. Nós não sabemos exatamente quais os motivos que o levaram a considerar que a sua saída seria benéfica para a Igreja, mas ele está convencido disso, e decidiu renunciar. Fazendo um paralelo com a situação atual da democracia brasileira, bem que Renan Calheiros poderia ter a atitude de renunciar à presidência do Senado. Mesmo que ele não esteja convencido que essa renúncia faria um bem enorme ao nosso País, mas apenas concordando com a vontade de milhões de brasileiros que estão plenamente convencidos disso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PAPA

Ao ver a manchete informando que o papa renunciou porque já não mandava sozinho na Santa Sé, fiquei na dúvida se não foi por isso que Lula viajou tanto para a Europa...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CONCLAVE

O Instituto Lula informa: “noçoguia” não é candidato a papa.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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EX-PAPA

Ainda que mal pergunte: será que Bento XVI irá “aconselhar” o novo papa? Será que vai indicar os novos cardeais, os futuros santos e influir no novo papado, como faz “alguém” que conhecemos?

José F. de Faria josefdefaria@yahoo.com.br

São Paulo

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ACIMA DO SUPREMO

Para a “sorte” da Igreja Católica, a eleição papal não é realizada no Brasil, pois com certeza elegeríamos o papa Lula Corruptos 13, que teria como mote de campanha: “Nem o Supremo pode comigo”.

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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SUMO PONTÍFICE

É preciso ficar muito atento, pois, conforme pronunciamento da alta cúpula do Vaticano, a África e América Latina têm nomes fortes para o cargo de papa. Vai que Lula, com toda a sua humildade, acredite ser um dos nomes fortes e se candidate.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NÓS E O PAPA

Perguntas ao candidato a papa:

Povo brasileiro: É ficha limpa?

Luiz Inácio: Sabe ou viu alguma coisa?

Joaquim: Pertence a algum grupo?

Marta: É casado? Tem filhos?

José Maria: Tem medalhinha?

Luiz Antonio D’Arace Vergueiro luizvergueiro@hotmail.com

São Paulo

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ASSESSORES

Se foi por causa de “assessores imprudentes, incompetentes e inidôneos” que o papa renunciou, dona Dilma não terá outra saída.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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COMO CHEFE DE ESTADO

Dona Dilma, presidente do Brasil, manteve silêncio com relação à renúncia do papa. Ela pode estar insatisfeita com o Vaticano e o papa, mas é preciso lembrar que ela é representante de um país católico. Ela própria não sei se é. Como presidente, não é aconselhável deixar que seus humores ou raivas interfiram em suas obrigações de Estado. Hoje Dilma é presidente porque foi eleita como tal, porém estadista nem Lula foi, nem ela será.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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VICE-PAPA

A Santa Sé que se cuide, o governador Eduardo Campos, que ultimamente é consultado para compor qualquer chapa em qualquer eleição no Brasil, pode querer emplacar um vice-papa.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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COREIA DO NORTE FAZ NOVO TESTE NUCLEAR

A Coreia do Norte avançou em termos de armamento nuclear e isto está motivando redações e ameaças por parte das grandes potências. A questão motiva algumas reflexões. A primeira delas, por certo, é que ninguém de bom senso pode ser a favor de um arsenal seja ele nuclear ou não. O mundo precisa de paz e do entendimento. No entanto por que algumas potências que alardeiam possuir armas atômicas e outras armas muito perigosas se colocam no direito de impor condições a outros países em relação a esta questão? Está faltando a coerência de comportamento. E a ONU mais uma vez serve de palco para manifestações dessas lideranças, que deveriam estar mostrando disposição de liquidar com todos os arsenais atômicos ou não. Mas isso é querer demais em se tratando dessas lideranças autoritárias.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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A CHINA FALA A VERDADE?

