Micro e pequenas empresas estão mais otimistas

Confiança de pequenos negócios aumentou 15% em novembro em relação a outubro

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2018 | 04h00

A definição eleitoral, a inflação em baixa e a economia em expansão, embora ainda em ritmo lento, deram uma injeção de ânimo às empresas de menor porte. O Indicador de Confiança das Micro e Pequenas Empresas aumentou 15% em novembro em relação a outubro, tendo subido a 61,8 pontos, o maior marco da série histórica iniciada em 2015, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil). Para 76% dos empresários ouvidos na pesquisa, a expectativa é de melhora na economia nos próximos meses.

Foi vencido o clima de pessimismo entre os pequenos empreendedores, que depositavam grandes esperanças de recuperação em 2018, mas se viram frustrados pelo desempenho da economia, especialmente depois do primeiro trimestre. As perspectivas começaram a mudar em outubro. Considerando apenas o componente da confiança, que mede a expectativa para os próximos seis meses, o indicador já havia alcançado 62,6 pontos em outubro, indo para 74,8 pontos em novembro. Ambos bem acima de 50 pontos, que numa escala de zero a 100 mostra predominância de confiança e abaixo de 50, desconfiança.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados revelam que o bom humor da maioria dos pequenos empresários é resultado das perspectivas de mudanças, que podem vir a melhorar o ambiente de negócios. Entre os que se mostram mais convictos de que dias melhores virão, 57% disseram, em novembro, que seu estado de espírito se baseia no cenário político mais favorável, 24% não apontaram motivo específico e 18% se dizem animados pela evolução recente de dados econômicos.

Numa análise voltada para suas próprias empresas, a expectativa de crescimento no mercado avançou de 57% em outubro para 78% em novembro. Além dos 35% que atribuem seu otimismo às condições gerais político-econômicas, 27% não revelaram motivos específicos, 24% consideram decisiva a boa gestão e outros 24% revelaram intenção de investir mais no próprio negócio. Somente 5% se declaram pessimistas.

As vendas de fim de ano podem reforçar o otimismo desse segmento, que é gerador de grande quantidade de empregos, fato muito positivo não só sob o ponto de vista estritamente econômico, mas sobretudo social.

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