Fórum dos Leitores

ENCHENTES EM SÃO PAULO

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2013 | 02h08

Calamidade administrativa

Srs. administradores e ex-administradores de São Paulo, depois de três horas num congestionamento desvairado, consegui acalmar minha fúria para tentar escrever lucidamente. Será que os senhores nunca conseguiram deduzir que o colapso no sistema viário de São Paulo afeta a todos os cidadãos, trabalhadores, os setores de saúde e ensino e todas as áreas incluídas nos "mundos e fundos" de promessas que fazem a cada eleição? Como se já não bastassem as ruas e calçadas esburacadas, os enormes ônibus-minhoca atrapalhando o trânsito já sobrecarregado, as linhas de metrô insuficientes, a falta de semáforos para pedestres, etc., etc., em São Paulo não pode chover. Saldo do dia (18/2): 140 semáforos com problemas e 28 pontos de alagamento! Se São Paulo pode ser considerada o coração do Brasil (financeiro, populacional, não vem ao caso), é um órgão apodrecido, com suas veias entupidas e enfartando convulsivamente... As chuvas fortes são esperadas todos os anos nesta mesma época, portanto, não é o caso de declarar calamidade pública, e sim calamidade administrativa.

TERESA CRISTINA SANCHES

tinasg@uol.com.br

São Paulo

Indústria das multas

O que vem ocorrendo em São Paulo é assustador e temeroso, pois basta chover acima do padrão permitido, determinado e estabelecido pela Prefeitura para que haja ruas, avenidas e bairros inteiros alagados, árvores caídas por falta de manutenção e poda, semáforos quebrados, quilômetros de engarrafamentos, lixo boiando por toda a cidade, bueiros entupidos, dificultando sua vazão, etc. Porém não vemos nenhum marronzinho com boa vontade, muito menos disposto a orientar, auxiliar e fazer fluir o trânsito. Isso porque tal comportamento não gera fluxo de caixa para movimentar a fantástica indústria das multas.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Chuvarada...

Quando desaba um temporal, a cidade fica totalmente alagada, congestionada, interditada, estrangulada e estressada. E assim, ano após ano, repete-se a tragédia anunciada. Enquanto o caos deixa a cidade ilhada e virada do avesso, a Prefeitura permanece calada e não faz nada. Até quando?!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

O país do óbvio

Enchentes, tragédias, falta de segurança, de atendimento hospitalar digno, de educação... Pela óbvia conduta dos governantes nas esferas municipal, estadual e federal, é óbvio não existir solução.

VITORIO PASQUAL SOLDANO

soldano@uol.com.br

São Paulo

YOANI SÁNCHEZ

Sinuca de bico

Eu não sabia que embaixador estrangeiro podia fazer manifestação de qualquer tipo em solo brasileiro, contra quem quer que seja. Nossos embaixadores devem estar na maior sinuca de bico para explicar isso lá fora.

VITÓRIO F. MASSONI

suporte@eam.com.br

Catanduva

Protestos patrocinados

Os protestos contra a visita de Yoani Sánchez estavam previstos. Financiado pela Embaixada de Cuba e pelo PT, um pequeno bando de inocentes úteis promove tais manifestações. Muitos nem sabem por que protestam, só estão defendendo o deles. Em 1975 estive em Berlim e visitei os dois lados do Muro. Do lado ocidental encontrei progresso e alegria da população. Carros caríssimos circulavam pelas ruas em grande quantidade. Do lado oriental só encontrei desconfiança e tristeza. Para passar pelo Ponto Charlie tive de mostrar minha carteira e declarar quanto dinheiro portava. Carros? Alguns poucos Trabants, cuja locomoção é um desafio para a engenharia mecânica. Entrei num free shop e só encontrei inutilidades, além de bebidas aos montes. Nada comprei. De volta a Berlim Ocidental, deparei com um pequeno grupo protestando contra o regime ocidental. Perguntei aos meus anfitriões o porquê daquilo. Por que aqueles descontentes não passavam para o outro lado do Muro? Responderam-me: "Porque são uns débeis mentais desocupados e como não gostam de trabalhar esse é um meio de ganharem a vida, já que o governo da Alemanha Oriental lhes paga regiamente". Aqui, no Brasil, está acontecendo a mesma coisa, financiada pelo governo PT. Positivamente, os comunistas não têm originalidade.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Heroína da democracia

Uma lástima as manifestações de um bando de energúmenos, com número ridículo de pessoas presentes, totalmente insignificante, não representativo, manipulado pela Embaixada de Cuba e apoiado pelo governo do PT, no Recife e em Salvador, até impedindo a apresentação do documentário Conexão Cuba Honduras. Eles seriam os primeiros a não aguentar viver em Cuba, pois não teriam a mesma liberdade de se manifestar, ainda que para mostrarem a sua grosseria e ignorância. A blogueira Yoani Sánchez, para quem conhece sua vida como ativista política, em sua luta solitária contra o regime ditatorial de Cuba, merecia recepção de heroína das causas democráticas. Seria interessante ela saber que milhares de pessoas aqui, no Brasil, apoiam a sua luta e a admiram. Seja bem-vinda, brava guerreira, tenha uma boa passagem pelo nosso país. Leve apenas boas recordações e receba o nosso incentivo pela sua grande batalha contra o intolerável regime cubano.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider@terra.com.br

São Paulo

Se fosse bom...