Sei não, mas creio que passa da hora dos EUA colocar a China na parede, porque é difícil acreditar que a Coreia do Norte teria condições de estar investindo em bombas atômicas, se seu governante não tivesse por trás os chineses apoiando suas loucuras. A China usa “pau de dois bicos” nesta situação, como diz o caipira, para evitar atitudes dos americanos contra a invasão chinesa cada vez maior em sua economia. Deus nos livre, se de repente aparecer algum general americano maluco que possa despejar algumas bombinhas atômicas e varrer a Coreia do Norte e esse preposto chinês do mapa, causando efeitos colaterais ao resto do planeta. Infelizmente, os EUA carecem de um governante tipo “duro como nó de madeira” para tomar atitudes e evitar tal situação.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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ALERTA VERMELHO

Coreia do Norte: o mundo sob ameaça de morte!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O DIREITO DAS MULHERES

Em referência ao artigo da professora Eliana Cardoso publicado na quarta-feira (“A irmã de Freud”, A2), apesar de concordar em termos gerais com sua preocupação quanto à justa e desejável equiparação das mulheres aos postos, benefícios, posições e salários alcançados pelos homens, permito-me discordar em alguns pontos. Infelizmente o movimento feminista, que viu em Freud um inimigo da emancipação das mulheres – taxando-o injustamente de vilão a ponto de deixar para trás suas irmãs em sua fuga do nazismo –, não conseguiu – ou não quis – compreender as reais nuances de suas observações. Freud não se referiu à inveja peniana no real sentido da palavra – que acontece em alguns casos –, mas às diferenças biológicas que limitam o exercício de alguma atividade para ambos os sexos. Assim, como não é recomendável mulheres trabalhando em serviços que demandem excessivo esforço físico, bem como em linhas de frente de infantaria – como se viu na infeliz decisão americana –, uma vez que sua estrutura corpórea é mais frágil, também não se vislumbra homens parindo ou amamentando, apesar da vontade de alguns. A cada um as tarefas que desejar, se habilitar e for capacitado, respeitando-se suas limitações, naturais ou não. Quanto ao direito da mulher de dispor do próprio corpo, a Dra. Eliana insinuou, mas omitiu-se sobre a questão do aborto. Na minha concepção, abortar não é dispor do próprio corpo, mas dispor da vida alheia, seja qual for o tempo de vida do novo ser, ou seja, é crime. De resto, pelo andar da carruagem as mulheres não tem muito do que reclamar. Tomando-se como exemplo o Brasil, duas mulheres ocupam no momento os principais postos, na presidência da república e no comando da Petrobrás, uma das maiores empresas do mundo, fato impensável até bem pouco tempo atrás. Infelizmente, queiram ou não as feministas, o desempenho de ambas deixa a desejar. Essa não é uma análise machista como poderiam pensar alguns, mas uma análise objetiva, independentemente de sexo. Isso significa que, apesar de pessoalmente gostar de mulheres exercendo cargos de comando, na vida pública e nas empresas, isso não esconde o fato de que, assim como os homens, existem mulheres mais e menos competentes e isso não deve ser corrigido com cotas, mas com meritocracia. De qualquer forma, as mudanças para as mulheres estão chegando numa velocidade bastante razoável e não será com radicalizações que a velocidade irá aumentar.

Percy de Mello Castanho Junior percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

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VIAJANTES, ATENÇÃO!

As companhias aéreas estrangeiras, em especial as americanas e as do oeste europeu, são bem-vindas para o consumidor (13/2, C1) e saudáveis para a concorrência e o desenvolvimento das companhias aéreas brasileiras que voam internacionalmente e ainda nos oferecem equipamentos e programas de fidelidade de 2ª linha. Ainda mais, há necessidade de abrir o mercado nacional às companhias estrangeiras para evitar que o viajante brasileiro continue pagando preços escorchantes, à TAM e à Gol e a outras, nos voos no território brasileiro, alem de o brasileiro merecer receber o serviço de ampliação da malha aérea. Nós pagamos imensos impostos ao governo e esperamos serviços de primeira linha na esfera aérea também; não pagamos impostos para decisões governamentais equivocadas e protecionistas que podem só servir aos donos das péssimas companhias aéreas brasileiras encher as “burras” de dinheiro. Queremos viajar para negócios e lazer com preços e serviços internacionais. Viajantes, atenção!

