Meta central da Petrobrás será a rentabilidade

Investimento de US$ 84,1 bilhões em atividades produtivas é realista

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2018 | 04h00

O novo Plano de Negócios e Gestão (PNG) da Petrobrás para o período de 2019 a 2023, aprovado há pouco por seu Conselho de Administração, é realista ao prever investimentos de US$ 84,1 bilhões em suas atividades produtivas, cerca de US$ 10 bilhões a mais em relação ao PNG anterior (2018-2022). São previstas melhoria e segurança da força de trabalho e operação, redução da dívida e uma novidade na história da estatal: um indicador de retorno sobre o capital empregado na companhia, que deve ficar acima de 11% em 2020, um bem-vindo reconhecimento da importância de remunerar melhor os seus acionistas, tantas vezes frustrados.

Com o planejamento prudente que caracterizou o novo PNG, prevendo crescimento gradual das cotações internacionais do petróleo – o plano, obviamente, poderá ser revisto pela próxima gestão –, a Petrobrás firma-se como uma empresa efetivamente de mercado, com ênfase na continuidade da redução de seu nível de endividamento, ainda bastante elevado, investimentos de acordo com sua capacidade de gerar receitas, diversificação de atividades e disposição de trilhar o caminho da rentabilidade sustentável.

A previsão é de que a produção de petróleo cresça 7% em 2019 e de que a empresa recolha, nos próximos cinco anos, R$ 600 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais, podendo também gerar até 450 mil novos empregos em diversas regiões do País.

A companhia vai focar nos grandes ativos que possibilitam maior geração de caixa, como exploração e produção de petróleo e refino, transporte e comercialização. O PNG menciona que, na área de refino e comercialização, além dos investimentos programados ligados à produção e distribuição de gás, a companhia vai impulsionar parcerias e desinvestimentos, projetando um ingresso potencial de US$ 26,9 bilhões nessa área.

Consciente de que o papel dos combustíveis fósseis na economia global tende a diminuir sensivelmente nas próximas décadas, a Petrobrás vai dar mais força à energia renovável, em especial às energias solar e eólica, e investirá em querosene a partir de cana-de-açúcar e em green diesel (óleo diesel reprocessado).

Note-se que o novo PNG da petroleira projeta investimentos de R$ 13 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e R$ 6 bilhões em projetos sociais e ambientais.

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