... viver em Cuba, o governo dos irmãos Castro não precisaria proibir a saída de seus cidadãos. Os protestos orquestrados que tentam desqualificar Yoani Sánchez em sua passagem pelo Brasil mostram quão distantes estamos de uma democracia verdadeira e, pior, da ética e da moralidade. Não podemos permitir a volta da neutralidade política do povo brasileiro, deixando que uns poucos o monopolizem para uma visão única sobre a política cubana.

MIRNA MACHADO

mirna.machado@hotmail.com

Guarulhos

Recado

Aqueles pernambucanos que foram recepcionar Yoani Sánchez no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, gritando, xingando e balançando dólares falsos nas mãos, deviam estar desesperadamente querendo passar-lhe um recado. Sedentos, devem ter querido dizer à blogueira que lhes prometeram a transposição do Rio São Francisco e meteram a mão na grana. Como no hablan español, balançaram os dólares para dizer que o cumpanhero de Fidel está em destaque na revista Forbes.

NEI SILVEIRA DE ALMEIDA

neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FAMÍLIA IMPERIAL

Cumprimento a historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, que nos presenteou com uma nova fase na história de nosso país: a exumação e reconstituição de cadáveres históricos feito através do uso de tecnologias que em meses, como foi dito na reportagem do Estadão do dia 19/2, irá mostrar através de hologramas não só o imperador D. Pedro I, mas também a sua voz - além de o vermos, poderemos ouvi-lo. Quem sabe a partir de agora outros grandes personagens de nossa história também não passem por esses processos para que assim possamos conhecê-los melhor, por exemplo: Tiradentes, Deodoro da Fonseca, D. Pedro II.

Mauro Alexandre Pereira de Almeida perer80@globo.com

São Paulo

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D. PEDRO I

Excelente a reportagem do Estadão sobre a exumação de Pedro I e suas duas esposas. Infeliz foi a observação do historiador que define o imperador como "playboyzinho". Será que ele não sabe que, se não fosse Pedro I, seu filho Pedro II, e seu pai D. João VI, o Brasil não seria como é, e os Estados que formam hoje o País seriam meras pequenas repúblicas? Basta ver o que aconteceu com a colonização espanhola, que produziu na América Latina dezenas de pequenos países. O menosprezo pelos portugueses à época do império nada mais era do que propaganda visando a implantação da República. Esse tipo de comentário era válido nos idos do século 19, porém inconcebível à luz da verdadeira história.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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RECONTANDO A HISTÓRIA

A historiadora Valdirene melhor esclareceria a nossa história mostrando quem são os auxiliares daquilo que chamam de império brasileiro, cujos nomes emporcalham as ruas deste mesmo bairro do Ipiranga, como por exemplo, o desertor da marinha britânica comandante Taylor, um dos genocidas da Amazônia; Greenffel, o saqueador da cidade de São Luiz; "lord" Cockrane, o responsável pelos bombardeios da cidade de Belém do Pará; Almirante Wandenkolk; e por aí vai. Ignoro no que pode favorecer a nossa história jogar confete nestes caras que, há muito, estão nas quintas do inferno.

Carlos Augusto Ferreira Galvão carlosafgalvao@terra.com.br

São Paulo

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AS MAZELAS IMPERIAIS

Sem dúvida que a bateria de estudos e pesquisas realizados por eminentes cientistas e professores da Universidade de São Paulo (USP) sobre a família imperial brasileira e dados sobre a vida e morte de D. Pedro I têm bastante importância, porque situam os fatos de forma desapaixonada e em termos do efetivamente ocorrido em época de muita importância para o País. Eis que políticos de menor importância e que fizeram quase nada para a Nação tiveram sua pequena obra analisada e ressaltada, enquanto todos os membros da família real deixaram fatos e realizações dignos de figurarem e de serem lembrados em nossa história pátria. Ser contra a monarquia não significa enterrar as boas realizações que ela fez para o Brasil. Aqui tudo teve a sua época e suas formas de sucessão nos acontecimentos históricos.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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EXUMAÇÃO DE DOM PEDRO I

A foto na primeira página do Estadão de 19 de fevereiro, mostrando a arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel segurando o crânio de D. Pedro I, é emocionante. E, para completar a reportagem, o caderno Metrópole mostra os detalhes de exames feitos em sigilo no Hospital das Clínicas. Obrigado, Estadão, por tudo!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PROTESTO

