Intenção de consumo mostra volta da confiança

Em julho, segundo levantamento com abrangência nacional realizado pela CNC com 18 mil famílias, os sinais positivos foram generalizados

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 03h05

A pesquisa sobre a Intenção de Consumo das Famílias da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que as pessoas estão reconquistando a confiança no futuro e dispostas a elevar gastos depois de dois anos de forte contenção do orçamento doméstico. Em julho, segundo levantamento com abrangência nacional realizado pela CNC com 18 mil famílias, os sinais positivos foram generalizados. “A intenção de consumo das famílias segue em recuperação lenta, porém progressiva”, analisam os economistas da CNC.

Para um ponto de equilíbrio de 100 pontos, abaixo do qual se entra no campo negativo, o indicador mais significativo foi o de satisfação com o emprego atual. Este atingiu 107,5 pontos, 0,3% superior ao de junho e 6,9% maior que o de julho de 2016. O nível mais alto foi registrado na Região Centro-Oeste (137,2 pontos), o que se explica pelo aumento das contratações em decorrência da supersafra agrícola. Em junho, o setor agropecuário foi responsável pela abertura de 36,8 mil vagas com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho.

A situação também é favorável nas Regiões Norte, Sul e Nordeste. Apenas na região Sudeste esse índice ficou abaixo dos 100 pontos. Além disso, as perspectivas profissionais aumentaram 2,1% em um ano e estão em 95,5 pontos. A satisfação com a renda atual avançou 6,5% entre maio de 2016 e maio de 2017, para 90,5 pontos. Embora ainda no campo negativo, a percepção deixou de piorar.

Três dos sete itens pesquisados (Momento para Duráveis, Nível de Consumo Atual e Perspectiva de Consumo) ainda são baixos (entre 51,7 e 70,7 pontos) e muito inferiores à zona de indiferença de 100 pontos, mas também nestes casos há recuperação – e muito forte. Em um ano, a Perspectiva de Consumo cresceu 32,4%.

Quanto aos duráveis (itens, normalmente, de maior valor), a disposição de comprar é crescente entre famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos, mas está em queda nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos.

O indicador foi, segundo a pesquisa, influenciado pela liberação do FGTS de contas inativas e sugere que aqueles que têm rendas mais baixas estão mais confiantes na preservação do emprego e da renda, o que é muito importante para a economia em geral e para o varejo em particular.

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