Fórums dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórums dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 03h00

Pandemia

Elixir milagroso


Quando o Brasil tem um dos dias mais letais da pandemia, com 1.312 mortes e 48.584 novos casos, entre estes o presidente da República, vemos Jair Bolsonaro dizendo aos jovens que a covid-19 não é isso tudo que os médicos andam dizendo. Não contente, não para de fazer propaganda da cloroquina, sem prova alguma de sua eficácia – ao contrário, pode causar sérios efeitos colaterais. Mas ele insiste no assunto ad nauseam. Por que será? Chega-se a imaginar, Deus nos livre, que ele tenha algum interesse em despejar na população o enorme estoque de cloroquina que o País acumulou com a fabricação do medicamento, por ordem dele, pelo nosso Exército, além da magnânima doação de Donald Trump, que não quer mais esse remédio por lá. E também, quem sabe, para se autoafirmar, sem conseguir lidar com a derrota de sua superteoria do elixir milagroso que cura até bicho de pé, quanto mais uma gripezinha. Confirmada a contaminação, apesar de seu histórico de atleta, ei-lo tirando a máscara a pouca distância de jornalistas que o entrevistavam (vão ganhar cloroquina de presente?). E daí? Daí me pergunto se existe no mundo um presidente mais atrapalhado, confuso, infantil e irresponsável do que Bolsonaro.


ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Degustação


Enquanto isso, num mundo paralelo chamado Brasília, nosso presidente degusta hidroxicloroquina como quem que passa manteiga no pão quentinho num lindo café da manhã... “Eu confio. E você?”. O que a Anvisa nos tem a dizer sobre isso?


RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA


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O Bolsonaro de sempre


Em cena explícita de automedicação, publicada em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro tomou um comprimido de hidroxicloroquina, o remédio que não é mais indicado para tratamento da covid-19 pelas autoridades médicas nacionais e internacionais, por ter eficácia duvidosa e reação colaterais adversas graves (arritmia cardíaca). A mensagem implícita é que a covid-19 não passa de uma gripezinha que pode ser tratada com o milagroso medicamento. Sendo assim, e afirmando que a doença “é como uma chuva, que vai atingir você”, pode-se chegar à conclusão de que as medidas de contenção adotadas por Estados e municípios são equivocadas, apenas atrapalham a economia... Ora, o presidente tem a liberdade de se tratar com preferir. Mas os números de infectados e óbitos não param de aumentar e o sistema público de saúde está à beira do colapso. Portanto, ele não deve incitar as pessoas que não podem fazer distanciamento social, e têm acesso precário a serviços de saúde, a abandonar de vez as medidas mais básicas de proteção. Expor a vida ou a saúde de outrem é delito tipificado no artigo 132 do Código Penal!


OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Políticos e a covid-19


A revista britânica The Economist publicou recentemente, em Covid-19 is here to stay, people will have to adapt (Covid-19 está aí para ficar, as pessoas terão de se adaptar), o seguinte trecho: “... em certos países onde a pandemia tem números alarmantes, políticos costumam minimizar a ameaça, acovardar-se perante a realidade, dar maus exemplos ou ficar mais preocupados com seu destino político do que com seu país. As vezes, fazem tudo isso ao mesmo tempo”. Referia-se a políticos de que país mesmo...?!


PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES

PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Desgoverno do capitão

Ministérios vagos


Por não terem nenhuma importância para o obscurantista e negacionista desgoverno Bolsonaro, tanto faz como tanto fez se os Ministérios da Saúde e da Educação estão ou não sem titular. O que importa de fato é se os eventuais ocupantes rezam pela cartilha olavobolsonarista, e não se têm expertise comprovada em áreas absolutamente vitais para o País. Pobre Brasil...


J. S. DECOL

DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAUL


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Pertinência


Para que ministros, se não temos presidente?


CARLOS ALBERTO ROXO

ROXO.SETE@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Educação


Pelos últimos rumores na capital da República, o nome mais recente com chance de ser o próximo ministro da Educação é, nada mais, nada menos, que o famoso Recruta Zero.


FREDERICO FONTOURA LEINZ

FREDY1943@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Alerta aos incautos


Ser ministro de Bolsonaro é complicado. O escolhido assume e, mesmo com currículo expressivo, corre o risco de ser fritado, pisado e vilipendiado. Se tem integridade moral, deixa a pasta com a convicção de que não deveria ter aceitado o cargo, pois a experiência tem como resultado sufocar a aspiração de fazer alguma coisa em benefício do País. Por isso está difícil encontrar bons nomes.


JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO


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Fundo do poço


É impressionante a destruição causada pelo antigoverno de Jair Bolsonaro em apenas 18 meses. Não temos políticas públicas para educação e saúde, em plena pandemia do coronavírus. Já são quase 70 mil brasileiros mortos, um verdadeiro genocídio. Bolsonaro brinca de ser presidente, mas não passa de uma aberração a serviço dos interesses escusos, mesquinhos e desumanos da extrema direita fascista. Nesse ritmo, o Brasil – que já virou um pária mundial – vai superar os EUA de Trump e será o país recordista do trágico e sinistro ranking mundial do número de mortos na pandemia. Já estamos no fundo do poço, mas não paramos de descer mais a cada dia que passa.


RENATO KHAIR

RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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9 DE JULHO


Hoje os paulistas despertaram mais leves e orgulhosos, apesar de todos os pesares. Afinal, celebra-se o 88.º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Guerra Paulista, que abrigou movimento armado em São Paulo, Sul de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. O embate teve por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas, bem como de convocar Nova Assembleia Nacional Constituinte. O fim da história quase todos conhecem, tendo terminado com a vitória dos bandeirantes, subsumida na promulgação de Nova Carta Magna em 1934, depois derrubada com o fechamento do Congresso Nacional, sob Vargas. Nove de Julho é, incontestavelmente, a maior data cívica de nossa terra e o feriado que a homenageia somente poderia ser comemorado no próprio dia 9 de julho, com todas as celebrações que o cercam, apesar da pandemia, que, lamentavelmente, grassa no momento. Nenhuma autoridade tem o direito de totalitariamente e ao seu bel prazer antecipar o feriado mediante uma canetada, como foi feito. Parabéns a todos os heróis que lutaram bravamente, entre os quais alguns poucos ainda vivem. Vamos comemorar o 9 de Julho no dia 9 de julho.


José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo


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LEGIÃO NEGRA


Neste 9 de julho, quando comemoramos 88 anos da eclosão da Revolução Constitucionalista, vale ser ressaltada a participação da comunidade negra paulista que formou uma comissão beneficente para arrecadar apoio material e humano em prol do movimento. Surgia, então, a Legião Negra, conhecida também por Pérolas Negras, com papéis relevantes nas batalhas, tendo sua participação sido muito importante durante os sangrentos combates, demonstrando patriotismo e empunhando alto a bandeira do ideal constitucionalista. Perdemos a batalha, mas não a guerra, pois em 1933 uma Assembleia Constituinte se forma e em 1934 é promulgada a tão almejada Constituição. Pelo seu heroísmo e disciplina militar, a Legião Negra foi fundamental na luta pela redemocratização do Brasil!


Pedro Paulo Penna Trindade, Comitê de Civismo e Cidadania da Associação Comercial de São Paulo pennatrindade@gmail.com

São Paulo


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MANCHETE


Maravilha de manchete a do Estadão de ontem (8/7) – 48 mil novos registros de covid em 24h; Bolsonaro é um deles. Abrangente, precisa,  focalizada e inteligente.


Alberto Martinez alberto.martinez@terra.com.br

São Paulo


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TESTE POSITIVO DO PRESIDENTE


Boris Johnson mostrava-se irredutível em sua miopia diante da pandemia quando desolava vidas pelo Reino Unido. Mudou completamente sua postura quando teve seu teste positivado para a covid-19. Pôs à prova a força do seu esfíncter quando precisou ser internado. Aprendeu. A reação, de agora em diante, do também positivo presidente Bolsonaro será o mais próximo que chegaremos de um psicotécnico.


Jorge Neto jorgealvneto@outlook.com

Areia (PB)


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REAÇÃO DEPLORÁVEL


Esperar que Jair Bolsonaro se transforme numa pessoa melhor após ser acometido pela covid-19 é, obviamente, uma grande ingenuidade. Alguém normal reagiria com um mínimo de preocupação ao saber da doença, o que não é o caso do presidente, pois normalidade nunca fez parte de sua agenda. Agora, o desejo visceral da morte dele que anda pululando nas redes sociais e em colunas de jornais é deplorável e condenável. Aliás, é justamente o que ele mais quer, pois, ao se curar (o que provavelmente acontecerá), saíra mais vitorioso ainda contra seus “inimigos”. Como muito bem apontou Vera Magalhães na sua coluna Bolsonarice contagiosa (8/7, A5), ao salientar que esta onda só faz vitimar Bolsonaro: “Perde a imprensa, perde o País, perdemos todos nós, que nos desumanizamos a cada dia, sem perceber que, aos poucos, nos transformamos naquilo que mais desprezamos”.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CONTÁGIO