Vi com suprema vergonha, como brasileiro, que a ativista cubana Yoani Sánchez foi alvo de protestos por movimentos de "esquerda", leia-se PT, na sua visita ao Brasil. Yoani tem a coragem de levantar a voz e lutar por democracia num dos regimes mais fechados do mundo, depois da Coreia do Norte. Por que esses pseudoesquerdistas não protestam contra o caos na saúde pública, na educação, na segurança pública? Por que não protestar para que os condenados do mensalão vão para a cadeia já? Que tal protestar contra os lucros exorbitantes do sistema financeiro brasileiro, o mais lucrativo do mundo? Tem tanta coisa contra o que protestar, como a mais recente: o governo do PT resolveu privatizar os portos brasileiros, o que sempre foi matéria-prima usada pelo partido contra outros governos, que tentaram a privatização. Que tal puxar os cabelos da corrupção que assola a nossa política? Pois é, protestar de barriga cheia, com verbas oficiais, é bem fácil. Por que não fazer um protesto em Cuba? Sugiro que o governo lance mais um programa: Minha balsa, minha vida! Quem quisesse ir para o paraíso cubano receberia uma balsa de borracha, subsidiada pelo governo. Fica aí a ideia.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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LIBERDADE

O que pregam esse loucos da turma da "Juventude Socialista" que protestaram contra Yoani Sanchez, blogueira cubana que há anos luta contra a ditadura dos irmãos Castro? A ditadura do proletariado, nos moldes do que foi tentada por José Dirceu, José Genoino e Dilma Rousseff, dentre outros de triste memória? Se gostam tanto de Cuba, por que não vão para lá e nos deixam em paz? Se fizessem em Cuba o que fazem livremente no Brasil, certamente já estariam presos ou mortos!

Ana Maria Carmelini anacarmelini@yahoo.com.br

São Paulo

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DITOS POPULARES

Os irmãos Castro só permitiram que a blogueira cubana viesse ao Brasil porque tinham certeza (combinaram?) de que grupos locais que os apoiam a submeteriam aos constrangimentos pelos quais a moça está passando e ainda vai passar no País. Esses manifestantes deveriam viver em Cuba para sentir, na pele, o que é bom para a tosse de quem deseja ter livre expressão de seu pensamento. Cuba degenera, o povo sofre, mas a pimenta em olhos alheios é refresco e a esquerda festiva nacional adora um auê...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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CAFÉZINHO

Um funcionário do Planalto compareceu à embaixada de Cuba às vésperas da visita da blogueira Yoani Sánchez ao Brasil. Será que ele foi mesmo apenas tomar um café? Pode ser, para quem acredita em Papai Noel...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ORQUESTRAÇÃO

As manifestações orquestradas contra a blogueira cubana são coisas típicas de Top Top Garcia. Que feio!

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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HOSTILIDADE

Os esquerdistas de uma figa, que se denominam petistas, estão hostilizando a cubana Yoani Sánchez, que é um exemplo de democrata no mundo, que está cheio de imbecis e ignorantes como estes idiotas que se acham organizados.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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CONDENAÇÃO

As manifestações esquerdistas contra Yoani Sanchez demonstram o quão repugnante é o comunismo. Com seu horror pela democracia e liberdade de expressão, usa das maiores baixarias para impedir qualquer demonstração de oposição. Dona Dilma, autoproclamada "defensora da liberdade", deveria obrigatoriamente fazer um pronunciamento condenando tais atos que vimos. Vai fazer? Imagine. Nosso governo esquerdista idolatra esse regime cancerígeno que os irmãos Castro e outros perdedores pelo mundo teimam em defender.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ENGAIOLADOS

Esta reação dos comunistas do Brasil é bem semelhante à do individuo que olha para dentro de uma gaiola e admira o passarinho. Pois bem, vá viver dentro da gaiola para ver como é bom e gostoso.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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REAÇÕES PETISTAS

Mais uma ação por parte dos petistas, foram convocados alguns insanos para protestarem contra a blogueira cubana em visita ao Brasil. Assim pudemos constatar a que veio este partido comunista, vestido em pele de cordeiro.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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HEROÍNA CUBANA

Pensava a heroína cubana que, chegando ao Brasil, teria a tão procurada liberdade de que não usufrui em Cuba. Ledo engano, esta heroína, que pertence ao mundo civilizado, terá de perdoar os brasileiros que em sua maioria não compartilha com tamanha falta de educação, própria dos comunopetistas. A parte boa desta infeliz manifestação de cerceamento da palavra foi ver o senador Eduardo Suplicy provando de seu próprio veneno, quando intercedendo em favor da palavra da convidada heroína cubana, foi xingado pelos seus colegas comunopetistas.

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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SUPLICY

Enfim o senador Suplicy honrou São Paulo, quando tentou proteger a blogueira egressa recentemente da ilha-prisão, alvo de manifestações violentas conduzidas por um grupo de desocupados, beneficiários de algumas das bolsas de plantão ou patrocinados por alguma estatal detentora de monopólio...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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YOANI INCOERENTE

As manifestações contra a presença da blogueira cubana Yoani Sanchez ao chegar ao Brasil deveriam ser encaradas por ela como um apoio à luta do povo cubano contra o bloqueio econômico e a ocupação de Guantánamo pelos Estados Unidos. Quem mantém centenas de prisioneiros afegãos, paquistaneses e iraquianos, sem julgamento nos calabouços de uma área que pertence a Cuba. E também mantém cinco cubanos presos desde 1998. Onde a coerência dessa militante? Ela reclama de quê? Ela luta por quais direitos? Ou tem que ver apenas com interesses pessoais? E espera apoio de quem?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MANIFESTAÇÃO AGRESSIVA

