Medo do desemprego ainda é alto

Índice elaborado pela Confederação Nacional da Indústria registrou queda em setembro

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 04h00

O Índice de Medo do Desemprego, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que registrou queda de 2,0 pontos porcentuais em setembro na comparação com junho, mostra que começam a se dissipar as apreensões geradas pela paralisação da economia no fim de maio provocada pela greve dos caminhoneiros. O humor do brasileiro parece mover-se aos sobressaltos. No início do ano, predominava a sensação de que o pior da crise já havia passado. Sobreveio, porém, a greve dos caminhoneiros, com graves consequências para a economia, o que teve efeito direto sobre o estado de ânimo da população.

O Índice da CNI está em 65,7 pontos, ainda muito acima de sua média histórica de 49,7 pontos. Mas, com o resultado de setembro, recupera-se de parte da deterioração observada em junho, “quando a insegurança da população aumentou”, como afirmou Maria Carolina Marques, economista da CNI.

A pesquisa – que ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios de todo o País, entre 22 e 24 de setembro – mostra que a redução do medo do desemprego foi muito mais sensível no Sudeste, onde o ritmo de atividade tem sido mais intenso. Na região, o indicador caiu 5,8 pontos em setembro, ficando em 64 pontos, anulando o aumento de 4,8 pontos em junho. No Nordeste, o recuo foi de apenas 1 ponto porcentual no período, situando-se agora em 73,1 pontos, o maior nível de todo o País.

De outra parte, observou-se um aumento de 0,8 ponto no Sul, onde a marca atualmente é de 62,7 pontos. No Norte/Centro-Oeste houve uma subida de 2,3 pontos, sempre em setembro em confronto com junho, tendo o índice alcançado 60,9 pontos. Esses resultados podem ser explicados pelo menor crescimento do emprego nas áreas predominantemente agropecuárias.

Paralelamente, a CNI elabora um Índice de Satisfação com a Vida, que acusou ligeira alta de 1,1 ponto em setembro em relação a junho, ficando a média nacional em 65,9 pontos. Também nesse caso, o indicador fica aquém da média histórica de 69,7 pontos. O Índice subiu em todas as regiões, mas foram o Norte/Centro-Oeste (mais 2,3 pontos) e o Sul (mais 2,4 pontos) que puxaram a alta em setembro. No Nordeste, o indicador teve uma elevação de somente l ponto e no Sudeste a subida não passou de 0,2 ponto.

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