Familiares, apoiadores, servidores e empresários: quem Bolsonaro pode ter infectado? Faz tempo que Bolsonaro infectou o País inteiro.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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TESTE


Gostaria muito que o teste de Jair Bolsonaro desse positivo para presidente.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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COMO SÃO TOMÉ


Será que o homem foi mesmo infectado? Em se tratando desse contumaz potoqueiro, sou como São Tomé, só acredito vendo o documento comprobatório, o nome do responsável pelo exame e com firma reconhecida em cartório isento. Vamos ver quantas, das dezenas de pessoas contatadas pelo mandrião, provarão a existência desse providencial covid.


Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo


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‘NUVEM DE AMEAÇAS’


Como sempre, excelente o artigo Nuvem de ameaças, do jornalista J. R. Guzzo, publicado no domingo (5/7), sobre a Lei das Fake News, um naufrágio, segundo ele, para os direitos individuais. A conclusão do citado artigo foi primorosa, quando ele declara que um veículo de comunicação tem o direito de publicar aquilo que quer e, também, o direito de não publicar aquilo que não quer. Todavia, então também é preciso aceitar que “o Senado e o Supremo, daqui para diante, vão pensar cada vez mais por todos nós”. Lembrei-me de George Orwell e do seu 1984 fazendo escola!


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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CAUTELA


Em comunicação anteriormente ao nosso Fórum no Estadão, já manifestei minha preocupação com este projeto sobre notícias falsas. Ao ler a coluna de J. R. Guzzo (5/7, A8), seus argumentos ao meu ver devem ser lidos e analisados com muita atenção. Os crimes de calúnia, difamação e injúria já estão contemplados, como bem o lembra, há 80 anos em nosso Código Penal. E para estes fatos já existem punições. Assim vivi dentro das minhas sete décadas e meia de vida com essas regras. As redes sociais vieram para ficar e me preocupa que poderemos ter escritórios advocatícios nestas especializadas, e, convenhamos, “cereja do bolo $$$$”. Como defensor ferrenho dos direitos individuais e da liberdade de expressão, não a vejo com bons olhos. Fala muito bem que “faz o contrário do que anuncia e emenda, não protege o cidadão dos políticos, e sim estes do cidadão”. Defender grupos especializados nestas notícias que ferem os três crimes supracitados é um absurdo. Temos mecanismos de chegar até esses vilões. Mas não e nunca poderemos confundir uma opinião democrática, que por vezes pode até ser tida como agressiva e quem as emitiu que seja julgado e punido pelo que já temos. Concordo com Guzzo, “Lei das Fake News é um naufrágio de primeira classe para os direitos individuais”. É nossa obrigação nos debruçarmos sobre este tema, e aí, sim, com muita cautela e amadurecimento, concluí-lo.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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FASCISMO


Somente num país do chefe, partido, imprensa e pensamento únicos, enfim, da obtusidade absolutamente única pode-se imaginar um Parlamento capaz de aprovar lei do tipo desta “Lei das Fake News”, um mostrengo legal que, entre outras absurdidades jurídicas, despeja no lixo um dos basilares princípios do Direito, aquele da anterioridade da lei penal: “Não há crime sem lei anterior que o defina”. A quem precisam amordaçar? Fascismo? Pobre democracia.


Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro


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RETROCESSO


A lei da liberdade, responsabilidade e transparência na internet, mais conhecida como a Lei das Fake News, foi aprovada no Senado e, agora, segue para a Câmara, onde certamente terá o mesmo destino. É uma lei que vai censurar a liberdade de expressão contida na Constituição, portanto é um atraso na tão propalada democracia brasileira. A internet é terra de ninguém e o Código Penal existe para punir infratores. Se alguém se sentir ofendido por alguma publicação, a Justiça pode e existe para conter os excessos.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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LIBERDADE


O que é esta tal de liberdade de expressão que tanto está sendo questionada com o projeto das fake news? Por acaso divulgar uma notícia falsa, que pode prejudicar uma determinada pessoa, é liberdade de expressão? Agora uma exposição sobre sexualidade no Masp não é? Essa tal liberdade de expressão é bem seletiva, não?