A manifestação no aeroporto do Recife, por ocasião da chegada da blogueira Yoani Sánchez, foi perfeitamente democrática. Faltaram apenas os tradicionais e inofensivos ovos comuns na recepção de visitantes medíocres cercados de propósitos escusos. Destaco no Fórum dos Leitores deste jornal democrático uma, entre as várias manifestações de pessoas ainda não alfabetizadas na escola democrática, esta particularmente singular e agressiva, ou seja, que recomenda a fixação de residência em Cuba, para trabalhos de plantio e colheita de cana-de-açúcar, atividade, digamos, árdua e não menos dignificante. Estranho, sobremaneira, que este "e-mailista" não tenha declinado sua condição, ou seja, produtor ou simplesmente "roceiro".

Carlos Laué Junior bibalaué@volny.com

São Paulo

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SÃO PAULO, TRISTE LEGADO

Na tarde de anteontem (18/2), São Paulo ficou paralisada devido às fortes chuvas. Ruas e praças alagadas, queda de árvores, carros cobertos de água, sujeira por toda parte, semáforos sem funcionar, enfim, o caos em todos os sentidos. Esse é o legado que nos deixou o ex-prefeito Gilberto Kassab, o mentor de um aumento abusivo do IPTU, sem precedentes na história da cidade. E o novo prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT), a nosso ver, já deveria dar mostras do significado de sua eleição.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SANTA CATARINA

É incompreensível porque as autoridades esperaram 106 ocorrências para desencadear a megaoperação de transferência dos presos responsáveis pelos atentados nas cidades de Santa Catarina, para as cadeias federais. Quem demorou a liberar essa operação? A incompetência do governo federal? Ou a secretária das relações institucionais do governo Dilma, Ideli Salvatti, que perdeu a eleição em 2010, para o atual governador do Estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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TELEGRAMA

Força Nacional de Segurança desembarca em Santa Catarina. PT Saudações!

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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FORÇA NACIONAL EM SC

Como sempre, tudo é cercado de "mistérios", até porque não poderiam dizer os reais objetivos. Uma vez, numa palestra de um "alto coturno" da Polícia Militar de São Paulo, foi perguntado sobre os próximos jogos no Rio, e ele respondeu se houve problemas nos jogos Pan Americanos. Simples, disse ele, vocês já ouviram falar em "pactos"? É isso aí. Diz-se que a Força Nacional atua na transferência de presos, quer dizer, tira-se o rato mas não se tira quem permite que existam ratos, a coisa simples de administração comunista com o coronelismo do poder instalados no País. Para resolver o problema de imediato, faz-se algum pacto com a bandidagem que de fato comanda o País, tem-se um tempo de "céu de brigadeiro", depois tudo volta ao "normal"! Ontem foi o Rio, hoje é Santa Catarina, amanhã será outro Estado e, assim, a Força Nacional vai mostrando para o que serve, para estabelecer de fato no País o governo da bandidagem

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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20 ANOS DEPOIS...

Em virtude dos ataques promovidos pela criminalidade em Santa Catarina, até considerando um Estado sem esse problema, me lembrei de uma situação vivida em 1990: como advogado do Bamerindus desembarquei no Aeroporto de Florianópolis e, ainda, pela antiga estrada que ligava o aeroporto ao centro, quando percebi o aumento de construções de pequenas casas nos morros, tal fato me chamou a atenção. Na reunião realizada mais tarde no Hotel Flop, com um engenheiro do DNOS (antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento da União), já que estava tratando de como receber a indenização das casas atingidas em Blumenau e que foram desapropriadas pelo governo, perguntei ao engenheiro a situação por mim encontrada, quando ele me respondeu "os traficantes do Rio de Janeiro estão instalando suas filiais aqui na ilha e escolhem a mesma região para suas casas", ressaltando que, "enquanto as famílias que trabalham crescem em progressão aritmética, esse pessoal do morro cresce em progressão geométrica". A leitura do engenheiro demonstra que o Estado de Santa Catarina, mesmo vendo toda essa situação se instalar na ilha, com o crescimento da venda de drogas, etc., e da criminalidade nos morros, sempre tratou de não dimensionar o problema, para manter um Estado como sem qualquer problema com essa criminalidade. Passados mais de 20 anos, vê-se que o engenheiro tinha razão, a criminalidade está infestada em SC e o poder público não tem nenhuma estratégia para combater, deixando a população desamparada e com reflexos imediatos no mercado de turismo, deixando os brasileiros de visitarem um dos Estados mais lindos do Brasil.

