Ligeira melhora do Brasil em competitividade

Brasil subiu uma colocação em relação a 2017, primeiro avanço desde 2010

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2018 | 04h00

Falta muito para o País alcançar boa classificação em termos de competitividade internacional, mas tem havido alguma ligeira melhora. No ranking elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), abrangendo 63 países, o Brasil classificou-se no 60.º posto, subindo um degrau em relação a 2017. É o primeiro avanço desde 2010, quando o País conseguiu obter o 38.º lugar, sua melhor marca. Desde então até 2017, o País recuou várias posições no ranking e por pouco escapou de ficar na última colocação.

A tímida reação em 2018 é atribuída às reformas que o governo conseguiu implementar, mas que foram interrompidas, o que significou a perda de uma oportunidade importante em meio a “um ambiente de turbulência política e incerteza econômica”, na avaliação de Carlos Arruda, coordenador da FDC.

Certamente, a não aprovação da reforma previdenciária, o grande número de estatais deficitárias, as pesadas despesas com o funcionalismo público, além da corrupção, são fatores responsáveis pela falta de recursos para o Brasil vencer suas graves deficiências de infraestrutura, uma das categorias-base do relatório do IMD/FDC. Outra é o baixo crescimento da economia, que só agora começa a se recuperar. Essa situação levou o País a classificar-se na 54.ª posição entre os países analisados.

A terceira categoria-base é a ineficiência do governo brasileiro, enredado em um cipoal burocrático. Significativamente, nesse tópico o País figurou em 62.º lugar, acima apenas da Venezuela, embora o Brasil esteja longe do caos a que a ditadura bolivariana conduziu o país vizinho. O estudo considera ainda a competência empresarial, que não chega a ter no País um papel de maior destaque no âmbito mundial.

Apesar de tudo, o relatório menciona um aspecto positivo, que é o potencial do mercado brasileiro, que continua a atrair investimentos estrangeiros diretos (IEDs), diferentemente de outras economias em desenvolvimento. Os IEDs para o País, por sinal, somaram US$ 20,366 bilhões de janeiro a abril.

De modo geral, o quadro apresentado pelo relatório do IMD/FDC ainda é sombrio, mas deixa aberta a possibilidade de reversão, a depender dos rumos que o País venha a tomar no futuro.

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