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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FAKE NEWS


Continuando neste assunto, alguém se recorda de quantas dessas fake news o PT lançou no ar em mais de 15 anos, muitas das quais nos custaram milhões de reais? Vou citar uma, para dar um exemplo: o trem-bala. Ou não?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA


Jair Bolsonaro e seus milicianos estão invadindo deliberadamente a Amazônia para se apoderar de terras, cortar madeira e procurar minérios. Pouco importa a eles a imagem do nosso país, o acordo comercial Mercosul x Comunidade Econômica da Europa, a perda de investidores e o prejuízo nas exportações. Foi muito oportuna a manifestação dos CEOs das principais empresas do Brasil tomando posição contra essa razia desses mafiosos. Cada vez mais temos de reagir a esse banditismo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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BRINCANDO COM FOGO


Como China, Paquistão, Índia e Israel têm armas nucleares, o Irã também quer tê-las. Para pressioná-lo, tentando coibir isso, é estrangulado economicamente pelos países ocidentais. Já o Brasil tem a Amazônia, o grande filtro das emanações de dióxido de carbono que afetam todo o clima da Terra. Como teima em destruir sua floresta, começa a sofrer pressões econômicas para que tome providências contra isso. Será que vai insistir na prática irresponsável, destruindo o próprio patrimônio, até que os países ocidentais, quem sabe liderados pelo “grande irmão do norte”, resolvam também nos estrangular economicamente como fazem com o Irã?


Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


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O VERDE DA NOSSA BANDEIRA


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está sendo atacado pelas suas ações diametralmente opostas aos interesses de sua pasta. Desde que tomou posse, o ministro se dedicou com afinco a remover todos os obstáculos que havia para promover o extermínio completo da natureza, com o objetivo de abrir caminho para o crescimento insustentável do agronegócio. Ricardo Salles tratou os criminosos da floresta como heróis, confraternizou com madeireiros, grileiros de terras e mineradores ilegais, prometendo legalizar essas atividades criminosas. O ministro tratou como bandidos todos os ambientalistas, acusou sem provas as ONGs de provocarem os incêndios na Amazônia, brigadistas foram presos por conta dessas mentiras, fiscais foram demitidos por cumprirem seu dever. O Brasil perdeu bilhões de reais de ajuda econômica para a preservação oriundos do fundo Amazônia, que o ministro acusou sem provas de ser fraudulento. Não há dúvidas de que Ricardo Salles deve ser afastado do cargo, mas isso não terá efeito algum se o seu chefe, Jair Messias Bolsonaro, também não for impedido de continuar destruindo o verde da nossa bandeira como se não houvesse o amanhã.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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SEMANA QUE VEM


Nosso eminente ministro Paulo Guedes pede à população que ajude a Nação, ao invés de simplesmente criticá-la. Em meio a pesquisas de contaminação de pandemia, número de mortos, fotografias de covas e valas, fica o cidadão ensimesmado, isolado, sem trabalho, esperando bolsas auxílio ou qualquer outra forma de sobreviver o dia. Até agora, não conhecemos algum plano que tenha formulado com sua equipe de craques, além do auxílio emergencial, prática executada desde os tempos da monarquia. Não se sabe o que será a economia do País no pós-pandemia. Hipóteses como venda de ativos e novos impostos tipo CPMF já foram aventadas como grandes soluções. Isso se forem apresentadas semana que vem, como costuma dizer. Um time retrancado. Fazendo um a zero e ganhando, vale a vitória. Só que fazer o gol está difícil! Interessante que, como na música, uns choram enquanto outros riem. Mais de 65 mil mortos e seguramente superaremos os 100 mil. Ora, desse total, que 80% sejam velhos, imagine que alívio isso representará para a economia do rombo da Previdência. Alguém já fez essa conta? Outro aspecto vantajoso com as mortes será a economia de atendimento na área da saúde no pós-pandemia, já que velhos são os maiores usuários desses sistemas: SUS e planos de saúde. Omite-se hipocritamente a informação dos aspectos vantajosos talvez em respeito aos mortos. Por que, então, obrigar os vivos a viver sob pressão que faz aumentar a automedicação de remédios para neuroses, aflições, hipertensão e mesmo aumento do consumo de outros tipos de drogas e alucinógenos delivery? Diria que mais sensato seria ele se dirigir a seus colegas do Legislativo, do Judiciário e servidores recebedores de privilégios que até agora fazem cara de paisagem vendo de longe o sacrifício feito pela sociedade civil.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS


Para alguém que se diz liberal, o sr. Paulo Guedes vem apresentando postura intrigante no sentido de querer por querer aumentar a já escorchante carga tributária que escraviza os brasileiros. Obcecado pela CPMF, pretende agora o ilustre economista taxar dividendos sob a tosca alegação que “não é possível que alguém pague zero sobre dividendo enquanto o trabalhador paga 27,5%”. Argumento raso, oco e fácil, típico de populistas demagogos e hipócritas. Afirmar que os dividendos são isentos é uma falácia. Dito por alguém que deveria ter o conhecimento e preparo técnico para ocupar o cargo que ocupa, é uma desonestidade conceitual e técnico/ intelectual. Além de revelar preconceito e ignorância das razões da, digamos, “isenção” em nosso sistema. Os dividendos só são distribuídos depois de recolhido o Imposto de Renda sobre o lucro, à alíquota mínima de 35%. Ou seja, são tributados na fonte. Tributá-los novamente seria nada mais, nada menos que bitributação e aumento da carga tributária. um total contrassenso, mormente para alguém que se diz liberal. Sobre a taxação de dividendos e o dano que faria não apenas aos tão necessários investimentos em nosso país, como também à arrecadação e ao mercado de trabalho, já se manifestou brilhantemente e por várias vezes (por exemplo e entre outras, nas edições de 6/9/2018, 4/10/2018 e 4/4/2019), neste mesmo jornal, o sr. Everardo Maciel. Há vários outros articulistas e especialistas que já expuseram sua opinião e expertise sobre o tema nesse diário, como Celso Ming, Ricardo Lacaz Martins e Elizabeth Libertucci, todos demonstrando o quão danosa seria essa bitributação. Sugiro enfaticamente ao sr. ministro a leitura, minimamente, dos artigos mencionados, para que comece a se ilustrar e diminua sua desinformação e preconceito. A nomeação ao Ministério da Economia de uma pessoa autoconceituada como pró-mercado, bem formada e bem-sucedida nas lides empresariais trouxe a esperança de que teríamos competência na gestão das contas públicas, com boa administração, criatividade e eficiência, além de controle sobre as despesas e gastos públicos. Aparentemente, tudo o que recebemos foi mais do mesmo: mais um mero explorador da população, viciado na facilidade do aumento dos impostos. A vanguarda do atraso. Decepcionante e revoltante.


Andreas de Souza Fein andreas.s.fein@icloud.com

São Paulo


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EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que atordoou o STF por blasfêmia, já era página virada. Contudo, não é tarde nem é cedo para abrir a nova página – o problema não é isso – devemos aparelhar para que o governo encontre uma pessoa certa para este ministério. Até porque o Ministério da Educação é o ministério mais importante do País. Um certo técnico especializado em Psicologia escreveu, na Folha de Londrina, que o caráter de uma pessoa é formado e estabelecido entre 0 e 7 anos. Tal conhecimento deveria ser contemplado como um novo desígnio do referido ministerial.


Osamu Arazawa Arazawaosamu@Gmail.com

Londrina (PR)


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IMPOSTO ESFOLADOR


Muito oportuno o comentário do leitor sr. Elias Skaf (4/7, A3) sobre a cobrança de Impostos de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Alíquota de 3% e incidência sobre valor de referência, considerada inconstitucional pelo STF desde a gestão José Serra. Estimula a não regularização da propriedade. Trata-se de imposto que deveria ser extinto para estimular a regular transferência do domínio. O mesmo se diga das taxas de licenciamento para construção que fomentam a clandestinidade. Melhor fora que o município buscasse essa arrecadação via IPTU, para isso bastando acréscimo de centésimos no porcentual de incidência e pesadas multas para edificações clandestinas e sem registro.


Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo


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INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL


O atual diretor do, em reconstrução, Museu Nacional do Rio de Janeiro, Alexander Kellner, afirmou em sua carta (Fórum dos Leitores, 8/7, A3) que é fundamental que a sociedade se dê conta de que precisamos fazer muito mais para proteger o patrimônio científico cultural do País e perguntou se será que aprendemos algo com o trágico incêndio que praticamente destruiu o museu, em setembro de 2018. Kellner tem toda a razão na crítica contundente e na cobrança por mais seriedade e manutenção do nosso patrimônio. Mas esta cobrança deveria ser dirigida, certamente, para o diretor da entidade à época da verdadeira tragédia, coincidentemente o próprio Alexander Kellner.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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