Dalton Antonio Schultz Gabardo dalton@gabardos.com.br

Curitiba

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RESPONSABILIDADES

Tem muita gente que consome drogas ousando reclamar das ações do governador de Santa Catarina. Ora, ora! Quem escolhe consumir drogas escolhe todas as suas consequências. O problema é que as consequências não vêm apenas para quem faz a escolha pelo consumo de drogas. As pessoas que não usam drogas acabam pagando o pato. Cada comprimido ingerido, cada selinho, cada pitada de cocaína, cada "baseado" vendido financia os que assaltam, matam, incendeiam ônibus, atacam a polícia. Os que compram os produtos que o PGC vende fazem parte da cadeia criminosa. Estes consumidores têm, sim, grande parcela de responsabilidade nos acontecimentos que enfrentamos. Que se lembrem disso e, acima de tudo, que os não usa drogas tenha consciência disso, para apontar os dedos para os responsáveis primários: os "clientes" do tráfico.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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A VIOLÊNCIA E OS MODELOS ECONÔMICOS

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 41 estão na América Latina e 6, nos EUA. Falta a identificação de três, não feita pelo jornalista Mac Margolis (17/2, A12). A velha Europa, ainda que em crise, está fora. Demonstração de que o Estado do bem-estar social venceu o capitalismo selvagem, já que a ONU adota a felicidade como critério de valor e nada mais atenta contra ela do que a violência. Ao que parece, Barack Obama pretende rever paradigmas, exatamente sob esse aspecto.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O DIREITO DE NÃO MORRER (ANTES DA HORA)

O direito de ir e vir, vigente desde a Grécia e a Roma Antiga e integrante da atual Constituição brasileira - inciso XV do art. 5.º - está cada dia mais ameaçado em nosso país. Ao não conseguir fazer cessar os ataques do crime organizado, e ter de aceitar que os ônibus deixem de circular e , por isso, ser obrigado a suspender as aulas no período noturno, o Estado de Santa Catarina deixa de garantir o ir e vir de seus cidadãos. E o mesmo ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro e outras unidades da federação onde as pessoas são assassinadas pelo simples fato de se encontrarem na rua ou em locais de frequência pública. Desde a redemocratização, iniciada nos anos 70, o Brasil tornou-se uma grande casa de mãe-joana onde, em razão da maldita reeleição e outros interesses, as autoridades e pseudolideranças, para se parecerem democráticas, abrem mão de princípios que, independente do regime, são inegociáveis. As forças de segurança, por exemplo, têm um papel a cumprir, sem qualquer conotação ideológica. Mas esse papel multas vezes é negligenciado porque o governo "é democrático". Com isso, as facções, milícias, quadrilhas e esquemas criminosos crescem e desafiam o poder constituído. O Estado é leniente e o povo vitima. Senhora presidenta, senhores governadores. Por favor, ajam (ou reajam) em nome da democracia. O povo não agüenta mais ser desrespeitado naquilo que é mais caro e básico na vida de cada indivíduo: o direito de ir, vir, viver, estudar, trabalhar, progredir e não morrer antes da hora...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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UM CONGRESSO CARO

Estudo da ONU revela que os congressistas brasileiros são os segundos mais caros do planeta, entre 110 países. Cada um dos 594 parlamentares brasileiros custa, no mínimo, US$ 7,4 milhões, por ano, aos cofres públicos. Nos ricos Europa e Japão, o custo dos congressistas é muito menor, e o mesmo acontece nos latinos Argentina e México. É mais um triste exemplo de como as coisas funcionam de forma errada no Brasil, onde a sociedade é refém dos privilégios, corporativismo e mamatas sem fim que imperam no setor público. Pior: além de caríssimos aos cofres públicos e de só agirem em causa própria, os nossos congressistas - salvo honrosas exceções - trabalham pouco e mal, são improdutivos e de baixo nível, representando o que há de pior na sociedade brasileira.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INDESEJÁVEL SEGUNDA POSIÇÃO

Sugerimos à ONU que, após noticiar que o Brasil ocupa o segundo lugar entre 110 países com o Parlamento mais caro do mundo, que faça também um levantamento dos parlamentos mais eficientes do universo. Com certeza galgaríamos o último lugar, pois com essa turma que só trabalha três dias por semana, goza de inúmeras mordomias e está com milhares de projetos engavetados, entre outras responsabilidades atrasadas, não há país no mundo que apresente tamanha imoralidade. Sempre nos destacamos por falta de escrúpulos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SEGUNDO?!

Nossos parlamentares devem estar irritados com a pesquisa divulgada pela ONU mostrando que o Brasil está em segundo lugar entre 110 países com um dos parlamentos mais caros do mundo. Com certeza nossos deputados e senadores lutarão para derrubar os EUA da primeira posição. Onde já se viu imperialistas ganhando mais do que socialistas? Falta a ONU divulgar os mais eficientes. Com certeza o Parlamento brasileiro estaria escancarado em último lugar. Chegam terça-feira à tarde para trabalhar e saem na quinta-feira de volta aos Estados de origem, com a desculpa de que precisam estar próximos a suas "bases eleitorais". Enquanto a população paga os altíssimos salários dessa gentalha, o dinheiro em nossos bolsos, óh...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRIMEIRÃO

Segundo estudo da ONU, o parlamentar brasileiro é o segundo mais caro do mundo. Pena que só foram consideradas as verbas que a legislação, eivada de imoralidade, permite que o mesmo receba, pois se o estudo fosse mais consentâneo com a realidade, alguém duvida de que ele ocuparia o primeiro lugar?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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ADOÇANDO A NOSSA BOCA