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ACIDENTES NO CARNAVAL 2013

A grande maioria dos acidentes ocorridos neste carnaval poderia ter sido evitada com uma boa dose de prevenção. Acidentes com trios elétricos, por exemplo, ocorrem onde não há uma boa poda de árvores nem uma inspeção prévia sobre cabos, fios, placas de sinalização e de semáforos que podem atingir a estrutura dos trios, pessoas que circulam sobre a plataforma ou os seus estandartes. Todo veículo possui uma altura e deve estar provido de guarda corpo cuja altura mínima deve ser de 1,10 m a ser inspecionado pelo Corpo de Bombeiros, quanto à sua vedação. Além disto, sabemos que uma pessoa de estatura média tem cerca de 1,70 m de altura, provavelmente mais salto alto, mais um estandarte na mão, o que eleva a necessidade de prevenção para no mínimo uns 3,50 metros, acima da altura máxima do trio elétrico. Infelizmente é comum vermos em imagens televisivas, as pessoas levantando fios com cabos de vassoura, sem a piaçava para que o caminhão passe rente à enfiação. Assim foi na volta sobre um caminhão, do time do Corinthians Paulista na capital. Portanto, a escolha do trajeto é fundamental, dando margem de segurança nas laterais também. Um dos acidentes recentes aconteceu em sambódromo por encostar parte da alegoria em uma árvore. Já tive a oportunidade de solicitar a mudança de trajeto para um veículo com 54 toneladas de peso em Belo Horizonte, porque o mesmo iria passar sobre um córrego canalizado. Imagine-se a dificuldade de patolar um guindaste para efetuar um resgate em um local como este. Havia ainda no local excesso de enfiação de telefones e de cabos utilizados por televisões pagas, árvores baixas com muitos galhos, dentre outros aparatos de sinalização que atrapalhariam e muito o trajeto do veículo. Lembro que serpentinas metálicas ou condutoras de eletricidade não são permitidas, pois podem causar tanto curto circuito quanto choque elétrico. Durante o trajeto, um trio elétrico não deve exceder 5 km/h de velocidade, sendo vetado o pessoal ir à frente do veículo tanto na descida quanto no plano. Na subida, a proibição é das pessoas ficarem atrás do veículo, exatamente para evitar acidentes com atropelamentos. Além do risco da falta de freios, pode haver quebra de peças, que causem o retrocesso do veículo na subida. Uma coisa vale a pena ser revista. Será necessário sempre bater o recorde de largura, comprimento e altura dos veículos a cada novo evento? Creio que não, não é isto o que faz a diferença em uma festa como o Carnaval, e coloca muitas pessoas em riscos inaceitáveis. Tivemos eventos negativos em Santos, no Rio e em outros estados, o que prova que antes de circular com um veículo deste porte é necessária minuciosa inspeção do trajeto a ser percorrido, tanto quanto na manutenção do veículo. Vale a pena colocar limites rigorosos na legislação. No caso de Ouro Preto, costuma-se amarrar alegorias nas sacadas das velhas varandas das casas mais do que centenárias. Uma boa inspeção prévia teria evitado também que o veículo pipa atingisse a altura do cabo. Porém, preferencialmente, devem-se colocar postes para sustentar essas alegorias, postes estes que possam ser retirados após o evento, tal qual utilizados nas quadras de voleibol, em que as esperas ficam tampadas quando não são utilizadas as redes. E mais, há locais em que podemos utilizar alegorias e há locais em que isto não é recomendado. Pelo que me consta, uma das vias de evasão emergencial em Ouro Preto é a Rua São José. Vale, portanto, rever alguns velhos conceitos, para dar mais segurança aos moradores e turistas. Um projeto de prevenção de pânico para eventos temporários em locais abertos deve seguir as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros e sofrer uma inspeção antes de sua liberação. Além disso, devem ser fixados limites de peso, de largura, comprimento e altura para a passagem de veículos em locais relevantes, principalmente em cidades históricas. Em suma, prevenir sempre é mais eficaz e econômico do que remediar.

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

São Paulo

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UM PAÍS LEVIANO

Raramente o carnaval brasileiro conviveu com tantos acidentes, como os fatais, em Santos. Se o Brasil não convivesse com Estados dentro do Estado, em respeito à mortandade absurda em Santa Maria, a lembrar as pestes medievais, o governo federal teria suspenso os desfiles deste ano. A Índia assim agiu no réveillon, em face de um inominável estupro e morte de uma jovem estudante de medicina, provocados pelos passageiros de um ônibus, que, depois de a violentarem, a estatelaram no asfalto.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A QUEDA DO VERDÃO

Que fase ruim vivem os torcedores palmeirenses. No final de 2012 viram seu time ser rebaixado para a 2.ª divisão do Brasileirão. E 2013 começa mal, com a escola de samba paulista Mancha Verde também sendo rebaixada, ficando na 13.ª colocação. Será que esta zona de turbulência vai passar?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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VERDÃO

O Palmeiras caiu para a segunda no Brasileirão e caiu para a segunda nas escolas de sambas. Será que vai também para a segunda no Paulistão? Caros amigos palmeirenses, nem pensar!

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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