Essa proposta de reforma administrativa no Senado que Renan deseja para a Casa, reduzindo cargos, fundindo órgãos e não renovando contratos terceirizados é o seu primeiro esforço para adoçar a boca dos 1.600.000 brasileiros que subscreveram o pedido do seu impeachment e, com isso, tentar sair da berlinda, e parar de levar pancada por todos os lados. Renan é bastante esperto e é um sobrevivente de situações difíceis como essa em que se encontra atualmente. Apesar de toda a mobilização popular não vai ser uma tarefa simples tirá-lo do atual trono. Se pelo menos essa reforma administrativa, que está prometida desde o primeiro mandato de Sarney na presidência do Senado, acontecer de verdade, já terá valido, em parte, o esforço de pressionar Renan. Vamos aguardar para ver o que mais ele tem para nos oferecer, em troca de uma eventual diminuição da atual pressão a que está submetido.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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A PETIÇÃO

Mais de um milhão e quinhentas mil assinaturas valem ou não valem o impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros? Não acreditamos em hipótese alguma que o Parlamento deixe de atender ao desejo do povo. Unimo-nos e vamos, a partir de agora, pedir tudo aquilo que nos dá direito nossa Constituição. Este é só o começo.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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BNDE$ E AS APOSTAS FURADAS

O projeto de criação da Lácteos Brasil (LBR), que deveria ser uma grande empresa "campeã nacional" do setor de laticínios, azedou e virou coalhada. Em mais uma de suas apostas furadas, o BNDES aportou R$ 700 milhões no negócio, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça, já que a dívida da sigla supera R$ 1 bilhão. O banco, em lugar de investir em atividades com perspectiva de retorno social, tais como infraestrutura, tecnologia e novos produtos, mesmo correndo risco de fracasso, injetou grande volume de capital em leite aguado, justificando, uma vez mais, seu apelido no mercado de "BNDESperdício" de dinheiro público. O projeto gorou e a vaca foi pro brejo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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LBR E A RECUPERAÇÃO JUDICIAL

No ponto estratégico em que se encontra na cadeia produtiva, a indústria de laticínios tem sob seu controle toda a segmentação do mercado consumidor e todas as ferramentas para sinalizar mercadologicamente o que deseja receber do produtor. Se até hoje não implantamos a IN62, é porque a indústria se dispõe a comprar leite fora das normas. Se a indústria quiser promover ganhos de escala, qualidade bacteriológica, nutricional, etc., no setor primário, está em suas mãos administrar critérios de bônus e ônus que sinalizem isso aos produtores. A pergunta que fica é por que o BNDES não exige essas regras básicas de administração ao eleger os candidatos a superempresas campeãs das cadeias produtivas? Por que o leite tem de ser diferente da soja, café, etanol ou carnes?

Roberto Hugo Jank Junior, vice-presidente da Leite Brasil, Associação Brasileira dos Produtores de Leite robertojr@agrindus.com.br

Descalvado

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NESTLÉ CONFIRMA CARNE DE CAVALO

Parabéns, BNDES, conforme notícias dos jornais, seu grande sócio mundial Frigorífico só no galopinho!

L. A. B. Moraes labmoraes@uol;com.br

Santos

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DE ORGULHO BRASILEIRO A SUCATA

Dez anos de PT no poder... País estagnado, a maior empresa estatal do País, a Petrobrás perde 40% do seu valor e cai de 2ª para a 4ª colocação do ranking das empresas de gás e petróleo. O seu lucro atingiu o menor nível desde 2004. Fizeram da mesma um "cabide" de empregos de milhares de apadrinhados petistas, desvirtuando o objetivo de qualquer empresa comercial ou industrial. Será que está "afundando" ou vão transformá-la em "sucata"? Nos dias de hoje já é comum atrasarem os pagamentos aos seus fornecedores, a que situação chegou! Com a falta de recursos os investimentos na prospecção de gás e petróleo, praticamente inexistem, embora ainda discutam a divisão com os Estados os resultados do pré-sal, quase paralisado. São contra as privatizações, o intere$$e é de inchar as empresas estatais para poderem divulgar de maneira mentirosa a redução do desemprego, a custa dos contribuintes brasileiros. Não teria sido melhor seguirem o exemplo da Vale do Rio Doce e das eletros/teles? A grande maioria dos governos é péssimo gestor, mas os dez anos do PT foi um verdadeiro desastre para o País. De exportadores passamos a ser importadores de combustíveis a um custo mais elevado, o que mais parece ser um negócio de criança, vendemos mais barato o mesmo produto que compramos a um preço maior, não há empresa que suporte esse tipo de negociação. O que pensar do etanol? Fiquemos de "olho vivo" nos bancos (BB/CEF) e outras empresas estatais, antes que virem "sucata". Nem o Ministério Público Federal, Judiciário, OAB são capazes de denunciar fatos tão graves, por que será? Se a privatização seria tão ruim, agora depois de desvalorizada poderão comprá-la em sociedade com alguns "muy amigos", tanto é que nem pensaram no "disfarce da concessão", como fizeram com alguns aeroportos? "O petróleo é nosso"? Até quando a Petrobrás será orgulho do povo brasileiro?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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O PREÇO DA GASOLINA

A Petrobrás, logo após o recente aumento do preço da gasolina, vem a público dizer que esse aumento é insuficiente para realinhar seus preços aos valores do mercado internacional. Ora, ao comparar o preço pago pelo consumidor brasileiro com aquele pago pelo consumidor americano, leva-se um susto. De fato, o preço da gasolina médio para o consumidor americano é de US$ 3,315 por galão, correspondente a US$ 0,87 por litro, ou cerca de R$ 1,75 por litro! Como se explica? A resposta está em nossos impostos sobre combustíveis, altíssimos comparados aos americanos, de acordo com informações obtidas na página da Petrobrás acessível pelo link abaixo. E em troca, o que temos? Nada! As estradas federais estão sucateadas, comparadas às de São Paulo, mantidas graças a elevados pedágios pagos pelo mesmo contribuinte que compra gasolina. Se o governo quer realmente combater a inflação, basta eliminar esses impostos absurdos e realinhar o preço da gasolina ao mercado internacional, recuperando, de quebra, a Petrobrás!

Giuseppe Michelino juzumba@yahoo.com

São Paulo

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INFLAÇÃO

O Banco Central conseguiu baixar os juros no País, que fez até com que os grandes bancos tivessem reduções nas imensas margens de lucro, após seguidos anos com recordes porcentuais. Agora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que o controle da inflação no Brasil será feito com aumento progressivo dos juros. Ou seja, mais uma vez os bancos e as instituições financeiras serão beneficiados com a medida, enquanto a população, como sempre, pagará a conta, né?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BRASIL À BEIRA DO ABISMO

Depois de levar o Brasil à beira do abismo, Mantega insiste em que o Brasil dê um passo à frente.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PELO BEM DO PAÍS

Ministro Guido Mantega deveria seguir o exemplo dos sábios. O papa Bento XVI, quando sentiu-se enfraquecido, sem condições de bem desempenhar suas funções, sejam quais forem a razões, solicitou sua substituição a fim de não comprometer o desempenho de seu papado. A falta de consistência do ministro e sua incapacidade para exercer suas funções já foram notadas por toda a nação brasileira. Que ele crie coragem, reflita, veja o desgaste que sofre o Brasil com suas atitudes e pronunciamentos insensatos. E seja coerente, peça sua substituição, para felicidade geral do povo brasileiro.

Batista Cassiano batistacassiano@hotmail.com

São Paulo

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PESQUISA IBOBE - COTAS NA EDUCAÇÃO

A pesquisa realizada pelo Ibope, a pedido do Estado, infelizmente não leva em conta o desconhecimento da população em geral sobre a realidade do tema (62% apoiam cotas para alunos negros, pobres e da escola pública, diz Ibope, 17/2, A13). Em busca de votos, os próprios autores dessas leis de cotas não mediram as consequências desastrosas que estão por vir: O governo, que já é incapaz de oferecer ensino fundamental de qualidade para o atual contingente de alunos, terá de arcar com um número muito maior de vagas para os alunos de escolas particulares, que migrarão às escolas públicas, para não serem prejudicados nos vestibulares futuros. As escolas públicas, por força da lei, terão de suprir essas vagas, provocando um caos ainda maior na qualidade do ensino, com salas superlotadas. Enquanto isso, muitas escolas particulares irão fechar por falta de alunos, gerando desemprego no setor. Essa política de cotas generaliza questões sociais de uma maneira simplória, demagógica e irresponsável, sem considerar que muitas famílias pobres, independente de raça, muito se sacrificaram para manter seus filhos em escolas particulares, preocupados com as péssimas condições de grande parte das escolas públicas, onde professores e alunos são ameaçados e agredidos por "alunos" que não estão lá para estudar mas para vandalizar os prédios, destruir o material escolar e promover badernas. Por outro lado, não faltam exemplos de homens e mulheres bem sucedidos que enfrentaram todo tipo de dificuldade na infância, com o mérito de não precisarem de esmolas, como esse sistema de cotas. Parabéns a eles!

John F. Davies johnfdavies@gmail.com

Valinhos

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BÁSICO E FUNDAMENTAL

Mais uma vez o brasileiro é induzido a se preocupar com as consequências em detrimento às causas do fato gerador. O País não precisa somente de quantidade de diplomas em sua população, e sim de qualidade de profissionais, competentes e de boa formação educacional. Isso só se consegue com jovens que tenham tido oportunidades com ensino básico e fundamental de qualidade. Se os governos cumprissem com suas obrigações e investissem de fato na qualidade das escolas públicas, básicas e fundamentais, os jovens oriundos dessas escolas não precisariam ser discriminados em quotistas para cursar uma universidade. Infelizmente o governo criou essas cotas tendo como pano de fundo os votos desses jovens, alem do que é muito mais fácil e barato abaixar ainda mais o nível escolar de uma faculdade (sem prejuízo do ganho de voto do jovem) do que investir na qualidade do ensino básico e fundamental onde os alunos não tem idade para votar.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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COTAS, A QUESTÃO É OUTRA

É assunto técnico e não pode ser enfocado emocionalmente. Se a preocupação válida é a desigualdade social, ela se acertaria a partir de administração pública honesta e competente, que não é ocaso no Brasil. Trata-se do nível de desenvolvimento do País, ou seja do nível da "utilização dos recursos". A universidade é centro imparcial de ensino e pesquisa (básica e aplicada), assim precisa estar a par dos acontecimentos no resto do mundo, através de mestres atualizados em cultura geral e essencialmente em seu ofício. Daí mestrado, doutorado e os pós. Os postulantes à uni precisam basicamente ter habilidade mental para acompanhar e absorver o ministrado por ela, a uni. Portanto, é óbvio, ao ensino universitário não pode importar, do aluno a cor, etnia, o passado escolar, a condição econômica; importa-lhe, sim, capacidade dele em relação ao seu currículo. Se as escolas públicas, que recebem todo e qualquer criança/adolescente na respectiva idade, não os prepara devidamente, visando também à uni, é mera questão de causa/efeito: melhorá-las e por enquanto criar cursos preparatórios à uni. É oportuno frisar, sempre há necessidade de adaptação a "qualquer estudante" adentrado a uni, onde o ambiente e os conceitos são muito diferentes dos anteriores. Concluindo, ou os estudantes acompanham a uni, ou ela deverá descer até eles, obviamente. Esqueça-se a qualidade dos formados. Cotas não trazem um odor de demagogia hipócrita na busca de apoio eleitoral?

Benedicto Silva beneassilva@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADE DO GOVERNO

O governo faz cortesia com chapéu alheio. Essas vagas que serão destinadas aos excluídos são retiradas das atuais gerações em idade de acesso à universidade e pagarão, sozinhas, o déficit histórico do País. Por que então o governo não cria mais vagas para efetuar essa política de inclusão? Por que sacrificar as atuais gerações que já não dispõem de muitas vagas? Ações afirmativas em educação pública pressupõem investimento público, e não redução de vagas. Até quanto este país tratará a educação como se fosse responsabilidade da sociedade?

Antônio Ernani Pedroso Calhao ernanicalhao@uol.com.br

São Paulo

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INTERESSE PRÓPRIO

Apesar de as pessoas criticarem os políticos dizendo, entre outras coisas, que eles só defendem os próprios interesses, o comportamento das pessoas no dia a dia não é diferente. Todo mundo quer puxar a brasa prá sua sardinha. Daí o resultado da pesquisa indicando que a maioria das pessoas é favorável às cotas. Se a maioria dos vestibulandos se enquadra no perfil dos beneficiários das cotas, qual seja, negros e egressos de escola pública, é lógico que a maioria vai ser favorável às cotas. A disputa por uma vaga nas universidades públicas é muito acirrada. Qual iniciativa que vai facilitar a vida de determinada parcela da sociedade é lógico que ela vai apoiar. Se, por exemplo, cogitarem de instituir cota para jogadores de futebol, com certeza eles vão apoiar a idéia e argumentar por a+b que é uma iniciativa correta.

Geraldo Magela da Silva Xavier beetolado@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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USP, UNESP E UNICAMP DEBATEM COTAS

Sempre se repete a velha história do sujeito que pega a mulher dele com outro no sofá da sala e... manda retirar o sofá. Deste que a Fuvest contou com o benefício de gratuidade da taxa de inscrição do vestibular para a faixa mais carente da população, a Fuvest passou a ser o vestibular exemplo da inclusão, isso porque o fato de a população mais carente não ter acesso ao ensino gratuito não se deve mais ao vestibular, mas sim ao ensino médio e à preparação do vestibular, novamente dever do Estado. Não basta simplesmente utilizar uma equivocada política de cotas, isso porque não basta se assegurar o ingresso à uma boa faculdade, porque a exclusão se dará na própria faculdade, já que um aluno não preparado não consegue acompanhar o ritmo das aulas. Num passado não muito distante, alunos de ensino médio deixavam colégios tradicionais particulares para irem estudar no Colégio Caetano de Campos, que melhor os preparava para os vestibulares, o mesmo acontecia nas escolas técnicas federais e estaduais, o que prova que o Estado tem, sim, condições de atender e preparar as classes menos favorecidas com ensino gratuito e de qualidade. Mas o Estado, na prática, prefere nivelar por baixo, já que ao invés de reconhecer que a qualidade do ensino médio é ruim e tomar medidas quanto a isso, prefere fazer uma política de cotas; ao invés de tomar o ensino público de qualidade como referência, desmonta o serviço de qualidade sob a alegação de que o objetivo de fornecer mão de obra de nível médio não vinha sendo cumprido, porque os alunos bem preparados partiam para o vestibular, quando a falha não era das escolas técnicas e sim da qualidade do ensino médio. Enquanto não se permitir ensino fundamental e médio da população de qualidade nunca vamos ter a inclusão!

Otavio A. M. M. Caetano otavio.caetano@terra.com.br

São Paulo

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